Mês: Março 2017

A Bússola de Ouro

Por Lucas Florentino
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30 de Março

Título: A bússola de ouro
Título original: Northern Lights
Autor: Philip Pullman
Tradução: Eliana Sabino
Editora: Objetiva
Gênero: Fantasia, YA, Ficção
Ano: 2007
Páginas: 
Skoob: Clique aqui

 

“Aquele era o mundo e o prazer de Lyra. Na maior parte do tempo, ela era uma selvagenzinha ambiciosa e sem educação, mas sempre tivera uma sensação de que aquele não era o seu mundo inteiro, que uma parte dela pertencia à solenidade e aos rituais da Faculdade Jordan; e que, em algum lugar de sua vida, havia uma ligação com o elevado mundo da política representado por Lorde Asriel.”

Sabe aquela história de “não crie expectativas”? Então…

Antes de começar a falar sobre o livro, vocês antes precisam saber que “A bússola de ouro” sempre foi um dos livros que eu mais quis ler na vida. Desde quando a adaptação para o cinema foi lançada, em 2007, eu venho dizendo a mim mesmo que eu precisava ler essa história, conhecer a fundo tudo o que aconteceu, além de descobrir o que acontecia depois, já que os outros dois livros não viraram filmes.

Mas eu sempre ia deixando o livro para depois, ele sempre esteve na minha meta de leitura mas até então, eu nunca o tinha aberto para ler. Como já estamos em 2017, ou seja, 10 anos depois de ter tido o primeiro contato com a história, decidi que era a hora de finalmente parar de procrastinar e me entregar a essa leitura… que morte horrível

O livro conta a história de Lyra Belacqua, uma criança que vive numa universidade com seu dimon, Pantalaimon. Nesse universo criado, os dimons são uma espécie de alma física que  acompanham as pessoas, são sempre representados por animais e geralmente são do sexo oposto ao do seu humano. Durante a infância, o dimon pode alterar a sua forma várias vezes, se tornando diversos animais diferentes, porém, ao chegar à adolescência, ele assume sua forma única. 

“- Por que os dimons têm que ficar com uma forma só? – Lyra perguntou. – Quero que Pantalaimon possa mudar sempre. Ele também quer.

– Ah, eles sempre ficam com uma só, e sempre ficarão. Faz parte de crescer. Vai chegar um tempo em que você vai ficar cansada de tantas mudanças dele, e vai querer que ele tenha uma forma fixa.”

A única pessoa de sua família que Lyra conhece é seu tio, Lorde Asriel, um estudioso que partiu para o norte para estudar sobre o Pó, uma misteriosa substância que despertou a curiosidade da garota. Sem o tio para protegê-la, Lyra foi levada pela Sra. Coutler, uma mulher muito rica e importante, que decidiu criar a menina como uma filha (empregada, cof cof).

A partir daí, muita coisa acontece. MUITA coisa mesmo. E não, eu não estou exagerando. Tem de tudo nessa história: fuga, viagens de barco com famílias mercadoras, ursos de armadura lutadores, viagem de zepelim (uma espécie de dirigível), feiticeiras e até uma espécie de sociedade secreta que sequestra crianças para fins desconhecidos. E não, nada disso é spoiler.

Agora é a hora que eu peço, humildemente, que vocês não me apedrejem: eu achei “A bússola de ouro” horrível. A leitura foi extremamente cansativa, arrastada. Tudo acontecia de uma hora para outra, de forma muito conveniente para a narrativa, chegando até parecer que o autor teve preguiça de desenvolver melhor algumas cenas. Personagens muito rasos que em momento algum conseguiram me cativar.

Eu li esse livro em 5 dias, mas para mim, parecia que essa tortura durou 78 anos. Quando cheguei a última página, eu dei até suspiro de alívio porque eu realmente não aguentava mais. Eu sei que a trilogia é muito famosa e possui muitos fãs, e à vocês eu peço desculpas. Eu juro que eu queria ter gostado muito dessa história, mas para mim não deu. 

O plot tinha tudo para fazer de “A bússola de ouro” um livro incrível, mas infelizmente foi aproveitado de forma errada. Se alguém quiser conhecer melhor essa história mas não quer se arriscar com o livro, eu indico o filme, que não chega a ser o melhor do mundo, mas com certeza é mais fácil de digerir. 

