Resenha – O Que Não Diz A Lenda

Por Thila Barto
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14 de agosto

Título: O Que Não Diz A Lenda
Autora: Christine M.
Editora: Underworld
Páginas: 320
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“Nadar te faz querer chegar a algum lugar e eu não conseguia nem tocar o fundo e nem voltar à tona. Perder-se te faz se afogar e eu já estava ficando sem ar”

 

Resenha:
Como lidar com essa escrevedora que acaba comigo toda vez que leio algo dela?…

O livro me fez pensar muito. Cheguei até a andar no sentido errado do metrô, quase indo até o final da linha, me questionando sobre o mundo, minhas escolhas e atitudes. O motivo?

O Que Não Diz a Lenda retrata um mundo pós-apocalíptico onde temos três grandes potências: Rússia, China e Estados Unidos. Vários desastres naturais em larga escala começam a acontecer e destruir cidades inteiras. Mas qual seria o motivo da Terra estar se voltando contra ela mesma? O próprio ego do ser humano.

Os desastres foram causados na tentativa de criar uma nova arma geofísica através de antenas que se estendiam por incontáveis metros em direção ao centro da Terra com o objetivo de repreender e controlar os demais. Realmente assustador!

Após uma série de acontecimentos que vai desde a China nomeando os Estados Unidos como autor de todos os ataques, o início da Terceira Guerra Mundial, até um certo acordo de ‘paz’, o mundo fica sob o controle das três potências que implantam um regime de ditadura cruel, com o poder nas mãos dos militares que supervisionam uma população que luta para sobreviver perante as inúmeras regras, miséria e sofrimento.

Nesse cenário caótico, temos Alice, filha de um casal totalmente inesperado: um militar americano e uma guerrilheira que fez história na tentativa de achar soluções para a destruição das antenas.

Com a morte de sua mãe poucos dias após seu nascimento, Alice e seu irmão, Henry, são mandados para o Brasil por seu pai para viverem com a família Martins com novas identidades para afastá-los, pelo menos em parte, da enorme confusão que se alastrava pelo mundo.

Anos se passam e, ao contrário de Henry que se juntou a guerrilha, Alice se torna uma professora de artes em uma Unidade Militar de Terapia Alternativa para soldados que sofreram traumas durante a guerra e logo depois se casa com um militar: o Coronel Hawk.

Tudo parecia bem, ou pelo menos tolerável e confortável, mas pessoas começam a aparecer na sua vida para observá-la ou para ajudá-la de alguma forma e, de uma hora pra outra, ela se vê numa enorme confusão quando seu próprio marido a entrega nas mãos de torturares que faziam perguntas que não sabia responder.

Quem era Coronel Hawk? No que ela tinha se metido? Tudo isso tinha relação com sua verdadeira identidade? Qual o legado que sua mãe deixou?… Essas são perguntas que serão respondidas somente durante a leitura 😉

 

A expressão ‘que loucura’ define muito minha experiência com O Que Não Diz A Lenda, primeiro porque eu já tinha lido todos os outros livros da autora, o Enquanto a Chuva Caía, Sob a Luz dos Seus Olhos, Sob Um Milhão de Estrelas e todos os outros. Então quando iniciei a leitura eu fiquei: O quêeee? Chris Melo, Christine M. ou como você preferir, escrevendo um livro onde o futuro da humanidade está em jogo, com tecnologias, guerras, esse caos todo e ainda com gostinho de que terá continuação? Fiquei chocadíssima! Não pelo lado negativo e sim trocentas mil vezes pelo positivo! É arrasadora demais essa escrevedora que consegue escrever de tudo com uma intensidade e maestria sem fim!!!!

Chris Melo, eu te idolatro!

O livro me surpreendeu gigantescamente. Sem falar que achei curioso demais o cenário que criei na minha cabeça que foi totalmente o contrário do de outros livros de distopia ou com ideias futurísticas que sempre são repletos de tecnologias sem fim, como celulares que fazem de tudo, onde chaves não existem já que tudo é liberado por digitais, prédios altíssimos, carros que voam e derivados. Imaginei um cenário quase igual ao nosso atual, mas anos antes, com arquitetura e vestuários dos anos 30 e 40. Louco né? E isso me deixou ainda mais apreensiva e pensativa pois tudo no livro poderia estar acontecendo agora!

