Mês: dezembro 2015

Resenha – Esperando por Doggo

Por Lucas Florentino
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28 de dezembro

Título: Esperando por Doggo
Título original: Waiting for Doggo
Autor: Mark B. Mills
Tradução: Ana Paula Corradini
Editora: Novo Conceito
Gênero: Drama, Ficção
Páginas: 224
Ano: 2015
Nota no Skoob: 3,7

“- Amor?
– Ela sempre procura o amor no lugar errado.
– E onde é o lugar certo?
– Onde quer que seja que você não está procurando.”


Resenha: 
Quem me conhece sabe o receio que eu sinto na hora de escolher um livro ou filme em que o personagem principal é um cachorro. Não é que eu não goste do animal, até pelo contrário, se eu pudesse teria vários. O problema é que em alguns dos casos a história pode te traumatizar de uma forma que você pode nunca superar (Marley e Eu está aí para provar). Quando decidi ler ‘Esperando por Doggo’ eu estava preparado para um drama que arrancaria meu coração do peito, mas ao invés disso eu encontrei uma história tão gostosa que é difícil esquecer quando a leitura acaba.

Tudo começa quando Daniel chega em casa e encontra uma carta de Clara, sua namorada. Na carta, Clara diz que está indo embora. Não diz para onde, nem o motivo. Leva tudo consigo, deixando para trás apenas o coração de Daniel, e Doggo, o cachorro recém adotado pelo casal. 
 
“Você jamais poderia descrever Doggo como ‘esguio’. Ele é um vira-lata baixinho, gordinho, comum, honesto e passado de mão em mão. Mesmo assim, ele parece não ter a menor ideia de que é assim.”
 
Por não ter uma boa convivência com o cachorro, Daniel resolve levar Doggo de volta para o abrigo de cães, da qual ele foi adotado. Chegando lá, após uma rápida, e não tão simpática, conversa que teve com a atendente, Daniel acaba dando mais uma chance para o animal e o leva de volta para casa, afinal ele tinha acabado de ser abandonado, não faria o mesmo com Doggo. 
 
Agora que Clara não está mais com eles, Daniel se vê obrigado a levar Doggo para o trabalho, em uma agência publicitária onde ocupa um cargo na equipe de criação. De início, a ideia de ter um animal na empresa não foi muito bem vista por todos, mas aos poucos Doggo foi conquistando a todos, inclusive o seu dono. 
 
“Eu o trouxe aqui para esticar as pernas, para ele correr de verdade, livre, pela primeira vez desde que Clara foi embora. Mas ele não está nem aí. Sim, ele corre para enterrar o nariz em uma árvore de vez em quando, mas sempre fica de olho em mim. Fico emocionado com os pequenos olhares de relance dele; eles sugerem uma dependência de mim que eu não tinha sentido até agora (apesar de ser bem possível que ele imagine que está no comando, e está simplesmente checando para ver se não estou me enfiando em algum tipo de confusão).”
 
Algo que me chamou bastante a atenção é que mesmo se tratando de um livro sobre um cachorro, o foco principal não é no animal, e sim nos dramas enfrentados por Daniel, como ser abandonado pela namorada, as pressões de um novo emprego, o surgimento de um novo amor… A leitura de ‘Esperando por Doggo’ foi algo tão leve e despretensioso que eu ia virando as páginas e quando percebi já estava bem próximo do final do livro e já estava querendo mais. 
 
Super recomendo para quem está a procura de uma leitura rápida e divertida. E prepare-se, pois é impossível não se apaixonar por Doggo <3 

Recomendações de Natal: Filmes

Por Marcos Stankevicius
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25 de dezembro
Natal é uma época maravilhosa para se passar junto das pessoas que gosta, mas agregando esse tempo com um bom filme natalino, pipoca e muita comida fica muito melhor.
 
Confira algumas dicas de filmes para curtir nesse natal!

