Mês: setembro 2016

Resenha – O Demonologista

Por Thales Eduardo
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27 de setembro

Título: O Demonologista
Título original:  The Demonologist
Autor: Andrew Pyper
Tradução: Cláudia Guimarães
Editora: Darkside
Gênero: Ficção
Páginas: 328
Ano: 2015
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“Às vezes, os monstros são reais.”

“O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico. Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas um boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma.”

O Demonologista é um livro sombrio e viciante. Narrado em primeira pessoa, Andrew Pyper nos conquista com sua escrita impecável. A habilidade do autor em criar um cenário tão envolvente resulta em uma leitura realmente gratificante.

É como se minha própria vida fosse assombrada.”

Apesar de não conter um terror tão impactante, o livro traz em sua trama um suspense eletrizante. Além disso, a narração de Pyper encaixa muito bem no gênero, dando o tom certo à obra.

O Demonologista foi uma grande e positiva surpresa. Alguns comentários negativos do livro realmente me deixaram com uma certa dúvida em relação a qualidade da obra. Mas todas esses comentários caíram por terra quando iniciei a leitura. Fui conquistado logo nas primeiras paginas.

O elogio mais forte que faço a esse livro é em relação a sua escrita. Fiquei realmente encantado com o estilo de narração de Pyper e, sem dúvidas, é o grande diferencial da obra.

Mas até mesmo a recordação da felicidade pode ter um efeito contrário. Saber que um momento que não apenas passou, mas pode nunca mais ser citado de novo, traz um tipo completamente novo de dor.”

Outra forte qualidade desse livro são os personagens, os quais foram muito bem criados com dilemas e angustias próximos da realidade. Isso aproxima ainda mais o leitor.
É ainda impossível não citar o trabalho impecável da editora Darkside com cada um dos livros do seu catálogo. É um amor sem tamanho!

Não é do escuro que eu tenho medo. É do que tem no escuro.

Certamente esse é um daqueles livros que ou você irá amar ou, então, odiar. Mas seja qual for seu sentimento não há dúvidas de que vale a leitura.
Antes de acreditar em qualquer comentário, dê uma chance ao Demonologista.

Algumas vezes as pessoas fecham a porta porque estão tentando encontrar uma maneira de fazer você bater nela.

Resenha – The Kiss of Deception

Por Beatriz Guerra
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22 de setembro
Título: The Kiss of Deception
Autora: Mary E. Pearson
Editora: Darkside
Gênero: Fantasia, jovem adulto. 
Páginas: 406
Ano: 2016
Página no Skoob: Clique aqui

Sinopse: Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? 

Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor.”
 
Convido-lhe a ler a sinopse aí em cima e te pergunto: a primeira vista, não parece um conto de fadas em que a princesa foge do casamento, o príncipe e o assassino vão atrás dela, forma-se um triângulo amoroso, ela se apaixona pelo príncipe e ta da, resolvida a história?

Vai, você pensou nisso sim. O que difere esse livro de tantos outros de princesas e príncipes (porque tá cheio agora que virou modinha), perguntava-me. Até a autora bugar o meu cérebro. 
 
Eu achava que eu estava manjando o que ia ocorrer a história inteira até que dá um plot twist na sua cabeça e você fica de queixo caído porque não percebeu aquilo antes. (Se você ler e notar tudo rápido, meus parabéns). 
 
O que ocorre? A princesa Lia de Morrighan foge de tudo o que uma princesa seria, ela faz cada coisa que você só consegue chamar de loucura. Não basta apenas planejar uma fuga nas últimas horas antes de seu casamento arranjado, que selaria uma paz entre dois reinos, com poucos pertences e se desfazer de todas as riquezas que possui.  Gente, sério, ela é louca! Pra você ter ideia,ela apenas faz pouco caso do manto real que está na família a gerações e simplesmente o rasga e joga fora. Isso e outras coisas.
 
