Mês: Maio 2016

Especial Shadowhunters, Parte II: Cidade das Cinzas

Por Lucas Florentino
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8 de Maio
Título: Cidade das Cinzas
Título original: City of Ashes
Autora: Cassandra Clare
Tradução: Rita Sussekind
Editora: Galera Record
Gênero: Ficção / Fantasia
Ano: 2011
Páginas: 404
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Olá pessoal, estou voltando hoje para contar para vocês mais um pouco sobre essas minhas experiências tardias com a leitura dos livros da Cassandra Clare. Eu que esse ano iniciei um projeto pessoal da qual eu me propus a ler todos os livros sobre o universo dos Cassadores de Sombras e você já pode conferir o primeiro post clicando aqui. Dessa vez, o livro em questão é Cidade das Cinzas, segundo volume da série Os Instrumentos Mortais, e já posso adiantar para vocês que com esse livro muita coisa mudou para mim desde o primeiro, principalmente a forma como eu via alguns dos personagens. Mas calma que isso eu conto mais para frente, primeiro vamos saber do que se trata Cidade das Cinzas lendo a sinopse: 

“No mundo dos Caçadores de Sombras, ninguém está seguro. E agora que Clary descobriu fazer parte do perigoso Submundo, sua vida nunca mais será a mesma. Jace, seu recém-descoberto irmão, está cada vez mais impossível, e não parece medir esforços para enfurecer a todos. E sua atitude de bad boy não ajuda em nada quando, após o roubo do segundo dos Instrumentos Mortais, a Inquisidora aparece no Instituto para interrogá-lo… Agora Jace é suspeito de ajudar o pai, o perverso Valentim, num plano que vai colocar em risco não só Idris ou o Submundo, mas toda a cidade de Nova York. E Clary não pode deixar de se perguntar: será que as ironias de Jace são só uma forma de chamar atenção, ou também pode haver uma traição por trás de tanto mistério?”

 
Embora essa sinopse seja totalmente voltada para Clary e Jace, o grande destaque de Cidade das Cinzas vai para os personagens coadjuvantes. Nesse segundo livro podemos perceber um maior destaque para Isabelle, Alec e Magnus, que são os meus personagens favoritos desde o primeiro livro. Mesmo a história principal exigindo muito dos protagonistas, podemos sentir que cada um dos outros personagens tem uma influência e importância muito grande para o todo, além de cada um ter seus dramas pessoais. Um ponto muito importante que notei durante a leitura foi que Cassandra Clare não se preocupou apenas com o enredo da segunda história, ela continuou construindo seus personagens, fortalecendo-os e os tornando mais humanos, sendo assim, conseguimos sentir as emoções de cada um deles, o que é um grande ganho por se tratar de uma série de muitos livros. Eu sinceramente espero que essa construção de personagens continue crescendo até o final da série.
 
De um modo geral, eu gostei muito desse segundo livro, principalmente no quesito personagens, porém a história do primeiro ainda é minha favorita. Cidade das Cinzas possui um ritmo bem agitado, com muita ação do início ao fim, o que conta muito para prender o leitor. Ainda continuo achando que Clary é uma personagem um pouco chata, ainda tenho alguns problemas para aceitar o ponto de vista dela, mas aos poucos estou conseguindo me acostumar com isso e já não me incomoda tanto. Já Jace foi um surpresa para mim. No primeiro livro eu simplesmente odiei o personagem e foi assim por grande parte do segundo, até que tudo mudou próximo ao final. Como eu havia falado anteriormente, Cassandra Clare conseguiu mostrar um lado mais humano dos personagens e foi exatamente por isso que comecei a gostar um pouco de Jace, mas para saber do que estou falando, você vai precisar ler. 
 