O Expresso Polar / The Polar Express 

Natal para mim é sempre uma época nostálgica. Tem aquele clima gostoso de se estar com a família, compartilhando momentos felizes com as pessoas que amamos. E quando eu paro para pensar nesses momentos, me vem à cabeça o filme “O Expresso Polar”. A primeira vez que o assisti foi há uns oito ou nove anos, alguns dias antes do Natal. Assisti com minha mãe e meus irmãos e aquele momento ficou grudado na minha memória, pois todos nós amamos e acabamos nos emocionando com o filme. 
Sinopse: É véspera de Natal e um garoto está acordado. Sem acreditar em Papai Noel, ele espera por algo que faça com que sua crença na figura natalina retorne. De repente ele ouve um grande barulho do lado de fora de sua casa. O garoto então vê à sua frente um gigantesco trem com destino ao Pólo Norte, cujo condutor o convida para embarcar. Após certa relutância, ele decide seguir viagem. 


por: Lucas Florentino


O Estranho Mundo de Jack / The Nightmare Before Christmas
 
   Entediado com a velha rotina de gritos e sustos, o Rei do Halloween Jack Esqueleto, deseja espalhar a alegria do Natal. No entanto, esta alegre missão coloca Papai Noel em perigo e cria, por toda parte, um pesadelo para meninos e meninas !
 

 

   Como não lembrar do Jack quando trata-se de Natal ? Amo essa mistura de Natal e Halloween no filme. O estranho mundo de Jack marcou minha infância e ate hoje não deixa de ser muito bom !!
 
Trailer:
por: Marcos Stankevicius


Esqueceram de Mim

Esse, pra mim, é o filme mais icônico da semana de natal. Pode ser o 1, 2, 3 ou uma maratona mas é impossível não estar passando em algum canal da tv aberta ou a cabo nessa época. Alguns sabem até o fime de cor mas todo mundo lembra que o personagem é abandonado em casa pela família e, nesse meio tempo, tem que defender a ela de malucos. É impossível não rir nos mesmos momentos todas as vezes. 

 

O filme é de 1990 mas ainda há novidades. Macaulay Culkin, hoje com 35 anos, interpretou Kevin novamente em um episódio de 5 minutos da websérie DRYVRS, que é dirigida e estrelada por Jack Dishel. Ficou curioso? Pode conferir o episódio clicando aqui.


Trailer:
 

por: Thila Barto

Recomendações de Natal: Livros

Por Marcos Stankevicius
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24 de dezembro

 

O espirito natalino também se encontra impresso em alguns livros!
 
Portanto nós, do Nunca Desnorteados, separamos alguns livros que nos marcaram quando pensamos nessa época do ano.
 
Esperamos que gostem de nossas dicas!
 
As Vantagens de Ser Invisível

   As Vantagens de Ser Invisível é um livro de 1999 escrito pelo autor norte-americano Stephen Chbosky e conta a história de Charlie, um menino que, através de cartas, se abre com um ‘Dear Friend’, falando como se sente e se suas relações com família/amigos/escola.
   Você pode estar se perguntando porque diachos esse livro é minha recomendação de natal, mas assim como as pessoas colocam uva passa em tudo que podem no natal eu não perco oportunidades de mencionar ‘As Vantagens de Ser Invisível’… 
    Mas o real motivo é que na passagem do livro sobre o natal, as memórias do Charlie dessa época e o que ele normalmente faz e o que fará no ano de 1991. Ele e os amigos fazem um ‘Secret Santa’, ele e a família jantam e conversam… No passado essa época do ano é cenário de boas e más lembranças e ele tenta explicar tudo do jeito Charlie de ser e essa é uma das maiores cartas do livro, com mais de 10 páginas.. E ele continua falando sobre em outras cartas também.. 
   Então eu escolhi esse livro porque é um dos meus favoritos e mostra tanto a importância da família quanto dos amigos durante a época do Natal e o quanto se reunir e realizar atividades, jantares, amigos secretos com ambos é extremamente gratificante e divertido.
 
(é do filme, mas tá valendo x_x)
Por: Gustavo Santoni
 
O Presente do Meu Grande Amor – Doze histórias de Natal
Se você gosta do clima de fim de ano e tudo o que ele envolve – presentes, árvores enfeitadas, luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite -, vai se apaixonar por O presente do meu grande amor.
Nestas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, há um pouco de tudo, não importa se você comemora o Natal, o ano-novo, o Chanucá ou o solstício de inverno.
Casais se formam, famílias se reencontram, seres mágicos surgem e desejos impossíveis se realizam. O pessimismo não tem lugar neste livro – afinal, o Natal é época de esperança.
Os autores foram incríveis com seus contos, tem realmente tudo que pode se esperar de um Natal. Perfeito para o mês de dezembro!!
 
