Mês: Abril 2017

Resenha – A Última Camélia

Por Thila Barto
|
28 de Abril

Título: A Última Camélia
Título original: The Last Camellia
Autora: Sarah Jio
Tradução: Ana Paula Mello
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Página no Skoob: Clique aqui

“De acordo com este livro, as camélias podem viver por centenas de anos, o que as faz as melhores guardiãs de segredos entre todas as plantas e árvores”

Nossa! Como não adorar Sarah Jio? Recuperei o fôlego só agora que terminei a frenética leitura do livro. Mas antes que eu me adiante com uma lista de elogios, surpresas, surtos e até algumas pequenas decepções, vou falar um pouco da história, sem spoilers, eu prometo.

Tudo começa no início dos anos 1800 no interior da Inglaterra, na visão de uma simples senhora que trabalha cuidando dos jardins da Mansão Livingston. Seu marido, havia comprado uma muda de uma camélia que, segundo o vendedor, era raríssima pois a única árvore conhecida estava plantada no jardim da própria Rainha e protegida pelos muros do palácio. A senhora repreende o marido por ele ter acreditado no vendedor e principalmente por ter gastado tanto dinheiro em uma muda fajuta. 

Anos se passam e, mesmo com uma intensa dedicação do marido, nada da camélia florir. Após a sua morte, eis que nasce a rara camélia branca de pontas rosadas, a  Middlebury Pink. Entretanto a tão preciosa planta resolveu florir em um péssimo momento: A camélia da rainha havia sido dizimada por um vendaval e ela descobriu que um dos antigos jardineiros havia extraído uma muda e vendido para um agricultor, assim ela ordena seus criados a procurarem sua amada camélia e prendessem a pessoa que está em sua posse. Mesmo com ordens expressas da rainha, a senhora resolve proteger a camélia em nome de seu marido.

Logo após isso somos levados aos anos 2000, onde conhecemos Addison, uma paisagista americana cheia de segredos e dona de um passado sombrio. Ela estava levando uma nova vida ao lado de seu marido, Rex, porém, um de seus maiores medos se torna real: o cara que ela mais teme está fora da cadeia e ele é a única pessoa que sabe sobre seu passado. Ele começa a ameaçá-la pedindo uma enorme quantia de dinheiro e, se ela não conseguisse rapidamente, ele contaria quem ela realmente é para Rex, colocando assim seu recomeço e sua nova vida a perder.

Em uma tentativa de fugir de seus problemas, Addison sugere para Rex uma viagem à Inglaterra, mais precisamente para a nova mansão comprada por seus sogros para passar uns dias de férias: a Mansão Livingston.

“Plantas invasivas eram uma praga; a única maneira de evitar que elas voltassem era encará-las, lutar contra elas e vencer a batalha. Qualquer outra medida era apenas temporária. Suspirei, pensando em minha própria vida. Eu estava deixando as pragas crescerem em volta de mim. Elas estavam ameaçando minha felicidade e, de certa forma, minha vida. Então por que eu não podia enfrentá-las?”

Logo após isso, mais uma vez, fazemos uma viagem no tempo, para 1940, onde conhecemos Flora, uma moça humilde, e também americana, que cresceu na padaria dos pais fazendo os mais variados tipos de pães para ajudá-los. Ela adorava o que fazia, mas no fundo sua grande paixão era a botânica. É por este motivo que ela trabalhava como voluntária no Jardim Botânico de Nova York.

Contudo, em um dia rotineiro na padaria, surge um senhor com uma oferta para ela: localizar a lendária Middlebury Pink em troca de uma quantia de dinheiro bastante significativa que seria capaz de pagar todas as dívidas da família. Flora fica aturdida com a oferta. Ela sabia que tipo de pessoa que ele era: um ladrão de flores em busca de fortunas.

Entretanto, a situação financeira da família piora e Flora decide aceitar a oferta, mesmo com todas as consequências que vinham com a missão. Ela não conta a verdade para os pais pois eles jamais permitiriam que ela aceitasse, então ela inventa que irá trabalhar no Jardim Botânico de Londres, sendo que, na verdade, ela trabalhará na Mansão Livingston disfarçada como babá das crianças.

