Mês: junho 2016

Resenha – A Dama da Meia-Noite

Por Beatriz Guerra
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28 de junho
Título: A Dama da Meia-Noite
Título Original: Lady Midnight
Autor(a): Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Ano: 2016
Páginas: 574
Perfil no Skoob: aqui

Gênero: Fantasia, literatura estrangeira

Sinopse:  Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira.

 
Suas buscas levam Emma de cavernas no mar cheias de magia para uma loteria sombria onde a morte é dispensada. Enquanto ela vai descobrindo seu passado, ela começa a confrontar os segredos do presente: O que Julian vem escondendo dela todos esses anos? Por que a Lei Shadowhunter proíbe parabatais de se apaixonarem? Quem realmente matou seus pais e ela pode suportar saber a verdade?

 

Resenha: Okay, eu terminei. Só digo que: tô apaixonada.

 
   Recentemente, ouvi um burburinho de que esse foi o melhor livro da tia Cassie, o mais bem escrito. Se foi o melhor, não sei porque meu amor por The Infernal Devices ainda é maior, mas que foi bem escrito ó thumbs up
 
   First, meu conselho pra você que nunca leu alguma das séries da Cassie: não comece por esta aqui. Não não. Vá ler The Infernal Devices e The Mortal Instruments primeiro,  e aí você vem pra essa. É um cross-over mais prazeroso! Já explico.
 
   Confesso que fiquei muito receosa quando Lady Midnight veio a tona.Eu sou uma das fãs de carteirinha da Cassie há algum tempo, li os livros bem antes de eles lançarem aqui no BR e mesmo com a modinha e tudo mais, ainda os considero meus livros do coração. Só que pra mim algumas coisas tem que acabar e fim mesmo, nada de ficar forçando a mais. Quando soube que este livro se estabeleceria 5 anos após o fim de The Mortals Instruments, já fiquei meio bleh,tipo continuação? Really? 
   Claro que mesmo assim comprei porque né (eu disse que sou fã) e imagine a minha surpresaaaa!!!
   Leia a sinopse ali em cima e vamos para os detalhes: TDA (The Dark Atifices, vá se acostumando com as siglas) é uma ponte entre os livros de TMI (The Mortal Instruments) e TID (The Infernal Devices). Dá um google se você não conhece.  Tem muita coisa que acontece nesse livro que foi decorrente de consequências bem relevantes no final de TMI, principalmente da grande guerra. Eu achei mais ou menos as explicações pra quem começar por esse livro,  um tanto raso que dá pra confundir um pouco (eu me confundiria e ficaria louca por mais detalhes, não sei vocês). 
 
   Dessa vez, não estamos em Londres e muito menos em New York, mas sim em Los Angeles. Acompanhamos de perto a vida dos irmãos Blackthorn (são 7 ao todo, mas entre os cinco que vivem juntos no instituto, suas idades variam de 17 a 8 anos), principalmente a de Julian Blackthorn e Emma Carstairs, ambos com 17 anos e parabatai (tipo um par de guerreiros  unidos por um juramento muito forte, só lendo o livro pra ter uma explicação melhor, sorry.) 
 
   Além de os nossos dois personagens principais carregarem a responsabilidade de cuidar de todas as crianças Blackthorn, se envolvem no mistério dos assassinatos que depois de um intervalo de 5 anos desde a morte dos pais de Emma, voltam a acontecer na região e pior de tudo: com fadas. (aí você vai ter que ler TMI pra entender melhor).
 
    É dada a tarefa a eles de descobrir a verdade em 2 semanas, recebendo até de volta Mark Blackthorn para auxiliá-los na investigação. Mark é o irmão mais velho que foi separado de seus irmãos quando mais jovem e forçado a se juntar à Caçada Selvagem das Fadas e desde então, sofreu uma grande tortura física e psicológica. 
 
   Tem tudo nesse livro: muita ação, paixão proibida de levar as pessoas a loucura, amor de família, traições pesadas, muita aventura e bastante sangue, momentos pra ativar as borboletas no seu estômago, PERSONAGENS PRA VOCÊ AMAR (isso é o que não falta) e algumas cenas pra ó: te chocar (meu exemplar tá de prova porque agarrei tão forte quando li algumas coisas, foi #shocking). 
 
   “Ouvir que o amor é proibido, não o mata. Isso o fortalece” 
 
   O que eu curto muito da Cassie é que todas as personagens femininas principais são GIRL POWER, sinto que a cada trilogia/série isso tem se mostrado cada vez mais forte. Emma Carstairs não foge a regra e pra ser bem sincera, acredito que ela é mais girl power de qualquer um dos livros da Cassie, virei fãzona dessa garota!
 
   Pra quem já é fã da Cassie e leu algum dos livros antes, aposto que Lady Midnight satisfez, surpreendeu e está desejando loucamente o próximo (o/). Pra quem começou por esse, confundiu um pouco,deixou um gostinho de quero saber mais e já deve estar procurando os outros livros. 
   Minha maior crítica aos livros da Cassie são os finais, porque por mais que os personagens tenham sofrido e algumas mortezinhas tenham ocorrido, parece que tudo sempre dá certo no final. Que os personagens principais sempre têm um final feliz. Eu discordo um pouco disto, porque no mundo de caos e morte em que os Shadowhunters vivem, não tem espaço pra esse arco-íris todo de felicidade, parece um tanto falso. É claaaaro que é prazeroso pros fãs, mas na real, não dá pra acreditar 100% né? E vocês, o que acham? 
 
