Mês: Maio 2017

Viagem à Hogwarts, ops… Coimbra

Por Thila Barto
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25 de Maio
Sou fã de livros, isso é fato. Gosto daqueles clichês, dos modinhas, de dramas, nacionais, romances e claro, as famosas séries. Dentre todas, existe uma série que não só me conquistou, mas também milhares de pessoas ao redor do mundo, que é o nosso querido e inesquecível Harry Potter. Vai me dizer que você nunca se imaginou com as vestimentas de sua casa preferida – Corvinal <3 -, ou em alguma aula de magia e até sonhar com alguma coruja deixando a tão desejada carta de Hogwarts?
 
Sei que já passei da idade de receber a minha carta, mas ainda acredito que ela irá chegar. A coruja responsável por ela só deve ser estabanada como eu e deve estar perdida no meio do caminho… 
 
Morei em Portugal o ano passado e jamais imaginei que esse país maravilhoso, que carrega tanta história entre suas paisagens mais diversas e está repleto de pessoas engraçadas, teria tantas referências de Harry Potter. Podem me considerar uma poser, eu não ligo nem um pouco, mas ao descobrir que J.K. Rowling, alguns anos antes de iniciar a escrever o nosso queridinho, vivia na cidade do Porto como professora de inglês e que foi inspirada em parte pelo seu avô que contava histórias sobre quando estudava na universidade de Coimbra – uma das primeiras universidades do mundo com aproximadamente 700 anos de história – eu pensei: “Eu necessito conhecer esse lugar!” 
 
Escolhi um final de semana, comprei as passagens e parti rumo à Coimbra com as mais altas expectativas. Se elas foram atendidas? Foi muito mais do que isso. 

Ps: A imagem acima não é minha, o resto é ;). Créditos: PASSOS COELHO EM CHAVES
Não sei se vocês sabem, mas os alunos das universidades em Portugal usam como uniforme aquela capa preta sob uma roupa social e determinados alunos em Coimbra, conforme o seu status, usam aqueles chapéus pontudos como os bruxos de Harry Potter. Então imaginem a minha reação quando cheguei na Universidade e vi os alunos andando nas ruas com essas vestimentas! Liguei pra minha mãe e a primeira coisa que disse não foi “Oi mãe”, “Estou com saudades”, “Está tudo bem?”, foi: “Mãe, eu estou em Hogwarts!” 
Vários portugueses pontuam diversas semelhanças entre o mundo mágico criado por JK Rowling e Portugal, mas não posso afirmar que tudo é verdade, pois afinal de contas, JK nunca confirmou nenhum dos boatos, mas estar nesse lugar e relembrar todas as histórias observando a paisagem… Fica impossível não associar uma coisa a outra.  
Catedral Sé Velha 
 
Um exemplo? O nome do fundador da casa Sonserina, chama-se Salazar, o último nome do ditador português que se manteve no poder por mais de 40 anos. 
A pergunta agora é: Será mesmo que J.K. Rowling se inspirou nos trajes, cidades e história de Portugal para escrever Harry Potter? Eis a questão. 
Além da Universidade, visitei lugares incríveis! Andei em ruínas do império romano – foi UAU – visitei mosteiros – chorei em um deles -, igrejas, praças e parques. Foi bem fácil achar todos os pontos turísticos já que existe um aplicativo de celular que indica todos eles e há mapas por toda a cidade, entretanto foi uma verdadeira ginástica subir e descer as ruas dessa cidade tão montanhosa. Sério, minhas pernas ficaram doloridas o dia seguinte inteiro. 
O que me resta agora é uma enorme saudade e um desejo imenso de voltar para essa cidade que tanto me tocou. 
Espero que gostem das fotos e qualquer semelhança, talvez não seja mera coincidência. 

Resenha – Mentiras Como O Amor

Por Thales Eduardo
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21 de Maio

Título: Mentiras Como O Amor
Título original:  Lies Like Love
Autora: Louisa Reid
Tradução: Ivar Panazzolo Junior
Editora: Novo Conceito
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“Alguma coisa me dizia que eu precisava confiar em alguém, em  algum momento. Mas como eu poderia ter certeza? Como saber em quem confiar?”

O amor é um sentimento muito estimado por todos. Mas como suportar o amor quando ele te sufoca? Quando ele te prende? Quando ele lentamente acaba com sua vida? Será que isso ainda pode ser definido como amor?

