Mês: Fevereiro 2017

Resenha – O Oráculo Oculto

Por Beatriz Guerra
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28 de Fevereiro

Título:  O Oráculo Oculto – (As Provações de Apolo #1)
Título Original: The Hidden Oracle (The Trials of Apoll #1)
Autor: Rick Riordan
Tradução: Regiane WinarskI
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Páginas: 320
Skoob: aqui
Gênero: Ficção, Infanto Juvenil

Resenha #semspoilers:

   Se você é um fã ávido do Tio Rick, pode admitir, de vez em quando bate um enjoozinho vai, é tanto livro… Confesso que quando vi que As Provações de Apolo foi lançado, a primeira coisa que pensei foi “Mais um? Não acaba.” Tipo, eles vencem uma huge guerra e mesmo assim, o mundo está prestes a ser destruído de novo? Não para? É. Mas, como sempre, no fim eu tô só amores com a história. 

   Não recomendo a leitura pra quem não leu as outras séries de mitologia grega do Rick. Dá pra ler começando por esse?  Dá, mas você vai se confundir bastante porque as explicações sobre os eventos anteriores são bem curtinhas (e você vai perder todos os feelings. Quem sabe, sabe). 
 
   Dessa vez, o nosso personagem central é o deus ApoloApós a última guerra contra Gaia, Píton (inimiga de Apolo) toma o controle de Delfos, o oráculo, o que torna todas as profecias inalcançáveis e a comunicação entre semideuses impossível.  Zeus culpa Apolo pelo ocorrido na guerra e pelo oráculo, portanto decide punir o deus transformando o mesmo em um mero mortal, que terá que passar por provações para conquistar seu lugar novamente no Olimpo. Apolo já passou por isso antes, porém nas duas vezes que foi punido há uns séculos, tinha parte de seus poderes. Dessa vez não, ele é transformado em um adolescente mortal de 16 anos com sangue humano, sem o físico do deus e com seus poderes completamente limitados quase inexistentes.
 
Pra começar a lição, Apolo cai em um beco cheio de lixo em Manhattan e apanha feio, até que surge sua salvadora/senhora: Meg McCaffrey, uma semideusa de 12 anos com roupas coloridas, óculos de gatinho, hiperativa e com uma força extraordinária. Meg se torna a nova senhora de Apolo e será ela quem ordenará as provações que o menino deus terá que enfrentar. É uma dupla bem engraçada e fofinha.
 
Tem Percy e umas surpresinhas. TAMBÉM TEM UMA NOVIDADE BOMBÁSTICA DO NICO QUE MEUS DEUSES <33333333333  Eu morri de amores! (quem leu e aprovou?)
 
Achei engraçadinho o livro, ri bastante com umas coisas que só os fortes que entendem de mitologia grega dão risada (exemplo: os eventos com as filhas de Nice). Além disso, eu senti que algo foi resgatado. Sei que muitos ficaram decepcionados com o Sangue do Olimpo (eu fiquei bem impaciente), porém lendo O Oráculo Oculto, recordei muito o que eu senti a primeira vez que eu li os livros do Percy. É uma mistura de riso e fascinação, umas aventuras com coisas tão bestas que você fica tipo “tenho 21 anos e por que estou lendo isso mesmo?”, uma leitura gostosa e tão simples que você espirra e já terminou. Deu pra curtir o momento e sentir saudades da primeira série.
Não desistam do tio Rick, mesmo, leiam! Ou esperem a coleção inteira, o que vai levar uns aninhos… De vez em quando eu me arrependo de ler livro picado. C’est la vie.
 
O segundo livro tem previsão de lançamento no dia 2 de maio de 2017. Vamos aguardar.
 
Quero um karpos pêssego também! 

ND Indica: Especial de Carnaval

Por Equipe Nunca Desnorteados
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23 de Fevereiro


Está chegando a época do ano favorita dos brasileiros: o carnaval. Há quem goste da data para sair pelas ruas e seguir o trio elétrico, e há quem goste para poder descansar e colocar as leituras em dia. Se você faz parte desse segundo grupo de pessoas, nós, do Nunca Desnorteados, resolvemos listar nesse post alguns livros para que você possa aproveitar esses dias de folga e mergulhar na leitura.

Uma loucura discreta –  Mindy McGinnis (indicação da Alê)

Sinopse: Boston, 1890. Asilo Psiquiátrico Wayburne. Grace Mae vive um pesadelo: forçada a passar seus dias reclusa num manicômio, em meio a insanos de todo tipo, sobressaltada por gritos de horror a cada noite. Grace não é louca. Apenas não consegue esquecer os terríveis segredos de família. Terríveis o suficiente para calar sua voz – jamais ouvida por ninguém, a não ser ela mesma, dentro de sua mente brilhante. Mas, quando uma crise emocional violenta traz sua voz à tona, Grace é confinada em um porão escuro. É nesse momento em que ela conhece o dr. Thornhollow, um estudioso de psicologia criminal. Dona de um olhar aguçado e de uma memória prodigiosa, Grace passa a auxiliar o médico em investigações. Ambos escapam para uma instituição mais segura em Ohio, em busca de amizade e esperança. Mas a tranquilidade dura pouco: surge um assassino em série que ataca brutalmente jovens mulheres. Grace seguirá no encalço do criminoso, mesmo tendo de enfrentar seus próprios fantasmas. Em Uma Loucura Discreta, Mindy McGinnis explora com maestria narrativa a tênue linha entre sanidade e loucura, revelando o lado obscuro que existe em todos nós.

