Mês: julho 2016

Resenha – Sedução ao Amanhecer

Por Alê Lendo
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26 de julho
Título: Sedução ao Amanhecer
Título Original: Seduce me at Sunrise
Autor(a): Lisa Kleypas
Tradutor(a): Débora Isidoro
Editora: Arqueiro
Ano: 2013
Páginas: 242
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Ficção, Romance de Época
  
“Céus! – disse Leo com a voz rouca. – Se tinha coragem para morrer com ela, não acha que poderia encontrar coragem para viver com ela?”
 
Já disse para vocês que quanto mais gosto de um livro, mas dificuldade tenho para falar dele? Acho que por isso demorei tanto para escrever sobre o 2° livro da série os “Os Hathaways”, SEDUÇÃO AO AMANHECER.
Como já tinha explicado no 1° livro – resenha aqui – cada livro da série vai falar das desventuras sociais, familiares e amorosas de um dos irmãos mais excêntricos, barulhentos e adoráveis que conheço OS HATHAWAYS.
E agora é a vez da nossa querida WINNIFRED HATHAWAY, ou simplesmente, WIN.
Há dois anos WIN contraiu uma severa escarlatina que quase a matou. Apesar de ter se recuperado, as sequelas e agressividade da doença deixaram a extremamente frágil e com os pulmões muito fracos. Esta são as razões que fazem de WIN a belíssima e doente irmã HATHAWAY
KEV MERRIPEN é um rom, um cigano. Quando adolescente, durante um confronto de sua tribo e Ingleses armados, ele foi atingindo e abandonado inconsciente para morrer às margens de um rio. Quase que por milagre, foi encontrado pelo Sr. Hathaway, que o levou para casa e tratou de seus ferimentos. Dias depois, embora sem forças, MERRIPEN decidi deixar a casa, pois não suportava a ideia de dever favores a nenhum “gadje” (palavra usada para designar pessoas não ciganas). Mas é naquele dia que uma doce menina de cabelos loiros platinados e pele branca como o luar, bate a sua porta e o pergunta: – Posso entrar?
Era WIN.
E naquele exato momento, Merripen sabe, não iria embora aquele dia, nem em nenhum outro de sua vida.
Win e Merripen cresceram juntos. Merripen, embora sempre tenha sido tratado pelos Hathaways como membro da família, sempre se manteve distante, agindo como um leal serviçal e nada mais. Esteve ao lado da irmã mais velha, Amélia, quando o Sr. E Sra. Hathaway morreram, trabalhou duro, protegeu a família de qualquer ameaça, passou dias e noites ao lado de Win, quando ela contraiu escarlatina, e continuou assim, cuidando de tudo que era necessário para conforto, segurança e felicidade de Win.
Merripen nunca reclamou, nunca se declarou, nunca tentou tocá-la e nunca pediu nada em troca.
Agora câmera, fecha em mim: QUE HOMEM É ESSEEEEEE????? #TimeMerripen
Voltando…
Win sabe de três coisas:
Ela ama Merripen.
Merripen a ama.
E ele NUNCA admitiria seus sentimentos.
Merripen considera-se inferior e indigno do amor de Win. Por isso, prefere fingir ser apenas um irmão mais velho e zeloso que só quer vê-la bem casada com alguém que seja de seu nível e parte da sociedade.
E não pense que essa convivência em família acontece com calma e tranquilidade. Ao contrário de Cam Rohan, casado com a irmã mais velha de Win, também cigano, mas totalmente adaptado aos costumes “gadjes”, Merripen que alias foi absolutamente contra o casamento de Cam e Amélia), é um cigano em estado bruto, um bicho do mato mesmo.
Resumindo: estamos falando de um homem de quase dois metros de altura, forte, de pele dourada, cabelos e olhos negros que não gosta muito de seres humanos em geral, a menos que este seja um Hathaway, entendeu?
Win cansou de ser tratada como invalida, e decidiu correr atrás do que quer. Para isso foi passar seis meses na França onde há tratamento com novas técnicas para doentes em sua situação. Leo, o irmão mais velho dos Hathaways, decidi acompanhá-la durante o tratamento.
#Dica: a partir deste livro a história do Leo – que será contada no 4° livro – começa a tomar forma, então, bora prestar bastante atenção no moço!
Pois bem, seis meses depois Win volta da França feliz e praticamente curada, ou seja, AGORA PODE POR A MÃO NA MOÇA QUE ELA NÃO VAI QUEBRAR! E ai você pensa: Agora Win e Merripen vão correr um para os braços do outro? Mas só que não!
Se antes Merripen já se achava inadequado para Win, agora ele não se sente nem no direito de olha-la nos olhos. E para deixar o que já estava ruim bem pior, Win trouxe um pretendente em sua bagagem da França.
A partir daí, caro amigo, é briga, segredos familiares, intrigas, sequestro, ciúmes, paixão, amor e raptos e toda aquela maravilha do universo cigano.
O final de SEDUÇÃO AO AMANHECER é surpreendente e lindo. São anos lendo romance de época, e nada bate esse livro.
Resenha grande, né? – mas eu avisei, é o meu livro preferido!

