Mês: agosto 2015

Resenha – Feitiço da Sombra

Por Equipe Nunca Desnorteados
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30 de agosto
Título: Feitiço da Sombra
Título Original: Shadow Spell
Autor(a): Nora Roberts
Tradutor(a): Maria Clara de Biase
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 280
Nota no Skoob: 4,1
Gênero: Romance, Ficção, sobrenatural.
 
“Traga-me o sangue dele e eu lhe darei poder. Tire a vida dele e lhe darei a imortalidade.”
 
Resenha:

O segundo livro da série começa logo após o fracasso que foi a batalha contra Cabhan, o bruxo das trevas, nenhum dos seis protagonistas, Iona, Branna, Meara, Connor, Fin e Boyle sabem como derrota-lo e estão com medo. Já o inimigo deles está extremamente arrogante e esquece que ganhou a batalha, não a guerra, e começa a atacar. Connor primeiro trás um de seus ancestrais ainda criança para o presente e tenta mata-lo, um jeito fácil de acabar com o bruxo, mas ele sente o perigo que corre e chega a tempo de o salvar o garoto.

O segundo ataque é feito quando ele está indo para a casa de seus melhores amigos, Cabhan consegue infecta-lo com um veneno que quase o mata e é necessário a força dos três bruxos (Brenna, Iona, Fin) para aplacar o veneno. 
Mas claro que como esse livro é um romance essa experiência de quase morte fez com que Meara, a garota com quem Connor cresceu, agisse e o beijasse no momento em que eles ficam a sós.

 
“Pensando bem, eu diria que na primeira vez o peguei desprevenido, e quem poderia imaginar? E na segunda… Afinal de contas, ele é homem.”
 
O que os seis bruxos não sabem é que esse beijo terá consequências maiores do que apenas uma mudança para uma amizade colorida, Cabhan começa a atacar Meara, que para piorar é humana, ou seja, é super vulnerável ao ataques mágicos do bruxo das trevas.

O romance começa esquentar e os ataques ficam mais frequentes, alguns até acontecem quando ela está dando aulas, ou seja, cercada de pessoas, o que faz Connor perceber rapidamente que ama a garota com quem ele cresceu, e como um homem romântico e bruxo, começa a insistir para levar a relação colorida para algo mais.

Meara tem uma família problemática, o pai foi embora levando todo o dinheiro, a mãe tem uma relação abusiva com ela e vive em depressão, ou seja, amor não é algo que ela reconheça com facilidade, por tanto, todas as  tentativas de Connor não dão certo, na verdade, a assusta de tal maneira que ela tira em um momento de raiva o talismã de proteção que ele havia dado a ela, sem o objeto ela acaba sofrendo um novo ataque de Cabhan que quase a mata.
 
“-Você o tirou, o deixou para trás porque eu o dei para você.
-Não. Sim. – Estava tudo muito confuso. – Eu não estava raciocinando direito, não entende? Estava muito zangada.
-Porque eu a amo, estava zangada o suficiente para sair sem proteção”
 
A história segue e nesse segundo volume existe muito mais mágica, poções, brigas, guerras, viagem no tempo, atentados a vida dos nossos protagonistas e, o mais importante, você conhece um pouco mais de cada personagem.

Uma coisa que sempre gostei na Nora Roberts é que ela não tem medo de ir além, quando ela constrói um vilão ela faz o leitor odiá-lo, e nesse livro é revelado o que Cabhan faz com as mulheres que enfeitiça ou derrota.

Tenha certeza que se gostou do primeiro livro, esse vai fazer com que a trilogia Primos O’Dwyer seja sua favorita, então se gosta de bruxos, guerras, viagens no tempo, romance e uma boa escrita, esse é o livro que você não pode deixar de comprar.
 
“- O que quero dizer é que o amor precisa ser cuidado. Dá um pouco de trabalho, manter a luz e o calor, mas por que você ia querer o frio e a escuridão?”
 
