Mês: novembro 2017

5 motivos para ler Minha vida (não tão) perfeita

Por Lucas Florentino
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29 de novembro
Título: Minha vida (não tão) perfeita
Título original: My not so perfect life
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Gênero: Chick-lit, Romance
Páginas: 406
Ano: 2017
Skoob: Aqui 

Não é novidade para ninguém que Sophie Kinsella é uma das minhas autoras favoritas da vida e que adorei todos os livros dela que já li até hoje, alguns deles inclusive já tem até resenha aqui no blog (Fiquei com o seu número, A lua de mel e O segredo de Emma Corrigan), e dessa vez eu vim para falar um pouco sobre a sua obra mais recente, Minha vida (não tão) perfeita.

Sinopse: “Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella. Uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar. Cat Brenner tem uma vida perfeita mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok… não é bem assim… Seu flat tem um quarto minúsculo sem espaço nem para guarda-roupa, seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida não tão perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar. E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar. Mas será que ela deve mesmo se vingar da pessoa que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter – a executiva que tem tudo a seus pés – possui mesmo uma vida tão perfeita, ou quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Por que, pensando bem, o que há de errado em não ter uma vida (não tão) perfeita assim?”

Para quem ainda não se convenceu a ler Minha vida (não tão) perfeita, confira 5 motivos que farão com que você queira colocar esse livro na sua lista de leituras futuras…

➸  A exposição virtual é um dos principais temas abordados em Minha vida (não tão) perfeita. Hoje em dia é perfeitamente comum você querer compartilhar com seus amigos o que anda acontecendo em sua vida, mas e quando a vida que você compartilha não é exatamente aquela que você vive? Esse é o caso de Cat, que possui um famoso perfil no Instagram, onde exibe seu dia-a-dia da forma que ela gostaria que realmente fosse, o problema é que, mais cedo ou mais tarde, a verdade pode vir à tona. Sophie Kinsella conseguiu discutir sobre o assunto de forma perspicaz, e claro, sempre com muito bom humor.

➸  Muitos dizem que a vingança é um prato que se come frio, mas você estaria disposto a participar deste banquete se soubesse da indigestão que teria a seguir? Após ter sua vida arruinada por sua ex chefe, Cat tem a possibilidade de se vingar, fazer com que Demeter pague por tudo aquilo que a fez perder, mas será que esse é realmente o caminho certo a seguir? Para descobrir o que aconteceu, só lendo mesmo :p

➸  Uma das coisas que eu mais gosto quando estou lendo um livro é ser surpreendido, e em Minha vida (não tão) perfeita nós temos muitas reviravoltas. A princípio, quando comecei a leitura, eu estava muito focado no plot principal, mas quando percebi, a história de Cat tomou um rumo totalmente inesperado e confesso que ficou muito melhor do que imaginei.

➸  Quem já leu algum livro da Sophie Kinsella, sabe o quanto de diversão ela imprime em suas páginas, e dessa vez não foi diferente. Eu sou aquele tipo de pessoa que tem crises de riso quando se depara com situações constrangedoras dos personagens, e nesse livro, isso é o que não falta. Se você está afim de dar boas risadas e ainda não sabe o que ler, essa é a escolha certa para você.

➸  E por fim, um dos motivos que costumo chamar de Fator Sophie Kinsella, que consiste em personagens carismáticos, uma história muito bem escrita e uma leveza que faz com a leitura flua de forma rápida e prazerosa, coisas que a autora consegue sempre tirar de letra.

Resenha – Inventei você?

Por Beatriz Guerra
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27 de novembro
Título: Inventei Você?
Título original: Made You Up
Autor: Francesca Zappia
Tradução: Monique D’Orazio
Editora: Verus
Páginas: 346
Ano: 2017
Gênero: Ficção, Jovem Adulto, Romance
Skoob: Clique Aqui 
“A Culpa é das Estrelas” na versão esquizofrenia.

    “Inventei Você?” conta a história de Alexandra Ridgemont, uma adolescente com esquizofrenia, que é expulsa de uma escola após ter um surto psicótico e está prestes a começar o seu último ano do ensino médio em um novo colégio. Nessa mudança, Alex conhece Miles, um jovem descendente de alemães que coincidentemente se parece muito com o seu primeiro amigo de infância, e que até então ela acreditava que era fruto de sua imaginação e patologia. Miles é temido por toda a escola, por ser contratado por alunos para alguns serviços “especiais” e também por ser chamado de nazista, apenas pelo fato de falar alemão. 

    Enquanto Alex tenta vencer a esquizofrenia e levar uma vida normal para conseguir estudar em uma faculdade, ela e Miles acabam se aproximando, apesar de todas as desavenças, e compartilhando segredos. Juntos, acabam desvendando alguns mistérios bizarros e perigosos que envolvem a escola e um psicopata, desenvolvendo novas amizades e construindo uma relação amorosa. Tudo isso enquanto Alex é acometida por alguns surtos, sem saber de vez em quando discernir o que é real e o que é imaginação.

