Mês: novembro 2015

Resenha: O Rouxinol

Por Dalila Correia
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28 de novembro

Título: O Rouxinol
Título Original: The Nightingale
Autora: Kristin Hannah
Gênero: Ficção
Tradutor:  Claudio Carina
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 432
Nota no Skoob: 5,00

“Se há uma coisa que aprendi nesta longa vida foi o seguinte: no amor, nós descobrimos quem desejamos ser; na guerra, descobrimos quem somos.”


Resenha:

O quê você faria se morasse na França durante a Segunda Guerra Mundial? Qual seria a sua atitude perante a rendição da França aos Alemães? E se sua casa tivesse que aquartelar um alemão nazista? Estas são questões que este livro nos faz pensar.

Vianne Mauriac, casada e com uma filha pequena, é uma professora primária do vilarejo de Carriveau que, após a ida de seu marido para a Guerra, se vê encurralada com a chegada de um soldado alemão em sua casa, cabendo à ela fazer uma única escolha: deixar a casa para ele, ou permanecer e aprender a conviver com ele. E para tristeza de sua irmã Isabelle, ela escolheu a segunda opção.

Isabelle, ao contrário da irmã, não era uma pessoa passiva. Sempre fora questionadora e impetuosa. Desde pequena aprendera a viver sozinha pois, após a morte de sua mãe aos 4 anos e o abandono de seu pai, respectivamente, as duas (Isabelle e Vianne) ficaram sobre a responsabilidade de uma “cuidadora”. No entanto, como se não bastasse, sua irmã também a colocara em um internato quando ela acabou perdendo seu primeiro filho aos 17 anos, o que a deixou perturbada. Também não concordou com a decisão da irmã em permanecer na mesma casa que um Nazista e, assim, decidiu que iria ajudar a França com o que pudesse nesta guerra contra a Alemanha.
Para quem gosta de histórias relacionadas a Segunda Guerra Mundial como eu, irá simplesmente se apaixonar por esse livro.
Este, assim como outros relacionados ao tema, a exemplo “A casa das orquídeas, “A luz através da janela”, “A menina que roubava livros”, “O menino de pijama listrado”…, retrata a adversidade de famílias e pessoas que tiveram que passar por racionamento de alimentos, ver seus amigos (Judeus, Muçulmanos, Maços entre outros) serem depostos de seus cargos e estabelecimentos, para serem escravos e mortos posteriormente, rebeldes serem fuzilados, entre outros horrores…

“Em primeiro lugar, não se preocupe comigo. Estou seguro e bem alimentado. Não estou ferido. Mesmo. Sem nenhum buraco de bala…”

No entanto, esta história tem como peças centrais duas mulheres. Com personalidades e atitudes totalmente diferentes perante a mesma situação – A Guerra.
 
Isabelle se envolve com a resistência, e começa a participar de missões que pode custar-lhe a vida, mas em nenhum momento pensa em desistir. Durante esse período, podemos notar o seu amadurecimento e seus ideais se fortalecendo cada vez mais. Vianne, aos poucos também vai travando uma batalha consigo mesma, principalmente após uma atitude que teve perante seus colegas de bairro…

“No silêncio que pairou entre os dois, ela ouviu um sapo coaxar e as folhas farfalharem em uma brisa aromatizada de jasmim passando na copa das árvores. Um rouxinol cantava uma melodia triste e solitária”

Uma das coisas que nos deixa mais envolvido, é descobrir, apenas no final, qual das duas irmãs está “contando” a história. Pois o livro começa com uma idosa (que está muito doente) se mudando para uma casa de repouso, e decide contar a família tudo o que ela vivenciou. É durante estas lembranças, que assistimos a sua história.
 
Ironia eu ter pegado este livro para ler no momento em que nos encontramos a beira de outra Guerra Mundial. Isso só me faz ter certeza de quão mesquinho o ser humano é. Tantas pessoas foram mortas por intolerância religiosa, e a história está se repetindo… Não consigo entender…
Vale lembrar que ‘O Rouxinol’ também será adaptado para o cinema pela TriStar Picture. E com certeza é um filme que está na minha lista!!!
 

Suuper recomendo este livro e confesso que me tornei fã de Kristin Hannah <3

Adicional: Significado de Rouxinol

 

 
O rouxinol é um símbolo do amor e dos sentimentos, porém apresenta um íntimo laço entre o amor e a morte.
ssaro cantor conhecido pela pureza de suas notas e pela variedade de sua melodia. Dizem que aquele que ouvir seu canto jamais o esquecerá. É particularmente apreciado no Japão.
Porém encontramos seu simbolismo vinculado à obra shakespiriana Romeu e Julieta onde ele seria o cantor do amor na noite que finda. Os amantes, se escutam o rouxinol, permanecem unidos mas expõem-se à morte.

