Mês: julho 2017

Resenha – Por um toque de ouro

Por Lucas Florentino
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27 de julho
Título: Por um toque de ouro
Autora: Carolina Munhoz
Editora: Rocco (selo Fantástica)
Gênero: Fantasia
Páginas: 272
Ano: 2015
Skoob: Aqui 

 

“Você está começando a descobrir o quanto é poderosa. E que sua sorte não vem do acaso…”

Precisamos conversar sobre Carolina Munhoz e Por um toque de ouro!

Já tem um tempo que eu sigo a Carolina nas redes sociais e, para mim, ela sempre foi aquele tipo de autora que me desperta certo interesse, eu tinha vontade de ler seus livros, mas sempre fiquei com um pé atrás porque toda vez que procurei por resenhas e comentários sobre suas obras, minhas pesquisas não trouxeram resultados muito felizes. Isso nunca chegou a ser um grande problema para mim, até porque eu só tinha acompanhado seu trabalho de longe, mas a partir de agora, isso mudou.

Recentemente, por uma forte recomendação de um amigo, iniciei a leitura de Por um toque de ouro, um de seus livros mais recentes. Eu queria conhecer a história e assim poder tirar minhas próprias conclusões. Confesso que, no início, eu ainda tinha um pouco de receio, eu já estava trazendo aquele “preconceito literário” nas minhas costas há um bom tempo e tinha medo de que todos aqueles comentários ruins se confirmassem. Felizmente, não foi o que aconteceu.

Após ler um terço do livro, eu já estava todo empolgado com a história. Eu me interessei muito por toda a mitologia apresentada e fiquei realmente muito impressionado com a forma leve que a Carol conduziu sua escrita. Eu cheguei a última página ansiando desesperadamente pela continuação.

Tudo estaria muito bem (obrigado), se não fosse por um pequeno problema que começou a me incomodar… lembra daqueles comentários negativos que eu disse? Pois bem, assim que terminei a leitura, eu voltei para as resenhas que já tinha lido antes, para tentar entender o motivo daquelas pessoas não terem gostado. Agora, tendo conhecimento da história e da escrita, eu pude perceber que a maioria dos comentários encontrados eram extremamente injustos. E não, eu não sou aquele tipo de pessoa que não aceita a opinião alheia e que é dono de toda a razão que existe no mundo, muito pelo contrário, eu gosto de analisar todos os pontos de vista e tentar entender porque uma pessoa viu de um jeito e eu, de outro.

Acontece que, a maioria dos comentários negativos que eu encontrei, sempre abordam o mesmo ponto: “Carolina Munhoz não sabe escrever fantasia!”. Oi???? Eu sei que esse gênero é um daqueles que tem seus fãs mais fiéis (e críticos), e eu estou longe de ser um grande entendedor do assunto, mas parece que há um pequeno detalhe que parece não ter sido levado em conta pelas pessoas que fizeram aqueles comentários negativos: público alvo!

Grande parte dos fãs da Carol Munhoz é composto pelo público infanto juvenil, então é absolutamente normal que sua escrita acompanhe esse detalhe. O problema é que, quando um livro carrega  o “peso” do gênero fantasia, os leitores já se acham no direito de logo comparar com sucessos como “As crônicas de gelo e fogo”, “O nome do vento”, “O senhor dos anéis”, e por aí vai. A diferença é que esses livros foram escritos para um público diferente, para leitores que têm outros interesses, mesmo quando ainda estamos falando do mesmo gênero literário. Então quando um leitor que está habituado a ler Brandon Sanderson e Patrick Rothfuss, pega um livro da Carol para ler, é óbvio que o que ele vai encontrar ali é algo bem diferente do que ele está acostumado. São histórias diferentes, escritas de formas diferentes, que abordam temas diferentes e, adivinhem só, para públicos diferentes.