E pra quem leu o livro: “WHY LIE?” #socorromeusfeelings
 
QUERO O PRÓXIMO, ANNABEL LEE! 
 
PS: Sou apaixonada pelo Edgar Allan Poe, então: amei a história no livro! 
 
Fuis
 

Resenha – Garoto 21

Por Thales Eduardo
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26 de junho
Título: Garoto 21
Título original: Boy 21
Autor:Matthew Quick
Tradução: Viviane Diniz
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção
Páginas:272
Ano: 2016

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Você ajudaria um desconhecido mesmo que isso significasse por em risco algo que você sempre batalhou para conseguir?

“Nem sempre é possível escolher o papel que vamos desempenhar na vida, mas, independente do que se faça, que seja da melhor forma possível.”

Finley joga basquete desde muito novo e se dedica fielmente ao esporte.

Como é seu último ano no colégio, ir bem nessa temporada é ainda mais importante para ele.

O que Finley não esperava era que seu treinador fosse pedir para ajudá-lo a trazer de volta ao esporte um garoto novo que chegou na cidade.

O maior problema para Finley é que esse garoto joga na mesma posição que ele, logo é um risco tê-lo no time. O que Finley irá fazer?

“A verdade é que muitas coisas aconteceram comigo, coisas boas e ruins. Eu precisaria de muitas palavras para explicar, mais palavras do que sou capaz de dizer.”

Surpreendente. Garoto 21 pode ser definido dessa forma. Com uma sinopse “discreta”, sem causar grandes expectativas no leitor, o livro pode acaba passando despercebido para muitos. Entretanto, quando iniciada a leitura notamos que estamos diante de mais uma grande obra!

Muitos chegam a esse livro, sem dúvidas, devido ao seu autor. Com a adaptação cinematográfica de O Lado Bom da Vida e o sucesso do filme, os livros do autor super valorizaram. Dentre eles, o que cito com mais admiração é “Perdão, Leonard Peacock”.

Mas estou aqui para falar do Garoto 21 e me aterei a isso.

“Uma pergunta que às vezes me deixa confuso: maluco sou eu ou são os outros?”

Esse livro tem como base principal a amizade. Pensar no próximo de forma a colocá-lo a cima dos seus próprios interesses é fruto de uma amizade realmente verdadeira.

Interessante notarmos o desenvolvimento e crescimento dos personagens ao longo da história. Toda relação é construída dia após dia por inúmeros fatores.

Quick ainda reflete sobre a maneira de cada um enfrentar os percalços da vida, sendo que as consequências disso podem nos atormentar por anos.

Então devemos deixar claro que esse não é um livro sobre jovens disputando vagas num time. Há muito mais em o Garoto 21.

Há muita gente que suga a vida de todos ao redor, mas você não. Você dá força às pessoas, apenas por ser quem você é.”

A escrita de Quick envolve e emociona o leitor. Dessa forma há uma proximidade muito grande do leitor e do que está sendo narrado. Nos sentimos parte da história.

Mas assim como em alguns outros livros do autor, certos detalhes não devem ser questionados, simplesmente aceitos. Até mesmo para tornar a experiência melhor.

“Quase tudo pode ser arruinado. Tudo é frágil. Temporário.”

Garoto 21 agrada e supera as expectativas. Com certeza vale a leitura!

PS: Confira o recado do autor para os fãs brasileiros! 


Resenha – Zac & Mia

Por Thales Eduardo
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Título: Zac & Mia
Título original: Zac & Mia
Autora: A. J. Betts
Tradução: Sylvio Monteiro Deutsch
Editora: Novo Conceito
Gênero: Ficção; YA
Páginas: 288
Ano: 2015

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“Talvez coragem seja apenas isto: atos impulsivos em um momento em que sua cabeça grita não, mas seu corpo vai em frente assim mesmo. Coragem ou estupidez. É difícil dizer.”

Zac e Mia são dois adolescentes que em situações normais dificilmente seriam amigos. Mas este não é um momento de situações normais. Ambos precisam enfrentar precocemente um mal que afeta milhares, o câncer.

Apesar da calma que Zac transmite às pessoas ao seu redor, muita coisa acontece dentro dele. Os números e estatísticas dominaram sua vida e agora a sobrevivência se tornou uma porcentagem que o persegue.

Enquanto isso, no quarto ao lado está Mia. A jovem rebelde e destemida que recusa aceitar a verdade dolorosa de se estar doente. Mas por mais que ela tente afastar todas as pessoas ao seu redor, na verdade, o que ela mais precisa é de um suporte nessa hora crucial, mesmo que ainda não saiba disso.

E é assim que através de uma música pop e batidas na parede que a vida desses dois se cruza. O resultado disso é uma montanha russa de sentimentos.

“É engraçado como o cérebro faz coisas assim. Seu mundo todo está sendo chacoalhado e jogado, e o melhor que você consegue fazer é focar-se em alguma coisa pequena e inesperada.”

Casal jovem. Câncer. Um romance inesperado seguido de muito drama. Cadê a novidade nisso? Acredito que esse seja o primeiro julgamento que muita gente faz quando vê esse livro. Calma, não estou acusando ninguém. Eu mesmo tive esse pensamento.

