Resenha – Um Sedutor Sem Coração

Por Alê Lendo
|
19 de Março
Título: Um Sedutor Sem Coração 
Título Original: Cold-Hearted Rake
Autor(a): Lisa Kleypas
Tradutor(a): Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 319
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Ficção, Romance de Época

“Conheço muitos fatos científicos sobre o coração humano, e um deles é que é muito mais fácil fazer um coração parar de bater em definitivo do que evitar amar a pessoa errada.”

DEVON RAVENEL não consegue ver absolutamente nada de bom no recém título de Conde e nas terras que acabou de herdar. Desde que foi informado da morte precoce de seu primo, que quebrou o pescoço ao cair de um cavalo, ele só consegue pensar em como vai ser livrar de um condado cheio de dívidas que o levará a falência mesmo antes de colocar a mão em qualquer centavo.

Devon e seu irmão mais jovem, Weston (West) Ravenel, acabaram de chegar ao Priorado Eversby, a centenária propriedade da família Ravenel, para a reunião com os advogados que lhe darão a notícia que tanto anseiam. Como seu primo não deixou nenhum herdeiro vivo, ou a caminho, Devon não precisa esperar – nem mesmo um único dia – para vender todas as terras e livrar-se do indesejável espólio.

Devon não pensa em agir de maneira nobre ou muito menos torna-se um nobre, ele quer apenas voltar para Londres onde continuará jogando, bebendo e saindo com belas mulheres até que sua vida se esvaia e ele veja a linhagem Ravenel, outrora tão respeitada, chegar ao fim.

KATHLEEN RAVENEL acaba de ficar viúva, por um infortúnio do destino, ficou casada por apenas três dias. Seu marido, Theo Ravenel, com seu temperamento arrogante e intempestivo, perdeu o controle de um cavalo árabe selvagem enquanto tentava domá-lo a força.

Katheleen sabe melhor que ninguém que a mansão Ravenel está caindo aos pedaços, e que seus arrendatários estão falidos, mas ela não tem escolha, precisa cuidar das três cunhadas a quem tanto ama: Helen, Cassandra e Pandora. Ela tinha alguma esperança de mantê-las na casa onde cresceram e reconhecem como lar, mas o homem que estava a sua frente pretendia lotear suas terras e vendê-la com entulho. Era um patife, rude, egoísta e lindo. Ela jamais admitiria algo assim em voz alta, mas Devon era um homem altivo, envolvente e muito belo, tanto quanto desprezível.

Mas Kathellen já sabia o que fazer. Ela esperaria a decisão dos advogados, pegaria sua parte no espólio e usaria sua renda como viúva para viver com as garotas no campo. Não seria uma vida de luxo, mas as manteriam em segurança e, com um pouco de sorte, poderia até conseguir um casamento aceitável para as garotas.

Queridos leitores, QUE SAUDADES DE LISA KLEYPAS

Aquela sensação de saber que tem um livro espetacular em mãos, mesmo antes de abri-lo. Coisas que só Mrs. Kleypas pode dar a você. (mais…)

Resenha – Nailed It!

por Santoni
|
13 de Março
Acho que todo mundo já se deparou com algum viral culinário em alguma linha do tempo de uma rede social qualquer. Aqueles bolos que parecem esculturas, aqueles doces super apetitosos, ou até mesmo aquela receitinha de 1 minuto que parece ser tão inofensiva e tão fácil.. Mas que na verdade está

Resenha – Batman – Criaturas da Noite

Por Lucas Florentino
|
2 de Março
Título: Batman – Criaturas da Noite Título original: Batman – Nightwalker Autora: Marie Lu Tradução: Mariana Serpa Editora: Arqueiro Gênero: Ficção, Fantasia, YA Páginas: 256 Ano: 2018 Skoob: Aqui Eu odeio o Batman! Okay, talvez eu não devesse começar esse post com essa frase,

5 Filmes Clássicos Para Assistir e ser feliz!

Por Thila Barto
|
23 de Fevereiro

Sabe aquele ‘shade’ em relação aos filmes em preto e branco? Joga ele no lixo AGORA! Rsrs

Depois de receber algumas mensagens pedindo indicações de filmes clássicos – com ‘clássicos’ quero dizer filmes entre as décadas de 20 e 60, não aqueles de sessão da tarde ou os ‘atuais’ aclamados pela crítica que ganharam tal título aos longo dos anos -, decidi fazer essa listinha que apresentarei a seguir e, se vocês curtirem, posso continuar fazendo regularmente pois escolher somente 5 entre inúmeros é uma tarefa mega difícil pra mim. São vários sensacionais!

