Mês: setembro 2015

Resenha – Quando o Vento Sumiu

Por Thila Barto
|
26 de setembro
Título: Quando o Vento Sumiu
Autor(a): Graciela Mayrink
Editora: L&PM EDITORES
Ano: 2015
Páginas: 264
Nota no Skoob: 4,6/5
Gênero: Romance, Juvenil, Ficção.

“Eu não sei explicar, mas tenho a sensação de que tudo vai se ajeitar na vida. Dá aquele sentimento de que, se o vento sumiu, as coisas vão ficar ruins para sempre.”


Resenha:

Os livros nacionais conquistam, cada vez mais, um espaço maior no meu coração. Graciela Mairynk, autora dos livros, ‘A Namorada do Meu Amigo’ e ‘Até Te Encontrar’, traz em seu novo livro lançado pela L&PM Editores uma história apaixonante e original. ‘Quando o Vento Sumiu‘ é IMPOSSÍVEL largar. 
Tudo começa com Suzan em uma cafeteria na Alemanha. Já era sua terceira visita àquele país, mas sentia como se fosse a primeira vez, pois o lugar era mágico para ela. Suzan é dona de uma pequena agência de viagens e ainda pagava uma parcela da dívida de empréstimo, mas aos poucos as contas estavam sendo quitadas. Realizar esse sonho de infância fora um marco na sua vida.
Enquanto tomava o seu chocolate quente, o inesperado acontece: 

 “Olhando o movimento a sua volta e ao mesmo tempo remexendo os folhetos de turismo que trouxera na bolsa, viu um homem entrar na cafeteria e fazer o mesmo gesto que ela: puxar o casaco para perto do corpo e proteger-se do frio. Suzan achou a cena engraçada, mas, quando reparou melhor, espantou-se ao reconhecê-lo.”

Tratava-se de Renato, um amigo de sua adolescência por quem foi muito apaixonada. Além do choque de tê-lo encontrado ali, Suzan se surpreende ainda mais ao saber que Renato havia se casado. Depois de uma breve conversa entre os dois, o leitor é levado para 10 anos atrás.
Naquela época, Suzan estava cursando Turismo na Universidade de Guanabara. Era o seu segundo ano e, dessa vez, tinha vários planos: estudar mais, se dedicar mais ao curso, arrumar um estágio e claro, conquistar definitivamente o coração de Renato.

“Não dava para ficar só imaginando como seria sua vida ao lado dele, precisava focar em outras coisas, mas era difícil. Renato tinha uma presença forte onde quer que fosse.”

Já Renato, que também estudava na mesma universidade que Suzan, estava cursando engenharia, porém amava surfar. Seu pai sempre o pressionava para trabalhar na construtora de sua família, pois ‘já não era mais um garotinho’ e precisava colocar um pouco de responsabilidade em sua vida ao invés de ficar o dia todo na praia. 
 
Trabalhar na construtora era a última coisa que Renato queria naquele momento, entretanto o pai de Suzan (que trabalhava na construtora), estava precisando de um estagiário para ajudar nas obras do novo shopping do Recreio. Renato logo percebe que será difícil se safar mais uma vez de trabalhar mas logo tem uma ideia: indicar seu melhor amigo, Mateus, que acaba ficando com a vaga.
 
Mateus é a ‘última peça’ do triângulo de amigos inseparáveis juntamente com Renato e Suzan. Ele tem uma história um tanto complicada já que o pai foi preso quando tinha apenas 15 anos. Seu maior medo era que Vagner fosse solto. Sofreu muito preconceito na escola mas sempre foi um aluno esforçado e excelente amigo. Ele é apaixonado por Suzan, mas ela só tem olhos para Renato. Ele já se acostumara com a situação e não se importava em ter apenas a amizade de Suzan, se era o máximo que ela podia oferecer. 
 
É nesse momento que você deve estar se perguntando: É mais um daqueles livros clichês juvenis que a história toda fica em volta de um triângulo amoroso? Muita calma nessa hora produção! Graciela Mayrink inicia o seu livro dedicando a história para sua irmã, Flávia, uma leitora que não gosta de clichês. Então se prepare para ser surpreendido. 
 
Com a festa na Universidade chegando, Suzan toma uma decisão: ela irá se declarar para Renato. É claro que ela estava insegura e com o medo de colocar a amizade dos dois em perigo se ele a rejeitasse, mas até Becca, sua irmã, estava namorando, então estava decidida. Seria naquela noite. Não aguentava mais sofrer por ele e nem escutar a sua mãe, Helena, que sempre sonhou com a união dos dois.
Agora, a pergunta é: ela conseguiu? Esse é um spoiler que eu jamais darei.
Como disse no início dessa resenha, é impossível largar esse livro. Os capítulos são curtos e você fica naquela famosa história: ‘só vou ler mais um’. Quando você percebe, você já leu uns 10 e está virando páginas freneticamente querendo ler mais e mais. O detalhe que mais me agradou no geral, foi que o livro está em terceira pessoa. Dá pra entender o lado de cada personagem e ao mesmo tempo criar um elo seu com cada um deles.
 
A originalidade desse livro vai ‘a mil’ quando você chega no final da história. Pense na frase da capa do livro: “E se você pudesse escolher o final da sua história?”. O que vem na sua cabeça? Que escolhas são essas? Só lendo você irá descobrir. 
 
O que me resta dizer? 
Que o livro mexeu com todas as minhas emoções, então…
Leiam, leiam, leiam
“A Decisão de ser feliz só depende da gente”
 
Obrigada, Graciela <3

[ENCERRADO] Sorteio – Kit Colleen Houck – O Despertar do Príncipe!

Por Santoni
|
24 de setembro
Nunca Desnorteados, em parceria com o Ler e Imaginar, traz para vocês um sorteio imperdível!!!!