   Esse é um dos livros mais intrigantes que já li, pois por um lado, o modo como narrativa é construída é muito boa, de você não conseguir parar de ler (e é exatamente essa a armadilha), além de que os personagens principais são incríveis. Por outro:

1- O livro é exagerado demais. Alex tem esquizofrenia, Miles tem resquícios de autismo, e há um psicopata envolvido também na narrativa. Quer mais exagero e ficção científica que isso? 

2- Tem um erro crucial:  a própria autora Francesca Zappia declarou em uma entrevista que nunca teve qualquer contato com uma pessoa esquizofrênica (link). Fica o meu questionamento: Como escrever um livro sobre alguém com tal patologia, sem ter qualquer contato próximo com essa realidade? 

   Fico um pouco assustada com a repercussão que esse livro pode gerar, pois é basicamente uma romantização da esquizofrenia para pessoas leigas. O livro não descreve bem como é a rotina e cotidiano de alguém com esquizofrenia, além de não tratar corretamente a realidade de um hospital psiquiátrico e de uma internação. Em alguns momentos da narrativa, chega a ser assustador o que a autora escreve, como por exemplo quando a personagem principal é algemada mesmo estando muito bem, e arrastada por profissionais como uma criminosa. Pra quem tem um pouco de contato com saúde mental, sabe que isso só ocorre quando a pessoa se machuca fisicamente e está num surto psicótico muito forte. 

   O livro é muito semelhante “A Culpa é das Estrelas” do John Green, mas agora na versão esquizofrenia. História bem escrita e envolvente, bobinha, algumas partes bem engraçadas, triste, personagens acometidos por alguma patologia ou doença, tudo isso só pra vender. Ehh.  Além disso, há um momento muito parecido com o do livro “Os Mentirosos”, de E. Lockhart, que é bem chocante. 

   Recomendo a leitura para que tenha abertura a um debate e uma pesquisa mais aprofundada sobre o tema. Leia com um olhar crítico e problematizando, não se deixe levar pelo romance. E, por fim, fica o meu último questionamento para reflexão: Como as pessoas que tem esquizofrenia vão encarar esse livro? 

Resenha – SONHOS DE AVALON – A Última Profecia (Livro 1)

Por Alê Lendo
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24 de novembro
Título: Sonhos de Avalon – A Última Profecia
Autora: Bianca Briones
Gênero: Fantasia
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 424
Ano: 2017
Skoob: Aqui

“Os corpos explodiram sem controle em meio a um beijo. Finalmente ele era seu, e ela era sua.”

A situação não estava nada fácil, amigos. Já era quase Natal, quase 2018, Carnaval, Páscoa e nada do livro que ansiosamente esperou por meses para ser lançado.

Mas a espera acabou, e esta é a semana, a SEMANA DE LANÇAMENTO de:

SONHOS DE AVALON – A Última Profecia – Livro 1

O MELHOR LIVRO DE FANTASIA/ROMANCE QUE VOCÊ VAI LER ESSE ANO!!

E como é que eu sei disso? porque eu já li. (pausa dramática).

Para deixar a história curta, é o seguinte: eu acompanho a Bianca em suas redes sociais, e quando percebi que ela estava recebendo os primeiros feedbacks de suas Betas eu mandei uma mensagem no Facebook dela – vale mencionar que ela me viu uma única vez durante um evento onde me declarei fã incondicional – o que realmente sou. Na ocasião, perguntei se ela se importaria que eu também lesse o manuscrito – minha cara de pau não tem limites!. Ela, querida como sempre, me enviou-o na mesma hora, pedindo apenas sigilo absoluto. Isso foi em maio deste ano.

Amigos, se tem algo de que me orgulho nessa vida é da minha leitura. Já disse algumas vezes, em minhas redes sociais, e vou falar de novo – porque quando ela estiver por ai, vendendo milhões de livros pelo mundo vou encher a boca para dizer: Eu já sabia, e há tempos – BIANCA BRIONES É FANTÁSTICA!

Escrever um livro é difícil, mas escrever fantasia eleva essa dificuldade a um nível que merece um certo respeito. Enquanto eu lia “SONHOS DE AVALON – A Última Profecia” pensava: como isso foi planejado, como isso foi executado, como isso se tornou real de novo, de novo e de novo? porque, amiguinhos, conta uma história em tempo presente é bem complicado, mas contá-la em episódios que se conectam por diferentes séculos, e entre duas mulheres que dividem o mesmo corpo, a mesma história, o mesmo destino, querem a mesma coisa, mas não amam o mesmo homem, bem, ai já é um pouquinho mais complexo.