A Coisa está sempre a espreita, roubando cada momento de felicidade de Audrey. É claro que ela não pode contar isso para os outros, quem acreditaria numa loucura dessas? Quando ela chega na casa nova com a mãe e o irmão, tudo que ela espera é que os velhos fantasmas fiquem para trás.

O lugar pode não ser tão aconchegante quanto esperava, mas isso tudo acaba ficando em segundo plano quando Audrey conhece Leo. Apesar de serem muitos novos ainda, ambos já tiveram que enfrentar suas próprias batalhas. A conexão entre eles é quase instantânea.

Leo desperta em Audrey um sentimento novo, uma vontade de aproveitar a vida. Tudo é possível, até mesmo enfrentar os problemas mais complicados.

Mas Audrey não vê uma maneira de aproveitar esse futuro cheio de oportunidades que está se abrindo para ela, não sem sua família. Ela ama o irmão e sabe os dois são a base um do outro. A mãe é enfermeira e trabalha incontáveis dias. Audrey precisa ficar com eles, cuidar deles.

Mas ficar significa continuar com A Coisa, que está em cada canto da casa, só esperando o momento em que Audrey baixará a guarda.

O amor prende, liberta, mata. Cedo ou tarde, Audrey descobrirá isso.

“As pessoas sonham com várias coisas, como serem livres, por exemplo. Mas a liberdade é uma ilusão.”

Cada leitura é um mistério. Nunca sabemos de fato o que aquelas palavras irão despertar em nós. Quando comecei Mentiras Como O amor confesso que não tinha grandes expectativas, já que livro havia quase passado despercebido por mim.

Só que logo no primeiro capítulo, Louisa Reid despertou em mim um interesse imediato. Interesse em saber onde aquilo levaria. A leitura ganhou ritmo e quando percebi, largar o livro já era uma tarefa difícil. Simplesmente passava dia pensando no livro e ansiando por o momento em que conseguiria ler mais.

Mentiras Como O Amor superou todas as expectativas. Esse é um livro que mexe com os sentimentos do leitor, o deixa inquieto, o divide entre a vontade de querer ler tudo de uma vez e a vontade de querer que livro dure bem mais.

“Todo mundo tem sua própria dor. Você não precisa ter vergonha disso.E, se você está doente, então pode melhorar. É isso que você precisa ter em mente.”

O mistério central do livro não é tão difícil de prever, mas acredito que essa é a intenção da autora. Acompanhamos de uma forma sofrida o decorrer dos fatos, sabendo do mal que espreita nossa protagonista, mas sem poder ajudá-la. Nada de apenas um romance qualquer, Louisa nos brinda com uma obra tensa e cruel (ainda estou tentando superar alguns capítulos).

Não só assustador, mas revoltante. O livro relata fatos que não deveriam ser vividos por ninguém, ou pior, que não deveriam ser praticados por ninguém. Deixarei aqui tudo nas entrelinhas para não acabarmos em algum grande spoiler, mas quando você terminar leitura irá entender o que estou dizendo.

Enfim, só leia. Permita-se conhecer Mentiras Como O Amor e descobrir tudo que essa história tem a oferecer!

“Eu entendi o motivo de tudo, exatamente naquele lugar, naquele momento. Que a felicidade é ser amada por quem você é sem nenhuma reserva ou hesitação, sem retroceder ou se importar com o que qualquer pessoa venha pensar. Era confiança; era fé; era saber que o amor que você dá fica seguro no coração de outra pessoa.”

Resenha – Sobre a escrita: A arte em memórias

Por Lucas Florentino
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18 de Maio
Título: Sobre a escrita: A arte em memórias
Título original: On writing: A memoir of the craft
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Gênero: Biografia, Memórias
Páginas: 256
Ano: 2015
Skoob: Aqui

 

“Se você quer ser escritor, existem duas coisas a fazer, acima de todas as outras: ler muito e escrever muito. Que eu saiba, não há como fugir dessas duas coisas, não há atalho.”

Antes de mais nada, vou começar este post pedindo desculpas, em nome da minha dignidade, por nunca ter lido Stephen King na minha vida. Sim, podem me julgar. Eu que já estou com quase trinta anos nas costas e uma quantidade incontável de livros lidos na bagagem, hoje posso dizer que estou envergonhado por nunca antes ter dado uma chance para o autor.

“Sobre a escrita” veio parar em minhas mãos quase que do nada, numa manhã qualquer de um dia útil, por causa de um simples e-mail que surgiu em minha caixa de entrada, me presenteando com um ebook grátis, e, felizmente, o livro do King fazia parte da lista de opções. Eu já tinha ouvido falar dele antes, mas, talvez por falta de interesse na época, nunca me preocupei em pesquisar melhor sobre. Mas como livro grátis a gente não rejeita, assim que consegui um tempinho livre entre a correria do trabalho e as obrigações de casa, tratei logo de começar a leitura.

