Mês: setembro 2017

Resenha – Uma Noite Inesquecível

Por Alê Lendo
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29 de setembro
Título: Uma Noite Inesquecível
Título Original: A Wallflower Chritmas 
Autor(a): Lisa Kleypas
Tradutor(a): Viviane Diniz
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 143
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.
“A senhorita está certa. – disse ele. – Mas, acredite,  sou ainda mais irritante quando tento ser educado.” RAFE BOWMAN.

Já estou avisando: esta é uma resenha tendenciosa. Então, se você está procurando uma opinião imparcial sobre “UMA NOITE INESQUECÍVEL”, eu sugiro mudar de canal.

E, qual é a razão para este comportamento tão efusivo? porque LISA KLEYPAS É RAINHA, não é leitores? (pergunta retórica)

Gente, se LISA KLEYPAS decidisse escrevesse livros de dicas sobre bordado e costura compraríamos toda a coleção para confeccionar marcadores de página em ponto cruz!

Bom, mas vamos lá, para os menos informados, “UMA NOITE INESQUECÍVEL” é um “spin-off” da série “AS QUATRO ESTAÇÕES DO AMOR”, então, para o nosso deleite, vamos passar mais algum tempo com as melhores companhias do mundo: Lilian, Daisy, Annabelle e Evie. E elas voltam a atacar no que fazem melhor: Unir os predestinados!

RAFE BOWMAN está em Londres. E ele já tem a sua prometida, a encantadora e bem nascida Natalie Blandford.

Os Bowman não veem a hora de finalmente casarem seu filho farrista e encrenqueiro e, de bônus, inserirem uma belíssima aristocrata à família. RAFE BOWMAN também quer se casar, assim toma posse da expansão europeia das empresas e se livrar das rédeas do pai.

Mas para tanto, ele precisa convencer a família da moça que é um bom partido. Bom, a família toda não, somente a prima, a sincera, bem educada e correta HANNAH APPLETON.

HANNAH é acompanhante de Nathalie na verdade ela é uma prima paterna de origem bem humilde. Hannah não gosta de Rafe, e não precisa que ninguém lhe esclareça o óbvio: Ele não será um bom marido, Rafe é um americano grosseiro que está interessado apenas em uma ligação de prestígio em Londres. (mais…)

Resenha – Novembro, 9

Por Lucas Florentino
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28 de setembro
Título: Novembro, 9
Título original: November 9
Autora: Colleen Hoover
Tradução: Ryta Vinagre
Gênero: Romance, Drama, Jovem Adulto
Editora: Galera Record
Páginas: 352
Ano: 2016
Skoob: Aqui

“Você nunca vai conseguir se encontrar se estiver perdida em outra pessoa.”

Uma das coisas que eu mais gosto é passar o meu tempo livre assistindo vídeos no youtube, e os meus favoritos sempre são relacionados a livros. Gosto de pesquisar opiniões, saber quais livros estão em alta no momento, conhecer novos autores, e por aí vai. Recentemente eu tenho assistido a muitas resenhas sobre os livros da Colleen Hoover e, mesmo sem nunca ter lido nada da autora, acabei desenvolvendo uma admiração muito grande, pois é imensa a lista de vídeos sobre suas obras e, em sua grande maioria, com opiniões muito positivas. Então, para poder conferir se a autora é mesmo tudo isso, escolhi um de seus livros mais recentes e mergulhei na leitura.

Fallon O’Neil era uma promissora atriz e tinha o papel principal em uma famosa série de tv, porém, aos dezesseis anos, viu sua vida e carreira desmoronar graças a infeliz acidente. Ela estava dormindo quando um grande incêndio tomou conta da casa de seu pai, deixando-a com graves queimaduras por todo lado esquerdo do corpo e levando embora toda a sua confiança em relação a sua aparência.

Benton James Kessler é um aspirante a escritor e está no mesmo Café que Fallon e seu pai estão tendo uma discussão sobre a mudança da garota para o outro lado do país. Disposto a ajudar, Ben se intromete na conversa dos dois e finge ser o namorado de Fallon, que também entra no jogo mesmo sem nunca ter visto o rapaz. 

“Por mais tranquilo que eu tenha tentado ser, não entrei na vida dessa garota com a elegância de uma raposa. Invadi com a sutileza de um elefante de sete mil quilos.”