Resenha – A Caminho do Altar

Por Alê Lendo
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22 de julho
Título: A Caminho do Altar
Título Original: On The Way To The Wedding 
Autor(a): Julia Quinn
Tradutor(a): Viviane Diniz
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 317
Perfil no Skoob: aqui

 Gênero: Ficção, Romance de Época

“Ele era diferente dos outros cavalheiros que conhecera. Ela não sabia bem como, a não ser que tinha algo a mais. Algo diferente, que a fazia sentir uma pontada bem no fundo do peito.
E por um instante ela pensou que iria chorar.
Primeiramente, pausa dramática para anunciar: “A CAMINHO DO ALTAR” é o último livro da série os BRIDGERTONS.

Amigos, que SO-FRI-MEN-TOOOOO!!!
 
Eu preciso dividir com vocês a odisseia que foi a leitura desse livro. Assim que ele chegou o coloquei junto aos seus outros sete “livros irmãos”, só para apreciar a paisagem mesmo, ficar maravilhada em olhar a minha estante e vê-los todos ali, finalmente todos juntos. Quando tomei coragem para começar a leitura, já dei de cara com Kate Bridgerton, pronto! Parei e fui buscar “O Visconde Que Me Amava” e acabei lendo umas cem páginas! 
 
Daí fui passando de irmão para irmão: Daphne, Anthony, Benedict, Colin, Eloise, Francesca e Hyacinth. Quando vi que não tinha mais para onde correr, me resignei e abracei GREGORY, o caçula da maravilhosa família BRIDGERTON.
Se há uma coisa que GREGORY BRIDGERTON sabe é que o amor existe, é maravilhoso e está esperando por ele em alguma esquina de sua vida. Seus sete irmãos estão casados, felizes e perdidamente apaixonado por seus escolhidos. O amor é uma benção em na família, e sua eleita o aguarda em algum lugar.
 
E é durante uma festa oferecida por seu irmão mais velho Anthony e sua cunhada a Viscondessa Kate Bridgerton que a sua prometida surge diante dos seus olhos. A linda, estonteante, simpática e bem nascida Hermione Watson (olha, difícil demais não achar que Júlia Quinn fez uma belíssima homenagem a Harry Potter!).
É ela! Gregory está absolutamente certo de que é ela! Decido a ir em busca de seu destino tão aguardado, Gregory aborda Hermione com todo o charme e encanto tão característicos dos homens da família, mas para sua imensa e desagradável surpresa, Hermione Watson não só se mostra completamente desinteressada, como também está perdidamente apaixonada por outro homem, o Sr. Edmonds, um rapaz de origem humilde e secretario de seu Pai.

Informações precisas e inquestionáveis vindas do único elo que une GREGORY à mulher de seus sonhos, a melhor amiga de Hermione, LADY LUCINDA ABERNATHY.