 

Resenha – A Garota Perfeita

Por Thales Eduardo
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25 de Março

Título: A Garota Perfeita
Título original: The Good Girl
Autora: Mary Kubica
Tradução: Fal Azevedo
Editora: Planeta
Páginas: 336
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“Ela não diz uma palavra. Nenhuma emoção transparece em seu rosto, embora, por dentro, deva estar enfrentando um turbilhão de emoções.”

Mia aguardava seu namorado em um bar quando ele informa que não pode ir. Parecia o fim da noite. Até que um rapaz se aproxima e puxa conversa com Mia. Ela nem desconfia, mas está de frente com seu sequestrador.

Colin sequestra Mia e a leva para uma barraca isolada. Os planos mudaram. Fugir seria a melhor opção, ele só não sabe porque ainda não fez isso.

Gabe, o detetive designado para o caso de Mia, está obstinado em resolver esse mistério. O que ele não esperava que encontrar Mia fosse apenas o começo de muitos outros mistérios a serem resolvidos. Mia voltou, só que sem nenhuma memória desse período em que esteve sequestrada. Mal lembra da sua própria identidade.

O que será que aconteceu na cabana? Quem orquestrou o sequestro? O que será de tão grave causou essa perda de memória em Mia?

“Minha intuição, no entanto, fala que alguma coisa aconteceu com minha filha. Alguma coisa ruim. Ela grita comigo, acorda-me no meio da noite: algo aconteceu com Mia.”

Falar de um livro que gostamos muito é extremamente difícil. Falar de uma leitura frustrada é mais ainda.

Tinha muitas expectativas por A Garota Perfeita. Desde o momento que vi sinopse e algumas comparações com  A Garota no Trem e a Garota Exemplar já fiquei completamente curioso. Talvez essa gana toda foi o grande erro.

O livro é contato por três personagens: Eve, mãe da Mia; Colin, o sequestrador; e Gabe, o detetive. De forma não linear, cada um dos narradores nos mostra uma parte da vida de Mia e aos poucos vamos montando o grande quebra-cabeça que nos revela o que de fato aconteceu.

Mary Kubica não me convenceu com sua história. Durante toda leitura senti falta de um elemento surpresa que motivasse o leitor a continuar a obra, mas isso só aparece na última frase do livro. A narração flui, os capítulos passam rápido, mas é tudo muito contido. Tinha a impressão que a autora seguiu um “molde” e não fugiu dele, não arriscou num algo mais.

A premissa da obra é boa, o que pecou foi o desenvolvimento. Revelar que Mia foi salva do sequestro logo nos primeiros capítulos (e também na sinopse do livro) talvez não tenha sido a melhor opção. Querendo ou não, toda a angústia do período de cárcere é quase nula, já que soubemos que Mia sairá de lá em algum momento. Em muitos capítulos eu tentava desesperadamente buscar um sentido no que estava sendo dito, um motivo para seguir com leitura.

Os próprios personagens, principais e coadjuvantes, são na sua maioria superficiais. É difícil criar uma relação com cada um.

Mas como sempre falo, a leitura é diferente para cada um. No perfil do Skoob, o livro está, na sua maioria, com comentários positivos.

A intenção aqui é apenas relatar a minha experiência, mas de maneira nenhuma ela é uma verdade universal.

De qualquer forma, para os que gostam de um livro desse gênero indico A Garota Perfeita. Apesar das minhas criticas, a obra tem seus pontos positivos e merece uma oportunidade!

Resenha – Belgravia

Por Thila Barto
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21 de Março

Título: Belgravia
Autor: Julian Fellowes
Tradução: Rachel Agavino
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção, Romance de Época
Ano: 2016
Páginas: 430
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“Mas, a propósito, por quanto tempo ela conseguiria manter o próprio segredo? Por quanto tempo ele continuariam desfrutando a sorte antes que tudo desabasse sobre a cabeça de todos?”

Resenha:

James Trenchard, um comerciante ambicioso, sempre sonhou em ser um nobre, mas já que não teve a sorte de nascer em uma família de altos escalões da sociedade londrina, teria que ganhar destaque com seus próprios méritos para ser aceito neste grupo selecionado de pessoas e convidado para os grandiosos bailes e jantares realizados nas gloriosas casas da cidade. O problema era que ele tentava demais para atingir seu objetivo e acabou queimando consideravelmente sua reputação.