(OBS: não estou dizendo que o público infanto-juvenil não seja capaz de entender histórias mais elaboradas, com uma carga dramática mais pesada, nem nada do tipo. Nada impede que um adolescente de 13 anos pegue um livro do George R. R. Martin e tenha uma experiência de leitura inesquecível. O que quero dizer é que a Carol escreve para um público jovem, que deseja ler algo com a qual eles se identificam, e ela soube criar uma história incrível para esses fins)

Me desculpem pelo textão de desabafo, mas é que eu me senti no dever de defender essa autora que eu mal conheço mas já considero pacas ♥ hahaha.

Mas agora vamos finalmente falar sobre o livro (até porque isso aqui é uma resenha, não é mesmo?)

Por um toque de ouro é o primeiro livro da trilogia “Trindade Leprechaun” e conta a história de Emily O’Connell, uma jovem irlandesa, nascida numa das famílias mais ricas de seu país e que desde sempre teve tudo o que quis. Acostumada a estar cercada por fotógrafos e aparecer nos maiores sites de fofocas da Europa, Emily ainda é dona de uma sorte fora do comum. Mas muita coisa está prestes a mudar, e tudo isso começa quando um misterioso rapaz surge e lhe faz importantes revelações. 

“Existem pessoas especiais no mundo. Homens e mulheres que nasceram no exato segundo de um fenômeno mágico raro, quando sua primeira respiração coincide com o instante em que um arco-íris toca o solo. São seres abençoados com o chamado toque de ouro e que possuem um tendência de sorte maior do que a dos outros. A facilidade dessas pessoas de gerar fortunas é imensa e, usando técnicas compreendidas e estudadas, muitas conseguem desenvolver novos dons.”

Emily é mimada, fútil e, por muitas vezes, arrogante. Mas não pense nisso como um problema que irá te irritar durante a leitura. A personagem precisava ser assim. Sua construção, e principalmente, seu crescimento, foram pontos que eu amei nessa história, e não seria a mesma coisa se ela fosse diferente do que nos foi apresentado desde o início da leitura.

Bom, tudo o que eu posso dizer agora é que deixem o preconceito literário de lado e dê uma chance para Carolina Munhoz e seu toque de ouro. Boa leitura ♥

Resenha – Eu Sou A Lenda

Por Thales Eduardo
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25 de julho

Título: Eu Sou a Lenda
Título original: I Am Legend
Autor: Richard Matheson
Tradução: Delfin
Editora: Aleph
Páginas: 384
Página no Skoob: Clique aqui

“O mundo se tornou louco, pensou. Os mortos andam por aí e eu acho isso normal.”

Em 1975 uma praga devastadora transformou para sempre a vida na Terra. Ninguém encontrou a razão nem mesmo uma cura para o que estava acontecendo e, assim, toda população terrestre acabou morta. Todos menos um.

Robert Neville, que não sabe exatamente o porquê de ser imune à praga é o último ser humano. Pelo menos é isso que ele acredita.

Entretanto as pessoas não apenas morreram, elas voltaram na forma de vampiros.

Após quase um ano sem nenhum contato humano, Neville continua resistindo. Ele organizou sua casa criando um sistema que permite sua sobrevivência mas também que repele todas as noites os vampiros que, ansiosamente, o cercam aguardando ter o prazer de lhe pegarem.

Neville passa seus dias buscando encontrar uma explicação lógica para tudo que aconteceu alguns meses atrás e também sente o isolamento constante da sua vida atual.

Mas as coisas nem sempre são tão ruins que não possam piorar, e Neville está prestes a descobrir que aquilo que ele tanto esperava poderá colocar tudo que ele construiu em risco, até mesmo sua própria vida!

“Em um mundo de terror monótono, não podia haver salvação, nem nos sonhos mais loucos.”

Richard Matheson lançou esse livro em 1954, se tornando um clássico que influenciou alguns escritores importantes, como por exemplo, Stephen King.

Mesmo com mais de 50 anos, esta obra não perde seu poder. A história criada por Matheson é um tanto quanto curiosa. Nada de zumbis, o fim do mundo aqui foi causado pelos vampiros, daqueles bem mortíferos que estão em falta na literatura atualmente.