Agora vamos ao ponto que me deixou frustrado: eu sou o tipo de pessoa que ODEIA spoilers, por isso eu já faço questão de avisar logo no início dos meus posts se vai aparecer algum ou não, que já é para não estragar a experiência de leitura de vocês. Quando eu terminei de ler o primeiro livro, logo em seguida eu fui assistir a série Shadowhunters (que já possui resenha aqui no blog, só clicar aqui), porque me disseram que o conteúdo da primeira temporada se referia ao primeiro livro, então okay, lá fui eu, todo inocente e iludido com a informação. Conforme os episódios foram passando, eu percebei que algumas coisas não faziam sentido, eles tinham “inventado” muita coisa, mas nada que de início tenha me preocupado. Porém quando fui ler o segundo livro da série, percebi que aquelas partes que eu achei que haviam sido inventadas pelos roteiristas eram coisas retiradas do segundo livro, e isso me deixou bem irritado. Eu sempre perco totalmente a vontade de ler algo quando eu já sei o que vai acontecer, e confesso que quase desisti de Cidade das Cinzas, simplesmente por esse motivo, mas fui forte e consegui passar por cima desse meu orgulho, porém não sei mais se vou continuar assistindo a série de TV quando a segunda temporada for lançada. 
 
Esperam que tenham gostado dessa segunda parte do Especial Shadowhunters e se mais alguém estiver lendo essa série pela primeira vez, comente aqui em baixo o que está achando (sem spoilers, por favor hahaha). Até o próximo post :p

Resenha: O Segredo de Helena

Por Thila Barto
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Título Original: The Olive Tree
Título: O Segredo de Helena
Autora: Lucinda Riley
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 400
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“A Sudden lurch of fear clutched at Helena’s heart and she wondered again if coming back here was the worst possible thing she could have done.”

Resenha:

Eu nunca sei lidar muito bem quando o assunto é Lucinda Riley, mas juro que tentarei me controlar e ser a pessoa mais normal possível… disse que tentarei, rsrs.

Esse livro foi escrito ainda quando Lucinda assinava com o sobrenome Edmonds mas nunca tinha sido publicado. O motivo? Quem sou eu pra saber, mas o que eu posso dizer é: Ele é incrível!! Mesmo!!

O livro é bem diferente dos atuais e até dos antigos, pra ser bem sincera, pois segue uma linha mais ‘contemporânea’ e linear sem aquela mistura de capítulos no passado e presente que costumamos encarar normalmente. Já imaginaram ela escrevendo assim? Pois é!

Claro que, uma coisa nunca muda: Sempre há segredos no passado que estão colidindo com os acontecimentos do presente e eles precisam ser revelados/superados para que os personagens possam seguir em frente com as suas vidas.

“And there was no escaping the fact that her past and present were about to colide”

Mas muita calma nessa hora, produção… eu disse que não tinha mistura de presente e passado, entretanto há sim troca de personagens entre os capítulos. Alguns são narrados a partir da visão de Helena – bailarina, porém aposentada – e os demais de seu filho de 13 anos, Alex. No entanto, – como Lucinda nunca é comum – quando se trata de Alex, seus capítulos são como diários onde ele desabafa, mostra as suas inseguranças pois ele não gosta de sua aparência – baixinho, gordinho e nerd -, nunca soube quem é o seu verdadeiro pai e sua opinião sobre tudo que está acontecendo com sua família e ao seu redor.

Esses capítulos são os meus favoritos porque Alex é muito sarcástico, sempre está dando apelidos engraçados e inteligentíssimos para os demais personagens e é super interessante ver a sua visão/opinião de algumas cenas. Confuso? Tentarei dar um exemplo: Quando estamos lendo um capítulo narrado por Helena, as vezes Alex aparece no fundo e ela percebe que alguma coisa aconteceu e seu filho não está agindo normalmente e, quando chegamos nos diários, Alex conta o que aconteceu naquele momento e vemos Helena ‘ao fundo’. Deu pra entender? Essa troca em alguns momentos é sensacional!

Mas enfim, já escrevi demais e ainda nem falei sobre a história então tentarei ser mais breve possível! Kkkk, sorry minha empolgação…

A família resolve ir para o Chipre passar as férias na casa – apelidada como Pandora – que Helena acabou herdando após a morte do seu amado padrinho. Ps: Qualquer semelhança com o mito grego da caixa de Pandora, talvez não seja mera coincidência… (deixo os três pontinhos para imaginarem o que quiserem, rsrs).