Caso não tenha lido a resenha de ‘Bruxa da Noite’ primeiro volume da trilogia Primos O’Dwyer, clique aqui para ler! 🙂

 

Resenha – Bruxa da Noite

Por Equipe Nunca Desnorteados
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28 de agosto
Título: Bruxa da Noite
Título Original: Dark Witch
Autor(a): Nora Roberts
Tradutor(a): Maria Clara de Biase
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 308
Nota no Skoob: 4,1
Gênero: Romance, Ficção, sobrenatural.

 
“Quando se trata de romance, ninguém é melhor que Nora.”
                                                                                     Booklist
 
Resenha:

A trilogia Primos O’Dwyer, são os novos livros da Nora Roberts, uma escritora que tem mais de 200 livros publicados dos quais eu tenho pelo menos 30.

Esse livro se passa na Irlanda, o que para os fãs da escritora não é uma surpresa. Iona, a protagonista, deixa os Estado Unidos e vai para o país europeu quando descobre que é uma bruxa e que Cabhan, um ser imortal, vem tentando destruí-la e à todos de sua família.

Chegando na Irlanda nossa protagonista conhece Branna e Connor, seus primos, que começam a ajuda-la tanto no treinamento mágico quanto para se estabelecer. Quando ela vai numa entrevista de emprego que a prima havia conseguido pra ela, Iona conhece Boyle, seu futuro chefe por quem ela se sente atraída instantaneamente. Fin e Meara, formam o resto do circulo.

Durante a leitura você vê Iona aprender a usar sua magia, sobre seus ancestrais, sobre Cabhan e, enquanto ela cresce e se torna mais confiante, ela vai ficando mais próxima dos outros cinco que formam o círculo e acaba mudando um pouco cada um deles.

Um detalhe interessante do livro é que temos pequenas partes onde fala sobre a Bruxa da noite e seus três filhos, que são os primeiros a enfrentarem Cabhan. 
Esse livro fala um pouco sobre o preconceito que sofrem, até mesmo Iona fala sobre seus dons de forma estranha.
“-Isso Explica como Boyle sabia que eu era… você sabe.
Com um suspiro Branna levantou sua xícara de chá.
-Bruxa não é um palavrão, Iona. É quem e o que você é.”
Demora alguns capítulos para que nossa protagonista se sinta a vontade com a palavra, com ela mesmo e com seus poderes. Outro detalhe é que cada personagem tem uma ligação com um animal e eles conseguem se comunicar, entrando na mente deles. A Branna tem a ligação com cachorros, Connor com falcões e Iona com cavalos.

Como todos os livros da Nora Roberts eu devorei durante a leitura, pois nele tem romance, luta, guerra, magia, sedução, brigas, desconfianças, traições, reviravoltas, fracassos, sucessos e por seu um livro para adultos tem cenas de sexo, tudo dentro de uma historia com personagens profundos, e complicados, um inimigo forte e vários detalhes da cultura celta (afinal Nora ama falar sobre a Irlanda e os celtas).


Essa trilogia é aquele tipo que faz você desejar ser muito rica só pra poder transforma-la em filme e ver essas cenas que estão na sua mente na tela grande. 
Então se você gosta da Nora não tem como deixar de ler esse livro, se você nunca leu nada dela esse pode ser o primeiro e tenho certeza que vai virar fã. Assim como eu.
 
“Então o cavalo, que naquela manhã deixara uma marca do tamanho de um punho no bíceps de seu tratador veterano, pareceu suspirar. E pôs a cabeça no ombro de Iona para que ela pudesse acariciar seu longo pescoço.
Eu vou cuidar de você, pensou Iona. E você vai cuidar de mim.”

Resenha – A Música do Silêncio

Por Bruna Hernandes
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27 de agosto

Título: A Música do Silêncio 
Título Original: The Slow Regard of Silent Things 
Autor(a): Patrick Rothfuss 
Tradutor (a): Vera Ribeiro 
Editora: Arqueiro 
Ano: 2015 
Páginas: 144 
Nota no Skoob: 4,1 
Gênero: Fantasia 

Esse é um livro estranho!
 
