Mês: Março 2016

Resenha – Assassin’s Creed Chronicles: India

Por Aline Bordin
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31 de Março
Título: Assassin’s Creed Chronicles: India
Desenvolvedor: Ubisoft e Climax Studios
Ano: 2016
Jogabilidade: Single Player
Gênero: Aventura, Ação, Estratégia, Stealth
Plataformas: Xbox One, PS4, Uplay

Preço: aprox. R$30,90

 
Lançado dia 13 de janeiro, Assassin’s Creed Chronicles: India, nos leva para Amritsar, 1841, onde as tensões entre o Império Sikh e a Companhia Britânica das Índias Orientais crescem rapidamente. 
 
Reencontramos Arbaaz Mir, membro da Irmandade Indiana de Assassinos e apaixonado pela filha do Marajá. Sua primeira aparição ocorreu na HQ Assassin’s Creed: Brahman. 

“I shall not be forced to choose between my love and my duty; I will have both.”

Esse novo capítulo da saga Chronicles conta com novos features como pocket lock, nocautear, multi assassination, bombas de fumaça, armas de fogo, inimigos escondidos, disfarces, tirolesa e cambalhotas. Além disso, temos novos equipamentos de Assassino como a talwar (espada curva) e a chakram (arma de arremesso circular).

Outra novidade é a Sala de Desafio, nas quais o jogador pode se testar em diferentes quesitos: agilidade, furtividade e precisão. Essas salas são bem trabalhosas e requerem muita habilidade por parte do jogador, mas acabam sendo bem divertidas e desafiadoras.

A playability é a mesma do Chronicles China, ou seja, gráficos tridimensionais com jogabilidade lateral, definida pelos criadores como 2,5 D. Porém, nota-se uma exploração maior por parte dos desenvolvedores na utilização da interação 2,5 D entre o personagem e o ambiente. Está mais fluida e natural.

O jogo tem mais puzzles e é bem mais difícil do que seu antecessor, o China, cuja resenha você encontra aqui. Além disso, a fotografia é mais radiante e colorida e os mapas são mais complexos e não tão previsíveis.

 
Ademais, a saga da Ezio’s box continua. o Arbaaz acabou em posse do diamante Koh-I-Noor, um poderoso artefato da primeira civilização. Juntos os dois artefatos tem grande poder, mas infelizmente nesse capítulo fica bem vago qual o real poder dos artefatos.
Trailer:



Arbraaz não é nem de longe tão carismático quanto Shao Jun. O fato é que o India não dá espaço para crescimento do protagonista tanto quanto o China. A história acaba ficando menos envolvente.
 
Seu sucessor, o AC Chronicles Russia já foi lançado pela Ubisoft e logo postaremos a resenha!

Resenha – Estação Onze

Por Thales Eduardo
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29 de Março
Título: Estação Onze
Título original: Station Eleven
Autora: Emily St. John Mandel
Tradução:Rubens Figueiredo
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção
Páginas: 320
Ano: 2015

Página no Skoob: Clique Aqui

“O que se perdeu na calamidade: quase tudo, quase todo mundo, mas ainda existe muita beleza.”

Era uma simples apresentação de Rei Lear. Tudo corria tranquilamente, até que um dos atores tem um ataque e morre no meio da peça. Nessa mesma noite, uma mortífera praga começa a dizimar a população.

Então 20 anos se passam, os poucos humanos que sobreviveram vivem agora de forma diferente. Nada mais é como antigamente.

Cada um enfrenta o fim do mundo de uma maneira diferente. Enquanto isso, no meio desse cenário pós-apocalíptico, a Sinfonia Itinerante viaja pelas comunidades de sobreviventes apresentando peças e números musicais.

A vida pode não ser mais a mesma, mas muitas coisas do passado influenciarão diretamente o presente.

“Só estou dizendo que podia ser muito pior.”

Falar sobre Estação Onze não é uma missão fácil. É um livro que apesar da simplicidade das palavras, é de uma complexidade muito grande, a qual se percebe nas estrelinhas da história.

Emily escreve de uma maneira calma, citando detalhes e sensações. A história é focada em alguns personagens, nos quais ao longo da leitura vamos notando as relações entre si.