A química entre os dois foi tão forte que acabaram passando o dia todo juntos e iniciando ali algo que tinha tudo para se tornar uma linda história de amor, só que Fallon está de mudanças e esse poderia ser o primeiro e último encontro deles, até que Ben tem uma ideia… 

“- E se… – Ele para e me encara. – E se nos encontrássemos de novo ano que vem, no mesmo dia? Todos os anos? Faremos isso por cinco anos. Mesma data, mesma hora, mesmo lugar. Vamos continuar de onde paramos esta noite, mas só nesse dia.”

Nesses cinco anos, nós acompanhamos a evolução da vida de Fallon e Ben, mas sempre no mesmo dia, nove de novemnro. Esses “saltos” no tempo nos revelam o quanto cada personagem cresceu, o que cada um viveu longe um do outro, e o quão difícil está sendo manter essa distância por tanto tempo.

Para mim, Novembro, 9 foi uma das melhores leituras do ano até agora. A narrativa é extremamente envolvente e os personagens são super cativantes, e por mais que odeie o fator instalove, nesse livro ele foi abordado de uma forma sutil, que conseguiu me convencer de que aquilo sim poderia acontecer com qualquer pessoa.

Quando fui pesquisar sobre o que o livro se tratava, bem antes de começar a leitura, confesso que achei um absurdo o fato dos personagens só se verem uma vez por ano e não poder manter contato nos outros 364 dias. Principalmente nos dias de hoje, já que a comunicação é tão fácil por causa das redes sociais. Eu não imaginava como a autora faria para colocar isso no livro de forma a convencer o leitor que isso funcionaria, mas adivinha só… funcionou.

E eu não posso falar desse livro sem citar o quão chocado eu fiquei com o plot twist que ele possui. A história vai evoluindo tão naturalmente que eu acabei me esquecendo que existiam outros assuntos que não foram tão bem abordados, e de repente, a autora joga uma bomba na minha cara e me deixa ali sozinho, tentando lidar com o que tinha acabado de ler. Sério, eu fiquei atônito com essa reviravolta e, em momento algum, consegui prever que isso poderia acontecer. Colleen Hoover, estou te aplaudindo de pé! 

“Quando encontrar o amor, deve agarrá-lo. Você o agarra com as mãos e faz o possível para não soltar. Não pode simplesmente se afastar dele e esperar que dure até que você esteja preparada.”

Quando eu finalizei a leitura, eu fiz questão de sair correndo e gritar para todo mundo o quanto eu tinha amado essa história… okay, não foi tão dramático assim, eu só fiz um post lá no grupo do Skoob no Facebook e algumas pessoas acabaram comentando que esse não chega a ser nem de longe o melhor da autora, que me deixou um pouco ansioso, porque para mim esse livro já foi incrível o suficiente para amar a Colleen para sempre. Então já sabem né, em breve vai ter mais resenhas como essa por aqui, porque felizmente, a lista de livros da autora é bem extensa! 

Resenha – A Viúva

Por Thales Eduardo
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26 de setembro

Título: A Viúva
Título original: The Widow
Autora: Fiona Barton
Tradução: Alexandre Martins
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Página no Skoob: Clique aqui

“Eu queria acreditar nele. Eu amava Glen. Ele era o meu mundo.Ele dizia que eu era o dele. Éramos o mundo um do outro.”

MANCHETE: A VIÚVA VAI FALAR TUDO O QUE SABE

Jean e Glen sempre foram um casal normal. Sem grandes aventuras, a dupla passava despercebida para muitos.

Entretanto, tudo mudou quando Glen foi acusado de um crime terrível. Todo o país agora conhecia os dois.

A pressão por justiça foi tremenda e o assédio dos jornalistas era ainda maior.

Apesar de tudo o crime ficou sem solução. Ninguém saberia o que de fato aconteceu.

Mas é aí que surge a reviravolta. Glen morreu e Jean, enfim, está livre. Chegou a hora de contar tudo. Vamos conhecer o Glen que Jean conhecia, o homem com o qual ela conviveu por tantos anos.

Não há mais motivos para guardar os segredos do marido. Ou há?

“Sempre imaginei como seria se eu revelasse o segredo.”

Nos últimos anos os thrillers ganharam destaque e voltaram com força total. Apesar de todo o suspense e investigação, Fiona traz uma obra diferente das que estamos acostumados.