SIM, eu faço parte daquele grupo de pessoas que veio parar em “SONHOS DE AVALON – A Última Profecia”, porque já leram tudo que já foi escrito, filmado, falado ou cantado sobre o REI ARTHUR e seus Cavalheiros, então, eu também achava que tinha alguma ideia do que poderia encontrar no livro, mas não tinha, MESMO!

Bem, posto meu claro argumento de LIVRO SENSACIONAL, vamos a história.

Bianca adora essa imagem e foi sua inspiração para o Castelo onde vivem Arthur e Morgana.

Melissa é uma garota de vinte dois anos que tenta todos os dias encontrar um fio de esperança ao pouco que lhe restou. Há dois anos um acidente de carro matou o seu irmão e deixou seu pai em coma prostrado a uma cama de hospital. Ficou a ela a responsabilidade de cuidar da livraria, que tanto ama, e de onde tira o seu sustento. Conta com a ajuda dos amigos Marcos e Paula que são como sua família.

Mas Melissa anda assustada, voltou a ter sonhos estranhos. Agora eles estão mais vividos, quase parecem verdade, quase parecem lembranças. Em um primeiro momento, ela achou que fossem recordações das histórias que o irmão lhe contava, histórias de um outro tempo e de um outro lugar onde haviam cavalheiros e uma ilha mágica que se erguia majestosamente de um lago trazendo consigo o aroma do momento de maior felicidade em seu coração.

Mas e se ela estivesse louca, ou pior, e se estivesse a beira de um surto psicótico? Foi isso o que os médico disseram para explicar o por quê de seu pai estar dirigindo em altíssima velocidade, e assim perder o controle do carro que capotou dentro do lago, mas tudo o que realmente Melissa se lembra sobre aquela noite é de seu pai tentando proteger a ela e ao irmão.

Morgana precisa apreender a como lidar com os sonhos, pois eles andam cada vez mais vividos e reais. Ela está perdendo os sentidos com mais frequência e não sabe mais o que é Camelot ou o que é aquele lugar. Morgana teme estar ficando louca, mas isso ainda não é tão importante quanto manter Merlin longe de sua mente e com o mínimo de informação possíveis sobre os seus sonhos. Ela não confia nele e não vai deixa-lo manipulá-la como faz com Arthur.

Morgana sente em seu coração que Arthur e a Britânia estão em grande perigo, mas são tantas as lacunas e tantos os poderes que pedem sua total atenção que a última coisa que ela precisava era que seu coração dispara-se e suas pernas cedem-se sempre que um certo cavalheiro cruza seu caminho. Galahad, o lugar seguro que sua alma reconhece, mas seu corpo não consegue encontrar.

Ilustração do Livro Sonhos de Avalon.

E quando é chegada a hora, o corpo da feiticeira de Avalon recebe a filha de Avalon para juntas seguirem seu destino. Para guiá-las, o homem condenado a perder ou perder, a morrer ou morrer, Sir. Lancelot, mas o amor é nobre e ele tudo pode, e a ele tudo é possível, não mesmo? – e assim eu espero, Briones!!!!

* Eu ia fazer um paragrafo só para falar de Lancelot – que homem personagem, senhor! – mas não vou, porque não tive maturidade, nem estrutura para tanto. Só queria que vocês soubesssem.

E se você está pensando: então, é isso! A notícia boa é: não, isso não são nem cinquenta páginas, e meu manuscrito tinha 575, então…

Gente, a riqueza de detalhes é impressionante! Personagens (são muitos, e muito bem trabalhados, principalmente os cavalheiros), a cenografia de época, as vestimentas, os crossover (Tristão e Isolda), Morgause (eu adorei vê-la aqui, é minha irmã prferida!), as intrigas, os romances, Merlin e Viviane, Avalon (pausa para respira…) Olha, tenho para mim que Bianca Briones tem um portal.

Mas brincadeiras à parte, contar uma histórias dessa magnitude sem deixar uma ponta solta, sem uma ou duas páginas sequer de morosidade, não é para qualquer um, eu realmente tenho que me segurar nos predicados, mas fica difícil de não exaltar na dimensão necessária, porque é tanta coisa na prateleira/vitrine/gôndola que me sinto na obrigação de pontuar vigorosamente a beleza dessa obra.

E fiquem atentos as nossas redes sociais, pois vamos sortear dois livros para vocês!♥♥ E para quem está em São Paulo, este fim de semana é o lançamento oficial do livro dia 25 de Novembro na Livraria Martins Fontes, Avenida Paulista, 509 às 16h, Imperdível!

Como o Skoob e o Goodreads me ajudaram com a minha mania de organização

Por Lucas Florentino
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21 de novembro

Quem me conhece sabe que sou um virginiano com uma mania obsessiva por organização. Gosto de pesquisar técnicas, novos métodos e colocar tudo em prática acaba se tornando uma diversão. Isso vai desde meu guarda-roupa até meus arquivos no computador, então com meus livros e minhas leituras não poderia ser diferente.  

