Mês: Janeiro 2016

Resenha – A Sereia

Por Thila Barto
|
30 de Janeiro
Título: A Sereia
Título Original: The Siren
Autor: Kiera Cass
Tradutor: Cristian Clemente
Gênero: Ficção, Literatura Juvenil 
Ano: 2016
Páginas: 368
Página no Skoob: Clique aqui
Editora: Seguinte
 
“Talvez o segredo para eu poder seguir em frente não fosse eliminar tudo o que eu sentia. Talvez só precisasse me concentrar no único sentimento que fazia todos os outros parecerem menores.”
Resenha:
 
Sou fã declarada de Kiera Cass e assim que vi o livro na livraria eu não pensei duas vezes e fui direto ao caixa com o meu exemplar para comprá-lo. Confesso que comecei esse livro com um desejo enorme de ser surpreendida já que a minha experiência com A Herdeira foi totalmente decepcionante e, para a minha surpresa, eu adorei.
 

O livro começa com Kathlen, protagonista e narradora, em um barco com a sua família. Tudo parecia normal até começarem a escutar um cântico sedutor que era impossível ignorar. Segui-lo não era uma questão de obediência. Era de necessidade. Era preciso chegar perto da música.

“Uma nota invadiu meu ouvido e baixei as mãos. De repente, a canção era a única coisa que importava” 

Após pouquíssimos segundos o caos já havia se instalado no convés, parecia que ninguém sabia o que estava acontecendo e quando Kahlen se deu conta, ela já havia pulado do navio assim como a grande maioria rumo à morte. 

Ao oferecer mentalmente qualquer coisa para viver, pois ela se recusava a morrer tão nova, ela rapidamente é puxada para uma superfície. É nesse momento que Kathlen, basicamente sem escolha, muda o seu destino e se prende a uma promessa: Cumprir o dever de alimentar a Água por 100 anos para finalmente receber de volta a sua voz e sua liberdade. Assim, ela se transforma em uma serva da Água. Um sereia com poderes inumanos e idade congelada no tempo.

“Não havia muitas regras, mas todas eram absolutas. Permanecer em silêncio na presença dos outros, até a hora de cantar. Quando essa hora chegasse, deveríamos cantar sem hesitação. Quando não estivéssemos cantando, não deveríamos fazer nada que pudesse expor nosso segredo.”

Se descumprisse uma regra a punição seria a morte, logo obedecer era a única opção.

Após a transformação, somos levados para 80 anos depois.


Mesmo após todos esses anos, não ficou mais fácil suportar tantas mortes e tragédias para alimentar a Água. Kathlen sempre tinha pesadelos. Planejar seu futuro – após sua vida de sereia – também era uma tarefa difícil. Já havia pensando em tudo mas somente uma coisa sempre estava em sua cabeça… Mas faltavam apenas 20 anos para o fim de sua servidão, ela não queria colocar tudo a perder e, mesmo com planos totalmente definidos, seria complicado segui-los já que após a sua libertação todas as suas memórias seriam apagadas. Assim, Kathlen segue sua vida se afastando das pessoas para não correr riscos.

“Então guardei meus sentimentos, preocupações e perguntas no coração e comecei a pensar se havia um jeito de tornar o trecho final daquela vida um pouco mais fácil.”

Contudo, sua meta de não se relacionar com os demais é quebrada quando conhece Akinli na biblioteca da faculdade. É claro que ela atraía homens o tempo todo com a sua beleza de sereia extraordinária mas Akinli era diferente. Ele parecia enxergar além daquela camada inumana e não se incomodava por ela ser ‘muda’.

“Ele retribuiu o sorriso, e lembrei do quão normal ele me fizera sentir na primeira vez que nos encontramos”

Será que ela perderia o controle logo agora que estava tão próxima do fim de sua servidão?…

Li esse livro tão rápido que fiquei surpresa quando cheguei no epílogo. Gostei, acima de tudo, da relação da Água com as sereias. Ela assume vários papéis em um só. Ela é uma vilã carcereira que obriga as meninas a matarem mas, no fundo, ela é solitária, um tanto mimada e ama todas. É meio chefe e meio mãe. É uma relação difícil de explicar e é o que torna a história diferente das demais de sereias.


Comparado com a série de A Seleção eu achei esse livro bem melhor sem sombras de dúvidas.


Só me resta esperar ansiosamente por mais novidades da Kiera e dizer: Leiam esse livro <3

Resenha – Um Beijo Inesquecível

Por Thila Barto
|
27 de Janeiro

Título: Um Beijo Inesquecível
Título Original: It’s In His Kiss
Autor: Julia Quinn
Tradutor: Claudia Costa Guimarães
Gênero: Romance de Época
Ano: 2016
Páginas: 272
Página no Skoob: Clique aqui
Editora: Arqueiro
 
“Algo no tom dela o assustou. Não queria Hyacinth Bridgerton pensando tanto a respeito dele. Tinha a mais estranha sensação de que, se ela o fizesse, talvez o enxergasse por inteiro e com enorme transparência.”


Resenha:

Como não amar os Bridgertons? Foi por pouco – muito pouco – que esse livro não se tornou o meu favorito da série. Eu absolutamente adoro os livros da Quinn e confesso que já estou ficando com aquele aperto no coração por saber que o final já está muito próximo.

Se você não leu nenhum dos livros anteriores, não existe problema algum em começar por esse. É claro que os outros irmãos são citados e estão intrínsecos no enredo, mas, mesmo pertencendo a uma série, ele é totalmente compreensível, acredite.

Hyacinth, a Bridgerton da vez, é a caçula da família e está sendo pressionada, principalmente pela mãe, para se casar. Já estava iniciando a sua quarta temporada e a cada ano o número de propostas de casamento caíam. Seu irmão chegou até aumentar o dote e mesmo assim elas não aumentavam. Já os poucos pedidos que recebia, ela recusava pois preferia permanecer solteira do que se acorrentar a alguém que a entediaria a ponto de levá-la às lágrimas. Lembrar que sua irmã, Eloise, se casou com 28 anos lhe dava esperanças.

Mas é no recital dos Smythe-Smiths – um evento anual que é uma verdadeira tortura pois as garotas da família dominam a arte de estragar a música de todas as formas possíveis – que sua vida começa a ganhar um novo rumo, pois Lady Danbury, uma senhora um tanto carrancuda que Hyacinth costuma visitar todas as terças-feiras para ler, convence seu neto, Gareth St. Clair, a comparecer no evento. Lady D. não é nada sutil ao tentar ‘atirar’ seu neto em Hyacinth.

Os dois se conheciam superficialmente mas foi a primeira vez que tiveram uma conversa que passava de um simples cumprimento. Hyancinth sabia da fama de libertino de Gareth e ele, por outro lado, também sabia da reputação de ousada e imprudente dela, mas ficou surpreso com o seu jeito ímpar de encarar as coisas.

“Gareth não conteve o sorrisso. Jamais conhecera alguém como Hyacinth Bridgerton. Era vagamente divertida, vagamente irritante, mas não se podia deixar de admirar o quanto era espirituosa.”