Senti de tudo: desespero, ódio, amor, revolta, ri, chorei, entrei em estado de choque, minha gastrite nervosa atacou, me perdi no caminho que faço várias vezes por semana no metrô – como disse no início da resenha – e, mesmo terminando o livro encolhida na cama abraçando um enorme travesseiro, com o óculos jogado do meu lado, presa em uma série de pensamentos insanos sobre a loucura que está o mundo e destruída emocionalmente e psicologicamente, me recuperei depois de longos minutos, e disse: to pronta pra outra! (Entendeu o recado né, Chris? Rsrs)

Leiam, leiam E LEIAAAM

“A parte que eu escolho não dizer em voz alta é a parte mais importante do que eu sinto. Tudo o que não consegue virar palavra é porque é grande demais para ganhar um nome.”

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Resenha – Bem-vindo À Vida Real

por Thales Eduardo
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11 de agosto
Título: Bem-vindo À Vida Real Título original: Cure For The Common Universe Autor: Christian McKay Heidicker Tradução: Glenda D’Oliveira Editora: Intrínseca Páginas: 320 Página no Skoob: Clique Aqui “Queria sair do meu próprio corpo. Queria abandonar o personagem chamado Jaxon e recomeçar

John Green anuncia livro novo!

Por Thila Barto
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10 de agosto
É, caro, você não está lendo errado! O nosso querido ‘João Verde’, depois de 5 anos, anuncia livro novo! O autor tinha publicado um vídeo em seu canal no ano passado jogando um balde de água fria em todos os fãs, revelando que não sabia se publicaria outro livro devido a pressão

Resenha – Destinos e Fúrias

Por Thales Eduardo
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7 de agosto

Título: Destinos e Fúrias
Título original: Fates And Furies
Autor: Lauren Groff
Tradução: Adalgisa Campos da Silva
Editora: Intrínseca
Páginas: 368
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“Narrar é construir uma paisagem, e tragédia é comédia é drama. Só depende de como a pessoa emoldura o que está vendo.”

Lotto e Mathilde. Dois jovens. Duas histórias. Um casamento.

Destinos. Lotto nasceu regado de regalias e muito dinheiro. Entretanto, as coisas perdem o sentido quando seu pai morre. Um grande choque para o garoto. Os anos passam e Lotto descobre a paixão pela arte e pelos palcos. Até que surge em sua vida Mathilde. É amor a primeira vista, logo estão juntos. Um casal explosivo, cheio de vida e com muitas oportunidades pela frente.

Fúrias. Mathilde é uma mulher de atitude, sabe e vai atrás do que quer. A vida não foi fácil para a jovem. Segredos cercam seu passado. Quando conhece Lotto, ela vê a possibilidade de um futuro melhor e de criar sua própria família.

Os anos passos, a realidade não é aquilo que ambos esperavam. Sonhos não se realizam fácil, muitas vezes nem se realizam. Lotto e Mathilde já não são mais os mesmo. A visão que cada um tem do outro é agora apenas uma sombra do que foi um dia. Como manter algo que vem desmoronando a cada dia?

Verdades, mentiras. Cada um lutando para manter as esperanças, e o casamento também.

“Casamento é feito de mentiras. Bondosas, em geral. Omissões. Se disséssemos em voz alta as coisas que pensamos todo dia sobre nosso cônjuge, acabaríamos esmagando a pessoa até virar pasta.”

Com uma profunda narrativa, Destinos e Fúrias nos leva através do anos mostrando como mudamos e somos mudados. Cada escolha molda o nosso destino.

Tudo começa repleto de amor e paixão. Um casal de dar inveja em qualquer um. Até que os problemas surgem e vão lentamente afetando o casamento. O que fazer quando você não reconhece mais a pessoa que está do seu lado?

