Mês: Fevereiro 2016

Resenha – Música, Amigos e Festa

Por Santoni
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27 de Fevereiro

Título: Música, Amigos e Festa
Título Original: We Are Your Friends
Duração: 96 minutos
Diretor(a): Max Joseph
Ano: 2015
Nota no Filmow: 3,3/5
Nota no IMDB: 5,9/10
Gênero: Drama, Música, Romance

“Cole, será que algum dia seremos melhores que isso?..”


   Cole Carter (Zac Efron) é um ambicioso DJ amador que pertence a um unido e interessante grupo de amigos, composto por “Esquilo” (Alex Shaffer), Ollie (Shiloh Fernandez) e Mason (Jonny Weston). Juntos ganham dinheiro como conseguem, festejam e tentam viver a vida ao máximo buscando seus sonhos.

   Cole conhece James Reed (Wes Bentley), um consagrado e famoso DJ, e rapidamente se torna aprendiz do astro. Só que Carter se atrai por Sophie (Emily Ratajkowski), ‘namorada’ e assistente de Reed, o que pode complicar sua relação com a única pessoa que pode alavancar sua carreira.

   Enquanto isso o, antes unido, grupo de amigos começa a entrar em colapso a medida em que os integrantes começam a crescer e buscarem outros interesses, mostrando o esforço e as coisas que comprometem para lutarem pela a união do grupo.

   Música, Amigos e Festa é uma tradução horrível do título original, então vamos partir daí…

   O filme em si é um ótimo passatempo. A forma que abordam a vida noturna e as dificuldades de pessoas que buscam o sucesso é muito interessante. A posição de professor do DJ Reed com o Cole também é muito bem explorada e o que vemos muito no mundo da música, um músico consagrado colocando um amador de baixo de suas ‘asas’. 

   Por se tratar de um filme de DJs existem vários pontos de vista. Por exemplo o de como os amigos e as pessoas vêem o que Cole, por exemplo, faz e o que ele realmente procura e se empenha em fazer. A parte técnica, mesmo que sendo construída para criar aquela sensação de ‘uau’ em quem assiste e entreter, realmente cumpre o que queria. Pense em um episódio de “The Big Bang Theory”, em que há vários fatos científicos e suposições que você engole só por estarem bem posicionados e bem escritos na série, mas nem tudo aquilo é real. A mesma coisa com We Are Your Friends (me recusando a falar o nome traduzido), é interessante o jeito que a música é trabalhada, a maneira que captam os sons e pensam em contagiar o público e o modo ‘científico’ que alcançam seu objetivo. Mas eu, como entendo 0 de ‘deejaying’ não posso refutar nada que foi dito, mesmo muitas coisas terem um ‘quê’ de ficção.

   WAYF (íntimo do filme já) é normalmente ‘vendido’ com a trama do Cole se apaixonando pela namorada do mentor, mas esse não chega nem perto do foco da história. É um fato que acontece, mas a relação do Cole com os amigos, a busca desse grupo de jovens pelo seu lugar no mundo e a busca deles pelo futuro chega a ser, por muitas vezes, muito mais impactante do que a Sophia na história. Acontecem coisas muito mais chocantes que esse ‘casinho’ no filme, por isso que pra mim ‘vender’ o filme assim não faz jus as outras partes melhores do filme.


   O filme se assemelha, em clima, a outros filmes do Zac Efron, como 17 Outra Vez, Namoro ou Liberdade e Vizinhos.. o filme É, propriamente, o Zac Efron. Então pra quem pega um filme dele esperando músculos e cenas de banho não vai se decepcionar.. Mas o filme é mais que isso e um ótimo passatempo. Não é um daqueles filmes épicos, inesquecíveis, porque ele não foi feito pra isso, é um filme que entretém, com um começo, um meio e um fim (ponto).

“Não sente como se houvesse muito mais a ser feito?”


   O grande destaque do filme, assim como a maioria dos filmes do Zac Efron (pra mim), é a trilha sonora. Os remixes, as músicas, as cenas das festas, as composições, tudo parece feito em cima das músicas. Então pra quem gosta de uma boa batida e músicas eletrônicas não pode deixar de ouvir a trilha sonora. Pontos a mais pro filme por ter uma música do Years & Years. Eu ouvi a trilha sonora antes de ver o filme então por isso que pra mim ela se destacou mais, mas eu recomendo, em algum ponto (antes ou depois ou durante o filme) procurar e ouvir a trilha sonora! <3

O filme também está disponível no Netflix!
Trailer:
Bônus:
direto da trilha sonora

Resenha – Submarino

Por Thales Eduardo
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21 de Fevereiro
Título: Submarino
Título original: Submarine
Autor: Joe Dunthorne
Tradução: Vera Ribeiro
Editora: Galera Record
Gênero: YA
Páginas: 400
Ano: 2010

Página no Skoob: Clique aqui

“Se manejado com cautela, ser pirado pode ter suas compensações.”