Mesmo com a sua não tão admirável reputação, Gareth é um galã cobiçado pelas mulheres e, após a morte do seu querido irmão George, virou o herdeiro da família St. Clair, o que o tornou mais cobiçável ainda. Além de tudo, Gareth tem um lado sombrio em sua vida. Todos sabiam que ele não se dava bem com o pai, porém ninguém sabia o motivo. Mas uma coisa era clara: seu pai não desejava felicidade alguma para o filho com toda a fibra do seu ser. O que será que originou o tremendo ódio?… 

Ao se deparar com um antigo diário de sua avó em italiano, Gareth tem como única saída pedir a ajuda de Hyacinth pois ela era a única pessoa que ele conhecia que dominava o suficiente do idioma e seria discreta para traduzi-lo. Assim eles começam a se encontrar mais vezes – o que acabou gerando uma certa fofoca pois não era comum ver Gareth em companhia de uma dama – e ficando, consequentemente, mais próximos. Qual seria o futuro dos dois?

“Esse era o problema com ele, deu-se conta. Não se sentia ela mesma quando ele estava por perto. E isso era muito desconcertante.”

Me diverti do começo ao fim lendo esse livro. Hyacinth é única. Uma personagem forte, determinada, sarcástica e muito engraçada. É impossível largar!

“- Não fique tão amuado – falou Hyacinth, tão logo os dois se viram a sós outras vez.

– Você é um partido e tanto. Ele a olhou como se a avaliasse.

– É normal se dizer essas coisas assim, de maneira tão direta? Ela deu de ombros. 

– Não a homens que se esteja tentando impressionar.

– Touché, Srta Bridgerton. 

Ela suspirou, feliz – Minhas três palavras favoritas.”

Não sou de dar spoilers mas estou com a necessidade incontrolável de soltar um grande desabafo: Que epílogo foi esse Julia Quinn? Eu quase tive um treco!

Leiam, leiam e leiam. 

Resenha – Assassin’s Creed Chronicles: China

Por Aline Bordin
|
25 de Janeiro

Título: Assassin’s Creed Chronicles: China
Desenvolvedor: Ubisoft e Climax Studios
Ano: 2015
Jogabilidade: Single Player
Gênero: Aventura, Ação, Estratégia, Stealth
Plataformas: Xbox One, PlayStation 4, Uplay
Preço: aprox. R$30,00

Em 1526, numa China dominada por Templários, já se passaram 2 anos desde que Zhang Yong, líder dos Tigers, acabou com a Irmandade Chinesa de Assassinos.
 
Shao Jun, uma das sobreviventes, retorna à china junto com Wang Yangming, o novo líder dos Assassinos. Juntos, eles planejam caçar os Tigers e livrar a China do controle dos Templários. Ambos retornam à Maijishan Grottoes: uma vez fortaleza dos Assassinos, agora é usada como prisão. Shao Jun se permite ser capturada para ficar próxima de seu primeiro alvo, Gao Feng.


Além disso, a Precursor Box reaparece na franquia Assassin’s Creed e ganha bastante evidência. Os fãs lembrarão de sua primeira aparição no curta lançado pela Ubisoft, Assassin’s Creed Embers. Nesse curta metragem, Ezio Auditore da Firenze encontra Shao Jun e entrega-lhe a caixa para ajudá-la em sua jornada de vingança.

Nesse jogo conhecemos Shao Jun, a primeira mulher protagonista de um game da franquia Assassin’s Creed <3

O vídeo abaixo demostra bem a personalidade de Shao Jun e dá uma boa ideia da história do jogo. Reparem na arte magnífica:

 
Assassin’s Creed Chronicles: China possui uma forma diferente de como o jogador interage com o ambiente. Definida pelos seus criadores como sendo 2,5D, o jogo possui uma jogabilidade lateral, mas os gráficos são tridimensionais. Desta forma, Shao Jun é capaz de, em momentos específicos do jogo, virar para a direita e esquerda, e explorar diferentes camadas dos cenários.
“I am the blade in the shadows. My prey is Yu Dayong. I shall walk in the darkness and strike swiftly. No one will stop me in my hunt.”
O jogo oferece diversas ferramentas no decorrer do jogo, abrindo várias opções para a playability. Entretanto, mesmo que Shao Jun tenha treinamento de combate, sempre somos induzidos a jogar de maneira furtiva e discreta.

Veja abaixo o trailer:
 

Este é o primeiro jogo da trilogia de spin-offs que a Ubisoft está lançando nesse formato (mais simples e 2,5D). O próximo, Assassin’s Creed Chronicles: India, tem data de lançamento prevista para janeiro de 2016, e seu sucessor, Assassin’s Creed Chronicles: Russia, para fevereiro de 2016.

“Come closer, and I’ll show you how weak and pathetic I am”

Resenha: O Último dos Canalhas

Por Thila Barto
|
22 de Janeiro

Título: O Último dos Canalhas

Título Original: The Last Hellion
Autor: Loretta Chase
Tradutor: Alves Calado
Gênero: Romance de Época
Ano: 2015
Páginas: 304
Nota no Skoob: 4.3
Editora: Arqueiro
 
“Aquela criatura insolente achava que tinha vencido.”
 
Resenha:
 

Mais uma vez, Loretta Chase me deixa encantada. Eu já tinha adorado o primeiro livro, ‘O Príncipe dos Canalhas’ e, para a minha surpresa, gostei ainda mais de ‘O Último dos Canalhas’. A série possui apenas esses dois livros, o que me deixa um tanto triste pelo final,mas o que não falta neles são humor, personagens adoráveis e uma narrativa cativante. Loretta domina a arte de escrever excelentes romances de época.

O canalha da vez é Vere Mallory e, como se sua família carregasse uma terrível maldição, ele era o último. Passou boa parte de sua vida em luto devido a sucessão de mortes de todos os homens da linhagem. Nem Robin, com apenas 9 anos, foi poupado.

É no meio dessa tremenda desgraça que Vere se torna o duque de Ainswood. Agora, se o seu caráter e jeito devasso de levar a vida mudou após se tornar o duque? É claro que não.Ele não se importava com o título, muito menos com a suas responsabilidades, porém estaria ele destinado a ter o mesmo fim que os demais?…

Do outro lado temos Lydia Grenville, que assim como Vere, teve a tragédia batendo na porta de sua família e era a última. Agora ela era uma jornalista talentosa e corajosa que se esforçava ao máximo para ajudar os menos afortunados e mostrar a todos as injustiças de Londres através do jornal Argus. Ela fazia qualquer coisa para conseguir o que queria. Desde se disfarçar para entrar em algum lugar ou até fazer justiça com as próprias mãos.

E é no meio de uma missão por justiça que Lydia acaba trombando com Vere. Ela estava tentando salvar uma garota a se livrar das garras da cafetina Coralie – que obrigava as mulheres que ‘resgatava’ a se prostituírem – até que Vere interfere, deixando Lydia furiosa pois quase arruinou tudo. Após iniciarem um bela discussão, ela é surpreendida quando Vere rouba um beijo na frente de todos, mas o que ele não poderia esperar era que ela iria fingir que tinha desmaiado e logo em seguida dar um belo soco em seu queixo derrubando-o no chão de lama.

O ocorrido virou assunto de toda Londres. O duque já estava acostumado a ser assunto de conversas, pois afinal de contas, ele era um encrenqueiro nato. Quase sempre se encontrava no centro de alguma cena ou escândalo. Mas agora era diferente, pois pela primeira vez o seu oponente era uma mulher e faria de tudo para ganhar a batalha que apenas tinha começado.

Assim, o livro começa a ganhar uma intensidade divertidíssima cheio de diálogos sarcásticos trocados entre Lydia e Vere e reviravoltas emocionantes. É impossível não se prender à história do começo ao fim. 