Bom, agora sigam a lógica: a muda da Middlebury Pink foi plantada no começo dos anos 1800; Flora foi mandada em 1940 à Inglaterra para procurá-la, e Addison, nos anos 2000, está na mansão aonde tudo começou. Será que a camélia sobreviveu durante esse tempo todo? Como a história de todos se cruzam? Só lendo você irá descobrir, é claro.

Conforme os capítulo vão passando, mais mistérios vão sendo inseridos no livro, como uma série de garotas desaparecidas nos anos 1940 e o assassinato da esposa do Lorde Livingston. Os capítulos são mega curtos, permitindo assim uma leitura super rápida, porém não muito aprofundada. Isso é a única coisa que me incomodou no livro… mentira… tem só mais um detalhe no final que não tem como comentar sem falar spoilers. Ficou aquela coisa: “meu livro tá faltando página, só pode!”, mas fiquem tranquilos, os segredos são revelados, rsrs! De resto, só tenho o que elogiar.

O cenário é realmente fantástico e é impossível largar o livro. Mesmo com a inúmeras viagens no tempo o livro não é nada confuso! Muito pelo contrário, pois temos Addison no presente tentando entender toda a história da Mansão e quando ela acha algo, somos levados para narração de Flora; então você quer ler o capítulo de Flora logo pra saber o que Addison descobriu, mas no capítulo da Flora, ela passa por algo que seria uma excelente pista para Addison desvendar um segredo, porém o capítulo acaba e voltamos para Addison, ai lá vai você, querer ler logo o capítulo da Addison para ler o da Flora… isso vira um ciclo vicioso maravilhoso!
Ps: Não sei se ficou confuso, mas espero que entendam o que eu quis dizer, rsrs.

O tempo todo fiquei criando suposições/soluções na minha cabeça com o intuito de ligar todos os personagens juntamente com os mistérios e os inúmeros segredos que os personagens carregam. Confesso que fiquei besta quando tudo foi conectado, “como não vi isso”, “como não imaginei aquilo”…

Só me resta dizer: Leiaaam! Vale super a pena. Sarah Jio é maravilhosa!

<3

Resenha – Quando A Bela Domou A Fera

Por Alê Lendo
|
23 de Abril
Título: Quando A Bela Domou A Fera
Título Original: When Beauty Tamed the Beast
Autor(a): Eloisa James
Tradutor(a): Thalita Uba
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 311
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.

” – Já fui beijada por um príncipe – lembrou ela. Concorrência – disse ele, os olhos brilhando ainda mais. – Sou tremendamente competitivo, sabia disso?”

PIERS para LINNET

Pergunta simples: Porque não lemos ELOISA JAMES antes, POR-QUEEÊ???

Caro amigo, se você que até pouco tempo, como eu, não conhecia o trabalho de Eloisa James, faça-se o imenso favor de ler este livro, e rápido! Se não vai ficar passando vergonhas nas redes sociais, porque não conhece o que acredito ser umas das melhores escritoras do gênero e um dos melhores romances de época que você vai ler este ano.

A EDITORA ARQUEIRO inicia as publicações de ELOISA JAMES no Brasil com o romance de época “QUANDO A BELA DOMOU A FERA”, 2º livro da série da autora intitulada “CONTOS DE FADA”. Serão cinco livros:

 

Livro 1. Um Beijo À Meia Noite.

Livro 2. Quando A Bela Domou A Fera.

Livro 3. O Duque É Meu. (capa não divulgada)

Livro 4. A Duquesa Feia.

Livro 5. Era Uma Vez Uma Torre. (capa não divulgada)

 

Em “QUANDO A BELA DOMOU A FERA” vamos conhecer LINNET THRYNNE, a filha do pouco influente Visconde Cornelius Sundon e de sua esposa Rosalyn Sundon. A Viscondessa Rosalyn é conhecida por duas razões: sua estonteante beleza e sua inúmeras e escandalosas paixões vividas com os homens da sociedade.