Logo nas primeiras páginas eu já pude perceber que estava totalmente enganado sobre o conteúdo desse livro. Para mim, esse seria mais um daqueles manuais de escrita, bem clichê mesmo, escrito por um renomado escritor de ficção que só estava interessado em acrescentar alguns zeros em sua conta bancária. Para minha agradável surpresa, o livro é muito, mas MUITO mais do que isso. 

“Vamos deixar uma coisa bem clara agora, pode ser? Não existe um Depósito de Ideias, uma Central de Histórias nem uma Ilha de Best-Sellers Enterrados; as ideias para boas histórias parecem vir, quase literalmente, de lugar nenhum, navegando até você direto do vazio do céu: duas ideias que, até então, não tinham qualquer relação, se juntam e viram algo novo sob o sol. Seu trabalho não é encontrar essas ideias, mas reconhecê-las quando aparecem.”

“Sobre a escrita” nos presenteia com a vida de Stephen King. Sim, o próprio autor que já nos contou diversas histórias de personagens icônicos, dessa vez nos conta sobre sua própria vida, desde o garoto que era apaixonado por histórias em quadrinhos, passando pelo adolescente que escrevia um jornal local com o irmão mais velho e distribuía pela vizinhança, até chegar ao grande escritor de histórias de terror que hoje todos conhecemos. 

Mas não é só de memórias que essas páginas estão recheadas. O livro tem sim algumas técnicas de escrita, dicas que o próprio autor utiliza para escrever suas histórias. O diferencial é que, em momento, algum você sente como se estivesse lendo um livro didático. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi que o autor consegue nos ensinar muitas técnicas de forma tão simples que faz qualquer um sentir vontade de terminar logo o livro e correr para o computador, para começar a praticar. E o melhor, em momento algum a leitura foi cansativa ou monótona, como acontece na maioria dos casos quando nos referimos à livros com técnicas do tipo.

Outro ponto que também conseguiu me ganhar ao longo dessas 256 páginas foi que, através do ‘Sobre a escrita’, eu pude conhecer mais sobre o autor e suas obras. Como eu disse lá em cima, eu nunca havia lido nada do Stephen King antes, então ler sobre o processo de escrita e, principalmente, conhecer qual foi todo o caminho trilhado até a publicação de seus grandes sucessos, como Carie, a estranha e Misery, me deixou morrendo de vontade de recuperar o tempo perdido e começar a ler tudo o que eu encontrar que leve a assinatura do autor. (Então esperem pelas resenhas)

“Escrever é um trabalho solitário. Ter alguém que acredita em você faz muita diferença. Eles não precisam fazer discursos motivacionais. Basta acreditar.”

“Sobre a escrita” é um ótimo livro para 1) fãs do Stephen King, que querem saber mais sobre a vida pessoal e profissional do autor, 2) para àqueles que tem alguma pretensão de algum dia começar a escrever e está em busca de algumas dicas que não sejam através de uma leitura massante e 3) pessoas que, como eu, caíram de paraquedas na frente desse livro mas que terão uma experiência de leitura inesquecível!

Resenha – O Dia Do Curinga

Por Thales Eduardo
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11 de Maio

Título: O Dia Do Curinga
Título original:  Kobalmysteriet
Autor: Jostein Gaarder
Tradução: João Azenha Jr.
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 344
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“Um curinga é um pequeno bobo da corte; uma figura diferente de todas as outras. Não é nem de paus, nem de ouros, nem de copas e nem de espadas. É um caso à parte; uma carta sem relação comas outras.”

Após 8 anos de abandono, Hans-Thomas e seu pai cruzam a Europa em busca da mulher que um dia os deixou tentando encontrar a si mesma.

  No meio dessa grande viagem, surge um ser um tanto quanto peculiar. É apenas o começo de uma grande aventura. Hans-Thomas é presenteado com um livro misterioso, que contem grandes segredos e profecias.

O jovem garoto descobre no livro muito mais de si e da sua vida do que jamais imaginou. Agora vive aventuras paralelas, uma com seu pai e outra nas páginas do pequeno livro ganhado. Ou talvez seja uma única aventura, na qual tudo está conectado? Hans-Thomas está prestes a descobrir.