Desventuras em série – Lemony Snicket (indicação da Bia)

Sinopse: Mau Começo é o primeiro volume de uma série em que Lemony Snicket conta as desventuras dos irmãos Baudelaire. Klaus, Sunny e Violet, são encantadores e inteligentes, mas ocupam o primeiro lugar na classificação das pessoas mais infelizes do mundo. De fato, a infelicidade segue os seus passos desde a primeira página, quando eles estão na praia e recebem uma trágica notícia. Esses ímãs que atraem desgraças terão de enfrentar, por exemplo, um gosmento vilão dominado pela cobiça, um incêndio calamitoso, roupas que pinicam o corpo e mingau frio no café da manhã. É por isso que, logo na quarta capa, Snicket avisa ao leitor: “Não há nada que o impeça de fechar o livro imediatamente e sair para uma outra leitura sobre coisas felizes, se é isso que você prefere”. (Resenha aqui)

Bônus: Caso você decida que não quer passar todos os dias do carnaval mergulhado nas páginas de um livro, você pode também optar por assistir a série Desventuras em Série na Netflix. A adaptação foi lançada no início de 2017 e já conquistou o coração dos amantes dessa série literária <3 (Resenha da série aqui)

Os 13 porquês – Jay Asher (indicação do Gustavo)

Sinopse: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento. (Resenha aqui)

Atenção: Se você ainda não leu Os 13 porquês, pare de perder tempo e corra para ler AGORA, porque no dia 31 de março vai ser lançada pela Netflix a série baseada no livro. Não vai deixar para a última hora, porque se não quando lançar e todos os seus amigos estiverem assistindo e comentando as redes sociais, você vai estar engolindo as páginas para recuperar o tempo perdido hahaha. 

Apenas um garoto – Bill Konigsberg (indicação do Lucas)

Sinopse: Rafe é assumidamente gay desde seus 13 anos e nunca teve problemas com isso. Não sofreu bullying e tem uma família que o apóia, porém Rafe tem o rótulo de garoto gay, que o incomoda. Por isso, ele toma a decisão de mudar para uma escola em outro estado, com o plano de manter sua orientação sexual em segredo e começar a vida do zero. Detalhe: essa é uma escola só para garotos. A princípio seu plano funciona bem, ele consegue se enturmar com os outros garotos do colégio, entra até para o time de futebol, no entanto Rafe só não contava com uma coisa, se apaixonar por um de seus novos amigos, que por sinal, é hétero. (Resenha aqui)

Obs: O autor Bill Konigsberg já anunciou a continuação de Apenas um garoto. Honestly Ben tem data prevista para lançamento no dia 28 de março, ou seja, já tá quase aí! Infelizmente, ainda não temos uma previsão para o lançamento no Brasil, então só nos resta torcer para que a Editora Arqueiro nos presenteie logo com essa sequência que tem tudo para ser incrível <3 

Pequena abelha – Chris Cleave (indicação do Marcos)

Sinopse: Não queremos contar-lhe O QUE ACONTECE neste livro. Esta é uma HISTÓRIA MESMO ESPECIAL e não queremos desvendá-la. Ainda assim, vai precisar de saber um pouco mais sobre ela para querer lê-la, por isso, vamos dizer apenas o seguinte: Esta é a história de DUAS MULHERES. Os seus destinos vão cruzar-se UM DIA e uma delas terá de fazer UMA ESCOLHA terrível, o tipo de escolha que ninguém deseja enfrentar. Uma escolha que envolve vida ou morte. DOIS ANOS DEPOIS, elas encontram-se de novo. É então que a história começa verdadeiramente… Depois de ler este livro, vai querer falar dele a TODOS OS SEUS AMIGOS. Quando o fizer, por favor, também não lhes diga o que acontece. Permita-lhes saborear a sua MAGIA.

Fala a verdade: essa é ou não é a sinopse mais incrível que existe? Se todo esse suspense não te deixou curioso, então não sei o que vai deixar. Aproveite esse feriado de carnaval para descobrir o que acontece em Pequena abelha! 

Alucinadamente feliz – Jenny Lawson (indicação do Thales)

Sinopse: Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é. Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. (Resenha aqui)

Sob um milhão de estrelas – Chris Melo (indicação da Thila)

Sinopse: Alma Abreu está prestes a lidar com um inventário e uma série de histórias de um passado tumultuado que pertence mais aos seus pais do que a ela mesma. Mas este parece o menor de seus problemas no momento. Passar alguns dias na pacata Serra de Santa Cecília veio bem a calhar para a jovem médica, após um incidente no hospital que a deixou sem chão. Ela só não esperava se envolver tanto com a pequena cidade – e com o prestativo vizinho da charmosa casa que sua avó lhe deixou, além de um animado grupo de amigas, filhas das melhores amigas de sua mãe –, a ponto de pensar em deixar sua vida em São Paulo para trás. Será que a vontade de ficar é apenas medo de enfrentar seus problemas? Mas como voltar à velha rotina depois de tudo o que descobriu e viveu em Serra? (Resenha aqui)

Bônus: Se você estiver muito animado, você pode até fazer uma dobradinha de Chris Melo nesse carnaval e ler Sob a luz dos seus olhos, outro livro da autora que é tão incrível quando Sob um milhão de estrelas. Garanto que não tem como se arrepender <3 (Resenha aqui)

Essas foram as nossas dicas de leitura, esperamos que vocês possam aproveitar muito esses dias de folga, e caso vocês também tenham indicações, comentem aqui em baixo, diz pra gente quais livros você sugere a leitura nesse feriado de carnaval?!

