Mês: julho 2015

Resenha – À Procura de Audrey

Por Thila Barto
|
30 de julho

Título: À Procura de Audrey
Título Original: Finding Audrey
Autor(a): Sophie Kinsella
Tradutor(a): Glenda d’Oliveira
Editora: Galera Record
Ano: 2015
Páginas: 366
Nota no Skoob: -.-
Gênero: Romance

“You have no idea how many people there are in the world until you start  getting freaked out by them.”

Resenha:

 
      Fui à loucura quando a Sophie Kinsella divulgou em seu twitter pessoal que ela ia lançar o seu primeiro livro Young Adult e eu mal podia esperar para conferi-lo já que sou muito, deixa eu repetir pra dar mais enfase, MUITO fã da autora.
 
     Para quem não conhece, Sophie Kinsella é uma autora bestseller da série ‘Shopaholic’ (que foi adaptado para os cinemas como “Delírios de Consumo de Becky Bloom”), além de livros individuais como “Fiquei com seu Número”, “A Lua de Mel” e “Menina de Vinte”. Suas histórias são literalmente divertidíssimas porque os personagens passam por momentos tão constrangedores e inusitados que é impossível largar o livro e não rir até doer a barriga. Então, obviamente eu estava ansiando muito por esse livro.

     De cara, somos apresentados à Audrey, uma adolescente que após sofrer um incidente terrível em sua escola devido ao constante bullying que ela sofria, acaba desenvolvendo uma série de problemas em consequência do trauma, eles são: Transtorno de Ansiedade Social, Transtorno de Ansiedade Geral, e Episódios Depressivos. O que faz o leitor pensar: “Minha nossa, o que será que aconteceu pra ela ficar assim?”. Boa pergunta.
    
      Após o ocorrido, Audrey jamais voltou para a escola. Ela também não ousava colocar os pés para fora de casa e, ainda por cima, começou a se esconder atrás de seus óculos escuros que não tira LITERALMENTE por nada, pois entrar em contato com alguém além da sua família e principalmente ter contato direto com os olhos das pessoas se tornou uma ação completamente impossível. Assim ela começa a fazer tratamento com a Dra Sarah a fim de progredir e melhorar o seu transtorno.
“Os olhos de outras pessoas são infinitos e é isso que me assusta”*
   Audrey tem uma família muito louca, para ser bem direta. Seu pai é uma pessoa reservada e esta sempre com o seu blackberry na mão. Seu irmão Frank é viciado em LOC – Land of Conquerors, um jogo de computador no qual ele aspira participar e ganhar uma competição. Felix, o irmão mais novo de apenas 4 anos, é super fofo e está sempre fazendo comentários sensacionais. E, finalmente, sua mãe (a personagem mais incrível desse livro) é neurótica e uma leitora devota do ‘Daily Mail’. Tudo que ela lê nesse jornal ela acredita e põe em prática. Porém, após ler uma matéria em especial chamada “Os Oito Sinais De Que Seu Filho Está Viciado Em Jogos De Computador” ela começa uma ‘luta’ obsessiva com o seu filho, Frank, e acaba envolvendo a família inteira. Ameças de jogar o computador pela janela são bem constantes. A loucura dessa família é hilária.

    A vida de Audrey muda quando Linus, amigo e integrante da equipe de Frank, vai até a casa da família para praticar LOC. No primeiro momento, Audrey foge do menino, mas logo Frank avisa para a irmã que ela terá que se acostumar com a presença de Linus, já que eles precisam treinar juntos para a competição. Linus acaba descobrindo um jeito seguro de se comunicar com Audrey e ela acaba evoluindo em seu tratamento e fica cada vez mais próxima do garoto.

     Agora, o que eu achei do livro? Eu estava com uma expectativa muito alta já que eu amo os livros da Sophie e acabei me decepcionando bastante. Li muitos livros da autora e infelizmente, pra mim, esse foi o mais fraco, o que de certa forma foi bastante estranho pois alguns amigos amaram muito o livro. Fiquei biruta? Não sei.

 

  Não curti nem um pouco o final, algumas coisas foram resolvidas tão facilmente que é difícil de acreditar e outras ficaram em aberto e sem explicação. Fiquei esperando o momento que a protagonista iria revelar o suposto incidente que causou o seu transtorno e finalizei o livro sem saber o que aconteceu! A não ser que ela falou em algum momento e eu acabei dormindo durante a descrição porque a vontade de largar esse livro aconteceu diversas vezes. O que me impulsionou a continuar foi a mãe da protagonista que é sensacional.

Sinceramente, não sei muito bem o que aconteceu. Comprei o livro em inglês com o objetivo de não perder as piadinhas e os trocadilhos que acabam se perdendo na tradução, mas sinto muito produção, leitores, amigos e mundo… mas pra mim não rolou. É claro, que nada te impede de ler e literalmente amar o livro, pois como já disse algumas vezes, graças ao universo existem opiniões e gostos diferentes. Essa é só a minha. 