Por: Marcos Stankevicius

The Angel Tree

Todos já devem saber que sou fã devota de Lucinda Riley, então, é claro, indicarei um livro da autora. Ele não tem tradução ainda mas está disponível para comprar tanto no formato ePUB quanto impresso. Acreditem ou não: FOI A MINHA MELHOR LEITURA DO ANO! Eu quase fiquei sem ar, chorei, gritei, gargalhei, morri de medo em algumas partes, quase taquei o eReader na parede de tanta raiva e tudo começa em uma véspera de Natal.
 
Leiam e se surpreendam!
 
Sinopse:
“Trinta anos se passaram desde que Greta deixou Marchmont Hall, uma linda casa grande situada nas colinas rurais de Monmouthshire. Mas quando ela retorna para Hall para o Natal, a convite do seu velho amigo David Marchmont, ela não tinha nenhuma lembrança de sua associação passada com ele – resultado do trágico acidente que apagou mais de duas décadas de sua vida. Então, durante um passeio pela paisagem invernal, ela se depara com um túmulo na floresta e, na inscrição gravada na lápide, dizia a ela que um menino estava enterrado ali. . .
A descoberta pungente atinge um acorde na mente de Greta e logo inicia uma busca para reencontrar suas memórias perdidas. Com a ajuda de David, ela começa a juntar os fragmentos de não só a sua própria história, mas também de sua filha, Cheska, que foi uma vítima trágica de circunstâncias além de seu controle. E, definitivamente, não o anjo que ela aparentava ser ….”

Trailer legendado pela equipe:

Por: Thila Barto

Resenha – Flesh And Bone

Por Santoni
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22 de dezembro
 
 
“Balé é uma irrevogável ilusão de óptica.
Nós fazemos o esforço parecer fácil,
a dificuldade parecer divina,
e fazemos da gravidade…
a nossa vadia”
   Claire Robbins (Sarah Hay) é uma talentosa bailarina de 21 anos que, de certa forma, foge de sua casa em Pittsburgh para participar de uma audição na ‘American Ballet Company’ em Nova York. Ela é a talentosa novata que atrai os olhos de todos e com isso grandes expectativas. Logo ela se torna a grande esperança da companhia suceder e figurar entre as melhores do mundo, mas o que ainda não sabem é que Claire têm seus próprios demônios a combater, enquanto luta para ir atrás dos seus sonhos e viver a altura das expectativas impostas a ela.

   A última experiência de Claire com balé em uma academia havia sido há 3 anos e mesmo assim ela impressiona a todos e consegue a vaga. Mas fica no ar o porque desse espaço de 3 anos… Então sozinha em Nova York passa a ser companheira de quarto de uma outra bailarina da companhia de dança, Mia Bialy (Emily Tyra). Frequentam também a ‘American Ballet Company’ Kiira (Irina Dvorovenko), uma já renomada bailarina, Daphne Kensington (Raychel Diane Weiner), ambiciosa e excêntrica que explora seu conhecimento em dança de diferentes formas, entre vários outros. A academia é tocada por Paul Grayson (Ben Daniels), o diretor artístico e manda chuva da academia.

   Todos os atores têm uma prévia formação em balé clássico, alguns estudaram em escolas renomadas e são bem conhecidos no meio, portanto dizer que as passagens de dança são simplesmente magníficas seria pouco pra descrever o quão bem o balé é mostrado nessa série.
 
   A série tem um tom obscuro e retrata os bastidores e as dificuldades do balé profissional sem romantismo. As cobranças chegam a ser cruéis. A profundidade da protagonista é intrigante e a maneira que ela lida com as coisas; observa as pessoas; age e dança é hipnotizante e de alta complexidade, coisas que revelam aos poucos traços intrigantes da personagem.

   Muitas séries e filmes já exploraram os bastidores de companhias artísticas, mas por se tratar de balé e dança, não tem como não mencionar Dance Academy e Cisne Negro
 
   Assim como Dance Academy, Flesh And Bone começa com as audições, a protagonista é a menina boa que todo mundo olha torto, intrigas internas, dramas. Ok, ‘normal’. Mas quando combinado com elementos de Cisne Negro, como transtornos psicológicos; choques emocionais; drogas e ‘cenas fortes’ (digamos que algo parecido com a cena do dedo na água, só que talvez um pouco menos..), Flesh And Bone passa de interessante (séries que mostram realidades mascaradas são interessantes) para eletrizante
 
   Se você gosta de Dance Academy, talvez Flesh And Bone seja um pouco forte para você, mas igualmente interessante. Mas para amantes de Cisne Negro, e apreciadores/praticantes de balé essa série é sem dúvidas ESSENCIAL. Mas não se engane, Flesh And Bone é um drama pesado de 1 hora e com cenas fortes e explícitas (com nudez e etc..), depois não diga que não avisei.
 