Temos um acordo de sinceridade aqui, não é mesmo?! Então vamos lá. A história possui sim alguns clichês e reviravoltas um tanto quanto manjadas (John Green manda lembranças!).

Entretanto, esse julgamento de que tudo é o mesmo acaba ficando de lado ao longo da leitura. A escrita de Betts nos conquista lentamente e quando você percebe já é tarde demais, não consegue mais desgrudar desse livro.

Mas além do drama e romance, a autora trata ainda de temas importantes. Cair faz parte, levantar também.

A primeira parte do livro é um tanto quanto monótona, sendo que até mesmo os personagens principais não ajudam muito. Mas ao longo do livro a leitura ganha ritmo e os personagens mostram a que vieram.

Contudo, indico a leitura. Sem grandes pretensões, Zac & Mia entretém e comove na medida certa. Tudo o que você precisa fazer é dar uma chance para esse livro!

Resenha – O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares

Por Lucas Florentino
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20 de junho
Título: O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares
Título original: Miss Peregrine’s home for peculiar children 
Autor: Ranson Riggs
Tradução: Edmundo Barreiro e Marcia Blasques
Editora: Leya
Gênero: Ficção / Fantasia
Ano: 2015
Páginas: 335
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“Eu tinha acabado de aceitar que minha vida seria apenas comum quando coisas extraordinárias começaram a acontecer comigo”


Resenha: 

Quando olhei a capa de O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares pela primeira vez, meu primeiro pensamento foi “esse é um livro de terror daqueles que eu nunca na vida terei coragem de ler”, porém quando descobri que não se tratava de um livro de terror, e sim fantasia, meu interesse pela história começou a crescer de uma forma que nem eu mesmo esperava, e assim que surgiu a oportunidade de tê-lo em mãos, logo já comecei a leitura. 
 
“O orfanato” (vamos chamá-lo assim, já que o título é quase uma bíblia de tão grande) conta a história de Jacob, um garoto que está acostumado a ouvir as histórias mirabolantes de seu avô, sobre sua infância em um orfanato onde convivia com crianças que eram, hummm, como posso dizer?… especiais. Jacob nunca levou as histórias muito a sério, porém quando seu avô morre de uma forma estranha, deixando apenas uma mensagem intrigante, alguns fatos começam a chamar sua atenção e mexer com sua cabeça. A partir daí, uma incrível (e peculiar) história fantástica começa a se desenrolar. 
 
Além da história ser bem envolvente e curiosa, o livro ainda conta com um fator que faz toda a diferença na hora de prender o leitor e fazer com que ele mergulhe nesse universo: as imagens durante a história. Em diversas páginas são apresentadas fotos que são bem sombrias e intrigantes, mas que ilustram a história e os personagens de uma forma bem realista, fazendo com que o leitor fique convencido de que aquilo é real. 


 

 

Okay, agora vamos às minhas impressões sobre o livro (eu espero que não me batam depois de lerem isso): o que não faltam hoje em dia são pessoas elogiando “O orfanato”, dizendo que ele é o melhor livro que já leram, uma obra de arte e blá blá blá, e eu até entendo todo o hype que o livro está tento, mas eu tive alguns problemas durante a leitura que acabaram me irritando um pouco. 
 
1) O desenrolar da história é bem lento. Eu já havia lido dois terços do livro e ainda não tinha acontecido quase nada. Toda a ação foi jogada para o final da história, nos dois últimos capítulos, e acabou dando a impressão de que o autor se cansou do ritmo que estava dando para a história e resolveu mudar próximo ao final.
 
2) Em momento algum eu consegui me identificar, ou até mesmo entender, o personagem principal. O Jacob é um personagem que não questiona nada, ele simplesmente aceita as coisas que estão acontecendo e isso me irritou profundamente. Queria muito que ele tivesse uma personalidade um pouco mais forte. Eu realmente espero que o personagem cresça nos próximos livros, porque eu só lerei os outros volumes esperando por isso. 
 
3) O livro em si foi apenas uma grande introdução para a trilogia. Foi só quando eu cheguei nos dois últimos capítulos que eu senti que a história realmente estava começando. Todo o resto foi uma grande prévia do que estava por vir, e isso fez com que a leitura fosse extremamente lenta para mim, mas também estou apostando que no próximo volume as coisas melhorem nesse sentido. 
 
Apesar de ter tido esses problemas, “O Orfanato” foi um livro que eu gostei e recomendo. Acho que o principal motivo de eu ter tido esses empecilhos durante a leitura foi por ter iniciado com as expectativas muito altas, mas mesmo assim foi uma experiência gostosa e já estou ansioso para continuar com os próximos volumes.
 
“O orfanato da srta. Peregrine” foi adaptado para o cinema pelo diretor Tim Burton (♥) e tem a previsão de lançamento para o dia 29 de setembro de 2016. O elenco conta com Asa Butterfield (Ender’s game, A invenção de Hugo Cabret e O menino do pijama listrado) como Jacob Portman e Eva Green (Penny Dreadful) interpretando a srta. Peregrine. 
 

