Mês: Janeiro 2017

Resenha – Colin Fischer

Por Santoni
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29 de Janeiro

Título: Colin Fischer
Título Original: Colin Fischer
Autor(a): Ashley Edward Miller; Zack Stentz
Tradutor(a): Henrique Amat Rêgo Monteiro
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014
Páginas: 176
Página do Skoob: Clique Aqui
Gênero: Ficção; Mistério; Infanto-Juvenil

“A vida é um mistério. E o que poderia ser melhor do que isso?”
 
   Colin Fischer é um jovem de 14 anos com Síndrome de Asperger e está começando o Ensino Médio, que já não é fácil por si só. Mas um tiro é disparado na cafeteria do colégio e Colin acredita veemente que o principal suspeito, o bully Wayne Connelly, é inocente.

   Alguns dos sintomas que Colin demonstra, referentes à Síndrome de Asperger, são: Dificuldade em ler expressões faciais, demonstrar emoções, não gostar da cor Azul (por nenhum motivo aparente), se sentir mal ao ser tocado sem aviso prévio, entre outros…

   Colin é muito esperto, metódico e extremamente organizado. E além de tudo, um grande fã do grande detetive fictício Sherlock Holmes; então quando ele presencia algo tão apavorador e tão intrigante quanto um ‘tiroteio’ no meio da cantina sua cabeça começa a funcionar e então monta em sua cabeça todas as probabilidades e tudo o que pode ter acontecido no meio de toda aquela confusão. Então Colin parte para a grande investigação, para, mais uma vez, tentar provar seu ponto de vista e seus palpites.

   O livro é.. diferente. A narrativa não flui tão bem. E por mais que pareça um livro fininho e inofensivo ele é ‘trabalhoso’ de ler. Cada capítulo começa com a explicação de uma grande teoria que acabará por sendo parcialmente utilizada no capítulo. A mente do Colin é muito complexa e realmente MUITO interessante de observar como ele age, como ele pensa…

   O livro é resultado da parceria de Ashley Edward Miller e Zack Stentz, roteiristas de “O Agente Teen”/”Thor”/”X-Men: Primeira Classe” e estão envolvidos no roteiro do novo filme dos !Power Rangers!, que tem previsão de lançamento para 2017.
 
   A obra acaba caminhando bem depois de alguns acontecimentos, e o final é uma mistura de emoções.. Sério.. (quero falar mais e abrir o coração aqui, mas não posso por motivos simples de: spoiler)..
 
   É um livro rápido e realmente é um informativo de Asperger e quase um livro escolar com a vasta quantidade de teorias e explicações de experimentos famosos, o que acrescenta MUITOS pontos para o livro, pois consegue entreter ao mesmo tempo que ensina.

Resenha – O segredo de Emma Corrigan

Por Lucas Florentino
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26 de Janeiro
Título: O segredo de Emma Corrigan
Título original: Can you keep a secret?
Autora: Sophie Kinsella
Tradução:  Alves Calado
Editora: Record
Gênero: Romance, Chick lit
Ano: 2005
Páginas: 384
Skoob: Clique aqui

Resenha #semspoilers:

Eu não sei vocês, mas eu gosto de começar o ano com o pé direito em relação á minhas leituras, gosto que o primeiro livro do ano seja algo que realmente me anime e me motive, para que já sirva de alavanca para os próximos que ainda virão. Minha escolha para abrir o ano com chave de ouro foi ‘O segredo de Emma Corrigan’, da Sophie Kinsella, e eu não poderia ter escolhido melhor.

Quem me conhece sabe o quanto eu gosto dos livros da Sophie, todos que li até hoje foram incrivelmente divertidos e cada nova leitura é uma surpresa agradável e uma nova personagem que eu quero levar para toda a vida.

Em ‘O segredo de Emma Corrigan’ somos apresentados à Emma Corrigan (hum, é mesmo? Vocês nem suspeitaram, né?), uma mulher que tem um relacionamento estável e trabalha em uma grande empresa de marketing, apesar de seu cargo não ser lá essas coisas.

Emma recebe uma oportunidade única de mostrar o seu potencial quando é escolhida para fazer uma viagem à trabalho e representar a empresa em uma reunião importante, porém nem tudo sai como planejado (calma, isso não é spoiler, está logo no primeiro capítulo, que aliás, é engraçadíssimo).

Frustrada com os acontecimentos e com medo de não conseguir a tão sonhada promoção, Emma está voltando para casa quando uma terrível turbulência atinge seu voo.

Agora, meus amigos, é quando nossa história finalmente começa…

Desesperada, achando que aqueles serão seus últimos momentos de vida, Emma desata a falar com o passageiro ao seu lado, um homem que parece não estar se preocupando nem um pouco com o fato de que o avião pode cair a qualquer momento. Sem perceber, Emma começa a contar todos os seus segredos, pessoais e profissionais. Conta coisas que escondeu a vida inteira de sua melhor amiga, de seu namorado, de sua família e até dos seus colegas de trabalho.

Felizmente, tudo não passou de um susto e o avião não caiu. O estado de choque da qual Emma se encontrava passou no momento em que pousaram e tudo que restou foi um grande constrangimento por ter entregado toda a sua vida à um estranho. Mas qual o problema, afinal, ela nunca mais iria ver esse rapaz, certo? ERRADO! Ele é ninguém mais, ninguém menos, do que o dono da empresa em que Emma trabalha (calma que isso também não é spoiler).

“Ele era um estranho. Ele deveria ser um estranho. A única lógica dos estranhos é que eles desaparecem no éter, para nunca mais serem vistos. E não para aparecer no escritório. Não para perguntar quanto é oito vezes nove. Não para acabar sendo seu megapatrão.”

Se alguém aqui já leu Sophie Kinsella alguma vez na vida, sabe a quantidade de confusão que está por vir, e posso garantir que será impossível não dar umas boas risadas conforme as páginas vão avançando (cuidado se for ler em público porque corre o risco de você passar vergonha com eventuais crises de riso. Não que isso tenha acontecido comigo… okay, talvez tenha acontecido uma vez ou outra…).