Caros, amo Julia Quinn mais que churros dos carrinhos do shopping! A construção das heroínas criadas por Mrs. Quinn é irretocável, e nossa LUCY ABERNATHY não é diferente, forte, integra, amiga, inteligente, bem humorada e, embora nem ela saiba, linda!
LADY LUCINDA ABERNATHY é a melhor amiga de Hermione Watson e está acostumada a parecer invisível os homens. Lucy até acredita que tenha seus predicados, mas todos eles não chegam a fazer sombra à perfeição da amiga.
 
Mesmo assim, elas são muito unidas e extremamente leais uma a outra. Hermione, na verdade, foi a família que Lucy não teve. Órfã de pai e mãe, ela e o irmão Richard foram criados pelo seu Tio materno que – para garantir seu futuro – a prometeu ainda muito jovem ao Conde de Devenport, Lorde Haselby, dez anos mais velho que Lucy.
Lucinda Abernathy está certa de duas coisas, sua amiga não pode se casar com o secretário de seu pai e – sem dúvida alguma – Gregory Bridgerton é o homem ideal para ela. Gregory não tem opção, já usou de todos os seus encantos eartifícios, mas Hermione não parece corresponder as suas investidas. Lady Lucinda será a aliada perfeita para vira o jogo e conquistar a mulher da sua vida.
A mensagem desse livro é bem simples, clara, e é dita em uma conversa entre as amigas Hermione e Lucinda ainda em suas primeiras páginas: “Não se pode escolher por quem você vai se apaixonar!” E prepare-se para morrer de amores constatando, linha a linha, cena a cena, página a página, cada uma destas palavras.
Esse livro esbanja diálogos engraçadíssimos e situações inusitadas. Lucy é rápida, irônica e afiada, Gregory é gentil, encantador e mesmo sendo muito articulado, não pode acreditar no que – sem a menor cerimônia – vê Lucy planejando para que as coisas aconteçam como desejam. A princípio eles acreditam ter muito em comum, o que é ótimo, já que serão grandes amigos, mas com o passar dos tempo toda aquela liberdade tão natural de ser e agir um com o outro vai tomando outras formas e outros sentidos.
Amigos, preparem-se para o melhor que essa família tem a oferecer: amor, risadas, surpresas, paixão e lágrimas. Esse é talvez o livro mais elaborado em termos de reviravoltas, e mesmo apresentando um enredo aparentemente óbvio, não deixa de surpreender e de deixar o seu coração na mão.
 
Agora, preciso abrir meu coração para vocês, depois de oito livros, oito histórias de amor tão lindas e oito filhos tão bem casados, acho que Júlia Quinn deveria dar a nossa Viscondessa Violet Bridgerton um novo amor! Eu sei, eu sei, que isso nunca seria possível na sociedade da época, mas Violet merece toda felicidade do mundo! Mas quem sabe, não é?
 
É mais uma família que se despede, e esta vai deixar muitas saudades! Bom, para mim nem tanto, pois pretendo reler os BRIDGERTONS muitas e muitas vezes.

Resenha – Apenas um garoto

Por Lucas Florentino
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19 de julho
Título: Apenas um garoto
Título original: Openly Straight
Autor: Bill Konigsberg
Tradução: Rachel Agavino 
Editora: Arqueiro
Gênero: Ficção, Romance
Ano: 2016
Páginas: 256
Skoob: Clique aqui
“- Estou cansado disso. Estou cansado de ser o garoto gay. Não quero mais isso para mim. Eu só quero ser, tipo, um garoto normal.”
 
 
Resenha:
 
Sabe quando você bate o olho na capa de um livro e diz “quero ler” sem nem antes saber do que se trata? Pois foi bem isso o que aconteceu comigo. Dia desses, estava no Instagram quando vi que o perfil da Editora Arqueiro havia postado uma foto da capa de Apenas um garoto, e logo em seguida, descobri que esse seria o primeiro livro com a temática LGBT lançado pela editora, o que me fez ter ainda mais vontade de ler. Eu só não imaginava que esse acabaria se tornando um livro cinco estrelas e favoritado na minha conta do Skoob. 
 