Flesh And Bone é uma mini série do canal a cabo Starz, portanto a ordem inicial foi de apenas 8 episódios, todos já disponibilizados, mas nunca se sabe…
 
Trailer:
(sem legenda)

 

Recomendações de Natal: Séries

Por Marcos Stankevicius
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Nossas séries queridas também comemoram o Natal!
Portanto cada um de nós, do Nunca Desnorteados, separou um episódio que nos marcou quando pensamos nessa época do ano.
 
Esperamos que gostem de nossas dicas!
 

 

Chuck

 

S02E11: Chuck vs Santa Claus

Nada melhor do que passar o Natal com uma boa ação e comédia! Foi por isso que escolhi um episódio da série Chuck, uma das minhas preferias. Nessa série, Chuck Bartowski (Zachary Levi) é um nerd que tem um emprego monótono, mas acaba tendo a sua vida mudada após baixar importantes informações do governo diretamente para seu cérebro. Para protege-lo, o governo designou dois agentes, Sarah Walker (Yvonne Strahovski) e John Casey (Adam Baldwin).

Neste incrível episódio de Natal, Ned, um criminoso perseguido pela polícia, invade a Buy More e faz de Chuck, Sarah, Ellie, Awesome e de todos os funcionários, reféns. Chuck faz o que pode para proteger a todos, mas a situação acaba se resolvendo de uma forma bem surpreendente. Tem muita comédia, tensão , clima natalino e Jingle Bell Rock nesse episódio 🙂 (por: Aline Bordin)

Friends

 
S09E10: The One With Christmas In Tulsa

 

Apesar de achar que Friends não precisa de introdução.. vamos lá.

 

A série Friends foi exibida entre 1994 e 2004 e conta a história de um grupo de 6 amigos que moram em Nova York e possuem personalidades no mínimo interessantes e juntos têm uma dinâmica funcionalmente desfuncional! 

 

Passar o natal com os amigos pode ser ser tão especial quanto estar com a família e a série Friends retrata muito bem isso. A série, ao longo de suas 10 incríveis temporadas, é recheada de episódios de final de ano, mas eu escolhi o “The One With Christmas In Tulsa” por retratar exatamente isso a importância da amizade, nos momentos de zueira e também nos sérios.

 

 

 

Nesse episódio o personagem Chandler (Matthew Perry) terá que passar o natal longe dos integrantes do grupo então lembra dos momentos que já passaram juntos nessa época de outros anos enquanto os amigos estão em Nova York lidando com o furo no grupo. (por: Gustavo Santoni)

E de bônus uma música natalina ♥

 

Glee

 

S02E10A Very Glee Christmas

Glee é uma das minhas séries favoritas. Sou apaixonado pelos personagens, pelas histórias que cada episódio conta e pelas músicas que, muitas das vezes, ficam bem melhores do que as versões originais. Nesse episódio de Natal da segunda temporada, tem um dos momentos que mais me marcaram na série. Artie descobre que Brittany ainda acredita no Papai Noel e pede ajuda ao clube para que ela não se decepcione, o que se torna mais difícil quando ela pede que ele volte a andar. O final desse episódio é a coisa mais linda e emocionante <3 Além disso, Rachel e Finn cantam uma das minhas músicas favoritas de natal <3 (por: Lucas Florentino)

 




 

Call the Midwife

 
Natal me lembra, sem sombras de dúvidas, a incrível série britânica baseada na trilogia autobiográfica de Jennifer Worth – falecida em 2011 – Call the Midwife.
 
Criada por Heidi Thomas, a série se situa no leste de Londres durante a década de 50 retratando a trajetória de Jenny Lee (Jessica Raine), uma enfermeira de 22 anos que atua junto com um grupo de freiras para atender a região de baixa renda da cidade. Além de lidar com a falta de recursos, que domina a vida da população, ela precisa lidar com as intrigas da vida privada. Mas, por que lembro dessa série no natal? Porque a estréia de toda temporada é transmitida exatamente no dia 25 de Dezembro com um especial maravilhoso, genial e de partir o coração. Cada temporada tem aproximadamente 10 episódios então, entre Fevereiro e Março, a série mais maravilhosa do universo já acabou, me deixando ansiosa até o próximo natal para a próxima estréia de temporada. (por: Thila Barto)
 
Trailer:
 

Resenha – O Doador de Memórias

Por Lucas Florentino
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17 de dezembro
Título: O Doador de Memórias
Título original: The Giver
Autora: Lois Lowry
Tradutora: Maria Luiza Newlands
Gênero: Ficção
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Nota no Skoob: 4,0

 

Resenha: 
 
O que você faria se vivesse em um mundo perfeito? Um mundo onde não existe desigualdade, não existe sofrimento, dor, guerra… Parece incrível, não é? Só que não!