Boa leitura \o/

Resenha – Dark Eden

Por Thales Eduardo
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18 de Fevereiro

Título: Dark Eden – O Medo é a Cura [Livro 1]
Título original: Dark Eden
Autor: Patrick Carman
Tradução: Eric Novello
Editora: Gutenberg
Páginas: 240
Página no Skoob: Clique aqui

Sete jovens, todos com 15 anos, são enviados a uma instalação, afastada da cidade e no meio de uma floresta, chamada Forte Eden. Cada um deles possui uma fobia diferente.

Todos eles são tratados pela psicóloga Dra. Cynthia Stevens, que não vê avanços no tratamento de nenhum deles e resolve enviá-los então para um tratamento revolucionário de sete dias que promete curar todos os medos.

O lugar é estranho e logo um dos jovens, Will Besting, sente que algo ali não está certo. Diferente dos outros seis jovens, Will resolve não entrar no Forte.

Como o lugar é extremamente longe, Will não tem como escapar. Precisará ficar lá escondido numa outra instalação durante todo o período de tratamento até que alguém venha buscá-los. E será observando tudo que se passa com os demais jovens, que ele vai descobrir os segredos obscuros que cercam o Forte Eden!

“Somos 7 desconhecidos. Ninguém pode nos achar. Seis pensam que a cura irá funcionar. Mas somente eu sei a verdade. Este lugar irá nos destruir.”

Dark Eden é um daqueles livros que quanto menos você saber melhor. Toda descoberta deve ser feita somente durante a leitura, pois a torna ainda mais interessante.

Patrick Carman nos prende com sua escrita fácil e direta. Por ser um livro relativamente pequeno, não há tanto espaço para todos os personagens. Entretanto, isso não atrapalha o desenvolver da trama.

Tudo flui muito rápido e os mistérios vão sendo revelados no decorrer das páginas. Apesar de não ser um grande terror, há um tom de suspense em toda a narração.

O trabalho de diagramação feito pela editora também merece os parabéns. A capa passa um tom sombrio presente no livro. Há alguns mapas e também ótimas ilustrações sobre as fobias de cada um.

Este é o primeiro livro de uma série. Os demais já foram publicados no exterior, mas ainda não chegaram ao Brasil. Editora Gutenberg, vamos agilizar isso né!?

Dark Eden possui um site oficial em inglês. Quem se interessar, o link é: www.enterdarkeden.com

Para os que buscam suspense e mistério, Dark Eden é uma boa opção!

Por que a leitura aumenta a empatia das pessoas?

Por Lucas Florentino
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16 de Fevereiro
 

Há alguns dias, enquanto estava lendo o livro Diga aos lobos que estou em casa, da autora Carol Rifka Brunt (resenha aqui), me deparei com a seguinte situação: um dos personagens estava passando por um grande problema, um daqueles que a gente nunca espera que vai passar na vida. Eu jamais havia me imaginado naquela situação, mas naquele exato momento, comecei a sofrer como se aquela realmente fosse a minha história. E isso durou por muitos dias mesmo depois de a leitura ter terminado. Comecei a imaginar como seria a minha vida se eu tivesse passado por situação semelhante, quais seriam as atitudes que eu tomaria, como lidaria com aquela situação. Foi aí que eu percebi o que estava acontecendo comigo: eu estava praticando a empatia

De acordo com o dicionário Aurélio, empatia significa “forma de identificação intelectual ou afetiva de um sujeito com uma pessoa, uma ideia ou uma coisa”. Em outras palavras, empatia pode ser definida como a habilidade de se colocar no lugar do outro. 

“Para conseguir desenvolver uma compreensão empática, é necessário estar aberto e disposto a compreender o outro sem colocar suas próprias ideias e opiniões por cima da interação.”

A empatia não é um dom, sendo assim, é normal que algumas pessoas tenham mais facilidade de se conectar às outras e de se envolver de forma mais natural, porém há diversas maneiras de se trabalhar a empatia em um indivíduo, e a leitura é uma delas. 

Que atire a primeira pedra aquele que nunca se emocionou lendo alguma cena triste de algum livro. Ou então que deu boas risadas quando determinado personagem viveu uma situação engraçada durante a história. Eu mesmo faço isso o tempo todo. Se você já viveu algo assim durante sua experiência de leitura, sabe o que isso significa? (que rufem os tambores…): você é uma pessoa empática. 

O ato de você pegar um livro para ler e conseguir mergulhar naquela história, é uma grande prova de que a empatia existe em você. Quando lemos algum livro, nós vivemos aquela história. Naquele momento, nós somos os personagens, mesmo que tudo aconteça dentro de nossa cabeça, aquele momento é nosso, nós sentimos as mesmas emoções que eles estão sentindo, nós vivemos aqueles situações que o autor criou. Ao ler um livro, nós vestimos as peles dos personagens. E isso, meu caro, é empatia.