Sua companheira de fuga é a sua amiga e criada, Pauline. Juntas, abandonam a capital do reino e se dirigem a um pequeno vilarejo chamado Terravin, onde Pauline fora criada. Ali, Lia se desfaz de qualquer resquício de realeza e se torna uma mera garçonete de taverna e cuidadora de uma hospedaria. Nunca qualquer pessoa do reino suspeitaria que ela teria sido, um dia, sua princesa.  
 
Enquanto você acompanha a personagem se adaptar a nova vida, Lia é uma fugitiva sendo caçada na Corte e em todo o reino não por conta da preocupação de seus pais, mas sim porque é uma traidora. Além de toda a paz que selaria a união com o reino de Dalbreck ter ido pro ralo, há os rumores sobre os bárbaros que se preparavam para uma futura guerra, que seria ainda mais complicada agora que os reinos de Morrighan e Dalbreck não seriam mais aliados. 
 
Revezando os capítulos, somos apresentados ao príncipe de Dalbreck, que se encontra irritadíssimo após o cancelamento do casamento, pois a princesa misteriosa fez o que ele queria ter feito, porém que não teve coragem suficiente. Curioso para saber quem seria essa garota atrevida, ele sai em busca dela, por mais que o impeçam. Assim como, proveniente de um lugar bárbaro, um assassino de Venda (uma cidade bárbara aos olhos dos reinos) começa a perseguir Lia com a intenção de matá-la, a fim de evitar qualquer preocupação futura.
 
Os três se encontram, porém tanto o príncipe quanto o assassino,  nunca imaginariam que Lia seria a tal da princesa. E as complicações se desencadeiam a partir disso. 
 
A Lia é fod@, representação total de uma mulher superpower que faz o que quer e não o que a sociedade espera como seu papel. Que quebra todos os esteriótipos, fala com convicção e cativa todos ao seu redor por sua força. É apaixonante e inspirador. 
 
A Mary te levará por uma jornada incrível cheio de momentos “wow, magia, mistérios e inspirará muitas meninas por aí. Afinal, a gente pode sim querer lutar com um dragão e não ficar em um castelo esperando um príncipe. (: 
 
Esse livro é lindo! Capa dura, vem com pôster e marcador, mapa, é maravilhoso. E tenha paciência porque os próximos livros da trilogia são gigantes (#vemtendinite). A sequência se chama “The Heart of Betrayal” e tem lançamento previsto no Brasil no dia 31 de outubro. 
 
Meu vestido flamulava atrás de mim, agora casando-me com uma vida de incertezas, mas que assustava bem menos do que a vida cheia de certezas que eu tinha encarado. Agora, essa vida era um sonho criado por mim mesma, na qual o único limite era minha imaginação. Era uma vida comandada por mim, apenas por mim.”
 

Resenha – O Último Adeus

Por Thales Eduardo
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17 de setembro

Título: O Último Adeus
Título original:  The Last Time We Say Goodbye
Autora: Cynthia Hand
Tradução: Carolina Coelho
Editora: Darkside
Gênero: Ficção
Páginas: 352
Ano: 2016
Página no Skoob: Clique Aqui!

“Você precisa de uma válvula de escape. Está guardando tudo e isso não é bom.”

Nem sempre a vida segue por um rumo calmo e tranquilo. As dificuldades e o sofrimento fazem parte também desse caminho, mesmo você não escolhendo isso.

Foi assim para Alexis, que teve sua vida mudada drasticamente depois que o irmão cometeu suicídio.

Foi um golpe muito duro, algo que ninguém esperava. Por mais que alguns sinais estivessem lá, Lex não imaginava que o irmão faria isso.

Mas ele fez e agora ela precisa buscar um meio de lidar com tudo isso e ainda ajudar a mãe a sair da depressão que as envolve.

“As pessoas seguem sua vida. Ainda que não consigamos seguir com as nossas.”

Como uma forma de ajudá-la, seu médico então sugere que Lex comece a escrever seus pensamentos em uma espécie de diário. Por mais que não tenha gostado muito da ideia, lentamente as palavras vão ganhando forma através da sua mão e quando ela percebe já contou muito mais do que esperava.