O protagonista foi muito bem criado e mesmo com toda a solidão temos muitos diálogos engraçados que o personagem tem com ele próprio. Esse livro trata também da questão do isolamento. Como isso afeta a vida das pessoas, influenciando drasticamente seus atos.

As partes de suspense são muito bem criadas e prendem o leitor. O único fato que talvez possa incomodar os que buscam isso no livro é exatamente a falta de mais cenas assim. Por exemplo, todas as noites os vampiros cercam a casa de Neville, mas ainda assim você não sente a tensão que deveria sentir. Isso porque conforme é narrado, a casa aparentemente não corre o risco de ser invadida.

“Um homem pode se acostumar com qualquer coisa, se for obrigado a isso.”

Ao decorrer da história vamos descobrindo alguns fatos do inicio dessa praga e em como isso afetou a vida do protagonista. Essa é uma forma de entender todo o sofrimento e crise existencial que o personagem sofre. A solidão absoluta não é algo fácil de ser lidada.

Outro fato que surpreende são as explicações para a praga que assolou o mundo. O protagonista ao fazer uma análise do que aconteceu, acaba desenvolvendo uma teoria que explica tudo. Então, diferente do que ocorre em muitas outras obras, nessa ao terminar você saberá o que de fato causou tudo. Claro que superficialmente, mas ainda assim já é satisfatório.

Está edição da editora Aleph está primorosa, com capa dura e uma diagramação incrível rendendo longos momentos de apreciação. Há também alguns materiais extras interessantes e que tornam a obra ainda mais valiosa.

Matheson conduz a história de uma forma impressionante com um final que supera todas as expectativas. Leia e surpreenda-se!

“Um novo terror nascido na morte, uma nova superstição entrando na fortaleza inexpugnável da eternidade. Eu sou a lenda.”

Resenha – Tigres Em Dia Vermelho

Por Thila Barto
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20 de julho
Título: Tigres Em Dia Vermelho
Título Original: Tigers In Red Weather 
Autor(a): Liza Klaussmann
Tradutor(a): Adalgisa Campos da Silva
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Páginas: 320
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“Às vezes, pessoas assim precisam ser obrigadas a ver como pode ser perigoso o próprio comportamento. Entende o que eu quero dizer?”

 

Gente! Deixa eu falar uma coisa pra vocês, ou melhor, algumas:

Primeiro: Muito drama de minha parte rolará nessa resenha que mal começou mas que já tenho certeza que será esquisita. Desculpa. Pode abandoná-la sem problema algum.

Segundo: São mais de 3 horas da manhã e já faz duas horas e meia que terminei esse livro e precisei ligar meu computador pra falar/digitar sobre a terceira coisa que estou prestes a dizer pois EU NÃO ESTOU SABENDO LIDAR!….

QUE FINAL É ESSE, SRA KLAUSSMANN?

Não estou aqui para dar spoilers. Eu O-D-E-I-O spoilers, mas estou aqui pra dizer que estou me sentido a pessoa mais estúpida deste Universo inteiro pois – eu confesso sem vergonha alguma…aaa, quem eu estou querendo enganar…- EU NÃO ENTENDI O FINAL! Ou entendi e não quero aceitar… To confusa! REAL! Alguém me socoooorrreee!

Cheguei a fazer o que uma pessoa normal tem o costume de fazer em um momento como esse: Gogglei! E, caros, não me ajudou! Só me deixou um tanto mais louca por ler várias opiniões diversas… Eu, sinceramente, não sei se gostei ou não, entretanto uma coisa é fato: o livro me deixou maluuuuca!

Ele começa com duas primas, Nick e Helena, que são totalmente opostas mas inseparáveis em pleno período de guerra. As duas sonham com uma vida melhor. Em serem muito felizes.