A empatia tem total influência na hora em que vamos escolher qual será nossa próxima leitura. Nós temos a tendência de escolher livros em que os personagens sejam mais parecidos com o que somos, ou com aquilo que queremos ser. Também escolhemos através de nossas emoções. Por exemplo: se uma pessoa está triste e quer se sentir feliz, ela vai buscar um livro divertido, porque sabe que ao ler aquelas páginas, vai se colocar no lugar da personagem e sentir aquela felicidade que ela sentiu (a não ser que você seja uma pessoa como eu, que quando está triste, procura um livro mais triste ainda, para já ir parar direto no fundo do poço, mas ainda assim estamos praticando a empatia, rs). 

Ser uma pessoa empática trás muitos benefícios para um indivíduo. Quando praticamos empatia, conseguimos ter um melhor relacionamento com nós mesmos e com as outras pessoas, conseguimos ser mais justos e menos preconceituosos, pois é muito mais fácil aceitar o outro quando nos vemos na mesma situação. 

Existem alguns exercícios para quem deseja praticar mais a empatia, saber trabalhar melhor isso dentro de si. A primeira dica é prestar mais atenção a sua volta. Observe as pessoas que o cerca, entenda o contexto, o momento em que está vivenciando. Quando temos essa visão mais expandida da situação, sabemos entender melhor o que está acontecendo.  A segunda dica é ouvir atentamente. Conversar com algum desconhecido pode ser uma experiência muito enriquecedora, pois temos conhecimento de novas histórias, novos pontos de vista, isso nos faz analisar melhor qualquer que seja a situação, por diversos ângulos. E por fim, coloque-se no lugar de outra pessoa. Praticar isso no dia-a-dia pode às vezes não ser tão fácil, mas quando temos a humildade de nos livrarmos dos nossos próprios conceitos e aceitar os do outro, nos abrimos para o novo, e isso sempre gera ganho. 

Dica de leitura: Para estudar mais a fundo e conhecer mais sobre o tema, leia o livro O Poder da Empatia, do autor/filósofo Roman Krznaric.

Nota: Algumas informações desse texto foram inspiradas na Revista Você S/A, Edição 203, de abril de 2016 – O Poder da Empatia. 

Resenha – Escândalos na Primavera.

Por Thila Barto
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14 de Fevereiro

Título: Escândalos na Primavera

Título Original: Scandal in Spring

Autoras: Lisa Kleypas

Editora: Arqueiro

Tradução: Maria Clara de Biase

Gênero: Romance de Época

Páginas: 224

Ano: 2017

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“Seu fracasso se tornou inconveniente, filha. Preocupa-me o gasto desnecessário com vestidos e bugigangas… O tédio de levá-la de uma baile improdutivo a outro. […] Por isso, decidi escolher um marido para você.”

Resenha:

Finalmente e, ao mesmo tempo infelizmente, saiu o último livro da série de Lisa Kleypas, As Quatro Estações do Amor e o que já posso adiantar sobre ele: está adorável!! Confesso que Evie é minha personagem preferida, mas minha nossa… esse livro, Escândalos na Primavera, pra mim foi o melhor! E que final perfeito <3!!! (Não se preocupe, não darei spoilers e muito menos revelarei o final; eu só precisava desabafar isso mesmo porque já fazia um tempo que eu não gostava tanto de um fechamento de uma série, rsrs).

A protagonista da vez é a amável, divertida, sonhadora, romântica e devoradora de livros, Daisy Bowman, a única do grupo das flores secas que ainda está solteira. Várias temporadas e bailes já haviam passado e Daisy não recebia nenhuma proposta de casamento. Será que seria uma solteirona e jamais acharia um marido assim como dos livros que tanto lia?

Seu pai, Thomas Bowman, já impaciente com a situação pois não aguentava mais o fracasso de sua filha e precisava voltar para Nova York, acha a solução perfeita para o problema: se ela não conseguisse um pretendente até o final da temporada, ela se casaria com o seu protegido e empregado em sua empresa, Matthew Swift.

Horrorizada com o ultimato de seu pai, já que nunca gostou do ‘saco de ossos’, frio e controlador, Matthew, Daisy recorre à sua última esperança: ir ao poço de desejos de Stony Cross e fazer um pedido, pois afinal de contas, tinha funcionado para suas outras amigas, não é mesmo? O que ela não esperava era que, após fazer o desejo, daria de cara com o dito cujo e, ainda por cima, que o antigo ‘saco de ossos’ agora era um homem totalmente mudado e atraente. Como isso seria possível?

Afirmando para si mesma que a mudança de Matthew não mudaria em nada o desprezo que sentia por ele, Daisy, sem pensar duas vezes, já inicia uma conversa com ele dizendo que nada faria ela se casar com ele. Mal sabia ela que Matthew não fazia a menor ideia do que ela estava falando. O que diabos estava acontecendo?

Só lendo você irá descobrir.

O livro no geral é super divertido pois Daisy não pensa duas vezes antes de soltar um comentário ou fazer algo para solucionar um problema e conseguir o que quer. Sem falar que ela é MEGA competitiva, rendendo assim, MUITAS risadas.