Submarino se trata da história de um peculiar jovem, chamado Oliver Tate, que precisa achar as respostas para algumas questões que o vêm intrigando ultimamente. Enquanto se preocupa com o casamento dos pais, ele ainda enfrenta outros dilemas da adolescência.

Apesar da até então vida tranquila, nosso protagonista tem uma mente agitada. Pode até parecer um tanto quanto insensível as vezes, mas pensa em tudo e em todos.

A premissa do livro basicamente é essa. Oliver buscando entender o que se passa com os pais e lidando com o primeiro amor.

Mesmo com temas delicados como a morte, traição, depressão entre outros, Submarino leva tudo com grande humor. Oliver fala o que precisa ser dito, não importa pra quem seja. E é essa característica que tira o foco de todo o drama.

Acredito que o sucesso desse livro esteja estritamente relacionado com o Oliver. Joe criou um protagonista muito inteligente e sagaz, com grande fascínio por palavras. Para os que reclamam de jovens que parecem adultos, essa pode não ser uma boa indicação.

Na verdade, o que me incomodou durante a leitura foi a falta de ação ou até mesmo de uma trama mais forte. Mas como disse antes, mesmo com o certo desconforto, Oliver conquista e diverte, prendendo o leitor até o final.

O livro é todo narrado em primeira pessoa, sendo divido entre as narrações e trechos do diário de Oliver. Mesmo com esse estilo de narração, há uma boa descrição de todos os personagens secundários, até mesmo do que estão passando e sentindo.

Em 2010, o livro foi adaptado para o cinema, tendo na equipe de produção o ator Ben Stiller e Alex Turner (vocalista da banda Arctic Monkeys) responsável pela trilha sonora.

Para os que buscam uma leitura divertida e sem grandes pretensões, Submarino é uma boa dica.

“Não questione o como, apenas desfrute do agora.”

Bônus: Trailer do filme!

 

Resenha – As Espiãs do Dia D

Por Dalila Correia
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20 de Fevereiro

Título: As Espiãs do Dia D
Título Original: Jackdaws
Autor(a): Ken Follet
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 448
Nota no Skoob: 4,3
Gênero: Suspense
*Contém Spoiler*

“A guerra permite que as pessoas sejam aquilo que elas realmente são…”
 
Sinopse: Segunda Guerra Mundial. Na fúria expansionista do Terceiro Reich, a França é tomada pelas tropas de Hitler. Os alemães ignoram quando e onde, mas estão cientes de que as forças aliadas planejam libertar a Europa. Para a oficial inglesa Felicity Clairet, nunca houve tanto em jogo. Ela sabe que a capacidade de Hitler repelir um ataque depende de suas linhas de comunicação. Assim, a dias da invasão pelos Aliados, não há meta mais importante que inutilizar a maior central telefônica da Europa, alojada num palácio na cidade de Sainte-Cécile. Porém, além de altamente vigiado, esse ponto estratégico é à prova de bombardeios. Quando Felicity e o marido, um dos líderes da Resistência francesa, tentam um ataque direto, Michel é baleado e seu grupo, dizimado. Abalada pelas baixas sofridas e com sua credibilidade posta em questão por seus superiores, a oficial recebe uma última chance. Ela tem nove dias para formar uma equipe de mulheres e entrar no palácio sob o disfarce de faxineiras. Arriscando a vida para salvar milhões de pessoas, a equipe Jackdaws tentará explodir a fortaleza e aniquilar qualquer chance de comunicação alemã – mesmo sabendo que o inimigo pode estar à sua espera.

 

 
Resenha: 
Já haviam me falado de como os livros de Ken Follett são bons, mas nunca tive a oportunidade de ler (mentiiiiraaa estou com o livro “Os Pilares da Terra” já tem uns dois meses hehe mas ele é enoooorme rsrsr).

 

Mas enfim, “As espiãs do dia D” me surpreendeu muito, pois há tempos não lia um suspense assim.
 