A autora Colleen Houck esteve no Brasil para promover o lançamento de seu novo livro “O Despertar do Príncipe” ela nos deu uma pequena entrevista durante sua passagem por São Paulo e autografou um exemplar de “O Despertar do Príncipe” para vocês!
O kit sorteado contém 1 exemplar autografado de ‘O Despertar do Príncipe’, 1 caixa especial do livro, 4 marca-páginas da saga “A Maldição do Tigre”, 1 marca-página de metal de “O Despertar do Príncipe”, 3 Bottons da saga “A Maldição do Tigre”, 1 Botton do livro ‘O Despertar do Príncipe’, 1 adesivo com a assinatura da Colleen impressa e 1 panfleto de divulgação de ‘O Despertar do Príncipe’.
Para ler a resenha do livro clique aqui e aqui
Para ver a entrevista da Colleen clique aqui
(Atenção às regras a seguir, e lembrando que sabemos que o facebook pode ‘descurtir’ algumas páginas, por isso pedimos atenção!)
Para participar, você deverá:
2. Curtir Ler e Imaginar
2. Compartilhar essa imagem (https://goo.gl/9zkJ0Hem modo PÚBLICO.
3. Nomear pelo menos DOIS amigos nos comentários embaixo do post da promoção no facebook. (https://goo.gl/9zkJ0H)
4. Clique em “Participar” nesse link do Sorteie: https://goo.gl/ey8KX3
As regras do sorteio são:
– Promoção aberta em 24/09/15 e será encerrada em 13/10/15.
– Prêmio intransferível.
– Menores de idade (que não podem compartilhar a imagem em modo público) podem participar, porém alguém do blog adicionará o sorteado e pedirá o link do compartilhamento para conferir, e caso não haja reposta em 24 horas, outro sorteio será realizado.
– Caso a imagem não seja encontrada, a pessoa será DESCLASSIFICADA, sem qualquer prerrogativa e um novo sorteio será realizado.
– Caso o comentário com DOIS amigos for encontrado, a pessoa será DESCLASSIFICADA, sem qualquer prerrogativa e um novo sorteio será realizado.
– Caso as páginas não tenham sido curtidas, a pessoa será DESCLASSIFICADA, sem qualquer prerrogativa e um novo sorteio será realizado.
– Válida para todos moradores do território nacional, sendo necessário um endereço válido para entrega dentro do país.
– Caso não haja reposta em 24 horas do vencedor, um novo sorteio será realizado.
– Caso não sejam cumpridas as regras, um novo sorteio será realizado.
– Os brindes serão entregues sem custo algum para os sorteados, sendo enviados no prazo de até um mês depois de encerrado o sorteio.

 

Boa sorte para todos!
 

Nunca Desnorteados entrevista: Colleen Houck

Por Thila Barto
|
22 de setembro

 

   Confiram a entrevista que o Nunca Desnorteados fez, em parceria com a página ‘Diz que é fã de A Maldição do Tigre‘, com a autora Colleen Houck, de “A Maldição do Tigre” e “O Despertar do Príncipe” e saiba algumas informações de um sorteio super especial que irá rolar aqui no blog, em parceria com o Ler e Imaginar!!

   Durante a tour de lançamento de O Despertar do Príncipe“, que começou na Bienal no Rio, Colleen passou por São Paulo para uma sessão de autógrafos na Livraria Cultura do Conjunto Nacional e nós, do blog Nunca Desnorteados, tivemos a oportunidade de sentar e conversar com a autora por uns minutinhos!


Confira tudo o que ela falou:

 

 

   A Colleen é muito amor e autografou um kit super especial de seu novo livro, O Despertar do Príncipe“! Fiquem atentos que em breve divulgaremos mais informações de como ter esse kit autografado na sua estante!


uma pequena prévia:


Confira nosso instagram para mais dicas do que está por vir!

Resenha – Todo Dia

Por Marcos Stankevicius
|
21 de setembro

Título: Todo Dia

Título Original: Every Day
Autor(a): David Levithan
Tradutor(a): Ana Resende
Editora: Galera Record
Ano: 2013
Páginas: 280 
Nota no Skoob: 4.4
Gênero: Ficção, Romance
 
 Todo dia sou uma pessoa diferente. Eu sou eu, sei que sou eu, mas também sou outra pessoa. Sempre foi assim.
                                 Resenha:

   Todos os dias “A” é uma outra pessoa. Nunca teve um nome, nunca teve uma família, nunca teve amigos. A única coisa que tem é a certeza de que todo o dia vai acordar no corpo de uma pessoa diferente.

   Viver 16 anos assim não foi fácil, por isso “A” (nome que deu a si) adotou algumas regras como nunca se apegar a ninguém e nunca interferir na vida das pessoas que hospeda. Por 16 anos as coisas foram assim, até o dia que acorda no corpo de Justin.
 
   Justin é namorado de Rhiannon, que sofre pelo desinteresse de Justin pelo namoro. “A” fica extremamente curioso e empolgado para tentar conhecer melhor a Rhiannon e quando percebe esta perdidamente apaixonado por ela.
 
   “A” decide ir contra todas as suas regras e princípios e trata Rhiannon do jeito que Justin jamais tratou, juntos passam uma tarde incrível na praia sem pensar que no dia seguinte tudo será diferente.
 
   Apesar de ir trocando de corpo a cada dia, “A” não consegue esquecer Rhiannon e tenta uma aproximação como nunca tinha feito. Disposto a arriscar seu segredo, vai comunicando-se por e-mail e ate tenta alguns encontros só para estar perto dela, mesmo que de forma anônima. Seria possível Rhiannon acreditar em tudo isso ? Seria possível os dois manterem um relacionamento ?
   Preciso dizer que esse é o livro do David que eu mais gosto, foi o livro que me fez apaixonar pela sua escrita e querer ler todos os seus livros  <3
 
   O fato do personagem principal entrar no corpo de uma pessoa diferente a cada dia é insanamente incrível. O personagem pode acordar no corpo de uma menina ou um menino e não vai ter idéia de como a vida da pessoal é ate acessar as suas memórias. Durante o livro “A” hospeda tudo que é tipo de pessoa, desde drogados e depressivos até religiosos e líderes de torcida. Essas trocas de corpo geram bastante duvidas na cabeça do leitor, mas tudo vai sendo muito bem explicado.
 