 

Resenha – Por Lugares Incríveis

Por Alê Lendo
|
17 de junho
Título: Por Lugares Incríveis
Título Original: All the Bright Places
Autor(a): Jennifer Niven
Tradutor(a): Alessandra Esteche
Editora: Seguinte
Ano: 2015
Páginas: 336
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance, ficção
 
“Não sou perfeita. Tenho segredos. Sou uma bagunça. Não só o meu quarto, mas eu mesma. Ninguém gosta de bagunça. As pessoas gostam da Violet que sorri.”
 
VIOLET e ELEONOR MARKEY têm uma vida maravilhosa. São lindas, inteligentes, populares, estão com todas as decisões e planos para a faculdade bem encaminhados, namoram os garotos mais admirados e desejados da escola e escrevem juntas um Blog sobre como ser uma garota incrível, fashion e descolada.
                                                                                   
Uma noite, uma festa, muitos sonhos, muitas risadas, muita neve, um carro, uma escolha e um acidente. Violet Markey voltou para casa, Eleonor não.
THEODORE FINCH é muito popular onde estuda, mas por razões totalmente adversas, é calado, esquisito, introspectivo, não tem amigos e não faz questão.
 
Violet Markey e Theodore Finch frequentam a mesma escola, andam pelos mesmos corredores, estudam na mesma sala, têm a mesma idade e dividem uma mesma decisão. Eles já se viram várias vezes, mas é em uma manhã fria e nublada na torre do colégio que eles se enxergaram pela primeira vez.
 
O Professor de Geografia pediu um trabalho que precisa ser entregue no final do semestre, Violet e Theordore farão o trabalho em dupla. Eles saíram por toda a Indiana visitando e catalogando suas impressões e experiências sobre os lugares que visitaram para apresentar ao professor e colegas de classe.
 
E fim.
 
Eu já li muita coisa na minha vida, mas têm aqueles livros que quando terminam levam parte de você com eles enquanto deixam muito de si – para todo o sempre – com você.
Eu poderia debulhar dezenas de comentários sobre a despretensiosa, irretocável e inebriante narrativa de POR LUGARES INCRÍVEIS, poderia elogiar eloquentemente o enredo, a trama e seus personagens, mas tudo isso é totalmente descartável e irrelevante quando se comparado a importância da mensagem simples, linda e edificante deste livro.
 
“Se você acha que algo está errado, fale.” Esta não é uma frase do livro – e acreditem, elas são muitas e são maravilhosas – esta é uma frase contida na nota da autora JENNIFER NIVEN que fica no final do livro, e para mim é uma síntese bastante clara e pontual desta história maravilhosa que mesmo densa e dolorida, é inspiradora e apaixonante.
 
Quando eu fechei a última página de POR LUGARES INCRÍVEIS eu estava completamente devastada pelas verdades tão bem descritas nesta história. Fiquei por horas pensando como é fácil SIM mentir para tanta gente e por muito tempo, porque não estamos falando de mentiras arquitetadas ou de histórias mirabolantes, estamos falando daquelas mentiras que você conta para si mesmo, aquelas que te ajudam a sobreviver a cada dia, e das que te dilaceram e te consomem.
 
O fato é que cedo ou tarde o espelho te chama – e amigos, o espelho é implacável – e é quando você se olha, se questiona, se provoca e se tortura, que o céu de mentiras desaba.
 
Theodore Finch e Violet Markey me fizeram passar páginas e páginas tentando me convencer que muitas possibilidades e inúmeras reviravoltas são sempre possíveis, mas isso é o que você faz quando está amando, e eu estava perdidamente apaixonada por eles. Mas eu seria hipócrita se, mesmo que apenas para o meu coração esperançoso, admitisse outro desfecho para cada um dos personagens deste livro.
 
Então, fiz o que de melhor POR LUGARES INCRÍVEIS me ensinou: vivi cada uma de suas página intensamente, tire o seu melhor de cada uma delas, amei, fui muito feliz, acreditei, ri, chorei e aceitei.  
 
Este livro deveria ser leitura obrigatória nas escolas a partir do ensino médio, iria, no mínimo, inspirar muitos jovens a serem pessoas melhores e a prestarem mais atenção a comportamentos e pensamentos que podem, em um primeiro momento, parecerem isolados e inofensivos, mas que estão mascarando o começo de um problema sério que assola boa parte dos jovens entre 15 e 25 anos, a depressão. 
 
Não há muito mais o que se falar sobre POR LUGARES INCRÍVEIS. Esse livro é uma experiência única – quase espiritual – pessoal e reveladora. POR LUGARES INCRÍVEIS não se indica, não se explica, apenas se lê, e adora.
 
Não posso deixar de citar o trabalho primoroso com a tradução e diagramação deste livro, e podem providenciar muito rapidamente a sua cópia, porque a EDITORA SEGUINTE trará JENNIFER NIVEN para a Bienal de São Paulo deste ano.
 
Ps:  Acreditem se quiser, mas não consigo deixar de chorar – MESMO – todas as vezes que leio esta citação:
 
O que percebo agora é que o que importa não é o que a gente leva, mas o que a gente deixa.” – “Ultravioleta Markante

Resenha: Trama

Por Dalila Correia
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13 de junho


Título: Trama
Autor(a): Michael Jensen e David Power King
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 304
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Gênero: Fantasia
 

” A vida é uma tapeçaria que elaboramos enquanto somos urdidos dentro dela.
Aqui e ali podemos escolher alguns fios, um tom, a espessura certa, ou até colaborar no desenho… Nem todos somos bons condutores; ou não nos explicaram direito qual o desenho a seguir, nem qual a dose de liberdade que podíamos com todos os riscos assumir”. Lya Luft.