Em sua obra, Lauren Groff divaga sobre os diversos dramas e dilemas que enfrentamos. Ela constrói muito bem cada personagem, desde a infância até a vida adulta. Essa progressão dos personagens é um grande ponto positivo do livro, pois assim podemos perceber nitidamente como mudamos ao longo dos anos, querendo ou não.

O livro é dividido em duas partes: Destinos e Fúrias. Em Destinos, a narração é segundo a percepção de Lotto dos fatos. Já em Fúrias conhecemos de fato Mathilde e todos os mistérios que cercam a personagem. A primeira parte do livro flui de uma maneira incrível. A vontade de querer saber mais é gigante. Lotto é um protagonista com presença muito forte e nos conquista. Já na segunda parte, que apesar de ser muito aguardada também, senti uma narrativa mais cansativa. Mas ainda assim, Mathilde surpreende o leitor.

Acredito que não se pode comparar Destinos e Fúrias a nenhum outro livro. É uma leitura única, densa e bem explorada. Reflexões durante a leitura são inevitáveis.

Mas não pense que o livro é apenas sobre casamento. Há tanto mistérios e histórias paralelas que o leitor fica ansioso por cada novo capítulo.

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Resenha – Baseado Em Fatos Reais

por Thales Eduardo
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3 de agosto
Título: Baseado Em Fatos Reais Título original: D’après une histoire vraie Autora: Delphine De Vigan Tradução: Carolina Selvatici Editora: Intrínseca Páginas: 256 Página no Skoob: Clique aqui “Hoje sei que L. foi o único motivo da minha impotência. E que os dois anos que nos

Resenha – O Duelo dos Imortais

Por Thila Barto
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1 de agosto
Título: O Duelo dos Imortais Título original: Reignited Autor: Colleen Houck Tradução: Ana Ban Editora: Arqueiro Páginas: 112 Página no Skoob: Clique Aqui! “Aquilo que estavam fazendo era algo louco, impulsivo. Mas por acaso o amor não era uma forma de loucura?” Resenha: Como

Resenha – Por um toque de ouro

Por Lucas Florentino
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27 de julho
Título: Por um toque de ouro
Autora: Carolina Munhoz
Editora: Rocco (selo Fantástica)
Gênero: Fantasia
Páginas: 272
Ano: 2015
Skoob: Aqui 

 

“Você está começando a descobrir o quanto é poderosa. E que sua sorte não vem do acaso…”

Precisamos conversar sobre Carolina Munhoz e Por um toque de ouro!

Já tem um tempo que eu sigo a Carolina nas redes sociais e, para mim, ela sempre foi aquele tipo de autora que me desperta certo interesse, eu tinha vontade de ler seus livros, mas sempre fiquei com um pé atrás porque toda vez que procurei por resenhas e comentários sobre suas obras, minhas pesquisas não trouxeram resultados muito felizes. Isso nunca chegou a ser um grande problema para mim, até porque eu só tinha acompanhado seu trabalho de longe, mas a partir de agora, isso mudou.

Recentemente, por uma forte recomendação de um amigo, iniciei a leitura de Por um toque de ouro, um de seus livros mais recentes. Eu queria conhecer a história e assim poder tirar minhas próprias conclusões. Confesso que, no início, eu ainda tinha um pouco de receio, eu já estava trazendo aquele “preconceito literário” nas minhas costas há um bom tempo e tinha medo de que todos aqueles comentários ruins se confirmassem. Felizmente, não foi o que aconteceu.

Após ler um terço do livro, eu já estava todo empolgado com a história. Eu me interessei muito por toda a mitologia apresentada e fiquei realmente muito impressionado com a forma leve que a Carol conduziu sua escrita. Eu cheguei a última página ansiando desesperadamente pela continuação.