Vou tentar escolher filmes não tão clichês como O Mágico de Oz e E o Vento Levou (MELHOR FILME DE TODOS OS TEMPOS! KKKK), que são fáceis para achar, que serão divertidos e gostosos de assistir. Se vamos começar agora, vamos dar play no level easy, okay? Eles são:

• Adam’s Rib – A Costela de Adão (1949)

A Costela de Adão é um filme super a frente de seu tempo que aborda a igualdade de gênero em plena década de 40 através de um casal de advogados que acabam se envolvendo no mesmo caso, porém em lados opostos, no qual a ré disparou contra o marido ao encontrá-lo com a amante. Amanda Bonner (Katharine Hepburn) se posiciona para defender a mulher e Adam Bonner (Spencer Tracy) o homem.

As diversas discussões para defenderem seus clientes durante o julgamento acabam deixando de ser apenas profissionais e passam a ser, também, pessoais, causando assim uma certa confusão no relacionamento do casal para saber quem ‘está certo’! O casamento que antes era perfeito agora está em jogo.

É um filme de comédia mais do que incrível e que merece ser visto!

• The King and I – O Rei e Eu (1956)

Falei que não ia escolher um clichê, mas não resisti porque eu AMO DEMAIS esse filme e ELE É COLORIDO viu, antipáticos do preto e branco, rsrs.

Baseado em uma história verídica, O Rei e Eu se passa em 1862 tendo como protagonistas Anna Leonowens (Deborah MARAVILHOSA Kerr), uma americana que é contratada pelo Rei do Sião (Yul Brynner) para ser professora de seus filhos. O rei tem um gênio forte e não perde a chande de impor sua autoridade em todas as situações, gerando assim, inicialmente, uma certa desavença com Anna devido suas diferenças culturais e de hábito, mas, claro, eles acabam se entendendo com o tempo.

Se trata de um filme musical com coreografias, músicas lindas – é impossível não ficar com alguns trechinhos delas na cabeça depois – e com tudo que há de bom em uma história: personagens intrigantes e roteiro impecável! 

“Ai eu não gosto de musical!”. Caro, o filme não é inteiro cantando, é sensacional e é tão bem humorado que você vai até esquecer que não tem afinidade com o gênero. Dê uma chance!

O filme ocupa a 11ª colocação na lista dos 25 maiores musicais americanos de todos os tempos e ganhou adaptações sensacionais na Broadway ao longo dos anos e, inclusive, uma no Brasil em 2010.

• The Waterloo Bridge – A Ponte de Waterloo (1940)

Baseado numa peça homônima de Robert E. Sherwood, ganhadora do prêmio Pulitzer de literatura, A Ponte de Waterloo é um drama que se passa em Londres durante os bombardeios da Primeira Guerra. O oficial Roy (Robert Taylor) e a bailarina Myra (Vivien DONA DE HOLLYWOOD INTEIRA Leigh) se conhecem na ponte de Waterloo e logo se apaixonam. Porém, Roy precisa partir para o front de batalha, assim eles se casam às pressas e Myra promete esperá-lo.

Meses se passam até que ela recebe a infeliz notícia de que Roy morreu. Desiludida, sem recursos e desesperada, Myra toma uma decisão drástica. Qual terá sido ela?

Bom, o primeiro filme foi uma comédia, o segundo um musical, então o terceiro tinha que ser um drama, mas não um drama qualquer: um digno de todos os elogios possíveis protagonizando Vivien Leigh, considerada a maior atriz de todos os tempos! (Keep trying Meryl)

Ps: amo a Meryl, só pra deixar claro! ♥

• It Happened One Night – Aconteceu Naquela Noite (1934)

Peter Warren (Clark Gable) é um jornalista desempregado que ao se deparar com Ellie (Claudette Colbert) – a filha de um milionário que tinha acabado de fugir do iate de seu pai pois ele não tinha aprovado quem ela escolheu para casar -, enxerga uma oportunidade de escrever uma boa matéria, mas vários fatos criam uma forte aproximação entre eles, inclusive algumas desventuras, rsrs.

É uma comédia romântica ‘mamão com açúcar’? Sim, é uma comédia ‘mamão com açúcar’, mas não qualquer uma. Pra ter uma ideia, Aconteceu Naquela Noite foi o primeiro filme a conquistar as cinco categorias mais importantes do Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor (Frank Capra), Melhor Ator,  Melhor Atriz e Melhor Roteiro Original(Robert Riskin).

Preciso fazer aqui mais um parágrafo com vários elogios? Acho que deu pra entender, né?