Como nos livros anteriores, temos aparições breves de todas as antigas protagonistas – Annabelle, Evie e Lillian – o que torna a leitura ainda mais agradável pois podemos saber mais sobre suas vidas, além de matarmos a saudade das particularidades de cada uma. Porém, senti que Kleypas deu muito foco em Lillian neste livro, ofuscando um pouco Daisy, entretanto, mesmo assim, Escândalos na Primavera é meu livro favorito da série sem sombras de dúvidas! <3

Leiam, leiam e leiam que não haverá arrependimentos 

Resenha – Perdidos Por Aí

Por Santoni
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9 de Fevereiro

Título: Perdidos Por Aí
Título Original: Let’s Get Lost
Autor(a): Adi Alsaid
Tradutor(a): Débora Isidoro
Editora: Editora Verus
Ano: 2015
Páginas: 294
Página do Skoob: Clique Aqui
Gênero: Ficção; Drama; Young Adult

“Porque às vezes é preciso se perder para poder se encontrar.”

O que Hudson, Bree, Elliot e Sonia tem em comum? Os quatro jovens conhecem uma garota misteriosa chamada Leila que passou rapidamente pela vida de cada um, os ajudando como podia e deixando a sua marca na vida dessas pessoas enquanto seguia na viagem mais importante de sua vida.

“Peço-lhe por favor, note quando você está feliz”

Hudson
Típico boy-next-door do ensino médio naquele momento temido pela maioria dos adolescentes: escolha da faculdade. Ele trabalha na oficina do pai em Vicksburg, Mississippi e almeja ser médico. A vida seguia o curso programado, com ocasionais puladas de cerca, mas uma misteriosa menina aparece precisando de ajuda com seu carrinho vermelho, seu amado Plymouth Acclaim e Hudson não consegue negar..

“Às vezes não sei se devo me sentir grata ou apavorada por já ter vivido tantas vidas aos dezesseis anos.”

Bree ♥
Uma jovem louca por aventuras que não gosta de ficar no mesmo lugar por muito tempo, aparentemente vivendo os sonhos mais loucos de todos os jovens. Em um dia escrito nas estrelas, enquanto estava pedindo carona no meio da estrada, se depara com a jovem Leila e seu Plymouth Acclaim, mal sabia ela que seria só o começo de uma louca viagem, talvez a mais louca que já teve.

“Essa não vai ser a última vez que você vai se apaixonar, e provavelmente não vai ser a última vez que acaba com o coração partido.”

“Cada vez que fazia uma promessa de dedinho com Maribel, pensava no gesto como estar um quinto de mãos dadas.”

Elliot
Fissurado por comédias românticas, estava tendo um dia horrível, tinha acabado de ser dispensado pelo seu amor platônico, sua amiga Maribel. Com uma garrafa uísque estava belo e saltitante na maior bad que já havia enfrentado na vida, condições alcoólicas o levaram a ser quase atropelado por um Plymouth Acclaim, que por um triz acertou somente a garrafa que explodiu. Agora, com a mão toda ensanguentada, a motorista do carro o socorre de maneiras que nenhum scrit dos filmes que Elliot memorizou poderia prever.

Sonia
Um ataque de pânico envolvido em lágrimas e lembranças a levou até uma loja de conveniência, seus soluços precisaram de apoio, apoio esse na forma de um Plymouth Acclaim vermelho. Agora sim ela se entrega a uma aventura de descobertas, adrenalina e desencontros que a levam para um futuro além fronteiras para reencontrar seu coração e finalmente re-aprender a viver.

“Se alguns litros de gasolina e tempo podem me ajudar a fazer alguém sentir que não está só, fico mais do que feliz em poder colaborar.”

Esse livro faz parte de um conjunto de livros que eu li no primeiro semestre de 2016, mas não consegui escrever sobre. O motivo é simples.. quanto mais você se conecta com algo, mais difícil é você se satisfazer com o que você tenta passar dele para as pessoas. Mais você acredita não ser capaz de transmitir algo que você viveu imerso naquelas páginas. Mas tentarei ao máximo desenvolver o que Perdidos Por Aí significou para mim.

Acredito que alguns livros aparecem na vida da gente por uma razão (bem wicked mesmo), e esse chegou pelo correio e ficou esperando a sua hora para finalmente ser lido. Foram tantas as expectativas. A capa na livraria. A frase. O mapa. A sinopse. Tudo me preparou erroneamente pro que eu achava que seria o livro. Mas a coisa é .. você não pode ser preparado para uma coisa que depende de tantos fatores psicológicos…

Adi Alsaid dividiu a obra em narrativas focando em um personagem por vez. A narrativa é em terceira pessoa, mas é focada no protagonista da vez. O que eu achei bem interessante, eu achei que eu iria preferir uma narrativa em primeira pessoa, como normalmente prefiro nesse tipo de livro, mas é escrito de uma forma tão bonita que passou voando (é um livro bem rápido). A arrematada das histórias usando a passagem da Leila me deixou bem satisfeito. Fiquei rindo sozinho também nos seus agradecimentos por motivos de ser algo que todos, no fundo, querem ter a oportunidade de dizer.

“Minha gratidão à RuffaloCODY, à NBA e a todas as outras empresas em que procurei emprego depois que saí da faculdade e que não me contrataram, me direcionando, de certa forma, para a vida que tenho hoje.”