Tudo estaria muito bem (obrigado), se não fosse por um pequeno problema que começou a me incomodar… lembra daqueles comentários negativos que eu disse? Pois bem, assim que terminei a leitura, eu voltei para as resenhas que já tinha lido antes, para tentar entender o motivo daquelas pessoas não terem gostado. Agora, tendo conhecimento da história e da escrita, eu pude perceber que a maioria dos comentários encontrados eram extremamente injustos. E não, eu não sou aquele tipo de pessoa que não aceita a opinião alheia e que é dono de toda a razão que existe no mundo, muito pelo contrário, eu gosto de analisar todos os pontos de vista e tentar entender porque uma pessoa viu de um jeito e eu, de outro.

Acontece que, a maioria dos comentários negativos que eu encontrei, sempre abordam o mesmo ponto: “Carolina Munhoz não sabe escrever fantasia!”. Oi???? Eu sei que esse gênero é um daqueles que tem seus fãs mais fiéis (e críticos), e eu estou longe de ser um grande entendedor do assunto, mas parece que há um pequeno detalhe que parece não ter sido levado em conta pelas pessoas que fizeram aqueles comentários negativos: público alvo!

Grande parte dos fãs da Carol Munhoz é composto pelo público infanto juvenil, então é absolutamente normal que sua escrita acompanhe esse detalhe. O problema é que, quando um livro carrega  o “peso” do gênero fantasia, os leitores já se acham no direito de logo comparar com sucessos como “As crônicas de gelo e fogo”, “O nome do vento”, “O senhor dos anéis”, e por aí vai. A diferença é que esses livros foram escritos para um público diferente, para leitores que têm outros interesses, mesmo quando ainda estamos falando do mesmo gênero literário. Então quando um leitor que está habituado a ler Brandon Sanderson e Patrick Rothfuss, pega um livro da Carol para ler, é óbvio que o que ele vai encontrar ali é algo bem diferente do que ele está acostumado. São histórias diferentes, escritas de formas diferentes, que abordam temas diferentes e, adivinhem só, para públicos diferentes.

(OBS: não estou dizendo que o público infanto-juvenil não seja capaz de entender histórias mais elaboradas, com uma carga dramática mais pesada, nem nada do tipo. Nada impede que um adolescente de 13 anos pegue um livro do George R. R. Martin e tenha uma experiência de leitura inesquecível. O que quero dizer é que a Carol escreve para um público jovem, que deseja ler algo com a qual eles se identificam, e ela soube criar uma história incrível para esses fins)

Me desculpem pelo textão de desabafo, mas é que eu me senti no dever de defender essa autora que eu mal conheço mas já considero pacas ♥ hahaha.

Mas agora vamos finalmente falar sobre o livro (até porque isso aqui é uma resenha, não é mesmo?)

Por um toque de ouro é o primeiro livro da trilogia “Trindade Leprechaun” e conta a história de Emily O’Connell, uma jovem irlandesa, nascida numa das famílias mais ricas de seu país e que desde sempre teve tudo o que quis. Acostumada a estar cercada por fotógrafos e aparecer nos maiores sites de fofocas da Europa, Emily ainda é dona de uma sorte fora do comum. Mas muita coisa está prestes a mudar, e tudo isso começa quando um misterioso rapaz surge e lhe faz importantes revelações. 

“Existem pessoas especiais no mundo. Homens e mulheres que nasceram no exato segundo de um fenômeno mágico raro, quando sua primeira respiração coincide com o instante em que um arco-íris toca o solo. São seres abençoados com o chamado toque de ouro e que possuem um tendência de sorte maior do que a dos outros. A facilidade dessas pessoas de gerar fortunas é imensa e, usando técnicas compreendidas e estudadas, muitas conseguem desenvolver novos dons.”

Emily é mimada, fútil e, por muitas vezes, arrogante. Mas não pense nisso como um problema que irá te irritar durante a leitura. A personagem precisava ser assim. Sua construção, e principalmente, seu crescimento, foram pontos que eu amei nessa história, e não seria a mesma coisa se ela fosse diferente do que nos foi apresentado desde o início da leitura.