Apesar da história ser praticamente toda focada no ambiente de trabalho, o que mais me chamou atenção foi o núcleo familiar de Emma e os problemas que ela enfrentou desde a infância. A convivência com os pais e com a prima, que foi criada como se fosse sua irmã, foi algo que gostei muito de ler e ficaria muito feliz se houvessem mais capítulos voltados a isso.

Só posso dizer que ‘O segredo de Emma Corrigan’ foi uma ótima maneira de abrir o meu ano de 2017 e se alguém ainda tem dúvidas se deve ou não dar uma chance para esse livro, apenas se jogue, garanto que as risadas farão valer a pena.

Confira outras resenhas de livros da Sophie Kinsella que já lemos: Fiquei com o seu número; A lua de mel; À procura de Audrey.

Resenha – A Revolução dos Bichos

Por Thales Eduardo
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24 de Janeiro

Título: A Revolução dos Bichos
Título original:  Animal Farm: a Fairy Story
Autor: George Orwell
Tradução: Heitor Aquino Ferreira
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 152
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“Todos os bichos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros.”

Um clássico que todos deveriam ler. É dessa forma que deveria ser anunciado esse livro.

Desde que li a sinopse de A Revolução dos Bichos fiquei interessado pelo livro e acabei pesquisando sobre as demais obras do  autor (que também estão na minha lista de leitura).

O livro basicamente trata sobre os animais que vivem na Granja do Solar. Inspirados por ideias revolucionárias, os bichos rebelam-se e tomam o poder da fazenda em questão, tornando-a na Granja dos Animais.

A revolução inspirava em cada um dias melhores para os animais depois da sua libertação das mãos humanas. Entretanto, com o passar do tempo, os porcos acabam aos poucos se tornando os lideres.

É dessa forma então que lentamente a opressão acaba voltando atingir os animais, só que dessa vez, pelas mãos patas dos seus próprios irmãos.

“Era impossível distinguir quem era homem, quem era porco.”

Com uma escrita simples e direta, Orwell retrata um sonho de um mundo melhor e a frustração disso se tornar um pesadelo. Ainda pior, é relatado o modo como “lideres revolucionários” conseguem manipular a todos em prol de seu benefício próprio.

Ao decorrer da história podemos perceber claramente como toda essa busca em vender determinada ideia é feita. São fatos simples, mas que muitas vezes acabamos não percebendo e nos tornamos alienados a tudo o que está acontecendo.

Esse livro foi escrito como uma crítica a um determinando momento da história e a tudo que estava acontecendo, mas ainda assim, 75 anos depois do seu lançamento, ele ainda está atual e merece espaço na literatura.

A Revolução dos Bichos traz uma narração envolvente que prende o leitor rapidamente. Numa narração bem direta, o livro flui de maneira muito boa. E mais importante ainda, ele gera muitas análises fazendo o leitor pensar a respeito do que está lendo.

Clássicos nem sempre são a primeira escolha na hora de começar um livro, mas afirmo que abrir uma exceção para esse livro pode se revelar muito prazeroso!

Este livro, sem dúvidas nenhuma, deveria ser uma leitura obrigatória a todos!

Resenha – E Viveram Felizes Para Sempre

Por Alê Lendo
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19 de Janeiro

Título: 
E Viveram Felizes Para Sempre
Título Original: Happily Ever After
Autor(a): Julia Quinn
Tradutor(a): Viviane Diniz
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 256
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.

“Eu amo você, disse Edmund. Não tanto quanto eu amo você. Muito bem – concedeu ele. -Você pode me amar mais, mas vou amá-la melhor.”

Edmund para Violet.

Terminei de ler “E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE” há uma semana, mas precisei deste dias para me recuperar, organizar minhas ideias e resenhá-lo.

“E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE” é um presente de JULIA QUINN para os fãs. Leitores que seguiram rindo, chorando, torcendo e amando com ela e “OS BRIDGERTONS” por todos estes dezessete anos (a primeira edição de “O Duque e Eu” chegou as livrarias em janeiro de 2000, e permaneceu por três semanas entre os mais vendidos na lista do NY Times).

Este livro traz o que JULIA QUINN chamou de “O 2° Epílogo” de cada livros da série. São oito epílogos que esclarecem, surpreendem ou respondem alguns dos maiores anseios e/ou pedidos feitos pelos fãs.

Pelo tamanho do texto, e o conteúdo já mencionado na contra capa do livro, não sobra muito para falar sem fornecer “spoilers”. Então, direi apenas para se prepararem para um segundo sofrido, doloroso e difícil adeus à essa família que tanto amamos.

Veja Dafne tanto converser Simon a ler as cartas do Pai, Anthony e Kate monstrando que não mudaram nada (só “pioraram”), Benedict e Sophie arrumando dando de cúpido, Collin enlouquecendo Penelope por ter esquecido de contar uma “coisinha” a Eloise, Amanda (a filha de Eloise e Phillip) enchendo nossos corações de amor, Francesca e Michael vivendo aquilo que o destino lhes devia, Hyacinth enlouquecendo Gareth (e o resto da família) atrás dos tais Diamantes e Gregory e Lucy monstrando que nem tudo são flores na vida dos Bridgertons.

E para aqueles que têm dificuldade de lembrar tudo e todos é só conferir abaixo:  

Mais também tem um conto. E que CONTO. A vida de uma mulher sem igual que educou e criou primorosamente oito filhos: VIOLET ELIZABET LEDGER, como conhecemos, Mrs. Bridgerton.

Ok, pessoal, lenço na mão porque chegou a hora de soltar a emoção.

Eu amo Romances de Época, mesmo, de verdade e de coração. Logo, sou absolutamente fã, daquelas chatas, fervorosa e apaixonada e que sabe tudo dos BRIDGERTONS.

Embora meu casal preferido – no universo e além – seja Colin e Penelope, VIOLET é o personagem que carregarei em meu coração para sempre.

Quando “O DUQUE E EU” chegou as minhas mãos, eu, coincidentemente, tinha a mesma idade de Violet nos livros. Foi uma identificação instantânea. Depois, ouvi – narrado pelos seus filhos – um verdadeiro conto de fadas, um amor épico e avassalador vivido por Violet e Edmund Bridgerton. Um amor que foi breve, muito breve.

Passei os oito livros da série assistindo essa mulher linda,  determinada, inteligente e extraordinária fazer tudo o que estava, ou não, ao seu alcance para que seus filhos fossem amados e felizes.