Perdidos Por Aí é um Drama, uma Comédia, um Romance, uma Ficção e muito mais.. tudo embrulhado em um papel azul muito.. mas muito mesmo.. agradável para os olhos. É um livro que capta a importância dos momentos e das pessoas que você conhece e quando as conhece. É um alerta de que tudo acontece por um motivo e você pode até acreditar que não é bem assim, mas basta pensar que as coisas acontecem no instante certo para nos ensinar a não menosprezar as coisas que nos acontecem.

É uma leitura super fluída e agradável e cheio de altos e baixos emocionais! Mas é a vida não é mesmo? Dia estamos assim 😉 e dia estamos assim 🙁 .. #vidaquesegue

Resenha – Ninfeias Negras

Por Lucas Florentino
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7 de Fevereiro

Título: Ninfeias Negras
Título original: Nymphéas Noirs
Autora: Michel Bussi
Tradução: Fernanda Abreu
Editora: Arqueiro
Gênero: Policial, Thriller 
Ano: 2017
Páginas: 352
Skoob: Clique aqui

“- Olhe para esse jardim, inspetor, as rosas, as estufas o laguinho. Vou lhe revelar um outro segredo. Giverny é uma armadilha! Um cenário maravilhoso, sem dúvida alguma. Quem poderia sonhar em viver em outro lugar? Um vilarejo tão bonito. Mas vou lhe confessar: o cenário está paralisado. Petrificado. É proibido mudar a decoração de qualquer casa, pintar uma parede, colher uma mísera flor. Dez leis proíbem tudo isso. Nós aqui vivemos dentro de um quadro. Estamos emparedados!”

Eu com certeza não sou o maior leitor de suspense policial que existe nesse mundo, posso contar nos dedos de uma mão a quantidade de livros desse gênero que já li, mas caso eu me torne um amante desse tipo de literatura no futuro, a culpa é de Ninfeias Negras.

O livro nos apresenta, logo no início, o misterioso assassinato de um renomado oftalmologista, na famosa Giverny, uma cidadezinha da França, onde localizam-se a casa e os jardins de Claude Monet, pintor mundialmente conhecido e um dos maiores nomes do Impressionismo. Encarregado de solucionar esse enigma, um policial forasteiro chega à cidade e começa a juntar as peças desse caso em que nem tudo é o que parece.

Dentre os personagens principais, destacam-se três mulheres: Fanette, uma garotinha prestes a completar onze anos; Stéphanie, a professora da única escola infantil da cidade; e uma velha senhora que parece esconder muitos segredos. 

“Num vilarejo, viviam três mulheres. A primeira era má; a segunda, mentirosa; a terceira, egoísta. (…) As três eram bem diferentes. Tinham, porém, um ponto em comum, um segredo, de certa forma: todas elas sonhavam em ir embora. (…) Uma vez, no entanto, por treze dias apenas, as grades do jardim se abriram. (…) As grades de Giverny se abriram para elas! Para elas apenas, como acreditavam. Mas a regra era cruel: somente uma poderia escapar. As outras duas precisavam morrer. Era assim que tinha de ser. Esses treze dias transcorreram em suas vidas qual um parêntese. Muito breve. E também impiedoso. Esse parêntese começou com um assassinato, no primeiro dia, e terminou com outro, no último. (…) Na sua opinião, qual delas conseguiu escapar?”

A narrativa é alternada, ora em primeira pessoa, ora em terceira, dependendo sempre de qual personagem é o foco daquele capítulo. E por falar em capítulos, eles são curtos, o que agiliza a leitura, e são divididos por dias, treze para ser mais exato, que é o período de tempo que a história se passa.

Confesso que o início da leitura foi um pouco lenta para mim, demorou quase umas cem páginas para que a história realmente me envolvesse. Porém, quando isso finalmente aconteceu, as páginas simplesmente começaram a voar e largar o livro não era uma opção.

Meu maior receio durante todo o livro era que o final fosse óbvio demais. Eu, que já não sou tão acostumado com livros de mistério, ficaria muito frustrado se o final fosse tão previsível quanto estava parecendo desde o início. Por diversas vezes me peguei pensando em todas as pistas, juntando todas as peças desse quebra-cabeça e tendo a certeza que eu sabia exatamente o que tinha acontecido… só que não!

O desfecho dessa história é tão surpreendente que quando terminei a leitura, não conseguia parar de pensar em alguns personagens, pelo o que eles passaram e onde chegaram. Por mais que o livro gire em torno de um assassinato, a história é muito mais do que apenas isso.

Bônus: uma das melhores coisas que encontrei em Ninfeias Negras foi toda a informação artística. Em todo o livro encontramos citações sobre obras de pintores famosos, principalmente de Monet e suas Ninfeias. Durante a leitura, era comum eu abrir o Google e pesquisar sobre o quadro citado, ou até mesmo abrir o Street View e passear pelas ruas de Giverny, que é tão linda quanto Michel Bussi a descreveu.

Não é a toa que Ninfeias Negras foi o romance policial mais premiado da França desde o seu lançamento. A obra de Bussi é leitura obrigatória para todos os amantes desse gênero e com certeza merece os cinco prêmios literários recebidos! 