   Alem da trama de amor, existe a trama onde “A” vai tentar descobrir como o que ele faz é possível, o porque dele ser assim, se existe outras pessoas que fazem isso também, se é um menino ou uma menina, coisas desse tipo.
 
   Os nomes dos capítulos são extremamente bem utilizado, são os números referentes a quantidade de corpos que “A” tem hospedado, começando no 5.994.
 
   Não achei o final muito empolgante, acabou deixando algumas perguntas sem respostas e outras questões em aberto, mas sempre existe a esperança para uma continuação.
 
   Foi lançado agora em agosto de 2015 o livro “Another Day”, que é a mesma história de “Todo Dia” só que contada pelo ponto de vista de Rhiannon. Ainda não tem noticias sobre a tradução, mas como amante dessa história, espero que tenha em breve 😉

Resenha – O Manuscrito

Por Lucas Florentino
|
19 de setembro
Título: O Manuscrito
Título Original: The Accident
Autora: Chris Pavone
Tradução: Maria Luiza Newlands
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 336
Nota no Skoob: 3,6

“É fácil e rápido assassinar um caráter; leva-se muito mais tempo para construir um.”
 
Resenha: 
Apesar de gostar bastante de filmes de suspense, daqueles que vão te dando várias pistas para no final você descobrir o grande mistério, eu nunca fui muito de ler livros com essa temática. Acho que posso contar nos dedos de uma única mão os livros que eu já li assim. Por isso estava tão ansioso para começar a ler, O Manuscrito. A sinopse me chamou a atenção, assim como a capa, simples e misteriosa, o que fez com que minhas expectativas estivessem bem altas antes de começar a leitura, e isso nunca é muito bom.
 
A história começa quando a agente literária, Isabel Reed, termina de ler um manuscrito intitulado ‘O acidente’, de autor anônimo. “O manuscrito é um relato preciso da vida e da carreira de Charlie Wolfe e das escandalosas atividades da Wolfe Worldwide Media, escrito por alguém que desfrutou de uma posição privilegiada para ter conhecimento dos fatos”, além de narrar um trágico acidente da qual Charlie foi responsável em sua época de faculdade. 
Isabel sabe que o que tem em suas mãos é algo grande, talvez, o livro da sua vida que fará com que sua carreira decole. Porém também é algo de extremo perigo, pois após ler o manuscrito, passou a ser perseguida pelas ruas e viu as pessoas que foram envolvidas nessa história serem mortas de forma misteriosa. O destino está em suas mãos: ir em frente e publicar a história, trazendo à tona toda a verdade sobre Charlie Wolfe, ou destruir o manuscrito e se manter a salvo? 

“Esse é um daqueles momentos que definem você como editor. Pior, como pessoa. Você se arrisca para fazer o que é certo? Ou, melhor, o que você acha que é certo? Ou você segue as regras, age com cautela, protege a si e sua família? Essa não é outra maneira de fazer o que é certo?”

O que mais me chamou a atenção nesse livro foi o cenário em que a história se passa: o ambiente editorial. Nele podemos ver a história de um livro antes dele chegar as livrarias, todo o processo de escolha das histórias que serão publicadas, editores, agentes literários…

“- É o que sempre digo: se outra pessoa pode escrever o livro, você não deve escrevê-lo. O primeiro passo é perguntar: qual é o único livro que só pode ser escrito por você?”

Entretanto mesmo se passando em um ambiente que me interessa bastante, eu tive alguns problemas com a história em geral. Durante todo o livro eu tive problemas com os personagens. Cada capítulo era focado em um personagem diferente, e em muitas das vezes, eu já estava na metade do capítulo e não conseguia lembrar quem era aquela pessoa, pois a maioria deles não eram marcantes. Outro problema foi com as descrições das cenas. Eu diria que mais da metade do livro são descrições desnecessárias e massivas, que faz com a história seja cansativa. Por diversas vezes, eu me peguei fechando o livro e pegando no sono.
Mas no geral não considero que o livro de Chris Pavone seja ruim. Eu gostei bastante das partes dos mistérios, principalmente quando as pistas começam a se encaixar, e apesar de o final ser um pouco previsível, não chegou a me decepcionar.

“Livrarias de bairro não são apenas lugares onde se compra um produto de um varejista. São onde os leitores descobrem autores, onde as crianças descobrem a leitura. Essas descobertas são o que mantém vivo o negócio do livro.”

Resenha – O Conde Enfeitiçado

Por Thila Barto
|
16 de setembro

Título: O Conde Enfeitiçado

Título Original: When He Was Wicked
Autor(a): Julia Quinn
Tradutor(a): Claudia Costa Guimarães
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 304
Nota no Skoob: 4,5/5
Gênero: Romance de Época, Ficção.

“Jamais escaparia daquela mulher. E jamais poderia tê-la […] Era errado. Muita coisa havia acontecido e ele jamais seria capaz de se livrar da sensação de tê-la roubado.”


Resenha:

 
Depois de uma vida inteira cortejando mulheres, sorrindo maliciosamente para elas, permitindo-se ser conquistado apenas para virar o jogo e se tornar o conquistador, acariciando-as, beijando-as e fazendo amor com elas sem jamais entregar o seu coração, Michael Stirling – o famoso devasso e cortejador- se apaixona. Bastou apenas olhar uma única vez para Francesca Bridgerton para concretizar o sentimento. Se apaixonou tão rápida e perdidamente que ficou surpreso por conseguir se permanecer de pé.