   Antes de tudo, se você estiver procurando alguma continuação ou qualquer spoiler da história de Kvothe, é melhor desistir antes de se decepcionar. Patrick Rothffuss deixa esse recado bem claro nas primeiras páginas do livro e, ao contrário de mim, é melhor ouvi-lo e não criar grandes expectativas.

   A história gira em torno de Auri e somente dela, sem diálogos, suspense ou ação. É simples assim. São sete dias antes da chegada de alguém – que acredito ser Kvothe – e Auri tem que cuidar de todos os preparativos até esse período passar. Se não fosse pelo outro recado no fim da história, quase uma explicação por uma narrativa tão incomum, acho que até agora eu estaria decepcionada. 
 
   Mesmo com um jogo de palavras interessante, A Música do Silêncio é como uma história para crianças, com objetos inanimados e fatos que não são explicados. Uma narrativa longa e muito detalhada, um pouco confusa até. Talvez esse seja o ponto forte do livro, o mistério que fica por trás dos medos de Auri e por baixo da vida agitada da Universidade.
 
   Como todas aquelas coisas foram deixadas para serem esquecidas? Quantas histórias aquelas paredes abafadas escondem? Quais são os verdadeiros sentimentos que Auri nutre por Kvothe?
 
   Fico triste em dizer isso, mas esperava muito mais dessa história, pelo menos algo sobre o passado de Auri, uma referência que nos fizesse entender como ela se isolou do mundo e deixou a Universidade para trás. Pretendo seguir o conselho do autor e ler o livro uma segunda vez. Talvez eu tenha deixado alguma coisa passar, mas ainda tenho esperanças de que o livro seja bom e eu não estivesse preparada para ele quando o li. Vale a pena dar uma chance, quem sabe você não é a pessoa certa e esse livro seja o lugar certo para você? 
 
“Auri sabia melhor que ninguém que valia a pena fazer as coisas direito.”

O livro é ambientado no mesmo universo dos livros ‘O Nome do Vento‘ e ‘O Temor do Sábio‘, e funciona, então, como um Spin-off da série “O Nome do Vento”, que ainda não tem previsão de lançamento para seu terceiro volume..

Resenha – Segredos de Uma Noite de Verão

Por Thila Barto
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21 de agosto
Título: Segredos de Uma Noite de Verão
Título Original: Secrets of a Summer Night
Autor(a): Lisa Kleypas
Tradutor(a): Janaína Senna
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 284
Nota no Skoob: 4,3
Gênero: Romance de Época, Ficção.

 
“Talvez minha sorte esteja prestes a mudar, pensou Annabelle, e fechou os olhos numa breve oração de esperança”
 
Resenha:
     Como não amar os romances de época!? Lisa Kleypas em sua nova série “As Quatro Estações do Amor” traz uma história apaixonante e super divertida em seu primeiro volume, “Segredos de uma Noite de Verão”. Serão quatro livros e preciso confessar que mal posso esperar pelos próximos e que achei todas as capas simplesmente maravilhosas:
 
 
     Temos com protagonista nesse primeiro volume, Annabelle Peyton, uma moça que está desesperadamente em busca de uma marido, já que após a morte do seu pai, sua família tem passado por problemas financeiros. O grande problema é que Annabelle não possui dote e toda temporada é um fracasso total.
 