Confesso, tinha esperanças que Julia Quinn se compadecesse da situação. Então, quando “E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE” chegou, eu sabia que iria chorar. E chorei, amigos, chorei muito.

Depois que fechei o livro, me convenci e aceitei que nada além ou diferente daquilo escrito por Julia Quinn seria honesto perante o amor de Violet e Edmund.

Alguns amores são para sempre. E o dela era um deles.

Também, me emocionou muito ver que tudo termina assim como começou: Violet e Dafne, mãe e filha em uma última – das várias que vivemos – e adorável conversas sobre amor, felicidade e família.

O LEGADO BRIDGERTON

Em Agosto de 2015, o site de um dos veículos de imprensa mais respeitáveis e lidos do mundo, o Jornal Americano “The Washigton Post”, veiculou uma matéria em sua coluna de artes e entretenimento com o seguinte enunciado: “If you’ve never read Romance Novels, start here”, algo como, “Se você nunca leu um Romance Histórico, comece por aqui.”

O arquivo falava sobre Julia Quinn e uma história extraordinária sobre oito irmãos. Para vocês entenderem o tamanho da importância deste artigo, vou contar uma historinha para vocês.

Os Romances de Época (ou “Historical Romance” que é um subgênero dos “Romances Novels”) chegaram a América no início da década de setenta, mais precisamente em 1972, quando as Publicações Avon viram uma enorme oportunidade de alavancar suas vendas inserindo “displays” de livros junto as sessões de cosméticos dentro de drogarias e hipermercados nos Estados Unidos.

Nestes livros, o cenário, a estrutura de texto, o enredo e os personagem eram quase sempre os mesmos: século XIX, heroína em perigo encontra herói lindo e forte – geralmente, o mesmo que colocou sua vida em risco – que irá resgatá-la, se apaixonará loucamente, lhe dará muitos filhos e viverão felizes para sempre.

Seria a descrição de um bom e comum conto de fada, se não fosse pelo relevante fato do mocinho enlouquecer a mocinha e vira-la do avesso em cima da primeira cama que aparecesse em cena.

Títulos sensuais, capas onde os trajes dos protagonistas deixavam pouquíssimo para a imaginação e enredos em que homens brutos apaixonam-se e idolatram suas mulheres, caíram rapidamente no gosto das mulheres solteiras, casadas, separadas ou qualquer que fosse seu status civil.

Estes títulos venderam milhões de cópias entre as décadas de setenta e oitenta, ainda que fortemente descredibilizados e banalizados pelas editoras tradicionais, críticos literários e o dominante grupo de leitores elitistas da época.

As declarações eram diretas e cruéis: “Trata-se de literatura pobre, barata, melosa e previsível, cujo o único intuito era transformar sua legião de fãs em mulheres tolas e estúpidas”, declarava a impressa da época.

Foi em meados dos anos 80, início dos anos 90, que grande virada começou. Histórias com roteiros inteligentes, verossímeis e elaborados chamaram a atenção de leitores que apreciavam a rica descrição do comportamento e costumes das sociedades Inglesas e Americanas no século XVIII.

A trama central destes livros passaram a girar em torno de guerras, disputas familiares, conquistas políticas e conflitos religiosos. Tudo, é claro, com um lindo romance, muita paixão e todos os seus rompantes.

As capas também mudaram, agora elas ilustravam belas paisagens, Damas e seus Cavalheiros ou simplesmente o título – em belíssima tipografia cursiva – junto ao nome do autor.

É neste cenário que nossa diva JULIA QUINN – Já formada em Direito em Harvand, com licenciatura em História da Arte, e prestes a entrar na faculdade de medicina (e você acha que é inteligente?) – lançou seus primeiros livros.

Em 1995 chegam ao público THE SPLENDID TRILOGY (livros: Splendid, Dancing at Midnight e Minx), e no decorrer dos cinco anos sequentes, as séries: THE LYNDON SISTERS (Livros: Everything and the Moon e Brighter Than The Sun), AGENTS OF THE CROWN (Livros: To Catch an Heiress and How To Marry a Marquis) e a Antologia SCOTTISH BRIDES.

Em janeiro de 2000, chegava as livrarias o 1° livro da série que ser tonaria referência para os leitores e fãs de Romance de Época e levaria Julia Quinn a lista das melhores escritoras de romance no mundo: “THE DUKE AND I, da série The BRIDGERTONS.”

O DUQUE E EU, esteve entre os finalistas de alguns dos prêmios literários mais respeitados da industrial editorial: Finalista do RITA Awards, esteve semanas nas listas dos mais lidos do NY Times, The Publishers Weekly e USA Today e foi listado pela Amazon como um dos 10 melhores romances do ano de 2000.

TODOS OS OUTROS LIVROS DA SÉRIE fizeram o mesmo caminho nas listas e premiações literárias no decorrer de seis anos. Sendo que o oitavo e último livro da série, “On The Way To The Wedding /A Caminho do Altar”, ganhou o RITA AWARDS de melhor Romance Histórico de 2007.

THE BRIDGERTONS:

Livro 1 – The Duke and I – O Duque e Eu
Livro 2 – The Viscount Who Loved Me – O Visconde Que Me Amava
Livro 3 – An Offer From A Gentleman – Um Perfeito Cavalheiro
Livro 4 – Romancing Mr. Bridgerton – Os Segredos De Collin Bridgerton
Livro 5 – To Sir Phillip, With Love – Para Sir Phllip, Com Amor
Livro 6 – When He Was Wicked – O Conde Enfeitiçado
Livro 7 – It’s In His Kiss – Um Beijo Inesquecível
Livro 8 – On The Way To The Wedding – A Caminho do Altar

Hoje, os Romance de Época estão sempre nas listas dos mais vendidos e são os queridinhos do grande público. Seus manuscritos são disputados a tapas pelas editoras, as capa estão lindíssimas e elaboradas (estes livros sempre foram impressos da maneira mais barata possível), pois todos sabem que eles desaparecem das prateleiras muito rapidamente. 

Todo ano, o RWA’s (Romance Writers Of America) escolhe um orador pela sua representatividade e conjunto da obra. Em 2015, Julia Quinn foi a escolhida. Em seu brilhante, realista e emocionante discurso, ela falou da importância de entender e aceitar que é impossível agradar todo mundo o tempo todo. Mesmo que estes sejam os seus fãs.