Tudo era para ser uma simples férias, porém com vários visitantes inesperados e, principalmente, quando Helena reencontra o seu primeiro amor, Alexis, o grande segredo que guardou durantes anos começa a correr um enorme risco de ser revelado, colocando em jogo todas as suas conquistas e até mesmo o seu casamento com William.

Como ela lidará com a presença de Alexis? Qual a relação dele com seu filho, Alex, e se há? A semelhança no nome teria algum motivo? O que aconteceu de tão terrível no passado para Helena guardar o segredo por anos? E como será que Alex amadurecerá e lidará com as suas inseguranças, descobrimentos e com a sensação de estar apaixonado por uma garota que não dá bola nenhuma para ele?

Só lendo vocês irão descobrir, é claro.

Já falei de diversas formas o quanto esse livro é incrível, então só me resta dizer: leiam, leiam e LEIAM!!!

Espero que, assim como eu, vocês se identifiquem e morram de rir com Alex e que se joguem de cabeça junto com Helena para revelar o seu segredo e conectar todos os pontos de seu passado e presente.

Adicionado na lista de favorito com toda a certeza

Ps: A edição brasileira será lançada pela Editora Arqueiro em Abril desse ano <3

Resenha: O diário de Anne Frank

Por Dalila Correia
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Título: O Diário de Anne Frank
Autor(a): Anne Frank
Ano: 2006
Páginas: 352
Página no Skoob: aqui
Gênero: Biografia

Sinopse:
O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seu diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.

O diário de Anneliese Marie Frank, mais conhecida como Anne Frank é incrível!!

Não irei falar e/ou resenhar sobre a segunda grande guerra, a qual todos nós já conhecemos, mas sim, sobre Anne, esta garota fantástica a qual tive o prazer de “conhecer”. 

Sim, digo conhecer pois foi este o sentimento que ficou em mim, pois quando temos um diário, expomos todo o nosso “Eu” interior em palavras, e foi exatamente isso que Anne fez ao relatar o seu dia a dia enquanto estivera escondida no “anexo secreto”, em uma linguagem fluida e extremamente rica em detalhes, poesia e sentimento. 

Anne amava estudar e teve uma boa educação por parte de seus pais. Para uma garota de 13anos, seus pensamentos e ideologias estavam bem a frente de sua época. Seu maior sonho era se tornar uma grande jornalista e publicar os livros que vinha escrevendo desde criança, inclusive seu próprio diário. Não queria ir embora deste mundo sem deixar um legado.

“Se Deus me deixar viver, vou realizar mais do que mamãe jamais realizou, vou fazer com que minha voz seja ouvida, vou para o mundo e trabalharei em prol da humanidade “

Durante seus relatos, podemos observar o seu amadurecimento, bem como as mudanças de humor que qualquer tipo do confinamento trás, atenuados pela situação. Escreve também sobre sua sexualidade, que por sinal, esta parte foi censurada na primeira publicação de seu diário.

Muitas vezes Anne escrevera não possuir afeto por sua mãe da mesma forma que possuía  pelo seu pai. Ela não os via como uma casal apaixonado mas sim, como um casal “conformado”, situação a qual não queria para sua vida.

Uma das grandes qualidades que possui, isso, ela própria tinha consciência, é de seu auto conhecimento e de seu senso crítico. Cheguei a questionar-me, “como pode essa menina ter apenas 13anos?!”. Eu com esta idade mal pensava nos problemas políticos, e confesso que nem me conhecia profundamente.

“Não acredito que a guerra seja apenas obra de políticos e capitalistas. Ah, não, o homem comum é igualmente culpado; caso contrário, os povos e as nações teriam se rebelado há muito tempo.”

As adversidades que passamos durante a vida nos servem de aprendizado e muitas vezes fazem com que firmemos nosso caráter. Viver confinada em uma época onde seus sonhos estão se formando, foi ainda mais difícil para Anne.
  