Um encontro, um reencontro. Um segredo passado de geração em geração. Uma história que a humanidade ainda não está preparada para descobrir. Um curinga e sua busca em revelar a verdade para todos. Será um dia possível?

“As pessoas ficariam malucas se os astronautas descobrissem um outro planeta vivo. Pena que o seu próprio planeta não consiga tirá-las dos eixos.”

Incrível. Surpreendente. Esses são alguns dos adjetivos que surgem na minha cabeça quando penso em O Dia Do Curinga.

Após muito anos desde o seu lançamento, fui, recentemente, presenteado com esse livro. Você se interessa pela sinopse, lê algumas resenhas positivas, mas ainda assim, nada vai te preparar para a história contado por Gaarder.

A obra parte da viagem que pai e filho farão em busca da mulher que os deixou. Ao longo dos capítulos,  vamos conhecendo os personagens e a história de cada um. Em uma determinada parada na viagem, Hans-Thomas ganha um livrinho muito especial, que contém um grande e peculiar segredo. É nesse ponto então que temos a grande reviravolta. Real e ficção (será?) se cruzam. Destino ou acaso, seja o que for, o garoto sabe que está diante de algo grandioso.

“Existe cerca de cinco bilhões de pessoas neste planeta. Mas a gente acaba se apaixonando por uma pessoa determinada e não quer trocá-la por nenhuma outra.”

Com uma narração extremamente envolvente, somos facilmente inseridos na história dos protagonistas. O leitor é inserido na cena e vive junto com os personagens cada acontecimento dessa viagem. Não há como não se apegar a cada um deles, protagonistas ou não.

Quando falamos em conteúdo, é possível afirmar que a história desenvolvida pelo autor ultrapassa as páginas do livro. Jostein parte do presente e nos leva no passado através de muitas gerações, sendo que em cada uma ele retrata personagens muito bem estruturados. Ao concluir leitura você percebe a perplexidade do que foi narrado e sua magnitude.

Aventuras, baralho, mitologia, filosofia e muito mais. Cada capítulo está recheado de informações interessantes e que são importantes para o desenvolvimento da narração.

“Vivemos nossas vidas num incrível mundo de aventuras, pensei. Apesar disso, a grande maioria das pessoas considera tudo isso “normal”.”

O Dia Do Curinga é um livro que move o leitor, que provoca. São tantas reflexões interessantes, diálogos bem construídos, dilemas instigantes. Sem falar nos lugares citados. Durante leitura fui pesquisando os locais que pai e filho passavam e sobre a mitologia que tem espaço também. Isso tudo tornou a leitura ainda mais rica do que já é.

A obra entrou facilmente para a lista dos favoritos e já está entre as melhores desse ano. É um livro que gostaria que todos lessem e que sempre indicarei. A sensação de ter algo muito especial e precioso em mãos durante a leitura se confirmou quando concluí. Fica a sensação de que tudo foi narrado exclusivamente a você e que agora o segredo revelado é de sua responsabilidade.

O Dia Do Curinga merece ser lido e relido. Um livro assim não deve, nunca, ser esquecido!

“Não sou de copas, nem de ouros, nem de paus e nem de espadas. Também não sou rei ou valete, nem oito, nem às. Aqui estou eu, um simples curinga.”

Resenha – Eu Estou Pensando Em Acabar Com Tudo

Por Thales Eduardo
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9 de Maio

Título: Eu Estou Pensando Em Acabar Com Tudo
Título original:  I’m Thinking Of Ending Things
Autor: Iain Reid
Tradução: Santiago Nazarian
Editora: Fábrica231
Páginas: 224
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“Eu estou pensando em acabar com tudo. Quando esse pensamento chega, ele fica. Gruda. Perdura. Domina. Não há muito o que fazer.”

Um livro que você dificilmente irá esquecer! É assim que podemos definir Eu Estou Pensando Em Acabar Com Tudo. É indescritível o rumo dessa história e suas reviravoltas.

A grande sacada desse livro é você saber o menos possível, só leia e prepare o coração. Mas de uma forma bem resumida e sem nenhum spoilers, temos a seguinte sinopse:

Casal está indo para a fazenda dos pais do rapaz – Jake -, no qual ele irá apresentar a namorada. Sendo narrado todo por ela, a garota relata seu desejo em terminar a relação, mas sua indecisão em como fazer isso. Para piorar a situação, ela vem recebendo ligações um tanto quanto bizarras de um sujeito anônimo. Só que durante essa viagem, muitas outras coisas estranhas podem acontecer.