Com o fim da guerra, Nick parte para Flórida com o marido, Hughes, um oficial da marinha, e Helena para Califórnia com o novo marido. Tudo parecia bem, mas a vida que esperavam levar estava longe de ser como em seus sonhos. O brilho se perdeu e, mesmo com diversas decepções, ambas continuam tentando levar a vida da melhor maneira possível. Uma recorre à cozinha e ao discos de jazz e a outra ao uísque e remédios para dormir. 

Anos se passam e todos começam a se reunir durante o verão na tão amada casa de família localizada na ilha Martha’s Vineyard, a Tiger House, em busca de conforto e felicidade; como uma fuga da vida de aparências e monótona que levavam. A estrutura da família é abalada mais ainda quando os filhos de Nick e Helena, Daisy e Ed, se deparam com o corpo de uma mulher cruelmente assassinada em uma das idas à Tiger House. Quem é o assassino?…

A partir daí, o livro foca nos próximos verões que todos passam juntos na casa, como o assassinato e, claro, mais alguns outros acontecimentos, influenciaram na vida de cada um. Relacionamentos começam ruir, inclusive a forte amizade de Nick e Helena, indo do amor ao ódio.

Para entender o lado de todos os personagens, o livro é separado em cinco partes, começando com a visão de Nick , depois Daisy, Helena, Hughes e, por fim, Ed. Somente a parte de Ed é narrada em primeira pessoa. 

Além da alternação de personagens, os capítulos não são lineares. Em alguns momentos somos levados ao passado para que um segredo que alguém carrega seja revelado, ou porque um mesmo acontecimento precisa ser narrado na visão de outro personagem.

Comecei o livro empolgadíssima. Não conseguia largar de jeito nenhum. Porém, do meio para o final , eu já não me sentia muito interessada. É legal ver a mesma cena na visão de várias pessoas, mas chegou uma hora que eu ficava: ‘Nossa, isso de novo’. Além da repetição, as decisões dos personagens me irritavam tanto, principalmente as de Helena. Eram tantas contradições que eu tinha vontade de tacar o livro na parede.

O interesse voltou no início da quinta parte e, quando percebi que faltavam apenas 30 páginas pra acabar o livro, bateu o desespero, porque muita coisa ainda não tinha sido revelada… praticamente nada. É claro que no decorrer da leitura imaginamos, deduzimos coisas e ficamos no aguardo das grandes revelações para sabermos se estávamos certos ou para termos surpresas, mas a história não parou de se estender nessas últimas páginas até que, do nada, tudo é ‘cuspido’ de uma vez só e com um fechamento que ODIEI com todas as minhas forças!

Como eu já comentei no início da resenha, eu não sei se entendi o final… e do jeito que entendi, achei que não houve justiça alguma e que a situação da família foi piorada e não melhorada. Não que um livro tenha que ter um final feliz… Eu só queria bons motivos para terminar assim, e se teve, eu não soube enxergar! 

AAAAAAAH, que frustração.

Resumindo: Acho que não gostei. Achei esquisito. Mas eu gostei! Kkkkkk, desculpa ser tão confusa em dar minha opinião, mas é exatamente como estou me sentindo.

 

Leiam, POR FAVOR, e dividam comigo suas opiniões pois preciso de uma luz!

🙂

Resenha – Mestre das Chamas

Por Thales Eduardo
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17 de julho

Título: Mestre das Chamas
Título original:  The Fireman
Autor: Joe Hill
Tradução: Fernanda Abreu
Editora: Arqueiro
Páginas: 592
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“Num mundo cheio de coisas que pegam fogo, ninguém desconfia de um bombeiro.”

Em Mestre das Chamas, Joe Hill nos apresenta uma pandemia que coloca em risco toda a existência humana. Escama de dragão, como é conhecida, causa a combustão espontânea do infectado. Isso mesmo, a pessoa portadora da doença, ao atingir certo nível de infecção, pega fogo, queimando a si mesma e a tudo que está ao seu redor. Não há respostas, ajuda ou solução. Não há cura.