 

Sinopse: O sonho de Nels era ser cavaleiro do reino de Avërand. Filho obediente, ajudava como podia os moradores de sua pequena e tranquila aldeia. Querido por todos e tratado como herói, acreditava que logo seria selecionado como escudeiro da cavalaria.
Mas isso foi antes de ser assassinado por uma figura misteriosa.
Nels virou um fantasma, e agora só uma pessoa consegue vê-lo: a princesa Tyra, herdeira do reino e sua única esperança de entender o motivo do crime. A princípio, a jovem mimada não dá a menor confiança para o rapaz, mas, à medida que o mistério da morte dele vai se desenrolando, os dois percebem que têm em comum um segredo e um inimigo terrível, que pode se disfarçar de qualquer pessoa.
Nels e Tyra não têm escolha. Precisam fugir do castelo, desbravar um mundo oculto repleto de magia e espectros sombrios e encontrar uma agulha, a relíquia capaz de remendar o que foi descosturado na Grande Tapeçaria. E o tempo corre contra eles, pois o fio de Nels está prestes a desaparecer para sempre.

Resenha:  Trama é um ótimo livro de fantasia, envolvendo de tuuuudo um pouco, rei, rainha, magia, maldição, herói, mocinha, segredos, bruxas…. ufaa! 
O universo da história é muito bem elaborado, mas confesso que achei exagerado.

Ao começar a ler o livro logo pensei “será mais uma história onde a mocinha birrenta e mimada, salvará o lindo mocinho guerreiro injustiçado” Bem…quase isso! Se não fosse pelas reviravoltas que acontecem nas páginas finais…

De todos os ensinamentos que Trama nos deixa em suas entrelinhas, além das críticas sociais, o maior deles é que o Egoísmo não nos leva a lugar algum, muito pelo contrário. 

Os personagens são muito bem elaborados, mas confesso que a princesa Tyra poderia ser mais verdadeira consigo mesma. Quem em sã consciência preferiria correr em busca de um artefato misterioso (que nem sabe se existe de fato) passando por lugares e pessoas perigosas, ao invés de dar um beijo, a fim de salvar um fantasma e acabar com sua assombração? =O

Enfim, no decorrer da história percebemos que todas as nossas escolhas devem ser respeitadas e tem um papel importante na grande tapeçaria da vida, e que o fio que nos une é mais forte que tudo!

”A magia está ali, bem pertinho.
As trevas abundam sem clarão.
Como asas gentis de um passarinho,
Você vai encontrá-la na escuridão.’

A narrativa do livro é muito dinâmica, além da diagramação que achei ótima. Apenas fiquei com uma dúvida na página 125, o nome é Dyre, Dyne ou Dyra ??? rsrsrsrs

Ahhhhhhh já ia me esquecendo! No começo do livro há este mapa liindo do universo onde se passa a TRAMA!

“Alguns segredos jamais deveriam ser revelados.
Alguns portões devem permanecer fechados



Enfim, para todos os amantes de fantasia, este livro é ótimo !!!! =D

Resenha – O Mensageiro

Por Lucas Florentino
|
10 de junho
Título: O Mensageiro
Título original: Messenger
Autora: Lois Lowry
Tradução: Fabiano Morais
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 160
Gênero: Ficção
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Antes de começar essa resenha eu gostaria de dizer que por pouco eu não adio a leitura desse livro por um motivo muito justificável: toque. Ano passado eu li “O Doador de Memórias”, primeiro livro dessa série, e quando descobri que a Editora Arqueiro lançaria mais um volume, fiquei bem animado para a leitura. Até aí, tudo bem, porém quando o livro chegou na minha casa, tive uma grande surpresa: esse livro é terceiro volume da série, e não o segundo, como eu imaginava. Aí já viu né, para uma pessoa neurótica e perfeccionista como sou, isso acabou se tornando um problema daqueles de tirar o sono (desculpe-me pelo drama, rs). Mas no final resolvi ser mais forte que esse meu toque e li o livro mesmo assim, mas não sem antes fazer uma pesquisa muito bem feita e descobrir que os livros da série podem sim serem lidos fora de ordem sem que isso prejudique a leitura. 

Sinopse: “Há seis anos, Matty chegou ao pacato Vilarejo. Sob os cuidados de Vidente, um cego que tem uma visão especial, ele amadureceu e se adaptou à nova vida. Agora, espera receber seu nome verdadeiro, que determinará seu valor ali, como ocorre com todos os habitantes. Contudo, algo nefasto está se infiltrando no Vilarejo, e os moradores, antes orgulhosos de receber forasteiros, passam a exigir que as fronteiras sejam fechadas para se protegerem. Por ser um hábil mensageiro, Matty é encarregado de avisar os outros povoados sobre o bloqueio. Sua missão também tem outro grande objetivo: buscar Kira, a filha de Vidente, antes que seja tarde demais. Ele é o único capaz de viajar pela Floresta, que já provocou algumas mortes. O problema é que ela também está se tornando um lugar perigoso para o garoto. Mas muitos dependem de Matty. Então, armado apenas de um poder recém-descoberto, ainda incompreensível e incontrolável, ele se arriscará a fazer o que talvez seja sua última viagem.”