Mas a sua sorte parece mudar quando sua filha, Sophia, que também partilhava do mesmo desejo do pai, consegue um convite para a família Trenchard participar do lendário baile da duquesa de Richomond em Bruxelas. Mas como ela consegue tal façanha? Estava apaixonada por Edmund Bellasis, o herdeiro da imponente família londrina, Brockenhurst e ele também estava por ela. Deste modo, Edmund arranja o convite para o baile. James mal conseguia se conter com tamanha felicidade. Iria realizar um de seus maiores sonhos.

Tudo estava um mar de rosas até que o baile é bruscamente interrompido com a notícia que Napoleão havia invadido o país. O duque de Wellington parte imediatamente com suas tropas, incluindo Edmund, para o iniciar a Batalha de Waterloo.

Sophia fica desolada com a repentina separação, ainda mais porque guardava grandes segredos: estava grávida e a única coisa que a impedia de perder o controle era que havia se casado escondido com Edmund, já que a família dele não aprovaria que ele não se cassasse com uma nobre. Entretanto, ao tentar se despedir de seu amado no meio da confusão do baile, Sophia percebe que o vigário que havia realizado o casamento deles não se passava de um amigo de exército de Edmund. Havia sido enganada! O que seria dela? 

Infelizmente, Edmund morre na batalha e Sophia, meses depois, dando luz ao seu filho bastardo, deixando assim a família Brockenhurst sem o único herdeiro e a família Trenchard sem sua amada filha e, consequentemente, sem o neto, que é deixado secretamente com a simples família Pope para não manchar a imagem de Sophia.

Anos se passam até que ambas as famílias amarguradas se instalam no mesmo bairro: Belgravia. Suas histórias se cruzam mais uma vez, mas será que eles conseguirão superar o passado para conseguirem levar suas vidas no presente e além, traçar planos para o futuro? Só lendo você irá descobrir.

Assim que vi o livro, mal pude conter minha curiosidade para lê-lo, não só porque amo histórias de época – ainda mais passadas em Londres – mas também porque o livro foi escrito pelo mesmo criador de uma série que eu amo de paixão: Downton Abbey. Então é claro que comecei a leitura com altas expectativas e confesso que, infelizmente, me decepcionei um pouco.

A história tem um ritmo ótimo e é repleta de reviravoltas, segredos e personagens cativantes, mas o que não me agradou é que os lacaios, empregados, damas de companhia e todo o staff por trás das famílias receberam quase nenhuma atenção do autor. Não tiveram aprofundamento em suas vidas, personalidades e características, aparecendo somente em momentos muito pontuais, mas muiiiito pontuais. E eles são tãao fofoqueiros e desonestos que chega a dar raiva. Só apareciam – vou resumir com – pra colocar lenha na fogueira. Tirando isso e o excesso de descrição antes de um acontecimento bombástico, o livro é ótimo. Aconselho super a leitura, ainda mais pra quem é fã de Downton e histórias de época <3.

😉

Resenha – Depois Daquela Montanha

Por Thales Eduardo
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16 de Março

Título: Depois Daquela Montanha
Título original: The Mountain Between Us
Autor: Charles Martin
Tradução: Vera Ribeiro
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Página no Skoob: Clique aqui

“Você estava certa. Certa o tempo todo. Sempre há esperança. Sempre.”

Ben  só queria voltar para casa e resolver as coisas com sua mulher. Ashley estava as vésperas do seu casamento. Entretanto uma grande nevasca se aproximava e cancelou todos os voos. O próximo sairia somente no dia seguinte.

Mas Ben não queria esperar e conseguiu um voo particular, no qual levou Ashley junto. O que ambos não esperavam é que o avião fosse cair em uma floresta totalmente isolada e coberta de neve.

Com uma perna quebrada, Ashley depende de ajuda. Ben precisará encontrar uma solução em meio a todo o caos que estão vivendo. Mas o tempo é curto. Começou uma corrida contra o tempo, no qual o que está em jogo é a própria vida de cada um.

“Quanto mais o tempo passava e mais eu compreendia a nossa situação, mais preocupado ficava. As coisas estavam ruins por todo lado.”