Porém, seu sonhos de conquistar Francesca são arruinados em menos de 24 horas quando ele descobre que ela estava noiva e, como se não bastasse, o futuro noivo era o seu primo, John. Maldito fosse!

John era mais seu irmão do que qualquer um dos seus jamais poderia ter sido e sua família o acolhera grandemente quando o pai morreu. Mas que canalha ele seria em cobiçar a esposa do primo. Jamais poderia tê-la! Assim ele ria, mostrava-se muito alegre e continuava a seduzir as mulheres fingindo não notar que tendia a fechar os olhos quando estava com elas na cama. Francesca não saía de sua cabeça. Como isso era possível?

“Pois a Companhia de Francesca era a única coisa que poderia ter. Jamais haveria um beijo, um olhar ou um toque íntimo. Jamais haveria palavras de amor sussurradas ou gemidos de paixão.”

Michael faz de tudo para conseguir guardar o seu grande segredo , entretanto, conviver com o casal é uma tarefa um tanto difícil, para não falar torturante. Francesca considera Michael o seu melhor amigo e ela está sempre pedindo opiniões, trocando conversas e pedindo sua companhia para uma boa caminhada. Michael não conseguia dizer não, bastava Francesca sorrir para ele, para ela conseguir o que queria.

“Além disso, não conseguia resistir a Francesca. Sabia que devia manter distância, que jamais deveria se permitir estar a sós com ela. Jamais obedeceria aos próprios desejos, mas qual a necessidade de se sujeitar àquele tipo de agonia? Apenas terminaria o dia sozinho na cama, destroçado de culpa e desejo em doses quase iguais.”

Contudo, um inconveniente acontece: John morre em uma tarde enquanto cochilava. Francesca fica inconsolável, ela amava incondicionalmente o marido e com Michael, também não foi diferente. Ele era o seu melhor amigo, seu irmão e agora era o próximo na linha de sucessão ao título de conde. A não ser que Francesca estivesse grávida, é claro. Jamais invejara o título, o dinheiro ou o poder dele. Invejava apenas a sua mulher, e por Deus, o corpo de John mal esfriara na sepultura e ele ainda perdia o folego cada vez que via Francesca.
Frannie realmente estava grávida, mas em pouco tempo perde o bebê. Assim Michael se torna oficialmente o conde, mas precisava fugir, buscar algum tipo de paz e se afastar de Frannie. Dessa maneira, ele parte para Índia, por onde permanecesse por 4 anos. Francesca fica ainda mais sem chão com a partida de Michael. Ele era o único elo que ela tinha com o marido que perdera, e ela odiava essa distância de Michael. Acima de tudo, ele era o seu melhor amigo. E por que raios ele estava tão estranho e distante? Jamais imaginou que sua amizade com ele poderia morrer junto com a do marido. 
 
Agora, se a viagem e o tempo tiveram algum poder curativo para, pelo menos, suportar a presença de Frannie sem desejá-la? É claro que não. Assim que Michael volta e a encontra, por uma mera coincidência, na residência Kilmartin ele tem a certeza que não. 

“Jamais escaparia daquela mulher. E jamais poderia tê-la. Mesmo com John morto. Era errado. Muita coisa havia acontecido e ele jamais seria capaz de se livrar da sensação de tê-la roubado”

O que Michael não podia contar era que Francesca desejava fortemente um filho e, para isso, precisaria de uma marido. Já por um outro lado, Michael precisava de um herdeiro e, para isso, uma esposa. Francesca não conseguia imaginar que o seu amigo – mulherengo e devasso – poderia se quer um dia se casar e ser fiel. Assim, os dois começam a viver uma relação de ‘gato e rato’, se intrometendo um na vida do outro para arrumarem bons partidos de casamento. O que isso resulta!? Só lendo para saber.

Julia Quinn, mais uma vez, traz uma história maravilhosa e divertidíssima em seu sexto livro da serie, Os Bridgertons. É impossível não se afeiçoar aos personagens e não adorar todos os livros que complementam essa série. Eu fervorosamente concordo que Quinn é a nossa Jane Austen contemporânea e mal posso esperar para o próximo volume.

Leiam, leiam e leiam
😉

Resenha – Maze Runner: Prova de Fogo

Por Santoni
|
9 de setembro

Título: Maze Runner: Prova de Fogo
Título Original: Maze Runner: The Scorch Trials
Duração: 131 minutos
Diretor(a): Wes Ball
Ano: 2015
Nota no Filmow: 3,7
Nota no IMDB: 
Gênero: Aventura, Ficção Científica, Ação

“É seguro dizer que os testes no labirinto foram um sucesso..”


Resenha:

    No primeiro filme da saga, Maze Runner: Correr ou Morrer, fomos introduzidos a personagens sem memórias e enclausurados dentro de um pequeno ambiente no centro de um grande e complexo labirinto não tendo ideia do que estava acontecendo nem como chegaram lá, mas agora os ditos Clareanos foram expostos a algumas respostas e conhecem um pouco mais sobre sua existência, seu propósito e a devastadora situação atual da humanidade. Resta agora lidarem com tudo que descobriram e partirem em busca de mais respostas e soluções para seus problemas.

    O começo de Maze Runner: Prova de Fogo se encaixa perfeitamente no final de Correr ou Morrer, os Clareanos foram resgatados do Labirinto e são abrigados em um ‘local seguro’ para dar então início a fase dois dos experimentos comandados pelo C.R.U.E.L.