A trama é muito bem amarrada, no qual mistura passado e presente, e assim vamos entendendo um pouco sobre como a vida seguiu pra cada um.

A autora escreve de uma forma poética, nos contagiando com suas palavras e narrações. Há ainda muitos pensamentos e lições que ultrapassam as linhas desse livro. Emily vai além, nos faz refletir sobre muitas coisas. Talvez ao longo da leitura, você irá parar durante algum capítulo e ficará pensando sobre algo que acabou de ser lido.

Esteja preparado para se emocionar!

Mas infelizmente nem tudo foi tão fácil assim. Para mim, a leitura começou e seguiu muito arrastada por um bom tempo. Demorei para simpatizar com alguns personagens, o que atrapalhou um pouco.

Ao longo do livro eu fui questionando o caminho seguido pela autora, não estava entendendo onde ela queria chegar. Confesso que houve um bloqueio muito grande por minha parte, que acabou não ajudando em nada a leitura.

Mas num determinado ponto do livro, enfim fui fisgado pela autora. Ela começou a revelar tantas coisas e a ligação entre tudo me surpreendeu. Era algo que eu não esperava e que acabou me fazendo compreender todos aqueles capítulos que até então eram sem sentido para mim.

Estação Onze vai muito além de uma simples distopia. Conforme a citação de George R.R. Martin na capa, este é um livro que se destaca de todos os outros. Leia e deixe-se contagiar!

“O inferno é ausência das pessoas de quem temos saudades.”

Resenha – Jessica Jones

Por Aline Bordin
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27 de Março
 
A nova série da parceria entre Marvel e Netflix, da heroína dos quadrinhos Jessica Jones, estreou no dia 20 de novembro exclusivamente na Netflix e arrasou.
 
O roteiro é inspirado na HQ da Marvel Alias, que conta a história de uma ex super heroína tentando ganhar a vida sendo detetive particular; mas o motivo pelo qual Jones desistiu de ser super continua a assombrando.
“Knowing it’s real you gotta make a decision. One, keep denying it. Or two, do something about it.”
Jessica tem uma personalidade um tanto distinta dos outros heróis. Ela é super beberrona, badass, perturbada, forte e não tem papas na língua S2
 
Mesmo que o roteiro esteja bem fiel aos quadrinhos no quesito identidade, podemos notar algumas diferenças decepcionantes referente ao enredo. Tudo começa muito bem, mas parece que no desenvolver da trama os roteiristas se perdem um pouco na explicação dos poderes do vilão e no encerramento da história.

Por falar em vilão, — foi amplamente elogiado por sua performance em JJ. De fato, é notável que — muitas vezes rouba a atenção de Jessica e acaba se tornando um personagem profundo e fascinante.
 
Alem disso, muitos ficaram decepcionados pelo fato da série não ter lutas mirabolantes e efeitos maravilhosos, diferindo das ultimas produções feitas pela Marvel como Demolidor, Agent Carter e Agents od S.H.I.E.L.D. O fato é que Jessica Jones não é uma série show-off. Ela é bem realista e dura.

A série é impiedosa com os personagens, numa pegada Game of Thrones light, então não se apeguem muito!

EDITORA DARKSIDE – Aposte No Escuro

Por Thales Eduardo
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23 de Março

“Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite”.

Em 2012 surgia a primeira editora do Brasil dedicada inteiramente ao terror e à fantasia, a Darkside. Com uma proposta audaciosa, a editora inovou e convidou todos os leitores a apostarem no escuro. Aposta feita e a Darkside não só atingiu todas as expectativas como foi muito além e encantou os leitores!

Com o passar dos anos, a editora foi trazendo grandes sucessos e expandindo seu catálogo. Os livros publicados foram divididos por categorias, sendo elas: CineBook; DarkLove; Crime Scene; e Free Book.

Agora para 2016, a Darkside promete grandes obras que serão lançados ao longo de todo o ano. Acompanhe a editora nas redes sociais (Facebook e Twitter) e não perca nenhum lançamento!