Certa noite, durante um fatídico baile, LINNET foi vista sendo beijada pelo príncipe Augustus Frederick, o cobiçado Duque de Sussex.

Claro que este é motivo de sobra para arrastar qualquer mocinha ao altar, mas junte a isso um camarão estragado que lhe causou um mal estar súbito – depositado em um vazo em meio ao salão de festas, pois não foi possível alcançar o banheiro – e um infeliz vestido de um modelo mais drapeado do que o necessário abaixo ao farto busto de Linnet.

Pronto, rapidamente a sociedade já havia traçado seu destino: Ela era uma perdida, uma desavergonhada – como a mãe – e pior, estava grávida do Duque de Sussex.

Mas Linnet não está grávida. Ela nem sequer gosta do Príncipe Augustus. Achou uma boa ideia permitir que ele a cortejasse para que fosse desobrigada a ter que dar atenção aos outros cavalheiros, afinal, todos entenderiam que ela era a “possível eleita” do príncipe. LINNET achava os homens tolos, mal cheirosos e incoerentes. Os beijos tinham salivas demais e eles sempre a olhavam em adoração, como se ela fosse um pedaço de carne a ser agarrado e degustado rapidamente.

Dada as circunstâncias, sua Tia Zenobia e seu pai têm uma brilhante ideia. Oferecer Linnet, e o filho de sangue real que ela carrega, em casamente ao filho do Duque de Windebank, afinal, o Duque tem um problema bem maior nas mãos.

Robert Yelverton, o Duque de Windebank, tem uma tarefa quase impossível. Arranjar uma noiva para seu intragável, prepotente e inteligentíssimo filho e médico, o Conde de Marchant, PIERS YELVERTON.

PIERS YELVERTON é conhecido não só por ser um médico brilhante, mas principalmente por sua soberba e colocações quase sempre rudes, diretos e vis. Ainda quando criança, Piers sofreu um acidente que lhe atrofiou o quadríceps direito, deixando-o coxo. Ele vive isolado em seu castelo em Gales que também funciona como hospital, e acabou de ser avisado por seu mordomo que seu pai – a quem não vê há anos – está a caminho do Castelo trazendo uma bela esposa grávida para desposá-lo.

Piers não quer e não vai se casar. E este é apenas um dos vários castigos que impôs ao pai por tudo o que este fez a ele e a sua mãe, mas ele sabe o quanto é importante para o pai um herdeiro, e todos sabem que Piers nunca lhe dará um herdeiro.

A primeira  intenção de Piers é dar fim a toda aquela encenação patética, afinal, ele é médico, e não precisou nem de dez minutos para saber o que realmente estava acontecendo, mas ele se vê imensamente intrigado com aquela linda espécime do sexo feminino, dona de observações rápidas, inteligentes, inocentes e engraçadas.  

Tudo o que está descrito acima, você irá encontra nas primeiras cinquenta páginas de “QUANDO A BELA DOMOU A FERA”, porque, acreditem, esta história é MUITO MAIS do que está breve síntese. Eloisa James foi versátil e ágil para apresentar todo o cenário, peças e personagens que trama exigia para ser contada. Tudo contado de maneira fluída, envolvente e dinâmica. 

Depois que as cartas vão à mesa, fica tudo por conta da colcha de retalhos que montamos com as descobertas feitas no dia a dia do Castelo/Mansão/Hospital. Como está sempre chegando e saindo pacientes, os assuntos não param, e os diálogos de Linnet e Piers são no mínimo inebriantes. Eloisa James é sempre muito sensível e sarcástica na medida certa, você passa o livro todo suspirando e rindo.

Por mais que Eloisa tenha desenhado Pier como um homem sombrio, amargo e pedante, uma verdadeira Fera sem misericórdia e limites, e ainda por cima coxo, é impossível não se apaixonar. Todo aquele charme displicente, aquele ar misterioso e amor próprio inexistente, me hipnotizou desde o primeiro momento. Talvez eu tenha que dar um certo crédito a piscina natural do Castelo de Marchant, onde Pier exercita suas pernas e promove algumas aulas de anatomia humana  ir-re-to-cá-ve-is.