   No longa revemos os personagens queridos do primeiro filme: Thomas (Dylan O’Brien), Minho (Ki Hong Lee), Newt (Thomas Brodie-Sangster), Teresa (Kaya Scodelario), Caçarola (Dexter Darden) e Winston (Alexander Flores). Mas entre as novidades então os novos personagens Janson (Aidan Gillen), Aris (Jacob Lofland), Brenda (Rosa Salazar) e Jorge (Giancarlo Esposito) que adicionaram a trama uma dinâmica diferenciada, e agora além da curiosidade do espectador de descobrir mais sobre o passado dos personagens do primeiro filme ficará ainda mais intrigado pela história desses novos rostos, mas como já conhecemos Maze Runner sabemos que essas respostas não chegam tão rápido quanto esperado.

     A atmosfera de A Prova de Fogo é bem semelhante a do primeiro filme, a maior e mais incômoda diferença é que o filme é mais longo que o primeiro e infelizmente tem algumas partes que esfriam o clima e chegam até a desanimar quem assiste, isso acontece porque há muitas cenas desnecessárias e longas. O primeiro filme, por exemplo, começa explosivo continua brando até a explosão final, nesse segundo filme as explosões estão espalhadas pelo filme. Se fosse um desfile de carnaval podemos dizer que no quesito evolução deixou um pouco a desejar.

     O clima Maze Runner ainda existe! O pseudo-terror está lá. Os pequenos não-tão-leves sustos e as cenas de parar o coração são alucinantes, isso sem contar com as novas criaturas que estão bem ‘caprichadas’… 

     O destaque do filme com certeza é o Mr. O’Brian, que desenvolve bem o papel de protagonista sem muitos deslizes. Mas a surpresa, pelo menos pra mim, foi a senhorita Kaya Scodelario, que interpreta a Teresa, em uma cena em particular próximo ao final do filme ela mostra toda a vulnerabilidade da personagem de uma maneira muito bonita que chega até a cortar alguns corações. Mas a sua personagem é Teresa Agnes né.. todos os fãs de Maze Runner sabem que quem gosta gosta e quem não gosta odeia com todas as forças..
     Dos ‘novatos’ o destaque foi Aidan Gillen, que interpreta o mal-amado Janson.. Há cenas que o expectador consegue perceber a loucura nos seus olhos e sentir a forçada pose de bom-moço do personagem.

     Para os fãs dos livros de James Dashner (♥) o filme pode decepcionar um pouco (sendo otimista).. Arrisco dizer que uns 20% do livro foram utilizados e as cenas que todo mundo que leu queria ver não estão no filme. O que frusta um pouco são as cenas aleatórias e um pouco sem graça que colocaram pra acabarem deixando de fora os momentos mais eletrizantes do livro. Vai entender né..

     No primeiro filme tínhamos os temidos Verdugos e agora conhecemos os Cranks, os seres humanos infectados pelo vírus do Fulgor. A caracterização foi muito bem feita e eles estão aterrorizantes. Tem direito até a uma variação dessas criaturas que consegue ser ainda mais assustadora. A pegada ‘zumbi’ que usaram fez lembrar muito a franquia Resident Evil. Tem uma cena no começo do filme bem RE mesmo com um toque de flashback do Magneto em X-Men, as perseguições, até a infecção do vírus ficou bem semelhante a Resident Evil, mas como um admirador não vejo isso como algo ruim.. Mas algumas dessas mudanças alteram coisas do terceiro livro, então veremos…

 

     Depois de conversar com pessoas que assistiram e não necessariamente leram os livros consegui ver o filme um pouco fora do ponto de vista de fã. E acredito ser a coisa certa a se fazer, porque apesar de tudo é um bom filme, serve ao propósito de entreter. Pode não ser o melhor filme do gênero para alguns, pode decepcionar os fãs, mas é uma história intrigante e empolgante e as mudanças só deixam os fãs mais curiosos de como será o desfecho cinematográfico da saga.
 
Muita gente gostou. Muita gente odiou. Muita gente achou longo demais. Muita gente achou que eles correm mais que no primeiro filme. Muita gente reclamou das mudanças. Mas ainda sim é um grande lançamento e um ótimo passatempo. E se você é fã tem que assistir!!
 
Maze Runner: Prova de Fogo chega aos cinemas brasileiro no dia 17 de Setembro de 2015!
Trailer:
Se não consegue aguentar esperar e quer saber alguma coisa do filme, sinta-se a vontade para nos mandar uma mensagem na página do facebook com sua dúvida/curiosidade/etc!

Resenha: O Despertar do Príncipe

Por Thila Barto
|
6 de setembro
Título: O Despertar do Príncipe
Título Original: Reawakened
Autor(a): Colleen Houck
Tradutor(a): Fernanda Abreu.
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 384
Nota no Skoob: 4,5/5
Gênero: Ficção, Fantasia, Mitologia, Romance.

“Precisa acreditar que fazer você compartilhar o meu destino nunca foi minha intenção.”

Resenha:

    Estou no chão com esse livro produção!!! Colleen Houck mais uma vez, com o seu mais novo livro, mostra à todos o quanto é talentosa e brilhante quando o assunto é escrever sobre mitologia juntamente com o mundo real. Sou muito fã da saga, ‘ A Maldição do Tigre’ e confesso que estava um pouco apreensiva ao começar a ler ‘O Despertar do Príncipe’, imaginando se ela iria escrever uma versão egípcia de A Maldição e tudo fosse muito parecido com a saga anterior. 
 
      Mais uma vez a narradora do livro é uma menina, o que me levou a pensar: Meu Deus, será que a protagonista vai ser uma Kelsey da vida? A resposta é não, graças aos céus! Não que eu não goste da Kelsey mas Lily é tão determinada e única, que eu amei ela logo de cara e o mais importante: ela não se compara à um rabanete, isso já é de grande tamanho! Kkkk… Colleen divou muito com a sua originalidade!!
    Falando agora sobre o que realmente interessa… tudo começa quando Lilliana Young vai até o Metropolitan Museum of Art a fim de esvaziar a mente e tomar uma decisão difícil de sua vida: escolher uma faculdade. Ela não tinha certeza ainda do que queria para o seu futuro mas precisava decidir naquela semana. Ela tinha prometido pros seus pais e não tinha nenhum lugar melhor que o Met para fazer essa escolha, já que era o seu esconderijo e lugar preferido.
 