Resenha – Os Três

Por Lucas Florentino
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24 de novembro

Título: Os Três
Título Original: The Three
Autora: Sarah Lotz
Gênero: Horror, Fantasia, Ficção
Tradutor: Alves Calado
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Páginas: 393
Nota no Skoob: 3,5

Resenha:

 
Quando decidi que ‘Os Três’ seria minha próxima leitura, eu fiquei um pouco apreensivo. Eu sempre fui do tipo de pessoa que morre de medo (mais uma vez para dar ênfaseMORRE DE MEDO) de coisas de terror, sejam livros, filmes, etc. Qualquer história assim me faz ficar noites e noites sem dormir, porém, eu decidi sair da minha zona de conforto e me arriscar. E não me decepcionei.
 
Eu não diria exatamente que ‘Os Três’ é um livro de terror. Foram poucos os momentos em que fiquei com medo e acredito que essa nem tenha sido a intenção da autora. Confesso que a capa do livro me assustou mais do que a história em si. Rs!
 
Mas okay, chega de enrolar e vamos ao que interessa.
 
O livro começa com Pamela May Donald, uma americana que está em um avião indo para o Japão encontrar a filha. Entretanto algo estranho começa a acontecer e o avião misteriosamente cai. Pamela só vive tempo suficiente para deixar uma mensagem gravada em seu celular…

“Eles estão aqui… O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas… Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele…”

A situação já seria muito trágica apenas com esse acidente e as centenas de mortos que ele deixou, contudo, nesse mesmo dia, outros três aviões caíram em outros lugares do mundo, marcando a data como a Quinta-Feira Negra.
 
Em três desses quatro acidentes, apenas três crianças sobreviveram. Bobby, dos Estados Unidos, Sam, da Inglaterra e Hiro, do Japão (o quarto avião caiu na África). Essas crianças sofreram algum tipo de transformação e não são mais as mesmas de antes dos acidentes.
 
Muitas teorias foram criadas em cima das quedas dos aviões e das crianças que sobreviveram. Seria um ato terrorista? Essas crianças teriam sido possuídas? Seria algum ataque de seres de outro planeta? Uma enorme teia política / religiosa foi tecida e o mundo definitivamente não foi mais o mesmo depois da Quinta-Feira Negra.
 
A narrativa desse livro foi algo totalmente novo para mim. Trata-se de um livro dentro de outro, onde a história foi contada através de relatos, entrevistas, e-mails, documentos, etc, colocando os acontecimentos em ordem cronológica que contribuiu – e muito – para que a história parecesse real, me prendendo do início ao fim.
 
Eu passei a maior parte do tempo tentando adivinhar o que iria acontecer no final e qual seria o grande desfecho que a autora tinha preparado para toda a trama, mas confesso que fiquei um pouco chocado quando terminei de ler a última página. Chocado de uma forma boa. Foi um livro que me fez passar um bom tempo refletindo sobre, tentando tirar minhas próprias conclusões. Sarah Lotz está de parabéns pelo final escolhido. O livro com certeza não seria o mesmo se terminasse de forma diferente.
 
Um novo livro da autora foi lançado em maio de 2015 nos EUA que se chamará ‘Day Four’. Ele é ambientado em um cruzeiro e faz referências aos acontecimentos de ‘Os Três’, trazendo respostas para os questionamentos sobre o final do livro anterior. Não preciso nem dizer que já estou super ansioso para que essa sequência seja lançada aqui no Brasil. 

 

Resenha – Confissões de Inverno

Por Santoni
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23 de novembro

Título: Confissões de Inverno
Título Original: The Gospel of Winter
Autor(a): Brendan Kiely
Tradutor(a): Vera Lucia Ribeiro
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 222
Nota no Skoob: 4.0
Gênero: Ficção; Drama; Infanto-Juvenil

“(…) Eu tinha pavor das outras pessoas e de mim mesmo. Meus medos me oprimiam e me encurralavam. Não conseguiria superá-los se não fossem meus picos químicos. (…)”
 
Aiden Donovan é um típico adolescente de 16 anos de uma família norte-americana da alta sociedade, como aquelas que aparecem em séries de TV. Ele tem dinheiro, luxo e, aos olhos dos outros, tem tudo… só que na realidade, esconde que a sua vida está bem longe de ser ‘ok’ porque, ele e sua família tem mais problemas do que as pessoas imaginam…
   Ele se sente sozinho, mesmo com várias pessoas ao seu redor. As duas únicas exceções são: Elena, a governanta da casa e o Padre Greg, da Igreja do Preciosíssimo Sangue de Cristo.

   Na Igreja, Aiden encontra um refúgio e serve de ajudante, auxiliando tanto o Padre Greg quanto o Padre Dooley com arrecadações, eventos, missas, etc… Parte disso para se ocupar e, outra parte, apenas para estar perto e ajudar a única pessoa que ele sente que o entende e o ajuda: o Padre Greg. Só que essa atenção especial do Padre Greg começa a ser perdida a medida que outro menino mais jovem, James, começa também a trabalhar na igreja. Então Aiden começa a se sentir cada vez mais sozinho, confuso e em negação.