Super recomendo a leitura!

Resenha – A 5ª Onda (Filme)

Por Santoni
|
21 de Janeiro

Título: A 5ª Onda
Título Original: The 5th Wave 
Duração: 112 minutos
Diretor(a): J Blakeson
Ano: 2016
Nota no Filmow: 3,4/5
Nota no IMDB: 5,8/10
Gênero: Aventura, Ficção Científica, Thriller, Ação, Saga

Resenha:

   Cassie Sullivan (Chloë Grace Moretz) é uma estudante comum do ensino médio, mas de repente sua vida sofre uma série de reviravoltas a partir do momento em que o planeta Terra sofre uma série de ataques alienígenas, ataques esses conhecidos como ondas. A primeira onda foi um enorme pulso magnético que acabou com a energia do planeta. A segunda onda foi a ocorrência de Tsunamis em locais com água. A terceira onda foi a transmissão de um vírus mortal pelos pássaros. A quarta onda foi a infiltração dos aliens entre os humanos para a eliminação do restante da população mundial. Mas a quinta onda promete ser o último ataque que limpará de vez o planeta da raça humana e nenhum dos sobreviventes têm a mínima ideia do que está para atingi-los.

 Cassie (Chloë Grace) vivia com seus pais, Oliver (Ron Livingston) e Lisa (Maggie Siff), e seu irmãozinho Sam (Zackary Arthur). Ao decorrer da história ainda somos apresentados a Ben Parish (Nick Robinson), Evan Walker (Alex Roe), Ringer ♥ (Maika Monroe), Teacup (Talitha Bateman), Oompa (Cade Canon Ball) e muitos outros personagens cheios de atitude e com histórias e personalidades envolventes. No geral todos são encantadores e cativantes, o que torna o filme mais gostoso de ser visto.

 

  Chloë foi uma surpresa, pois mesmo ela tendo o jeito dela de atuar ela se encaixou surpreendentemente bem nesse filme, e claro que ela aparece de toquinha (parece marca registrada). Os destaques ficam para Zackary Arthur (Sam), Nick Robinson (Ben Parish) e Maika Monroe (Ringer). A atuação, em geral, foi ótima e inesperada.
 
   O filme é basicamente sobre alienígenas, chamados de ‘outros‘, e ataques contra a Terra, portanto o departamento de efeitos especiais teve que trabalhar bastante. As três primeiras ondas foram muito bem retratadas, principalmente a segunda. As naves foram brilhantemente desenhadas e as sequencias de ‘luta’ (com elementos de outro mundo) atingiram as expectativas. Há outros que não merecem tanto destaque, mas para o primeiro filme da aposta de uma saga foi bem feito.
 
   A 5ª Onda é baseado no primeiro livro homônimo do autor Rick Yancey e integra uma trilogia. O segundo livro é chamado “O Mar Infinito” e o terceiro “The Last Star“.
   
   O roteiro adaptado pode não agradar muito os fãs, mas como qualquer adaptação, acabou cedendo à tendências românticas entre outras alterações.
 
   Mas a trama do filme parece ter mais potencial do que aquele que foi explorado. Por alguns momentos o expectador acaba se frustrando com a pouca interação e apresentação de alguns personagens e situações, além de cenas já um pouco ‘manjadas’ do gênero jovem adulto que passam como ‘completamente desnecessárias’ e servem, infelizmente, somente para diminuir a qualidade do filme.
 
   O filme é interessante e realmente intrigante e a qualidade dos personagens é a cereja do bolo. 
 
   A 5ª Onda chega para mudar um pouco o padrão das sagas jovens e tentar mudar o foco da tendência de distopias para Ficção Científica. No geral o filme tem bastante potencial de agradar seu público-alvo, mesmo podendo não ser sucesso de crítica e o fato de que algumas mudanças com relação ao livro acabar dividindo os fãs. Mas se você se interessa por sagas e/ou aliens dê uma chance ao filme, ele pode acabar te surpreendendo.
 
Trailer:

Resenha – A Quinta Onda

Por Beatriz Guerra
|
19 de Janeiro
Título: A 5ª Onda
Autora: Rick Yansey
Editora: Fundamento
Gênero: Ficção Científica
Páginas: 367
Ano: 2013
Nota no Skoob: 4.4
 
Sinopse: 
“Depois da primeira onda, só restou a escuridão. Depois da segunda onda, somente os que tiveram sorte sobreviveram. Depois da terceira onda, somente os que não tiveram sorte sobreviveram. Depois da quarta onda, só há uma regra: não confie em ninguém. Agora inicia-se A QUINTA ONDA. No alvorecer da quinta onda, em um trecho isolado da rodovia, Cassie foge deles. Os seres que parecem humanos, que andam pelo campo matando qualquer um. Que dispersaram os últimos sobreviventes da Terra. Cassie acredita que, estar sozinho é estar vivo, até que conhece Evan Walker. Sedutor e misterioso, Evan Walker pode ser a única esperança de Cassie para resgatar seu irmão — ou até a si mesma. Mas Cassie deve escolher entre a esperança e o desespero, entre a rebeldia e a entrega, entre a vida e a morte. Entre desistir ou contra atacar.”
 
Vou te dar alguns motivos para você ler a 5ª Onda:
 
1) TEM ALIENÍGENAS QUE SÃO MAUS E LEGAIS.
 
E não, não são aliens assim: 
 
(sorry)
 
2) Divergente, Jogos Vorazes, Across The Universe (Beth Revis), Startes, A Hospedeira. Alguma dessas séries/trilogias estão entre as suas favoritas? 
 
Tenha certeza de a 5ª Onda também será. 
 
3) Fãs de livros sabem como é devorar um livro quando a história é realmente boa. Passa dia, passa noite, e você não dorme enquanto não acabar, certo? Só que aí o livro acaba, você fica extasiado, você filosofa e tudo mais, e o problema é que não importa quantos livros você leia depois, vai demorar um pouco até você encontrar algum que te faça “devorá-lo” como esse livro em especial. Dá uma saudade desse feeling depois… 
 
E bom, essa trilogia do Rick Yansen te fará sentir exatamente desse jeito. 
 
4) Filme tá chegando e tem ator bom. 
 
(Obs: Fica meu desabafo aqui: que absurdo o ator que interpretará o Ben Parish ser mais bonito que o Evan Walker!!!!!!!!!!!! Dá uma googleada). 
 
(Obs2: Você vai entender depois que ler o livro). 
 
5) Tem romance, mas não é romance estilo Nicholas Eca Sparks (sorry fãs desse cara). É um romance bem maluco e interessante, que você vai gostar. 
 
Acabei lendo a 5ª Onda na minha época de vestibular depressão pra fugir um pouco pra outro mundo assim que o livro foi lançado aqui no Brasil, e quem disse que eu conseguia sair da livraria? É impossível você largar!! 
 
Primeiro detalhe é que o livro desenrola histórias simultâneas que se encontram no final. E não, não é nem um pouco confuso e você vai ficar com uma ânsia absurda pra querer ler o capítulo de tal personagem que é só depoooooooooois de alguns outros capítulos. 
 
Logo no início você se encontra num cenário pós apocalíptico e já é apresentado a personagem principal que é uma girl power: Cassie, uma adolescente que vaga sozinha pela Terra acreditando ser a única sobrevivente humana do planeta, fugindo de alienígenas que pouco se sabe, assistiu dezenas de pessoas serem assassinadas ou mortas por doenças e catástrofes, perdeu todos os parentes e se encontra numa busca que parece impossível pelo irmão mais novo. Imagine-se nessa situação,é de enlouquecer qualquer um, não? A evolução de Cassie durante o livro é admirável e você com certeza será fã de carteirinha dessa menina. 
 