 

Em ‘O Doador de Memórias’ conhecemos Jonas e a comunidade em que ele vive, um local em que tudo é perfeito. Explicando melhor esse conceito de “perfeito”, é um local em que todas as famílias são iguais (homem, mulher e dois filhos), não existem classes sociais, as pessoas são extremamente boas e educadas umas com as outras, até a forma de se falar não contém erros.

 

Nessa comunidade, as crianças começam a ser preparadas para seu futuro e quando completam doze anos, descobrem através de um grande evento, qual será sua profissão e ingressando assim à vida adulta. Não, você não entendeu errado, eles não ‘escolhem’ sua profissão, é simplesmente dito à elas o que elas serão e pronto, assim segue a vida.

 

Apesar de parecer muito estranho, tudo parece funcionar nessa comunidade. Esse estilo de vida é o único que essas pessoas conhecem e elas aceitam isso sem questionar. Exceto Jonas.

 

Jonas acabou de completar doze anos e recebeu a função de Recebedor, um cargo muito raro na comunidade, tanto que só existe um único Recebedor no local. Sua função é receber as memórias. Memórias do passado, memórias de um mundo completamente diferente da qual ele vive.

 

“As memórias não são apenas sobre o passado, elas determinam o nosso futuro.”

 

Desde o início da leitura algo começou a me incomodar. Não incomodar de uma forma ruim, e tenho certeza de que essa era a intenção de Lois Lowry quando escreveu ‘O Doador de Memórias’. Toda a perfeição que era estampada no dia a dia da comunidade era algo que me intrigava bastante e me fez parar diversas vezes durante a leitura para refletir sobre tudo aquilo que nos era apresentado.

 

A escrita da autora é algo para qual eu tiraria o chapéu (caso eu estivesse usando um). Ela consegue nos fazer esquecer coisas da qual conhecemos desde sempre, para depois nos explicar de uma forma tão simples que até hoje não vi nenhum outro autor conseguir. Por exemplo, no livro, os personagens não enxergam cores, nunca enxergaram, e quando isso nos é apresentado, foi como se eu mesmo estivesse vende cores pela primeira vez na vida.

 

Mas de longe, o melhor do livro, é o que não está escrito. Ao terminar a leitura, a autora nos passa uma mensagem tão grandiosa que só se é possível ler nas entre-linhas. Esse definitivamente é um daqueles livros que não foram feitos apenas para serem lidos, a experiência só é completa quando você reflete sobre a história contada e aplica isso ao seu próprio dia a dia.

 

Em 2014, ‘O Doador de Memórias’ foi adaptado para o cinema com Brenton Thwaites (Príncipe Encantado do filme Malévola) como Jonas, além de Jeff Bridges, Maryl Streep, Katie Holmes e Taylor Swift () no elenco. 

Resenha – O Pulo da Gata

Por Lucas Florentino
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13 de dezembro

Título: O Pulo da Gata
Autora: Fernanda França
Gênero: Romance, Chick-lit
Editora: Planeta
Ano: 2015
Páginas: 288
Nota no Skoob: 4,2 

“Mas a felicidade sempre nos encontra, não importa quantas vezes tenhamos errado, ela acerta. Não tem problema quantas foram as tentativas frustradas, ela sempre é bem-sucedida. Na hora certa, no momento certo. Mesmo quando tudo parece errado.”

Resenha:

Antes de começar essa resenha eu preciso dizer que mais uma vez um livro nacional conseguiu me surpreender. Eu que até pouco tempo atrás tinha experiência zero com livros escritos por autores brasileiros, venho me encantando cada vez mais.

 
O livro da vez foi ‘O Pulo da Gata’, da autora paulistana Fernanda França. Meu primeiro contato com a Fernanda foi na Bienal do livro de 2015, e numa conversa rápida ela conseguiu me convencer a levar seu livro. Esse foi um daqueles livros que eu peguei sem saber nada sobre a história, mas algo me dizia que eu não iria me arrepender da leitura.
 

