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Título: As Crônicas de Marte
Título original: Old Mars
Autores: George R. R. Martin e Gardner Dozois
Tradução: Fábio Fernandes
Editora: Arqueiro
Páginas: 496
Skoob: Aqui

Vida extraterrestre é um assunto que instiga a todos. Acreditando ou não, nossa curiosidade fala mais alto e nos leva a imaginar tais possibilidades. Com um universo tão grande, será mesmo que estamos sozinhos nessa imensidão? Mas nem precisamos ir tão longe, vamos pensar no sistema solar. Ou melhor, vamos falar de um planeta específico que com certeza já gerou muitas especulações. Vamos falar de Marte!

Em As Crônicas de Marte, somos contemplados com 15 contos de diferentes escritores. Tendo em comum apenas o famoso planeta vermelho, cada autor desenha seu próprio cenário.

O tamanho de cada conto varia, mas a grande maioria flui rapidamente. Como cada autor tem suas próprias características linguísticas, temos uma variedade de narrações, sendo que todas surpreendem e prendem a atenção do leitor.

“As Mariner não puderam encontrar o velho Marte. Mas você pode. É só virar a página.”

Entre ficção científica, aventura e fantasia, a viagem por Marte se torna animada diante da perspectiva de cada autor. 

Como são contos, há também um certo limite de espaço para cada uma das histórias. Talvez um ou outro apresente uma narração mais rápida, mas nada que possa atrapalhar a leitura. Muitas vezes terminamos um conto querendo mais daquele universo, mais daquela história.

Além dos diversos autores consagrados, As Crônicas de Marte foi organizado por George R. R. Martin e Gardner Dozois. Composta por uma equipe muito bem qualificada, o resultado não poderia ser diferente. Embarque junto nessa viagem pelo desconhecido e se prepare para muitas surpresas ao longo do caminho!

“A guerra chegaria ao mundo batizado com o nome de um deus da guerra. Sangue vermelho cairia sobre areia vermelha, tanto de humanos quando te marcianos.”

Título: As Crônicas de Marte Título original: Old Mars Autores: George R. R. Martin e Gardner Dozois Tradução:
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“Se quem éramos no passado tivesse um vislumbre de nós agora, o que achariam?”

Existem livros que são simplesmente um soco no estomago e você tem que aprender a lidar com eles caso queira chegar até a última página. Ao contrário do que o título propõe, ‘Estamos bem’ foi como cair na toca do coelho, uma solitária queda livre onde os sentimentos mais profundos, aqueles que mais lutamos para esconder, surgem a flor da pele e nos fazem refletir sobre como devemos lidar com os problemas que encontramos durante essa longa caminhada chamada vida.

Nina LaCour nos apresenta Marin, uma misteriosa garota que está prestes a passar o natal sozinha em seu dormitório da universidade. Tudo o que sabemos até aqui é que ela deixou para trás o sol e o calor da Califórnia, assim como alguns fantasmas do passado, e está agora vivendo em meio a fria cidade de Nova York.

Em pouco mais de duzentas páginas e uma narrativa que alterna entre passado e presente, vamos conhecendo mais de Marin e todas as motivações que a levaram a fugir de tudo e todos que conhecia. Não é tanto um livro sobre fatos, mas sim sobre sentimentos.

“Relembrar é a única forma de superar o passado.”

Solidão é um tema recorrente durante toda a história. O clima criado pela autora para mostrar o quanto Marin está sozinha acaba transbordando das páginas e fazendo com que o leitor se sinta da mesma forma. Além disso, perda, luto e dor também tem seus momentos ao decorrer do livro.

Durante toda a leitura conseguimos encontrar alguns diálogos muito poderosos, mas é no silencio das personagens que Nina LaCour consegue colocar para fora tudo aquilo que está impregnado no coração de Marin.

“Eu me pergunto se tem uma corrente secreta que une as pessoas que perderam alguma coisa. Não da forma que todo mundo perde alguma coisa, mas da forma que destrói sua vida, te destrói, e quando você olha para o próprio rosto, não parece mais seu.”