“A caneta não parece natural na minha mão. É muito mais pesada que o lápis. Permanente. Não existem borrachas na vida. Eu arriscaria tudo e começaria de novo.”

Arrebatador e emocionante! Esses são alguns dos inúmeros elogios que esse livro merece.

Cyhthia Hand nos envolve de uma forma que o leitor se vê preso na trama sem espaço pra pensar em outra coisa que não seja o livro.

A leitura ganha ritmo ao longo dos capítulos, nos quais vamos conhecendo cada um dos personagens e seus dramas. Sofremos com eles e torcemos pra eles! Não há como não se sentir parte de tudo que está acontecendo.

Além dos personagens principais, os secundários também ganham muito espaço e importância na obra. O luto e a maneira como a morte afeta cada um é diferente e isso é muito bem retratado.

“O tempo passa. É a regra. Independente do que aconteça, por mais que pareça que tudo em sua vida está congelado em um determinado momento, o tempo segue em frente.”

Sobre a diagramação, a Darkside fez um trabalho impecável mais uma vez! Assim como em todas as obras da editora noto sempre um cuidado especial por cada título.

Enfim, O Último Adeus é um livro que ganhou um espaço muito especial na minha estante. Você dificilmente irá se arrepender da leitura e esteja preparado para fortes emoções! Leia!

“Se eu desaparecesse um dia, desaparecesse de verdade e nunca mais voltasse, ninguém notaria.”

Resenha – Alucinadamente Feliz

Por Thales Eduardo
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15 de setembro

 “Desistir poderia ser mais fácil, mas não seria melhor.”

Esta poderia ser apenas mais um resenha de mais um outro livro. Mas uma obra tão espetacular como Alucinadamente Feliz requer algo à altura. Então vamos começar hoje com um desafio. Algo que até pode parecer simples no começo, mas que fará uma diferença gigantesca no futuro.

O desafio é o seguinte: seja feliz nos momentos bons. Não, simplesmente feliz não basta. Você precisa ser ALUCINADAMENTE FELIZ! Esse é o segredo de tudo. Combinado?

Muito mais que um desafio, isso se tornou uma campanha, de apoio e motivação. Precisamos desses momentos de alegria absoluta para quando nos sentirmos fracos e deprimidos lembrarmos que a vida tem seus altos e baixo, mas que de um jeito ou de outro, tudo passa.

“Todos nós temos a nossa cota de tragédia, insanidade ou drama, o que faz toda a diferença é o que fazemos com esse horror.”

Jenny Lawson enfrenta diariamente problemas que a afetam de uma maneira terrível. Num desses períodos ela percebeu que precisava mudar isso. Lutar e enfrentar todo o sofrimento. Então em um post no seu blog ela mudou não somente seu modo de pensar e ver o mundo, mas também milhares de outras pessoas que utilizaram do modo alucinadamente feliz de ser para sobreviverem as suas próprias batalhas.

E é assim que chegamos nesse livro. Com muito humor, mas de uma maneira totalmente verdadeira e realista, Jenny nos relata seu dia a dia e a forma com enfrenta cada dilema. Entretanto, como ela mesmo afirma, esse livro não é um manual ou um passo a passo para enfrentar a tristeza. Isso é muito pessoal, só você pode saber o que lhe faz bem de verdade.

“Percebemos que as coisas que nos envergonham são as mesmas que todo mundo enfrenta uma hora ou outra. Estamos muito menos sós do que pensamos.”

Com uma narrativa extremamente fluente, a autora nos envolve com suas palavras de modo que nem percebemos o tempo passar. Esse é um daqueles livros que você quer mais, mais histórias, mais relatos, mais comédia!

Apesar de já ter lido outras obras que envolviam o humor, acredito que nunca havia dado tanta risada durante uma leitura como foi em Alucinadamente Feliz. Foram capítulos e mais capítulos de alegria e diversão. Sem falar nas inúmeras referências a filmes, séries e músicas. Um exemplo disso que rendeu boas risadas: “No caminho para cá, vi uma nuvem parecida com um crânio. A primeira coisa que pensei? Comensais da morte.”.