• In the Good Old Summertime – A Noiva Desconhecida (1949)

Uma lista minha sem a participação da inigualável Judy Garland não teria tanto a minha cara, então o quinto e último filme da lista é A Noiva Desconhecida, um musical (não reclamem, rsrs) colorido (ponto positivo?)! Yay!!!

► Abrindo um comentário extra aqui pra explicar as interrupções fazendo piada ao gênero musical:

Ainda tem muita gente que tem um certo preconceito com o gênero, mas desculpa, caros, esses filmes, juntamente com as comédias, foram grandes investimentos dos estúdios estadunidenses na época para promover o otimismo para a população que ora estava em guerra e ora em crise. Era uma forma de levantar o astral para que a população não deixasse ser levada pela tristeza e desesperança. Lógico que logo surgem os filmes com gangsters, os de ação que focalizam em heróis e vilões, os de terror se espalham, os de faroeste continuam a ser aprimorados e os melodramas também, então não haviam somente os musicais e as comédias, eu sei, eu sei… Porém, com isso, quero dizer que os musicais fizeram parte da formação do cinema e estão presentes até hoje. Aceitem! Eles são importantes e muito bem feitos por sinal! Precisamos deixar certos preconceitos de lado e abrir a cabeça para apreciarmos verdadeiramente os filmes. 

Voltando… 

A Noiva Desconhecida, na verdade, é um remake musical da comédia “A Loja da Esquina” e conta a história de Veronica Fisher (Judy Garland) e Andrew Larkin (Van Johnson). Ambos trabalham na mesma loja de música mas não se suportam e vivem brigando um com o outro durante o expediente, porém, mal sabiam eles que as cartas apaixonadas que escreviam durante a noite e que trocavam anonimamente com seus admiradores secretos através do correio eram um com o outro.

Adoro demais esse filme e acho uma enorme fofura Liza Minnelli, filha da Judy, aparecendo em uma cena com apenas 3 anos de idade.

Veja!

Ou melhor: VEJA TODOS e comente comigo, please!

Cinema Clássico é tudo de bom!

Resenha – As Crônicas de Marte

por Thales Eduardo
|
16 de Fevereiro
Título: As Crônicas de Marte Título original: Old Mars Autores: George R. R. Martin e Gardner Dozois Tradução: Fábio Fernandes Editora: Arqueiro Páginas: 496 Skoob: Aqui Vida extraterrestre é um assunto que instiga a todos. Acreditando ou não, nossa curiosidade fala mais alto e nos leva a imaginar

Resenha – Estamos bem

Por Lucas Florentino
|
12 de Fevereiro
“Se quem éramos no passado tivesse um vislumbre de nós agora, o que achariam?” Existem livros que são simplesmente um soco no estomago e você tem que aprender a lidar com eles caso queira chegar até a última página. Ao contrário do que o título propõe, ‘Estamos bem’ foi como cair

Resenha – Quando Tudo Faz Sentido

Por Thales Eduardo
|
6 de Fevereiro
Título: Quando Tudo Faz Sentido
Título original: Falling Into Place
Autora: Amy Zhang
Tradução: Joana Faro
Editora: Rocco
Páginas: 320
Skoob: Aqui

“A vida é mais que causa e efeito. As coisas não era tão simples assim.”

Quando tudo está um caos, quando vê as consequências de seus atos afetando as pessoas que a cercam, Liz chega a conclusão que já não há salvação para si. Chegou a hora de colocar um fim ao trem desgovernado chamado Liz Emerson.

Em um ponto da sua história, Liz deixou de se importar com muita coisa e começa a agir sem medir os efeitos de cada um dos seus atos. Apesar da popularidade na escola, ela não é um exemplo a ser seguido.

Além de ferir os sentimentos daqueles que cruzam seu caminho, Liz fere a si própria gradualmente. Ao mesmo tempo em que percebe que aquilo não é certo, ela também já não vê uma forma de ser diferente.

Quando se dá conta do rumo que sua vida tomou, não parece haver maneiras de mudar as coisas. Então Liz planeja, traça uma rota para acabar de ver com a causadora de tudo que julga errado: ela mesma. 

“Porque Liz Emerson guardava tanta escuridão dentro de si, que fechar os olhos não fazia muita diferença.”

Em um livro tocante e envolvente, Amy Zhang nos mostra que determinados assuntos merecem diálogo. Mais importante ainda, obras como essa nos alertam sobre os perigos que todos nós estamos vulneráveis, perigos esses que muitos preferem esconder ou julgar de um jeito errado.