E a pergunta que você estará constantemente martelando é: por que esses aliens desconhecidos estão invadindo a Terra dessa maneira
 
Enquanto você estará tentando adivinhar isso e lendo a tortura da solidão na cabeça de Cassie, aparece outro personagem que você se apaixonará: Evan Walker, que te deixará cada vez mais curioso pra saber quem realmente é essa criatura misteriosa e o que ele esconde. Evan acaba salvando Cassie logo no início e os dois se tornam aliados para em seguida, embarcar numa jornada extremamente perigosa em busca do irmão mais novo de Cassie. 
 
Outros capítulos falam do ponto de vista de outros personagens, Desse modo, você saberá o que está acontecendo com Sams, o irmão mais novo de Cassie, e Zumbi, antes conhecido como Ben Parish e amor platônico de Cassie na escola. Ambos se encontram “presos” num acampamento militar em que crianças e adolescentes são levados ao limite para se tornarem soldados, sendo treinados por adultos misteriosos. 
 
Tem sangue, tem luta, tem romance, tem adrenalina, dá um pouco de receio porque não dá pra esperar e imaginar nada do que pode acontecer na história. É tudo uma surpresa que irá te prender e deixar aquele gostinho de “quero mais”. E sobre os aliens: eles irão te deixar curioso. 
 
A sequência do livro já se encontra aqui no BR e você VAI querer ler depois que terminar esse. O livro se chama “O Mar Infinito” e é tão bom quanto! (não o menospreze pelo tamanho). 
 
Embarque nessa leitura incrível e esperemos o filme!! 
 
Veja o trailer da adaptação: 

Resenha: Sob A Luz Dos Seus Olhos

Por Thila Barto
|
17 de Janeiro
Título: Sob A Luz Dos Seus Olhos
Autora: Chris Melo
Editora: Rocco
Gênero: Romance
Páginas: 320
Ano: 2016
Nota no Skoob: 4.4
 
“A única coisa que me consola nesse momento é saber que existimos com bravura, com lealdade e união. E se houve tristeza, também houve alegria e aprendi que tudo bem viver algumas tragédias, desde que também sejamos intensa e desesperadamente felizes.”

Resenha:
 

Nossa!!! É difícil falar de algo tão extraordinário! Sabe aquela sensação antes de fazer uma loucura? Como pular do alto de uma cachoeira, segurar o fôlego antes de uma grande queda em uma montanha-russa, dirigir pela primeira vez, enfrentar um grande medo ou fazer um ato de amor por mais simples que ele seja? O coração bate forte, você fica sem ar, mas logo em seguida aquela sensação gratificante enche todo o seu peito e sua alma? É assim que eu me senti com esse livro. É lindo. Único. Espetacular. Só de repassar a história na minha cabeça meu coração transborda com uma mistura insana de sentimentos. 

Como transformar em palavras tamanha admiração? Tentarei. Porém não sei se conseguirei…

O livro já começa de um jeito bastante inusitado. Ele começa pelo meio. Sim, pelo meio. E é nesse meio que conhecemos Elisa, uma paulista de 29 anos que trabalha como editora em uma revista. É independente, confiante, segura, habituada com sua rotina simples com horários rígidos e noites previsíveis. Vive um dia de cada vez, sem planos ou expectativas.
 

Entretanto, em um dia comum – que deixou de ser comum em questão de segundos – , Lisa tem uma grande surpresa ao se deparar com um e-mail totalmente imprevisível.

 

“Ler esse nome me faz sentir coisas que eu finjo nunca ter sentido. Faz meu peito ficar apertado e minhas mãos cobertas de suor.”

 

Se tratava de Paul, e já faziam 6 anos que não se falavam. Ele era famoso agora, estava vindo para o Brasil e queria encontrá-la. Vários questionamentos surgiram na cabeça de Lisa. Ela tinha Cadu em sua vida agora. Não era um relacionamento tão definido mas era confortável. 
 
Depois de tanto pensar, decide responder o e-mail de uma maneira simples, direta, com a desculpa que estaria ocupada e que o encontro seria inviável. Como ela poderia se arriscar a voltar para aquele ‘mundo’ repleto de sentimentos intensos e colocar a sua nova vida a perder?…
 
Mesmo depois de todo esse tempo, cá estava ela, fazendo o inevitável que era lembrar do passado que julgava estar enterrado. É nesse momento que somos levados para alguns anos antes, onde tudo começou.
 
Lisa tinha conseguido uma vaga em um projeto de intercâmbio com duração de um ano em Londres e, antes de começar a trabalhar como estagiária em uma editora, decide viajar para York, como todo fã de Harry Potter adoraria. Tudo é novo e incrível para ela. A única coisa que a incomodava era ficar sozinha sem ter com quem conversar. 
 
Andando pela cidade, Lisa acaba entrando em um pub e faz um pequeno pedido. Entretanto, um certo menino de olhos azuis incríveis, sentado com um grupo de amigos em outra mesa, não para de encará-la. Deixando metade de sua cerveja no copo, ela vai embora mas logo é impedida pelo garoto pois, estabanada como sempre, havia esquecido suas chaves em cima da mesa. 
 
Quem era ele? Ela conseguiria encontrá-lo mais uma vez? Ela estava indo embora para Londres, qual seria a chance?…
 
Acho que nesse ponto você já deve estar imaginando: “ah, é só mais um daqueles livros comuns de romance meloso”. Muita calma nessa hora, produção! Está longe de ser um livro comum. Ele é formidável e, literalmente, de deixar qualquer um no chão. Tudo nele é incrível. A narrativa, os personagens, as reviravoltas – que quase me levaram à loucura. É palpável, real, imprevisível… a lista de adjetivos é imensa, acredite.

Não falei metade do que queria e sei que descrevi pouco a história – mas isso foi um tanto proposital porque quero que cada leitor sinta todas as surpresas que eu senti lendo esse livro.


Só me resta dizer: Leiam, leiam, LEIAM e se surpreendam!
A história de Paul e Elisa é linda demais!
 
Aah, e não deixem de conferir o site da Rocco para saber mais sobre esse livro maravilhoso e suas curiosidades. É só clicar aqui.
 
Obrigada, Chris 
Ps: Já quero livro novo, rsrs!

Resenha – Shadowhunters

Por Santoni
|
16 de Janeiro

 

  Clary Fray (Katherine McNamara), no dia do seu aniversário de 18 anos descobre que ela não é quem pensava ser. Sua mãe havia guardado vários segredos por todo esse tempo e um deles é que ela vem de uma antiga linha de Caçadores de Sombras – seres híbridos de humanos e anjos que caçam demônios. Junto com isso descobre a existência de um mundo invisível para os mundanos e que ‘todas as lendas são verdadeiras’ e que fadas, feiticeiros, vampiros e lobisomens existem de verdade.