Não passa desapercebido a sútil crítica a uma sociedade extremamente hipócrita, intolerante e moralista. Infeliz, é o destino reservado as pobres mulheres bonitas desta época. Linnet já estava marcada, destinada a ser julgada e condenada. Tudo porque é muito bela e possui um corpo exuberante. 

Adoro romances de época e às vezes me pego surpresa ao notar que pouco mudou na maneira como a sociedade trata e julga as mulheres. Ainda somos vítimas de pré-conceitos e julgamentos baseados em opiniões equivocadas, como roupas curtas, roupas longas, cor do batom ou qualquer outro argumento raso e sem nenhuma credibilidade.

Uma curiosidade muito comentada – e bem explicada no final do livro – é que PIERS YELVERTON foi inspirado no personagem interpretado eximiamente por Hugh Laurie, o amado, odiado, admirado, detestável – já falei amado? – Dr. Gregory House. Piers tem aquele humor negro, aquela grosseria gratuita e um conhecimento médico incontestável, mas também tem uma sensibilidade aguçada e uma alma que clama por perdão e amor.

Eu estou totalmente apaixonada por esse livro! A reviravolta e a inversão de papéis no final da história (gente, eu fiquei muito tensa com as últimas páginas deste livro) foi o toque de maestria que me arrebatou e me deixou absolutamente inquieta e ansiosa pelos próximos livros.

Resenha – Caraval

Por Thales Eduardo
|

Título: Caraval
Título original: Caraval
Autora: Stephanie Garber
Tradução: Camila Fernandes
Editora: Novo Conceito
Páginas: 400
Página no Skoob: Clique aqui

“Bem-vindos, bem-vindos ao Caraval! O maior espetáculo na terra ou no mar. Aqui vocês conhecerão mais maravilhas do que a maioria das pessoas vê em toda uma vida.”

Ao longo dos anos, Scarlett escreveu cartas ao Mestre Lenda do Caraval, pedindo uma oportunidade de conhecer ele e toda sua equipe. Sempre se falou da magia que envolvia o Caraval e Scarlett sonhava com isso em sua vida.

Entretanto, os anos passaram e uma resposta nunca chegou. Agora ela fora prometida a um duque misterioso. Apesar de não conhecer pessoalmente seu futuro esposo, ela troca cartas constantes com ele. Será que é possível conhecer totalmente uma pessoa através de suas palavras?

Scarlett vive com sua irmã Donatella e com o pai, um grande carrasco que aterroriza as filhas. As punições são severas e fugir dessa situação já se mostrou inviável. Scarlett sabe bem o resultado que teria caso tentasse fugir, o pai fez questão de mostrar a filha para que não restasse dúvidas.

Todas as esperanças de Scarlett estão no casamento e na promessa de uma vida melhor, para ela e para a irmã. O que ela não esperava era que poucos dias antes do casamento fosse receber a tão esperada resposta do Mestre Lenda do Caraval. Na carta há três convites para participar do Caraval desse ano, sendo que o ganhador vai poder realizar um desejo.

Apesar de ser tudo o que sempre sonhou, Scarlett sabe que seu tempo já passou. Não pode mais correr esse risco. Precisa focar nesse casamento e lutar pelo futuro melhor.

Mas Donatella percebe a grande oportunidade que as irmãs ganharam e com a ajuda de um misterioso marinheiro, Julian, sequestra a irmã e a leva até o Caraval. Só que logo na chegada, Donatella desaparece e ao que tudo indica se tornou a peça principal do Caraval.

Agora Scarlett terá que entrar no jogo e salvar sua irmã. Enigmas, mentiras, mistérios e até morte… O Caraval é uma mistura entre o ilusório e o real, sendo que a linha que separa isso não é fácil ser percebida.

O tempo está passando. O jogo já começou!

“O que quer que tenha ouvido sobre o Caraval não se compara à realidade. É mais do que só um jogo ou apresentação. É a coisa mais parecida com magia que você verá nesse mundo.”