Quando Harper apresenta marcas pelo corpo, um dos sinais da doença, ela sabe que é o seu fim. Mas ela tem ainda uma outra grande descoberta, está esperando um bebê. Grávida e infectada, ela só quer salvar seu filho. Entretanto não poderá contar com a ajuda do marido, que a abandonou (por assim dizer, mais detalhes no livro).

Tudo que ela sabe sobre a doença é colocado em cheque quando ela encontra o bombeiro, um indivíduo que consegue controlar as chamas e usá-las para salvar aqueles que precisam. Mesmo sendo portador, ele de alguma forma encontrou uma maneira de comandar a doença transformando ela em uma arma.

É através dele que Harper encontra um grupo de pessoas, todas infectadas, que apesar de não terem as mesmas habilidades do bombeiro, conseguiram também sobreviver ao que era pra ser fatal.

Só que o caos já espalhou pelo mundo e ninguém sabe nada sobre a doença, então grupos de extermínio se formam e saem em busca dos infectados. Além do perigo externo, Harper nota que a própria comunidade não vive tão em harmonia como aparenta. É um efeito dominó, no qual tudo está ruindo. Só resta saber qual será a peça que definirá o fim de todos.

“É preciso cuidar uns dos outros, caso contrário viver é andar sobre cinzas, um fósforo pronto para ser aceso.”

Quando comecei a leitura de Mestre das Chamas não esperava que leitura fosse se tornar tão complicada, enfadonha. Apesar da ótima premissa, Joe Hill não conseguiu me conquistar com sua narrativa, muito menos com os personagens.

Esperava um suspense, um livro que empolgasse. Mas o suspense é contido, no qual leitura segue sem causar muita tensão no leitor. Na capa tem uma citação que diz o seguinte: “Original e envolvente. As páginas viram sozinhas.”. Gostaria de saber se o Martin realmente estava falando desse livro, pois sinceramente, para mim foi totalmente o contrário. A começar pela originalidade, que se conteve apenas na ideia central da trama. Impressão que fiquei foi que Hill utilizou de clichês para moldar sua trama.

Envolvente? Talvez só os primeiros capítulos, mas quando passam cem páginas, cento e cinquenta, e você percebe que nada está acontecendo de fato é difícil manter animação.

Alguns pontos funcionaram, muitos outros não. Terminei leitura frustrado, tentando entender em que ponto da trama minha empolgação se transformou em tédio.

Resenha – Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir

Por Alê Lendo
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11 de julho
Título: Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir
Título Original: Eleven Scandals To Start to Win a Duke’s Heart
Autor(a): Sarah MacLean
Tradutor(a): Fabiana Colasanti
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 330
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Gênero: Romance de Época, ficção.
“Então Simon disse a única coisa que pôde pensar em dizer, grato pela escuridão que a impedia de ver a verdade em seus olhos. Ver que com uma única palavra ela poderia colocá-lo de joelhos, suplicando por ela.
– A noite acabou.”
Simon Pearson.

E acabou a SÉRIE “OS NÚMEROS DO AMOR” da nossa escritora queridinha de Romances de Época SARAH MACLEAN.

“ONZE LEIS A CUMPRIR NA HORA DE SEDUZIR” fecha com chave de ouro a trilogia das moçoilas mais sem noção do perigo – aliás, sem noção de nada! – da minha estante!

E já vou logo falando, porque eu passei o maior perrengue com esses livros, os livros não SÃO exatamente UMA SEQUÊNCIA, mas não recomendo lê-los de maneira independente, porque eu fiz isso e parei cinquenta páginas depois para ler os dois primeiros, porque as referências dos acontecimentos dos irmãos da mocinha – que são os mocinhos dos outros livros – acontecem a cada minuto.

Pronto, falei.