“Você vai conhecer o amor. Isto é o amor, Aiden. Isto é amor”
   Aiden só buscava desesperadamente alguém que o ouvisse e dissesse que as coisas melhorariam e o Padre Greg era esse alguém, seu porto-seguro, aquele quem podia contar e conversar. Aiden, em nome do dito amor e da importância que sentia ter para o Padre age com ‘indiferença’ diante de alguns acontecimentos até que finalmente, com a chegada de James, vê as coisas como elas realmente são..

   Além disso, Aiden precisa lidar com a situação do pai, que sai de casa para ficar com outra mulher; com a mãe, que está em ‘estado de negação’, tentando segurar as pontas; e com a falta de amigos na escola ou em qualquer lugar. ‘Justificando’ todas as suas esperanças que ele depositava em Elena e no Padre Greg.

   Para terem uma ideia do ‘clima’ do livro, ele literalmente começa com Aiden escondido no escritório do pai esmagando dois comprimidos de Adderall, separando-os em duas carreiras e inalando-os… Mas pode-se dizer que esse ‘choque’ inicial é leve em comparação aos outros no decorrer do livro.

   Confissões de Inverno é um livro rápido, apenas 222 páginas, mas a leitura é pesada, até pela temática (que quis deixar meio no ar), e alguns pontos da escrita interrompem, de certa forma, a fluidez do texto. Mas muitos pontos poderiam ter sido mais bem desenvolvidos e o leitor (pelo menos eu) lê desejando ter mais informações e mais acontecimentos com certos núcleos da história. Mas isso também é consequência do livro ser curto e leitor que é leitor sempre quer mais! x_x
 
   A temática é controversa e realmente polêmica.. Muito polêmica.. e nem todas as pessoas podem se sentir confortáveis lendo esse livro por ‘N’ motivos. Mas se decidir encarar “Confissões de Inverno” (tente encarar..) espere uma jornada rápida, mas cheia de emoções e tensões.

Próximos lançamentos da Editora Novo Conceito!

Por Aline Bordin
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22 de novembro
Os últimos lançamentos do ano da Editora Novo Conceito! 
 
Contagem regressiva para 2016 e a Novo Conceito fecha o ano com chave de ouro com várias promessas e apostas! Confira os lançamentos e uma pequena prévia do que a editora reserva pra 2016.

O Bangalô – Sarah Jio
 
“Minhas mãos tremiam um pouco enquanto eu virava o envelope de frente para trás e vice-versa, vez após outra, passando meus dedos pelo selo exótico que mostrava uma garota taitiana em um vestido amarelo. Engoli em seco, tentando demover as lembranças que me invadiam como uma inundação, mas que, no entanto, meros sacos de areia imaginários não conseguiriam conte-las. Assim, sem forças para resistir, abri o envelope com um puxão.”
 
Anne vive sua velhice tranquila até o dia em que recebe uma carta misteriosa que a faz revisitar o passado. Nesse envolvente livro, voltamos a meados da Segunda Guerra Mundial e nos surpreendemos com essa história sobre amor, amizade, assassinato e guerra. A forma com a qual a autora desenvolve a trama nos deixa curiosos e apreensivos para descobrir quais surpresas o destino reserva a Anne.
 
Esperando por Doggo – Mark B. Mills
 
“Eu quero ficar com raiva, mas não consigo. Ainda atordoado com as acusações contra mim, também anestesiado por uma sensação gelada e que vem chegando de mansinho de que na verdade a culpa pode mesmo ter sido toda minha.”
 

Daniel acaba de ser deixado por sua noiva, Clara, e a única companhia que lhe resta é a de Doggo, cachorrinho recém adotado do casal. A princípio, Daniel deseja livrar-se de Doggo, mas com o passar do tempo, ambos acabam desenvolvendo uma verdadeira amizade.

 

Todos os Nossos Ontens – Cristin Terrill
 
“Eu seguro a colher bem na base, o mais perto do parafuso que meus dedos conseguem chegar, e viro. Com um guinchinho, o parafuso começa a se mexer. Eu rio, pequenas bufadas de ar que parecem estranhas, mas maravilhosas, nos meus lábios. Quando o parafuso cede, eu ataco o seguinte e o seguinte, arranhando-os com as unhas até elas sangrarem quando a colher não trabalha rápido o bastante e, por fim, arrancando a grade quando apenas algumas voltas do último parafuso a prendem.
Ela se desprende na minha mão, de repente nada além de uma peça fina de metal, e eu a deixo cair com um baque.”
 
Em “Todos os Nossos Ontens” acompanhamos duas protagonistas, Em e Marina. Nessa história, de longe a mais promissora dentre os lançamentos, somos apresentados à rotina difícil de Em, presa e torturada diariamente; e à vida inicialmente superficial de Marina, que tenta conquistar seu melhor amigo, James.
A curiosidade de descobrir qual a relação entre essas distintas personagens que nos faz querer virar as páginas cada vez mais.
 