“Para nós, jovens, é duas vezes mais difícil sustentar nossas opiniões em uma época em que os ideais são estilhaços e destruídos, quando o pior lado da natureza humana predomina, quando todo mundo duvida da verdade, da justiça e de Deus.”

Houve uma passagem que escrevera sobre a guerra, a qual eu nunca houvera lido em outros títulos semelhantes, dizendo que os Alemães alagavam bairros na Holanda a fim de retirar os judeus de seus esconderijos. Imagina a reação de todos que estavam escondidas com Anne ao saber disso, ao ouvir diariamente que pessoas estavam sendo presas por ajudarem judeus?

Mesmo sabendo sobre o final de Anne Frank, a expectativa para ler suas últimas palavras era muito forte em mim. E o que ela escreveu é uma lição a todos nós.

Anne Frank “é” uma garota incrível, com pensamentos humanistas e grandes ideais. Ela e Malala, fizeram com que eu repensasse alguns objetivos de minha vida, e entender que devemos persistir em nossos objetivos por mais difícil que seja.

É um livro o qual todos deveriam ler um dia!!

Resenha – Tudo Pode Acontecer

Por Thales Eduardo
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Título: Tudo Pode Acontecer
Título original: Anything Could Happen
Autor: Will Walton
Tradução: Fabricio Waltrick
Editora: V & R
Gênero: Ficção
Páginas: 248
Ano: 2015

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“Durante todo esse tempo, tenho imaginado meu segredo como algo que mantenho para protegê-los, para fazer com que seja mais fácil para os outros me amarem. Em vez disso, porém, eu só tenho roubado… roubado deles a chance de me amar por inteiro.”

Até que ponto você realmente conhece uma pessoa? Até que ponto você deixa que os outros te conheçam? 

Tretch tem um grande segredo: ele é apaixonado pelo melhor amigo. Entretanto, ninguém sabe sobre isso. Nem os amigos, a família e muito menos Matt, o amigo que se tornou a grande paixão de Tretch.

Enquanto isso na escola, o adolescente é alvo de bullying. Apesar de não demonstrar, isso o afeta bastante e acaba deixando-o ainda mais receoso sobre contar a respeito de si e do seu amor.

Com a chegada das férias, Tretch vê nisso a possibilidade de um período mais calmo e feliz. O que ele não esperava era que Matt fosse se interessar por uma garota e pedisse ao amigo para o ajudar a conquistá-la!

Sem saber o que fazer, ele se sente num dilema. Ajudar ou não o amigo? Por mais que doa ver Matt com outra pessoa, Tretch quer vê-lo feliz acima de tudo. Não seria essa então a hora de arriscar tudo e revelar o verdadeiro Tretch?

“A hora de agarrar o que é bom é agora. Não foi ontem. Não vai ser daqui a nove anos. Não vai ser quando nos aposentarmos. Nem quando terminarmos a faculdade. É agora. O que é bom é agora.”

Com uma leitura leve e bem rápida, Tudo Pode Acontecer é um livro que dificilmente desapontará. Entretanto, isso não significa que ele não tenha seus pontos fracos.

Apesar do bom enredo, senti falta de algum elemento que prendesse o leitor de uma maneira mais voraz. Tudo segue num tom meio tranquilo, tirando algumas exceções. Ao mesmo tempo, a narração tranquila de certa forma deu um tom muito característico a obra, no qual o leitor sente que está tudo muito bem orquestrado.

Tudo Pode Acontecer vai muito além de um simples romance. Trata sobre amizade, ser você mesmo e não ver problemas nisso. Cada personagem tem uma característica própria, tem seus dilemas e enfrenta-os de maneira diversa. Todos são cativantes e a vontade de conhecê-los mais é inegável.

“Amar alguém significa querer ver a pessoa feliz, mesmo que isso te deixe triste no fim das contas.”