   Clary conhece Jace (Dominic Sherwood), Isabelle (Emeraude Toubia) e Alec (Matthew Daddario), Caçadores de Sombras, que a ajudam a descobrir e entender esse mundo, enquanto luta para conseguir de volta algo que ama muito. Em meio disso seu melhor amigo, Simon (Alberto Rosende), um ‘simples’ mundano se vê imerso em um mundo que não tem qualquer relação com ele, apenas para tentar ajudar Clary e ficar do lado dela. O Alto Feiticeiro do Brooklin, Maguns (Harry Shum Jr.) e o policial Luke (Isaiah Mustafa) prestam suporte ao grupo enquanto tentam proteger tudo e todos de Valentim (Alan Van Sprang). Enquanto isso sua mãe, Jocelyn (Maxim Roy) trava sua própria batalha.

 
    O elenco da série, assim como a maioria dos elencos de séries teen, são um agrado para os olhos. Temos Dom Sherwood, que os fãs de Taylor Swift® já conhecem do clipe de Style; Kat McNamara, que aparece em Happyland e Maze Runner: Prova de FogoMatthew Daddario, de Naomi & Ely e A Lista do Não-BeijoHarry Shum Jr., de Glee; Alan Van Sprang, de Reign, entre outros.
 
   O destaque fica para os novatos: Emeraude Toubia (Izzy) e Alberto Rosende (Simon). Eles pegaram grandes personagens, amados por muitos, e conseguiram dar conta do trabalho. Cheios de atitude, eles chegam praticamente roubando as cenas que fizeram parte.  
 

   Em alguns momentos a atuação de alguns atores pode passar como fraca, mas é compensada em outras cenas. O roteiro tem partes que influenciam essa aparente ‘má atuação’. O que é muito visto em Percy Jackson: O Mar de Monstros, que mesmo ótimos atores parecem ruins quando seguem um roteiro mediano. Mas mesmo no primeiro episódio vemos uma grande melhora na qualidade e o segundo episódio mostra já uma grande evolução da série. Esperemos que continue sempre crescendo.

 
   Por se tratar de uma série de temática sobrenatural, efeitos especiais são indispensáveis, e todos sabem que TV tem um orçamento bem limitado, principalmente na primeira temporada. Mas Shadowhunters não fez feio, os efeitos não são Hollywoodianos e aquelas coisas dignas de Oscar, mas são ok. Lembram muito Charmed, Buffy, Supernatural, Merlin… E claro, Teen Wolf.
 
   Shadowhunters surge como uma série teen, mas não tão teen. Os personagens já são maiores de 18 anos, portanto já começam mais maduros do que o ponto inicial de Teen Wolf por exemplo. O elenco é visualmente apelativo e a série tem um conceito legal e que chama a atenção de pessoas que gostam de comédia, ação, ficção e fantasia. Receita com grandes chances de acerto. The Vampire Diaries, Teen Wolf, Supernatural e The Originals estão ai como prova.
 

    A série é uma adaptação do universo criado pela autora Cassandra Clare na saga “Os Instrumentos Mortais”. A autora ainda expandiu esse mundo em contos e outras séries de livros.

 
    Como toda adaptação, a série possui grandes mudanças com relação aos livros, mas a essência da saga ainda está lá, os personagens estão lá. A história dá mais algumas voltas, possui algumas mudanças com finalidade de trama e apelo visual, o que é compreensível. Os fãs dos livros vão sentir as mudanças, mas esperançosamente entenderão que foi feito o que teve que ser feito e aproveitarão a oportunidade de acompanhar um mundo que gostam semanalmente de uma maneira diferente dos livros. 
 
   O primeiro livro da série, “A Cidade dos Ossos”, já havia sido adaptado para os cinemas em 2013, estrelando Lily Collins e Jamie Campbell Bower. Infelizmente o filme não excedeu as expectativas, foi massacrado pela crítica e acabou tendo suas sequências canceladas. Então a série chegou para os fãs como uma nova chance de fazer as palavras e o mundo de Cassandra Clare alcançar novos e maiores horizontes. 

    No geral, a série tem uma ótima premissa e potencial de alcançar grande sucesso, mas o começo ‘normal’ da série pode decepcionar muitas pessoas com grandes expectativas. Na realidade ‘Os Instrumentos Mortais’ não criou fãs nos primeiros capítulos e sim com o desenvolver da história, é isso que se deve ter em mente ao assistir Shadowhunters. 
 
   A série estreou dia 12 de janeiro no canal a cabo norte-americano Freeform (antiga ABC Family) e possuí um acordo global com o Netflix, tornando a série disponível no serviço de streaming apenas um dia após a exibição nos Estados Unidos. Além disso foram encomendados e gravados 13 episódios que fecham uma temporada de Shadowhunters, portanto o desenvolvimento da história e um possível pseudo-desfecho já é garantido, independente do destino da série.
 
   Trailer:

Especial – Literatura Nacional 2015 – Entrevistas

Por Thila Barto
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15 de Janeiro

Como não amar a literatura nacional?

2015 foi um ano cheio de reviravoltas, mas também foi cheio de livros nacionais maravilhosos. Para mostrarmos o nosso total apoio à nossa literatura, separamos alguns títulos que a equipe leu no decorrer do ano e fizemos algumas perguntas para cada autor. Confira abaixo a nossa lista e as repostas:
 
Surpreendente, Maurício Gomyde
 
Sinopse:
 Pedro Diniz tem um desafio e um problema pela frente.
O desafio: filmar um roteiro magnífico capaz de surpreender o público e conquistar o maior prêmio do cinema brasileiro. O problema: não ter ideia de como fazer isso.
Aos 25 anos, recém-formado, Pedro está convencido de que é um sujeito muito especial, que tem a missão de usar o cinema como instrumento para melhorar o mundo. Diagnosticado na adolescência com uma doença degenerativa que o condenaria à cegueira, ele contraria a lógica da medicina quando a perda de sua visão estaciona de forma inexplicável. Enquanto comanda o último cineclube de São Paulo e trabalha em uma videolocadora da periferia, Pedro planeja seu próximo filme, a obra que vai consagrá-lo. E, para animar as coisas, conhece a intrigante Cristal, uma ruivinha decidida, garçonete e estudante de física nuclear, que mexe com seu coração. 
A perspectiva idealista de Pedro, porém, sofre sérios abalos. Atormentado por um segredo, ele parte com os amigos Fit, Mayla e Cristal numa longa viagem até Pirenópolis, em Goiás, a bordo de um Opala envenenado. Com câmeras nas mãos e espírito de aventura, a equipe técnica improvisada está disposta a usar toda a sua criatividade na filmagem feita na estrada ao sabor de encontros inesperados e de sentimentos imprevisíveis. E o jovem cineasta descobre que, quando o destino foge do script, nada supera o apoio de grandes amigos.
 
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ND: Como surgiu a história de Surpreendente?
MG: Eu queria contar uma história que transitasse no universo do cinema, especialmente porque já tinha lançado um livro que passeia no da música (O rosto que precede o sonho) e outro no da literatura (A máquina de contar histórias). São três atividades que permeiam minha vida desde sempre. Sou músico e já fui estudante de cinema. Então, o ponto inicial foi esse. Daí, durante as pesquisas iniciais, me veio a ideia de colocar um personagem cineasta que soubesse que ficaria cego. Gostei da coisa da “corrida contra o tempo”, dele ter pouco tempo para finalizar o filme. Mas acabou que não virou a questão central, que foi para o lado da importância da amizade. No fim das contas, ele fazer ou não o filme ficou em segundo plano. O ponto chave do livro é o quão bacana a vida pode ser, mesmo se você tiver um problema seríssimo, quando você tem grandes amigos. Acho que ficou bem crível e gostoso de ler.
 
ND: Qual a sensação de assinar contratos com editoras internacionais?