A Viúva não possui grandes reviravoltas, mas ainda assim tem uma trama incrivelmente envolvente. Toda a história é bem elaborada e a maneira que é contada deixa o leitor preso e angustiado querendo saber mais.

O livro viaja entre passado e presente, preenchendo aos poucos as lacunas que faltam da trama. Os narradores são a própria viúva, o detetive encarregado pelo caso e a repórter que busca a entrevista mais aguardada de todas. Cada um nos mostra um parâmetro de tudo que aconteceu e está acontecendo.

Todos os envolvidos na trama foram bem construidos. Passam um sentimento de realidade muito forte para o leitor. Nenhuma narrativa é cansativa, muito pelo contrário. Essa alternância entre eles nos envolve ainda mais.

“Eu não podia lhes dizer que estava contente por ele ter partido. Eu havia me livrado de seus absurdos.”

A Viúva mantém quase o mesmo ritmo em toda sua narrativa. Não há uma intenção de enganar o leitor (estou pensando em você, Amy!). A autora foca muito mais em uma história convincente e bem amarrada. Mas claro que há o suspense policial em torno dos personagens principais.

Não leia este livro esperando a mesma fórmula dos demais do gênero. Aceite a Viúva do jeito que é. Fiona certamente irá te conquistar logo nas primeiras páginas!

“Segredos eram coisas perigosas.”

Resenha – Fortaleza Impossível

Por Lucas Florentino
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22 de setembro
Título: Fortaleza Impossível
Título original: The Impossible Fortress
Autor: Jason Rekulak
Tradução: Roberto Grey
Gênero: Ficção, Jovem Adulto
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2017
Skoob: Aqui

 

Bom, essa é a hora que eu me preparo para escrever sobre um livro, enquanto torço para não ser apedrejado…

Fortaleza Impossível foi lançado recentemente pela Editora Arqueiro e tem gerado um buzz muito grande nas redes sociais, não tem um único dia que eu não entre no Facebook ou Instagram e não veja alguém postando alguma coisa sobre esse livro, e tudo isso fez com que eu me interessasse bastante pela obra. Mesmo sem saber exatamente sobre o que se tratava, eu fiquei ansiando pela leitura, até que finalmente tive a oportunidade de ter o livro em minhas mãos e comecei a ler.

Billy Marvin (ou Will) tem 14 anos e é um clássico adolescente nerd dos anos 80, apaixonado por jogos de computador e com um número bem limitado de amigos (dois – Alf e Clark). Billy nunca foi um aluno exemplar, suas notas na escola eram sempre baixas, o que trazia um certo desapontamento para sua mãe, que, sendo mãe solteira, sempre se esforçava ao máximo para dar uma boa educação ao seu filho. Apesar de suas notas baixas, Billy é muito bom em programação e adorava criar jogos, que para época, não era algo bem visto.

Nossa história realmente começa quando o trio de amigos descobre que uma famosa apresentadora de televisão saiu na revista Playboy e, como adolescentes com os hormônios em ebulição, eles bolam inúmeros planos para conseguir a tão cobiçada revista, já sabendo que essa será uma difícil missão, pois é crime vender pornografia para menores de idade.

Um desses planos envolve se aproximar de Mary Zelinsky, filha do dono da loja, a fim de conseguir o código de segurança do local para poderem invadirem o estabelecimento a noite e finalmente poder colocar aos mãos na revista. Essa parte do plano cabe à Billy, que descobre que Mary também é apaixonada por programação e juntos começam a trabalhar em um projeto para concorrer a um importante premio de criação de jogos.

Não querendo ser aquela pessoa chata, que vive reclamando de tudo, eu sinto que tenho que expôr aqui alguns pontos que me incomodaram bastante durante a leitura, e que acabaram fazendo que eu não gostasse tanto do livro. Começando pelos personagens: eles são extremamente machistas. Sei que estamos falando de adolescentes de 14 anos, e que a realidade da época vivida era outra, porém o livro foi lançado nos dias atuais, e sinto que o autor conseguiria passar a mesma mensagem sem precisar apelar para a objetificação do corpo da mulher e comentários de mau gosto.

E por falar em comentários, um dos pontos que mais me chocou, logo no começo do livro, foi a quantidade absurda de comentários gordofóbicos. Os amigos do personagem principal falam frases tão ridículas, que eu simplesmente me recuso de colocá-las nessa resenha. Eu espera, de verdade, que tudo tivesse sido intencional, que fosse para mostrar o amadurecimento dos personagens conforme a história evoluía, mas não, infelizmente a babaquice foi gratuita e desnecessária.

Ainda sobre os personagens, eu fiquei um pouco indignado por eles não pagarem pelos seus atos (estou tentando não dar spoilers, eu juro). O trio faz diversas coisas, com efeitos bem sérios, e é revoltante ver como tudo termina para o lado deles. Foi uma série de atos errados, para não dizer criminosos, que saíram quase que sem nenhuma consequência, que me deixou perguntando qual era a mensagem que o autor quis passar com tudo isso.

Sobre o enredo, o autor até que conseguiu criar algo legal. As partes do Billy e da Mary trabalhando e criando o jogo juntos, foi uma das melhores na minha opinião, porém o que motivou tudo isso acontecer foi algo tão banal que simplesmente não deu para comprar a ideia, tornando tudo muito difícil de engolir.

Mas não são apenas coisas ruins que você vai encontrar nessas quase trezentas páginas, o livro trás diversas referências aos anos 80, como músicas e programas de tv, que faz com que o clima seja bem nostálgico, algo que até está em alta atualmente e conseguimos perceber em séries como Stranger Things e o recente remake de It, A Coisa, de Stephen King, para os cinemas.

O final conta com um plot twist que conseguiu me pegar de surpresa e até me fez aumentar uma estrela na hora de dar a minha nota, porém infelizmente não foi o suficiente para salvar toda a história.  

O jogo Fortaleza Impossível, criado por Billy e Mary no livro, existe na vida real e pode ser encontrado direto no site do autor, mas já deixo avisado: ele vicia (e é melhor do que o livro, cof cof)!

Resenha – As Garotas de Corona Del Mar

Por Thales Eduardo
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14 de setembro

Título: As Garotas de Corona Del Mar
Título original: The Girls From Corona Del Mar
Autora: Rufi Thorpe
Tradução: Sylvio Monteiro Deutsch
Editora: Novo Conceito
Página no Skoob: Clique aqui

“A morte era aterrorizante, mas a vida também era.”

As Garotas De Corona Del Mar é um retrato de uma amizade ao longo dos anos. Uma abordagem impactante de como as aparências não revelam nada, de como nosso presente é consequência de atos do passado e, principalmente, de como a vida muitas vezes acaba não sendo como a imaginada.

Amigas desde muito novas, Mia e Lorrie Ann criam uma relação que se desenrola através dos anos. Quando adolescentes, as duas vivem situações que marcaram quem um dia se tornarão. 

Uma era o oposto da outra, mas se completavam de uma forma harmônica. Mas quando uma tragédia acontece, tudo entre ela muda. Não só a amizade fica abalada, mas os caminhos que esse fato geram levarão as duas para onde elas nem imaginavam chegar.

“Eu costumava pensar que de alguma forma havia certa quantidade de coisas ruins que precisavam acontecer com as pessoas, e que normalmente essas coisas eram bem distribuídas, mas de alguma forma você deu um jeito de ficar com a minha parcela. Coisas horríveis aconteceram com você, e coisas boas que eu não merecia nem em um milhão de anos aconteceram comigo. Eu queria poder trocar de lugar com você.”

Rufi Thorpe me pegou desprevenido. A expectativa que eu tinha formado e os possíveis rumos dessa história que eu já estava imaginando foram totalmente destruídas ao decorrer dos capítulos. De uma forma muito pessoal e totalmente real, a autora nos narra fatos e situações que tornam a leitura, digamos assim, especial.

Não estou dizendo que seja um livro transformador ou algo do tipo, mas preciso dar os devidos créditos no quesito da escrita. Realmente a construção da história foi bem desenvolvida, levando o leitor por caminhos que ele nem imaginava trilhar.

Entretanto, sinto que o livro pecou na forma como as emoções de cada personagem foram narrados. Ambas as personagens principais são marcantes e podemos perceber que bem construídas, mas tive a percepção que durante momentos e situações que deveriam estar carregados de sentimentos acabaram passando friamente para o leitor. Reforço e afirmo que a escrita de Rufi é muito boa e nada desanimadora, só faltou buscar um certo tipo de humanização nas personagens, algo que permitisse o leitor a criar uma empatia para com elas.

As Garotas De Corona Del Mar é uma daquelas leituras que surpreendem o leitor e que por mais que não seja uma grande obra, com certeza, despertará muitas reflexões. 

Resenha – Um Verão Para Recomeçar

Por Lucas Florentino
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10 de setembro
Título: Um verão para recomeçar
Título original: Second chance summer
Autora: Morgan Matson
Tradução: Maria Angela Amorim de Paschoal
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance / Drama 
Páginas: 352
Ano: 2017
Skoob: Aqui

 

“- Quer saber algo sobre ginástica olímpica? – perguntou Lucy, acertando o passo comigo.

– Sempre – disse, sem qualquer expressão, e ela sorriu para mim.

– É que as pessoas só se machucam… se machucam de verdade… quando tentam ficar seguras. É assim que as pessoas se machucam, quando elas dão para trás no último instante porque estão com medo. Elas se machucam e machucam as outras pessoas.”

Como é incrível a sensação de se surpreender com uma história, ter aquele momento mágico em que você pega um livro, sem esperar grandes coisas, e acaba descobrindo nele um enredo que irá tocar seu coração e fazer com que você passe a valorizar aquilo que possivelmente está passando despercebido por sua vida.

Um verão para recomeçar foi um livro que eu relutei para começar a ler, pois estava em meio a uma ressaca literária onde nada me prendia, e confesso que quase rolou uma desistência antes mesmo de eu começar a leitura, porque essa capa não me chamou nem um pouco a atenção, sem falar da vibe Nicholas Sparks que ela me trazia (nada contra quem lê Nicholas Sparks, até tenho amigos que gostam, rs), mas felizmente eu dei uma chance e me surpreendi com a forma como essa história tomou conta de mim.

Taylor, nossa protagonista, nunca foi muito próxima a sua família, os momentos de união se resumiam aos verões que passavam juntos no Lago Phoenix, mas que deixaram de acontecer há cinco anos, quando cada um dos filhos escolheu sua própria forma de passar os meses de férias, seja participando de um acampamento oceanográfico (Taylor), fazendo um curso pré-universitário (Warren, o irmão mais velho), ou tendo aulas com a nova professora de balé (Gelsey, a caçula da família Edwards). Mas algo estava prestes a mudar a rotina da família…

Rob, pai de Taylor, foi diagnosticado com câncer, já num estado avançado, e seus médicos deram a ele mais poucos meses de vida. Decididos a aproveitar esses últimos momentos, toda a família resolveu voltar ao Lago Phoenix e viver esse verão que poderia ser o último do pai. 

“Olhei novamente para ele, sem saber se poderia perguntar o que mais me preocupava desde que ele nos contara sobre a doença, sentado à mesa da sala de jantar. Porque era uma pergunta que ia contra tudo o que sempre acreditei sobre meu pai. Era ele quem fazia a ronda quando minha mãe ter ouvido um barulho e achava que havia um ladrão em nossa casa; era ele quem chamávamos quando nos assustávamos com uma aranha. Eu achava que ele era capaz de matar os dragões e monstros que habitavam o meu armário. Mas tinha de saber, e não tinha certeza se teria outra oportunidade para perguntar.”

Acontece que, para Taylor, o último verão passado no lago Phoenix, há cinco anos, deixou questões que não foram concluídas, e reencontrar os antigos amigos daquele lugar era algo da qual ela definitivamente não estava preparada. Ela que sempre foi acostumada a fugir de seus problemas, terá agora que enfrentá-los para poder aproveitar os últimos momentos ao lado do pai.

Eu sei que você pode estar aí pensando que essa história é mais um daqueles clichês que envolvem alguma séria doença e um final trágico, mas vão por mim, não é! Uma das coisas que mais gostei no livro é que, diferente do que geralmente acontece nesses romances sick-lit, a doença não foi romantizada. Aqui ela serve apenas como gatilho para que toda a história aconteça.

Outro detalhe que me chamou atenção foi que a autora inseriu diversos personagens na história sem dar aquela impressão de que são dispensáveis. Nessas mais de trezentas páginas, somos apresentados há muitos personagens diferentes e todos eles foram muito bem construídos e, por mais que suas participações fossem curtas, eles foram bem explorados conforme a trama se desenrolava e não deixaram nenhuma ponta solta.