Resenha – A Penúltima Edição

Por Marcos Stankevicius
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21 de Março

Título: A Penúltima Edição

Autor(a): Rodrigues, Fernando A., Sérgio Ferrari, Rogerio Brugnera, Lucas Formaglio e Pedro Luna

Diagramação: Kellen Carvalho

Editora: A Penúltima Edição

Ano: 2015

Páginas: 164

Skoob

Gênero: Conto Nacional, Ficção

 “Sérgio avistou o demônio ao descer por uma viela. ‘Não acredito no diabo’, ele pensou. Infelizmente, o demônio acreditava em Sérgios”
                                 Resenha:
 A penúltima edição é um livro nacional composto por 14 contos, escrito por 6 autores. Cada conto possui um assunto distinto do outro, abordando temas de traição, amizade, loucura, solidão e até mesmo magia e ilusão.

“É  prato feito a muitas mãos e com temperos distintos que não desanda, que não esgota suas possibilidades de surpreender a cada página virada, seja pela forma, seja pelo conteúdo, seja por tudo e mais um tanto.”

 Não tenho muito o costume de ler livros nacionais ou de contos, livros como esse me fazem perceber o que estou perdendo. A leitura é extremamente empolgante, tudo é escrito e descrito de forma perfeita e sincronizada com a situação que está sendo apresentada e também, encontra-se algumas palavras que não são comuns de serem utilizadas, mas que valorizam a língua portuguesa. Por não serem historias completas, fica a super curiosidade de conhecer mais sobre os personagens apresentados e seus respectivos universos.

 Entre cada conto existem poemas e imagens muito legais que combinam com o texto. As ilustrações feitas por Vinícius Silva e Kellen Carvalho são em preto e branco e bastante sombreadas, a maioria são retratadas de forma abstrata, não realista, deixando tudo mais divertido.

 Minha primeira impressão com o livro é que seria de terror, provavelmente por causa da capa, mas ao passar de um conto para o outro fui identificando os outros gêneros presentes. Meu conto favorito é “Fome Inerente” do Pedro Luna, que conta a simples história de um paciente recebendo a consulta de um doutor de forma divertida e genial. Amo histórias que misturam o absurdo com o improvável e que no final deixam claro o ponto de vista ou a lição de moral.

“Da afasia sem culpa, suga de nossas idas e vindas o vazio daquilo que se desguarnecia: a magia.”

 O livro todo é diagramado para se adaptar a cada conto, portanto, ao ler fique atento nas imagens, no rodapé e nas bordas do livro que com certeza você vai encontrar uma complementação do conto.

 O texto que se encontra no final foi uma das coisas que eu mais gostei. Durante a leitura do livro surge algumas dúvidas por cada conto já começar de uma forma.. digamos assim.. começada, mas o texto final surpreende com a explicação e conclusão disso, achei reconfortante <3

Blogagem Coletiva – Intenso e Profundo

Por Thales Eduardo
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18 de Março

As tecnologias nos trouxeram inúmeros benefícios, mas aliadas a má fé de muitas pessoas, elas se tornam um grande perigo para qualquer um.

É muito alto o número de pessoas que utilizam smartphones para fotografar e trocar mensagens diariamente. Dentre esses usuários, uma pesquisa revela que 49% costumam enviar fotos e mensagens íntimas.

Esse é um número extremamente alto, mas não estamos aqui para julgar quem prática tal ato. Cada um é livre. Entretanto, queremos destacar o real perigo de tal conteúdo ser usado de forma indevida ou até mesmo cair em mãos erradas.

Segundo um dado assustador, um em cada dez ex-parceiros (as) já ameaçaram expor imagens e vídeos privados da outra pessoa. As maiores vítimas dessa chantagem geralmente são mulheres.

Essa prática é chamada de revenge porn (pornografia da vingança) e pode ser definida como uma forma de violência moral (com cunho sexual) que envolve a publicação na internet e distribuição com o auxilio da tecnologia (especialmente com smartphones), sem consentimento, de fotos e/ou vídeos de conteúdo sexual explícito ou com nudez.

As vitimas desse crime aumentam a cada ano, porém pouco se fala sobre isso. Pensando nisso, Editora Arqueiro lança os livros Profundoe Intenso, da escritora Robin York, que tratam exatamente sobre o tema. Confira a sinopse:

Caroline Piasecki vê sua vida se transformar em um pesadelo quando o ex-namorado espalha fotos dela nua na internet. Desesperada, ela tenta fazer com que as imagens sumam da rede e, ao mesmo tempo, procura se defender da multidão de pessoas que a julgam. Um dia, quando um cara que ela mal conhece sai em sua defesa, tudo muda.