Existe um momento em particular (que é óbvio que não irei contar para não dar spoiler), em que um dos segredos é revelado, que simplesmente me destruiu. Fiquei com um nó na garganta durante dias, mesmo depois de já ter finalizado a leitura. É aquele tipo de situação na qual você tem até medo de se imaginar, mas que muitas vezes acaba não tendo controle, o que torna tudo ainda mais difícil.

Mas não pense que ‘Estamos bem’ é uma montanha-russa que só vai para baixo, existem sim alguns momentos felizes, ou pelo menos uma busca por felicidade e redenção, que faz com que torçamos para que Marin saia desse buraco escuro em que ela se encontra.

Fazia tempo que eu não lia um YA tão bom e que me fizesse trabalhar tanto a minha empatia. Não foi uma leitura fácil, não foi algo que consegui ler de forma rápida, mas com certeza me trouxe muitas reflexões que dificilmente irei esquecer um dia. Nina LaCour conseguiu cumprir o que se propôs a fazer e eu só tenho elogios à ‘Estamos bem’.

“Se quem éramos no passado tivesse um vislumbre de nós agora, o que achariam?” Existem livros que são
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Título: Quando Tudo Faz Sentido
Título original: Falling Into Place
Autora: Amy Zhang
Tradução: Joana Faro
Editora: Rocco
Páginas: 320
Skoob: Aqui

“A vida é mais que causa e efeito. As coisas não era tão simples assim.”

Quando tudo está um caos, quando vê as consequências de seus atos afetando as pessoas que a cercam, Liz chega a conclusão que já não há salvação para si. Chegou a hora de colocar um fim ao trem desgovernado chamado Liz Emerson.

Em um ponto da sua história, Liz deixou de se importar com muita coisa e começa a agir sem medir os efeitos de cada um dos seus atos. Apesar da popularidade na escola, ela não é um exemplo a ser seguido.

Além de ferir os sentimentos daqueles que cruzam seu caminho, Liz fere a si própria gradualmente. Ao mesmo tempo em que percebe que aquilo não é certo, ela também já não vê uma forma de ser diferente.

Quando se dá conta do rumo que sua vida tomou, não parece haver maneiras de mudar as coisas. Então Liz planeja, traça uma rota para acabar de ver com a causadora de tudo que julga errado: ela mesma. 

“Porque Liz Emerson guardava tanta escuridão dentro de si, que fechar os olhos não fazia muita diferença.”

Em um livro tocante e envolvente, Amy Zhang nos mostra que determinados assuntos merecem diálogo. Mais importante ainda, obras como essa nos alertam sobre os perigos que todos nós estamos vulneráveis, perigos esses que muitos preferem esconder ou julgar de um jeito errado.

De forma não linear, a autora transita entre passado e presente, em um jogo de ação e reação. Vamos descobrindo aos poucos essa protagonista bagunçada, que busca seu lugar no mundo mesmo sem saber ao certo qual é. Mesmo que de uma maneira não muito correta, Liz vai seguindo a vida do jeito que pode e consegue. Foco não é julgarmos atos da personagem, mas sim percebermos a força do efeito dominó na vida de uma pessoa. Como as peças são derrubadas ao longo do ano e a maneira como cada uma delas é afetada. Como parar algo que parece inevitável?

Contudo, com um resultado muito satisfatório, Amy entrega uma obra necessária e importante

“Ela não percebia que a reação igual e oposta era a seguinte: todas as coisas terríveis , cruéis e escrotas que Liz já fizera tinham voltado para ela.”

Título: Quando Tudo Faz Sentido Título original: Falling Into Place Autora: Amy Zhang Tradução: Joana Faro Editora: Rocco Páginas:
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Título: Olá, caderno!
Autora: Manu Gavassi
Ilustração: Nath Araújo
Gênero: Jovem Adulto, Ficção
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 312
Ano: 2017
Skoob: Aqui

 

Antes de começar essa resenha, vocês precisam saber de uma coisa: eu amo a Manu Gavassi. Sério, eu sou aquele tipo de fã que compra todos os CDs (físicos e no iTunes, porque eu quero mesmo deixar essa mulher ainda mais rica e famosa), vou em todos os shows que consigo, tarde de autógrafo, passo horas ouvindo as músicas e nunca, NUNCA, me enjoo (inclusive, estou ouvindo agora mesmo enquanto escrevo). Okay, então sabendo disso, vocês devem estar pensando que eu resolvi escrever esse post para poder declarar o meu amor por todos os parágrafos, né? Não! Eu prometo que vou tentar me controlar e focar só no livro, nos pontos positivos e negativos, porque nosso objetivo aqui no Nunca Desnorteados é justamente esse, dizer o que realmente achamos de tal obra e deixar que vocês decidam se querem ou não ler tal livro. Então vamos lá!