Ainda assim, esse livro merece sua atenção não só pela diversão, mas também pela história. A mensagem que a autora traz é extremamente pertinente e merece ser tratada de uma forma mais ampla pela sociedade. Diariamente, milhares de pessoas enfrentam problemas mentais e psicológicos, mas o estigma sob isso é tão grande que geralmente quem sofre disso acaba tendo vergonha de compartilhar seu sofrimento e pedir ajuda.

Lawson nos mostra então que mesmo sendo diferentes um dos outros batalhamos com problemas globais. A mensagem é clara, chega de tamanha indiferença. Todos (isso mesmo, TODOS) enfrentam problemas em alguma parte da sua vida, seja em momentos isolados ou não. Qual o problema então de compartilharmos nossas frustrações e, principalmente, ajudarmos uns aos outros?

O lançamento desse livro e seu sucesso estrondoso mostra que a mudança está começando. Faça parte disso!

“Este é um livro engraçado sobre viver com transtorno mental. Parece uma combinação terrível, mas falo por mim, tenho transtorno mental e algumas pessoas mais hilárias que conheço também têm. Então, se você não gostar do livro, talvez só não seja louco o bastante para isso. No fim das contas, você sai ganhando de um jeito ou de outro.”

 

 

 

Resenha – A história secreta da criatividade

Por Lucas Florentino
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13 de setembro
Título: A História Secreta da Criatividade
Título original: How to Fly a Horse
Autor: Kevin Ashton
Tradução: Alves Calado
Editora: Sextante
Gênero: Criatividade, História 
Páginas: 288
Ano: 2016
Página no Skoob: Aqui

Sabe aquele tipo de livro que você é obrigado a ler na época da escola ou faculdade e que você sempre odiou? Aqueles livros técnicos, cheio de informações e que o que você mais queria era jogá-los pela janela? Então, hoje venho aqui para dizer que esses livros podem ser incríveis quando você os lê por livre e espontânea vontade, e não por obrigação. 

Quando escolhi A história secreta da criatividade como minha próxima leitura, eu estava me desafiando a mais uma vez sair da minha zona de conforto e ler algo da qual não fazia parte da minha rotina de leitura. Para mim que sempre gostei de ler apenas livros de ficção, ler um livro técnico foi uma grande surpresa e um grande aprendizado. E, sinceramente, eu não esperava gostar tanto quanto gostei. 

Em A história secreta da criatividade, Kevin Ashton nos mostra casos de pessoas reais que, através da criatividade, conseguiram se destacar e se tornar pessoas importantes na história da humanidade. 

“Cada capítulo conta a história verdadeira de uma pessoa criativa; cada história vem de um lugar, um tempo e um campo de criação diferente e enfatiza uma ideia importante sobre criatividade. Existem narrativas dentro das narrativas e abordagens de ciência, história e filosofia.”

Os casos apresentados em cada capítulo tornaram o livro mais interessante, fazendo com que a leitura fluísse em um ritmo muito bom. Dentre os meus favoritos, posso destacar os seguintes: 

– Edmond Albius 
O primeiro capítulo conta a história de Edmond, um menino órfão, negro e escravo, que com 12 anos, teve uma simples ideia que, em 1841, resolveu o maior problema de cultivo de baunilha enfrentado mundialmente. Esse fato foi tão importante que Edmond ganhou uma estátua de bronze em Saint-Suzane, uma das cidades mais antigas da ilha de Reunião. 
(Se quiser saber qual foi a ideia do menino Edmond, você terá que ler o livro, rs)
– Steve Jobs
Outro caso que me chamou muito a atenção foi de como Steve Jobs teve a ideia para a criação do iPhone. Ele não trabalhou em cima de um problema, e sim enxergou um problema naquilo que funcionava perfeitamente. Foi criando melhorias para um produto que já existia que ele chegou ao iPhone, sucesso de vendas até hoje. 