Rafe é assumidamente gay desde seus 13 anos e nunca teve problemas com isso. Não sofreu bullying e tem uma família que o apóia, porém Rafe tem o rótulo de garoto gay, que o incomoda. Por isso, ele toma a decisão de mudar para uma escola em outro estado, com o plano de manter sua orientação sexual em segredo e começar a vida do zero. Detalhe: essa é uma escola só para garotos. 
 
A princípio seu plano funciona bem, ele consegue se enturmar com os outros garotos do colégio, entra até para o time de futebol, no entanto Rafe só não contava com uma coisa, se apaixonar por um de seus novos amigos, que por sinal, é hétero.
 
“Não acho que ser gay seja uma maldição. Definitivamente não é. Mas sabemos que sair do armário traz um monte de coisas que tornam a vida mais difícil. Mesmo que você tenha pais maravilhosos e uma escola que o trate bem, a revelação acrescenta algo à sua vida. O pior é como todo mundo olha para você de um jeito diferente. Eu fiquei cansado de ser olhado.” 


Desde a primeira página consegui me identificar muito com Apenas um garoto. E por diversos motivos. Bill Konigsberg conseguiu retratar de uma forma simples e bem humorada o fato de como rótulos podem incomodar uma pessoa, seja ele qual for.

Nos dias de hoje, ser gay ainda é sinônimo de ser diferente. O assunto é cada vez mais discutido nas novelas, redes sociais, escolas, mas ainda assim é tratado como algo diferente, o que não devia ser. Infelizmente, as pessoas enxergam a orientação sexual de alguém como sua única característica, o que de certa forma, acaba limitando a pessoa. Criando rótulos. 

Quando Rafe decide mudar de escola, para um lugar em que ninguém o conhece, ele deseja fugir das limitações do rótulo que ele carrega nas costas. Ele deseja ser tratado como uma pessoa normal. Ele quer que as pessoas gostem dele pelo que ele é, por suas outras características. Ele quer provar para os outros e para si mesmo que ele é muito mais do que um garoto gay. Ele é apenas um garoto.

“É difícil ser diferente. E talvez a melhor a resposta não seja tolerar as diferenças, nem mesmo aceitá-las, e sim celebrá-las. Talvez essas pessoas que são diferentes se sentissem mais amadas e menos… bem, toleradas.”


A leitura de Apenas um garoto foi algo tão prazeroso que em poucas horas eu já havia terminado o livro e aquele gostinho de ‘quero mais’ ficou alojado no meu coração e duvido que saia de lá algum dia. Os personagens são tão cativantes que não demora muito para você se apaixonar por eles.


E por falar em personagens, será impossível falar de Apenas um garoto e não citar os pais de Rafe, que são de longe os melhores personagens da trama (que outros pais dariam uma festa quando seu filho se assume gay?). Os diálogos do livro são sempre melhores quando um dos pais (ou os dois) estão envolvidos. Por diversas vezes me peguei gargalhando (não dando um sorriso ou rindo baixo, mas gargalhando mesmo) devido as coisas que eles faziam ou falavam. 

Outro personagem que merece destaque é o Sr Scarborough, professor de redação. Por mais que suas aparições sejam bem pequenas, dá para sentir que ele é o tipo de professor que amaríamos ter na época da escola. Sem falar de algumas notas que ele deixa em alguns textos do Rafe, que são apresentados durante o livro. São dicas bem legais que até podem servir para quem gosta de escrever.

De um modo geral, todos os personagens são muito bem construídos e conseguimos perceber o seu crescimento com o andar da história. Tanto os personagens principais, quanto os secundários, foram indispensáveis para construir essa história incrível que é Apenas um garoto. 

“- Você está apaixonado por ele – afirmou minha mãe, com os olhos arregalados e um sorriso travesso. 
– Não estou, não – neguei, corando. – Pare com isso. Chega. Desista.
– Claro que está – disse meu pai, virando-se para apertar minha bochecha. Olhei ao redor, horrorizado. – E está tão na cara quanto esse seu sorriso de pateta, Rafe. 
– Sério. Parem – pedi, desejando não ter levado Ben para conhecê-los. – Sério.
– Ah, estão tão feliz. Você está apaixonado por um menino! – disse a minha mãe. – Você ainda é o nosso Rafe, apesar desse terrível disfarce hétero…”


Devo confessar que tenho um coração fraco para cenas fofas, principalmente se for entre casais LGBT, e em Apenas um garoto, senti meu coração praticamente se derreter com tanta fofura. E ao ler isso não pense que esse é um daqueles livros bobinhos, água com açúcar, com romance meloso. NÃO! Esse é um romance que te convence, que te faz torcer até o último capítulo. E é lindo. 