Bom, tudo o que eu posso dizer agora é que deixem o preconceito literário de lado e dê uma chance para Carolina Munhoz e seu toque de ouro. Boa leitura ♥

PorumToquedeOuro

Resenha – Eu Sou A Lenda

por Thales Eduardo
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25 de julho
Título: Eu Sou a Lenda Título original: I Am Legend Autor: Richard Matheson Tradução: Delfin Editora: Aleph Páginas: 384 Página no Skoob: Clique aqui “O mundo se tornou louco, pensou. Os mortos andam por aí e eu acho isso normal.” Em 1975 uma praga devastadora transformou para sempre a vida

Resenha – Tigres Em Dia Vermelho

Por Thila Barto
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20 de julho
Título: Tigres Em Dia Vermelho Título Original: Tigers In Red Weather  Autor(a): Liza Klaussmann Tradutor(a): Adalgisa Campos da Silva Editora: Intrínseca Ano: 2013 Páginas: 320 Perfil no Skoob: aqui   “Às vezes, pessoas assim precisam ser obrigadas a ver como pode ser perigoso

Resenha – Mestre das Chamas

Por Thales Eduardo
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17 de julho

Título: Mestre das Chamas
Título original:  The Fireman
Autor: Joe Hill
Tradução: Fernanda Abreu
Editora: Arqueiro
Páginas: 592
Página no Skoob: Clique Aqui!

“Num mundo cheio de coisas que pegam fogo, ninguém desconfia de um bombeiro.”

Em Mestre das Chamas, Joe Hill nos apresenta uma pandemia que coloca em risco toda a existência humana. Escama de dragão, como é conhecida, causa a combustão espontânea do infectado. Isso mesmo, a pessoa portadora da doença, ao atingir certo nível de infecção, pega fogo, queimando a si mesma e a tudo que está ao seu redor. Não há respostas, ajuda ou solução. Não há cura.

Quando Harper apresenta marcas pelo corpo, um dos sinais da doença, ela sabe que é o seu fim. Mas ela tem ainda uma outra grande descoberta, está esperando um bebê. Grávida e infectada, ela só quer salvar seu filho. Entretanto não poderá contar com a ajuda do marido, que a abandonou (por assim dizer, mais detalhes no livro).

Tudo que ela sabe sobre a doença é colocado em cheque quando ela encontra o bombeiro, um indivíduo que consegue controlar as chamas e usá-las para salvar aqueles que precisam. Mesmo sendo portador, ele de alguma forma encontrou uma maneira de comandar a doença transformando ela em uma arma.

É através dele que Harper encontra um grupo de pessoas, todas infectadas, que apesar de não terem as mesmas habilidades do bombeiro, conseguiram também sobreviver ao que era pra ser fatal.

Só que o caos já espalhou pelo mundo e ninguém sabe nada sobre a doença, então grupos de extermínio se formam e saem em busca dos infectados. Além do perigo externo, Harper nota que a própria comunidade não vive tão em harmonia como aparenta. É um efeito dominó, no qual tudo está ruindo. Só resta saber qual será a peça que definirá o fim de todos.

“É preciso cuidar uns dos outros, caso contrário viver é andar sobre cinzas, um fósforo pronto para ser aceso.”

Quando comecei a leitura de Mestre das Chamas não esperava que leitura fosse se tornar tão complicada, enfadonha. Apesar da ótima premissa, Joe Hill não conseguiu me conquistar com sua narrativa, muito menos com os personagens.

Esperava um suspense, um livro que empolgasse. Mas o suspense é contido, no qual leitura segue sem causar muita tensão no leitor. Na capa tem uma citação que diz o seguinte: “Original e envolvente. As páginas viram sozinhas.”. Gostaria de saber se o Martin realmente estava falando desse livro, pois sinceramente, para mim foi totalmente o contrário. A começar pela originalidade, que se conteve apenas na ideia central da trama. Impressão que fiquei foi que Hill utilizou de clichês para moldar sua trama.

Envolvente? Talvez só os primeiros capítulos, mas quando passam cem páginas, cento e cinquenta, e você percebe que nada está acontecendo de fato é difícil manter animação.

Alguns pontos funcionaram, muitos outros não. Terminei leitura frustrado, tentando entender em que ponto da trama minha empolgação se transformou em tédio.

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