– Woody Allen
Mas para mim, o melhor caso é, de longe, o caso de Woody Allen. Kevin Ashton quis mostrar em seu livro o quanto não se importar com as opiniões das outras pessoas faz com que suas ideias sejam mais criativas, e para isso, ele contou a forma que Woody Allen trabalha em suas criações. “Não posso me sujeitar ao julgamento de outras pessoas, pois, se você aceita quando elas dizem que você merece um prêmio, precisa aceitar quando elas dizem que não merece.”

Existem muitos outros casos apresentados durante o livro que são tão interessante quanto esses já citados, porém alguns deles, principalmente os voltados para casos de medicina e química, me deixaram um pouco confuso devido a quantidade de termos técnicos apresentados.

A história secreta da criatividade é, na minha opinião, mais um livro de história do que de dicas para como se trabalhar com a criatividade. O que não quer dizer que Kevin Ashton não nos apresenta dicas durante a leitura. A forma como ele finaliza cada um dos capítulos nos presenteia com uma dica lincando com o caso apresentado no mesmo. Confesso que gastei quase todo meu estoque de post-it principalmente com essas dicas. 

Para finalizar, se você algum dia me perguntar “Lucas, vale a pena ler esse livro?”, minha resposta será SIM, porém, tenha em mente que esse livro foi feito mais a nível de informação e conhecimento do que entretenimento. Se você estiver procurando um livro para se distrair, dificilmente irá gostar desse, mas se quiser conhecer um pouco mais sobre pessoas reais e suas ideias criativas, e quem sabe até se inspirar um pouco, mergulhe de cabeça nas páginas de A história secreta da criatividade, tenho certeza de que você não vai se arrepender. 

Resenha: O Livro Delas

Por Thila Barto
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12 de setembro
Título: O Livro Delas
Autoras: Bianca Carvalho, Carolina Estrella, Chris Melo, Fernanda Belém, Fernanda França, Graciela Mayrink, Leila Rego, Lu Piras, Tammy Luciano
Editora: Fábrica231 – Rocco
Gênero: Ficção Brasileira, Contos, Romance.
Páginas: 336
Ano: 2016
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“[…] não gosto muito da ideia do destino, de que tudo já está escrito em algum lugar. Acho que precisamos sempre escolher que direção queremos seguir nos caminhos que a vida dá para a gente. Todos os dias encontramos novas ruas e desvios e tudo o que acontece depois depende de nossas escolhas.”

Resenha:


SOS! Fazia muito tempo que eu não lia um livro de contos. Precisou de uma reunião de autoras maravilhosas que admiro tanto para fazer eu ir até a livraria e, sem pensar duas vezes, sair com um livro de contos nos braços. 


Se me arrependi? Para minha enorme felicidade, não, porém confesso que tive uma experiência um tanto confusa/singular com esse livro e posso resumi-lá em duas palavras: tortura deliciosa!
 
Se eu fiquei maluca? Sempre fui um pouco mas, produção, que mistura de sentimentos esse livro me fez passar. As nove autoras, sem exceção, escreveram contos maravilhosos que são impossíveis, literalmente, de largar! Algumas me surpreenderam, outras me deixaram sem chão, uma certa escrevedora me fez perder estações de trem, porém todas me deixaram feliz! E sabe o que foi mais incrível nessa experiência toda? A oportunidade que tive de conhecer o trabalho de autoras que nunca tinha lido! 
Partiu falir no site da livraria pois a minha lista de desejados passou de grande para gigantesca!
 
Mas aonde entra a parte ‘tortura’ nessa coisa toda? 

Gente, é muito curto pra mim! Eu tinha vontade de chorar quando uma história acabava.


Eu sei, é um livro de contos, mas desculpa, meu amado universo literário, a vontade que eu tinha era de ligar para todas as autoras e dizer: 30 e poucas páginas não é o suficiente para uma história tão boa; preciso disso vezes 10, por favor! 