Falou das inúmeras críticas que recebeu – e recebe até hoje – e de como optou por aprender com o que lhe era útil e descartar o que lhe parecia não fazer nenhum sentido.

Em um dos momentos mais emocionantes de seu discurso, Julia contou a história de uma leitora que leu todos os seus livros junto com a mãe que passava muitas horas em tratamento quimioterápico em razão de um câncer no pulmão. Contou como ela não resistiu e faleceu antes de terminar seu último livro, e que sua leitora, mesmo muito abalada, decidiu terminá-lo lendo-o ao lado do túmulo de sua mãe.

E quando terminou a história, Julia disse: “Quando sento para escrever eu escuto no meus pensamentos e o meu coração, e o que sai através da ponta dos meus dedos é o melhor que posso fazer. E se isso me faz alcançar esse leitores, isso será realmente maravilhoso.”

JULIA QUINN já é uma lenda, é uma dos 15 escritores que fazem parte do “Romance Writes of America’s Hall of Fame”, tem em casa um RITA AWARDS, e seus livros – traduzidos para 26 idiomas – já vendeu, apenas nos Estados Unidos, mais de 10 milhões de cópias impressas.

Até onde eu sei, a EDITORA ARQUEIRO irá lançar todos os livros de Julia Quinn no Brasil – porque a Arqueiro veio ao mundo para isso: vender livros e te fazer feliz!

O próximo lançamento será sobre um concerto anual de violinistas, desafinadíssimas, que conhecemos bem: O QUARTETO SMYTHE-SMITH. Saberemos mais sobre: Honoria, Anne, Sarah e Iris.

Os livros da série são: “Simplesmente o Paraíso”, “Uma Noite Como Esta”, “A Soma de Todos Os Beijos” e “Os Mistérios de Sir. Richard”. A ARQUEIRO vai lançar os livros separadamente, mas também em um BOX que eu não sabia se ria ou se chorava a hora que eu vi!

JULIA QUINN, uma escritora extraordinária, dinâmica, versátil e inteligentíssima que não tem medo de ser criticada, ou rotulada, por ser o que é e de falar e escrever sobre histórias de amor com o coração, simplicidade, força, humor e paixão.

“Quando você aceita que não pode ser tudo para tudo mundo, você se torna livre para escrever a história que você precisa escrever.” Julia Quinn

Resenha – O Menino Que Desenhava Monstros

Por Thales Eduardo
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17 de Janeiro

“Eles acham que não estamos ouvindo, mas escutamos tudo. Acham que não estamos prestando atenção, mas vemos tudo. Acham que nossas cabeças estão repletas de coisas imaginárias, mas nós sabemos a diferença entre o que é real e o que não é.”

Arrebatador e impactante. É assim que podemos definir O Menino Que Desenhava Monstros, mais um grande sucesso lançado pela Editora Darkside.

Jack Peter sofre com a síndrome de Asperger. Depois de quase morrer afogado, os medos do jovem garoto se agravam e ele passa todo seu tempo dentro de casa. Além disso, ele começa com histórias de monstros que o estão perseguindo.

No começo seus pais não acreditam, até o momento em que eles começam a perceber vultos negros rondando a casa, barulhos durante a madrugada e muitas outras coisas sinistras.

Seria tudo invenção da cabeça deles causado pelo estresse dos últimos dias? Será que os monstros que Jack tanto desenha poderiam sair do papel para os assombrarem? A única certeza é que algo não está certo e eles precisam descobrir logo o que é antes que seja tarde demais.

“Não tenha tanta certeza sobre as coisas que não pode ver. A mente conjura o mistério, mas é o espírito que fornece a chave.”

Keith Donohue nos envolve em sua narrativa, apresentando uma história um tanto quanto assustadora. Mas não espere sustos aleatórios, a autora criou no seu livro um terror psicológico que deixa qualquer leitor tenso durante muitos capítulos.

Um dos pontos fortes desse livro, sem dúvidas, é sua escrita. A autora descreve de uma forma que simplesmente visualizamos com muita facilidade o que está sendo dito. Inúmeras vezes eu tinha a sensação de estar lendo um roteiro de um filme, tamanha habilidade da autora.

Em relação aos personagens, todos foram bem criados e desenvolvidos ao longo da história. Conhecemos cada um deles, seus medos, frustrações e desejos.

O Menino Que Desenhava Monstros me prendeu de uma forma, a sensação era que estava vivendo tudo aquilo com os personagens. Era difícil interromper a leitura, sempre queremos saber mais, resolver o mistério.

“Estou cansado de desenhar o tempo todo, todos os dias, para tomar conta de tudo. Ninguém me escuta, ninguém me entende.”

Não vou revelar muito para evitar spoilers, mas preciso dizer que nada me preparou para o final deste livro. Fiquei simplesmente em estado de choque e sem palavras. Keith foi genial nessa conclusão!

E já foi confirmado que o livro será adaptado aos cinemas, sendo dirigido pelo James Wan, diretor famoso no cenário do terror. No seu currículo temos Jogos Mortais e Invocação do Mal, além de muitos outros. Vamos aguardar e torcer que a adaptação seja tão boa quanto o livro!

Resenha – Desventuras em Série

Por Equipe Nunca Desnorteados
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13 de Janeiro

Nós estamos passando mal!!!!!!!

A sexta-feira 13 mais aguardada finalmente chegou e nós, aqui da equipe ND, ficamos contando os segundos para podermos FINALMENTE conferir a adaptação dos livros de Lemony Snicket (Daniel Handler) para a plataforma Netflix. E o que achamos dela??

SENSACIONAL!!!

A primeira temporada, dirigida por Barry Sonnenfeld, aborda os quatro primeiros livros e é composta por 8 episódios – o que achamos um tanto inusitado já que, quando o assunto é Desventuras, tudo se volta para o número 13… TUDO, até mesmo o pseudomo de Handler; já pararam para contar as letras? – de aproximadamente 45 minutos cada. Somente o primeiro é um tanto mais longo.