Depois Daquela Montanha me surpreendeu de várias formas. A começar pela própria história.

Homem e mulher sofrem acidente, ficam isolados e precisam lutar para sobreviver. Um tanto quanto clichê, não é mesmo?! Entretanto, Charles usou do clichê para criar algo novo, empolgante e envolvente. A partir dessa premissa o autor conseguiu conduzir a história de uma forma admirável.

Quando se trata de personagens principais, Ben e Ashley conseguem muito bem carregar esse titulo. A maneira como cada um conduz os fatos é admirável. Logo na primeiras páginas já fui fisgado pelos dois, me sentindo parte do drama relatado.

Outro detalhe importante é o estilo narrativo de Martin. A narração flui totalmente sem nenhum problema e a maneiro como ele descreve cada detalhe aproxima ainda mais o leitor do que está sendo dito. A cada capítulo admirava a forma descrita dos fatos,  do que os personagens enfrentavam e sentiam.

“Perdoar é uma coisa difícil. Tanto para oferecer, quanto para aceitar.”

O livro intercala o presente e passado. Ben narra o que estão passando e também nos relata o passado ao longo dos anos com sua esposa.

Além de entreter, a obra age ainda de modo motivador, incentivador. Aprendemos com os personagens a ate coragem, vontade de viver, de enfrentar as dificuldades acima de tudo. Nem sempre as coisas saem como planejado, mas cabe a cada um dar  seu melhor e seguir em frente.

O livro ganhará uma adaptação para os cinemas ainda esse ano (2017), tendo nos papéis principais Kate Winslet (de Titanic) e Idris Elba (de Mandela). Torço para que façam jus a qualidade do livro.

Depois Daquela Montanha merece um destaque especial no universo literário e certamente conquistará fortemente cada um que se permitir viver essa história incrível!

“Às vezes me pergunto como foi que você se apaixonou por mim. Você acredita em coisas que não pode ver e fala uma língua que só os corações conhecem.”

Resenha – Big Little Lies

Por Thales Eduardo
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12 de Março

“Às vezes as pequenas mentiras acabam sendo as mais letais.”

Lançado pela HBO no dia 19/fevereiro, Big Little Lies chegou arrasando e já me conquistou logo de cara.

No primeiro episódio somos apresentados à três fortes protagonistas: Madalaine (Reese Witherspoon), Celeste (Nicole Kidman) e Jane Chapman (Shailene Woodley). A série nos mostra a vida de cada uma e como estão cercadas por intrigas. Mas o grande mistério da série é uma morte misteriosa, na qual não temos nenhuma informação.

A construção por cada protagonista e comentários dos interrogados nos levarão a noite fatídica e ao que de fato aconteceu.

A série é baseada no livro de Liane Moriarty, Pequenas Grandes Mentiras, lançada pela editora Intrínseca.

Quando falamos em adaptação, quase em todos os casos, os livros nunca são superados. Mas Big Little Lies mostrou que é possível sim fazer algo tão bom quanto o livro. Nunca pensei que diria isso, mas acredito que a série tenha até superado o livro, o qual não me agradou de uma maneira geral.

A série foi construída de uma maneira que prende o telespectador através da sua narração contagiante. Aos poucos vamos conhecendo cada personagem e a fachada de vida perfeita que todos carregam vai caindo lentamente. Cada uma tem seus próprios dramas e dilemas, mas fazem de tudo para que isso não seja percebido pelos demais.

Reese, Nicole e Shailene dispensam comentários, assim como todo o elenco de peso que a série traz. Até mesmo os atores mais novos estão bem nas atuações, fechando com harmonia a obra.

Big Little Lies terá 7 episódios e cada episódio é lançado no domingo na HBO, vale conferir!

Coluna – Progressão Geométrica Literária.

Por Thila Barto
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11 de Março

Sabe o que eu acho engraçado? Nós amantes, impulsivos, apaixonados, doentes, loucos, aficionados – okay, exagerei um pouco – pela literatura, temos uma mania em particular, entre milhares, que é sempre pensar a seguinte frase:

Queria que eu tivesse tempo suficiente para ler todos os livros da minha pilha, lista, indicados por alguém e os parados na estante.”  

Quem nunca pensou isso?  

Sempre achei que essa missão seria de alguma forma possível mas depois de entrar em uma conversa quase sem fim com uma amiga, percebi que vivemos uma doce ilusão. 