“Os gregos eram mais inteligentes do que nós e tinham palavras diferentes para diferentes tipos de amor. Storge é o amor da família. Não é o nosso caso. Eros é o amor sexual. Philia é o amor fraternal. E há a forma mais elevada, Ágape. Esse é o amor transcendental, como quando você põe a outra pessoa acima de si mesmo.” 


Okay, acho que já estou me estendendo MUITO nessa resenha, daqui a pouco vocês desistem de ler só ao ver o tamanho (não façam isso, por favor hahaha). Se eu posso dar um conselho à vocês, gays, héteros, trans, que seja, é leiam esse livro. Leiam muito. Leiam mesmo. Apenas um garoto é aquele livro que deve ser lido e sentido por todos. Me agradeçam depois, rs. 

Resenha: A garota do calendário – Janeiro

Por Dalila Correia
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10 de julho
Título:  A garota do calendário – Janeiro
Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus
Gênero: Adulto
Ano: 2016
Páginas: 144

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“Amor verdadeiro não existe. Passei anos imaginando que existisse

 

Sinopse:  Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. O fenômeno editorial do ano e best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser! Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser… Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de surfista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível — desde que ela não se apaixone por ele.  
 
Resenha: Bem, ao ler a sinopse do livro, você já sabe que é uma história clichê, onde a mocinha linda e pobre, precisa de muuuuito dinheiro e se submete ao primeiro “emprego fácil” para conseguir tal quantia.
 
No entanto, mesmo sendo uma história clichê, sem nada de NOOOOSSA, eu gostei!!!! (pq eu gosto de clichês kkk) =P
Ao conhecer seu primeiro cliente, Mia se encanta, pois realmente Wes é um gato (sem novidades, rico e gato)! E o fato de saber que ganhará mais 20% por se deitar com ele, deixa as coisas bem fáceis. 
Eu particularmente esperei que Mia fosse se “segurar” mais, pelo menos no primeiro cliente, mas ela é fã de sexo, então, não deu srsrs. Enfim, a autora poderia ter explorado mais esse lado dela.
 
O livro é bem curtinho, não se aprofunda nos personagens secundários (clientes de Mia), e mesmo sendo uma temática HOT, para quem leu Sylvia Day, ele está mais para “Entre o agora e o nunca”.
O fato de Mia sempre se apaixonar pelos homens que se envolveu na vida e ter quebrado a cara com todos eles, para ela, essa foi a parte mais difícil, não se apaixonar por seus clientes. 
 
Ao final, Mia se mostra uma garota firme e decidida, levando tudo para o lado racional e não emocional.
 
Confesso que o que mais gostei na história, foram os alívios cômicos (meias natalinas kkkkk)  =D
 
Esta série tem 12 livros, um para cada mês do ano, e as capas estão logo abaixo.
No mês de fevereiro Mia terá como cliente um artista plástico, e já fica caidinha por ele, apesar de tudo que ela viveu com Wes…
Eu sou meio careta com essas coisas, na verdade sou bem romântica e gosto de finais felizes. 
Lerei os outros livros pois quero saber se Mia encontrará um verdadeiro amor (isso se eu conseguir) ♥  
PS: A autora Audrey Carlan virá para a bienal do livro em São Paulo este ano =)

Resenha – Três Coisas Sobre Você

Por Beatriz Guerra
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1 de julho
Título:  Três Coisas Sobre Você 
Autora: Julie Buxbaum
Editora: Arqueiro
Gênero: Jovem Adulto
Ano: 2016
Páginas: 288

Página no Skoob: Clique Aqui

 
Sinopse: “Setecentos e trinta e três dias depois da morte da minha mãe, 45 dias após o meu pai fugir para se encontrar com uma estranha que ele conheceu pela internet, 30 dias depois de a gente se mudar para a Califórnia e apenas sete dias após começar o primeiro ano do ensino médio numa escola nova onde conheço aproximadamente ninguém, chega um e-mail. Deveria ser no mínimo esquisito, uma mensagem anônima aparecer do nada na minha caixa de entrada, assinada com o bizarro nome Alguém Ninguém. Só que nos últimos tempos a minha vida tem estado tão irreconhecível que nada mais parece chocante.” 