Como alguns sabem, eu sou fã de histórias que tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial,  este também entrou para meus preferidos.

Inspirado na história real de Pearl Witherington, uma Britânica nascida na França que comandou cerca de 1500 soldados paraquedistas para o dia D, após seu superior se preso, Ken Follett deu vida a Felicity.

 
Pearl Witherington
As espiãs do dia D já tem um início emocionante, com o grupo da resistência comandado por Felicity Clairet (uma soldado Inglesa, muito inteligente e prática, apelidada de Leoparda devido sua beleza e impiedade) tentando destruir a principal base telefônica em Paris, com o intuito de interromper as comunicações dos Nazistas com a Alemanha. 
 
No entanto este plano não deu certo, e Felicity viu sua equipe ser destruída, alguns mortos, e outros presos, além do “encontro” crucial com o superior nazista “Dieter”, que logo após começa a dedicar todos os seus esforços afim de encontrar Felicity e acabar com todas as células da resistência Francesa.
 
A partir deste ponto começa uma caçada de gato e rato. Dieter é muito inteligente e um ótimo “interrogador”, assim consegue reunir várias informações e conectá-las para chegar até Felicity (Flick). 
 
Confesso que cada vez que algum prisioneiro soltava informações cruciais a respeito da resistência para Dieter, fazendo com que ele chegasse mais perto de Felicity, eu ficava morrendo de raiva. No entanto, O quê você faria no lugar deles? Resistiria a tortura, física e mental, para proteger seus amigos? Ou contaria o que sabia evitando maiores sofrimentos? Acredito que esta resposta é muito difícil de formular.
 
Em contrapartida, Flick começa a preparar sua equipe de mulheres para a invasão. Ela é uma líder incrível, e conta com o auxílio de Paul, outro soldado muito inteligente especialista em estratégias que seguirá com ela até o fim…
 
Flick apesar de estar na guerra com todos os problemas existentes, teve um amadurecimento pessoal muito grande. Principalmente em sua última missão, pode ser ela mesma, e expressar sentimentos que nem imaginava que possuía. O seu sexto sentido aliado a sua experiência, a livrara de várias emboscadas arquitetadas por Dieter.
 
Um dos ápices da história para mim, foi quando as Jackdaws foi à casa de Mademoiselle Lemas, onde Paul estava preso com alguns soldados alemães junto com a amante francesa de Dieter. O outro foi realmente o desfecho. Final incrível!!!!
 
Sabemos que nem todos os alemães eram totalmente a favor da guerra. Muitos soldados eram obrigados ou se viam com outro objetivos pessoais.
Dieter por muitas vezes pegava-se pensando em como seria quando acabasse a guerra, mantendo a consciência do mal que estavam fazendo, como no trecho : 

“…Era inaceitável que bombas caíssem na cidade onde seus filhos moravam. Xingou os assassinos da Força Aérea britanica, mesmo sabendo que bombas alemães vinham caindo sobre escolas inglesas”

Podemos refletir também sobre como todas as ações em uma guerra são válidas, desde pregos nas estradas para dificultar a passagem de automóveis, até os próprios ataques das forças de frente. 
Porém, ao mesmo tempo esses fatos deveriam servir de aprendizado para humanidade, a fim de não cometer mais tais atrocidades, não é assim que acontece. Continuamos vivendo em guerra, e isso parece até uma necessidade do ser humano… demarcar territórios invisíveis, descriminar seu “irmão” por sua cor, religião… 
Sem dúvida As Espião do Dia D é um livro incrível, daqueles que você dá suspiros e quase morre do coração com tantas emoções. Vale muuuuuito a leitura ♥♥♥

Resenha – O Que Há de Estranho em Mim

Por Santoni
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19 de Fevereiro

Título: O Que Há de Estranho em Mim
Título Original: Sisters in Sanity
Autor(a): Gayle Forman
Tradutor(a): Marcelo Mendes
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 214
Nota no Skoob: 4.1
Gênero: Ficção; Drama; Infanto-Juvenil; Romance

‘Transtorno Desafiador Opositivo’: segundo a terapeuta do reformatório Red Rock, eu tinha TDO.”