Agora, vamos lá, sobre “ONZE LEIS A CUMPRIR NA HORA DE SEDUZIR”: ADO-REI, pessoas! (vou fazer a resenha dos outros dois também, mas infelizmente será fora de ordem, porque já estourei o prazo por conta das leituras que tive de passar na frente…)

JULIANA FIORI já chegou a Londres sabendo exatamente o que encontraria: descaso, preconceito e conhecida arrogância inglesa. Mas não outra opções, após a morte de seu Pai, Juliana está sozinha, e seus meios-irmãos são a única família que lhe resta. 

Apesar dos olhares desconfiados, dos comentários maldosos e das fofocas que não param de aparecer, e aumentar a cada segundo, Juliana não dá atenção a opinião da sociedade Londrina. Ela sabe que sua beleza estonteante, expressiva e sensual, seus gestos exagerados e seu sotaque acentuado, mal fazem sombra ao que realmente lhe condenou a estar excluída permanentemente dos salões de bailes e eventos em toda Londres: o passado de sua Mãe, a antiga Marquesa de Ralston.

Resenha – Um Menino Em Um Milhão

Por Thales Eduardo
|
4 de julho

Título: Um Menino Em Um Milhão
Título original:  The One-in-a-Million Boy
Autora: Monica Wood
Tradução: Marcelo Mendes
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
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“Eu tinha um vazio em mim, e quando você é do tipo que tem um vazio, faz o quê? Procura alguém que o preencha.”

Um Menino Em Um Milhão tinha tudo para ser uma das leituras mais emocionantes do ano. Só que, infelizmente, não foi bem assim que o livro acabou se revelando.

A obra desperta instantaneamente o interesse do leitor através da sua interessante sinopse. Um menino escoteiro que se torna amigo de uma centenária, despertando nela uma vontade pela vida que a muito tempo não sentia.

O tempo sempre pareceu mais urgente para ela, ninguém esperava que uma criança morreria tão cedo assim. Mas aconteceu e o impacto disso afetará cada um deles.

Quinn, o pai ausente que nunca conseguiu perceber no filho semelhanças que os aproximassem, agora resolve cumprir o trabalho que falta do filho. Ele ficará encarregado de semanalmente visitar Ona, a centenária, e ajudá-la nas atividades que precisar

Essa relação entre os dois somado a morte do menino farão ambos repensarem a própria vida e os caminhos que os levaram até o presente momento. Será uma grande aventura interior, uma forma de superar a perda e enfrentar o futuro.

É praticamente impossível não criar expectativas com uma premissa assim. Quando peguei o livro em mãos já estava me preparando psicologicamente para o que estava por vim. Só que os capítulos foram passando e quando percebi havia acabado o livro e praticamente não tive nenhuma ligação forte com história.

Talvez a escolha por uma narração em terceira pessoa não tenha colaborado, não consegui simpatizar com os personagens de uma forma que aquilo que estava sendo narrado me tocasse de fato. E isso simplesmente acabou comigo, pois eu queria muito aproveitar cada página da melhor forma possível.

Não podemos negar o imenso potencial de Um Menino Em Um Milhão e talvez saber disso foi o que me deixou tão chateado em não ter gostado tanto assim do livro. Há tantas promessas, caminhos que a autora poderia ter conduzido a história, tantos modos diferente de surpreender lindamente o leitor. A lição que fica é que nem sempre a escolha mais fácil é a melhor, simples assim.

Gostaria tanto de conhecer mais detalhes da relação entre o menino e a senhora, de ver algum sentimento do pai, que na minha opinião passou todo livro olhando apenas para si mesmo e na busca de ter a mulher de volta. Uma mulher que perdeu o filho, que está perdida e que definitivamente não é o que um dia já foi. O que Quinn vê como amor percebo como querer ter de volta algo que um dia já teve e foi bom.

Esse menino tão importante que foi destacado entre um milhão passa o livro nas sombras, sendo pouco lembrado e utilizado. Na minha opinião, os melhores capítulos do livro foram os que o menino estava interagindo, principalmente o último capítulo (não vou soltar spoilers, mas é o melhor capítulo do livro e emociona mais que a obra toda!).