MG: Então, existe aquele momento inicial de euforia, afinal de contas é sempre muito legal você saber que sua história poderá ser lida por pessoas de outras culturas. No segundo instante, vem a apreensão por imaginar como essas pessoas vão receber o que escrevi. Porque você escreve pensando em leitores da sua própria cultura e não faz de forma consciente a tentar “universalizar” a história. Então, pode haver coisas que não serão plenamente entendidas. De toda forma, ver o Surpreendente! em 3 outros países (até agora) é uma satisfação tremenda. Tomara que o livro vá bem e abra outras portas. Estou muito feliz com tudo o que vem acontecendo.

 

O Garoto Quase Atropelado, Vinícius Grossos
 
Sinopse: 
“Uma história inesquecível sobre adolescentes que escolheram acreditar no que sentiam. Você vai se emocionar” – Bruna Vieira, autora do Depois dos quinze.
Um garoto sofreu com um acontecimento terrível.
Para não enlouquecer, ele começa a escrever um diário que o inspira a recomeçar, a fazer algo novo a cada dia.
O que não imaginou foi que agindo assim ele se abriria para conhecer pessoas muito diferentes: a cabelo de raposa, o James Dean não-tão-bonito e a menina de cabelo roxo, e que sua vida mudaria para sempre!
Prepare-se para se sentir quase atropelado de uma forma intensa, seja pelas fortes emoções do primeiro amor, pelas alegrias de uma nova amizade ou pelas descobertas que só acontecem nos momentos-limite de nossas vidas. 
Estar vivo e viver são coisas absolutamente diferentes! 
 
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ND: Como foi para você escrever um livro com temas tão fortes mas de uma forma tão sensível? 
VG: É engraçado, mas nada sai muito planejado. Quando comecei a escrever OGQA, o que eu tinha em mente era que o personagem principal teria depressão e escreveria um diário. Apenas. As outras personagens e seus dramas, problemas e medos, vieram a mim de uma forma mágica e natural. Então tudo o que precisei fazer foi passar para o papel.
ND: O que você sente quando seus leitores falam que OGQA mudou suas vidas?

VG: Eu me sinto literalmente atropelado da melhor forma possível. Escrever livros, tentar a publicação e conseguir vender é muito difícil. Tudo é muito complicado. Mas então, quando eu penso em talvez desistir, eu acabo recebendo uma mensagem dizendo o quão forte foi a conexão entre o livro e o leitor. E a parti daí, é como se eu e esse leitor criássemos um vínculo forte e inexplicável. Eu não o conheço, mas sei que toquei um pouquinho do seu coração. É algo maravilhoso e que faz toda a luta valer a pena!

 

Além do Tempo e Mais um Dia, Lu Piras
 
Sinopse:
Até onde é possível desafiar os próprios limites?
Benjamin González Delamy teve poliomielite aos três anos. A doença paralisou suas pernas e o obrigou a passar a maior parte da infância preso a uma cadeira de rodas. Porém, ele tem a sorte de contar com uma família amorosa, que o apoia e o incentiva a não se resignar e a nunca desistir. Na escola, conta com a amizade de Angelina, uma doce menina que cuida dele e o protege. 
Aos doze anos, cansado de depender dos outros e do olhar de piedade das pessoas, convence os pais e os médicos de que a amputação é sua melhor chance de poder levar uma vida autônoma: a cirurgia o habilitaria a usar próteses, e seu grande sonho é ser um velocista profissional e participar das olimpíadas. Benjamin sabe que a decisão pela amputação é apenas o primeiro passo de uma longa caminhada repleta de desafios, tanto para o corpo como para a mente.
Ao lado de Angelina, sua amiga de infância e primeiro amor, ele se sente capaz de tudo. Mas o destino lhe pregará outra peça, colocando-se no caminho dos dois. Sem Angelina, será ele capaz de lutar pelo seu sonho? Até onde vai sua determinação? E seu amor por Angelina? 
Uma encantadora história sobre superação, resistência, coragem e esforços sobre-humanos – e sobre um amor além do tempo. 
 
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ND: Como foi para você escrever, pela primeira vez, um livro com um homem como protagonista?
LP: Desafiante. E estimulante! Eu me diverti e me emocionei muito traçando o perfil do Benjamin Delamy. Ele não é um protagonista masculino, simplesmente. Ele dá voz a um herói que não tem só qualidades. O Ben é cheio de defeitos. É vaidoso, orgulhoso, presunçoso, ambicioso… Ao mesmo tempo, carrega extrema força de vontade dentro dele. É determinado, persistente, otimista, corajoso e muito apaixonado pela família e pela vida. Ele fará de tudo para conquistar seu grande desejo de se tornar campeão de atletismo. E nenhuma limitação física o impedirá de perseguir seus sonhos. Precisei recorrer a figuras femininas fortes (como ele) para dar equilíbrio ao Ben: Angelina e a irmã Luzia. Angelina, a protetora e aquela que irá transformar a fé de Ben em algo maior do que ele poderia imaginar. A irmã Luzia é a pessoa que o acolherá na escola e dará oportunidade para que ele desenvolva suas aptidões. Creio que o desafio maior que encontrei foi não fazer do Benjamin um personagem piegas. Ele é forte, não podia chorar à toa. Diante de todos os seus obstáculos, chorar seria uma expressão muito superficial. Aprofundei-o, explorei-o ao máximo para que o leitor pudesse enxergá-lo como alguém próximo da sua realidade. Humanizar Benjamin, aproximá-lo de nós, fazer dele gente como a gente, mesmo que ele seja diferente. Fazer da sua diferença o que o torna especial, e um herói que admiramos apesar dos defeitos. Isso foi definitivamente estimulante!
 
ND: Já existe um novo livro em seus planos? Spoilers são bem-vindos.
LP: Existe! E está dando mais trabalho que o livro anterior. É uma história com três protagonistas. Se um dia achei que seria ousadia escrever na primeira pessoa de um protagonista amputado, posso dizer que escrever de três diferentes pontos de vista chega bem perto da loucura! Rsrs!
 
Quando o Vento Sumiu, Graciela Mayrink
 
Sinopse: 
Suzan, Mateus e Renato parecem três jovens como outros quaisquer do Rio de Janeiro. Suzan estuda Turismo. Renato e Mateus, Engenharia Civil. Os três são amigos desde o colégio e, apesar de muito diferentes, são inseparáveis. Mas, entre aulas, festas, momentos em família e idas à praia, cada um deles enfrenta seus problemas. Desde que o pai foi pego dando um golpe, Mateus vive só com a mãe, marcado por esse acontecimento. Renato é um garoto rico que resiste às pressões do pai para surfar menos e se interessar mais pela construtora da família. Suzan é apaixonada por Renato e sofre por ser considerada apenas uma amiga – e pela pressão da mãe para que se envolva com ele.
No correr dos dias, a amizade dos três se transforma sutilmente. Suzan deve se declarar ao amigo, ou tentar ser feliz de outro modo? Mateus terá realmente só a amizade para lhe oferecer?Renato deve se render à pressão paterna e se aplicar mais aos estudos? E até que ponto a relação dos três suportará o desgaste do tempo?
Embora tenham toda a vida pela frente, logo descobrirão uma dura lição: algumas escolhas têm consequências duradouras e alteram o curso de toda uma existência. Muitas coisas saem diferente do desejado. O difícil é prever o resultado de nossas opções e conviver com elas no futuro.
E se você pudesse voltar atrás e escolher outro final para a sua história? Que escolha você faria diferente?
 