   Brit é vocalista de uma banda de Rock, toca guitarra, tem cabelos coloridos, piercing no umbigo e, como todo adolescente, teve alguns deslizes acadêmicos. Uma típica adolescente nos olhos de muitas pessoas, mas na teoria de seu pai e de sua madrasta (carinhosamente apelidada de ‘Monstra’) ela está fora de controle e precisa ser corrigida. Por isso, e por outros medos, o Pai de Brit toma a frente e a encaminha para uma instituição chamada Red Rock, acreditando cegamente que estava fazendo o melhor para a filha, só o que o lugar não é exatamente o que parece…

   O Que Há de Estranho em Mim começa com Brit em sua casa, vivendo sua vida, até partir para uma viagem com o seu pai com o destino ao Grand Canyon, mas ela não imaginava que o destino final na verdade era St. George, em Utah, mas especificamente dentro da Instituição Red Rock.
“Ah, me poupe da sua psicologia barata. 
Isso a gente já tem de sobra por aqui.”
    Dentro da ‘clínica’ ela se depara com métodos abusivos de terapia e profissionais totalmente desqualificados tentando curar garotas de doenças por muitas vezes inexistentes. Lá, Brit se aproxima em segredo de V, Bebe, Cassie e Martha. Juntas elas formaram o Divinamente Fabuloso e Ultraexclusivo Clube de Malucas e juntas tentam manter a sanidade e sobreviver a essa horrível experiência.

      As personagens do livro são complexas e interessantemente intrigantes, mas até pelo tamanho do livro as personagens, principalmente as secundárias, não são muito bem desenvolvidas, e isso pode ser considerado um indício de uma boa história, porque você quer saber mais e mais das pessoas que fazem parte dela!

      A autora Gayle Forman é conhecida pelos livros ‘Se Eu Ficar‘, ‘Apenas um Dia‘ e o incrível ‘Eu Estive Aqui‘. O fato curioso é que ‘Sisters in Sanity’ é, na verdade, o primeiro livro de ficção da autora, lançado nos EUA em 2007. Forman era jornalista e em certa ocasião trabalhou na revista Seventeen e escreveu sobre as atrocidades cometidas pelos ditos ‘reformatórios comportamentais’, daí a inspiração para esse livro que praticamente deu largada a sua carreira de autora. E eu devo admitir que adorei o trocadinho do título em inglês ‘in_sanity’ :D..

“Mas não somos donzelas em apuros,
Nem bichinhos de estimação.
Juntas podemos vencer o escuro,
Precisamos nos dar as mãos.”


      O livro aborda vários temas ‘controversos’ da psicologia, e serve como uma crítica àqueles que pensam em transformar as pessoas com a única finalidade de seguir seus ‘padrões’. É uma leitura rápida e bastante agradável. Que deixa aquele gostinho amargo de ‘porque ela não escreveu um pouquinho mais?’..

 
“Cinderela, você era a última pessoa de quem eu esperava uma coisa dessas. Não existem madrastas malvadas, não existem fadas madrinhas, não existem príncipes encantados. Não existe um destino predeterminado. É VOCÊ que manda no destino. É você que decide o que faz.”
     O Que Há de Estranho em Mim é um livro simples em conteúdo e em desenvolvimento, mas o ambiente, as personagens e tudo que foi criado acaba passando ao leitor um estranho senso de conforto durante a leitura. E pra completar devo dizer que essa história daria um ótimo filme feito pra TV…
 
     Espero que arrume o tempo para ler esse livro, e se conseguir ler não esqueça de comentar aqui o que achou! 🙂

Especial Shadowhunters, Parte I: Cidade dos Ossos

Por Lucas Florentino
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18 de Fevereiro
Título: Cidade dos Ossos
Título original: City of Bones
Autora: Cassandra Clare
Tradução: Rita Sussekind
Editora: Galera Record
Gênero: Ficção / Fantasia
Ano: 2010
Páginas: 459
Página no Skoob: Clique aqui
 
Você deve estar aí se perguntando: “é possível que em pleno 2016 ainda existam pessoas que não saibam o que são Shadowhunters?” Sim, meu caro, é possível. E estou aqui como prova viva. Ou melhor, estava, pois eu finalmente me rendi a esse universo e vim aqui contar para vocês as minhas experiências como leitor tardio dos livros que se passam nesse universo tão incrível criado por Cassandra Clare. 