Caraval parte de uma premissa simples: a busca de uma vida melhor. É a partir disso que a autora cria de forma única um grande jogo, repleto de detalhes e magia. Essa mistura se mostrou satisfatória, tanto que nem estamos mais falando de um livro único, mas sim do primeiro livro de uma série.

Stephanie Garber narra com habilidade sobre esse cenário tão exótico que criou. A maior parte do livro é no próprio jogo, então o leitor pode ficar tranquilo que aos poucos vai conhecendo cada detalhe disso tudo. Mas claro, não espere que a autora vá revelar todos os seus segredos assim logo de cara.

Interessante destacar que os diversos rumos que essa leitura gera. Há sempre muitas coisas acontecendo durante toda a história, muitas trajetórias que definem os personagens. Então não é apenas uma jovem buscando sua irmã. Existe muitas outras coisas acontecendo paralelamente na vida da personagem.

É fácil ser conquistado por essa aventura da Scarlett e mais fácil ainda se deixar levar nas palavras de Julian. Nesse grande cenário, mocinho e vilão são facilmente confundidos. Tudo vem através de enigmas. Caraval convida o leitor a participar do jogo, acompanhar de perto tudo que está acontecendo e tirar suas próprias conclusões.

Não posso dizer que funcionou completamente para mim. A leitura foi um tanto quanto arrastada e senti falta de mais detalhes sobre o Caraval, sobre o jogo. Talvez venha nos próximos livros, então teremos que aguardar. O desfecho do livro me agradou, mas ainda assim tive a impressão que a autora acabou se perdendo ao longo do livro, querendo envolver muita coisa e deixando a desejar em tudo. Claro que esse leque foi interessante para o livro, mas é ainda mais importante ter um objetivo principal, um foco de tudo aquilo. Só tendo tudo isso bem definido e consistente é que se pode buscar outros desdobramentos que acrescentaram na obra.

“Cada pessoa tem o poder de alterar o destino se for corajosa o bastante para lutar pelo que deseja acima de tudo.”

Um livro não ser aquilo que você esperava não significa que ele seja ruim. Foi o caso com Caraval. Apesar das expectativas não atingidas, consigo perceber a beleza do livro e da sua história. Para os que gostam de uma boa aventura envolvendo mistérios e romance, Caraval é a escolha certa!

PS: O lançamento de Caraval está previsto para ainda esse primeiro semestre do ano (09/jun). #SaveTheDate

Trilogia “Olho por olho”

Por Lucas Florentino
|
20 de Abril

Vamos combinar, não existe sensação melhor do que chegar ao fim de uma trilogia ou série, não é mesmo? É aquele sentimento de dever cumprido, de finalmente descobrir o fim de uma história que você já vem acompanhando há algum tempo. Eu não sei vocês, mas eu sou daqueles que fica profundamente agoniado só de saber que uma série que eu gosto já lançou o último livro e eu ainda não li. Bom, é sobre isso que eu vim falar para vocês nesse post. 

Há alguns anos, eu dei início a leitura da série Olho por olho, das autoras JENNY HAN e SIOBHAN VIVIAN, mas algo vinha me impedindo de dar sequência com a leitura dos outros livros da série: a publicação do último livro. Na época, rodava um boato de que a NOVO CONCEITO, editora que publica a série aqui no Brasil, não iria lançar o último livro. Quem inventou essa história? Não me perguntem. Só sei que logo já bateu o desespero. Eu já havia lido o primeiro livro e me incomodava muito saber que a trilogia ficaria incompleta na minha estante. Pior ainda, caso eu não optasse por ler em inglês, eu ficaria também sem saber o final da história.

Maaaaaaaaas… felizmente, no ínício de 2017, quatro ano depois de lançar os dois primeiros volumes, a NC ouviu as minhas preces e publicou o tão aguardado último livro. Preciso dizer que surtei? Eu finalmente consegui ler Fogo contra fogo e agora vim fazer um apanhado geral e tentar te convencer a ler essa trilogia também. RELAXA PORQUE ESSE POST NÃO CONTÉM SPOILERS! 