Como nos livros, tudo começa na Praia de Sal quando as três crianças Baudelaire – Violet, Klaus e Sunny – recebem a notícia que a casa da família tinha sido incendiada e seus pais estavam mortos, cabendo ao sr. Poe (K. Todd Freeman) – um banqueiro aficionado por sua profissão – achar um novo tutor para os recém órfãos. O grande problema é que um grande vilão, Conde Olaf (Neil Patrick Harris), está de olho no dinheiro que essas pobres crianças herdaram e ele está disposto a fazer, literalmente, de tudo para ter posse dessa grande fortuna. Assim, começam as desventuras dos irmãos Baudelaire.

A história é narrada pelo próprio Lemony Snicket, que diretamente também faz parte da história. Ele é apaixonado por Beatrice (mãe dos Baudelaire) e vira e mexe faz uma menção ao seu amor por ela ou sua morte.

Mas como se trata de uma adaptação, várias perguntas surgem em nossas mentes, principalmente na dos fãs incondicionais da saga, pois cada detalhe pode significar a solução de um grande mistério. Sim, caro leitor, cada detalhe conta e MUITO para o desenvolvimento dessa história e, para nossa felicidade, temos Daniel Handler ao lado de Mark Hudis como roteirista.

A série seguiu todos os nuances que contem nos livros, todo o ar de mistério, ironia e sarcasmo estão presentes e muito bem mesclados com os tons de comédia e infantilidade que é a marca registrada de Daniel Handler nessa saga. Como fãs apaixonados por essa saga, tivemos surtos de prazer e felicidade com cada segundo de cena gravada, finalmente assistir uma história que você acompanhou há anos pelos livros, de uma forma tão bem adaptada, é sentimentalmente indescritível. Do primeiro episódio ao ultimo é possível identificar no cenário, nos personagens e no roteiro, referencias ao livro que para quem não leu acaba passando despercebido. Algumas delas são besteiras, como por exemplo lanchonetes e restaurantes que os personagens frequentam ou aparecem no fundo da cena, o nome e características dos répteis e anfíbios que vivem na casa do Tio Monty ou mesmo palavras, conversas e trocadilhos que são idênticos ao que esta no livro, mas trazem para o leitor a nostalgia e o conforto de que a série esta seguindo para o caminho certo.

Demos nosso voto de confiança para essa adaptação e não nos decepcionamos, está incrivelmente muito bem feita e extremamente gostosa de assistir!!

Dica para as pessoas que forem maratonar: O Netflix, geralmente, pula a abertura entre os episódios. Se isso acontecer VOLTEM. As aberturas tem detalhes diferentes, como os finais dos livros que dão dicas para o próximo. Não deixem de conferir 😉 

Resenha: Desventuras em Série, a saga.

Por Thila Barto
|
12 de Janeiro

Título: Desventuras em Série
Título Original: Unfortunate Events
Autor: Lemony Snicket (Daniel Handler)
Ilustrações: Brett Helquist
Editora: Cia. Das Letras
Ano: 1999
Gênero: Mistério, Ficção, Drama


“Aqui o mundo é sereno”


Resenha:
 
Mas que doideira a minha vida virou depois que conheci Lemony Snicket! Tudo começou em uma tarde quando meus amigos começaram a discutir loucamente sobre essa saga e eu apenas observava a conversa sem entender absolutamente nada! Um falava de um suposto açucareiro, outro de uma tal Beatrice e que raios significava ‘C.S.C’. Cada um defendia fervorosamente sua teoria. Esqueci do assunto até um certo dia, pela segunda vez, quando a discussão voltou. É claro que eu não aguentava mais ficar boiando sobre o assunto e declarei: “Eu vou ler esses livros, achar o que tinha dentro desse suposto açucareiro e ainda por cima provar à todos que Beatrice não estava morta!”. Fui completamente desafiada por eles e assim entrei nessa complexa, louca, triste, misteriosa, confusa, intrigante saga, Desventuras em Série. Se eu achei as respostas que eu tinha declarado aos meus amigos?! A resposta é não, maas, achei diversas pistas e tenho milhares de teorias que revelarei no final dessa resenha que já prevejo que será enorme. Já peço desculpas antecipadamente e, como diria Lemony Snicket se ele estivesse no meu lugar, não leia essa resenha se você tiver coisas melhores e mais interessantes para fazer ao invés de conhecer as desaventuradas histórias dos irmãos Baudelaire e ler essa longa resenha.

A saga possui 13 livros no total:

Mau Começo/A Sala dos Répteis/O Lago das Sanguessugas /Serraria Baixo-Astral /Inferno no Colégio Interno /O Elevador Ersatz /A Cidade Sinistra dos Corvos /O Hospital Hostil/O Espetáculo Carnívoro/O Escorregador de Gelo/A Gruta Gorgônea/O Penúltimo Perigo/O Fim.

Tudo começa na Praia de Sal quando as três crianças Baudelaire recebem a notícia que a sua casa tinha sido incendiada e seus pais estavam mortos, cabendo ao sr. Poe achar um novo tutor para os recém órfãos. O grande problema é que um grande vilão, Conde Olaf, está de olho na fortuna que essas pobres crianças herdaram e ele está disposto a fazer, literalmente, de tudo para ter posse dessa grande fortuna. A história é narrada por Lemony Snicket, que diretamente também faz parte da história, é apaixonado por Beatrice (mãe dos Baudelaire) e vira e mexe faz uma menção ao seu amor por ela no livro.


OS ÓRFÃOS:












 

Violet Baudelaire: É a mais velha dos irmãos e seu grande talento é arquitetar uma invenção para solucionar os problemas. Para focalizar as suas ações, ela costuma usar uma fita para prender o cabelo.

Klaus Baudelaire: O irmão do meio é basicamente uma biblioteca ambulante devido sua grande paixão por livros. Leu infinitas obras em sua vida e resumidamente é uma pessoa muito lida.

Sunny Baudelaire: A mais nova, praticamente um bebê inicialmente, possui dentes inusitadamente afiados, adora morder, tem uma forma de se comunicar bastante peculiar e tem um grande talento culinário.