Mas a notícia boa é que a autora virá para a Bienal – RJ no dia 12 de Setembro e ela até publicou um recadinho carinhoso que vocês podem conferir logo abaixo:

Boa leitura 😉
*“Other people’s eyes are limitless and that’s what scares me”

Resenha – O Nome do Vento

Por Bruna Hernandes
|
28 de julho

Título: O Nome do Vento
Título Original: The Name Of The Wind
Autor(a): Patrick Rothfuss
Tradutor(a): Vera Ribeiro
Editora: Arqueiro
Ano: 2009
Páginas: 656
Nota no Skoob: 4,7
Gênero: Fantasia

“A maior faculdade que nossa mente possui é, talvez, a capacidade de lidar com a dor”


Se alguém te dissesse que viu qualquer personagem místico, você acreditaria?
 
Pois é exatamente isso o que acontece com Kvothe, a personagem principal de O Nome do Vento, primeiro volume da série A Crônica do Matador do Rei, de Patrick Rothfuss.
 
Kvothe pertence à trupe dos Edena Ruh, mas todos os seus conhecidos são mortos pelo Chandriano um grupo de sete pessoas que está sempre presente nas histórias para crianças. Kvothe, então, sai à procura dos assassinos. Mas, antes mesmo de conhecermos sua história, descobrimos que nosso herói foi fadado a se esconder em uma cidade minúscula e a passar a vida como um simples dono de pousada, a Marco do Percurso. Ninguém o reconhece como Kvothe, então passa a atender por Kote, e vive uma vida monótona junto com Bast, seu melhor amigo. Até ser achado por um Cronista que o faz lembrar de todos os momentos que Kvothe gostaria de esconder.
 
É por meio deste Cronista, abençoado seja, que passamos a conhecer a história do verdadeiro Kvothe. Sua história, uma lenda, feitos inacreditáveis e uma paixão gigantesca pela música, nos levam para uma viagem inesquecível pelos Quatro Cantos da Civilização.
 
Descobrimos quais são os sinais da presença do Chandriano – fogo azul, mortes – e o porquê de nunca serem mencionados em lugar algum.
 
O Nome do Vento é o tipo de livro que agrada a qualquer leitor. Repleto de aventura, com a dose certa de humor e ironia, não deixa a desejar também na parte do mistério. Logo nos primeiros capítulos, é fácil se perder na narrativa simples de Patrick Rothfuss.
 
Eu não sabia muito o bem o que esperar quando segurei meu volume nas mãos. O Nome do Vento com suas seiscentas e tantas páginas pode encantar ou assustar, dependendo do tipo de pessoa que você é. Como os personagens frequentam uma faculdade para se tornarem Arcanistas, ou seja, tratar da Magia como tópico de estudo, a série de Patrick Rothfuss foi comparada com Harry Potter.
 
Na minha opinião, O Nome do Vento é direcionado para um púbico mais maduro do que Harry Potter. Os personagens são mais bem desenvolvidos e a magia não é, digamos, infundada como na série de J.K Rowling. O uso excessivo pode ser perigoso e até mesmo fatal, a fonte de poder é o próprio corpo do Arcanista, e isso é um ponto extremamente forte na narrativa de O Nome do Vento. 

Patrick Rothfuss soube aproveitar muito bem o tema que escolheu para o seu livro. Terminou na hora certa para deixar com um gostinho de “quero mais” e não posso nem imaginar o sofrimento de quem teve de esperar pelo segundo volume O Temor do Sábio.

 
Os personagens não são, nem de longe, o que se espera de uma narrativa desse gênero. Pois mesmo lidando com magia todos têm defeitos e qualidades únicas como qualquer um de nós, característica essa que sempre acaba levando o leitor a se identificar com cada um desses personagens.

Os direitos televisivos da trilogia foram comprados pela 20th Century Foz em Julho de 2013, mas até agora não se tem muitas novidades. Já existem várias listas de dreamcast e, em 2008, o próprio Patrick já disse ter imaginado Natalie Portman como Denna, por exemplo, Neil Patrick Harris como Bast e Morena Baccarin como Feila. Os direitos do primeiro livro da série foram comprados pela Paramount para virar um filme, mas assim como a série, não se tem notícias.
 
Vindo de mim é um pouco suspeito, mas esse livro vale mais do que a pena! Simplesmente sensacional!

Resenha – Fiquei Com o Seu Número

Por Lucas Florentino
|
24 de julho
Título: Fiquei com o seu número
Título Original: I’ve Got Your Number
Autora:Sophie Kinsella
Tradução: Regiane Winarski
Editora:Record
Ano:2013
Páginas:462
Nota no Skoob: 4,5
   
Poppy Wyatt poderia se considerar a mulher mais feliz do mundo. Ela é bonita, inteligente, bem sucedida na carreira profissional e está de casamento marcado com o homem perfeito. Poderia ser mais feliz? Poderia, se ela não tivesse acabado de perder seu anel de noivado. E não é um anel qualquer, é um anel de esmeralda com dois diamantes que está na família de Magnus, seu noivo, há três gerações.

            “Eu o perdi. A única coisa no mundo que eu não poderia perder. Meu anel de noivado. (…) Eu tenho o maior cuidado com ele todo santo dia há três meses, coloco-o religiosamente num prato de porcelana à noite, tateio para garantir que ele está no meu dedo a cada trinta segundos… E agora, no dia em que os pais dele vêm dos Estados Unidos, eu o perdi. Logo hoje.”
 