OLHO POR OLHO

“Ninguém pode jamais saber o que vamos fazer. O que fizermos juntas viverá e morrerá conosco. E, se vamos mesmo fazer isso, ninguém pode desistir na metade do caminho. Se for para entrar, é para ir até o fim. Até nós três conseguirmos o que queremos. Senão, bem… você pode se considerar a caça. A estação de caça vai abrir, e nós teremos muita munição para usar contra você.”

O pontapé inicial dessa história é a vingança. Lillia, Kat e Mary são três garotas que, aparentemente, não tem nada em comum umas com as outras, a não ser o fato que elas moram na mesma ilha, frequentam a mesma escola e, bem, querem se vingar de alguém. Cada uma delas tem um motivo, uma pessoa que as machucou no passado, então juntas elas fazem um pacto para dar o troco, afinal, aqui se faz, aqui se paga.

Se você chegou a ler o primeiro livro e achou que alguns dos motivos que as deixaram com essa sede de vingança foram motivos fúteis,  lembre-se que estamos falando de adolescentes com problemas adolescentes. Os pensamentos que temos nessa fase da vida acabam se multiplicando e recebendo uma carga dramática muito maior do que é realmente necessário. Então, para aproveitar melhor a leitura e não sair por aí com julgamentos, lembre-se da sua época de adolescente e curta essa história, que aliás, tem muito mais a nos contar. 

DENTE POR DENTE

O segundo livro é, para mim, de longe o melhor. Por um lado, se Olho por olho chegou a ser um pouco infantil e vazio, Dente por dente marca um crescimento muito grande na história e na escrita das autoras.

As coisas começaram a ficar sérias apara Lillia, Kat e Mary. Após colocar em prática os planos de vingança do livro anterior, agora elas têm que lidar com as consequências e aquele sentimento de “fui longe demais”. E é aí que conseguimos ver os lados mais humanos das personagens (okay, de algumas delas, e vocês só vão entender o porque disso se lerem os três livros, rs).

Achei incrível como a história começou a fluir tão rápido desde o primeiro capítulo. Talvez seja pelo final do livro anterior, mas a forma de enxergar a história é bem diferente a partir daqui. As autoras conseguiram me prender do início ao fim e o todo eu ficava agoniado querendo saber o que estava para acontecer, e quando chegou no final… nossa, que final! 

FOGO CONTRA FOGO

Algumas coisas precisam ser ditas sobre Fogo contra fogo… Bom, eu não direi nada sobre a história em si, porque a partir daqui tudo seria spoiler e, como eu disse lá no início, essa não é a minha intenção com esse post.

De certo modo, Fogo contra fogo foi um pouco decepcionante para mim. Se a história conseguiu crescer do primeiro para o segundo volume, infelizmente isso não aconteceu com o terceiro, pelo contrário, a queda foi tão brusca que eu fiquei sem entender o que levou Jenny Han e Siobhan Vivian a ir por esse caminho.

As autoras inseriram um novo elemento que eu, sinceramente, não acredito que contribuiu positivamente. A história toda parte para outro rumo, ou melhor, ela perde totalmente o rumo. Em determinado ponto eu cheguei até mesmo duvidar se essa era realmente a continuação dos dois livros anteriores. Infelizmente não foi o final que eu esperava 🙁

Mas não pense que o livro foi ruim. Não foi isso que eu quis dizer. Por mais que muitas coisas não tenham saído como eu queria, teve muitas coisas que eu gostei muito, principalmente o crescimento de alguns personagens coadjuvantes que acabaram, no final, se tornando meus favoritos. 

-*-*-*-*-*-*-*-*-*-

Se eu recomendo a trilogia depois de tudo isso? Apesar do final, SIM, eu recomendo. Por mais que a história não tenha terminado como -eu- queria, isso não quer dizer que a história seja ruim e que não vai agradar à ninguém. Eu mesmo li vários comentários positivos lá no Goodreads, pessoas dizendo que gostaram muito e que se surpreenderam.