         Em um dos raros feriados da escola de seu irmão Jeremy, Annabelle e ele partem para Leicester Square para assistirem ao mais recente espetáculo de panoramas, porém eles têm uma enorme surpresa ao chegar no local: os ingressos haviam aumentado e as duas semanas guardando qualquer centavo para comprar os ingressos foram em vão. Após desistirem do show, uma figura se aproxima deles e Jeremy o reconhece imediatamente. Tratava-se de Simon Hunt, o filho do açougueiro. Ele se oferece para pagar os ingressos para os dois e, quebrando o conselho da mãe de jamais aceitar dinheiro emprestado de estranhos, eles acabam aceitando depois de muita conversa.
       Entretanto, para o desconforto de Annabelle, ela não conseguia desviar o seu olhar dele. Ela sabia que ele era o tipo de homem com quem uma mulher bem educada nunca iria querer ficar sozinha mas, para a sua surpresa, durante o espetáculo quando a produção diminuiu a iluminação Hunt a beija, conseguindo deixar Annabelle totalmente desconcertada e logo em seguida, Hunt desaparece.

“Não importava como ou por que Simon Hunt havia conseguido quebrar todas as defesas bem construídas de Annabelle. O fato era, ele conseguira fazê-lo…E, portanto, era um homem a ser evitado a qualquer custo.”

         Para o desânimo de Annabelle, em todos os bailes das temporadas, Simon Hunt a convidava para dançar e ela recusava todas as vezes. Ela preferia tomar um ‘chá de cadeira’ em todas festas (o que já estava bastante acostumada já que ninguém além dele a convidava), do que dançar com aquela criatura. Simon não fazia parte da nobreza, mas era sempre convidado para as festas da alta sociedade, porque era demasiado rico para ser ignorado.
        A situação de Annabelle estava se tornando cada vez mais desesperadora e precisava arranjar um marido urgentemente, caso contrário, não poderiam mais pagar para manter Jeremy na escola e uma vez começada a decadência, não havia como se reerguer.

“Annabelle estava cansada dos constantes esforços para enganar a todos, quando parecia que era de conhecimento público que viviam à beira de um desastre”.

     Suas esperanças aumentam quando as três solteironas que sempre tomavam ‘chá de cadeira’ em todas as festas junto com ela, viram suas amigas e fazem um pacto para ajudarem umas as outras.

“Precisamos fazer um pacto para ajudar umas às outras a encontrar um marido. Se os homens não vierem atrás de nós, iremos atrás deles. O processo se mostrará muito mais eficaz se juntarmos forças, em vez de avançar individualmente.”

         Dispostas a ajudarem primeiramente Annabelle, por ser a mais velha, elas entram em um consenso que Kendall é um alvo viável apesar das chances serem limitadas já que uma multidão de mulheres se atiravam nele. Tudo poderia ser muito fácil se não fosse pela presença constante de Simon Hunt. Ele sabia muito bem que tirava Annabelle do sério, e ela por outro lado, tinha noção do seu ‘tenebroso’ desejo que sentia por Simon porém, também sabia que ele a desejava somente como amante, então ceder ao encantos desse homem impossível estava fora de questão.
 
       Como tudo se desenrola? Esse é um spoiler que eu jamais darei. O livro tem uma narrativa super divertida, rápida e é impossível largar por muito tempo. Preciso também confessar que a relação de Annabelle e Simon me lembrou muito a de Scarlett O’Hara e Rhett Butler em “E O Vento Levou”, tem uma cena em especial que é muito parecida. Enfim…Super recomendo!! Que venham os próximos.
 
😉

Resenha – Go Ask Alice

Por Santoni
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20 de agosto

Título Original: Go Ask Alice
Autor(a): Anonymous
Editora: Simon & Schuster
Ano: 1971
Páginas: 214
Nota no Skoob: 3.3
Gênero: Drama; Infanto-Juvenil
O livro foi lançado no Brasil em 1971 pela Editora Record com o nome de Pergunte a Alice: Diário Íntimo de uma Jovem Drogada. Mas está fora de circulação desde aquela época.