Em “Olá, caderno!” nós conhecemos Nina, uma garota de 17 anos que resolve escrever um diário. Não, diário não, porque como ela mesma diz, diário é infantil e ela já é praticamente uma mulher, rs. Nina é sincera, divertida, dramática (talvez eu tenha me identificado bastante nesse ponto) e, acima de tudo, real. Um dos problemas que sempre me incomodam em alguns livros são personagens que são sempre “personagens” demais. Aquela coisa que você pensa que nunca existiria no mundo fora das páginas, mas Nina é absurdamente parecida com várias pessoas que eu conheço, inclusive a mim mesmo.

O livro é escrito como se fosse realmente o caderno da Nina, os capítulos são os dias que ela resolve escrever, então tudo o que lemos são as coisas que ela quis colocar para fora, e o mais legal disso é que a personalidade e as emoções dela ficam bem nítidas, como, por exemplo, em um dos capítulos ela conta que está super ansiosa para tal coisa, o que nos faz esperar para o próximo capítulo, aí ela aparece e diz que não está bem para escrever sobre, e automaticamente nós entendemos que algo deu errado e ela preferiu guardar para si mesma, que não está preparada para compartilhar.

Esse ponto pode até chegar a irritar um pouco alguns leitores, mas comigo foi meio diferente, eu ficava sempre muito curioso e inventando coisas na minha cabeça, pensando na vida dos outros personagens e naquilo que a Nina não quis contar. Era como se o outro lado da história fosse se desenvolvendo na minha cabeça e depois casando com a história que eu lia. Acredito que, para cada leitor, essa história foi ganhando um repertório alternativo, o que transforma a experiência de leitura ainda mais interessante.

“As pessoas realmente estão esquecendo coisas básicas: escrever com a mão, sem digitar, ou comprar um CD e conseguir segurá-lo de fato, ou ler um livro e sentir o cheiro das páginas (que, aliás, eu amo), ou conhecer uma pessoa pessoalmente e conversar com ela pessoalmente.”

Além de Nina, nós conhecemos sua irmã mais velha, seu irmão gêmeo, seu melhor amigo e diversos outros personagens que acabam tendo seu momento durante a leitura. Eu senti que muitos deles acabaram não sendo muito bem desenvolvidos, mas entendo o motivo, já que a história era contada pelo ponto de vista da Nina, ela nos mostrava apenas o que queria de cada um deles.

A história da Nina é muito parecida como a de muitos adolescentes, então não dá para ficar esperando grandes acontecimentos durante as páginas, o mais legal não é a história em si, mas a forma como ela é contada.

Um dos meus maiores medos era que o livro fosse infantil demais, porque, por mais que eu goste da capa, é isso que ela me remete: um livro para garotinhas de doze anos (não que eu tenha algo contra livros para garotinhas de doze anos, inclusive, leio, hahaha). Mas não se deixe enganar, o livro chega a ser até bem maduro em diversos pontos, falando sobre drogas e relacionamentos, e alguns palavrões não são poupados.

“Na verdade, acho que as pessoas querem mostrar que são felizes ou tristes porque estão ocupadas demais tentando desesperadamente definir o que são.”

O final do livro, apesar de resolver todos as pontas que foram deixadas pelo caminho, ainda assim conseguiu ficar aberto o suficiente para esperarmos uma sequencia dessa história. Se ela realmente vai acontecer, eu não sei, mas a torcida do lado de cá não está fraca. 

Se “Olá, caderno!” foi um dos melhores livros que já li? Não, mas com certeza ele me rendeu bons momentos de leitura, ótimas risadas e, como fã, foi bem interessante poder conhecer esse  outra lado da Manu, mal posso esperar por mais histórias desses personagens que já amo!  