        A situação não poderia ser pior, certo? Errado! Enquanto envia milhares de mensagens para suas amigas que estavam com ela no momento em que o anel desapareceu, na esperança de que alguma delas esteja com ele por engano, Poppy é assaltada e tem seu celular levado pelo ladrão.
            “Começo a tremer toda. Nunca me senti tão desolada e com tanto pânico. O que vai ser de mim sem o meu celular? Como vou viver? Minhas mãos ficam procurando automaticamente o aparelho no lugar em que costumo colocá-lo no bolso. Meu instinto é mandar uma mensagem de texto para alguém dizendo: ‘Ai, meu Deus, perdi meu celular!’ Mas como posso fazer isso sem um maldito celular?
 
        Porém nem tudo está perdido. Como se Deus estivesse se desculpando por todas as coisas erradas que lhe aconteceram nas últimas horas, Poppy encontra um celular na lata de lixo (quem em sã consciência jogaria um celular no lixo?) e se apropria dele. Aquela expressão “achado não é roubado” se aplica quando o objeto encontrado vem com a identificação da pessoa que o perdeu? (ou jogou fora? Não vamos esquecer que ele estava no lixo, okay?). Junto com o celular, estava o crachá de uma funcionária de uma empresa multimilionária que estava realizando um evento no mesmo hotel onde Poppy e suas amigas estavam comemorando seu noivado. Sem tempo a perder, Poppy fica com o aparelho e volta a procurar seu anel, até que o celular começa a tocar.
 
          Sam Roxton é um empresário que trabalha na grande empresa e dono do celular (ou melhor, sua secretária é a dona, o que explica o toque do aparelho ser a música Single Ladies, da Beyoncé). Ele quer o aparelho de volta, pois é um celular corporativo, cheio de emails e contatos importantes, mas Poppy não pode devolvê-lo, já que ela passou o novo número para todo mundo caso encontrassem seu anel.  Após explicar a gravidade da situação, ela o convence a deixar o aparelho com ela e em troca, ela encaminharia direto para o celular dele todos os emails que chegassem para ela. O que eles não imaginavam, era o quanto essa situação os aproximaria um do outro.
 
          Inteligente e divertido, Fiquei com o seu númeroé um livro que me fez rir do início ao fim (e que me fez passar vergonha na frente de estranhos, pois não consegui conter uma gargalhada enquanto estava lendo no ônibus). É impossível não se apegar aos personagens e torcer por eles até o fim. Conforme as páginas iam avançando e o final se aproximando, o meu único desejo era que surgissem mais capítulos, porque eu simplesmente não queria que o livro acabasse. Com certeza esse entrou para a minha lista de favoritos <3
 

          Sophie Kinsella é uma escritora britânica, ex-jornalista de economia, e já possui uma lista de livros já publicados no Brasil, entre eles a série Becky Bloom, que foi adaptado para o cinema em 2009. Esse ano, Kinsella virá ao Brasil para a Bienal do Livro que acontecerá no Rio de Janeiro, entre os dias 3 e 13 de setembro

Resenha – Memórias de uma Gueixa

Por Dalila Correia
|
22 de julho

Título: Memórias de uma Gueixa
Título Original: Memoirs of a Geisha
Autor(a): Arthur Golden
Tradutor(a): Lya Luft
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 448
Nota no Skoob: 4.5
Gênero: Ficção; Romance


“Não nos tornamos gueixas para termos uma vida feliz, mas porque não temos escolha”

Resenha:
‘Memórias de uma Gueixa’ conta a história de Sayuri, uma das gueixas mais famosas de Gion, o principal distrito desta arte milenar em Kioto no Japão em meados dos anos 1929.


Sayuri, quando criança chamava-se Chiyo, morava em Yoirodo uma aldeia de pescadores, e tinha uma irmã mais velha. Quando tinha 7 anos, sua mãe adoecera muito, e aos 9 anos de idade, seu pai a vendeu junto com sua irmã. Ela pensara que estava sendo adotada, porém logo depois foi separada de sua irmã e levada a uma okiya (casa onde preparava e abrigava gueixas).

Chiyo tinha uma beleza natural, principalmente pelo seus olhos num tom de azul acinzentado, e isso fez com que a gueixa principal da okiya (Hatsumomo) ficasse com ciúmes se tornando sua principal rival.

Chiyo já chegara com dívidas (as quais nem sabia ainda), e como “escravos” deveria ser paga com seu serviços braçais. No entanto, para uma menina se tornar uma gueixa ela deve conhecer  diversas artes, tocar instrumentos musicais como o Shamisen, saber cantar, dançar, entre outros, e para isso deve frequentar aulas que são custeadas pela sua okiya e o custo vai sendo adicionado a sua dívida.

Sua irmã fora vendida para uma casa de prostituição e ao encontrá-la combinaram de fugir, porém, Chiyo não conseguiu, e acabou com um braço quebrado e retirada das aulas para gueixas, assim, tornou-se apenas uma “empregada”.

Porém, alguns anos depois, Chiyo, conseguiu uma onee-san (irmã mais velha, uma gueixa mais experiente atuando como sua mentora) muito famosa, Mameha, a ajudou a passar por todas as fases de formação, e com seus artifícios e influências, conseguiu fazer de Sayuri uma Gueixa excepcional.
  