“Não é um retrato definitivo da jovem classe-média do mundo das drogas. Não oferece NENHUMA solução”
 
O livro Go Ask Alice é ‘baseado em um diário real’ (leia até o final para entender as aspas) de uma menina de 15 anos que em momento algum tem seu nome mencionado no livro.. e começa a narrar os acontecimentos de sua vida nas páginas de um diário. Desde o primeiro amor platônico, passando pela primeira experiência com drogas, até a formação de uma criança calejada pela vida que seguiu..
Violência, tráfico, vício, sexo, bullying, perdas.. O livro aborda esses entre muitos outros temas. Digamos que um protagonista de série adolescente não passa em 10 temporadas o que essa protagonista passa em 200 páginas..
 
A narradora inicia o diário como uma adolescente qualquer: falando da escola, família.. aquele interesse amoroso que não pode faltar.. Ela tem visões bem estabelecidas daquilo o que ela acredita estar acontecendo e não tem medo de despejar nas páginas desse diário seus mais profundos segredos e mais obscuros sentimentos. A maneira como ela vê o mundo é intrigante, mas não uma constante. A escrita oscila de acordo com o que a personagem está vivendo e o quão forte e segura ela se sente no momento, o que é intrigante partindo do senso comum de que adolescentes passam por essas mudanças com bastante frequência.
 
“Eu me pergunto se a vida é assim, explosiva e confusa, para outras pessoas. Eu espero que não, porque eu realmente não desejo essa bagunça pra ninguém.”
 
‘Go Ask Alice’ é um livro curto, só 214 pequenas páginas, e narrado no período de um pouco mais de um ano. Nesse pequeno grande espaço de tempo a protagonista se depara com uma quantidade absurda de problemas e aventuras.. Mas mesmo que em muitos momentos ela se mostra uma personagem fraca, ela ocasionalmente encontra a luz no fim do túnel, fazendo o leitor torcer por ela e acreditar naquilo que ela está escrevendo nesse ‘diário’.. Nele nossa narradora escreve, por vezes, que nunca repetirá algum feito e que nunca fará tal coisa e nos próximos registros ela nos decepciona agindo contraria as palavras daquela menina de poucas páginas atrás.
 
Pelo o formato ser o de um ‘diário’ ele é dividido em pequenas partes o que é muito interessante.. e da maneira como ele é construído faz da leitura uma tarefa fluída e prática (me julguem por odiar capítulos grandes..). É impossível não ver esse livro como uma livre inspiração para “As Vantagens de Ser Invisível” e “Cartas de Amor aos Mortos” e derivados.. Porque a narrativa forte em primeira pessoa e a introspecção dos protagonistas-narradores são características marcantes desse livro.
 
O livro é dito como ‘baseado em um diário’, mas na verdade a autoria é atribuída a psicóloga norte-americana Beatrice Sparks. Era então vendido como um ‘diário real’, mas mais tarde foi confirmado por Sparks que foi parcialmente baseado em um diário, que misteriosamente nunca foi divulgado, e parcialmente baseado em experiências que ela teve trabalhando como terapeuta/psicóloga de jovens. Particularmente eu não acredito que isso tire o mérito do livro, de sua narrativa e nem diminui a sua importância. A história poderia facilmente ser real e se desde o começo o livro tivesse sido vendido como uma ‘ficção-realista’ não haveria toda essa comoção. Porque ao ler certas passagens fica um pouco difícil acreditar que uma menina escreveria aqueles longos textos no diário e que lembraria das suas experiências e sensações quando sob efeito de substâncias. A dita autora Sparks tem outros livros com a mesma fórmula de “Go Ask Alice” mas com outros temas, tais como: gravidez na adolescência, Satanimo, AIDS..
 
Eu li o livro em inglês, porque até o momento anterior a escrever essa resenha eu não tinha ideia que ele já havia sido traduzido.. Mas a leitura em inglês não é muito complicada e é bem simples no quesito idioma.. Um filme baseado em ‘Go Ask Alice’ foi lançado em 1973 (que eu ainda não vi)
 
O livro em si é angustiante, assim como “Os 13 Porquês“, “As Vantagens de Ser Invisível”, etc.. porque observar um protagonista sofrer aciona aquele sentimento de impotência que faz você querer continuar a ler pra saber o desfecho da história. ‘Go Ask Alice’ promove pensamentos e reflexões, o que pode ser assumido pela temática, mas é um livro marcante com um final que não consegue ser contido na cabeça do leitor.
 