O Mensageiro é muito mais do que um simples livro com uma história a ser lida. É para ser sentido. Carregado de metáforas, acredito que o objetivo da autora era mais do que entreter o leitor, e sim para fazê-lo refletir sobre a vida e gerar discussão. Acredito que “O Mensageiro” terá um significado diferente para cada pessoa, por isso gostaria de deixar aqui alguns dos meus pontos de vista sobre a história.
 
A ânsia de Matty por saber o seu verdadeiro nome: no Vilarejo onde o livro se passa, cada pessoa recebe um nome do Líder, que é a figura de maior destaque naquela comunidade, esse nome é o que vai definir sua função naquela sociedade. Para mim, esse desejo do Matty de descobrir logo qual será o seu nome, simboliza àqueles questionamentos enfrentados por todas as pessoas, “quem eu realmente sou?”, “qual é a minha missão nesse mundo?”
 
 As mudanças das pessoas perante as negociações: em determinado ponto do livro, somos apresentados à Feira de Negócios, onde as pessoas acabam trocando aquilo que tem, seja algo físico ou não, por algo que desejam. Acontece que essas pessoas acabam não sendo mais as mesmas após essas negociações. Ao meu ver, isso mostra o quanto as pessoas estão dispostas a sacrificar de si mesmas em troca de algo que queiram. Muitas vezes as pessoas vão perdendo aos poucos as suas características pessoais, suas personalidades, por status ou para agradar outras pessoas. 
 
 Os avisos da floresta: a floresta é algo bem presente em todo o livro, muitas vezes parecendo algo vivo, com vontade própria. Os moradores do vilarejo acreditam que quando a floresta resolve dar os seus avisos, é sinal que aquela pessoa não deve mais voltar a visitar a floresta. Na minha opinião, isso representa as nossas limitações, até onde nós conseguimos ir sem exigir demais de nós mesmos, até onde é saudável. Quando nos forçamos a fazer mais do que somos fisicamente capazes, as consequências podem não ser das melhores, então temos que ter a humildade de reconhecer nossas próprias limitações. 

 A dificuldade de encontrar o mesmo caminho de volta: não vou dizer a qual parte do livro isso se refere, para não dar spoiler, mas para mim, essa é uma das mais fortes mensagens passadas pela autora. Toda decisão que tomamos, traz consequências. Por muitas vezes na vida nós seguimos por caminhos que nos são seguros, que já estamos acostumados, mas a partir do momento que tomamos uma decisão, pode não ser tão fácil voltar atrás, refazer o caminho de volta. Nós temos que arcar com as consequências de nossos atos, tendo consciência de que a qualquer momento tudo pode mudar e que pode não ser mais possível voltar atrás. 

Esses foram alguns dos pontos que achei importante e queria deixar aqui, mas o livro todo é cheio dessas mensagens escondidas, que faz da obra algo grandioso. Lembrando que essas foram as minhas interpretações, caso você ache algo diferente ou queira complementar algo, sinta-se a vontade para falar nos comentários, afinal, esse é um livro para ser discutido. 

Resenha – Ligeiramente Seduzidos

Por Alê Lendo
|
8 de junho

Título: Ligeiramente Seduzidos
Título Original: Slightly Tempted
Autor(a): Mary Balogh
Tradutor(a): Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 287
Perfil no Skoob: aqui

Gênero: Ficção, Romance de Época

Minha relação com OS BEDWINS é de amor a primeira linha. O primeiro livro da série – veja baixo os livros e irmãos – me fisgou irremediavelmente, e me tornei muito fã de MARY BALOGH.
OS BEDWINS é mais uma série de romance histórico que conta a vida amorosa de seus integrantes. No caso desta, a ordem é a seguinte:
Livro 1 – Ligeiramente Casados – Aidan Bedwin
Livro 2 – Ligeiramente Maliciosos – Rannulf Bedwin
Livro 3 – Ligeiramente Escandalosos – Freyja Bedwin
Livro 4Ligeiramente SeduzidosMorgan Bedwin
Livro 5 – Ligeiramente Pecaminosos – Alleyne Bedwin
Livro 6 – Slightly Dangerous – Wulfric Bedwin
Aqui vamos falar de LIGEIRAMENTE SEDUZIDOS. Dos três livros anteriores este é sem dúvida o mais rico nos detalhes e descrições históricas sobre o cenário político e social da época. A trama acontece em meio as Guerras Napoleônicas e um dos principais eventos da história ocorre em meio a famosa Batalha de Waterloo.
MORGAN BEDWIN está em Bruxelas. A mais bela dentre os irmãos Bedwins – já com 18 anos – decidiu sair de Londres e de perto de sua tia Rochester que não a deixa respirar sem um milhão de recomendações.
Por convite da Condessa de Caddick, e acompanhada de seu irmão Alleyne Bedwin, Morgan segue para Bruxelas para fazer companhia a sua amiga Rosamund e a seu irmão Capitão Gordon – o futuro Conde de Caddick – que mostra claramente seus forte interesse em cortejar a caçula dos Bedwins. Morgan acha divertido e clamoroso estar ao lado do Capitão durante a temporada, mas não tem intenção alguma de aceita-lo como marido. 
Morgan sempre foi uma alma livre e desafiadora, com uma veia artista latente, ela não aguenta mais a inexpressiva temporada de eventos e os tediosos bailes de debutantes. Morgan Bedwin se nega a aceitar que terá de encontrar tão cedo um bom e vantajoso casamento.
GERVASE ASHFORD, o conde de Rosthorn está em Bruxelas. Sem colocar os pés em Londres há nove anos, ele ainda se recente profundamente pelas maneira e pelas circunstâncias que permearam a sua partida.