Desde que me tornei um leitor apaixonado, sempre gostei de manter registros de todos os livros que eu lia, e para isso, sempre usei e abusei do Excel. Tenho até hoje planilhas de anos atrás, em que eu registrava informações como título, autor e data de leitura. Com o passar do tempo, fui ficando cada vez mais obcecado e novas informações eram adicionadas, como número da edição, formato do livro, título original, ano de lançamento e por aí vai…

Para alguns isso pode até soar como loucura ou perda de tempo, mas esse tipo de coisa realmente me faz feliz, não há nada mais agradável do que saber que meus registros de leitura estão todos atualizados.

Com o passar do tempo e com a evolução da era digital, onde tudo passou a ficar conectado, surgiram as redes sociais voltadas para os leitores, e é sobre isso que eu quero conversar com vocês hoje, sobre como o Skoob e o Goodreads me ajudaram com essa minha mania por organização.

Antes de mais nada eu gostaria de dizer que sou usuário das duas redes e que meu objetivo com esse post não é especular qual das duas é melhor, mas sim ajudar vocês a descobrirem qual delas irá satisfazer melhor suas necessidades. Então vamos lá…

IDIOMA

O Goodreads pode ser utilizado em inglês, espanhol, francês, alemão e italiano, e confesso que eu nem sabia que ele oferecia suporte em todos esses idiomas até começar a escrever esse post. Infelizmente o nosso português não está disponível, o que pode ser um empecilho para quem não é familiarizado com os outros idiomas. Já com o Skoob não temos esse problema, por ser um site brasileiro, o conteúdo é 100% em português. Ou seja, ninguém tem desculpas para não usar pelo menos um dos dois sites.

ACERVO

Eu nunca tive grandes problemas para encontrar algum livro em nenhuma das redes, o máximo que já aconteceu foi eu precisar cadastrar uma edição no Skoob, pois era um livro independente e não tão conhecido, mas até o cadastro foi bem tranquilo, o site solicitou as informações e voilà, o livro já estava fazendo parte do acervo.  Na minha opinião, o Goodreads possui uma quantidade maior de livros porque eles trabalham com edições de vários países e idiomas, mas isso só vai ser útil se você for ler alguma edição diferentona de algum país x.

Eu tenho muito toc quando um mesmo livros possui várias capas diferentes, e nas minhas estantes virtuais tem que constar exatamente a mesma que eu li, mas felizmente ambos os sites têm as copias com todas as capas disponíveis, então se você tem essa mesma peculiaridade, pode ficar tranquilo e amar as duas redes sociais.

ESTANTES

Agora é a hora que vocês vão perceber o quão maníaco por organização eu sou, rs. Existem mil formas de você organizar sua estante de livros, certo? Você pode organizá-la por autor, editora, gênero, cor, etc., mas sempre você tem que escolher apenas uma dessas formas. Já nas duas redes, você não precisa escolher, é possível criar inúmeras “estantes” virtuais com os mesmos livros que você tem. Através de tags (#) é possível fazer todas essas separações em todos os seus livros.

Se não ficou tão claro, aqui vai um exemplo. Imagina todos os livros que você leu esse ano. Você pode separá-los por editora, formato, nacionalidade do autor, gênero, favorito, TUDO ISSO AO MESMO TEMPO. E o melhor de tudo, é muito simples fazer essa classificação, basta inserir a “estante” com um # na hora que você for marcar o livro como concluído. Aí, futuramente, se você quiser saber, por exemplo, quantos livros da editora y você leu em toda sua vida, basta clicar na estante que você criou para a editora y e pronto, isso não é lindo? ~emoji com os olhinhos de coração~

USUÁRIOS

Mas nem só de organização vive Skoob e Goodreads, esses sites são chamados de redes sociais por um motivo, né? Então é claro que você pode adicionar seus amigos. Óbvio que isso vai depender muito do seu ciclo de amizade, mas no meu caso, a maioria das pessoas que eu conheço utilizam apenas o Skoob, então a quantidade de amigos e seguidores que eu tenho por lá é bem maior. Em compensação, no Goodreads eu tenho um número maior de amigos gringos, o que é bom porque posso sempre ficar de olho nos livros que estão fazendo sucesso lá na gringa.

E por falar em amigos, as duas redes oferecem uma função que eu gosto bastante: a comparação das suas leituras com as dos seus amigos. É possível analisar quais livros em comum vocês leram e quais as notas cada um deu. Para mim, essa função no Goodreads é mais detalhada e simples de entender, então eu raramente uso a função do Skoob, só mesmo quando o amigo em questão só está na rede brasileira.

É possível também curtir e comentar as atualizações dos seus amigos, o que, para mim, é bem legal, pois dessa socialização eu acabo recebendo indicações e com isso minha lista de livros para ler só vai crescendo.  