Título: Olá, caderno! Autora: Manu Gavassi Ilustração: Nath Araújo Gênero: Jovem Adulto, Ficção Editora: Rocco Jovens Leitores Páginas: 312 Ano: 2017 Skoob: Aqui  
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Título: A Coroa da Vingança
Título Original: Reunited
Autora: Colleen Houck
Tradução: Alves Calado
Editora: Arqueiro
Páginas: 416
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Ps: Terceiro e último volume da série Deuses do Egito. 
“Descobri que é melhor não olhar para trás com arrependimento. Só com lições aprendidas. O infortúnio pode acompanhar a gente por toda a vida. A gente acaba tendo apenas duas escolhas. Lamentar o destino, diminuir o passo até ele alcançar a gente e depois estender os braços para abraçar a tristeza ou continuar correndo para que ele nunca possa nos alcançar.”
 
Após a batalha contra a Devoradora no final do livro O Coração da Esfinge, Lily volta para o mundo mortal, especificamente para a fazenda de sua avó, para aguardar as próximas batalhas que viriam para destruir Seth e impedir seu plano maligno, mas, o que ninguém podia contar, era que ela voltaria sem memória alguma dos acontecimentos passados ao lado dos Filhos do Egito. Sua mente estava fragmentada. Nem mesmo de Amon, com quem compartilhava uma ligação fortíssima, ela se lembrava! (SOCORRO!)
 
Ao acordar, ela percebe que algo está errado, porém tudo piora em questão de segundos ao descobrir que havia não uma pessoa em sua mente, mas duas, que não paravam de falar coisas absurdas. Ela esteve no Egito? Lutando ao lado de múmias para salvar a humanidade? Ela era uma esfinge? Que diabos estava acontecendo? A última coisa que lembrava era de ter ido ao MET decidir que faculdade cursaria.
 
Lily percebe que a situação se agrava ainda mais quando o grão-vizir, Hassan, aparece com todas as suas ‘supostas’ armas, dizendo que precisava treinar suas capacidades juntamente com as meninas que habitavam seu corpo, Tia e Ashleigh, para se fortalecerem e partirem para acordarem os irmãos e invocá-los antes que Seth os encontrassem no além e os desfizessem inteiramente. 
 
Achava que tinha pirado de vez! Pelo menos tinha sua avó ao seu lado para duvidar de tudo aquilo que Hassan estava falando.
 
“Todo mundo aparentava estar muito seguro de que as coisas incríveis que ele descrevia tinham acontecido de verdade. Eu não conseguia acreditar. Aquilo tudo não podia se referir a mim. Por que eu sairia de Nova York para seguir uma múmia?”
 
Porém, com a chegada de Néftis na própria fazenda, Lily percebe que está em um beco sem saída. Ela precisava fazer todas aquelas loucuras que estavam exigindo dela, inclusive o que a deusa havia acabado de revelar: ela não estava destinada a ser uma esfinge. Era mais do que isso. Ela precisava assumir o poder de Wasret e abraçar o ser que iria se tornar, assim como todas as implicações que esse nome carregava.
 
O que seria necessário para se tornar uma Wasret? Mal sabia ela que teria que abrir mão de MUITA coisa, colocando até sua própria existência em jogo. 
 
Como se fosse possível, as coisas pioram ainda mais um pouco quando Lily falha, logo de cara, em sua primeira missão. Só conseguiu acordar Ahmose. Asten e Amon estavam escondidos no canto mais distante do Cosmo e agora precisava ir resgatá-los. Haveria tempo suficiente?
 
 “Num momento eu era Lily, uma garota apanhada numa situação impossível, mais perigosa e mortal do que qualquer coisa que eu já havia lido em histórias. E no momento seguinte era algo totalmente diferente.”
 
Eu amei DEMAIS o livro pois ele superou IMENSAMENTE todas as minhas expectativas. É o melhor livro da série sem dúvida alguma! Não dá nem pra respirar durante a leitura e a narrativa está mais incrível do que nunca porque o leitor fica um tanto confuso juntamente com Lily pois ora é ela narrando, ora é Tia e ora é Ashleigh, mas não é sempre que tem uma tipografia diferenciada para você saber quando a narradora trocou. Em vários momentos parei por um segundo dizendo: “Espera aí! Isso aqui é a Tia falando, não é mais a Lily” ou algo do gênero. Achei isso incrível pois vai ficando cada vez mais nítido – e um tanto assustador – que as personagens estão se fundindo em uma única pessoa.
 