     Gostava mesmo era de estudar gente, pessoas do passado como aquelas sobre as quais aprendia ali mesmo no museu, ou simplesmente sobre as pessoas nas ruas de Nova York. Seu caderninho é cheio de anotações e desenhos de pessoas que a fascinavam. Ela só não fazia ideia de como tornar esse hobby em uma profissão.
       Ao falar como seu amigo Tony do museu, ele diz que ela podia usar a seção egípcia interditada para se esconder e conseguir tomar a sua difícil decisão.

“Era como se os artefatos estivessem apenas esperando alguém aparecer e, com um sopro, remover a poeira de arenito que cobria sua superfície”

    Observando os folhetos da universidade, ela começa a escutar barulhos estranhos, assim, ela decide averiguar a origem dos barulhos e começa a andar no setor. O que ela encontra? Primeiramente um Espelho de Cobre Antigo onde acaba tomando um susto com o próprio reflexo, depois um sarcófago cheio de palha sem nenhuma múmia em seu interior e, fazendo sua imaginação ficar ainda mais aflorada, ela percebe que várias pegadas foram deixadas sobre a palha espalhada no chão. Com uma intensa curiosidade ela segue as pegadas.
      Decida a sair dali por não ter achado a origem dos barulhos e muito menos o dono daquelas pegadas ela vira para ir embora mas logo é impedida por uma mão que surge da escuridão sufocando o seu grito de desespero.
       Tendo somente um com spray de pimenta para se defender, ela pergunta o nome daquele ser, e ele logo responde que precisa do seu auxílio.

” – Olhe, eu não sei quem é você nem o que está fazendo nessa sala, mas não deveria estar aqui, não mesmo”

      Ou ele era mesmo uma múmia ou era simplesmente um doido varrido! Ela, claro, preferia acreditar na segunda opção. Ao começar a fazer perguntas demais ela acaba deixando a criatura irritada. Ele falava de estar à procura dos seus jarros da morte, que o seu tempo estava contado e que sem a sua força vital, ele precisaria dela. Decida que ele se tratava mesmo de um louco, ela o ataca com o seu spray e sai correndo o mais rápido que pode. Ela havia chegado às portas da sala de exposição mas sem entender o que estava acontecendo ela foi empurrada pra trás e tudo o que ela sentia era dor enquanto ele entoava uma cantilena.

[…]Onde eu for desconhecido, ela comparecerá.
Onde eu estiver sozinho, ela estará.
Onde eu estiver fraco, ela me sustentará,
Até mesmo na morte.[…]

      Mal sabia ela o que aquele encantamento significava.
      Ela precisava sair dalí! Não só para deixar para trás essa loucura que estava acontecendo naquela sala, mas ela também tinha um compromisso com algumas amigas.
    Conseguindo fugir daquela sala, ela chega ao restaurante um pouco mais aliviada por ter se livrado daquela criatura estranha, mas logo o seu almoço é arruinado quando, ao olhar pela janela do restaurante, ela avista aquele homem careca, de saia branca pregada e descalço sendo atropelado. Em pânico ela pega a bolsa e saí correndo para a rua. Ela sentiu a necessidade de ajudá-lo, era como se alguém houvesse tomado conta do seu corpo. Ela também tinha a impressão de sentir como se tivesse acabado de passar pela mesma dolorosa experiência que ele e, o fato dele estar consciente, mesmo após ser atropelado a espantou. Ao tentar ajudá-lo ela tem uma grande surpresa:

“Um choque queimou os meus dedos e penetrou minhas veias, e a dor fez lágrimas brotarem nos meus olhos; perguntei-me se aquela seria a sensação de ser eletrocutado. Gritei entre os dentes que batiam enquanto um cheiro estranho invadia minhas narina; parecia perfume queimado ou incenso.”

     Ela estava de alguma forma ligada à ele.
   Após idas e vindas, algumas conversas e alguns ‘cachorros quentes’ ela descobre que ele precisava despertar os seus irmãos e completar a cerimônia de alinhamento do sol, da lua e das estrelas para que o Obscuro, Seth, deus do caos, pudesse ser mantido afastado por mais mil anos. O prazo que ele tinha para completar essa missão? Mais ou menos uma semana, é claro. Assim Lily parte para o Egito junto com Amon, onde coisas totalmente inesperadas acontecem.

“Não conseguia entender como pudera passar do ódio absoluto – bem, pelo menos o mais perto desse sentimento que eu conseguir chegar – à confiança em um sujeito que era uma múmia antiga, com poderes mágicos e tal, e depois a querer que essa múmia antiga me beijasse, tudo em questão de minutos. Cara, eu estava mesmo…fora de mim.”

    Eu li esse livro muiiiiiito rápido! Sentei duas vezes e foi o suficiente para devorá-lo. Já estou aqui imaginando sobre como será o próximo livro porque a Colleen poderia muito bem ter finalizado essa história nesse único volume. Tudo é tão bem fechado no final, que você acredita que nem haverá um próximo mas, apenas uma página e meia de epílogo muda tudo! Pera, deixar em enfatizar isso: TUUDO. Por isso disse logo no começo dessa resenha que eu estava no chão. Eu não esperava nem um pouco por isso.
SUPEEEER, recomendo esse livro!
Meu amor pela Colleen só cresce <3
😉

Resenha – Além do Tempo e Mais Um Dia

Por Thila Barto
|
3 de setembro
Título: Além do Tempo e Mais Um Dia
Autor(a): Lu Piras
Editora: L&PM Editores
Ano: 2015
Páginas: 352
Nota no Skoob: 4,8/5
Gênero: Ficção, Romance.