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ND: Você se espelha em histórias reais para criar seus livros?
GM: Não muito. Tento pensar em cada personagem como uma pessoa real, com suas características. No meu primeiro livro, Até Eu te Encontrar, fiz a Flávia no início parecida com a minha irmã, mas depois ela começou a ganhar vida própria porque os acontecimentos da história não eram os mesmos pelos quais minha irmã havia passado. Neste livro também tem duas personagens que me baseei em pessoas reais: a tia da Flávia, que é toda baseada na minha avó, e a pessoa que trabalha com ela. Já nos outros livros, todos os personagens foram inventados, apenas alguns nomes que pego emprestado de amigos ou familiares, mas cada personagem é único.
 
ND: Você está muito presente nas redes sociais e sempre acessível aos fãs. Como você concilia esse contato com a sua vida pessoal, o tempo que você tira para escrever seus livros, sua coluna no skoob e participar de diversos eventos? 
GM: A coluna no Skoob agora precisou ficar de lado um pouco, infelizmente. Estou envolvida em tantos projetos que não consegui tempo para isso. Realmente as pessoas pensam que a vida de um escritor é simples, mas a gente trabalha bastante. Eu costumo tirar a manhã para movimentar as redes sociais, responder e-mails e mensagens. De tarde é quando escrevo, organizo textos, começo a pensar em novas histórias, mas nas semanas que tenho evento às vezes a escrita fica um pouco em segundo plano porque nem sempre há tempo. Agora no final do ano irei descansar até a primeira semana de janeiro e depois vou aproveitar os primeiros meses para escrever muito, já que não há tanto evento literário.

O Pulo da Gata, Fernanda França
 
Sinopse:
A paulistana Maggie May ama os animais e exerce sua profissão de veterinária com paixão. Mas seu maior sonho é casar com tudo que uma mulher romântica tem direito: vestido branco, cerimônia religiosa, festa com todos os seus amigos e parentes, lua de mel… O noivo nem importa muito, desde que seja alto. O que mais interessa a ela é o evento. Apesar de jovem – tem 23 anos –, ela faz de tudo para se casar e age como se fosse uma solteirona desiludida. Não é a toa que está na sua quinta tentativa, mas Maggie é confiante de que Felipe, que ela conheceu num site de encontros, a tornará, enfim, feliz. Só que as estrelas, que tudo veem lá de cima, não têm tanta certeza assim. Nem Eric, o comediante gato que ela conhece por acaso, no dia do seu primeiro encontro físico com Felipe. O Pulo da Gata é uma comédia romântica cheia de reviravoltas, algumas trágicas, outras curiosas e divertidas, que prende e emociona a cada capítulo. Impossível não rir ou chorar.
 
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ND: O quanto da Fernanda existe na Maggie? E qual seria o seu pulo da gata?
FF: Acredito que todo personagem tem um pouco de quem o criou. A percepção de mundo influencia diretamente na criação de um personagem, mesmo que seja para desenvolver alguém totalmente diferente do que somos, com pensamentos opostos. Até agora, das cinco protagonistas que escrevi (quatro livros publicados, um inédito), todas têm muito de mim.

Maggie May, de O Pulo da Gata, meu lançamento de 2015, tem como único sonho o casamento e acaba ficando cega para a felicidade verdadeira quando aposta as fichas no casamento e não no amor. Eu me acho mais realista (bem mais!), mas também acredito no casamento e, principalmente, no amor. Eu sou ligada à família como ela, com essa relação tão forte de carinho com os familiares e também tenho amigos fieis como ela. A base, de não desistir, de seguir em frente, de fazer algo que gosta, é muito igual a mim. Também sou apaixonada por animais. E fico muito feliz com a trajetória dela durante o livro.

O meu maior pulo da gata eu acho que aconteceu quando, em um momento da vida, eu tive a real noção da importância da saúde. E passei a dar mais valor a coisas que não têm preço, que não se compram.

 
ND: Existe alguém na literatura nacional que te serviu de inspiração para começar a escrever seus próprios livros? 
FF: Sempre que eu falo sobre minhas influências literárias eu volto à infância. Cresci lendo Maurício de Sousa e Ziraldo. Sou apaixonada pelas histórias deles até hoje e leio para o meu filho. E chorei de alegria e emoção quando os conheci pessoalmente. Na adolescência eu lia de tudo, mas os principais nacionais eram Pedro Bandeira, Machado de Assis e Clarice Lispector. Todos eles, que li antes de escrever meu primeiro livro, me inspiraram a ter amor pelas letras, então acho que cada um acabou me influenciando um pouco para começar.
 
Enquanto a Chuva Caía, Christine M.
 
Sinopse:
Erik não procura mais a garota dos seus sonhos. Vive em busca de adrenalina e de uma razão para continuar cumprindo tarefas obscuras. Ele sabe que é muito bom no que faz e não vê nada que possa ser melhor do que os seus dias repletos de perigo. O que Erik não esperava é que sua paixão por correr riscos seria a sua ruína. Ameaçado, ele precisa fugir para o exterior e viver disfarçado de cidadão comum, trabalhando como advogado em uma grande empresa.
Marina comanda o império da família depois de seu pai ter sucumbido ao mal de Alzheimer. Precisa suportar ver os pais tombarem diante da ação implacável do tempo, enquanto ainda carrega a ferida provocada pela morte do jovem marido. Com o comando das empresas nas mãos, ela percebe que nem todas as atividades da corporação obedecem aos manuais de boa conduta.
Quando ambos se encontram, presente e passado se misturam, dando início a um mistério arrebatador que os atrai a uma paixão incontrolável. No entanto, os segredos, cedo ou tarde, virão à tona e os colocarão em lados opostos da balança.
Nenhum dos dois é inocente, mas será que eles aceitarão as verdades que tanto se empenham em esconder? É possível construir um futuro mesmo depois de descobrir que nesta história não há mocinha nem herói?
 
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ND: Pra você, o que é mais prazeroso no hábito de ler e escrever?
CM: O hábito de ler me faz viajar por vários mundos e o de escrever, me dá a incrível e deliciosa tarefar de construir um novo universo que será habitado por outras pessoas. Ler, para mim, é preencher o coração e a mente. Escrever, por sua vez, é me esvaziar. Duas coisas que não vivo sem.
 
ND: A pergunta que não quer calar: O que podemos esperar dessa nova edição do tão querido ‘livro da capa laranja’ – Sob a Luz dos Seus Olhos? Fale para a gente como foi essa experiência de relançar esse livro. Spoilers são bem-vindos, rs.
CM: O livro da capa laranja, como chamo carinhosamente o meu querido Sob a luz dos seus olhos, sempre será a história que me ensinou a ser escritora, aquele que me fez aprender a dividir meus devaneios e também a escrita, que até então, era somente minha. Trazê-lo de volta às livrarias e aos corações dos leitores é uma grande alegria, pois, esse livro é o meu começo e eu tenho muito orgulho dele.

A nova edição foi revisada, o texto é novo, embora trate da mesma história. Além disso, há cenas extras e um epílogo muito especial. Posso dizer que me emocionei muito ao longo do processo, então, ouso dizer que a nova edição promete arrancar ainda mais suspiros e lágrimas.