Aproveito ainda esse livro para tratar de outro assunto importante. Um livro, por mais específico que seja, não é direcionado para um público único. Eu, por exemplo, não me prendo a gêneros e leio o que me interessar sem distinção. Por mais que um livro não trate sobre questões próximas ao leitor, isso não o exclui da leitura. Talvez isso torne a obra ainda mais interessante, já que conheceremos novos assuntos e situações adversas da nossa.

Superado isso, vamos em frente!

 “É bom ter reações fortes em relação às coisas. Especialmente livros.”

Em alguns livros muitas vezes visualizamos uma grande vastidão de assuntos e cenários que o escritor pode utilizar. Só que às vezes, no final da leitura notamos que isso não foi muito bem aproveitado. Esse foi o caso de Tudo Pode Acontecer.

Ele promete bastante, são muitos os viés a serem seguidos. Só que por ser um livro curto, muita coisa acaba sendo tratada de uma forma rápida, sem muitos aprofundamentos. Tinha muita coisa que eu gostaria de saber mais, então o final depois de concluída a leitura o desejo por mais é grande.Mas quero deixar bem claro que gostei do livro sim, apenas estou citando pontos que melhorariam ainda mais a experiência.

“Eu não tenho medo da vida, não mesmo, mesmo que ela possa ser difícil e tenha algumas partes tristes. Ainda assim existem coisas boas. Sempre vão existir coisas boas.”

Quanto as questões estéticas, a edição brasileira ganhou uma capa diferente da original. Não vi problemas nisso, já que mostra algo que está muito presente no livro: a música.

Caso não tenha feito essa ligação, o título do livro remete a uma música da Ellie Goulding: Anything Could Happen. Tanto a cantora quanto a musica em questão estão bem relacionadas com a história.

Enfim, com diversão e emoção, Tudo Pode Acontece promete bons momentos de leitura. Aproveite!

Resenha – Uma História Incomum Sobre Livros e Magia

Por Marcos Stankevicius
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7 de Maio

Título Original: A Tale of Highly Unusual Magic
Autor(a): Lisa Papademetriou
Tradutor(a): Carolina Alfaro
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 192
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Gênero: Ficção, Aventura

 “Sabia agora que toda história, ate mesmo a dela, tinha sua própria magia, e tudo que devia fazer era continuar virando as páginas até o verdadeiro final feliz.”

Kai e Leila não se conhecem, mas as duas estão conectadas. Ambas estão passando um tempo com parentes distantes. Kai vai para o Texas visitar sua tia-avo Lavinia e Leila vai para o Paquistão viver com os parentes de seu pai. Elas tentam se adaptar às suas novas realidades enquanto buscam por aventuras e novas experiências, assim como procuram superar decepções e acontecimentos do passado.

Em seu primeiro dia na nova casa, cada uma acaba por encontrar um exemplar de “O cadáver excêntrico”, um livro de capa de couro, letras douradas e paginas em branco, apenas com uma introdução feita por Ralph T. Flabbergast. Quando uma escreve no livro, automaticamente as palavras passam a aparecer no livro da outra. A cada frase adicionada, o livro, por conta própria, começa a contar a historia de Ralph e seu contato com a magia.

As duas meninas não sabem como reagir no começo, o livro as segue por todos os lugares e não pode ser destruído. Apesar de terem todo o cuidado e receio, acabam se entregando para a curiosidade e acompanham periodicamente o livro contar a historia aos poucos, ansiando pelo fim.

Lisa Papademetriou foi muito genial com sua forma de escrita, a história é narrada por Kai e Leila de forma intercalada e apesar de estarem ligadas pelo “O cadáver excêntrico”, cada uma tem a sua historia e jornada que é muito bem contada. O começo é extremamente introdutório, colocando em duvida onde a historia pode chegar, depois da metade a leitura fica muito rápida, você se apega aos personagens e espera que eles tenham o final que merecem.

Gostei principalmente da forma em que ela liga os pontos, mostrando que mesmo com muita distancia, coisas e pessoas estão conectadas e tudo que é feito influencia diretamente na vida da outra. A ligação das meninas com o livro e do lugar em que elas foram parar não foi aleatório, até os personagens terciários da historia tem a sua participação para o resultado final.