“Aceitar quem eu poderia ser teria sido apenas sobreviver. Eu escolhi viver.”
Resenha:
 
O que falar dessa maravilha? Lu Piras, você conseguiu, mais uma vez! Acabei esse livro com uma emoção tão enorme que estou até agora deitada no chão com o ipad na mão, digitando freneticamente porque a necessidade de contar e falar para todo mundo o quanto esse livro é bom e o quanto a história de Benjamin é surpreendente, é imensa. Impossível largar, impossível não entrar de cabeça nessa história e impossível não se emocionar.
Benjamin González Delamy, nome em homenagem ao seu avô materno, nasceu em 1976 e aos três anos de idade teve poliomielite espinhal e, em decorrência da doença, acabou sofrendo paralisia. As consequências agora eram irreversíveis. O prognóstico que recebeu do médico era que o seu futuro seria tornar-se cada vez mais incapaz de administrar a deficiência.

“Sete minutos era o tempo que um desconhecido levava para satisfazer sua curiosidade sobre mim. A má-formação dos meus pés sempre causou dó, constrangimento, espanto, repugnância e, principalmente, medo nas pessoas”

Aos 12 anos de idade, já cansado de se sentir um lixo tóxico, já que era assim que as pessoas o viam e, com o intuito de se livrar do dano psicológico que estava sofrendo com essa constante repulsa, Ben decide que a melhor forma de fazer isso era se livrando dos seus membros.

“Não estava decidido a corrigir a minha assimetria para viver melhor no futuro. Estava decidido a eliminar a minha deformidade porque ela era horripilante, a ponto de não permitir às pessoas aproximarem-se de mim”

Foi um choque total a reação de seus pais. Eles sempre apoiavam o filho e nunca o deixava desistir, porém, achavam que aquela decisão era muito importante para ser tomada naquele momento, pois afinal de contas, ela era muito importante e ele podia se arrepender mais tarde. Assim eles firmam um trato:

“Se prometer que irá conosco fazer a matrícula naquele colégio, nós prometeremos pensar mais na autorização para esse ato de coragem que quer fazer”

As consequências desse acordo não apenas modificou a vida de Benjamim, como determinou o seu futuro.
Ben nunca tinha frequentado uma escola e foi muito difícil para ele ser aceito pelos alunos do Colégio Santa Maria Imaculada inicialmente. As crianças reagiam como se ele ainda carregasse um vírus contagioso que só de toca-lo iriam contrair a doença. Além de sofrer esse bullying, Ben não podia participar das aulas de educação física já que, por natureza, devia ser excluído, mas, também era a única matéria na qual podia se superar. Sua única saída era passar o tempo das aulas na biblioteca, onde ele acabou fazendo uma amizade enorme com a irmã Luzia e descobre os livros científicos.
Em uma dessas tardes na biblioteca, Ben aprende sobre a teoria da relatividade de Einstein, chegando a conclusão de que não podia mais ficar parado naquela cadeira de rodas, simplesmente esperado o tempo passar por ele. Ele precisava disputar com ele, tentar ser mais rápido que ele, atingir a velocidade da luz, fazer o tempo parar. É nesse momento que Ben decide que quer se tornar um corredor profissional.

“Eu quero ser tão rápido que o tempo seja lento!Não quero que o tempo passe por mim, quero passar por ele e só…correr, correr, correr…”

A vida de Ben muda mais um pouquinho quando em um certo dia, decide não descer para o intervalo já que todo o processo de chamar o elevador e se locomover tomaria muito tempo. Ao deliciar o seu sanduíche de frango Ben leva um susto quando alguém entra correndo na sala de aula que estava.

“Ela tinha sardas no alto das bochechas, que se tornaram rosadas quando sorriu pra mim. Era a primeira vez que uma garota sorria sem demonstrar nervosismo, compaixão ou mera simpatia.”

Seu nome era, Angelina Schmidt. Ela se tornou a sua fiel amiga e protetora.
Depois de ser incluído na aula de educação física com a ajudinha da irmã Luzia, Ben passa a ser ajudante do professor Marcos para treinar o time de futebol. Aos poucos Ben é aceito pelos alunos e vai conquistando cada vez mais amigos.
A sua felicidade não poderia ser maior quando os seus pais ficam convencidos de que a sua amputação traria muito mais benefícios do que sacrifícios a ele e que ele poderia viajar com os seus amigos para Paraty na excursão escolar.
Tudo ia bem até Ben receber uma notícia ruim durante a excursão: Angelina teria que se mudar para a Alemanha. Seu pai conseguiu a sua guarda já que a mãe tinha problemas com o álcool. Entre todos os seus amigos, Angelina era a única pessoa que Ben não conseguia classificar, mas ele sabia que ela era uma pessoa especial e não queria que ela fosse embora.

“Para mim, tudo o que eu e Angelina vivemos fora para lá de especial,pois éramos duas crianças para lá de especiais. E, se uma irmã havia me dito isso, era para acreditar.”

Após Angelina ir embora, Ben faz a cirurgia e finalmente poderia calçar o tão sonhado All Star. Logo depois o leitor é levado para alguns anos mais tarde onde Ben já esta com 22 anos, cursando o curso de Agronomia na faculdade e batalhando para atingir o seu sonho de se tornar não só um corredor profissional mas também o campeão das Olimpíadas. O pingente que havia ganhando de Angelina anos atrás era uma das suas maiores motivações.