RECOMENDAÇÕES

As recomendações de leitura não ficam apenas por parte dos seus amigos, os dois sites possuem algoritmos que analisam os livros que você já leu ou marcou como desejado e te indicam outros que talvez você venha a gostar. Claro que as vezes surgem algumas indicações muito sem noção que me deixam pensando “mas quem diabos achou que eu iria gostar desse livro”, mas na maioria das vezes, as indicações são bem legais e úteis, eu mesmo já descobri ótimos livros dessa forma.

SORTEIOS E TROCAS

Essa é apenas para usuários do Skoob. O site está sempre fazendo sorteios de livros, sejam eles lançamentos ou não. Até hoje não teve uma única vez que eu tenha entrado na rede social e não tenha visto sorteios rolando, ou seja, são muitas as oportunidades, e por mais que eu ainda não tenha ganhado nada, conheço várias pessoas que foram mais sortudas do que eu, algumas até mais de uma vez.

Através do Skoob também possível realizar trocas com outros usuários, desde que sejam usuários com perfil PLUS. Calma, não, não é preciso pagar nada para ser um usuário PLUS, as regras estão todas aqui

LAYOUT

No quesito layout, cada um dos sites tem seus pontos positivos. Com uma cara mais clean, o Goodreads é, visualmente falando, mais simples. Existe o feed principal onde você pode localizar as atualizações dos amigos, uma coluna na lateral esquerda indicando suas leituras e o que você deseja ler, e uma coluna na lateral direita constando indicações do Goodreads e algumas (poucas) propagandas.

O Skoob tem mais cara de rede social, chegando a lembrar um pouco nosso falecido Orkut. Particularmente, as vezes eu acho que o Skoob polui um pouco a tela, porque por mais que a base do site seja clean, ele pode ficar bem colorido dependendo dos livros que você tem na sua estante, e existem muitos elementos que acabam carregando demais a tela principal, mas nada que vai prejudicar a utilização.

Os dois sites são bem simples de usar, bem funcionais e intuitivos, mesmo que no início possa causar algum estranhamento, principalmente para quem está acostumado a utilizar apenas um deles e resolve se aventurar pelo outro.  

Resumidamente falando, os dois sites acabam prestando os mesmos serviços, com poucas diferenças muito significativas. Dá para utilizar apenas um deles e deixar todas as suas leituras catalogadas e organizadas, basta escolher qual lhe agrada mais e ser feliz.

Bom, ainda tem várias coisas que eu gostaria de falar sobre as duas redes, mas esse post já está gigante, então vai ficar para uma próxima vez. Espero que tenham gostado e que eu tenha conseguido ajudar alguém com essas informações, até a próxima ^^

Resenha – Lady Whistledown Contra-Ataca

Por Thila Barto
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19 de novembro
Título: Lady Whistledown Contra-Ataca
Título original: Lady Whistledown Strikes Back
Autora: Julia Quinn, Suzanne Enoch, Karen Hawkins, Mia Ryan
Tradução: Marcelo Schild, Rachel Agavino, Maria Carmelita Dias e Janaína Senna.
Gênero: Romance de Época
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Ano: 2017
Skoob: Aqui 
“- A senhorita não pode somar dois mais dois e esperar que o resultado seja três. “

Lady Whistledown é uma colunista ávida em seu ofício que não poupa ninguém para contar e descrever a nova fofoca da sociedade de Londres. É muito raro algum acontecimento fugir de seus olhos e, muito menos, de suas linhas diárias.

Quem leu a série ‘Os Bridgertons’, de Julia Quinn, já conhece a figura, do que é capaz e até sua verdadeira identidade – algo que não é revelado neste livro -, mas a questão é que um grande desastre aconteceu durante o jantar de Lady Neeley, destruindo o evento mais cobiçado do ano antes mesmo que os convidados pudessem terminar a sopa de entrada: a pulseira de rubis da anfitriã foi roubada. Mas quem seria capaz de realizar tal artimanha?

A partir deste acontecimento, o livro é divido em quatro partes, sendo que cada uma delas é escrita por uma autora e, claro, narrados na visão de personagens diferentes. Assim vamos coletando várias pistas para descobrir o paradeiro da pulseira de Lady Neeley.

O que não muda entre as partes é o começo dos capítulos que são iniciados com um trecho da nova coluna de Lady Whistledown. Achei sensacional ver as reações dos personagens quando seus nomes eram citados nas diversas colunas e como lidavam com isso, principalmente quando eram acusados de roubar a bendita pulseira sem provas e sem chances de se defenderem. 

Bom, em O Primeiro Beijo escrito por Julia Quinn, temos Mathilda Howard, uma das debutantes mais cobiçadas da temporada, e Peter Thompson, um ex-soldado que veio para Londres procurar uma esposa com um dote considerável para se restabelecer, porém precisava tomar cuidado durante sua busca para não ser intitulado como um caça-dotes e enfrentar complicações, mas logo se vê envolvido com Mathilda já que ela é irmã de seu melhor amigo que morreu durante a batalha de Waterloo, Harry. Ambos compartilhavam um amor por Harry.