De forma não linear, a autora transita entre passado e presente, em um jogo de ação e reação. Vamos descobrindo aos poucos essa protagonista bagunçada, que busca seu lugar no mundo mesmo sem saber ao certo qual é. Mesmo que de uma maneira não muito correta, Liz vai seguindo a vida do jeito que pode e consegue. Foco não é julgarmos atos da personagem, mas sim percebermos a força do efeito dominó na vida de uma pessoa. Como as peças são derrubadas ao longo do ano e a maneira como cada uma delas é afetada. Como parar algo que parece inevitável?

Contudo, com um resultado muito satisfatório, Amy entrega uma obra necessária e importante

“Ela não percebia que a reação igual e oposta era a seguinte: todas as coisas terríveis , cruéis e escrotas que Liz já fizera tinham voltado para ela.”

Resenha – Olá, caderno!

por Lucas Florentino
|
1 de Fevereiro
Título: Olá, caderno! Autora: Manu Gavassi Ilustração: Nath Araújo Gênero: Jovem Adulto, Ficção Editora: Rocco Jovens Leitores Páginas: 312 Ano: 2017 Skoob: Aqui   Antes de começar essa resenha, vocês precisam saber de uma coisa: eu amo a Manu Gavassi. Sério, eu sou aquele tipo

Resenha – A Coroa da Vingança

Por Thila Barto
|
30 de Janeiro
Título: A Coroa da Vingança Título Original: Reunited Autora: Colleen Houck Tradução: Alves Calado Editora: Arqueiro Páginas: 416 Skoob: Aqui Ps: Terceiro e último volume da série Deuses do Egito.  “Descobri que é melhor não olhar para trás com arrependimento. Só com lições

Filme – Eu, Tonya

Por Thila Barto
|
28 de Janeiro

Uau! Estou com uma tremenda vontade de começar essa resenha com um enorme palavrão, mas se eu soltasse um, uma sequência insana de outros palavrões viria em seguida… Juro que estou tentando segurar, mas desculpa, pessoa que lerá a doideira que escreverei, está difícil segurar. Então lá vai: Que filmão da porra! (falando mentalmente outros diversos!)

“Eu, Tonya” é um filme biográfico que retrata a vida da patinadora americana, Tonya Harding (Margot Robbie), que cresceu num ambiente familiar não muito adorável, tendo que lidar com o distanciamento do pai ainda muito nova e a agressividade, humilhações e maus tratos da mãe (Allison Janney) aos longo dos anos. Como se não bastasse, durante sua adolescência, Tonya acaba entrando num relacionamento abusivo e violento com o jovem Jeff Gillooly (Sebastian Stan) , que não perde uma chance de insultá-la e agredi-la. Mesmo assim, Tonya não consegue sair deste relacionamento.

“Ele só me batia e eu achava que era minha culpa”
“Ele me batia mas me amava, afinal minha mãe também me batia, e eu não conhecia nada além disso”

Apesar de todo esse sofrimento, Tonya sempre contou com o esporte que a completava e que amava desde muito nova: a patinação artística no gelo. Assim, ela se dedica por anos a fio ao esporte e mesmo com as inúmeras dificuldades que teve para se encaixar no padrão do mundo da patinação, Tonya consegue uma vaga para os Jogos Olímpicos, entretanto, durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994, ela acaba se envolvendo num escândalo que muda sua vida para sempre.

Quem conhece a história de Tonya, sabe o que o escândalo causou pois ganhou uma repercussão enorme na mídia na época, mas, pra você que não sabe, não vou dar spoilers e contar o que aconteceu, rsrs.

Senti um turbilhão de coisas durante o filme: Raiva em relação ao abuso e violência, agonia em alguma cenas, um tanto de esperança – mesmo conhecendo o tal escândalo e o que ele resultaria antecipadamente -, alegria (sim, alegria), pois mesmo com o clima pesado do filme, ele tem um tom cômico e sarcástico – que rendeu algumas risadas -, e uma tristeza enorme com o rumo que a vida de Tonya levou. Me senti injustiçada com sua sentença, confesso!

Eu não tenho uma crítica negativa sobre o filme. Produção e direção maravilhosa, roteiro SENSACIONAL recheado de diálogos que merecem ser vistos mais de uma vez, atuações de tirar o fôlego (gente, os atores escalados são muito idênticos aos da vida real! Fiquei besta!), trilha sonora fantástica e uma montagem digna de TODOS os elogios e, claro, de um Oscar! É minha aposta na categoria. 

É um filme que choca, que retrata preconceitos, pressões, abusos, relacionamentos e o mundo atrás da patinação artística. Não é uma biografia comum. Prepare-se para ser surpreendido.

É imperdível. VEJA!

Trailer:

“Eu não sou ninguém se eu não puder patinar. Eu não sou nenhum monstro”