A Desconhecida – Peter Swanson

“Em uma noite de sexta-feira, a rotina confortável e previsível de George Foss é quebrada quando, em um bar, uma bela mulher senta-se ao seu lado. A mesma mulher que desaparecera sem deixar vestígios vinte anos atrás. Agora, depois de tanto tempo, ela diz precisar de ajuda e George parece ser o único capaz de salvá-la. Será que ele a conhece o suficiente para poder ajudá-la?”


-x- 
Para o começo de 2016, ainda sem data definida, será lançada Tudo e Todas as Coisas, da autora Nicola Yoon. Este livro é um Best-Seller internacional que já teve seus direitos comprados para o cinema! Saiba mais:
 
Tudo e Todas as Coisas – Nicola Yoon
 
“Naquela noite, sonho que a casa respira comigo. Eu exalo e as paredes se contraem como um balão furado, me esmagando quando desinfla. Eu inspiro e as paredes se expandem. Mais uma única respiração e minha vida por fim, finalmente, ira pelos ares.”
 
Em “Tudo e Todas as Coisas”, acompanhamos a história de Madeline Whittier, uma adolescente que vive confinada devido a uma condição médica, a Imunodeficiência Combinada Grave. Entretanto, as coisas começam a mudar quando Madeline ganha um novo vizinho, Olly. Através de mensagens de texto e e-mails, ambos desenvolvem uma grande amizade. A autora tem uma narrativa peculiar, desenvolvendo a história de forma dinâmica e interrompendo a narrativa para adicionar anotações, documentos e observações da Madeleine.

Em breve resenha completa de todos os livros aqui no blog! 



The Angel Tree – Lucinda Riley

Por Thila Barto
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19 de novembro
Novidades sobre: The Angel Tree

E depois de mais um ano de seca desesperadora, a autora Lucinda Riley lança dois livros nesse mês de Novembro: o tão aguardado ‘A Irmã da Tempestade’ – segundo livro da série ‘As Sete Irmãs’ (resenha aqui) – e a nova edição de ‘Not Quite An Angel’ com o novo título, ‘The Angel Tree’, que será lançado aqui no Brasil somente no final de 2017 pela editora Arqueiro. Nenhuma data foi divulgada ainda, mas a obra já encontra-se disponível no formato ePub em inglês.

Como alguns devem saber, antes de usar o sobrenome Riley, Lucinda assinava seus livros como Edmonds, pois, após o seu divórcio, a autora preferiu não usar o seu nome antigo em seus livros atuais, começando assim, uma carreira nova do zero e provando a todos o seu potencial quando se tornou, pela segunda vez, uma autora best seller. Consegui achar somente três desses livros antigos para ler e fiquei super feliz quando ela anunciou que estava inciando o processo de reescrever, repaginar e relançar todos eles. Entre os livros antigos estão:

 

1993 – Lovers & Players
1994 – Hidden Beauty – resenha aqui (Meu favorito de todos, definitivamente)
1995 – Enchanted – resenha aqui
1996 – Not Quite An Angel – The Angel Tree
1997 – Aria – relançado em 2014 como The Italian Girl- resenha aqui
1998 – Losing You
1999 – Playing With Fire
2000 – Seeing Double – já existe planos de relançamento.


Confira abaixo sinopse de The Angel Tree e no final o vídeo da autora contando um pouco mais da história:
 
” Trinta anos se passaram desde que Greta deixou Marchmont Hall, uma linda casa grande situada nas colinas rurais de Monmouthshire. Mas quando ela retorna para Hall para o Natal, a convite do seu velho amigo David Marchmont, ela não tinha nenhuma lembrança de sua associação passada com ele – resultado do trágico acidente que apagou mais de duas décadas de sua vida. Então, durante um passeio pela paisagem invernal, ela se depara com um túmulo na floresta e, na inscrição gravada na lápide, dizia a ela que um menino estava enterrado ali. . .

A descoberta pungente atinge um acorde na mente de Greta e logo inicia uma busca para reencontrar suas memórias perdidas. Com a ajuda de David, ela começa a juntar os fragmentos de não só a sua própria história, mas também de sua filha, Cheska, que foi uma vítima trágica de circunstâncias além de seu controle. E, definitivamente, não o anjo que ela aparentava ser ….”

 

 

 

Vídeo:

Resenha – Como se Apaixonar

Por Santoni
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12 de novembro

Título: Como se Apaixonar
Título Original: How to Fall in Love
Autor(a): Cecelia Ahern
Tradutor(a): Alexandre Raposo
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 347
Nota no Skoob: 4.7
Gênero: Ficção; Drama; Infanto-Juvenil

“Às vezes, quando você vê ou vivencia algo muito real, fica com vontade de parar de fingir.”

 

   Christine tentou fazer com que Simon não puxasse o gatilho; falhou quando pensou ter convencido Simon a não puxar o gatilho e acabou presenciando o suicídio de um homem. Ela nunca mais foi a mesma.
 