E por quer ter esperado até agora? Eis a resposta da qual não me orgulho: por puro preconceito literário. Sabe aqueles livros que você torce o nariz sem nenhum motivo justificável? Que não se permite gostar só porque estão todos gostando e você não quer ser só mais um? Pois então, foi por motivos idiotas como esse que eu me privei todo esse tempo. Então, junto com aquelas promessas que fazemos na virada de ano, eu prometi para mim mesmo que esse seria o ano em que eu colocaria o preconceito de lado e leria todos os livros sobre os Caçadores de Sombras lançados até hoje. E já posso dizer de antemão que o primeiro livro já foi devorado por mim e eu simplesmente A-DO-REI.
 
Se você ainda não está familiarizado com tudo isso, me deixe fazer uma breve introdução. Os Instrumentos Mortais é a primeira série criada por Cassandra Clare que conta a história dos Shadowhunters. O que inicialmente era para ser apenas uma trilogia, acabou virando uma série de seis livros . E não pense que acabou por aí, existe uma outra trilogia chamada As Peças Infernais, que conta outros personagens. Então, agora acabou né? Ainda não… além dessas duas séries, foram lançados também os livros avulsos como As Cronicas de Bane, O Códex dos Cassadores de Sombras e Tales from the Shadowhunters Academy (ainda não publicado no Brasil). E não pense que acaba por aí. Esse ano será lançado o primeiro livro da série Os Artifícios das Trevas. Com tanto livro assim, já dá para imaginar a quantidade de coisa que terei para ler nos próximos meses, né?
 
Mas agora chega de enrolação e vamos ao que realmente interessa. Em Cidade dos Ossos, primeiro livro da série Os Instrumentos Mortais, conhecemos Clary. “Ela presencia um crime cometido por Jace e outros adolescentes tatuados e equipados com chicotes brilhantes e armas pra lá de esquisitas. Ele, um Nephilim – filhos de anjos com humanos – que tem como missão caçar demônios; ela, uma mundana que não sabe por que tem o dom da Visão… Mas as diferenças entre os dois não impedem que em 24 horas Clary se veja envolvida pelo mundo de Jace e dos Cassadores de Sombras; a mãe dela desaparece e a própria Clary é atacada por um demônio. Aparentemente, ela não tem a quem recorrer além de Jace. Mas por que um demônio estaria interessado em uma mundana como Clary? E como de uma hora para outra ela tem o dom da Visão e percebe o Mundo de Sombras?…”
 
A leitura de Cidade dos Ossos foi algo tão envolvente que em diversas vezes eu me vi sofrendo com tudo o que acontecia, não foram poucas as cenas em que eu senti que meu coração estava na gargante, tamanha era a adrenalina. O livro conta com elementos fantásticos que são facilmente encontrados em outras histórias, como vampiros, lobisomens, feiticeiros, etc, porém Cassandra Clare consegue fugir do óbvio e cria algo só dela. Uma narrativa tão bem emendada que é difícil encontrar falhas. Mais difícil ainda é conseguir largar o livro antes de chegar à última página. 
 
Em 2013, Cidade dos Ossos foi adaptado para o cinema com a atriz Lily Collins vivendo Clary. Infelizmente o filme não atingiu o sucesso esperado e suas sequencias nem chegaram a ser produzidas. Como uma segunda chance que os fãs tanto desejaram, esse ano foi lançada a série Shadowhunters. A série estreou dia 12 de janeiro no canal a cabo norte-americano Freeform (antiga ABC Family) e possuí um acordo global com a Netflix, tornando a série disponível no serviço de streaming apenas um dia após a exibição nos Estados Unidos. A série já foi resenhada aqui no blog pela nossa equipe e você pode conferir a resenha clicando aqui

Se você gostou dessa resenha, agora é só aguardar pela próxima parte do Especial Shadowhunters aqui no blog. E se você ainda não leu os livros da série, que tal fazer como eu e dar uma chance? Garanto que você não irá se arrepender :p 

Resenha – Toda Luz Que Não Podemos Ver

Por Thales Eduardo
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15 de Fevereiro
Título: Toda Luz Que Não Podemos Ver
Título original: All The Light We Cannot See
Autor: Anthony Doerr
Tradução: Maria Carmelita Dias
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção
Páginas: 528
Ano: 2015

Página no Skoob: Clique aqui

“Abram os olhos e vejam o máximo que puderem antes que eles se fechem para sempre.”

Alemanha. França. Segunda Guerra Mundial. Esse é o cenário de Toda Luz Que Não Podemos Ver.Saint-Malo, agosto de 1944. A cidade está prestes a ser bombardeada.