“Quanto mais a ciência e a tecnologia me aproximavam da minha metade cibernética, mais eu me convencia da ideia de que poderia me tornar invencível”

Olha preciso confessar que eu quase tive um treco com as reviravoltas! Os últimos capítulos então… nem se fala, rsrs. Mesmo a Lu Piras dividindo o seu livro em 3 partes com diferença de 10 anos entre eles (1988, 1998 e 2008), não houve perda nenhuma em relação ao conteúdo e muito menos uma quebra na história, muito pelo contrário. A impressão que eu tive era que o livro ganhava uma nova intensidade, fazendo minha curiosidade ficar cada vez maior, virando página após página ‘sofrendo’ junto com o protagonista. Super… pera, deixar eu repetir para enfatizar… SUPER recomendo esse livro!!
Obrigada, Lu Piras, por mais uma história maravilhosa <3
Meu amor pela literatura nacional só aumenta
Leiam, leiam e leiam
😉

Resenha – A Lua de Mel

Por Lucas Florentino
|
2 de setembro
Título: A lua de mel
Título original: Wedding night
Autora: Sophie Kinsella
Tradução: Regiane Winarski
Editora: Record
Ano: 2013
Páginas: 493
Nota no Skoob: 3,9
Resenha:
 
         É engraçado que até mês passado eu ainda não tivesse lido nenhum livro da Sophie Kinsella, então, assim que terminei de ler Fiquei com o seu número, minha primeira reação foi correr até a livraria mais próxima e comprar o primeiro livro da autora que eu encontrasse. E foi assim que A lua de mel veio parar em minhas mãos.
        


“Comprei um anel de noivado para ele. Será que foi um erro?
Não é um anel de garota. É um aro simples com um pequenino diamante, que o cara da loja me convenceu a incluir. Se Richard não gostar do diamante, sempre pode girar o anel.”
 
         Lottie tem a plena certeza de que será pedida em casamento quando Richard, seu namorado, disse que tem uma pergunta importante para fazer a ela em um almoço especial, com direito a champanhe. Querendo que o momento seja perfeito, Lottie já tem tudo preparado em sua cabeça, inclusive o “sim” que já está na ponta da língua. O que ela não contava era que Richard não quer nem ouvir a palavra casamento, e que sua grande pergunta era sobre milhas aéreas (“Milhas?… Você reservou uma mesa especial e pediu champanhe para falar de milhas?”).
 
Após esse trágico almoço na qual o prato principal foi uma porção gourmet de decepção, Lottie resolve por um fim no seu relacionamento de anos. Porém a vida de solteira não durou muito tempo, pois dias depois, surge Bem, seu ex namorado de 15 anos atrás, relembrando-a do pacto que fizeram de se casarem se ambos estivessem solteiros após os 30 anos (Preciso contar qual foi a resposta de Lottie?).
 
“O incrível é o quanto Ben e eu somos sintonizados. É como se estivéssemos continuado do mesmo ponto onde paramos, como se a última década e meia não tivesse acontecido. Temos 18 anos de novo. Somos jovens e ávidos. Compartilhando ideias loucas e piadas bobas, e querendo explorar tudo o que o mundo tem a oferecer. Ben imediatamente começou a me contar sobre uma peça que viu na semana anterior, e contei sobre uma exposição de arte em Paris, e nossa conversa decolou a partir disso. Há tanto a ser dito. Tantas lembranças.”
 
         Do outro lado da história, temos Fliss, irmã mais velha de Lottie e que é totalmente contra a decisão da irmã de se casar com um homem que mal conhece. Fliss tem seus próprios dilemas, enfrenta um difícil divórcio com o ex-marido e tem que lidar com as mentiras do seu filho de 4 anos que estão ficando cada vez mais frequentes e tomando grandes proporções. Porém, mesmo assim, resolve interferir na vida da irmã, e junto com Lorcan, amigo de Ben, tenta sabotar sua lua de mel.
 
“Na verdade, somos anticasamento. Nosso lema é: faça amor, não juramentos.”
 
         Particularmente, eu adorei a premissa do livro, antes mesmo de começar a ler já estava imaginando um milhão de coisas que poderiam acontecer e já estava até me preparando para as risadas, algo que aconteceu muito com Fiquei com o seu número, porém acabei ficando um pouco decepcionado com o livro. Durante toda a história, não consegui me apegar às personagens. Enquanto gostei muito da Fliss, ficava meio entediado com tudo o que ela tramava e fazia, já com Lottie foi o oposto, adorava a forma atrapalhada e impulsiva com a qual ela lidava com as situações, mas a personagem em si era bem chata, o que tornou o livro um grande dilema para mim (tanto que demorei mais de duas semanas para terminar a leitura).
 
         Outro ponto que me irritou um pouco foi o fato de a sinopse contar a história quase toda. Já tinha se passado dois terços do livro e ainda aconteciam coisas que estavam escritas nas orelhas, o que pra mim deu a impressão já ter lido aquela história antes.
 
         No geral, apesar de esperar um pouco mais da história, Lua de Mel para mim foi um livro bom. Talvez se eu voltar a ler em uma outra fase da minha vida, pode ser que eu consiga gostar um pouco mais, porém os poucos momentos que me fizeram rir já valeram a pena por todo o resto.
        
“A juventude ainda está onde você a deixou e é lá que deve ficar. Qualquer coisa que valha a pena ser levada na jornada da vida já vai estar com você.”
 

 Sophie Kinsella é uma escritora britânica, ex-jornalista de economia, e já possui uma lista de livros já publicados no Brasil, entre eles a série Becky Bloom, que foi adaptado para o cinema em 2009. Esse ano, Kinsella virá ao Brasil para a Bienal do Livro que acontecerá no Rio de Janeiro, entre os dias 3 e 13 de setembro. A escritora irá autografar seus últimos lançamentos no Brasil, À procura de Audrey, já resenhado aqui no blog, e Backy Bloom em Hollywood, além de um bate-papo com os leitores, no dia 12 de setembro