   Depois de uma conversa intensa com um suicida e um brusco choque de realidade, a jovem mulher de Dublin chega em casa e dá dois pequenos grandes passos em busca da realidade: Pede a separação do marido e conta o que aconteceu com Simon; nessa exata ordem.

   Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas Roy, um guarda florestal da Virginia discordaria disso, já que foi atingido 7 vezes por raios. Christine também discordaria desse ditado, já que pouco tempo depois da ‘experiência‘ com Simon ela se deparou com um homem prestes a se jogar da ponte Ha’penny e usando todos os seus conhecimentos adquiridos em livros de auto ajuda e muita determinação de não ter, indiretamente, mais sangue em suas mãos faz de tudo para salvar Adam dele mesmo, só que com um pequeno detalhe.. Ele diz que ela tem poucos dias para fazer ele redescobrir o amor pela vida ou no dia de seu aniversário ele estará de volta no mesmo lugar.

“Você não quer acabar com a sua vida, você quer acabar com a sua dor (…)”

   A história, os problemas e as situações desse livro são um pouco mais maduras do que eu estou acostumado a ler, mas os protagonistas são mais velhos, então uma separação e uns problemas com emprego podem ser mais que esperados. Mas a complexidade dos personagens é magnífica. Uma hora estão rindo e na outra estão com olhos marejados. Uma hora estão chorando no chuveiro e na outra brincando normalmente como se nada tivesse acontecido. Uma hora estão felizes e na outra nem tanto. E isso que é o interessante do livro e dos personagens, eles tem altos e baixos e a história e a narrativa capta isso de um jeito muito cativante.

   O livro foi uma enorme surpresa! Embora o título seja bem ‘chick flick‘ o livro impressionantemente não segue essa linha. A pitada de romance está lá, mas de maneira nenhuma é o foco do livro. O foco é aquele que deve ser, que é o de salvar uma vida. Passando pelo conceito de “Uma pessoa triste tentando ajudar outra pessoa triste”. A narrativa em primeira pessoa de Christine é super divertida e despojada e por muitos momentos provoca aquela auto-reflexão típica de dramas, pelo menos típica dos bons dramas.. O estilo de escrita me surpreendeu muito! É simples em forma, complexo em conteúdo, divertido, e realmente cativante.
 
   Sempre ouvi muito bem dos livros da Cecelia Ahern e do estilo de escrita dela, e ‘Como se Apaixonar’ me chamou a atenção pela sinopse, mesmo sempre torcendo um pouco o nariz para romance eu resolvi dar uma chance..
 
   Esse é um daqueles livros que te deixa pensativo em uma linha e na próxima já te faz rir descontroladamente. As piadas, sacadas, e acontecimentos de uma protagonista que se baseia em livros de auto-ajuda e de um suicida cheio de atitude fazem dessa leitura algo prazeroso.
 
  Infelizmente para chegar na história mesmo, muita gente terá que ultrapassar certos pré-conceitos (Capa/P.S Eu Te Amo/Romance..), mas aquela pseudo-vergonha de ler um livro que desavisados pensarão e julgarão ser auto-ajuda barata ou romance-clichê é um pequeno e engraçado preço a se pagar pela diversão que esse livro proporciona!

“E, às vezes, quando você testemunha um milagre, passa a acreditar que tudo é possível.”

Resenha – A Menina da Neve

Por Marcos Stankevicius
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9 de novembro

Título: A Menina da Neve

Título Original: The Snow Child
Autor(a): Eowyn Ivey
Tradutor(a): Paulo Polzonoff Junior
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 352 
Nota no Skoob: 4.5
Gênero: Suspense, Romance
 
 “Ela voltou para fora e começou a acompanhar as pegadinhas. Só uma trilha seguindo pela neve, afastando-se da cabana deles e entrando na floresta.”
 
 
                                 Resenha:
   Mabel e Jack mudam-se para o Alasca tentando esquecer a vida que tinham e começar uma nova. Sozinhos, moram em uma cabana distante de vizinhos e da pouca civilização que o Alasca tem a oferecer. Jack trabalha todos os dias no campo com plantação de alimentos para que possam se alimentar, vender e sobreviver e Mabel passa o dia toda dentro da cabana cuidado do lar e assando algumas tortas para que Jack possa vender na longe cidade e ganhar algum dinheiro extra.


   O amor entre eles ainda existe, mas ficam cada vez mais distantes com o isolamento de Mabel, com o trabalho pesado de Jack e por toda tristeza que tiveram quando viviam na urbanização. Por esse motivo Jack tira Mabel da cabana e a leva para jantar na casa dos vizinhos mais próximos: Esther, George e seus três filhos.
 
   A companhia dessa família melhora um pouco o humor de Mabel e Jack. Na volta para casa, tarde da noite, começa a cair a primeira nevasca daquela temporada. Em um raro momento de afeto,  juntos, decidem fazer uma criança de neve. Mabel veste a criança de neve com luvas e gorro vermelho e Jack coloca palha para o cabelo loiro e mirtilo para os olhos azuis. Juntos lamentam por não poderem ter filhos, sem jamais sonhar com o que estava por vir.