Não soube lidar muito bem, mas prometo que vou aprender a ler contos e me contentar com poucas páginas… Escutei alguém falando sobre o livro 2, produção? Rsrs…


Enfim, falei, falei e falei, mas do conteúdo do livro que é bom, nada até agora. Desculpa te decepcionar, querido leitor dessa resenha maluca, entretanto sinto que qualquer comentário  que eu fizesse sobre as narrativas eu estaria te dando um spoiler e, como odeio spoiler, farei diferente dessa vez: darei 5 palavras para cada conto, assim você terá pelo menos algumas dicas do que poderá esperar.


•Bianca Carvalho – Ao anoitecer: Acidente; chance; fantasma; memória; suspense.

•Carolina Estrella – Os 6 piores dias da minha vida: Violência; renascimento; família; fazenda; narrador intrometido (sei que foi mais de uma palavra, perdão!)
•Chris Melo – Era amor: Surto; crise; psicólogo; diários; risadas.
Fernanda Belém – Por acaso: Cartas; destino; vinho; projeto; escolha.
•Fernanda França – Eu vou te esperar: Singularidade; anel; mistério; gerações; sentimento.
•Graciela Mayrink – Baile de formatura: Amigos; diferenças; esperança; objetivos; futuro.
•Leila Rego – Dez anos: Faculdade; amizade; Capitu; pacto; reencontros.
•Lu Piras – A voz do coração: Restaurante; café; música; talento; silêncio.
•Tammy Luciano – Paraíso morto: Cartomante; ilha; alvoroço; surpresa; vida.

Sei que disse pouco e que você pode fazer infinitas suposições a partir dessas palavras, contudo tem uma palavra que representa todos os contos: Amor!


Leiam e descubram o significado dessas palavras. Prometo que valerá super a pena pois esse livro está INCRÍVEL!


😉


Então, agora, viva de verdade. Viva. Viva. Viva.

Por Thales Eduardo
|
10 de setembro

Um mês de conscientização, um mês para prevenção. A campanha Setembro Amarelo busca expor para sociedade um mal que afeta milhares de pessoas ao redor do mundo, mas que por estar cercado de tabus acaba sendo pouco comentado, o suicídio.

Os números são alarmantes, e o pior, crescem cada dia mais. E foi pensando nisso que a campanha do Setembro Amarelo foi criada. É um momento para conversarmos, aprendermos sobre o assunto e, principalmente, ajudar quem precisa.

A vida nem sempre é composta só de momentos felizes e alegres, mas ainda assim, não podemos desistir de tudo. Não importa qual seja a situação, sempre haverá uma saída para o que for que esteja passando.

Para saber mais sobre a campanha e como ajudar, confira o link!

a literatura temos casos de vários autores que, infelizmente, tiraram a própria vida. São exemplos disso: Ernest Hemingway, Virginia Woolf, Sylvia Plath, e mais recentemente, Ned Vizinni.

Além disso, muitas obras utilizam do tema nos seus enredos. Cada uma lidando com o assunto de uma forma diferente, de acordo com a mensagem que o autor gostaria de transmitir. Mas todos com o mesmo propósito, conscientização!

“A vida não é uma questão de se sentir melhor; a vida é uma questão de fazer o que precisa ser feito.” – Ned Vizzini.

Em “Uma História Meio Que Engraçada”, o autor Ned Vizizini retrata de uma forma descontraída e habilidosa a forma que a depressão age num adolescente e as consequências disso. Já Matthew Quick, nos apresenta em “Perdão, Leonard Peacock” um jovem que mesmo ao colocar em prática seu plano suicida, ainda busca motivos e formas de enfrentar sua crise.

“Não deixar o mundo destruí-lo. Essa é uma batalha diária.” – Matthew Quick

Jennifer Niven nos emociona e conquista com seu livro “Por Lugares Incríveis”, que traz dois jovens e os seus dilemas pessoais que os levam a medidas drásticas.

“Aprendi que existem coisas boas no mundo se você procurar por elas. Aprendi que nem todo mundo é uma decepção, incluindo eu mesmo.” – Jennifer Niven

De uma forma envolvente, Cynthia Hand descreve em “O Último Adeus” a dor e a dificuldade para alguém que perdeu um ente querido seguir com sua vida. “A Playlist de Hayden”, escrito pela Michelle Falkoff, também retrata a história de um jovem que precisa enfrentar a morte do amigo mais próximo.