Eu já ouvira sobre este livro e o seu respectivo filme, porém, não sei por que nunca havia o lido, e para quem gosta da cultura japonesa assim como eu, irá se encantar com ele.

Confesso que fiquei meio confusa, pois o começo do livro apresenta-se como uma biografia, onde Sayuri conta sua história de vida como gueixa, para um professor historiador (Jakob Haarhuis). Porém, ao final nos agradecimentos o autor Arthur Golden “explica” que toda a história é fictícia (resta você acreditar ou não) e agradece entre muitos uma pessoa em especial, a gueixa Mineko Iwasaki.

O livro é fascinante, explica com detalhes o dia a dia de uma gueixa e todo o seu sofrimento de preparação.

Muitas pessoas no ocidente confundem gueixas com prostitutas, porém, isso é um equívoco. As gueixas são artistas, e utilizam de suas habilidades para entretenimento em eventos.

Uma das revelações a qual fiquei mais intrigada, é sobre o Mizuage (evento onde a jovem perde a virgindade), e seu mizuage é leiloado. A gueixa oferece seu Mizuage aos pretendentes, com um bolinho doce de arroz com um pontinho vermelho no meio.

 
Este livro teve um adaptação para o cinema em 2005 pelos EUA. Porém, teve severas críticas, e uma delas foi o fato de utilizar personagens Chinesas como protagonistas.

A gueixa Mineko Iwasaki que foi citada nos agradecimentos no livro, havia concordado em não ser mencionada, porém ter seu nome no livro, sofreu ameaças por violar o tradicional código de silêncio das gueixas.
Decidiu então escrever uma autobiografia contrastando com o Memórias de uma Gueixa, chamado Minha Vida Como Gueixa .
Gueixas
Super recomendo este livro, pois além de adentrar a esta cultura milenar que se esvai a cada dia, percebemos que também que por mais bela que a cultura seja, possui suas peculiaridades desagradáveis e obscuras. 🙂 

 

Para mais informações sobre gueixas Clique Aqui

Resenha – Eu Estive Aqui

Por Santoni
|
19 de julho

Título: Eu Estive Aqui
Título Original: I Was Here
Autor(a): Gayle Forman
Tradutor(a): Fabiano Morais
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 240
Nota no Skoob: 4.1
Gênero: Ficção; Drama; Infanto-Juvenil

 
Resenha: 
   A melhor amiga de Cody, Meg, cometeu suicídio ingerindo um raro veneno em um pequeno motel e programou um e-mail para ser enviado quando já estivesse morta para aqueles que amava e para a polícia informando o que tinha feito e onde estaria seu corpo.
   Cody e Meg eram inseparáveis e tinham o plano de sair da pequena cidade onde viviam e irem para a grande Seattle para cursarem faculdade e morarem juntas, mas Meg ganhou uma bolsa de estudos em Tacoma e Cody acabou ficando para trás vivendo com a mãe que pouco gosta e trabalhando de faxineira para juntar dinheiro para pagar seus estudos. 

“Aprendi na aula de física que o universo está se expandindo em uma razão de 70 quilômetros por segundo, mas não parece, quando você está parada no mesmo lugar” 


   Cody secretamente ressentia Meg, mas isso não significava que a amasse menos. As duas ainda eram bastante amigas e trocavam e-mails frequentemente e até se viam de vez em quando, mas Meg se matou e Cody não tinha nem ideia de que esse pensamento passava pela cabeça da amiga, muito menos que Meg teria motivos pra uma atitude tão extrema quanto essa. Os pais de Meg a pedem para ir até Seattle buscar o que a filha tinha lá e com isso Cody descobre que havia muita coisa na vida misteriosa que Meg levava em Seattle que a fazem pensar que talvez não conhecia quem a amiga realmente era.
 
   No notebook de Meg, Cody acha um arquivo altamente protegido e descobre também que foram deletados vários e-mails enviados durante um misterioso intervalo de tempo… Além disso o pequeno irmão de Meg repara que na ‘carta de adeus’ ela diz: “ela (a decisão) é minha e de mais ninguém“, só que isso é o que Meg dizia para os pais para proteger o irmão, que também participava das travessuras, mas o livrava das consequências dizendo isso. Tudo isso coloca Cody em uma missão para descobrir o que realmente aconteceu, o que levou sua melhor amiga a tirar a própria vida, com quem ela conversou nesse intervalo de tempo, o que está tão protegido nesse arquivo e se ela ‘agiu sozinha’ porque parece que está acobertando algo ou alguém?!

“Pare de falar com ela. Deixe a minha amiga em paz.”



   O tema do livro, não posso negar, que já foi abordado em A Playlist de Hayden só que na verdade os dois livros foram lançados, literalmente, no mesmo dia nos EUA, então nem é justo julgar um só porque li primeiro o outro. Então digamos que o tema em comum dos dois livros é que o melhor amigo do protagonista comete suicídio e este parte então em busca de respostas ao mesmo tempo em que se depara com diferentes lados de uma pessoa que pensavam conhecer bem. O Luto está muito presente nas duas obras, assim como o sentimento de culpa e principalmente a necessidade de desfecho.