Marie-Laure mora com o avô, enquanto Werner está com o exército alemão. E é envolta destes dois e a história de cada um que a trama se desenrola. Para isso, Doerr intercala passado e presente.

Antes de Saint-Malo, Marie-Laure morava com o pai, que trabalhava no Museu de História Natural, em Paris. Um fato importante: a garota perdeu a visão aos 6 anos.Já Werner, vivia num orfanato com a irmã na Alemanha. Eles eram muito próximos e juntos questionavam tudo que acontecia ao seu redor. Werner tem um grande fascínio por rádios e ao longo dos anos torna-se um especialista no assunto.

Observamos também os primeiros passos da Segunda Guerra Mundial e em como isso afetou nossos protagonistas. Marie-Laure foi obrigada a fugir com o pai para a casa do tio-avô em Saint-Malo. Já Werner, por ter habilidade com rádios conseguiu uma vaga em uma escola nazista.

Ambos terão que amadurecer precocemente e enfrentar uma época sombria da humanidade.

“O cérebro obviamente está fechado em escuridão total… Ele flutua em um líquido claro dentro do crânio, nunca na luz. No entanto, o mundo que constrói na mente é repleto de luz. Ele transborda cores e movimento. Então… como o cérebro, que vive em uma centelha de luz, constrói para nós um mundo tão iluminado?”

Essa é apenas uma parte do grande universo contido nesse livro. É inegável a habilidade do autor em nos prender com sua escrita um tanto quanto poética.

Além da escrita, ele nos apresenta personagens consistentes, como se fossem amigos próximos relatando tudo que está acontecendo. E o interessante nisso tudo é que até mesmo os personagens “secundários” tem grande importância no desenvolver da trama.

Com capítulos curtos, a leitura se torna muito dinâmica e rápida.

Esse livro traz além de tudo trata de um tema muito pesado e marcante, a Segunda Guerra Mundial. Mostra como essa terrível guerra mudou e marcou para sempre a vida de milhares de pessoas.

“É certo fazer algo apenas porque todas as outras pessoas estão fazendo?”

Ganhador do Prêmio Pulitzer de Ficção em 2015, Toda Luz Que Não Podemos Ver é tocante e profundo. É aquele livro que você quer ler rápido para saber logo o desfecho, mas depois que acaba você se arrepende e sente uma imensa falta de cada personagem.Para aqueles que prezam pela estética, este livro também não decepciona.

Com uma boa diagramação, o que impressiona mesmo é essa capa.A narrativa é incrível e no decorrer da leitura vai nos conquistando cada vez mais.

Enfim, Toda Luz Que Não Podemos Ver promete uma leitura emocionante e contagiante. Recomendo!

“Você nunca pode deixar de acreditar. Essa é a coisa mais importante.”

Resenha – Enquanto Bela Dormia

Por Beatriz Guerra
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12 de Fevereiro

Título: Enquanto Bela Dormia
Título Original: While Beauty Slept 
Autor(a): Elizabeth Blackwell
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 368
Link do Skoob;
Gênero: Ficção; Romance.

Sinopse:
Quando a rainha Lenore não consegue engravidar, recorre aos supostos poderes mágicos da tia do rei, Millicent. Com sua ajuda, nasce Rosa, uma menina linda e saudável. No entanto, a alegria logo dá lugar às sombras: o rei expulsa de suas terras a tia arrogante, que então jura se vingar. Seu ódio se torna a maldição que ameaça a vida de Rosa. Assim, a menina cresce presa entre os muros do castelo, cercada dos cuidados dos pais e de Flora, a tia bondosa e dedicada do rei que encarna a fada boa do conto original. 

Mas quando todas as tentativas de proteger Rosa falham, é Elise, a dama de companhia e confidente da princesa, sua única chance de se manter viva. E é pelos olhos dessa narradora improvável que conhecemos todos os personagens, nos surpreendemos com o destino de cada um e descobrimos que, quando se guia pelo amor – a magia mais poderosa do mundo –, qualquer pessoa é capaz de criar o próprio final feliz.”