A autora então busca conscientizar seus leitores sobre o assunto e faz um apelo ainda para que se criem leis específicas contra tal crime.

A falta de conhecimento a respeito da pornografia da vingança e o preconceito em torno disso acarretam em problemas maiores, já que as vitimas geralmente são apontadas como as próprias culpadas do crime. Um total absurdo!

Ressaltamos a importância e parabenizamos a editora por tal lançamento, lembrando que os livros “Profundo” e “Intenso” já estão à venda, em um evento exclusivo de lançamento simultâneo dos dois livros que compõem a história de Caroline Piasecki, da autora Robin York.

Caso você tenha interesse em saber mais ou até mesmo queira buscar auxilio, indicamos a ONG, citada pela própria autora, End Revenge Porn e também o Centro de Valorização da Vida, site brasileiro muito interessante que atende de forma voluntária e gratuita toda pessoa que estiver precisando, sob total sigilo.

Fonte: Revenge porn em números

Resenha – Quando você voltar

Por Dalila Correia
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15 de Março

 

Título: Quando você voltar
Título original: Home Front

Autora: Kristin Hannah
Editora: Arqueiro
Gênero: Drama / Romance
Páginas: 338
Ano: 2013
Nota no Skoob: 4.6

“Eu sou um soldado americano. Eu sou um guerreiro e parte de uma equipe. Eu sirvo ao povo dos Estados Unidos da América e vivo os valores do exército. Eu colocarei sempre a missão primeiramente. Eu nunca aceitarei a derrota. Eu nunca desistirei. Eu nunca deixarei um camarada caído…”
 
Resenha:

Quando eu falei que me tornei fã de Kristian Hannah após ter lido “O Rouxinol” eu não estava brincando. E agora minha admiração só aumentou.

Sua escrita é bem suave e consegue intercalar drama e romance perfeitamente. “Quando você voltar” é uma história impressionante que conta um lado da guerra que poucos conhecem: o retorno de um soldado.


Mas não é aquele retorno feliz e amável com seus familiares e animais de estimação, mas sim um retorno cheio de pesadelos, medos, aflições e tristeza.

Jolene, a protagonista, é uma militar piloto de helicópteros, esposa e mãe zelosa, que para ela, ser feliz é sempre uma opção. Porém, um dia seu esposo lhe dissera que não a amava mais e no outro, recebe a convocação para ir à Guerra do Iraque.

O que fazer agora? Como deixar suas filhas, seus tesouros? E seu marido que não entende/apoia sua decisão de cumprir sua missão, e muito menos apoia esta guerra, e o mais importante, NÃO A AMA MAIS… Como sempre fizera, colocou a tristeza de lado e fora cumprir sua dever.

Eu particularmente gosto muito de histórias relacionadas a guerras, principalmente a Segunda Guerra, mas não havia lido nada ainda sobre a do Iraque.

Kristin nos passa através de Jolene, o quão é difícil a vida de uma mulher militar, de estar em combate, ver seus amigos parceiros morrerem e devendo recolher pedaços de seus corpos, de estar tão distante de casa e também o quanto tudo isso afeta o psicológico de uma pessoa.

Jolene aos poucos começa a sofrer as consequências. E no outro lado da história está sua família, que sofre também com a falta de notícias, mas que ao mesmo tempo percebe o quão ela é importante.

Após o helicóptero de Jolene sofrer um ataque, terá que conviver com sua nova realidade. Mas será que conseguirá? Será que sobreviverá aos seus próprios medos? Será que deixará seu coração abrir-se novamente?

As respostas destas perguntas, Jolene encontrará e principalmente o amor irá ajudá-la.

Bem…este livro é incrível, chorei horrores e confesso que fiquei com uma “raivinha” da Jolene em alguns momentos. Mas, percebi que é realmente esta a intenção da autora, abordar o TEPT e mostrar o quão é difícil ajudar pessoas nesta situação.