Entretanto, um relacionamento entre os dois seria possível? Ela era filha de um conde, a família não permitiria o casamento de Mathilda com um caça-dotes…

Já a segunda parte, A Última Tentação de Mia Ryan, temos Isabella Martin, a acompanhante de Lady Neeley que possui um talento nato para organizar eventos. É super criativa, empenhada e todos seus eventos eram um verdadeiro sucesso até o fatídico jantar que terminou com o desaparecimento da bendita pulseira.

Sua rotina é mudada quando Lady Neeley pede para Bella ir até a casa de Lord Roxbury para ajudá-lo a organizar uma festa que serviria como um meio de mostrar à sociedade que ele não era desprovido de graças sociais e que possuía uma casa agradável, colocando-o, assim, como possibilidade de marido adequado.

O que Bella não sabia era que a festa era um desejo do pai de Lord Roxbury, e não dele. Anthony queria continuar do jeito que estava: um solteiro libertino.

O terceiro, O Melhor Dos Dois Mundos de Suzanne Enoch, temos Charlotte Birling que sente-se o tempo todo diminuída e desprovida de beleza. Ela cresceu com uma super proteção dos pais já que eles desenvolveram um certo trauma após um enorme escândalo na família envolvendo sua prima Sophie, que foi abandonada pelo marido após poucos meses de casamento. Eles não queriam correr o risco de Charlotte se envolver em algum tipo de escândalo, ainda mais porque colocaria o nome da família em jogo novamente. Logo tentam controlar todas suas ações, inclusive a pessoa com quem se casaria: Lorde Herbert, que é totalmente sem graça e rude.

Tudo muda quando Lord Matson presencia Charlotte defendendo um dos acusados pelo roubo da pulseira na coluna Lady Whistledown em um dos bailes, fica admirado pela atitude e, claro, por ela. Ao contar para os pais de Charlotte que desejaria cortejá-la, Xavier recebe uma resposta que não esperava: um grande e definitivo não.

Na última parte, O Único Para Mim de Karen Hawkins, temos como protagonistas o casal envolvido pelo escândalo comentado na parte anterior: Sophie e Max Easterly. Depois de ser acusado de trapacear num jogo de cartas, Max se exila na Itália abandonando sua esposa sozinha em Londres para lidar com as fofocas e burburinhos da sociedade em relação ao escândalo, até que, após 12 anos, Sophie, aspirando por sua liberdade, manda uma carta para Max pedindo a anulação do casamento. Se ele não aceitasse, ela colocaria em leilão o diário do tio dele que comprometeria não só o nome dele, mas também a reputação de muitas famílias. 

Ao receber a carta, Max toma a decisão de voltar à Londres, surpreendendo todos com sua presença no famoso evento do ano: o jantar de Lady Neeley, é claro. O que ele não podia contar era que ele seria acusado como o principal suspeito pelo roubo da, já tão falada, pulseira de rubis.

Resumidamente, eu adorei o livro pois além de mega divertido achei incrível como as quatro histórias foram ligadas. Houve algumas cenas em que todos os protagonistas do livro apareciam e até interagiam entre si, mas só era possível descobrir o que estava acontecendo ‘ao fundo’ ou o outro lado da conversa quando chegava na narração da outra autora. 

A única coisa que me deixou encucada foi descobrir que ‘Lady Whistledown Contra-Ataca’ é, na verdade, o segundo livro do quarteto de autoras. O primeiro se chama ‘The Further Observations of Lady Whistledown’, o que me leva a perguntar: Será que a editora publicará o primeiro também? Mas qual o motivo de começar a publicação pelo segundo? Difícil saber…

Contudo, a pergunta que não quer calar: Qual personagem é culpado pelo roubo da pulseira de Lady Neeley?

Leia e descubra. Não haverá arrependimentos!

🙂

Resenha – Para todos os garotos que já amei

Por Lucas Florentino
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16 de novembro
Título: Para todos os garotos que já amei
Título original: To all the boys I’ve loved before 
Autora: Jenny Han
Tradução: Regiane Winarski
Gênero: Romance, YA
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano: 2015
Skoob: Aqui 

“O amor é assustador; ele se transforma; ele murcha. Faz parte do risco.”  

Desde que ‘Para todos os garotos que já amei’ foi lançado, em 2015, eu tenho guardado em mim a vontade de ler esse livro, mas prometi para mim mesmo que só iria começar a leitura quando toda a série já tivesse sido lançada. Bom, isso finalmente aconteceu, e já posso adiantar que a espera valeu a pena.