   No dia seguinte, a criança de neve desaparece, sobrando apenas marcas de pequenas pegadas. Nos dias subsequentes, Jack e Mabel avistam uma menina loira com luvas e gorro vermelho, sempre surgindo e desaparecendo entre as arvores, junto de uma raposa-vermelha. Ambos tentam seguir e conversar com a criança sempre que a vistam, ate que começam a se perguntar se a criança de neve que criaram pode ter ganhado vida.
 
   Eu não tinha idéia do que esperar desse livro, comecei a ler as cegas sem saber se era um suspense, terror ou apenas um romance. Preciso dizer que fiquei confuso conforme fui lendo, a história começa com um ar sobrenatural cheio de suspense, mas depois que Mabel e Jack se envolvem mais com a menina, conversando e conhecendo-a, o sobrenatural diminui e vira mais um romance/drama, ate misturar tudo no final.
 
   Achei o final muito curioso. Claro que o livro todo fará com que você fique na duvida se a menina foi feita da neve ou não, mas não achei que ficou totalmente respondido. Eu que devo estar questionando de mais ou talvez seja pra ser assim mesmo, ambíguo.

   Esse não é bem meu tipo de historia, não costumo a ler livros desse tipo mas não me arrependo. O começo é extremamente bom e encantador, a narrativa do livro é muito bem escrita, os detalhes e descrições do Alasca são muito incríveis (claro que a escritora viver no Alasca desde pequena ate hoje ajudou muito nisso). Os personagens são bem originais, com características próprias, não tem como não pegar afeto por eles. Depois que começa, fica difícil largar ate saber como vai terminar.

Resenha – A Irmã da Tempestade

Por Thila Barto
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7 de novembro

Título: A Irmã da Tempestade
Título Original: The Storm Sister
Autor(a): Lucinda Riley
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 
Nota no Skoob: 
Gênero: Romance, Drama, Ficção.

“Em momentos de fraqueza, você vai encontrar sua maior força”

Resenha:

Já inicio essa resenha com um enorme pedido de desculpas, porque quando o assunto é Lucinda Riley, eu não consigo me controlar! Meu coração vai à mil e é simplesmente impossível não dar uns pequenos ‘chiliques’ enquanto eu descrevo essa história MA-RA-VI-LHO-SA! Falando abertamente, não existem palavras que descrevam a emoção que eu sinto antes de iniciar a leitura de um livro da autora; ou durante a leitura, onde eu solto alguns gritos e xingamentos loucos em qualquer lugar que eu esteja; e depois da leitura quando aquela reflexão bate. Tentarei a partir desse momento ser o mais imparcial e dar o mínimo de spoilers possíveis. Disse que tentarei…
 
Lucinda terminou o primeiro livro, ‘As Sete Irmãs’, exatamente quando Ally pega o telefone e tem a impressão de ter escutado a voz de seu amado pai, Pa Salt, que está morto (preciso falar que acredito imensamente que ele ainda está vivo). Agora a pergunta é: Ela começa o segundo livro a partir desse exato momento? É claro que não. Estamos falando de Lucinda Riley e ela nunca entrega o jogo assim tão facilmente.
 
O livro começa com Ally, a segunda irmã mais velha, um pouco antes de receber a notícia que seu pai está morto. Então, por volta das primeiras 140 páginas, Lucinda descreve a vida dessa irmã, onde descobrimos que ela é uma velejadora profissional e que seu grande talento como flautista foi deixado de lado devido sua atual profissão. Logo depois, todo aquele começo do primeiro livro, onde todas as irmãs voltam para Atlantis, recebem as cartas e as coordenadas sobre o seu passado, é narrado novamente, porém na visão de Ally é claro. As pistas que ela recebeu foi um pequeno amuleto em formato de sapo, suas coordenadas correspondiam à Noruega e a frase escrita na esfera armilar era: “Em momentos de fraqueza, você vai encontrar sua maior força”.
 
Diferente de Maia, Ally não parte rumo ao seu país de origem para descobrir suas verdadeiras linhagens logo de cara, ela primeiramente volta para Londres, onde poderia ficar nos braços do amor de sua vida, Theo, e em alguns dias, participar de uma importante regata juntamente com ele e o restante da equipe. Após sofrer, o que eu posso resumir como um ‘choque tremendo’, para não dar spoilers , Ally parte para a Noruega para investigar o seu passado.
 
Quando somos levados para esse passado, conhecemos Anna, uma camponesa que levava uma vida bastante simples em Heddal cumprindo suas tarefas na fazenda e cantando para as vacas. Sua vida muda completamente quando Herr Bayer descobre o seu talento e oferece uma oportunidade única de virar a sua protegida e estudar música. Com certa relutância e cheia de incertezas, Anna parte para Cristianina com a missão de se tornar uma cantora de renome.
 