Definir o livro assim não está errado, mas saiba que há muito por trás de cada linha. Iain criou uma trama tão envolvente que logo nos capítulos iniciais o leitor já é inserido na história e acompanha tenso o desenrolar de cada situação.

Com uma narração instigante, o autor descreve tudo de uma forma direta, poética e, ao mesmo tempo, assustadora. Há uma tensão muito grande em todos os capítulos, pois estamos agoniados com o que ainda está por vir. Iain brinca com maestria com a mente dos leitores, nos induz ao erro e as reviravoltas nos pegam totalmente desprevenidos.

“Quero entender a mim mesmo e reconhecer como outros me enxergam.”

Sinto que poderia escrever milhares de coisas aqui, mas ainda assim nada faria jus a magnitude deste livro. Eu fiquei completamente sem palavras com final da história. Em nenhum momento cogitei tamanha loucura.

Eu Estou Pensando Em Acabar Com Tudo vai te mostrar que nada é o que parece ser. Simplesmente indico para todos esse livro. Por mais curta que essa resenha tenha ficado, meu sentimento pelo livro é tamanho. Gostaria e poderia falar sobre muitos outros detalhes, entretanto não quero estragar a oportunidade de você descobrir esses itens durante a leitura do livro. Então leia e compartilhe sua experiência conosco. Você certamente irá querer falar sobre a obra quando finalizar!

O que você está esperando? O que você está esperando? O que você está esperando? O que você está esperando? O que você está esperando?

Resenha: A Árvore dos Anjos

Por Thila Barto
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7 de Maio
Título: A Árvore dos Anjos
Título Original:
 The Angel Tree
Autor(a): Lucinda Riley
Editora: Pan
Ano: 2015
Páginas: 496
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Gênero: Romance, Drama, Ficção.
 
“After all, if she couldn’t remember the start of it all, how could she possibly deal with the end?”*


Resenha:

 
MELHOR LEITURA DO ANO! Eu fechei esse livro sem palavras e sem saber lidar muito bem com a minha reação. Eu quase fiquei sem ar, chorei, gritei, gargalhei, morri de medo em algumas partes e quase taquei o livro na parede de tanta raiva, mas… EU AMEI ESSE LIVRO, PRODUÇÃO! Ele quase atingiu o topo da minha lista de favoritos de livros da autora – ‘Hidden Beauty’ é ainda o meu número um – e, sabe o que é o mais sensacional de tudo? É que esse livro é uma republicação do livro de 1996 intitulado como ‘Not Quite An Angel’ e vou poder reler essa maravilha com uma nova visão pois a Lucinda já revelou que um personagem que está vivo em ‘The Angel Tree’, está morto em ‘Not Quite an Angel’ e que a história foi bastante modificada. Como aguentar a curiosidade?

Deixando o surto de lado… Tudo começa na véspera de Natal com David levando Greta de volta para Marchmont, uma enorme mansão que tinha acabado de ser restaurada devido ao terrível incêndio que sofreu. Faziam anos que ele tentava convence-la de deixar sua casa em Mayfair, entretanto, depois de escutar tantos nãos, Greta finalmente aceita. Ninguém sabia se isso seria uma boa ideia pois, afinal de contas, Greta sofreu um horrível acidente 24 anos atrás – o que causou sua amnésia – e Marchmont, era o lugar onde tudo começou. Seria ela capaz de lidar com o seu passado?
 
Mesmo com um certo receio, David tinha esperança que o lugar estimulasse algo no subconsciente de Greta. Ela já tinha tentado diversos tratamentos e nada parecia fazer efeito. Os médicos sempre acreditaram que sua memória voltaria lentamente com o tempo, entretanto, depois de todos esses anos, os médicos passaram a acreditar que Greta, na verdade, não queria lembrar do seu passado.
 

É nesse momento que você deve estar se perguntando: O que será que aconteceu para Greta não querer lembrar de seu passado? Será que foi tão traumático? Que acidente foi esse? Por que Marchmont sofreu um incêndio? Estariam, esses acontecimentos, todos ligados?…

“E quando ela olhou para a casa e, em seguida, para os seus pés submersos na neve, uma memória repentina surgiu: eu já estive aqui antes”**

Decida a fazer uma caminhada sozinha no terreno na casa, para descontrair a tensão que estava na casa, Greta se depara com a sepultura de uma criança que morreu aos 3 anos em frente à um enorme carvalho e, com o tremendo choque, ela finalmente começou a se lembrar. É nesse momento que o leitor é levado para o passado, após o fim da Segunda Guerra Mundial.
 