   Que livro! <3  Se você carx amigx está procurando um livro tranquilo, bobinho, fofo, aqueles clichês, sabe?  Aquele livro com uma leitura tão gostosa que são essenciais pra dar um up na nossa rotina…pode adicionar esse na sua lista! E não perca tempo porque eu te juro: você não vai se arrepender. 

 
   Confesso que julguei o livro antes de ler mesmo, só li a sinopse e fiquei “ai, mais um daqueles livros de mimimi de adolescente americano que muda de cidade, típico”. Mas aí beleza, li mesmo assim e gente, que SURPRESA! Não, não tem mimimi e ok, é fácil de deduzir a história, mas é tão amor e tão bom de ler que você não vai conseguir largar! 
 
   Jessie, a personagem principal está presa em um turbilhão de novas mudanças na vida: perdeu a mãe por causa de um câncer, o pai do nada se casa com uma madame rica de Los Angeles, ela muda de cidade para um nova casa de totais desconhecidos, entra para uma escola de elite em que as pessoas não são tão amigáveis, começa a se afastar cada vez mais de sua única e verdadeira melhor amiga, sem falar do estresse de lidar com a nova família postiça. Loucura. E pra piorar o de sempre né: o bullying na escola. 
 
   Até que inesperadamente, começa a receber e-mails de um anônimo chamado “Alguém Niguém“, alguém que a reparou e decidiu ajudá-la como um conselheiro a sobreviver ao inferno que é a nova escola. Estranho, mas um alívio para Jessie. AL a ajuda a se adaptar, a aconselha sobre quem são as pessoas e coisas que deve evitar, assim como quem são as que ela deve se aproximar e fazer amizade na escola, e assim em diante. 
 
   Porém, o que eram apenas e-mails, tornam-se mensagens frequentes e cada vez mais profundas com cada um querendo saber três coisas sobre o outro (o nome do livro, obviamente). É assim que nasce a estranha amizade entre os dois. A partir disso, você irá acompanhar a evolução da Jessie na loucura que é a nova vida e se prepare pra momentos de gastrite e ansiedade porque assim, é  fácil você deduzir quem é o AL, mas a Jessie é tão lerdinha que você vai ter todos esses sentimentos de nervoso por ela. 
 
   O que eu mais gostei deste livro é a dinâmica dele! Não é apenas narração e narração, tem os e-mails e as mensagens que a Jessie troca com o AL e as amigas e é uma delícia de ler porque corre super rápido e é tão engraçado! Me peguei sorrindo e rindo muitas vezes em público (o que atraiu vários olhares que eu realmente não desejava). 
 
   Outro ponto muito bom é que a a narração da Jessie fazia com que eu sentisse que eu fosse super próxima dela. Como duas amigas compartilhando fatos e pensamentos sobre suas respectivas vidas.  Jessie é apenas uma das muitas meninas aí no mundo que se rebaixam, que não acreditam tanto em si mesmas, mas que na verdade são mais fortes do que imaginam e outras pessoas conseguem ver isso. Ela é bem fodona, mas a imagem que ela passa de si mesma é muito negativa. Ao longo do livro, ela mesmo começa a amadurecer e é bem legal acompanhar essa mudança! 
 
   E claro, dá pra se apaixonar por uns personagens por aí! 
 
   Valeu muito a pena ter lido esse livro, mesmo que tenha sido rápido porque eu acabei o devorando, deu uma super animada nos meus dias! Afinal, pode falar a verdade, você sente falta de um clichês bobinhos e engraçados de vez em quando vai! (: