Resenha – Tigres Em Dia Vermelho

tigesemdiavermelhoTítulo: Tigres Em Dia Vermelho
Título Original: Tigers In Red Weather 
Autor(a): Liza Klaussmann
Tradutor(a): Adalgisa Campos da Silva
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Páginas: 320
Perfil no Skoob: aqui

 

“Às vezes, pessoas assim precisam ser obrigadas a ver como pode ser perigoso o próprio comportamento. Entende o que eu quero dizer?”

 

Gente! Deixa eu falar uma coisa pra vocês, ou melhor, algumas:

Primeiro: Muito drama de minha parte rolará nessa resenha que mal começou mas que já tenho certeza que será esquisita. Desculpa. Pode abandoná-la sem problema algum.

Segundo: São mais de 3 horas da manhã e já faz duas horas e meia que terminei esse livro e precisei ligar meu computador pra falar/digitar sobre a terceira coisa que estou prestes a dizer pois EU NÃO ESTOU SABENDO LIDAR!….

QUE FINAL É ESSE, SRA KLAUSSMANN?

Não estou aqui para dar spoilers. Eu O-D-E-I-O spoilers, mas estou aqui pra dizer que estou me sentido a pessoa mais estúpida deste Universo inteiro pois – eu confesso sem vergonha alguma…aaa, quem eu estou querendo enganar…- EU NÃO ENTENDI O FINAL! Ou entendi e não quero aceitar… To confusa! REAL! Alguém me socoooorrreee!

Cheguei a fazer o que uma pessoa normal tem o costume de fazer em um momento como esse: Gogglei! E, caros, não me ajudou! Só me deixou um tanto mais louca por ler várias opiniões diversas… Eu, sinceramente, não sei se gostei ou não, entretanto uma coisa é fato: o livro me deixou maluuuuca!

Ele começa com duas primas, Nick e Helena, que são totalmente opostas mas inseparáveis em pleno período de guerra. As duas sonham com uma vida melhor. Em serem muito felizes.

Com o fim da guerra, Nick parte para Flórida com o marido, Hughes, um oficial da marinha, e Helena para Califórnia com o novo marido. Tudo parecia bem, mas a vida que esperavam levar estava longe de ser como em seus sonhos. O brilho se perdeu e, mesmo com diversas decepções, ambas continuam tentando levar a vida da melhor maneira possível. Uma recorre à cozinha e ao discos de jazz e a outra ao uísque e remédios para dormir. 

Anos se passam e todos começam a se reunir durante o verão na tão amada casa de família localizada na ilha Martha’s Vineyard, a Tiger House, em busca de conforto e felicidade; como uma fuga da vida de aparências e monótona que levavam. A estrutura da família é abalada mais ainda quando os filhos de Nick e Helena, Daisy e Ed, se deparam com o corpo de uma mulher cruelmente assassinada em uma das idas à Tiger House. Quem é o assassino?…

A partir daí, o livro foca nos próximos verões que todos passam juntos na casa, como o assassinato e, claro, mais alguns outros acontecimentos, influenciaram na vida de cada um. Relacionamentos começam ruir, inclusive a forte amizade de Nick e Helena, indo do amor ao ódio.

Para entender o lado de todos os personagens, o livro é separado em cinco partes, começando com a visão de Nick , depois Daisy, Helena, Hughes e, por fim, Ed. Somente a parte de Ed é narrada em primeira pessoa. 

Além da alternação de personagens, os capítulos não são lineares. Em alguns momentos somos levados ao passado para que um segredo que alguém carrega seja revelado, ou porque um mesmo acontecimento precisa ser narrado na visão de outro personagem.

Comecei o livro empolgadíssima. Não conseguia largar de jeito nenhum. Porém, do meio para o final , eu já não me sentia muito interessada. É legal ver a mesma cena na visão de várias pessoas, mas chegou uma hora que eu ficava: ‘Nossa, isso de novo’. Além da repetição, as decisões dos personagens me irritavam tanto, principalmente as de Helena. Eram tantas contradições que eu tinha vontade de tacar o livro na parede.

O interesse voltou no início da quinta parte e, quando percebi que faltavam apenas 30 páginas pra acabar o livro, bateu o desespero, porque muita coisa ainda não tinha sido revelada… praticamente nada. É claro que no decorrer da leitura imaginamos, deduzimos coisas e ficamos no aguardo das grandes revelações para sabermos se estávamos certos ou para termos surpresas, mas a história não parou de se estender nessas últimas páginas até que, do nada, tudo é ‘cuspido’ de uma vez só e com um fechamento que ODIEI com todas as minhas forças!

Como eu já comentei no início da resenha, eu não sei se entendi o final… e do jeito que entendi, achei que não houve justiça alguma e que a situação da família foi piorada e não melhorada. Não que um livro tenha que ter um final feliz… Eu só queria bons motivos para terminar assim, e se teve, eu não soube enxergar! 

AAAAAAAH, que frustração.

Resumindo: Acho que não gostei. Achei esquisito. Mas eu gostei! Kkkkkk, desculpa ser tão confusa em dar minha opinião, mas é exatamente como estou me sentindo.

 

Leiam, POR FAVOR, e dividam comigo suas opiniões pois preciso de uma luz!

🙂

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