Para fãs de dramas adolescentes narrados em primeira pessoa ‘Go Ask Alice’ é uma ótima dica! ^^
 
Fun Fact (sóquenão): O livro sofreu censura e teve casos de ‘banimento’ entre 1970-2007.. Sim, 2007.. 😮

Resenha – Uma Curva no Tempo

Por Thila Barto
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15 de agosto
Título: Uma Curva no Tempo
Título Original: Fractured
Autor(a): Dani Atkins
Tradutor(a): Raquel Zampil
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 256
Nota no Skoob: 4,2

Gênero: Drama, Ficção.

“Perguntei-me se Alice teria se sentido assim tão confusa ao cair pelo poço no País das Maravilhas.”
Resenha:

     Fiquei aqui alguns minutos parada olhando pra esse documento em branco sem ter a mínima ideia de como começar essa resenha. O livro é tão intrigante, um pouco confuso em um certo momento mas com uma complexidade tão maravilhosa que é difícil explicar em poucas palavras e sem dar muitos spoilers. Começarei então com os dois primeiros parágrafos do livro.

“Minha primeira vida terminou às 22h37 de uma noite chuvosa de dezembro, em uma rua deserta ao lado da velha igreja.
Minha segunda vida começou umas dez horas depois, quando acordei sob o brilho ofuscante das luzes do hospital, com um grande ferimento na cabeça e uma existência da qual eu não tinha absolutamente nenhuma lembrança. Estava cercada pela família e por amigos, o que deveria ter tornado as coisas melhores. Mas isso não aconteceu, pois um deles estava morto havia um tempo considerável.”

    Depois de ler esse começo, várias perguntas surgiram na minha cabeça, entretanto a que mais martelou a minha mente foi: “Como assim ela tem duas vidas?”. Eis ai a complexidade, genialidade e originalidade do livro.
     Rachel, narradora e protagonista do livro, mora em uma cidade chamada Great Bishopsford, Inglaterra e seu grande sonho é se tornar jornalista. A grande questão é que todos os seus amigos, inclusive ela, tomarão um novo rumo em suas vidas e nada mais será a mesma coisa como no Ensino Médio. Assim, eles marcam um jantar especial de despedida.

“Era impossível não sentir a nostalgia em torno da mesa, e a atmosfera de separação iminente era quase tão evidente quanto o aroma de tomate e alho que flutuava à nossa volta.”

    O que eles não podiam imaginar era que esse jantar marcariam suas vidas para sempre, pois, após avistarem um carro em alta velocidade vindo na exata direção de onde estavam sentados ao lado de uma imensa janela na frente do restaurante, eles percebem a inevitabilidade do perigo. Ao se afastarem, Rachel fica presa, mas Jimmy volta para a mesa a fim de resgatá-la e salvar a sua vida. Após a enorme explosão da janela, Rachel percebe que tem um enorme ferimento em sua cabeça devido a queda, entretanto a gravidade do seu ferimento não era nada comparada ao de Jimmy, que estava morto.
     A seguir, o leitor é levado para cinco anos mais tarde. Agora Rachel mora em Londres e trabalha como secretária já que desistiu de ir para a faculdade de jornalismo. Ainda não tinha superado o que tinha acontecido com Jimmy e acabou se afastando muito dos antigos amigos e de sua antiga cidade, imaginando se algum dia a infelicidade de sua vida iria acabar. Primeiro perdeu a mãe, depois teve o terrível acidente, então seu pai foi diagnosticado com câncer de pulmão e agora suas dores de cabeça estavam se agravando. Ela não aguentava mais a onda de má sorte presente constantemente em sua vida.
     Rachel acaba se complicando ao ficar adiando cada vez mais marcar uma consulta com um médico e descobrir o motivo das suas dores de cabeça insuportáveis, ainda mais agora que ela precisa voltar para Great Bishopsford a fim de comparecer ao casamento da sua melhor amiga Sarah.