Após alguns meses de estudo, uma oportunidade única aparace para ela: interpretar as canções de Grieg para a famosa obra de Ibsen, Peer Gynt, no papel de Solveig. Entretanto, para a sua surpresa, ela faria somente a voz da protagonista pois a atriz contratada para interpretar o papel principal já havia sido escalada. Ela não pisaria no palco mais famoso da Noruega. Ficaria só nas coxias, em anonimato. Algumas pessoas do elenco e da orquestra não faziam a mínima ideia de quem era aquela voz tão pura e única, o que desperta um certo interesse, principalmente em Jens, conhecido como ‘O Canalha’, que está disposto a descobrir quem era a dona daquela voz incrível.
 
“Ela é uma voz fantasma. Ninguém faz ideia de quem ela seja”
 
Qual a relação da vida de Anna e Jens com a de Ally? Só lendo você vai descobrir, maaaas já posso revelar que os personagens sofrem tantas reviravoltas que eu fui, literalmente, à loucura muitas vezes. Preparem os corações porque muitas lágrimas, pelo menos no meu caso, rolaram.
 
O que eu mais adoro nos livros da Lucinda são justamente essas viagens entre presente e passado e as conexões tão bem amarradas que a autora vai revelando aos poucos, ou melhor… muita coisa é revelada apenas nas ultimas 50 páginas, deixando qualquer leitor apavorado imaginando se ela conseguirá descrever tudo que falta em poucas páginas. Para a minha alegria, mais uma vez ela revela os grandes segredos com maestria, originalidade e muita habilidade.
 
Os seus personagens são tão bem moldados com os seus talentos, defeitos e particularidades que é impossível não acreditar que eles não sejam reais. Confesso que o livro, principalmente a história narrada no passado, me lembrou um pouco o livro ‘The Italian Girl’ e ‘Hidden Beauty’, o que foi super positivo para mim, já que amo Hidden Beauty incondicionalmente. 
 
Como no primeiro livro, o ultimo capítulo é narrado na visão da próxima irmã, nesse caso, começamos a conhecer Estrela (Star) e, se você ficou ‘sem chão’ com o final de ‘As Sete Irmãs’, se prepare psicologicamente para mais esse, porque eu levei o famoso ‘tapa na cara a la Rileycom esse final.
 
Agora é esperar mais um ano para o próximo livro e mais 5, para o final.
Já estou sofrendo por antecedência.

Leiam, leiam, leiam!
 
Ps: Os livros citados acima foram resenhados aqui no blog. Se ainda não conhece algum deles acesse as resenhas nos seguinte links
As Sete Irmas: aqui
The Italian Girl: aqui 
Hidden Beauty: aqui
 

Resenha: Surpreendente!

Por Thila Barto
|
6 de novembro

Título: Surpreendente
Autor(a): Maurício Gomyde
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Páginas: 272
Nota no Skoob: 4,8/5
Gênero: Romance, Ficção.

“A gente precisa correr certos riscos na vida. E lembre-se de que ela é feita de um monte de momentos esquecíveis, alternados por pouquíssimos inesquecíveis”
 
Resenha:

Surpreendente, segundo o dicionário, significa: “Que consegue surpreender; que provoca surpresa; inesperado. Que causa muito espanto; que provoca arrebatamento ou admiração; excepcional”. Por que estou começando essa resenha com o significado do título do livro? Só para dizer que Surpreendente de Maurício Gomyde é muito mais do que o significado literal da palavra. Ele me tocou de uma forma tão única e intensa que dicionário de lugar algum terão palavras para descrever tal sensação.

Temos como protagonista, Pedro Diniz, um jovem de 25 anos apaixonado pelo cinema. Ele é formando em audiovisual e um tem um grande sonho: ganhar um Cacau de Ouro, o famoso prêmio do cinema brasileiro. Para isso ele precisaria filmar um roteiro magnífico, capaz de levar à grande tela uma história que surpreendesse as pessoas, a ponto de levantar o tão desejado prêmio. Mas onde estava esse roteiro magnífico? Boa pergunta… Ele não conseguia se imaginar filmando algo que não plantasse no espectador o senso da felicidade como olhar pelo ângulo bom dessa vida. Tal estilo ele define de ‘Cinema Felicidade’.

Aos 12 anos foi diagnosticado com uma doença degenerativa que o deixaria cego. Tudo estava muito triste até um milagre acontecer ao chegar aos 19 anos: a regressão cessou, restando-lhe 70% da visão central no olho direito e 73% no esquerdo. Ninguém entendeu o por quê, mas ele passou a sentir orgulho  por fazer parte de um time mutante, capaz de desafiar a lógica da medicina. Após o milagre, ele passou a carregar um olho turco que ganhou de sua avó pois, segundo ela, enquanto ele estivesse com ele, nada de mau aconteceria com ele. Mas o amuleto representava muito mais do que isso…

“Esse amuleto é para você nunca se esquecer de que tenho um segredo para contar. Uma coisa muito, muito importante mesmo. Um dia, quando você for mais velho, vai saber a hora. E daí é só vir ate aqui na fazendo e eu falo.”