Lara Jean tem 16 anos e, apesar da pouca idade,  já se apaixonou algumas vezes. Romântica por natureza, ela tem o costume de escrever cartas de despedidas toda vez que uma história de amor – platônica – termina. Nessas cartas ela coloca seus sentimentos mais sinceros, se abre e confessa tudo o que está em seu coração. Não que ela tivesse a intenção de enviar essas cartas, para ela, era apenas uma forma de colocar um ponto final naqueles sentimentos que vinha tendo. Acontece que, um dia, essas cartas que vinham sendo guardadas à sete chaves, são enviadas à seus destinatários e Lara Jean vê sua vida amorosa se transformar em algo que ela jamais imaginou.

“Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam.”

Diferente do que a sinopse do livro dá a entender, o foco da história não são as cartas. Quando comecei a leitura, imaginei que tudo iria girar em torno da personagem principal tentando recuperar as cartas ou algo do tipo, mas não. Aliás, as cartas são apenas o pontapé que dá início as grandes mudanças que estão prestes a acontecer na vida de Lara Jean, e, a partir daí, passamos a acompanhar o que o destino tem guardado para a personagem. 

Jenny Han tem um talento incrível para criar personagens cativantes, e uma das coisas que me fizeram apaixonar por esse livro logo de cara, foram as irmãs Song. Além de Lara Jean, a família é composta por Margot, a irmã mais velha que está prestes a se mudar para a Escócia a fim de iniciar a faculdade, e a caçula Kitty, que apesar de ter uma personalidade forte e, em alguns casos, agressiva, é uma fofura que consegue ganhar o coração de todos os leitores. Cada uma das três tem suas características bem marcantes e mesmo com todas as diferenças, possuem um laço familiar muito forte.

Devo confessar que, no início, minha personagem favorita era Margot. Me identifiquei muito com ela, com sua mania de organização que chega a ser quase obsessiva, e eu, como um virginiano neurótico, me vi representado. Mas tudo começou a mudar conforme as páginas foram avançando e Lara Jean, aos poucos, conquistou meu favoritismo. Já a amo e vou defendê-la para sempre, rs.

E por falar em personagens, não posso escrever sobre esse livro sem citar Peter Kavinsky e Josh Sanderson. Ambos receberam uma carta da Lara Jean, mas diferente dos outros destinatários, eles tiveram uma importância muito grande na história, cada um a sua maneira. Não quero dar spoilers do que acontece, mas preciso deixar bem claro aqui que sou TEAM PETER K!   

“Quando uma pessoa fica longe muito tempo, você começa a guardar na memória todas as coisas que quer contar. Tenta manter tudo organizado na cabeça. Mas é como tentar segurar um punhado de areia: os grãos mais finos escapam da mão, e, de repente, você só está segurando ar e brita. É por isso que não se pode tentar guardar tudo assim.”

De um modo geral, eu não poderia estar mais feliz com essa leitura. Foi uma agradável surpresa ter gostado tanto dessa história que há muito tempo já me rendia altas expectativas. Mais uma vez Jenny Han conseguiu me fazer devorar um livro seu e me deixar ansioso para ler os próximos, que aliás, já estou prestes a começar a leitura. 

Sequência de Animais Fantásticos ganha título e imagens oficiais

Por Lucas Florentino
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Que lindo dia para ser fã do mundo mágico criado por JK Rownling! Foi anunciado o título da tão aguardada sequência de Animais fantásticos e Onde Habitam: Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald (Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, em tradução livre).

O filme, tem previsão de lançamento no dia 16 de novembro de 2018, já possui também uma sinopse para que nós, fãs da séries, possamos surtar juntos: 

“No final do primeiro filme, o poderoso Bruxo das Trevas Gerardo Grindelwald (Johnny Depp) foi capturado pela MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) com a ajuda de Newt Scamander (Eddie Redmayne). Mas, cumprindo sua ameaça, Grindelwald escapou e começou a reunir seguidores, que em sua maioria desconhecem seu verdadeiro propósito: elevar os bruxos de sangue puro para dominar todos os seres não-mágicos. Em um esforço para frustrar os planos de Grindelwald, AlvoDumbledore (Jude Law) procura seu antigo aluno, Newt Scamander, que concorda em ajudar, sem saber dos perigos que o aguardam. Linhas são traçadas quando amor e lealdade são testados, mesmo entre os amigos e familiares mais verdadeiros, em um mundo bruxo cada vez mais dividido”.

Está achando pouco? Além de título, data de lançamento e sinopse, ainda fomos presenteados com a primeira imagem oficial, com todo o elenco: 

É pessoal, já está liberado começar a surtar. Agora nos resta esperar e torcer para que esse ano que ainda falta para o lançamento passe bem rápido, enquanto isso a gente alimenta nossa ansiedade e cria teorias para o que pode acontecer.

 E vocês, o que acharam dessas novidades? Conta aqui para a gente nos comentários! 

Senhor dos Anéis ganhará série de TV!

Por Thila Barto
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13 de novembro

Cadê o chão? Ele SUMIU com essa notícia!