 

Reconheceu alguma coisa na sinopse? Se sim, você acertou, é uma releitura do conto da Bela Adormecida
 
Mas calma aê, imagino que já veio em sua mente a abertura do filme da Disney, aquele castelo e vestido bonitos de contos de fadas, o filme da Malévola, aquelas fadinhas engraçadas, a roca, e..opa opa,vamos parar por aí, porque não tem NADA disso no livro
 
Ficou feliz? Pois é, pela citação da própria autora no livro “porque a verdade não é nenhum conto de fadas, Elizabeth Blackwell maravilhosamente conta a história de um modo que seria o mais perto da nossa realidade! Se você é daquelas pessoas que gostam de saber qual é a “real” dos contos de fadas, por exemplo entender a verdade por trás de Chapeuzinho Vermelho, a representação do Lobo Mau na realidade e procurar saber isso dos demais contos, esse livro é altamente recomendado para você!! 
 
Declaro aqui que eu detestava a Bela Adormecida. Sempre foi a história mais boring da Disney pra mim, uma princesa que espetava o dedo na roca, caia num sono profundo levando todo o reino consigo e acorda só por causa de um mísero beijo de um príncipe (ah por favor, né!!). Acabei pegando esse livro pra ler exatamente porque gostaria de tentar gostar mais da história e TA DA. FUI SURPREENDIDA E NÃO CONSEGUI LARGAR O LIVRO! POIS É! Consigo entender muito melhor a história agora e não desprezo mais a Bela Adormecida (eeeeeee). 
 
E deixa eu contar um pouco para vocês! Primeiro que a personagem narradora do livro NÃO é a princesa! Melhor ainda: somos apresentados a Elise, uma menina camponesa que sofre muito em sua vida na fazenda com um pai que a maltrata e uma mãe carinhosa com um passado obscuro. Logo, Elise é apresentada a verdade de seu nascimento e que sua mãe outrora já fora uma grande costureira do palácio. A menina desenvolve a partir daí um grande fascínio pela família real e este torna seu sonho,que um dia ela realizará, mas de uma forma não muito agradável
 
Por infortúnios que acometem sua vida, ela é levada a abandonar sua aldeia e se mudar para a cidade real. Através dos contatos certos, inicia seu trabalho no palácio como camareira, mas logo ascende como serva pessoal da própria rainha. Pra saber o razão disso, pega um livro. 
 
São pelas narrativas de Elise que você conhecerá mais sobre a rotina do castelo,  a trama delicada e invisível de relações perigosas,  a tia do mal Millicent e suas maldições, o preço pelo nascimento de Rosa (você leu certo, não é Aurora) e o desenvolvimento dela. E mais importante, saberá qual a verdade por trás de uma roca e um reino adormecido. Acredite, é bem mais obscuro do que você imagina. 
 
E não espere flores e tudo cor de rosa. Muito pelo contrário, a autora retrata muito bem as provas e sofrimentos impostos aos personagens, mas ao mesmo tempo, consegue retratar o amor de um jeito que faz seu coração apertar. 
 
O final é SURPREENDENTE. Tive que pausar a leitura diversas vezes porque fui acometida por acessos de raiva pela vilã por não acreditar nas coisas que ela tinha realizado. Também, por admirar a coragem de Elise, que parecia nunca vacilar. E também,porque acontece cada coisa que você não quer acreditar e aí você é obrigado a parar pra se preparar para ler o que está por vir. É um livro de muitas emoções. 
 
Por fim, você acha que sabe a história, e aí você lê esse livro. Pasme com a leitura. 
 
É MUITO BOM! Altamente recomendado!! E essa autora já ganhou mais uma fã aqui. 
 
Confira aqui o primeiro capítulo
 
Se joguem na leitura (: 

Resenha – A Garota Dinamarquesa.

Por Thila Barto
|
11 de Fevereiro
Título: A Garota Dinamarquesa
Título Original: The Danish Girl
Lançamento: 25 de Janeiro de 2016
Direção: Tom Hooper
Nota no Filmow: 4,0/5,0
Nota no IMDB:  6,7/10,0

Elenco: Eddie Redmayne, Alicia Vikander
Duração: 119 minutos
Gênero: Biografia, Drama.

“Houve um momento em que eu não era…eu”

Resenha:

Sabe quando você assiste um trailer incrível, espera ansiosamente o filme, mas após vê-lo, você tem a impressão que toda a intensidade ficou somente no trailer? Foi exatamente essa a sensação que eu tive. O filme chega a ser um pouco monótono porém, ao mesmo tempo, não deixa de ser espetacular. Confuso, né?

Eu geralmente largo com muita facilidade quando um filme está com aquele ritmo lento, mas mesmo com a monotonia presente em ‘A Garota Dinamarquesa’, eu não consegui desgrudar o olho da tela por um segundo. Como isso é possível? Eu realmente não sei, mas sei que ao chegar no fim deu vontade de soltar um enorme palavrão e sair indicando para todo mundo assistir. Ele é de uma sensibilidade fenomenal.
 