“O tempo passa. É a regra. Independente do que aconteça, por mais que pareça que tudo em sua vida está congelado em um determinado momento, o tempo segue em frente.” – Cynthia Hand

No livro “Meu Coração e Outros Buracos Negros”, a autora Jasmine Warga descreve a saga de dois jovens que traçam um plano suicida, entretanto uma delas vê como aquilo tudo está errado e tenta salvar ambos.

“Tudo sempre pareceu tão definitivo, inevitável, predestinado. Mas começo acreditar que minha vida pode ter mais surpresas do que jamais percebi.” – Jasmine Warga

E a literatura brasileira também já fez uso do tema. Em “Veronika Decide Morrer”, Paulo Coelho narra a vida de uma mulher e as dificuldades enfrentadas por ela que resultam num plano suicida.

Enfim, esse foram apenas alguns exemplos. Caso tenha lido algum outro livro sobre o tema, fale nos comentários!

Trono de Vidro será adaptado para série de TV

Por Lucas Florentino
|
7 de setembro
 

 

Podem comemorar, fãs da saga Trono de Vidro, vocês não leram errado. A série de livros da autora norte americana Sarah J. Maas, vai se tornar sim uma série de TV. 
 
Anunciada recentemente com o nome de Queen of Shadows (nome do terceiro livro da saga), a série de fantasia épica será produzida pelo Hulu, mas infelizmente ainda não temos previsão para o lançamento.  

Sinopse: Queen of Shadows conta a história de Celaena Sardothien, uma assassina complicada, com um passado misterioso que só quer sua liberdade. Agora, em dívida com um rei cada vez mais tirânico, Celaena irá se tornar uma heroína que lutará contra forças que ameaçam destruir o seu mundo. Ao longo do caminho ela irá fazer amigos, inimigos e amantes, e descontroladamente ser subestimada à todos eles.

 

A princípio, apenas o primeiro livro será adaptado, porém como acontece com todas as séries de tv, as temporadas seguintes dependem sempre da aceitação do público com a temporada anterior, sendo assim, se Queen of Shadows agradar os telespectadores e tiver bons resultados, há uma grande possibilidade dos outros livros da saga também serem adaptados. 
 
Trono de Vidro conta hoje com 4 livros lançados no Brasil: Trono de Vidro, Coroa da Meia-Noite, Herdeira do Fogo e Rainha das Sombras, todos lançados pela Galera Record. Empire of Storms, quinto livro da série, foi lançado recentemente nos Estados Unidos. 
 
 
Agora só nos resta aguardar e torcer para que a série seja tão incrível quantos os livros. Comente aqui em baixo para a gente saber o que você espera de Queen of Shadows 🙂 

Lançamentos Editora Arwen – Destaques na Bienal

Por Dalila Correia
|
5 de setembro

    

     Olá pessoal! Este post é dedicado a Editora Arwen. Uma das grandes incentivadoras da literatura nacional, considerando-se  uma editora embrionária, pois ajuda e auxilia os autores em seus primeiros passos no mercado.
 
    O que mais me chamam atenção nos livros da Arwen, são as capas!! Simplesmente divinas! Abaixo alguns dos lançamentos destaques nesta bienal.
 

Divulgada a capa de Animais Fantásticos

Por Lucas Florentino
|
1 de setembro
Caros amigos e leitores, se 2016 não é o ano da JK Rowling, então eu não sei de quem é! Para os apaixonados pelo mundo mágico criado pela autora, este está sendo um ano de muitas novidades (acho que meu pobre coração de fã não aguenta tudo isso). 
 
Até agora já tivemos a peça da oitava história de Harry Potter, exibida em Londres desde julho, assim como o roteiro da mesma, que foi lançado em forma de livro e que você pode conferir nossa resenha aqui. Também tivemos muitas informações inéditas sobre as outras escolas de magia e bruxaria que existem pelo mundo numa série de textos incríveis lançados pela autora em seu site, o Pottermore. 

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