   A autora Gayle Forman é principalmente conhecida pelo romance/drama ‘Se eu Ficar’ que também aborda a questão da morte, mas em ‘Eu Estive Aqui’ a trama é mais bem arrematada e realmente chega chocar, seja por uma linguagem mais forte ou por posições/comentários chocantes sobre suicídio. E a forma de escrita e principalmente o conteúdo me deixaram muito surpresos, a leitura foi envolvente e a estratégia da escritora de enigmas, pistas e suspense calhou muito bem e serviu pra proporcionar ao leitor grandes e valiosos momentos de reflexão sobre vida/morte/amizade assim como também momentos de ‘achismo’ por conta dos mistérios, coisa que eu me pego fazendo assistindo ‘CSI’ ou ‘Criminal Minds’, imaginem a minha surpresa quando me peguei fazendo isso lendo Gayle Forman.. ;D

  A narrativa é bem introspectiva e ao ler eu fiquei bem feliz de ser escrito desse jeito porque a Cody é uma personagem muito mais forte do que a Mia Hall, de ‘Se eu Ficar’, e encara as coisas bem melhor do que uma personagem feminina romântica encararia. Há elementos de romance, como de praxe, mas não é de maneira nenhuma o ponto principal do livro e eu fico muito feliz de dizer isso porque foi um alívio pra mim, porque que pessoa não pegaria um livro da Gayle e não esperaria uma boa dose de romance?..

“Sempre acreditei que é melhor ser odiada do que ignorada. Talvez, da mesma forma, seja melhor sentir isso do que não sentir nada.”


   Todos os personagens foram muito bem criados. Tanto a enigmática Meg, quanto a determinada Cody, o cafajeste amoroso Ben, a natureba amigável Alice, o pequeno Scottie e muitos outros grande personagens (:x) que são muito ‘relacionáveis’ e você realmente fica triste pelo livro só ter 240 páginas e não ter mais ‘tempo’ pra contar mais das histórias deles.

 
  O único ponto que me incomodou um pouco foi a tradução, que em algumas partes pra entender mesmo eu tinha que traduzir ao pé da letra do português pro inglês por sentir a escrita um pouco confusa, mas pode ter sido uma coisa só minha..

   ‘Eu Estive Aqui’ é um drama muito bem escrito, muito sincero e pessoal e uma das grandes surpresas do ano!!

Resenha – Nada

Por Marcos Stankevicius
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15 de julho
Título: Nada
Título Original: Intet
Autor(a): Janne Teller
Tradutor(a): Anita Holm
Editora: Record
Ano: 2013
Páginas: 128
Nota no Skoob: 4.0
Gênero: Romance
 
Morrer é fácil porque a morte não tem sentido – gritava ele. E a morte não tem sentido porque a vida também não tem. Mas divirtam-se!
 
 
                                 Resenha:

   É o primeiro dia de aula depois das férias de verão e tudo volta a sua rotina normal até que Pierre Anthon, aluno do sétimo ano, chega a conclusão de que a vida não tem significado. Com essa certeza, Pierre decide subir em uma ameixeira e abandonar tudo. Lá de cima, ele joga ameixas, cospe caroços na cabeça dos seus companheiros de classe e grita frases para provar que o significado não existe. Como ninguém consegue faze-lo descer ou mudar de ideia, seus colegas decidem abrir mão das coisas que lhe são mais importantes e criar um pilha de significados com esses objetos, para provar que a vida de fato tem sentido. A pilha começa com alguns itens simples, mas com o passar do tempo, aumenta-se as exigências e os itens ficam ainda mais especiais, não havendo mais limite do que pode ou não ter significado.


   Não tinha conhecimento desse livro ate ser recomendado por um amigo, a sinopse me chamou muito a atenção (não se perde a oportunidade de ler um debate sobre a existência do significado poxa!!) e o fato de ter poucas páginas também. Por ser bem simples, não tinha noção que gostaria tanto.
 
   Até quase a metade do livro você já imagina que rumo a história pode levar, mas depois que as crianças ficam mais exigentes com os seus pedidos, você perde totalmente a noção do que pode ou não vir a seguir. Fiquei chocado com cada novo item absurdo que era pedido, e mais chocado ainda quando era realizado. O livro só tem 128 páginas e você acompanha a transformação de personalidade de todos os personagens, muito incrível.
 
“…um calafrio percorreu meu corpo enquanto eu pensava em quantas pessoas diferentes podem haver dentro de uma só pessoa.
Forte e fraco. Leal e desleal. Valente e covarde.
Era impossível fingir.”
   A capa Brasileira é bonita, mas acredito que não tenha relação nenhuma com a trama. O nome “Nada” esta de acordo com a tradução do titulo original Dinamarquês “Intet”.
 
 Quando o livro foi lançado em 2000, gerou muita polêmica e foi temporariamente banido. Após grandes críticas e inúmeros prêmios, foi considerado um clássico. “Nada” teve direitos de tradução negociados para 22 países.