O filme conta a história de Einar Mogens Wegener (Eddie Redmayne), um pintor dinamarquês de certo renome que vive uma confusão interna para se encontrar. Mesmo casado com Gerda (Alicia Vikander) que também é pintora, e amá-la verdadeiramente, Einar não se vê num corpo de um homem e sua dúvida fica ainda mais atiçada quando começa a posar para sua esposa algumas vezes para ajudá-la a finalizar uma pintura. Ele fica encantado apenas com o toque das roupas, desde uma meia fina até uma camisola.

Einar começa a ficar cada vez mais atraído pelas vestimentas femininas e, quando Gerda tem a ideia de vestí-lo da cabeça aos pés de mulher para pregar uma peça nos amigos em um evento, Einar acaba se apegando ao seu novo personagem Lili até que ele chega ao ponto de não conseguir mais largá-la.

 

 

Assim Einar, ou Lili, com a ajuda de Gerda, começa a sua difícil luta para se tornar uma mulher. É importante pontuar que, não só Einar está tendo que batalhar contra todos os preconceitos e procurar o seu lugar no mundo a fim de eliminar as suas angústias, mas também Gerda está em uma intensa luta tanto para ajudar o seu marido – mesmo sabendo que irá ‘perdê-lo’ – quanto em sua carreira.

O filme deixa muito claro os dois lados e ele, no geral, é incrível! Desde a fotografia, trilha sonora até atuações. E não posso deixar de confessar que, pra mim, mesmo com a excelente atuação do oscarizado Eddie Redmayne, Alicia Vikander rouba diversas cenas.

Assistam que vale muito a pena!
Trailer:

“Harry Potter and the Cursed Child” tem data de lançamento divulgada!

Por Marcos Stankevicius
|
10 de Fevereiro

 

O “Pottermore“, site oficial da própria J.K.Rowling, anunciou hoje (10/02) que o roteiro da peça “Harry Potter and the Cursed Child” (Harry Potter e a Criança Amaldiçoada) será lançado como livro no dia 31 de julho de 2016, logo após a première da peça no Teatro Palace em Londres.

 

“Harry Potter and the Cursed Child” tem como protagonista Alvo Severo Potter – filho do meio do Harry e da Gina – e se passa logo após o epílogo do último livro.

 

Sinopse:

 

“Enquanto Harry luta contra um passado que se recusa a ficar onde pertence, o seu filho mais novo, Alvo, deve lidar com o peso de um legado familiar que nunca quis. Conforme o passado e o presente se fundem perigosamente, ambos pai e filho aprendem a incômoda verdade: algumas vezes, a escuridão vem de lugares inesperados”
 
Para mais informações acessem o site oficial da autora e fiquem ligados em nossa página 😉

​ Novos trailers do universo Marvel e DC

Por Lucas Florentino
|
7 de Fevereiro

 

Essa noite de domingo está sendo uma loucura para os fãs de super heróis. Saíram hoje, no comercial do Super Bowl, novos trailers dos três filmes de super heróis mais aguardados de 2016.


– Deadpool 
A espera para o lançamento do longa está cada vez mais próxima de chegar ao fim. Na próxima quinta-feira, dia 11 de fevereiro, finalmente chega aos cinemas esse que está sendo uma das grandes apostas para 2016. Com pouco menos de um minuto, nesse último trailer lançado podemos conferir muitas cenas cheias de ação com aquele toque de humor característico do herói. Preciso dizer o quanto estou ansioso? 
 
 
– Batman vs Superman
Com cara de comercial de companhia aérea, o novo teaser de Batman vs Superman, que será lançado no dia 23 de março, foca nas cidades de Gotham e Metrópolis, mostrando muito pouco dos super heróis da DC Comics, mas o que já foi o suficiente para acender ainda mais a chama de ansiedade dos fãs. 
 
 
 
– Capitão América: Guerra Civil
Foi só eu que fiquei arrepiado com esse novo teaser de Guerra Civil? O filme será lançado no dia 28 de abril e no curto trailer já podemos conferir personagens que tanto amamos, como Capitão América, Homem de Ferro e muitos outros. Haja paciência para esperar até abril. 

 
E o que você achou desses novos trailers? Conta aqui para a gente para qual desses filmes você está mais ansioso!