Após receber aquela fatídica notícia, as infelizes desventuras dos órfãos Baudelaire começam. A cada livro, os órfãos possuem novos tutores pois coisas terríveis acabam acontecendo com eles, obrigando-os a se mudarem, assim, novos mistérios vão sendo encontrados pelo caminho. O que acaba tornando o livro super intrigante é a enorme quantidade de mistérios e a falta de suas respostas ao mesmo tempo. Cada mistério que os Baudelaire desvendam apenas revela outro mistério e outro mistério, e outro, e outro, e muito mais, e mais outro, como se você estivesse mergulhando cada vez mais fundo em um lagoa. É revoltante você não saber os porquês e seus significados, mas por outro lado, é impossível largar o livro pois no fundo você desenvolve uma esperança que uma hora, tudo vai se encaixar. “Sonho meeeu, sonho meeu ♪♫”

 

O GRANDE VILÃO:

Conde Olaf: Como disse antes, o seu grande objetivo é tomar posse da grande fortuna Baudelaire. Ele se considera um grande ator de teatro, não se importa com ninguém, muito menos com as consequências que seus atos maléficos irão causar. Ele conta com alguns capangas para realizar os seus planos pérfidos e está sempre se disfarçando para enganar os tutores dos Baudelaire a fim de capturá-los.
 

Conforme os livros, descobrimos uma organização chamada C.S.C., que nada mais é do que um grupo secreto composto por voluntários que tentavam apagar incêndios, tanto literal como figurativamente, mas que devido à circunstâncias desconhecidas, é claro, ouve uma cisão. Alguns deles continuaram a apagar incêndios e outros se voltaram para esquemas muito menos nobres. Os seus integrantes podem ser identificados através de uma tatuagem no tornozelo em forma de olho. A grande questão é: O que significa C.S.C? Boa pergunta.

 

Além de C.S.C, o leitor é intrigado sobre um suposto açucareiro que guarda um grande segredo, um dossiê incompleto que revelaria se os pais Baudelaire estão mesmo mortos ou não, uma criatura que habita o mar (digo isso porque pode ser um submarino ou não) que os Baudelaire não sabem o que significa, além dos segredos que todos os personagens e lugares carregam.

Que respostas eu tive ao terminar de ler esse livro!? Nenhuma! A não ser teorias totalmente loucas e distintas das dos meus amigos, o que vai render enormes, deixa eu repetir isso, ENORMES discussões entre nós e dificilmente chegaremos à um acordo.

O que torna essa saga diferente das demais é que Daniel Handler (Lemony Snicket) em nenhum momento encoraja o leitor a ler os livros, muito pelo contrário. No final de cada história tem uma imagem que possui uma pista para o próximo livro, inclusive o último volume, o que é super intrigante, e ele possui um jeito muito peculiar de dar significados para algumas palavras, o que eu acho simplesmente genial. É meio difícil explicar esses significados então darei um exemplo logo abaixo:

“Os orfãos Baudelaire, é claro, não tinham passado muito tempo se olhando em espelhos recentemente, pois estavam bastante desassossegados, uma palavra que aqui significa “em circunstâncias desesperadoras e misteriosas provocadas pelo conde Olaf.”

Uma adaptação para o cinema dos três primeiros livros da série foi lançada no dia 14 de dezembro de 2004, entretanto, não teve continuação. Uma adaptação para série está sendo planejada pelo Netflix, com estréia prevista para Janeiro de 2017.
 
Além dessas adaptações, a série possui livros extras, só pra deixar o leitor mais louco e sem respostas. Eles são: 

– Lemony Snicket: Autobiografia não Autorizada.

– The Beatrice Letters (Cartas para Beatrice) – Ainda não publicado no Brasil.
– Horseradish: bitter truths you can’t avoid(Raiz-forte: Verdades Amargas que Você Não Pode Evitar) – Publicado no Brasil em 5 de agosto de 2009.
– 13 Shocking Secrets You’ll Wish You Never Knew about Lemony Snicket (13 Segredos Chocantes que Você vai Querer nunca ter sabido sobre Lemony Snicket).
– The Blank Book (O Livro Vazio) – Ainda não publicado no Brasil.
– The Notorious Notations (As Notáveis Notações) – Também não publicado no Brasil.
– The Puzzling Puzzles (Os Incompreensíveis Quebra-Cabeças: Irritantes Jogos Que Irão Irritar Muitas Pessoas) – Não publicado no Brasil.
– The Dismal Dinner (O Jantar Sombrio) – Não publicado no Brasil.
– Quem Poderia Ser A Uma Hora Dessas? – Trilogia “Só Perguntas Erradas”. Publicado no Brasil pelo selo Seguinte da editora Cia. Das Letras e já apresenta 3 volumes disponíveis.

 

Se você ainda não leu os livros pare de ler essa resenha imediatamente pois explicarei minha teorias a partir desse momento e tudo pode soar muito confuso, pois até pra mim é confuso. Essa saga é confusa.

Acredito, depois de terminar tudo, que as respostas para os grandes mistérios não estão nos livros e sim nos poemas que o Daniel Handler cita entre as narrações, pois afinal de contas, em TODOS os livros os Baudelaire acham as soluções em uma biblioteca. Isso seria um sinal pro leitor também procurar as respostas dessa série em alguma? Vira e mexe aparecem citações dele encorajando o leitor a procurar esses certos poemas (pelo menos é a impressão que eu tenho), como nessa citação:

“Meu irmão costumava dizer que, se ao menos uma pessoa tivesse um pouco mais de tempo para algumas leituras importantes, todos os segredos do mundo se esclareceriam”

Cheguei a procurar o poema “Corvo” de Edgar Allan Poe após ele ser citado no penúltimo livro e tive uma grande surpresa. A poema meio que narra o que está acontecendo com os Baudelaire no Hotel Desenlace. Se não acreditam, procurem e comparem com o livro a partir no capítulo que Dewey aparece no saguão do hotel.

Sobre o açucareiro eu não acredito, como a maioria, que haja raiz forte dentro dele. No ultimo livro Ishmael cita uma fábrica que tem raiz forte e há outros condimentos que servem de antídoto para o Mycelium Medusóide, e é citado diversas vezes no livro que o conteúdo do açucareiro incrimina o Conde Olaf. Como a raiz forte incriminaria ele? E há outras fontes de Raiz forte, porque ele se preocuparia tanto em recuperar o o açucareiro? Eu acredito que o que está dentro do açucareiro são as páginas faltantes do dossiê Snicket. Por que? Olhem essa citação:

“Você sabe o que ele significa para os Baudelaire, e o que ele significa para os Snicket.”