Resenha – UnReal

Por Santoni
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13 de julho
“Pessoas más fazem bons programas de TV”

 

   Rachel Goldberg (Shiri Appleby) é uma jovem produtora de um reality show de relacionamento chamado “Everlasting”, em que um rapaz é encarregado de escolher uma garota, dentre várias, para ser a sua ‘cara-metade’. Durante as gravações o papel de Rachel é manipular as relações dos participantes para induzir drama para o show, a mando de sua chefe Quinn King (Constance Zimmer). O problema é que na temporada anterior da série ‘Everlasting’ Rachel surtou e agora, um ano depois, ela está de volta ao set de gravação a pedido/mando de Quinn King, que sabe, que apesar de tudo, Rachel é a arma secreta daquele reality show. Portanto Rachel, com processos nas costas, serviço comunitário para cumprir e terapia para frequentar irá se submeter ao trabalho que, dentre outras coisas mais, a levou a loucura.
 

   A personagem principal, Rachel, cursa ‘Ciências Sociais e Feminismo’ e esse trabalho de manipular as participantes do ‘reality’ seria, na teoria, uma coisa que iria de encontro aos seus princípios.. mas ela avisa que teve seus motivos para voltar a esse trabalho.. E essa informação, quando unida com o colapso que ela já teve, faz da personagem uma intrigante e fascinante bomba-relógio que faz o telespectador sentir que a qualquer minuto ela pode explodir! 

   UnReal é uma série inteiramente roteirizada sobre os bastidores ficcionais de um hipotético reality show, que segue os moldes de “The Bachelor”, “Are You the One?”, “Uma Chance para o Amor com Tila Tequila”… E uma ex participante do The Bachelor que assistiu UnReal confirmou que o que rola nos bastidores é bem próximo do que é mostrado em UnReal.


   O nome da série em si já é fascinante, pois agora com a era “The Kardashians” e as “Real Housewives” o formato “Reality TV”, que funciona ‘sem roteiro’, ganhou um espaço muito grande e muita popularidade e UnReal capta isso muito bem de uma forma inteligente que, assim como The Comeback, abre os olhos para os bastidores do mundo do entretenimento e mostra que a maioria da ‘realidade’ dos ‘Reality Shows’ são fabricadas ai então “UnReal”..

   A série é um drama acompanhado de muita dark-comedy que remete ao brilhante “The Comeback” de Lisa Kudrow e Michael Patrick King. Muitas cenas são ‘intrigantes’ de assistir, por assim dizer.. É bem ‘doloroso’ ver a o que as participantes são submetidas para o enterimento do público, isso sem contar que as atitudes dos responsáveis do show para conseguirem uma lágrima/briga/cena de nudez são muito baixas.. tão baixas que eles fazem coisas pra conseguir o que querem ao mesmo tempo que mostram em suas expressões que sentem que aquilo não é certo, mas acabam fazendo mesmo assim, engolindo o que sentem para conseguirem o que o ‘show’ precisa e não acabarem desempregados… Afinal, o fim justifica os meios.. não?

UnReal vai ao ar pelo canal Lifetime nos EUA as segundas-feiras.
#UnRealTV #UnRealLife

 

Trailer:

Resenha – As Crônicas de Spiderwick

Por Lucas Florentino
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12 de julho

Título: As Crônicas de Spiderwick
Título Original: The Spiderwick Chronicles
Autores: Holly Black e Tony DiTerlizzi
Ilustrações: Tony DiTerlizzi
Editora: Rocco
Ano: 2004 – 2006
Gênero: Fantasia

O que você faria se tivesse que largar toda sua vida na cidade onde sempre viveu e se mudar para uma casa caindo aos pedaços, no meio do nada? E se nessa casa tivessem criaturas mágicas?

   Após se divorciar do marido, Helen Grace se muda com os três filhos, Jared, Simon e Mallory, para a casa de sua tia, na propriedade dos Spiderwick, porém a mudança parece não agradar muito as crianças.

   Jared tem uma personalidade um pouco agitada, meio explosiva e sua credibilidade com a mãe e os irmãos não é muito boa, ele é aquele tipo de criança que pode até estar com a razão, mas as outras pessoas não irão acreditar no que ele diz devido ao seu histórico de confusões já causadas. Já Simon, seu irmão gêmeo, é o oposto. Uma criança mais tranquila, arrumadinha (nota-se pelo cabelo bem cortado e roupas bem passadas) e tem uma grande paixão por animais que não são tão ‘comuns’ (ratos, sapos, lagartos…. argh!). Mallory é a filha mais velha e seus hobbies favoritos são praticar esgrima e implicar com os irmãos.
 
 
   Coisas estranhas começam a acontecer quando Jared encontra um cômodo secreto no andar de cima da casa. O local parece ser uma velha biblioteca que pertenceu ao pai de sua tia-avó, Arthur Spiderwick, cujo paradeiro é desconhecido. Escondido nesse cômodo, Jared encontra um livro misterioso que dará início a toda a história, o Guia de campo.
 
           O Guia é um livro escrito pelo próprio tio e que descreve todas as criaturas do mundo mágico, como goblins, ninfas, elfos… porém esse livro trás um grande perigo para as crianças, pois além de descrever esses seres fantásticos, ele expõe muitos segredos sobre eles, até mesmo formas de derrotá-los, o que o torna um objeto muito desejado pelo grande vilão da história, Mulgarath, um ogro que deseja o livro para criar um exército e se tornar a criatura mais poderosa do mundo.
 