‘O Pulo da Gata’ conta a história de Maggie May, uma médica veterinária de vinte e três anos, que tem um enorme amor pelos animais e seu maior sonho é se casar. Sim, com vinte e três anos e já anseia por um casamento.

“Maggie May, no entanto, talvez tenha escolhido sua profissão só para usar branco todos os dias. Ela sonhava com o seu vestido de noiva, branco obviamente, desde que tinha seis anos. E todas suas bonecas tinham marido. Todas!”

A fim de conseguir um pretendente, Maggie marca um encontro às escuras com Felipe, um rapaz que ela conheceu através de um site de relacionamentos e já tem a certeza de que ele é o homem da sua vida (afinal de contas, eles compartilham da mesma bebida favorita). Acontece que Meggie e Felipe nunca se viram, e quando ela chega ao bar onde o tal encontro aconteceria, ela conhece Eric, que usava exatamente a mesma roupa que Felipe disse que usaria, e é aí que começa toda a confusão.

 

Não vou me adentar muito no que acontece depois disso porque tudo que eu disser pode ser considerado spoiler (e eu não quero ser crucificado depois por estragar a experiência de leitura de vocês). Só digo uma coisa: ‘O Pulo da Gata’ é um livro onde acontece muita coisa. MUITA coisa mesmo. Cheio de reviravoltas e com um leve toque de humor, esse é um livro que vai te fazer passar horas lendo, com o risco de fazer com que você se esqueça dos seus compromissos (okay, isso talvez tenha acontecido comigo).

“A diferença da dor, com o tempo, é que ela se torna memória. Você não deixa de sentir o que aconteceu e nem esquece a pessoa quando ela vai embora para sempre, para onde não se pode tocá-la nunca mais. O que muda quando o tempo passa é que somente as boas lembranças se sobressaem. Há uma dor acarinhada pelo tempo e que se torna mais branda e menos devastadora. E as recordações começam a aparecer.”

Eu cheguei ao final da história com uma enorme vontade de ler qualquer outra coisa da autora, e para minha felicidade, Fernanda França já possui outros livros publicados: ‘Bolsas, Beijos e Brigadeiros’, ‘Nove Minutos com Blanda’ e ‘Malas, Memórias e Marshmallows’. 



Agora é só escolher qual será o próximo, e mergulhar na leitura 😉

Resenha – Nova Ordem

Por Marcos Stankevicius
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8 de dezembro

Título: Nova Ordem

Título Original: The New Order
Autor(a): Chris Weitz
Tradutor(a): Álvaro Hattnher
Editora: Companhia das Letras, Selo Seguinte
Ano: 2015
Páginas: 296
Nota no Skoob: 5.0
Gênero: Distopia, Aventura
 
 Quer dizer, a única coisa que podemos dizer sobre a justiça com certeza é que é uma palavra. Todo mundo tem sua definição particular, mas ela provavelmente não combina com a de mais ninguém
 
                                 Resenha:


   É bom lembrar que esse é o segundo livro da série Mundo Novo. Nessa resenha vai ter alguns spoilers do primeiro livro (óbvio), então leia antes se você gosta de ter surpresas.

Quando os helicópteros descem, Jefferson, Donna e os outros são capturados pela Força Marinha e levados a confinamento. Todos são mantidos em quarentena e interrogados sobre tudo que aconteceu desde o momento que o vírus começou a matar e deixar apenas os adolescentes vivos.

 
   Depois de responderem muitas perguntas, recebem apenas informações limitadas; eles descobrem que o vírus que matou crianças e adultos aconteceu apenas em Nova York e todo o resto do mundo sobreviveu, mas o ocorrido deixou todos os países mudados, fragilizados. As diferentes opiniões e ações criou a inimizade entre os povos e incentivou a busca por organização, controle e poder.
 
   A resistência, que são pessoas contra o controle que foi imposto à população, planejam secretamente uma fuga com Jefferson e seus amigos, mas não acaba saindo como o esperado. Jefferson segue para Nova York para salvar os adolescentes deixados para trás e tentar criar uma nova ordem envolvendo todas as tribos e Donna segue para a Inglaterra, onde descobre mais sobre como o mundo continuou a funcionar após o ocorrido.
 
   Ambos descobrem mais sobre as tragédias que envolveram o mundo, mas que ainda não acabaram, um desastre ainda maior que a doença pode estar prestes a acontecer.
 