GERVASE foi injustamente julgado e condenado pelo seu pai a sair escorraçado da Inglaterra. Daquela noite horrível ele tem poucas recordações, a mais vivida delas é de Wulfric Bedwin, o temido, frio e poderoso Duque de Bewcastle – o maior responsável por jogar seu nome e seu caráter na lama – e seu conhecido  olhar de desprezo e ódio.  

E claro que quando GERVASE vê MORGAN durante um baile oferecido pelos militares que estão a caminho da Bélgica, ele acredita estar diante de uma maneira fantástica e irreversível de se vingar de Wulfric Bedwin.
Mas Morgan Bedwin não é absolutamente nada do que ele esperava. Atrás de seu porte altivo e pedante, Gervase vê uma mulher linda, de opinião e inteligente. Ao perceber que tem uma jogadora a sua altura, Morgan e Gervase dão início a uma sedutora guerra velada onde ninguém está disposto a ceder.
Meus caros, eu adoraria dizer que o livro transcorre nesse romance anunciado, mas não, a guerra explode e o Franceses invadem a Bélgica. Essa foi sem dúvida a minha parte favorita do livro, considerando os acontecimentos, o comportamento e o histórico de Morgan, descrito nas primeira páginas, fica difícil de acreditar que ela se torne uma criatura tão incrível, determinada e de posição tão firme diante a uma guerra.
Achei SEN-SA-CI-O-NAL não só a revelação dos fatos ocorridos na tal noite fatídica para Gervase, mas principalmente os envolvidos e suas motivações. Acho que é a primeira vez que eu vejo em um romance histórico uma situação tão delicada e adversa sendo tratada de maneira tão verdadeira e lúdica.
Poderia falar muito mais, mas este é daqueles livro que qualquer detalhe pode estragar as surpresas e revelações da trama, mas se você for atento pode ir pegando uma coisinha aqui e ali, e enxergar através dos personagens e suas ações. Eu conclui o que havia acontecido um pouco antes de ser revelado.
 
SIM, eu amei LIGEIRAMENTE SEDUZIDOS, mas não vou mentir que estou em cólicas pelo livro do Wulfric Bedwin. Depois de tudo que eu já vi esse homem fazer nestes livros, tenho comigo que esse livro vai ser bomba! E daquelas bemmmmm gostosas! 

Resenha – A Nova República

Por Thales Eduardo
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5 de junho
Título: A Nova República
Título original:  The New Republic
Autora: Lionel Shriver
Tradução: Vera Ribeiro
Editora: Intrínseca
Páginas: 384

Página no Skoob: Clique Aqui!

Vivia preso num eterno impasse: na ânsia de ser admirado, estava fadado a admirar outras pessoas que fossem admiráveis.”

Ah, Lionel Shriver, precisamos conversar com você! Principalmente depois desse livro.

Concluído em 1998, A Nova República ficou engavetado por anos. A autora explica que na época era um fracasso de vendas e que os americanos não estavam interessados em saber sobre o terrorismo. Isso mudou depois do 11 de setembro, mas a forma como Shriver tratou do assunto no seu livro certamente não iria agradar a população da época.

Somente em 2012, então, o livro foi lançado nos EUA. Mas talvez o real significado por ter ficado guardado por tantos anos não seja exatamente sobre o tema e como a sociedade se sentia perante ele, mas, sim, uma questão de qualidade.

“A pessoa mente para permitir que os outros mintam para si mesmos.”

A Nova República apresenta a história de Edgar, um advogado que resolveu trocar a profissão e seguir no rumo do jornalismo. Entretanto as coisas não estão bem como ele havia imaginado. Edgar ainda sofre para encontrar seu lugar ao sol e se tornar a pessoa que sempre quis ser.

Mas uma oportunidade acaba mudando isso. Edgar é enviado a Portugal como correspondente de um jornal americano. O país vive um estado de alerta, já que a região de Barba luta por sua independência. Para piorar tudo, um grupo separatista local ameaça o mundo com terrorismo em todas as escalas.

Além de cobrir a tensão política, o jornalista tem que investigar o que aconteceu com seu antecessor que sumiu sem deixar rastros.

O que Edgar não esperava era encontrar algo tão grande e surreal, que poderia mudar tanto não só a sua vida, mas como a de milhares de pessoas. Como se conter diante de algo tão poderoso? Seguir suas ambições ou pensar na coletividade? Uma oportunidade ou um erro terrível?

“É só dizer uma coisa um número suficiente de vezes para que ela comece a aparecer verdade, já que a maioria das pessoas não sabe a diferença entre o verdadeiro e o simplesmente familiar.”

Recheado de humor ácido, A Nova República traz uma premissa interessante. Shriver nos envolve com suas palavras e inteligência em uma história um tanto quanto maluca. Mas apesar desses fatores, infelizmente a leitura não é tudo aquilo que poderia ser.

