Resenha – Mestre das Chamas

imagesTítulo: Mestre das Chamas
Título original:  The Fireman
Autor: Joe Hill
Tradução: Fernanda Abreu
Editora: Arqueiro
Páginas: 592
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“Num mundo cheio de coisas que pegam fogo, ninguém desconfia de um bombeiro.”

Em Mestre das Chamas, Joe Hill nos apresenta uma pandemia que coloca em risco toda a existência humana. Escama de dragão, como é conhecida, causa a combustão espontânea do infectado. Isso mesmo, a pessoa portadora da doença, ao atingir certo nível de infecção, pega fogo, queimando a si mesma e a tudo que está ao seu redor. Não há respostas, ajuda ou solução. Não há cura.

Quando Harper apresenta marcas pelo corpo, um dos sinais da doença, ela sabe que é o seu fim. Mas ela tem ainda uma outra grande descoberta, está esperando um bebê. Grávida e infectada, ela só quer salvar seu filho. Entretanto não poderá contar com a ajuda do marido, que a abandonou (por assim dizer, mais detalhes no livro).

Tudo que ela sabe sobre a doença é colocado em cheque quando ela encontra o bombeiro, um indivíduo que consegue controlar as chamas e usá-las para salvar aqueles que precisam. Mesmo sendo portador, ele de alguma forma encontrou uma maneira de comandar a doença transformando ela em uma arma.

É através dele que Harper encontra um grupo de pessoas, todas infectadas, que apesar de não terem as mesmas habilidades do bombeiro, conseguiram também sobreviver ao que era pra ser fatal.

Só que o caos já espalhou pelo mundo e ninguém sabe nada sobre a doença, então grupos de extermínio se formam e saem em busca dos infectados. Além do perigo externo, Harper nota que a própria comunidade não vive tão em harmonia como aparenta. É um efeito dominó, no qual tudo está ruindo. Só resta saber qual será a peça que definirá o fim de todos.

“É preciso cuidar uns dos outros, caso contrário viver é andar sobre cinzas, um fósforo pronto para ser aceso.”

Quando comecei a leitura de Mestre das Chamas não esperava que leitura fosse se tornar tão complicada, enfadonha. Apesar da ótima premissa, Joe Hill não conseguiu me conquistar com sua narrativa, muito menos com os personagens.

Esperava um suspense, um livro que empolgasse. Mas o suspense é contido, no qual leitura segue sem causar muita tensão no leitor. Na capa tem uma citação que diz o seguinte: “Original e envolvente. As páginas viram sozinhas.”. Gostaria de saber se o Martin realmente estava falando desse livro, pois sinceramente, para mim foi totalmente o contrário. A começar pela originalidade, que se conteve apenas na ideia central da trama. Impressão que fiquei foi que Hill utilizou de clichês para moldar sua trama.

Envolvente? Talvez só os primeiros capítulos, mas quando passam cem páginas, cento e cinquenta, e você percebe que nada está acontecendo de fato é difícil manter animação.

Alguns pontos funcionaram, muitos outros não. Terminei leitura frustrado, tentando entender em que ponto da trama minha empolgação se transformou em tédio.

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