   “Tipo, meu coração – não aquele que bombeia o sangue, mas o metafórico, brega, romântico, quebrável – suga muita energia, então, no momento que eu começo a sentir, um fusível estala e a coisa simplesmente desaparece.”
 
   A história continua sendo narrada por Jefferson e Donnaintercaladamente até a metade do livro, depois disso você é surpreendido com a narração de outros personagens (<3) uma vez ou outra ate o fim do livro. A escrita do autor acompanha o personagem, mudando conforme quem narra. Fica nítido a personalidade de cada um !!
 
   O segundo livro foca mais no universo político e militar que o mundo adotou, diferente do primeiro livro que focou mais na busca da cura. Os dois volumes foram iguais quanto a empolgação para a leitura, poderia ser perfeitamente um único volume se quisessem.
 
   A capa segue o mesmo estilo do primeiro livro, mas dessa vez a cor é verde neon.(Espero que o último volume seja azul ou roxo)
 
   A maioria das duvidas deixadas com o fim de Mundo Novo foram respondidas em Nova Ordem, sobrando espaço suficiente para o autor amarrar a historia toda no ultimo volume, que promete ser mais perigoso e mais emocionante que os outros.

Resenha – O Bangalô

Por Thila Barto
|
5 de dezembro
Título: O Bangalô
Título Original: The Bungalow
Autor(a): Sarah Jio
Tradutor(a): Ana Paula Costa Doherty
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 320
Nota no Skoob: 4.8/5
Gênero: Mistério, Drama, Romance.
 
“Seja você mesma – disse ela. E nunca ignore o que o seu coração está lhe dizendo, mesmo que isso a machuque, mesmo quando segui-lo pareça ser muito difícil ou inadequado.”

Resenha:

Você acredita que uma pequena correspondência poderia virar sua vida do avesso? Anne Calloway, protagonista e narradora do livro, não fazia ideia que isso seria possível até receber uma carta do Taiti que falava de um terrível assassinato relacionado com o seu passado, trazendo à tona todas as recordações daquela época. Cabia à ela fazer uma escolha: Encarar o seu passado e buscar justiça, ou ignorar a carta e continuar a sua vida como se nada tivesse acontecido.

“Como poderia voltar àqueles dias? Como poderia reviver tudo? Fechei meus olhos com força, desejando que as lembranças desaparecessem.”

Sua neta, Jennifer, nota o quanto sua avó ficou abalada e logo pergunta o porquê a carta a comoveu tanto. Decidida a enfrentar, pelo menos em parte, o seu passado, Anne começa a contar para Jennifer sua história e logo somos levados para 1942, em plena Segunda Guerra Mundial.

Nessa época, Anne e sua melhor amiga, Kitty, tinham acabado de concluir o curso de enfermagem e estavam levando a vida normalmente até que Kitty toma uma grande decisão: Ela ia se juntar a Corporação de Enfermeiras do Exército para ajudar com os esforços da Guerra. Ela queria fazer algo de significância em sua vida e agora, com as suas novas habilidades, teria a chance de fazer algo de valor.

Anne começa a se questionar se também deveria ir mas não era tão simples para ela. Estava noiva de Gerald. Como poderia largar tudo para trás e se aventurar num futuro incerto?

“A cada momento que passava, sentia minha decisão se fortalecer. Eu precisava ira para o Pacífico Sul com Kitty. Por quê, exatamente? A resposta ainda era um mistério. Mas mesmo assim, uma coisa era certa: nessa nova aventura eu não estaria simplesmente desempenhando um papel.”

Chegando em Bora Bora, todos estavam dizendo que aquele lugar tinha uma maneira de revelar a verdade sobre as pessoas, de descobrir as camadas que cada um carregava e expor o verdadeiro ‘eu’ de cada indivíduo. Seria isso verdade? A ilha mudava mesmo as pessoas? Esses eram questionamentos que não saíam da cabeça de Anne.

Em um bela tarde de folga, durante uma caminhada na praia, Anne se depara com Westry, um dos soldados daquela base e acabam encontrando juntos uma cabana simples bem atrás do mato fechado. Após uma pequena inspeção, eles sentem que precisam proteger aquele lugar e, restaurá-lo, seria o projeto secreto dos dois. 

Mal sabiam eles que aquela cabana carregava uma maldição.