Apesar de apreciar a escrita da autora, a leitura foi um tanto quando monótona. Com um narração estagnada, falta emoção. Além disso, os personagens são pouco cativantes e muito deles desnecessários. E assim, uma experiência positiva com esse livro já vai ficando difícil.

Outra frustração foi a de se deparar com capítulos e narrações totalmente dispensáveis, enquanto os que realmente necessitavam de uma maior explicação era tratados de forma irrelevante. Exemplo disso é o encerramento do livro, no qual com narrações curtas e rápidas a autora vai nos jogando os fatos sem nem explicar muitos detalhes sobre.

Mas há algo que merece e deve ser citado aqui. Shriver busca além de entreter com suas história tratar sobre um assunto importante e ainda criticar padrões da sociedade atual. Em A Nova República não foi diferente.

A primeira crítica que logo pode ser notada é a de agregar valor muito grande há uma pessoa, de modo a mitificá-la e dessa forma moldar sua vida e aspirações em torno disso. Seja alguém famoso ou não, é muito comum algumas pessoas criarem uma certa obsessão por outra pessoa e idolatrá-la sem nenhum motivo concreto.

Seguindo, chegamos no ponto central desse livro: o jornalismo. Seja qual mídia for, nem sempre a sua divulgação é totalmente verdadeira. Há muitas coisas que podem moldar uma matéria. Seja por motivos pessoais ou pressões externas, a verdade pode acabar ficando de lado. Além disso, essa falta com a verdade pode trazer consequências de grandes proporções.

Enfim, apesar de não julgá-lo com uma grande obra, não há dúvidas de que a leitura é diferente para cada leitor, A Nova República poder gerar uma experiência muito melhor para você. E de fato, espero que isso aconteça!

Resenha – O Quarto Dia

Por Lucas Florentino
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4 de junho
Título: O quarto dia
Título Original: Day Four
Autora: Sarah Lotz
Tradução: Alves Calado
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 352
Gênero: Ficção / Terror
Página no Skoob: Clique aqui

 

“Bem-vindo a bordo do Belo Sonhador! 
Parabéns por escolher um Cruzeiro Foveros, sua passagem somente de ida para o Relaxamento e a Diversão! Diversão! Diversão!” 


É com essa mensagem de bem vindo que Sarah Lotz dá início a uma viagem que leitor nenhum conseguirá esquecer… 

Assim que terminei de ler “Os Três“, primeiro livro da autora (que você pode ler a resenha aqui), minha ansiedade para ler O Quarto Dia só foi crescendo. Mesmo não sendo uma sequência, eu já estava louco para poder ler algo mais da Sarah Lotz, e agora que finalmente foi lançado no Brasil pela Editora Arqueiro, eu consegui mergulhar de cabeça nessa história que me tirou o ar diversas vezes. 
 
Então vamos ao que interessa… 
 
A história começa a partir do quarto dia a bordo do cruzeiro Belo Sonhador. Aquela deveria ser uma curta viagem de ano novo, com muita festa, bebida e pessoas preocupadas apenas em curtir aquele momento, porém na noite da virada, uma pane deixa o navio totalmente sem energia e sem comunicação com o mundo em terra firme.

A partir daí, uma série de acontecimentos, alguns deles perturbadores, começam a acontecer… um estupro seguido da morte da vítima, a fuga do estuprador, os shows de uma médium de caráter duvidoso, um poderoso vírus que vai se alastrando pelo navio, um incêndio na parte técnica da embarcação, a aparição de espíritos… e por aí vai. Chega a ser difícil acreditar que tanta coisa pode acontecer, ao mesmo tempo, em um livro com menos de quatrocentas páginas. E é incrível ver como todas essas histórias vão se cruzando e caminhando juntas para um final surpreendente. 

O livro conta com diversos personagens que estão a bordo do navio e que vão narrando as histórias de forma intercalada. Todos eles são muito bem construídos e convincentes, por diversas vezes eu achei mesmo que eu estava em alto mar com aqueles personagens, vivendo aquelas histórias, ao invés de estar (são e salvo) no conforto da minha cama.  

Quem já leu “Os Três“, sabe que a Sarah Lotz adora presentear seus leitores com mistérios e teorias que possuem uma certa dose de medo e soluções não muito lógicas, e não foi diferente com “O quarto dia“. Ao longo da leitura, me deparei com várias situações em que até fui tentando amarrar a história e prever o que aconteceria, ou até mesmo achar uma explicação para tudo aquilo, mas são tantas teorias levantadas que fica difícil chegar a uma conclusão só. 

De uma forma geral, eu fiquei muito satisfeito com o livro, foi uma litura que me prendeu bastante, daquele tipo que você engata logo no primeiro capítulo e depois fica difícil de largar. Meu único problema foi com a sinopse na contra capa do livro. QUEM DIABOS COLOCA UM SPOILER NO PRIMEIRO PARÁGRAFO DA SINOPSE??? Eu fiquei muito indignado ao chegar no final da história e perceber que aquilo que tinha acontecido, já havia sido contado lá na sinopse. Sério, isso não se faz. Então já fica a dica para quem tem interesse em ler “O quarto dia”, não leia a sinopse. 

Espero que tenham gostado da resenha, comentem aqui em baixo se você ficou interessado em ler “O quarto dia“, ou se já leu algum livro da Sarah Lotz, conta aqui para a gente o que achou 🙂