Viver mais anos, ou até ficar preso no tempo de alguma forma, só ocasionaria listas cada vez maiores! Quando abrimos sites como submarino e americanas para comprar apenas aquele livro mega desejado, finalizamos a compra com uns 5 no carrinho. Quando entramos em alguma livraria só pra dar aquela olhadinha, saímos com 3. Ao entrar no skoob para marcar o livro que leu, a sua lista de desejados ganha mais uns 10 livros pelo menos. E quando lemos um livro simplesmente espetacular, lá vamos nós atrás de todos os livros do autor. 

Então imaginem… Nossas listas cresceriam como uma progressão geométrica sem expectativas de um dia ter fim. 

Mas fala sério, que deliciosa aventura é viver essa Missão impossível que nem o infalível James Bond seria capaz de cumpri-la. 

Prometo falhar imensamente nessa tarefa. Já estou falhando há tempos mesmo, rsrs.


<3 

Resenha – Pax

Por Thales Eduardo
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7 de Março

Título: PAX
Título original:  PAX
Autora: Sara Pennypacker
Tradução: Regiane Winarski
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Página no Skoob: Clique Aqui!

“Você não está onde deveria estar. Alguma coisa ruim vai acontecer, porque você não está onde deveria.”

Peter e Pax. Garoto e raposa. Amigos inseparáveis que tiveram que se separar.

Deixar Pax para trás foi uma tarefa quase impossível para Peter. Partiu seu coração. Mas era necessário, como seu pai lhe explicou. A guerra estava chegando e o garoto precisava agora ficar com o avô, já que seu pai iria para o campo de batalha.

Só que no mesmo momento em que chegou a casa do avô, Peter percebeu o tremendo erro que cometeu. Ele havia traído seu amigo mais fiel. Então era preciso consertar isso. Ele precisava fugir e buscar seu amigo.

Enquanto isso, Pax aguardava seu garoto. Ele sabia que Peter iria voltar, que seu amigo não poderia ter lhe abandonado. Só que Pax, desde muito novo, foi criado em casa. Não conhece a floresta e seus perigos.

Ambos amigos viverão diversas aventuras e precisarão suportar as adversidades pelo caminho. Tudo para ter um ao outro de volta.

“A verdade mais simples pode ser a coisa mais difícil de enxergar quando envolve a nós mesmos. Se você não quiser ver a verdade, vai fazer o que for preciso para disfarçá-la.”

Pax é um livro que retrata a inocência em meio as dificuldades da vida. Mostra ainda o poder de uma amizade e o que podemos fazer por ela.

Sara nos leva através da sua narração de uma maneira muito fácil. Conseguimos imaginar as cenas, sentimos o que os personagens estão sentindo e torcemos para que no fim fique tudo bem.

Os capítulos curtos e intercalados entre raposa e garoto nos aproximam de ambos e nos revela o que cada está vivendo naqueles momentos.

As expectativas, desde o lançamento, sempre foram altíssimas. Acompanhei críticas entusiásticas sobre Pax que só me deixaram ainda mais ansioso. Entretanto, a parte inicial do livro foi um tanto frustrante.

Não estava conseguindo me conectar com história e personagens. Tinha impressão que leitura fluía, mas eu sempre estava a um passo atrás. Só que isso mudou completamente em uma determinada parte do livro.

Em uma cena em especial, finalmente, Pax me conquistou, me encantou. Os capítulos, a partir disso, se tornaram ainda mais empolgantes. Havia encontrado aquele livro que tantos elogiavam.

Pax é um livro repleto de aventuras no qual o leitor se sente parte da história.

Vale ressaltar também o trabalho gráfico desse livro. Além da capa dura, a obra possui ainda diversas ilustrações sobre determinados momentos da história, dando forma ao que está sendo narrado.

Outro ponto importante que o livro aborda, apesar de não aprofundar, é a guerra. Como um plano de fundo, podemos observar a maneira como algo tão terrível marca aqueles que já participaram dela e aqueles que estão enfrentando-a pela primeira vez.

Enfim, você certamente irá se envolver com Peter e Pax. Vai torcer por eles. Vai sofrer com eles. Vai amá-los!

Recomendadíssimo, Pax é uma ótima opção de leitura!