Novidades: Sinopse de ‘The Pearl Sister’ e Sorteio.

Por Thila Barto
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4 de Fevereiro

Aqui estou eu, pela milionésima vez, para falar de um assunto que pouco gosto: Lucinda Maravilhosa Riley e suas novidades. Quais são elas? A primeira é que ela liberou, através de sua newsletter, a sinopse do próximo livro da série ‘As Sete Irmãs’, The Pearl Sister (A Irmã da Pérola – tradução livre), que é a história de Cece. O livro será publicado pela Editora Arqueiro no segundo semestre deste ano. YAY! A segunda, e última novidade, é que ela está sorteando uma pulseira exclusiva inspirada na série!! To falando sério e ela é super linda, ainda mais a história por trás dela.

Mas antes de eu entrar em detalhes sobre a pulseira, aqui vai a tradução da sinopse feita por nós da equipe ND. Nos desculpamos antecipadamente se traduzimos algo errado 😉

Sinopse:

“CeCe D’Aplièse nunca sentiu que se encaixava em algum lugar. Após a morte de seu pai, o ilustre bilionário Pa Salt – chamado pela seis filhas que ele adotou ao redor do mundo e que foram nomeadas a partir do conjunto de estrelas das Sete Irmãs – ela atinge o seu limite. Desistindo da faculdade de arte, CeCe percebe que Star, sua amada irmã, se afasta para seguir seu novo amor, deixando-a completamente sozinha.

Em desespero, ela decide fugir da Inglaterra e descobrir seu passado; as únicas pistas que ela tem são uma fotografia em preto e branco e o nome de uma mulher pioneira que viveu na Austrália há mais de cem anos. A caminho de Sydney, CeCe é levada para o único lugar que ela já sentiu perto de ser ela mesma: as praias deslumbrantes de Krabi, na Tailândia. Lá entre os mochileiros, ela encontra o misterioso Ace, um homem tão solitário quanto ela é e, quem ela percebe posteriormente, que tem um segredo para esconder …

Cem anos antes, Kitty McBride, filha de um clérigo de Edimburgo, tem a oportunidade de viajar para a Austrália como companheira da rica Sra. McCrombie. Em Adelaide, seu destino se entrelaça com a família da Sra. McCrombie, incluindo os irmãos gêmeos idênticos, porém muito diferentes: o impetuoso Drummond e o ambicioso André, o herdeiro de uma fortuna perolada (pearling fortune).

Quando CeCe finalmente chega ao calor abrasador e planícies empoeiradas do Centro Vermelho da Austrália, ela começa a busca por seu passado. Como algo profundo dentro dela responde à energia da área e à cultura antiga do povo aborígene, sua criatividade desperta novamente. Com a ajuda daqueles que encontra em sua viagem, CeCe começa a acreditar que este continente selvagem e vasto poderia oferecer-lhe algo que ela nunca pensou possível: a sensação de pertencimento e uma casa …”

SOS!!! Preciso desse livro pra ONTEM!!!

respirando fundo e recuperando o fôlego… Como falei no começo do post, Lucinda está sorteando uma pulseira inspirada na série. Ela foi desenvolvida juntamente com a Mary’s Meal, uma organização global de angariação de fundos com uma comunidade de mais de 100.000 voluntários em todo o mundo que oferece a mais de um milhão de crianças em 13 países uma refeição em sua escola. Através do fornecimento de comida, as crianças são atraídas para a sala de aula, ajudando a dar-lhes esperança para um futuro melhor.

Segunda a autora, a escrita da série As Sete Irmãs a levou para o outro lado do globo e quanto mais ela viajava e vivenciava as diferentes culturas, mais ela percebia os privilégios que todos nós, no mundo ocidental, muitas vezes tomamos como certo. Assim quando ouviu sobre a Mary’s Meal, ela amou a simplicidade da ideia por trás da organização – ajudando algumas das crianças mais pobres do mundo fornecendo uma refeição na escola; não só ajudando a nutrir seus corpos, mas suas mentes também. Assim fizeram uma parceria onde os fornecedores proporcionam a pulseira e os pingentes pelo preço de custo para que cada centavo de lucro da venda de cada bracelete das Sete Irmãs possa proporcionar o valor necessário para alimentar uma criança todos os dias durante um ano. 

Para saber como comprar a pulseira basta acessar o site da autora: www.lucindariley.com ou diretamente no www.thesevensistersshop.com

Agora a pergunta que não quer calar: Como fazer para participar do sorteio valendo o bracelete juntamente com um dos pingentes? É simples. Basta responder: Qual é o nome da casa que as irmãs vivem na Suíça e mandar a resposta para o email lucinda@lucindariley.co.uk .A competição termina na segunda-feira, dia 6 de fevereiro.

E ai? O que acharam das novidades?

Give away – Livro de Desventuras em Série, Mau Começo.

Por Equipe Nunca Desnorteados
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Você se considera uma pessoa com pouca sorte? Que está sempre participando de sorteios mas nunca, nem sequer uma vez, foi o sorteado? Ou até em sua vida pessoal, quando as coisas começam a dar super errado e você não sabe como solucionar os problemas?…

Tá achando que a equipe Nunca Desnorteados está depressiva e de mal com a vida? Não, não 🙂 … Estamos só tentando soar um pouco como Lemony Snicket – também conhecido como Daniel Handler – em seu jeito inusitado e singular de escrever a história dos irmãos Baudelaire, sempre falando para desistirmos da leitura, largar logo o livro e ir fazer outra coisa porque a história que irá contar não será nada serena e muito menos feliz.