        ‘As Crônicas de Spiderwick’ é uma série escrita por Holly Black e Tony DiTerlizzi, voltada para o público infantil e é composta por cinco livros: O Guia de Campo, A Pedra da Visão, O Segredo de Lucinda, A Árvore de Ferro e A Ira de Mulgarath, lançados aqui no Brasil pela editora Rocco. As edições são lindas e cheias de ilustrações do Tony.
 
 
         Apesar de ser um livro infantil, eu com meus vinte e poucos anos gostei bastante da história. Os personagens foram bem construídos e conseguimos ver o crescimento deles conforme avançamos na leitura, cada um tem sua personalidade bem marcada, o que é bem interessante de se ver quando se trata de um livro voltado para crianças. O único ponto que me incomodou durante a leitura foi o timing dos acontecimentos. Tudo acontecia tão rápido que eu ficava com a sensação de que os problemas não eram tão graves assim para serem resolvidos tão rápido, mas isso é algo aceitável, levando em consideração qual é o seu público alvo. Minha vontade era poder voltar no tempo, lá para os meus dez anos de idade e poder ler esses livros, acho que a experiência seria mais ‘mágica’.
 
Em 2008, foi produzido pela Nickelodeon Movies e dirigido por Mark Waters, um filme narrando as aventuras da série, com Freddie Highmore (A Fantástica Fábrica de Chocolates e Bates Motel) no papel dos irmãos Jared e Simon, Sarah Bolger (Bela Adormecida de Once Upon a Time) como Mallory e Mary-Louise Parker (Weeds) como Helen Grace. O filme é um compilado das histórias dos cinco volumes da série e sofreu algumas alterações (e muitos cortes, incluindo minhas cenas favoritas), como a mudança do final, que na adaptação ficou mais ‘leve’, o que é totalmente compreensível, por se tratar de um filme voltado para o público infantil. 

DC em 2016! Trailers de Batman Vs Superman e Esquadrão Suicida já estão entre nós!

Por Santoni
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11 de julho
   Em 2016 a DC entrará de vez na briga contra a Marvel e mostrará que também tem um magnífico repertório de super-heróis e super-vilões!  
   As adaptações de Batman Vs Superman e Esquadrão Suicida vêm sendo faladas/criticadas/comentadas/esperadas há muito tempo e FINALMENTE a espera terminou e os primeiros vídeos das adaptações começaram a ser divulgadas.

   Foi exibido hoje na Comic-Con San Diego o primeiro teaser do filme Esquadrão Suicida e alguns fãs filmaram dos telões! Mas HOJE (13/07) o trailer foi postado no youtube em HD!

 


   O filme tem estréia prevista pro dia 4 de agosto de 2016 e conta com Jared Leto, Will Smith, Margot Robbie, Viola Davis e Cara Delevingne.
   O trailer oficial do considerado ‘primeiro grande filme’ da DC Comics foi divulgado oficialmente hoje! O filme estréia dia 24 de Março de 2016 no Brasil!
 
   O filme conta com atuações de Ben Affleck, Henry Cavill, Jason Momoa, Gal Gadot, Amy Adams e Ezra Miller, aparecendo pela primeira vez como Flash!

 

Resenha – It’s Kind of a Funny Story

Por Santoni
|
10 de julho

Título Original: It’s Kind of a Funny Story
Autor(a): Ned Vizzini
Editora: Hyperion
Ano: 2006
Páginas: 444
Nota no Skoob: 4.3
Gênero: Comédia; Drama; Infanto-Juvenil
Esse livro foi lançado pela editora Leya em 2015!

“Você ao menos sabe quem o inimigo é?”
“Eu acredito… que sou eu.”


Resenha:

   Craig Gilner é um jovem de 15 anos de classe média alta do bairro do Brooklin que mora com seu pai, sua mãe e sua irmã mais nova. Craig quer ter uma vida bem sucedida e para isso estuda muito para finalmente entrar na Executive Pre-Professional High School, um dos mais renomados colegiais. Mas aos poucos pequenas coisas vão se acumulando até Craig chegar ao ponto de quase se matar. Esse acontecimento o leva a ‘entrar’ em um hospital psiquiátrico onde aprenderá a viver e cooperar com o mundo.
 
“Todo mundo tem problemas.
Algumas pessoas só escondem suas merdas melhor que outras.”
 
   “É tão difícil falar quando você quer se matar”. É assim que começa a narrativa em primeira pessoa desse livro.. isso que é começar um livro chocando. E esse tom não diminui ao longo do livro, porque a narrativa é tão introspectiva e REAL que em determinados momentos o leitor pode se chocar com observações e comentários de Craig Gilner, mas como o livro é uma aventura dentro dos pensamentos de um adolescente depressivo ele vai falar na lata tudo aquilo que ele sente, tudo aquilo que ele acredita e pensa.. Mas pra falar a verdade muitas coisas que chocam a ser lidas já podem ser sido pensadas pelo leitor, mas por algum motivo choca só de ler.
“Eu não sei como eu posso ser tão ambicioso e tão preguiçoso ao mesmo tempo”
“Sonhos são só sonhos até que você acorda e os torna real”