Super recomendo “Quando você voltar”! E deixo uma pergunta à você leitor: Qual é a sua opinião em relação a Guerra do Iraque?

Selva de Gafanhotos: motivos para ler (ou não)

Por Thales Eduardo
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13 de Março

 

Escrito por Andrew Smith, Selva de Gafanhotos trata-se de um romance apocalíptico cheio de aventuras bizarras envolvendo insetos gigantes, um mal resolvido triângulo amoroso-sexual e o fim do mundo. Confira a sinopse aqui.

 “Bons livros sempre são sobre tudo.”

Lançado no Brasil em 2015, pela editora Intrínseca, Selva de Gafanhotos tem se tornado aquele livro que ou você ama, ou você odeia. Pensando nisso, duas pessoas da equipe do Nunca Desnorteados leram o livro e tiveram opiniões bem diferentes, e agora vieram contar nesse post os motivos para vocês lerem o livro, ou ficarem bem longe dele.

A NARRATIVA

A narrativa, para mim, é um dos pontos mais importantes em um livro, e se ela não me ganhar logo nas primeiras páginas, dificilmente eu vou conseguir gostar do livro quando chegar ao final dele. Em Selva de Gafanhotos eu encontrei a narrativa mais bagunçada de toda a minha vida. 

Não estou querendo dizer aqui que Andrew Smith escreva mal, longe de mim (não me venham apedrejar depois, sou uma pessoa do bem), mas confesso que a forma que ele escolheu para levar a história foi a mais confusa que ele poderia ter escolhido. O narrador por diversas vezes perdia o foco e começava a incluir fatos que não acrescentavam nada à história, tornando-a cansativa e entediante.

 INUSITADO

Selva de Gafanhotos pode ser definido como um livro um tanto quanto inusitado. Assim como já foi dito, Andrew Smith durante sua escrita divaga sobre muito assuntos, que não necessariamente seguem uma ordem. 

Dessa forma, cada capítulo se torna uma incógnita, você nunca sabe exatamente o que está por vir. Obs.: Logo nos capítulos iniciais você acostuma com a narração (pelo menos, foi assim comigo)!

OS EXAGEROS

Sei que estamos falando de um livro de ficção e que exageros são super aceitáveis, até mesmo necessários para esse estilo literário, porém nesse caso, Andrew Smith enxergou a linha limite e resolveu atravessá-la, só para deixar a história ainda mais bizarra. 

Queria poder ser bem claro aqui ao o que estou me referindo, mas aí já seria spoiler e não estou a fim de estragar a leitura de vocês (caso vocês ainda queiram ler esse livro depois desse post), mas tem a ver sobre os insetos gigantes, sobre como eles foram criados e como derrotá-los. It was too much. 

DESPRETENSIOSO

Não espere em Selva de Gafanhotos clichês baratos que agradem os leitores. Smith não tem nenhuma intenção disso. Ele segue um roteiro totalmente “maluco” (no bom sentido), no qual você sempre se surpreende. 

Não posso falar muito sobre isso, pois acabaríamos caindo em spoilers. Mas saibam que muitas coisas vão acontecer, mesmo que elas possam não agradar tanto algum leitor (superem!). 

A PALAVRA “TESÃO”

De todas as resenhas que eu já li sobre Selva de Gafanhotos, todos foram unânimes em um ponto. Andrew Smith conseguiu retratar a adolescência de forma singular, mostrando a verdade nua e crua de um adolescente real, com seus hormônios à flor da pele. Porém teve uma palavra em todo o livro que chegou a me irritar. Tesão. 

Okay, estamos falando de adolescentes e isso é super normal de acontecer, todos sentem isso, mas era mesmo necessário colocar essa palavra em quase todas as páginas? Não, eu não estou exagerando. A palavra mais repetida em todo o livro foi “tesão”, em quase todas as páginas ela estava lá. 

A minha vontade era recomeçar a ler o livro só para poder contar quantas vezes o termo aparecia. Chegou a um ponto que eu já lia a história esperando para que a palavra aparecesse, e eu nem precisava esperar muito. 