A série toda teve vários pontos que eu gostei muito, como a ambientação e os personagens, e eu jamais jogaria tudo isso fora por causa de um final que não me agradou, afinal, a gente tem que saber aproveitar os pontos positivos e ignorar os negativos se não quisermos ter uma leitura traumática, hahaha.

Então leiam a trilogia Olho por olho e criem suas próprias opiniões sobre ela, e depois venha me dizer o que achou ^^ 

Resenha – Nimona

Por Thales Eduardo
|
18 de Abril


Título
: Nimona

Título original:  Nimona
Autora: Noelle Stevenson
Tradução: Flora Pinheiro
Editora: Intrínseca
Páginas: 271
Página no Skoob: Clique Aqui!

Salvar o mundo? Ser uma heroína amada por todos? Nada disso, Nimona quer mesmo é ser uma grande vilã!

Outro detalhe importante sobre a Nimona: ela é metamorfa. Tem a habilidade de se tornar outro ser facilmente. Para ser a vilã que sempre sonhou, a jovem une-se ao Lorde Ballister Coração-Negro, um grande vilão do reino em busca de vingança.

E não há vilão sem herói e vice-versa. Assim, temos o Sir Ouropelvis que estará sempre pronto pra enfrentar o mal. Ele faz parte de uma instituição que praticamente controla todo o reino.

Com muitas aventuras, a dupla de vilões descobrirá muita coisa, até mesmo que nem sempre os mocinhos são de fato mocinhos.

Minha relação com esse livro pode ser resumida basicamente em “amor à primeira vista”. Nimona me chamou atenção de cara. Não leio muitos títulos nesse estilo literário, mas ainda assim fiquei muito interessado por esse em especial.

Acabei demorando um pouco para conseguir ter meu exemplar, mas toda espera valeu a pena. Com uma diagramação impecável, os primeiros minutos de contato com esse livro são basicamente de apreciação. Dá gosto ver o trabalho incrível feito pela Intrínseca.

Mas não é só a estética que está perfeita, o conteúdo também está a altura.

Noelle criou uma história, basicamente, simples, mas com muito a contar. Os personagens principais possuem personalidades distintas e marcantes e conquistam o leitor facilmente. Bacana que a autora conseguiu criar um passado para cada um deles que justificasse o que se tornaram e os sentimentos que refletem desse passado.

Nimona é totalmente focada na vilania, mas ainda assim é muito divertida e cria um laço forte com Ballister. Já Coração-Negro possui uma magoa muito forte por um episódio do passado e busca vingança por isso. Ouropelvis, apesar de todo o heroísmo que o cerca, sabe que precisa de Ballister e só gostaria de ter de volta algo que se perdeu a muito tempo.

Essa grande jornada dos nossos personagens gera inúmeras reflexões. É tudo escrito de forma natural, as coisas surgem sem que nada seja forçado e a autora consegue fazer o leitor pensar a respeito do que está sendo dito.

Nimona é um daqueles livros que você esquece de tudo ao seu redor quando inicia a leitura. Você provavelmente só vai parar quando acabar e vai perceber como tudo passou rápido demais e como queria de mais histórias da nossa protagonista.

Seja para quem for, Nimona dificilmente decepcionará. O tempo que estiver lendo a obra será repleto de muita diversão, afastando qualquer problema ou preocupação que o leitor tenha.

Leia o primeiro capítulo aqui!

Resenha – 13 Reasons Why

Por Santoni
|
9 de Abril

TH1RTEEN R3ASONS WHY

Dia 31 de Março de 2017 foi o dia em que a Netflix finalmente disponibilizou os tão esperados 13 episódios da série 13 Reasons Why, a adaptação do livro de mesmo nome escrito por Jay Asher em 2007. Aqui no Brasil o livro “Os 13 Porquês” foi lançado pela Editora Ática.