Resenha – Caminho das Sombras

Por Santoni
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Título: Caminho das Sombras – Anjo da Noite | Livro 1
Título Original: The Way of Shadows
Autor(a): Brent Weeks
Tradutor(a): Fernanda Abreu
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 431
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Gênero: Ficção; Fantasia; Fantasia Épica
 
“Nós vencemos porque perder é um insulto. Os fins não justificam os meios. Os meios não justificam os fins. Não há ninguém com quem se justificar. Não há justificação. NÃO HÁ JUSTIÇA.”

 

Azoth é um jovem de 11 anos que vive meio as ‘Tocas’, lugar habitado por guildas, formadas por crianças pobres e administradas por líderes abusivos, mas são a única chance das crianças desprivilegiadas de terem comida e o mínimo de proteção necessária.

“Os relacionamentos são uma corda. O amor é uma forca. Se você vier comigo, terá que desistir do amor. Sabe o que isso significa?”
 

Durzo Blint é um articuloso e habilidoso Derramador, e Azoth confere de perto as habilidades do assassino perfeito e determina que para deixar de sentir medo e proteger a si mesmo e a quem ama ele teria que se tornar aprendiz de Blint. O problema é: Durzo nunca teve interesse em ter um aprendiz e nada indica que com Azoth as coisas seriam diferentes.

“A vida é vazia. O amor é um fracasso. É melhor morrer agora do que fazer nós dois sermos mortos depois.”

 

Caminho das Sombras percorre uns bons 9 anos de história de Cenária, Azoth, Blint e o mundo criado por Brent Weeks na trilogia Anjo da Noite.

“Palavras eram poder, afirmava ela. Palavras eram uma segunda espada para o homem que soubesse manejá-las.”

O livro evoca feelings da trilogia “A Mão Esquerda de Deus” com um twist das “Crônicas de Gelo e Fogo”. Só que o que faz Caminho das Sombras ter uma abordagem única são suas particularidades, tanto na escrita quanto no enredo. Weeks não é tão descritivo que nem George R. R. Martin, e tem uma narrativa bem mais fluida que o do britânico Paul Hoffman. As três histórias são igualmente cativantes, mas o desenvolvimento de cada uma tem sua especificidade.
 
A narrativa é em terceira pessoa, e é focada em diferentes núcleos e em diferentes situações, fugindo do foco do ‘protagonista’ e dando ao leitor uma visão geral do que está acontecendo e a movimentação das peças do jogo.
 
“As máscaras mudam, mas os mascarados permanecem os mesmos, não é?”
 
Mortes, assassinatos, envenenamentos, horroridades, traições, amores, aprendizados, disputas pelo trono, jogos de poder, estratégias.. 
 
O primeiro livro da trilogia Anjo da Noite aborda tudo isso e muito mais de uma maneira dinâmica e surpreendente, conseguindo cativar o leitor e por mais arrastado e confuso que pareça um capítulo ele será explicado e posteriormente compensado com a explosão da história conforme a evolução dos eventos… 😡
 
“Se eu quisesse a verdade olharia para um espelho. O importante na vida não é a verdade, é fazer o melhor com o que se tem.”

 

Os personagens não poderiam ser mais cativantes! Azoth, Jarl, Menina-Boneca, Logan, Mama K, Conde Drake e até Durzo.. Existem vários núcleos que tem igual importância para o decorrer da trama e também para a determinação do futuro do reino, e até do mundo, em que vivem.
 
Pobes, Ricos, Nobres, Assassinos, Reis, Derramadores, Bruxos, Magos, Vürdemeisters…
Deixo a dica para se atentar aos nomes dos personagens, alguns capítulos ‘curtos’ no ‘começo’ do livro com alguns personagens que parecem ‘aleatórios’ acabam sendo arrematados depois. Então se lembrar e entender o ‘background’ é bem interessante e ajuda na leitura, já que quando o personagem aparecer você lembrará dele.. rs
 
“Esperança são mentiras que contamos a nós mesmos em relação ao futuro.”