Mas talvez, apenas talvez, a sua falta de sorte poderá ter uma recompensa e você poderá ganhar de nós o primeiro exemplar desta série tão amada e odiada pelos leitores ao redor do mundo. Como fazer isso? Basta nos contar uma desventura sua aqui nos comentários da publicação e nós escolheremos uma pessoa desaventurada para presentearmos com o Mau Começo, o primeiro livro da série.

Boa sorte, ou melhor, não tão boa sorte pois é a sua desventura que irá te fazer ganhar 🙂

Resultado: 20/02 [ENCERRADO]

PARABÉNS MAYARA 🙂 

Ps: Que saber mais sobre a série? Acesse nossa resenha completa clicando aqui e a nossa opinião sobre a adaptação dos livros para a plataforma Netflix clicando aqui.

As lágrimas são uma coisa curiosa, pois, assim como os terremotos e os camelôs, podem surgir em qualquer momento, sem nenhum aviso e sem um bom motivo.
– Lago das Sanguessugas

Resenha – Só Por Uma Noite

Por Thales Eduardo
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2 de Fevereiro

Título: Só Por Uma Noite
Autoras: Monique e Mônica Sperandio
Editora: Novo Conceito
Páginas: 189
Página no Skoob: Clique Aqui!

“Nessa noite onde tudo é possível. Onde seremos corajosas a ponto de dizer as coisas indizíveis, as coisas que não contamos nem a nós mesmas.”

Quatro amigas e uma lista. Quatro amigas arriscando tudo em uma noite que mudará para sempre cada uma delas.

Vicky deixou para as amigas uma lista com diversas tarefas. Entretanto, cada item da lista envolve algum medo ou segredo do grupo.

Sam, Nat, Marina e Daphne viverão uma noite inesquecível, repleta de risadas, dramas, amores e verdades. Mas será que estão preparadas para todas as consequências que resultarão desses desafios?

“Não é estranho passar a vida inteira em silêncio e, de repente, em uma noite, ter vontade de fazer a maior gritaria que o mundo já viu?”

Só Por Uma Noite foi uma agradável surpresa. Logo nas primeiras páginas livro já contagia o leitor deixando uma vontade imensa em saber o que essa noite em especial preparou para as amigas.

Consideravelmente curto, a história flui de maneira direta e objetiva. As autoras possuem uma  escrita muito marcante que consegue expressar todo o sentimento pelo qual personagem está vivendo e ao mesmo tempo  ser objetivo nas narrações. Isso torna o livro extremamente dinâmico e atrativo.

Apesar das poucas páginas, podemos conhecer um pouco de cada uma das amigas. Suas vidas, dramas e medos. Praticamente nos tornamos confidentes de tudo que está sendo narrado.

“Eu quero o ótimo. O extraordinário. Quero o que me faz escapar o fôlego, o que me deixa desperta nas noites quentes e abafadas de verão. Quero o impossível, o irreal, o absurdo.”

Muito mais que entreter, Só Por Uma Noite nos faz refletir, nos faz repensar a maneira na qual vivemos. Muitas vezes nos sentimos presos em dramas, frustrações e na própria rotina. Negamos o novo por medo do desconhecido, utilizamos da omissão por medo da verdade.

Além disso, é retratado muito bem o poder de uma amizade, seja nos momentos bons ou ruins. Nem sempre será só festa e diversão, mas amigos de verdade estarão com você em todos os momentos, por mais difíceis que sejam.

“Todo mundo está com pressa, sem tempo, correndo de algo, fugindo de si mesmo… Mas a grande verdade é que elas deveriam parar por um instante. Só…. parar e aproveitar o que elas têm, porque a gente nunca sabe quanto tempo isso vai durar.”

Só Por Uma Noite foi minha segunda leitura nacional desse ano. É realmente empolgante ver a literatura nacional ganhando cada vez mais força e dando espaço para escritores que realmente possuem um potencial muito grande. Acredito que o grande desafio seja os próprios leitores (nós). Geralmente (seja em livros, filmes, séries ou músicas), acabamos sendo preconceituosos com o que é fruto da nossa própria terra.

Aprendemos a consumir muito de fora e criamos a máxima de que qualidade de verdade só encontramos em materiais estrangeiros. Mas vejo que aos poucos essa visão errônea está sendo alterada. Temos muitos brasileiros talentosos nos diversos ramos nos mostrando que a nossa grama também é tão verde quanto a do vizinho.

“Às vezes a realidade está bem diante de nós, mas nós estamos ocupados ou enganados demais para notá-la.”

Só Por Uma Noite é um livro que se encaixa perfeitamente na rotina do leitor. Tive uma relação muito bacana com a obra nesse sentido. Por mais corrido que estivesse, eu sentia uma tranquilidade muito grande durante a leitura.

Seja qual for seu momento, saiba que o livro está pronto para você, basta querer! Então, para entrar no clima da história, aqui fica minha tarefa para vocês -> LER “SÓ POR UMA NOITE” E COMENTAR COMO FOI!