 
Um amor, um café & Nova York 1 e 2, Augusto Alvarenga
 
Sinopse:
 Camila sempre teve um grande sonho: viver um grande amor, como um desses de cinema. Ela só não imaginava que teria isso e muito mais, logo que conheceu Guilherme. Na véspera do aniversário de 3 anos de namoro do casal, e do aniversário de 19 anos de Camila, Guilherme surge com uma surpresa que mudaria pra sempre o romance e a vida do casal: uma viagem de um mês para Nova York. O que ele não sabia é que esse era mais um dos grandes sonhos de Camila, que vai fazer de tudo para que essa seja a melhor viagem deles. Porém, Nova York possui brilhos demais. Poderia algum deles ofuscar o do casal?
 
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Sinopse:
Dois anos se passaram desde que Camila se despediu do Brasil. Vivendo seu sonho em NY com seus melhores amigos, ela pensa que este será um ano como os dois anteriores… Quando seus pais e amigos a convencem a voltar para casa, Camila se vê encurralada por lembranças do passado e o medo do futuro, sendo obrigada a enfrentar seus sentimentos adormecidos sem transparecer isso para as câmeras. Assim como em nossa própria vida, cada novo capítulo trará uma nova surpresa, novos personagens e novas emoções para essa história. Será que Camila está preparada para as consequências de viver seu sonho?
 
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ND: Quando foi que você decidiu escrever a história da Camila e do Guilherme?
AA: Decidi começar a história quando um amigo me desafiou a escrever um conto…A história deles apareceu na minha cabeça de repente, e aí não parei mais…
 
ND: Existe alguma cena específica que você mais gostou de escrever? Alguma que você mesmo gostaria de ter vivido? 
AA: No primeiro livro a minha cena favorita provavelmente acontece no terceiro capítulo, que volta no tempo e conta como a Camila e o Guilherme começaram “oficialmente” o namoro. Gostaria de viver aquilo!
 
Supernova – O Encantador de Flechas, Renan Carvalho
 
Sinopse:
 Imersa em uma ditadura implacável, a isolada cidade de Acigam sofre com a ameaça da guerra civil. De um lado, a Guilda, um grupo que utiliza os ensinamentos da Ciência das Energias para exigir direitos para a população. Do outro, um governo tirano, resguardado por soldados especialistas em aniquilar magos — nome vulgar dado aos praticantes da tal ciência. No meio desse conflito vive Leran, que, após ser tragado para a rebelião, tenta aprender mais sobre sua misteriosa habilidade de encantar objetos com a energia dos elementos.
Com uma narrativa envolvente e reviravoltas incríveis, Supernova: O Encantador de Flechas é um livro que vai arrebatar os fãs de fantasia. 
 
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ND: Você mataria um personagem mesmo sabendo que a maioria dos seus leitores amam?
RC: Depende muito de qual personagem. Muitos deles estão na história porque são relevantes em pontos específicos da trama. E vários dos personagens já possuem seus destinos traçados antes de caírem na graça dos leitores. Então se for para que a história tenha o mesmo impacto planejado no início, sim, eu mataria.
 
ND: Tem planos de tentar outros gêneros literários ou escrever algo diferente? 
RC: Tenho sim, mas por enquanto meu foco é na saga Supernova. Acredito que não irei me aventurar em nenhum outro gênero literário tão cedo.
 

Resenha – Arma de Vingança

Por Thila Barto
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13 de Janeiro
Título: Arma de Vingança
Autor: Danilo Barbosa
Editora: Universo dos Livros
Gênero: Literatura Nacional
Páginas: 240
Ano: 2015
Nota no Skoob: 4,3

“Não tive escolhas. Tive dor e ódio. Um sentimento tão pesado que ameaçava destruir meu peito e levar embora minha sanidade.”


Resenha:

E 2016 começa assim, com uma leitura de tirar – literalmente – o fôlego. Impossível largar, impossível não entrar de cabeça nessa história e impossível não se impressionar com a originalidade de Danilo Barbosa. ‘Arma de Vingança’ não é um livro comum e, se você estiver procurando um livro piegas, cheio de clichês e, acima de tudo, com um final feliz, esse não é um livro para você. Mas, se estiver disposto a conhecer algo novo, inusitado, com um enredo cheio de reviravoltas e surpresas, não pense duas vezes e corra na livraria mais próxima e mergulhe nessa história fenomenal. Não haverá arrependimentos, eu prometo.

Logo de cara somos apresentados à protagonista Ana, uma garota determinada que, assim como eu e você, aspira conquistar os seus objetivos e crescer na vida. Entretanto, a sua vida não é tão simples assim. Ela precisou matar para poder viver. E o que aconteceu para que ela chegasse a tal ponto? Eis aí a grande chave e mistério do livro.

“Os meus pensamentos tomaram um rumo tão cruel que até hoje penso como fui capaz de fazer tudo aquilo. Só o mal impediria o mal.”

Ana nasceu no interior de Minas Gerais mas saiu de casa em busca de uma nova vida que poderia preencher o vazio que se instalou em seu peito após presenciar a morte do seu amado pai. Conseguiu um emprego em uma videolocadora na cidade, onde conquistou a confiança de todos, e logo foi conseguindo os seus bens, seu espaço que poderia chamar de lar e a tão desejada carta de habilitação.

Tudo parecia estar seguindo os eixos até começar a namorar com Rodrigo, mais conhecido como Rambo. Ele não era nenhum príncipe tirado de um conto de fadas. Muito pelo contrário. Era perigoso, um traficante. Mas Ana ansiava pelo seu toque e ele tomava tudo o que julgava possível dela. A magia teve um ponto final quando Rambo passou dos limites em uma noite,  deixando-a humilhada e envergonhada, conseguindo destruir tudo o que ela sentia por ele.

Mesmo após algum tempo depois do seu rompimento com Rambo, Ana não se considerava disposta para um novo relacionamento até que, em uma ida ao clube com sua amiga, Adriana, ela acaba conhecendo Ricardo, um homem charmoso, sedutor e educado. Ele era o oposto de Rambo. Assim, ela se joga de cabeça nesse novo relacionamento com a esperança de, finalmente, viver o seu conto de fadas.

“Todo mundo começava a trilhar o seu próprio caminho. Assim era a vida. E eu tinha de começar a trilhar o meu, sozinha. Como poderia esquecer?! Ricardo estava do meu lado. E tinha certeza de que iria me acompanhar em todos os momentos. Agarrava-me a essa hipótese com todas as forças. Se ele me faltasse, o que seria de mim?”

Mal sabia ela que Ricardo, não era o perfeito cavalheiro que aparentava ser. Sua natureza é obscura. Ter o poder e possuir vidas em suas mãos é o que lhe dá o verdadeiro prazer. 

O conto de fadas que Ana sonhou em viver nunca seria real. Tudo não passava de uma amarga fantasia.

Como ela lidará com tudo? Só lendo você irá descobrir.

Além de ser uma história super intrigante, o livro tem mais narradores além de Ana, eles são: Tiago, Ricardo e Rambo. Assim, o leitor consegue entender todos os ângulos da história sem deixar um furo se quer. Os capítulos são curtos, o que torna o livro ainda mais impossível de largar pois sempre ficamos naquela famosa história do ‘vou ler só mais um’ e quando percebemos estamos no final da história.

“Iludia-me que não haveria mais jogos. Mas o verdadeiro jogo da sedução estava apenas começando”

Prepare-se para caminhar em linhas repletas de paixão, obsessão, escuridão, e claro: Vingança!

 Super recomendo esse livro.