Então após ler isso e ligar algo que incrimine o Olaf e ao mesmo tempo seja importante para os Baudelaire e os Snicket, eu conclui que só pode ser algo relacionado a Beatrice certo? E o dossiê ainda por cima, pode revelar se algum dos pais Baudelaire está vivo. Isso seria muito significante para eles se a Beatrice estivesse viva não!? O que eu acredito fortemente. FORTEMENTE. E incriminaria o Olaf também por seu crime.

Já o significado de C.S.C., sinceramente, acho que não tem uma tradução específica, eles só usam as letras para se comunicarem sobre as missões ou itens secretos.

Enfim, eu tenho MUITAS teorias, muitas citações em meu ‘caderno de lugar comum’ que comprovam elas, porém eu precisaria de mais 13 (exagero, só queria soar como Lemony Snicket, rsrs) resenhas como essa para provar todas as minha teorias. Meus amigos já me confrontaram sobre várias coisas e teremos uma reunião sobre Coisas Simplesmente Confusas dessa saga essa semana, então mais teorias eu criarei. Se quiserem usar os comentários para discutirem as suas, fiquem a vontade.

‘Partiu’ ficar louca com essa saga pro resto da vida porque aqui o mundo não é nada sereno.


 


Novo romance de Daniel Handler (Lemony Snicket) tem data de lançamento!!

Por Marcos Stankevicius
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11 de Janeiro

Daniel Handler (conhecido por seu pseudônimo “Lemony Snicket“), escritor do livro “Por Isso a Gente Acabou” e da famosa saga “Desventuras em Série“, está lançando um novo romance chamado: “All the Dirty Parts“, com previsão para 29 de agosto de 2017.

Esse novo romance, diferente de seus outros livros que são em sua maioria voltados para um público infantil, terá uma temática jovem-adulto.

“All the Dirty Parts” contará a historia de “Cole”, um estudante do ensino médio que é obcecado por sexo, tão obcecado que isso trará um reputação que ele não tem certeza se gosta. Ao mesmo tempo, coisas interessantes e inesperadas começam a acontecer entra ele e seu melhor amigo até que ele conhece uma nova pessoa chamada “Grisaille”.

O livro é novidade internacional e já teve ótimos “reviews”, a ansiedade para o lançamento é enorme e a expectativa para uma possível tradução é maior ainda.

Fonte da imagem: http://ew.com/books/2017/01/05/daniel-handler-all-dirty-parts/

Estão animados?

Resenha – Sob Um Milhão de Estrelas

Por Thila Barto
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Título: Sob Um Milhão de Estrelas.
Autor: Chris Melo.
Editora: Fábrica 231 – Rocco.
Páginas: 320.
Gênero: Romance, Literatura Nacional.
Página no Skoob: Clique Aqui

“Aceitar é abrir os braços e permitir que coisas inexplicáveis existam e aconteçam porque não estão no nosso controle. Não há controle, a vida é imprevisto, improviso e um bocado de esperança.”

Resenha:

Ai ai… Impressionante como essa escrevedora consegue me fazer odiá-la e amá-la ao mesmo tempo! Minha querida e admirável, Chris Melo: você conseguiu, mais uma vez!… acabar comigo ao ponto de ficar deitada no chão olhando para o teto enquanto soluçava por longos minutos.

Mal pude me conter quando soube da notícia de lançamento desse livro, pois afinal de contas, sou fã de carteirinha da autora e principalmente de um certo livro aí chamado ‘Sob a Luz dos Seus Olhos’, que me deixou em pedaços, sem fôlego e pensativa por vários dias.

Sabe o personagem Cadu, que teve parte de sua vida divida com Elisa? Então, ‘Sob um Milhão de Estrelas’ é a história de Cadu, ou melhor: dele, de uma cidade cheia de tradições e de uma moça carregada de particularidades, humor único e problemas.
Ps: Não leu Sob a Luz dos Seus Olhos? Miga, sua louca!!! Corre!!! Mas pode ler Sob Um Milhão de Estrelas sem ter lido o Sob a Luz sem problema algum 🙂

Deixando o surto um pouco de lado e entrando na descrição da história, o livro começa com essa tal moça citada anteriormente, Alma, chegando em uma cidade pequena chamada Serra de Santa Cecília. Ela acabou herdando uma casa de sua avó paterna que ela nem sabia da existência e decide averiguá-la não só para saber mais sobre suas origens que sempre foram omitidas por sua mãe, mas também para fugir de um certo acontecimento nebuloso que a tirou, literalmente, dos eixos. Se ela não estivesse prestes a se afogar em seu presente, ela jamais deixaria de lado sua especialização para se tornar uma cirurgiã e sua rotina corrida repleta de plantões para viajar em direção à um passado complicado e cheio de segredos no qual um pai e uma avó certamente existiu.

Mas por que Samanta deixaria uma casa para a neta que nunca conheceu? E por que seu pai sumiu antes mesmo dela nascer? … Eis aí, grandes questões…

A casa era simples. O andar térreo era um antiquário repleto de objetos e móveis e o andar de cima um aconchegante apartamento com uma combinação de cores bastante inusitada, entretanto, ao começar a explorar o antiquário – já que estava com a curiosidade aguçada e só teria três dias para ficar ali -, Alma descobre que Samanta havia deixado uma caixa e uma carta para ela. Antes mesmo dela entender o motivo de sua avó presenteá-la com um vestido de noiva cheio de assinaturas em sua barra e descobrir quem era o tal de Carlos Eduardo mencionado na carta que estava cuidando da casa enquanto ela não aparecia, uma batida na porta a interrompe, trazendo uma das personagens mais divertidas do livro: Claudinha, uma tagarela cheia de energia que a convida para a despedida de solteira de uma tal de Lúcia e, já que Alma, por destino, fazia parte da irmandade, ela estava convidada.

“Nossas bisavós eram amigas e juraram que seriam assim por todas as gerações ou pelo menos enquanto elas tivessem filhas garotas. Então nós nascíamos com nossas melhores amigas determinadas.”