A série conta a breve história de Hannah Baker. Uma garota que se mudou para a cidade não tem muito tempo, aos olhos de estranhos ela seria considerada uma “típica girl-next-door”, mas a vida não é só aquilo que as pessoas enxergam e é isso que Hannah deixa claro ao cometer suicídio e deixar 13 motivos para trás. (mais…)

Resenha – A Menina Que Não Acredita Em Milagres

Por Thales Eduardo
|
4 de Abril

Título: A Menina Que Não Acredita Em Milagres
Título original:  The Probability Of Miracles
Autora: Wendy Wunder
Tradução: Ana Paula Rezende Dias da Silva de Mello
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Página no Skoob: Clique Aqui!

“A ciência não é suficiente agora. O que você precisa é de um milagre.”

Campbell está sem saída. Sua doença evoluiu de uma maneira que praticamente não há mais volta, a morte chegará mais cedo ou mais tarde. Só que a mãe de Cam não desistirá fácil assim da filha.

Após uma pesquisa, descobrem que há um cidade que é conhecida por alguns milagres que acontecem nela. Cam não acredita em nada disso, mas resolve partir nessa loucura em consideração da mãe e da irmã.

Quando chegam na cidade, Cam conhece Asher. E esse encontro mudará tudo, para ambos.

Para Asher, milagres são reais e cercam de uma maneira muito forte sua vida, de modo que ele baseia todo seu futuro nisso. Cam e Asher, opostos claros. Mas numa cidade milagrosa, uma química entre esses dois seria praticamente inevitável.

A fé de um e a descrença de outro transformará os dois jovens. A vida é muito mais do que imaginamos, não importa quanto tempo tempos. Às vezes, só precisamos aproveitar!

E se um milagre acontecer? Que sorte a nossa!

“Você  pode fazer qualquer coisa. Ir a qualquer lugar. Ser qualquer pessoa. O que você quer fazer com  todas essas possibilidades?”

Sendo bem direto, esse livro não foi tudo aquilo que esperava. Mas agora, aqui escrevendo essa resenha, me sinto culpado por fazer qualquer crítica. Bipolar? Um pouco.

Mas assim, eu explico. A Menina Que Não Acredita Em Milagres tem uma história simples, se comparadas as tantas obras que foram lançadas recentemente que envolvem um protagonista doente. Só que ainda assim, ela consegue prender o leitor e envolver na sua narração.

Cam e Asher são bons protagonistas e sei que se fossem melhores aproveitados poderiam conquistar ainda mais. Os demais personagens também tem potencial e até cativam em certos momentos. A história flui sem problemas, com capítulos rápidos e uma narração direta.

Até aqui tudo bem, mas vamos aos pontos que me incomodaram.

Os pontos positivos citados anteriormente também tiveram seu lado negativo. Queria mais dos personagens, mais emoções, personalidades distintas, algo que fosse próximo a realidade. Em muitos momentos senti falta de emoções durante alguns eventos e diálogos.

Apesar de gostar das narrações diretas, ainda assim precisamos definir alguns limites. Em alguns capítulos havia atropelos de informações. Teve capítulos que me sentia perdido, como se eu houvesse pulado alguma parte. A autora escreveu muitas coisas sem dar embasamento ao leitor sobre o que estava falando.

Nos capítulos finais que consegui ter uma aproximação e empatia com os personagens e me fez até reavaliar minha avaliação dos trechos anteriores. Mas ainda não foi forte o bastante para que eu terminasse 100% satisfeito.

Mas se pesquisar, a maioria das resenhas e comentários sobre esse livro são positivas e repletas de elogios. Até cogitei se meu exemplar não veio com uma versão diferente, nunca se sabe. Mas brincadeiras a parte, A Menina Que Não Acredita Em Milagres não é um livro ruim, longe disso. Relatei alguns pontos, só que de toda forma, de modo geral foi uma leitura agradável.

Para os que gostam do gênero, acredito que maior parte terminará satisfeito. Após ler, que tal deixar sua avaliação aqui? Vamos compartilhar nossas experiências de leitura. A minha você acabou de ler, agora eu quero ler a sua!

“Ela inspirou um pouco, o que a animou por um instante. Mas, depois, soltou o ar e sentiu que tudo dentro dela, o estômago, o plexo solar,a garganta, estava sendo remexido por um par de punhos cruéis que a estrangulavam.”