Nessa época, Greta tinha uma grande ambição: se tornar uma atriz de renome. Porém, sua única saída, era trabalhar no ‘Windmill Theatre’ de Londress e esperar ansiosamente que, algum dia, escutaria uma batida em sua porta do camarim e um grande diretor/produtor iria oferecer uma vaga para algum filme. Acontecia com outras garotas, mas nunca com ela.
 
Sua vida muda de curso quando conhece Max, um soldado americano que a pede em casamento. Ela sempre escondeu sua real profissão dele porque Max, era um cara tradicionalista e jamais aceitaria se casar com alguém do show business. Determinada a fazer de tudo para convencer Max de que ela era garota do seus sonhos, Greta decide que mentir valeria a pena. Ele seria o seu passaporte para uma nova vida.
 
Apenas uma noite antes de partirem para os Estados Unidos, Max, após muita insistência dos demais soldados, decidem fazer uma despedida. E onde eles decidem fazer tal despedida? No Windmill, é claro. Após ver sua futura esposa, praticamente nua no palco, Max parte para os Estados Unidos sem se despedir de Greta. Mal sabia ele que ela estava grávida.
 
Totalmente desnorteada e sem saber o que fazer, David, o comediante que também trabalhava no teatro, oferece o seu chalé em Monmouthshire para Greta, assim, ela poderia esconder a gravidez de todos e começar a vida de novo dizendo que o pai da criança havia morrido na Guerra. O que David não podia imaginar era que Greta iria se casar com o seu Tio, Owen, em Monmouthshire e que, além de perder a mulher que amava, isso acarretaria diversas atrocidades.
 
Após sofrer, o que eu posso descrever como ‘uma brutalidade’ – para não dar spoilers – Greta e sua filha, Cheska , voltam para Londres e, para a sua enorme surpresa, oferecerem para Cheska um papel em um filme. É claro que Greta aceita a oferta. Era o seu sonho se tornar uma atriz e, como não conseguiu, estava disposta a fazer o que fosse possível para que sua filha se tornasse. Assim, Cheska vira uma estrela do cinema britânico com apenas 4 anos de idade, porém, o que parecia ser um conto de fadas, na verdade, se transformou em um grande pesadelo. Mal sabiam todos, que Cheska, não era aquele anjo que aparentava ser.
 
A partir desse momento o livro ganha uma intensidade surreal. É literalmente impossível deixá-lo de lado e eu, como uma grande fã da Golden Age de Hollywood, quase explodi de alegria ao ver citações como Marilyn Monroe, Greta Garbo, Grace Kelly, Shirley Temple, entre outros. Ver essa INCRÍVEL história inserida em uma época que eu tanto amo é de ficar sem palavras.
 
Como em todos os livros da Lucinda, é presente as viagens entre capítulos no presente e passado, porém, esse livro tem um estilo diferente dos demais, o que me deixou extremamente surpresa! Eu jamais imaginei que, algum dia, Lucinda iria escrever capítulos com um intenso e fantástico suspense. Fiquei apavorada em algumas cenas.

“O amor é uma coisa muito estranha, Cheska. Ele pode mudar sua vida, fazer você fazer coisas que, à luz do dia, você saberia que estavam erradas” ***
Repetindo: MELHOR LEITURA DO ANO!
Leiam e se surpreendam! 
 

* – “Afinal, se ela não podia lembrar o início de tudo isso, como ela poderia lidar com o fim?”
** – “As she looked up at the house and then down at her snow-submerged feet, a sudden memory stirred, I’ve been here before.”
*** – “Love is a very strange thing, Cheska. It can change your life, make you do things that, in the light of day, you’d know were wrong”

Resenha – O Sol Também é Uma Estrela

Por Santoni
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1 de Maio

Título: O Sol Também é uma Estrela
Título Original: The Sun Is Also A Star
Autor(a): Nicola Yoon
Tradutor(a): Alves Calado
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 278
Página do Skoob: Clique Aqui
Gênero: Ficção; Romance; YA

“E se formos apenas um desvio na história de outra pessoa?”

Natasha Katherine Kingsley é uma adolescente Jamaicana-Americana de 17 anos que vive ilegalmente nos Estados Unidos da América com seus pais, Patricia e Samuel Kingsley, e seu irmão mais novo Peter. Após seu pai bater bêbado em uma viatura de polícia, sua família foi descoberta e será deportada, sendo hoje seu último dia em Nova York. (mais…)