FATOR “ANDREW SMITH”

Há alguns escritores que você quer ler tudo e qualquer coisa que estejam escrevendo, Andrew Smith é um desses casos. Além desse, já foram lançados no Brasil “A Lente de Marbury”, “A Cura Invisível” e “Minha Metade Silenciosa” (sendo esses pela editora Gutenberg). 

Essa foi minha segunda obra do Smith, mas confesso que a vontade é grande em querer ler todos quanto antes. Até mesmo os que não gostaram de algo na leitura, elogiam a escrita do autor. Ele escreve com uma maestria tamanha, que nos envolve e nos insere na sua história. Sem dúvidas, vale a pena reservar um tempo e conhecer os demais livros do autor (e editoras, esperamos mais lançamentos do autor por aqui!).

“A história mostra que muito do que dizemos não está contido nas palavras, afinal.”

Cada pessoa pensa e vivencia as coisas de maneiras diferentes, e mostrar isso foi a proposta dessa “resenha compartilhada”. Não sabemos se irá gostar ou odiar, a única coisa que queremos é que você leia e tire suas próprias conclusões (e nos conte aqui quais foram, por favor)!

BOOK TRAILER


PS: Essa pseudo resenha foi escrita em parceria com o Lucas Florentino.

Resenha – Meu Romeu

Por Alê Lendo
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Título: Meu Romeu
Título Original: Bad Romeo
Autor(a): Leisa Rayven
Tradutor(a): Barbara Heliodora
Editora: Globo Livros
Ano: 2015
Páginas: 408
Perfil no Skoob: aqui

Gênero: Ficção, Romance  
 
“Por uma noite, apenas esteja comigo. Sem medo. Sem culpa, Apenas nós.”

Gente, olha eu estreando no Nunca Desnorteados!!! 

Vou começar falando de uma das minha melhores leitura deste começo de ano. MEU ROMEU o livro de estreia da Australiana LEISA RAYVEN. É difícil de acreditar que este seja o primeiro romance de LEISA RAYVEN, as qualidades são tantas que quando acabei o livro nem sabia como começar a falar dele!

Mas antes de começar a disparar meu repertório de predicados, vamos falar dos nossos protagonistas: CASSIE TAYLOR e ETHAN HOLT.

Cassie Taylor tem dezoito anos e acabou de entrar para a faculdade que sempre sonhou, ela finalmente faz parte do seleto grupo de atores que conseguiram uma vaga na renomada Grove em Nova York. Ela finalmente será uma atriz.
 
Cassie não se lembra de quando começou a atuar, provavelmente a resposta é desde sempre, o que ela sabe é que isso se transformou em uma grande paixão, e também em uma maneira simples e eficaz de não ser ela mesma. Como toda garota entrando na fase adulta, Cassie quer se encontrar, sentir-se aceita, e talvez, parte de um grupo, mas ela sabe que não será nada fácil, pois nunca sentiu-se parte de nada. Durante sua vida Cassie fez uso irrestrito de sua maior habilidade: ler pessoas, e dar a elas exatamente o que querem ver e ouvir.
 
Olha, eu gostei muito dessa garota, e acreditem, isso é muito raro, pois tenho sérios problemas com protagonistas de livros “young adults”, mas Cassie Taylor é completamente diferente, ela real, pura, crua, intensa, verdadeira, LEISA RAYVEN foi muito feliz na construção da sua protagonista, e ver Cassie crescendo – em todos os sentidos – página a página foi incrível.
 
ETHAN HOLT tenta há 3 anos uma vaga na Grove, falhou nas duas primeiras, se falhar novamente não poderá se inscrever no próximo ano. Ethan é rude, introspectivo, lindo que dói, tem um humor horrível e faz questão de deixar claro que odeia tudo ao seu redor, começando por ele mesmo.
 
 O livro não traz a gasta receita garota bacana + bad boy revoltado (sério, eu não aguentava mais isso), em MEU ROMEU todos estão perdidos e remando desordenadamente em um turbulento mar chamado vida adulta.
 
LEISA RAYVEN é perfeita, sério, não consigo achar outra palavra, em nenhum momento ela faz uso de subterfúgios superficiais e infundados para justificar a bagagem emocional de Cassie e Ethan, é tudo muito coerente. Em MEU ROMEU as intempéries da vida são REAIS e COMUNS A QUALQUER UM, problemas que são simples em seu contento, mas muito profundos em suas sequelas.
 