“Deixe-me só sobreviver a este fim de semana e a esse casamento e a primeira coisa que vou fazer na segunda é marcar a consulta, prometi a mim mesma”

     Se a sua prece foi atendida? Não, pois ao visitar o túmulo de Jimmy, Rachel tem um certo colapso e perde a consciência. Ao acordar, ela está em outra vida como se sua realidade tivesse de algum modo se dividido em duas na noite do terrível acidente.
      Como isso aconteceu, como é essa segunda vida, se ela volta pra primeira e quão diferente ela é da outra, só lendo você irá descobrir. Adiei bastante a leitura desse livro, mas assim que encostei nele foi impossível parar. Super recomendo.
😉

Resenha – Clipped

Por Santoni
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12 de agosto

 

Uma das mais aguardadas estreias do ano finalmente deu as caras!
 
Clipped é um sitcom norte-americano produzido pela emissora TBS e mostra o dia a dia de trabalhadores de uma barbearia chamada Buzzy’s em Charlestown, Massachusetts. Mas todos esses colegas de trabalho frequentaram o ensino médio juntos e pertenciam a panelinhas bem diferentes e agora trabalham no mesmo lugar para uma pessoa que tem a mesma idade que eles.
A série foi criada pela dupla David Kohan e Max Mutchnick, responsáveis por Will & Grace ♥ e a injustiçada Partners </3.. 
 
Ok, não vou mentir.. essa série me chamou atenção por três motivos: Sitcom, Ashley TisdaleLauren Lapkus. E como previsto são esses os pontos altos da série. A Ashley Tisdale interpreta Danni, uma cabeleireira jovem e simpática; Lauren Lapkus da vida a Joy, uma recepcionista (?) cristã, casada e bem ‘sem noção’.
 
No elenco estão Ashley Tisdale é principalmente conhecida por seu trabalho no Disney Channel e na série cancelada Hellcats (CW -.-), Lauren Lapkus é a eterna Dee Dee de Are You There, Chelsea? ♥ uma série que não fez muito sucesso mas deveria.. mas é bem mais conhecida pelo seu trabalho em Orange Is the New Black e está em cartaz nos cinemas em Jurassic World. E essas são as duas gigantes da série. George Wendt também é um rosto conhecido para quem conhece o clássico da TV americana ‘Cheers’.. Os outros nomes da série são Mike CastleMatt CookRyan Pinkston e Diona Reasonover.. Com isso podemos dizer que qualquer cena sem Tisdale ou Lapkus não tem muita graça. E isso mostra que os atores tem mais força que o roteiro/história o que não é um sinal muito bom para uma série.. Ainda mais que mais de 50% do elenco não tem essa presença..
 
    Clipped tem uma premissa OK e uma execução complicada.. O dono da barbearia/salão é bem similar ao chefe do personagem Sean em ‘Sean Saves The World’ (CANCELADA), a série é carregada por menos da metade do elenco que nem 90210 no final (CANCELADA), tem a Ashley Tisdale (Hellcats CANCELADA), tem a Lauren Lapkus (Are You There, Chelsea? CANCELADA) eu não sou de gorar séries, mas são fatores que não podem ser negados..
 
     Acho que todo mundo sabe que poucos sitcoms têm vingado nos últimos 10 anos, porque vamos ser sinceros e dizer que não estão conseguindo ter uma ideia que faça sucesso e conquiste o público que nem Friends e The Big Bang Theory. Nem a tentativa do Chuck Lorre (criador de TBBT e TAHM) com o seriado Mom cativou tanto.. E visto que muitos projetos bons/ok/melhores que Clipped que estrearam acabaram fracassando (Friends With Better Lives 🙁 ) então eu não apostaria em uma longa duração da série.. Mas pra quem gostou há a esperança da série melhorar, afinal, tudo é possível.. E a série é uma original da TBS, um canal que não produz tantas séries e pode ser tolerante em alguns aspectos..