Na minha opinião, Um verão para recomeçar é, acima de tudo, uma história sobre a importância da família e sobre ter as pessoas que ama do seu lado nos bons e maus momentos. Um enredo que te encanta, te prende, e que, provavelmente, te deixará com um vazio no peito ao fim da leitura. 

Resenha – The Beauty of Darkness

Por Beatriz Guerra
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3 de setembro

 

Título: The Beauty of Darkness – Crônicas do Amor e Ódio – Vol 3

Autor(a): Mary E. Pearson
Tradutor(a): Ana Death Duarte
Editora: Darkside
Ano: 2017
Páginas: 576
Perfil no Skoob: aqui 
Gênero: Fantasia, Ficção, Romance, YA.
 

 “Love … It’s a nice little trick if you can find it. We had found it. But now I knew finding love and holding on to it were not the same thing.”

   
   Tá aí! A trilogia chega ao final, que livro minha gente, que livro! Pra quem não leu os outros dois, não recomendo ler esta resenha. 
 
   Primeiro que preciso declarar aqui que sendo ansiosa como sou, quando terminei o segundo livro da trilogia – The Heart of Betrayal – tive que  ler algumas resenhas em inglês para saber mais sobre o terceiro enquanto o livro não era lançado aqui no BR. Digo para vocês que não achei uma resenha positiva e fiquei em choque, achando que ia flopar justo no último e eu sairia decepcionada.
 
   Qual é a minha surpresa que isso não aconteceu de jeito nenhummmm!!! Eu achei o livro ótimo!! Muito bem escrito, muito bem detalhado, finalmente uma guerra com detalhes e em que a protagonista toma a frente e luta junto! Entendo também porque algumas fãs ficaram tão chateadas com esse livro e explico pra vocês a seguir.
 
   Retomando, no segundo livro, temos Rafe e Lia escapando das garras do Komizar e fugindo de Venda, sendo que Lia está em um estado grave de saúde por conta das flechas que a acertaram. Obviamente ela não morre, afinal não teríamos um terceiro livro tão longo se isso tivesse acontecido, convenhamos.
 
   Agora no terceiro livro, os personagens entram em uma nova jornada: retornar a Dalbreck em segurança. Enquanto Lia e Rafe embarcam nesse rumo junto com Tavish, Jeb, Sven e Orrin, Lia aos poucos recupera a sua força, passa a confiar nos homens de Rafe e sente cada vez mais os poderes do dom. Kaden e Griz logo se juntam a eles, para a desconfiança de todos.
 
   Quando eles finalmente chegam em um posto avançado de Dalbreck, Rafe é engolido pelos problemas na corte. Ele não só descobre a situação dos seus pais e tem que lidar com esse choque, além de um possível motim que está aflorando no seu próprio reino devido a longa ausência do príncipe. É a largada para os problemas no seu relacionamento com Lia. Dalbreck demanda cada vez mais sua atenção e os comandantes do seu reino desacreditam em todos os relatos em relação ao exército de Venda, logo, ninguém leva Lia a sério.
 
   Tem alguns momentos românticos bem fofos entre os dois, mas tem bem mais discussões. Lia não é uma princesa pra ficar curtindo a vida na corte enquanto sabe muito bem que há uma guerra pairando e que o primeiro reino a ser atacado será o seu. Ela conhece muito bem o Komizar, não há tempo. É a partir daí que seu dever e seu dom falam mais alto que seu amor por Rafe. E não apenas seu dever para com Morringhan, o último livro demonstrou bastante o amor que Lia desenvolveu por Venda.
 
   É nesse ponto que muitos fãs ficaram descontentes, afinal não é difícil imaginar o que acontece entre Lia e Rafe. Por isso tantas resenhas odiosas.
 
   Daí em diante, a grande guerra chega cada vez mais perto e o livro é adrenalina pura! Lia surpreende cada vez mais com seus feitos, novas surpresas aparecem, todos se preparam para o que está por vir, os traidores são expostos, e um novo casal nasce. Não tem como largar o livro!
 
   Admito que esperei outra coisa pro final, acreditei que a profecia ia se cumprir fielmente de outra maneira. Mas, foi muito bom mesmo assim. Uma leitura muito bem recomendada aos que querem uma história de ficção emocionante pra passar o tempo e mexer com as borboletas no seu estômago. Eu estava com bastante saudades disso.
Que pena que acabou ):