Depois de toda essa loucura, somos apresentados à Carlos Eduardo, o morador da casa da frente mais conhecido como Cadu. Após o furação Elisa, ele foge de São Paulo para tentar esquecê-la – o que estava sendo bem difícil já que ela o trocou por um ator famoso e os jornais e notícias estavam ali frequentemente para lembrar do seu fracassado relacionamento. Ele aceita o convite de ser professor na Universidade Federal da Serra de Santa Cecília e, com o dinheiro que ganhou vendendo o antigo apartamento, resolve abrir um bar.

“Ideia brilhante! Um ato libertador e rebelde. Agora passo as manhãs trabalhando com pesquisas literárias e as noites escutando estudantes bêbados cantando canções de amor. Grande vida a minha. Grande recomeço esse que eu fui encontrar.”

Em uma certa noite, eis que ele percebe que a janela azul anil da casa da frente estava acessa. A neta Abreu finalmente tinha aparecido. Assim a história de ambos se cruzam. Enquanto um estava tentando superar seu passado e ter um novo recomeço, o outro estava tentando superar o seu presente enquanto descobria seu passado para ter um novo recomeço. O que será que o futuro trará para ambos? Só lendo você irá descobrir descobrir, é claro.

Agora, o que eu achei do livro? Sensacional!!!! (Pontos de exclamação bem verdadeiros).

Chris Melo domina a arte de criar personagens únicos, cheios de falhas e defeitos, sonhadores – assim como nós – e admiráveis ao mesmo tempo. Sem falar de seus passados um tanto atordoados. Quem já leu os outros livros da autora sabe muito bem do que estou falando: Elisa, Marina, Erik, Marcela… <3

Os capítulos são alternados entre narrações de Alma e de Cadu, sendo que cada um deles tem seu início marcado por citações de Mário Quintana escolhidas a dedo para fazerem sentido com o que será contado. É incrível! Sério! Imaginem o trabalhão.

Agora se você está esperando uma história super piegas e comum…. aaaah, caro leitor, quando o assunto é a escrevedora Melo você pode esperar muita intensidade, surpresas, reflexões maravilhosas (marquei 53, olha que loucura!), reviravoltas de te tirar do sério e nada previsíveis, pois afinal de contas, a vida é assim, imperfeita, sem manual e as vezes injusta, não é mesmo?

São por esses motivos que eu discordo totalmente daquele apelido que Chris acabou ganhando: “Nicholas Sparks de saia”. Sinceramente? Acho que Sparks tem muito o que aprender para ser uma “Chris Melo de bigode” (calça não, pois nós, mulheres, somos poderosíssimas de calça!). Não há forçação de barra, há simplicidade, personagens palpáveis e realidades sobre a vida. Chris, você arrasa!

“Hoje, se alguém me perguntar qual é o maior desafio da vida, eu não diria que é vencer, como responderia no passado. Eu diria que é não amargar. Não é difícil seguir em frente, praticamente não temos escolha, o desafio é seguir confiante, leve e amável. O complicado é manter o sorriso fácil, acalentar o outro e manter acesa a pequena luz da esperança”

Para saber mais sobre o livro é só clicar aqui para ler a coluna publicada pela autora no site da Rocco. Tá linda!

Leiam, leiam e leiam que não haverá arrependimentos!

É OFICIAL – The Lightning Thief: The Percy Jackson Musical

Por Santoni
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10 de Janeiro

Não, você, caro leitor, não está louco.
Sim, você, caro leitor, está vivo para presenciar isso.
Talvez, você, caro leitor, deva ler todo esse post antes de julgar.

Foi anunciado hoje (10/01/2017) o The Lightning Thief: The Percy Jackson Musical. Foi algo esperado por alguns, fortemente não desejado por outros, mas a realidade é que ele existe e tem uma data e um local para dar o ar da graça.

Dia 23 de Março de 2017 começam as prévias do musical no Lucille Lortel Theatre (121 Christopher St, New York, NY 10014) e a estréia oficial foi marcada para o dia 4 de Abril de 2017. Os ingressos variam de $65 à $85. O musical ficará em cartaz até dia 6 de Maio de 2017, tendo assim uma curta temporada.

The Lightning Thief: The Percy Jackson Musical é baseado no livro Percy Jackson e os Olimpianos: O Ladrão de Raios do autor Rick Riordan (também conhecido como Titio Rick). O livro foi porcamente adaptado para os cinemas em 2010, dirigido por Chris Columbus e protagonizado por Logan Lerman.

Joe Tracz, responsável pela versão da Netflix de Desventuras em Série, está encarregado do roteiro, juntamente com Rob Rokicki. 

Sinopse oficial:

Percy Jackson tem poderes recém descobertos que ele não consegue controlar, monstros na sua cola, e ele está na missão de encontrar o Raio de Zeus e prevenir uma guerra entre os Deuses Gregos. Normal é um mito quando se é um semideus. Baseado no best-seller da Disney-Hyperion por Rick Riordan, contendo música ao vivo, The Lightning Thief:  The Percy Jackson Musical é uma aventura teatral cheia de ação que irá abalar o seu mundo.

O Musical surgiu em 2014 pela Theatreworks USA, que apresentou, gratuitamente, uma versão de uma hora de um esboço do que acabou se tornando o The Percy Jackson Musical de agora. Uma das atualizações foi a criação de um segundo ato, totalizando 2 horas de espetáculo, mais personagens e uma orquestra maior.

O musical será OFF-BROADWAY, então ele não será um musical da Broadway (como muitos estão dizendo), ele estará imediatamente Off dela, perto… Mas OFF. Com capacidade reduzida e com um contrato limitado. As possibilidade dele ir pra Broadway são reais.. Muitas peças passaram por essa jornada.. Tudo depende do público e da crítica..

Foi anunciado que Chris McCarrell, conhecido por assumir o papel de Marius após a saída de Andy Mientus no Revival da Broadway de Les Misérables, protagonizará o Musical, interpretando Percy Jackson. Por enquanto foi o único nome anunciado.

Junto com o anúncio, o canal oficial do YouTube do Musical divulgou uma prévia de The Lightning Thief: The Percy Jackson Musical juntamente com a performance da música “Good Kid” por Chris McCarrell.

E ai meio-sangues.. O que acharam?

Acompanhe o musical nas redes sociais.

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Leia o anúncio do Rick Riordan na íntegra AQUI