Será que ela estava se aproximando demais de Westry? O que seria de Gerald? Que maldição é essa? Qual a relação dela com o assassinato? Seria ela forte o bastante para lidar com a quantidade de soldados feridos que crescia a cada dia na enfermaria? E, como tudo isso se desenrola? Esses são spoilers que eu jamais darei, mas, já posso dizer que esse livro é de tirar o fôlego.


‘O Bangalô’ é uma história apaixonante e viciante. Ele te prende logo na primeira página e, os capítulos trazem tantos mistérios e questionamentos que é literalmente impossível largar o livro até descobrir todas as respostas. Sarah Jio nunca me decepciona!

Leiam, leiam e leiam

Resenha – Todos os Nossos Ontens

Por Santoni
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3 de dezembro
Título: Todos os Nossos Ontens
Título Original: All Our Yesterdays
Autora: Cristin Terrill
 Tradutora: Bárbara Menezes de Azevedo Belamoglie
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 350
Nota no Skoob: 4.6

Gênero: Distopia, Romance, Drama e Suspense

 
“O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo? Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse? Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem?”

Resenha:
   Numa realidade opressora onde o governo detém poder total sobre a população, Em (é esse mesmo o nome da protagonista!) e Marina terão de fazer o possível para evitar a criação de uma máquina do tempo.

Desde o momento em que Em entra em sua cela, o ralo no centro do chão de concreto lhe chamou a atenção. Depois de ser torturada por 4 meses junto de seu amigo/namorado Finn, com a ajuda de uma colher de plástico Em finalmente consegue descobrir os segredos do ralo.

“Eu seguro a colher bem na base, o mais perto do parafuso que meus dedos conseguem chegar, e viro. Com um guinchinho, o parafuso começa a se mexer. Eu rio, pequenas bufadas de ar que parecem estranhas, mas maravilhosas, nos meus lábios. Quando o parafuso cede, eu ataco o seguinte e o seguinte, arranhando-os com as unhas até elas sangrarem quando a colher não trabalha rápido o bastante e, por fim, arrancando a grade quando apenas algumas voltas do último parafuso a prendem. Ela se desprende na minha mão, de repente nada além de uma peça fina de metal, e eu a deixo cair com um baque.”

   Em encontra uma lista escrita por ela mesma (!) com 14 tentativas falhas de mudar o passado e evitar que o futuro seja um desastre total. Agora resta somente uma tarefa. Em e Finn terão que fazer a última tentativa deles um sucesso, pois o futuro está em suas mãos. Será que dois adolescentes conseguirão mudar o rumo dos acontecimentos? Serão eles capazes de fazer o que é necessário?

Enquanto isso, Marina lida com as dores de uma adolescente apaixonada. Seu vizinho, James, passou a demonstrar interesse nela; desta forma, Marina planeja contar a ele o que sente. Será que Marina vai conseguir o que quer? Qual vai ser a relação entre as duas protagonistas?

Certamente essa história tem muito potencial. Viagem no tempo, fugas, perseguições e romance. O que mais alguém pode querer num livro? Entretanto, o enredo fugiu bastante das minhas expectativas. A autora não desenvolveu a trama como eu imaginei e não se aproveitou da ideia como poderia =/

A princípio, as partes narradas por Marina irritam pelo fato de ela ser bem superficial. Ficamos tão intrigados pelas aventuras de Em que Marina acaba ficando bem desinteressante. Além disso, no decorrer do livro nos deparamos com pequenas atitudes e ações que incomodam como decisões estupidas e sem sentido e motivações bobas.

E mesmo que na contra capa esteja escrito que esse livro é perfeito para fãs de Jogos Vorazes, sou obrigada a discordar. ‘Certamente Todos os Nossos Ontens’ tem alguns aspectos de política e conspiração, mas não chega perto da tensão e das críticas duras e bem construídas de Jogos Vorazes. Na verdade esse quesito é insignificante frente ao romance morno que encontramos nesta história (triângulo amoroso L). Mesmo que classificado como distopia, este livro é bem mais voltado para a viagem no tempo e aventura do que a distopia em si.

Agora vamos falar de coisa boa (Tekpix?). A trama é bem surpreendente e a escritora consegue nos prender muito; não conseguia parar de virar as páginas. Também devo admitir que a construção e desenvolvimento dos personagens é inacreditável. Em e Finn melhor casal ever!

Este livro é perfeito para aqueles que curtem ficção científica, romance, ação, ficar viciado em um livro e se apaixonar por personagens.

 

Cristin Terrill, amei a referência de “De Volta para o Futuro” <3