Resenha – O Temor do Sábio

Por Bruna Hernandes
|
7 de agosto
Título: O Temor do Sábio
Título Original: The Wise Man’s Fear
Autor(a): Patrick Rothfuss
Tradutor(a): Vera Ribeiro
Editora: Arqueiro
Ano: 2011
Páginas: 960
Nota no Skoob: 4,8
Gênero: Fantasia
 
“Lembre-se de que há três coisas que todo sábio teme: o mar na tormenta, uma noite sem luar e a ira de um homem gentil”
 
   E aqui estamos nós de novo, na continuação da história de Kvothe. Nosso herói é ainda mais surpreendente no segundo livro de A Crônica do Matador do Rei, O Temor do Sábio. Primeiro de tudo, vale dizer que O Temor do Sábio é melhor do que O Nome do Vento, na minha opinião. Uma narrativa menos detalhada – não pobre, mas com menos da enrolação que encontramos no primeiro livro – e muito mais dinâmica.

 

   Depois do final intrigante do primeiro livro, que nos deixa um pouco desconfiados de Bast, o Cronista volta a escutar a versão verdadeira das fantasias que envolvem Kvothe. Nosso personagem está um tanto mais maduro e finalmente passa a aprender a arte de nomear com o interessante Mestre Elodin.

   A rivalidade com Ambrose continua e leva Kvothe a manter distância da Universidade por um tempo. Na verdade, uma dessas brigas é simplesmente hilária. Ambrose envenena Kvothe com um tipo de ameixa que tira o “filtro” que todos – ou a maioria das pessoas – têm antes de dizer o que está pensando ou até mesmo antes de agir com estupidez. Essa cena, em particular, me rendeu boas risadas e toda vez que me lembro não consigo evitar ao menos um sorriso.
 
   O humor continua e está ainda mais presente do que no primeiro volume da série. A narrativa ainda é uma das mais bem escritas que eu já li e isso me faz uma das maiores fãs de Patrick Rothfuss.
 
   Voltando ao problema de Kvothe, já que a Universidade é basicamente tudo o que ele tem, acompanhamos nosso herói em uma longa viagem. Assistiremos à sua tentativa de arrumar um patrocinador, acabando por salvar a vida de um nobre muito importante, e ser designado para ir à floresta liderar um grupo contra ladrões perigosos.
 
   É assim que dois fatos muito peculiares acontecem na vida de Kvothe. O primeiro deles é Tempi, um guerreiro que vem de uma cidade chamada Ademre. Kvothe é levado para lá e não será muio bem recebido pelos moradores, mas aprenderá a arte de lutar como os ademrianos.
 
   O segundo fato, também muito interessante, é o encontro com Feluriana. Ela, é um ser Encantado, e nenhum homem jamais sobreviveu à um encontro com ela. Obviamente, Kvothe será o primeiro, e Feluriana será sua primeira mulher. 
 
   Falando em mulheres, Denna continua a aparecer no segundo livro, e seu passado, sua verdadeira identidade continuam em segredo. Afinal, quem é essa garota?

 

   O terceiro e último livro da série continua sem previsão de lançamento e será chamado As Portas de Pedra. Mas acalmem os corações, uma história paralela centrada em Auri foi lançada neste ano, e espero que alguns mistérios dessa personagem sejam desvendados. Seu passado na Universidade, seus conhecimentos pelos cantos da construção. Qual é sua história?
 
   Há projetos para outro livro centrado em Bast, com previsão de lançamento também para esse ano.
  Enquanto não terminamos de conhecer o verdadeiro Kvothe, vale reler os dois volumes e ficar com gostinho de água na boca.