Sinceramente, não gostaria de estar escrevendo uma resenha negativa assim. Mas o que sempre friso é que a leitura é diferente para cada um. Tanto que já li inúmeras resenhas contendo vários elogios desse livro. Então meu pedido é que não deixe de maneira nenhuma que essa resenha interfira na sua leitura. Leia sem julgamentos e compartilhe comigo sua experiência. Espero descobrir que encontraram no livro aquilo tudo que eu procurava!

“Ninguém vai amar você mais do que ama a si mesmo.”

Resenha – Mais Do Que Isso

Por Thales Eduardo
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1 de julho
Título: Mais Do Que Isso
Título original: More Than This
Autor: Patrick Ness
Tradução: Ana Paula Doherty
Editora: Novo Conceito

Páginas: 432
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“Você nunca sentiu que deve haver mais? Como se houvesse mais em algum lugar distante, pouco além do seu alcance, se ao menos você pudesse chegar lá?”

Seth está se afogando. Isso foi uma escolha dele. Ele entrou no mar com esse propósito, colocar um fim em uma vida que para ele não tinha mais sentido. Ainda assim seu corpo luta para se manter vivo, mas essa batalha já está  perdida. O fim chega para o garoto.

Mas talvez há um algo mais nisso tudo. Seth acorda em um mundo completamente devastado e deserto. As perguntas explodem em sua cabeça. O que é aquilo tudo? Onde ele está? Seria o inferno? Um sonho?

Em meio as lembranças da sua vida anterior, Seth busca entender o que está acontecendo. Uma viagem pelo passado e através do desconhecido está apenas começando e ele precisa estar preparado para tudo que está prestes a acontecer.

“Nessa exaustão contínua, a solidão terrível deste lugar o engole, assim como as ondas das quais se afogara.”

Amor e ódio. Como é possível sentir dois sentimentos tão distintos pela mesma coisa? É assim que me sinto em relação a Mais Do Que Isso.

Por mais que eu tente definir o que de fato este livro me causou, não consigo chegar a algo específico. Esse foi um livro que me tirou o fôlego, que me emocionou, que me deixou com muita raiva. A cada capítulo Patrick incitava algo diferente em mim.

Em sua obra, o autor não deixa só seu personagem perdido, mas também causa essa sensação no leitor. Você simplesmente não faz ideia do que está acontecendo e vai aos poucos formando teorias de acordo com o desenrolar da trama.

O livro então varia entre alguns flashes do passado e as descobertas do jovem nesse ambiente desconhecido. Confesso que gostaria muito de ter conhecido mais sobre a vida do Seth. Ansiava por esses momentos em que ele relembrava as coisas que aconteceram com ele antes e sobre os demais personagens que o cercavam. Sobre o presente, tive uma certa resistência. E foram esses trechos que mais me dividiram.

Ao mesmo tempo que eu surtava querendo saber de fato o que estava acontecendo, sentia um medo muito grande de me decepcionar com a escolha do autor. Alguns momentos me irritavam, mas na maioria das vezes a empolgação reinou.

“Temos que mentir para nós mesmos para viver. Senão, ficaríamos loucos.”

Não posso e nem quero comentar muito sobre rumos dessa trama, mas o final me fez soltar um grande palavrão. Sinceramente ainda estou tentando lidar com esse livro. Minha vontade mesmo era ter uma conversa bem séria com o Patrick e cobrar algumas explicações!

Mais Do Que Isso me deixou atônito e certamente não esquecerei dessa história tão cedo. A vontade que tenho é de obrigar cada um ler para que eu tenha com quem conversar sobre tudo isso que está martelando na minha cabeça. Então eu peço humildemente que além de ler, voltem aqui comentar qual foi a reação de vocês em relação a tudo isso que está nesse livro. Vamos surtar juntos!

“Sente como se estivesse no fundo de um poço, com o brilho do sol, a vida e a fuga a quilômetros de distância, sem ninguém para ouvi-lo,mesmo se pudesse pedir ajuda.”