A única ressalva que faço é que Colleen pesou um pouco a mão ao decidir o destino de vários personagens. Fiquei com o coração não partido, mas despedaçado em VÁRIOS momentos. Se preparem para sentirem todas as emoções possíveis. 
 
Leiam, leiam e leiam pois está SENSACIONAL!!
 
Obrigada, Colleen Houck, por fechar a série com uma MEGA chave de ouro <3 ! ESTOU MUITO FELIZ!!!!!
 
“O medo vem de nós como uma onda gigantesca, mas ela sempre vai se quebrar na rocha da sua determinação.”
 
Título: A Coroa da Vingança Título Original: Reunited Autora: Colleen Houck Tradução: Alves Calado Editora: Arqueiro Páginas: 416
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Uau! Estou com uma tremenda vontade de começar essa resenha com um enorme palavrão, mas se eu soltasse um, uma sequência insana de outros palavrões viria em seguida… Juro que estou tentando segurar, mas desculpa, pessoa que lerá a doideira que escreverei, está difícil segurar. Então lá vai: Que filmão da porra! (falando mentalmente outros diversos!)

“Eu, Tonya” é um filme biográfico que retrata a vida da patinadora americana, Tonya Harding (Margot Robbie), que cresceu num ambiente familiar não muito adorável, tendo que lidar com o distanciamento do pai ainda muito nova e a agressividade, humilhações e maus tratos da mãe (Allison Janney) aos longo dos anos. Como se não bastasse, durante sua adolescência, Tonya acaba entrando num relacionamento abusivo e violento com o jovem Jeff Gillooly (Sebastian Stan) , que não perde uma chance de insultá-la e agredi-la. Mesmo assim, Tonya não consegue sair deste relacionamento.

“Ele só me batia e eu achava que era minha culpa”
“Ele me batia mas me amava, afinal minha mãe também me batia, e eu não conhecia nada além disso”

Apesar de todo esse sofrimento, Tonya sempre contou com o esporte que a completava e que amava desde muito nova: a patinação artística no gelo. Assim, ela se dedica por anos a fio ao esporte e mesmo com as inúmeras dificuldades que teve para se encaixar no padrão do mundo da patinação, Tonya consegue uma vaga para os Jogos Olímpicos, entretanto, durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994, ela acaba se envolvendo num escândalo que muda sua vida para sempre.

Quem conhece a história de Tonya, sabe o que o escândalo causou pois ganhou uma repercussão enorme na mídia na época, mas, pra você que não sabe, não vou dar spoilers e contar o que aconteceu, rsrs.

Senti um turbilhão de coisas durante o filme: Raiva em relação ao abuso e violência, agonia em alguma cenas, um tanto de esperança – mesmo conhecendo o tal escândalo e o que ele resultaria antecipadamente -, alegria (sim, alegria), pois mesmo com o clima pesado do filme, ele tem um tom cômico e sarcástico – que rendeu algumas risadas -, e uma tristeza enorme com o rumo que a vida de Tonya levou. Me senti injustiçada com sua sentença, confesso!

Eu não tenho uma crítica negativa sobre o filme. Produção e direção maravilhosa, roteiro SENSACIONAL recheado de diálogos que merecem ser vistos mais de uma vez, atuações de tirar o fôlego (gente, os atores escalados são muito idênticos aos da vida real! Fiquei besta!), trilha sonora fantástica e uma montagem digna de TODOS os elogios e, claro, de um Oscar! É minha aposta na categoria. 

É um filme que choca, que retrata preconceitos, pressões, abusos, relacionamentos e o mundo atrás da patinação artística. Não é uma biografia comum. Prepare-se para ser surpreendido.

É imperdível. VEJA!

Trailer:

“Eu não sou ninguém se eu não puder patinar. Eu não sou nenhum monstro”

 

Uau! Estou com uma tremenda vontade de começar essa resenha com um enorme palavrão, mas se eu soltasse
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