A trilogia foi lançada nos EUA em 2008, e agora chegou ao Brasil pela Editora Arqueiro que já anunciou o lançamento dos dois outros títulos da trilogia e são eles: “À Margem das Sombras” e “Além das Sombras”. A previsão de lançamento do segundo volume aqui no Brasil é de Setembro de 2016.

As capas brasileiras das sequências podem ser vistas no verso do primeiro volume. 😉

E em 2011 o autor lançou o volume 0.5 da trilogia, chamado “Perfect Shadow”, que conta as origens do personagem Durzo Blint, mas ainda não há qualquer informação de lançamento aqui no Brasil desse volume.

Brent já publicou outra série, chamada Lightbringer, mas não há nenhuma informação da publicação dos livros no Brasil por enquanto.

No site oficial do autor você encontra artes dos personagens e a lista dos personagens.. que pode ser de grande ajuda.
 
“Pronto, assim era. A economia divina. Para alguém viver, outro precisava morrer.”
O livro me surpreendeu muito e me chocou em vários momentos. A relação história-personagens é muito bem construída e segue de uma forma crescente até um final que na verdade não chega nem perto de ser um final. #vemvolumedois


A trilogia Anjo da Noite pode ser considerada uma fantasia épica, mas bem mais direcionada para um público jovem-adulto, o que realmente me agradou muito e se você se interessa pelo gênero e ficou interessado com certeza encontrará nessa história um ótimo passatempo.

Resenha – PSI-Q

Por Beatriz Guerra
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3 de Maio

Título: PSI-Q
Autor(a): Ben Ambridge
Tradutor(a):
Editora: Sextante
Ano: 2016
Páginas: 272
Perfil no Skoob: Link

Gênero: Autoajuda, jogos.
 
Sinopse:

A psicologia tem um objetivo bastante ambicioso: 
desvendar as motivações ocultas por trás de absolutamente tudo que fazemos.
 
Em Psi-Q, Ben Ambridge nos mostra o que os experimentos conduzidos nas universidades mais prestigiosas do mundo revelam sobre nós mesmos, traduzindo para uma linguagem fácil, acessível e divertida os conceitos mais básicos da psicologia.
 
Com testes interativos, piadas e jogos, você vai identificar os traços marcantes da sua própria personalidade, avaliar sua inteligência e descobrir quais valores morais determinam o seu comportamento. Quando chegar ao fim do livro, vai se dar conta de que passou a se conhecer muito mais e a tentar compreender melhor as atitudes dos outros.

Resenha:
 
   Sempre tive curiosidade de saber mais a respeito de testes psicológicos, mas nunca encontrei algo que me satisfizesse. Fiquei com bastante receio de ler este, mas condiz bem com a proposta do autor: é um livro de leitura leiga bem acessível. EU AMEI. 
 
   Você encontra em cada capítulo, um teste psicológico diferente e o mais bacana: você é a cobaia. Depois de você dar a sua resposta para cada teste, aí sim o autor conta o propósito e os resultados que foram feitos durante alguma pesquisa, além de te explicar a teoria de um jeito de fácil compreensão. 
 
  O bom de tudo isso é que com esses testes, você aprende mais sobre você. 
 
  Sem falar que alguns são muito interessantes e divertidos de fazer, como por exemplo, o que desenhar um cachorro fala sobre sua personalidade. 
 
   Fato engraçado é que tinha uma charada neste livro que eu achei tão chocante a resposta, que sai contando pra todo mundo a mesma charada. Imagine minha reação quando uma amiga minha disse que passou pra um grupo que passou pra outro grupo que o chefe de uma empresa que ela nem conhecia ligou pra ela pra saber a resposta. Juro pra vocês.
 
  Outra vantagem é que como o livro fala na capa, é de uma leitura leiga. Então nada de termos técnicos, científicos ou o que seja, leitura fácil e rápida, E interessante! Quer mais o que?
  Ficou claro que o livro é bacana, não? Se você tem interesse em saber um pouco mais sobre psicologia, corre pra uma livraria!