     It’s Kind of a Funny Story é um livro com uma grande e arriscada montanha russa emocional. O nome do livro remete a uma história engraçada e é! O livro fala de depressão, suicídio, drogas, hospital psiquiátrico, etc.. Mas consegue fazer isso da forma mais bem humorada possível. Há vários momentos que você estará lendo e pensará: “O que ele ta fazendo?”, “Mas que p**** é essa?”, “Não, ele não fez isso!”, “Não, ele não falou isso!”, “Não, ele não pensou isso!”, “MENTIRA”!!!.. E é esse o diferencial de Funny Story, é isso que não faz o leitor ficar depressivo lendo.. Eu posso assegurar que tem umas sacadas muito espertas que eu mesmo não me segurei e tive que mostrar pra algumas pessoas. Mas, como uma montanha russa, o livro tem suas partes pesadas. Os momentos em que Craig solta suas filosofias e críticas a sociedade e à vida, quando Craig fica passando em sua cabeça jeitos de morrer, quando Craig solta umas verdades que faz o leitor parar e pensar.. Mas o autor trabalhou muito bem essa montanha russa e quando o clima começa a ficar pesado ele consegue levantar rapidamente. E o grande diferencial desse livro é que quando você chega no final você não se sente como no final de “As Vantagens de Ser Invisível” ou de “Os 13 porquês, meio mal/pensativo/chocado/triste.. ele te deixa com um sorriso no rosto e mais fascinado com a vida.

“Eu prefiro estar com uma pessoa problemática e aberta sobre isso
do que com uma pessoa perfeita e pronta para explodir”


     O livro foi baseado na internação de 5 dias do autor, que depois que saiu da ala psiquiátrica do Methodist Hospital do Brooklin focou suas energias em escrever esse livro. E o mesmo disse que 85% do livro é baseado em sua vida. Isso explica a precisa descrição dos pensamentos de uma pessoa triste ao mesmo tempo que transcreve a linha de raciocínio de um adolescente e seus respectivos dilemas, medos e inseguranças.

 

“Sonhos são só sonhos até que você acorda e os torna real”

 

   Ned Vizzini foi um autor norte-americano que escreveu, além de It’s Kind of a Funny Story, outros livros aclamados pela crítica, como ‘Be More Chill’ e ‘Teen Angst? Naaah…’ .Vizzini trabalhou com o diretor dos dois primeiros filmes da saga Harry Potter, Chris Columbus, na saga House of Secrets que teve seu manuscrito opinado por J.K Rowling e dois dos seus três livros já lançados. Ned também escreveu dois episódios para a segunda temporada da série Teen Wolf e foi supervisor da série Last Resort. O autor batalhava contra a depressão e palestrou sobre isso e como estudantes podem usar a escrita como remédio para problemas como esse. Ned Vizzini cometeu suicídio em 2013. Em 2014 a página oficial do canal MTV postou no facebook um artigo de Marty Beckerman, melhor amigo do Ned Vizzini, dizendo que o filho de Ned o procurou e pediu para falar de seu pai. É um artigo bastante comovente e que me fez conhecer de fato esse livro. (Link do artigo, em inglês).
 
   “Eu não tenho medo de morrer, Eu tenho medo de viver.”
 

   O livro foi adaptado para os cinemas em 2010 e é estrelado por Keir GilchristLauren GrahamEmma RobertsZach Galifianakis. Eu escreverei mais sobre o filme em um outro momento. Mas pra resumir o filme foi traduzido como ‘Se Enlouquecer, Não Se Apaixone‘ (uma tradução horrível e totalmente sem sentido..) e tem uma pequena ‘essência’ do livro, mas de maneira nenhuma faz jus a esse livro GENIAL!.. A crítica se contentou com o filme e a maioria dos espectadores também. Eu assisti ao filme antes de ler o livro e não achei tudo isso.. Mas quando li o livro muitas coisas do filme fizeram um pouco mais de sentido. Recomendo assistirem ao filme e se gostarem do tema, mas não gostarem tanto do filme eu recomendo fortemente darem uma chance para o livro.

“A vida não pode ser curada, mas pode ser controlada.”
“Vida não é sobre se sentir melhor, é sobre dar conta do trabalho.”

   Esse livro é um livro importante, assim como dito pelo crítico do The New York Times. Esse livro tem uma narrativa forte e envolvente que descreve a depressão a partir de um ponto de vista muito pouco explorado, que é o de um personagem que não sofreu nenhum trauma, que não tem uma família problemática e que não é um viciado, fugindo assim dos clichês do tema e mostrando a realidade de muitas pessoas, que não necessariamente sofrem de depressão, mas que, por algum motivo, têm seus momentos sombrios.
   Esse livro é BRILHANTE, com certeza ele disputa com “As Vantagens de Ser Invisível” para ser meu livro favorito e se vocês lerem talvez entendam o quão bom é esse livro. It’s Kind of a Funny Story é uma leitura agradável e não muito difícil, e mesmo não sendo muito famoso ou não tendo sido traduzido, é um que merece muito mais do que conquistou.


No livro o protagonista desenha mapas em forma de pessoas,
no estilo da capa do livro. E esse desenho é um dos mais comentados na narrativa.

 

ATUALIZAÇÃO (20/07/2015): A Editora Leya <3 <3 lançará esse livro em setembro, durante a bienal do livro do Rio de Janeiro!!!!!!!!!!!!!!