O que é esse grande segredo? Só lendo você irá descobrir. 

Além de trabalhar no Subcultural, ultimo cineclube da cidade de São Paulo, onde transmitia os seus tão amados filmes clássicos, Pedro trabalha como gerente em uma locadora chamada VIP, onde sentia fazer alguma diferença no mundo.

“Meu destino está ligado àquele lugar. Se eu conseguir convencer um jovem da periferia a alugar um clássico, e depois ele me contar algo surpreendente sobre o filme, terei cumprido minha missão na Terra.”

Porém, após uma tarde fatídica sua vida muda completamente. Passou a se isolar em sua casa, deixar de ver o lado bom das coisas e acreditar que milagres na vida real não existem. Ele não queria mais saber de Cacau de Ouro e muito menos de roteiro, até que um dia, seu melhor amigo, Fit, o convence a fazer o curta. Assim eles partem para Pirenópolis, Goiás, em um carro envenenado juntamente com Mayla “a menina mais criativa da região” e Cristal, “a estudante de arqueometria de cabelos de fogo”, por quem Pedro está apaixonado. Eles estão dispostos a fazerem o melhor filme de suas vidas e descobrir o significado da palavra chance.

Agora por que esse livro me tocou tanto? Primeiro, ele é de tirar o fôlego! Os capítulos são curtinhos, então é impossível parar. Segundo, assim como Pedro, acredito fortemente que o cinema, a música boa e a literatura são instrumentos da Santíssima Trindade para salvar o ser humano da derrota como espécie; e acima de tudo: sou apaixonada pelo cinema clássico! Então obviamente me identifiquei logo de cara com o protagonista. Estou sempre tentando convencer os meus amigos que filmes clássicos são sensacionais. Fiz todo mundo ir ao cinema comigo para assistir ao ‘Some Like It Hot’ estrelando Marilyn Monroe, e quando eles viram que o filme era em preto e branco, quase fui reduzida ao pó só com os olhares que recebi, rsrs, mas no final, todo mundo saiu rindo e dizendo que o filme era realmente bom, o que me deixou tremendamente feliz.

Fechei esse livro com gostinho de quero mais, um enorme sorriso no rosto e uma grande pergunta: Qual será a ‘maior canção de amor de todos os tempos’?

Super recomendo!!!

Mais um livro adicionado ao meu precioso ‘potinho de ouro’ da literatura nacional!

Leiam, leiam e leiam.

Adaptação da trilogia Fronteiras do Universo, de ‘A Bússola de Ouro’, confirmada pela BBC!

Por Santoni
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3 de novembro
 
   Uma série baseada na trilogia “Fronteiras do Universo”, do autor britânico Philip Pullman, acaba de ser confirmada pela BBC One, mesmo canal responsável por Doctor Who.

   A trilogia já foi adaptada em 2007 para os cinemas, com o nome de ‘A Bússola de Ouro’, que na realidade é uma adaptação do primeiro livro da série com vários elementos dos outros dois, mas por não ter atingido o sucesso esperado os planos de eventuais continuações foram engavetados.
 
Fronteiras do Universo” conta a história de Lyra Belacqua, uma garota de 12 anos que foi criada por catedráticos na tranqüila cidade universitária de Oxford, na Inglaterra. Lá, crianças começam a desaparecer misteriosamente, sequestradas por misteriosas pessoas que são chamadas de gobblers. Após conhecer a Sra. Coulter, uma importante e influente mulher, Lyra deixa a universidade para viver e aprender com ela, e parte com um objeto em suas mãos: o aletiômetro (a própria bússola; antiguidade raríssima capaz de dizer a verdade). Mas após descobrir que a Sra. Coulter comanda os gobblers, Lyra foge e inicia sua jornada as terras gélidas do Pólo Norte com os Gípcios, e acaba encontrando ursos de armadura, bruxas, aeróstatas, exploradores, e crianças que serão usadas em experimentos maléficos se Lyra não fizer alguma coisa para ajudá-las. (fonte)
 
  Grandes estúdios parecem seguir, agora, uma tendência de analisar seu catálogo de direitos comprados e apostas que não deram certo e tentarem desenvolver esses projetos em outras mídias, como o que aconteceu com ‘Os Instrumentos Mortais’ da autora Cassandra Clare. É muito bom vermos histórias que tanto gostamos terem outra chance de sucesso, e também nos faz torcer para tantas outras histórias terem a mesma chance.
 

   A série será rodada no País de Gales, Reino Unido, e ainda não possui previsão a de estréia.

ATUALIZAÇÃO 07/04/16: O site Deadline Hollywood anunciou que o livro “A bússola de ouro”, de Philip Pullman, será adaptado pelo canal inglês BBC One, pelos mesmos produtores de Doctor Who.