As caixas altas no parágrafo acima se deve ao fato de que eu não aguentava mais aquele monte de desgraças que invadiram os “YA’s” nos últimos tempos, e veja, não estou dizendo que os livros são ruins, apenas me perguntava o que havia acontecido com os bons e velhos problemas da vida, porque tudo o que eu lia eram tragédias surreais. 
 
E se você acha que os diferenciais “da moça que escreve” param por aí vai se surpreender vendo-a usar uma técnica de que gosto muito, mas é para poucos: contar duas histórias simultaneamente, mas em diferentes momentos da vida de seus protagonistas. MEU ROMEU conta o que aconteceu há 6 anos, quando Cassie e Ethan se conhecem nas audições para a Grove, e o HOJE.
 
E este HOJE não é jogado como um-grande-mistério-a-ser-desvendado, NÃO, pois desde as primeiras páginas – através dos “flashbacks” de Cassie – fica bem claro que “deu ruim” (gente, adoro esse bordão), para Cassie e Ethan. O sensacional é odisseia de acompanhar as desventuras desses dois até chegar no ápice da questão!
 
Agora atenção: se você não mora na Austrália, e se Leisa Rayven não é sua “miga de pista”, JAMAIS, DE MANEIRA ALGUMA, leia MEU ROMEU sem o segundo livro da série, MINHA JULIETA, do seu ladoooo, pois, caso o faça, você vai ficar num humor bem parecido àquele quando assistiu a “Sociedade do Anel”. Frodo e sua galera subindo uma montanha de gelo, gelo, gelo, gelo e …… tela preta, lembra?  
Agora vamos falar do “perfect time” da autora. Olha, fazia um bom tempo que eu lia um livro com diálogos tão bem estruturados, inteligentes e engraçados (eu ri muito), como os deste livro. Caros, essa moça é do ramo!!!
 
⌛️Só pra fechar, porque é uma resenha, não um tratado, confesso que em dado momento eu achei que Leisa Rayven não fosse dar conta do gênio explosivo e indócil do Ethan, achei que ela poderia perder a mão e deixar o personagem emocionalmente “over,” ledo engano, tudo em MEU ROMEU se justifica clara e indubitavelmente de um livro para outro. 
Importantíssimo dizer que MEU ROMEU veio parar em nossas mãozinhas graças a GLOBO LIVROS que (tem a visão além do alcance e só traz sucesso) fez um trabalho lindíssimo de diagramação, tradução e marketing!
Lindo, engraçado, emocionante, real e apaixonante! Compre, troque, alugue, empreste, faça qualquer coisa, mas leia MEU ROMEU.

É isso pessoas, volto em breve para devanear sobre MINHA JULIETA.

Novo trailer de Capitão América: Guerra Civil

Por Aline Bordin
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10 de Março
Hoje foi liberado pela Marvel o último trailer de Capitão América: Guerra Civil, a adaptação do aclamado arco escrito por Mark Millar e desenhado por Steve McNiven sobre o embate dos nossos queridos super herois dos quadrinhos
 
Nessa adaptação para o cinema, os acontecimentos de Nova York e de Sokovia fazem com que o governo decida regulamentar e cadastrar os herois. Acontece que nem todo mundo fica de acordo.  Alguns herois, liderados pelo Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), apoiam a lei, enquanto outro, liderados pelo Capitão América (Chris Evans), passam a agir na clandestinidade contra a medida autoritária.
 
Confira no vídeo abaixo:

Com um tom muito mais dramático do que os anteriores, esse trailer ressalta mais as divergências de opiniões entre ambos os lados e detalha bastante as lutas que tínhamos visto nos vídeos anteriores. Podemos ver com mais detalhes as lutas entre Cap e Tony, Soldado Invernal e Pantera Negra e da Feiticeira e o Visão. Além disso, o Homem Formiga e O HOMEM ARANHA APARECERAM GENTE ALELUIA!!
 
Aparentemente esse filme vai ter uma pegada mais tensa e sombria do que os anteriores. Com direção de Anthony e Joe Russo e roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely, Capitão América: Guerra Civil estreia em 28 de abril nos cinemas.


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