É real e OFICIAL que haverá uma série baseada em O Senhor dos Anéis não com uma, mas com várias temporadas e com direito a spin-offs. Já posso começar a chorar?

Ainda não há muitos detalhes sobre e muito menos uma data de estreia, mas sabe-se que a trama vai explorar novas histórias que precedem os acontecimentos de A Sociedade do Anel e será desenvolvida pela Amazon Studios em parceria com a Tolkien Estate and Trust, editora HarperCollins e a New Line Cinema, divisão da Warner Bros.

 “Estamos honrados em trabalhar com a Tolkien Estate and Trust, a HarperCollins e a New Line nesta colaboração emocionante para a televisão e estamos entusiasmados em levar os fãs de O Senhor dos Anéis em uma nova jornada épica pela Terra Média”.

– Sharon Tal Yguado, diretora do roteiro de séries da Amazon Studios
O Streaming ganhou a disputa – HBO e Netflix também estavam nas negociações – pelos direitos e, segundo o Deadline, pagou entre 200 e 250 milhões de dólares. Não dá nem para imaginar o quanto custará com desenvolvimento, elenco e toda produção.

“Estamos muito satisfeitos que a Amazon, com seu compromisso de longa data com a literatura, ser sede da primeira série de televisão multi-temporada de O Senhor dos Anéis”

“Sharon e a equipe da Amazon Studios têm ideias excepcionais para trazer para a tela histórias previamente inexploradas com base nas obras originais de J.R.R. Tolkien.”

-Matt Galsor, representante da Tolkien Estate and Trust e HarperCollins. 

Como lidar com uma notícias dessas?

 

Fonte: Deadline

5 Séries de Época para assistir e ser feliz

Por Thila Barto
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Não lembro quando comecei a gostar de livros, filmes e séries de época, mas sei que agora me encontro em um estado de vício incessante por séries do gênero. Termino uma e começo a procurar desesperadamente por outra e me jogo de cabeça, sem pensar duas vezes, neste universo, ainda mais porque ultimamente as produções estão com direções de arte, fotografia, figurinos e todo o resto de cair o queixo! 

Mesmo compartilhando um amor imenso pelo gênero, confesso que sofro muito durante os episódios, principalmente nos que envolvem guerra, pois é difícil aceitar a morte de um personagem querido ou se controlar quando tudo dá errado – algumas vezes chego a jurar de pé junto que não vou mais assistir a série, mas minutos se passam e lá estou eu, assistindo o próximo episódio – GOT e Outlander me deixam sem chão! Hahahaha.

Porém, o que me deixa realmente maluca, são as injustiças, preconceitos e alguns costumes impostos pela sociedade da época, especialmente em relação ao ‘papel e lugar’ da mulher no período. Tem coisas que nos deparamos e pensamos “que absurdo”, mas triste mesmo é perceber que anos se passaram e muita coisa ainda não mudou. Então fico extremamente feliz quando me deparo com séries que discutem sobre estes valores e até os revertem. Call The Midwife é uma série que eu IDOLATRO pois ela discute tantos tabus e é tão incrível que acho que todo mundo deveria assistir. A série só não vai aparecer na lista a seguir pois já falei dela aqui no blog, mas vejam que vale MEGA a pena. 

Bom, depois de ver muitas séries, mas claro, não todas (ainda bem, rsrs), aqui vão cinco que eu MEGA indico. Não vou me aprofundar muito na trama se não esse post ficará imenso:

Victória (2016)

A série britânica criada por Daisy Goodwin e que já está com duas temporadas, acompanha a trajetória da Rainha Victoria (Jenna MARAVILHOSA Coleman) a partir de sua coroação aos 18 anos de idade após a morte do tio, William IV, e os primeiros anos de reinado após seu casamento com Príncipe Albert (Tom Hughes).

Muitos não acreditam que ela possa ser uma boa rainha já que é muito jovem, inexperiente e está sempre contestando as opiniões não só de seus familiares mas também membros do governo. Sem falar do escândalo envolvendo uma suposta relação com seu primeiro ministro Lord Melbourne (Rufus Sewell), dificultando ainda mais a aceitação de seu reinado pelo povo e Parlamento.

Ela faz tudo que está ao seu alcance para defender aquilo que acredita e mostrar que é capaz de tomar suas próprias decisões. 

É uma série maravilhosa que envolve não só fatos verídicos do reinado de Victoria e Albert, mas também alguns – ou muitos, hahaha – dramas, lutas de poder, preconceitos e, claro, amor. 

Ps: Amo a abertura da série. Fico arrepiada toda vez!

The Musketteers (2014)

Série da BBC baseada nos personagens do livro de Alexandre Dumas, Os Três Mosqueteiros, retrata a lealdade de D’Artagnan (Luke Pasqualino), Athos (Tom Burke), Aramis (Santiago Cabrera) e Porthos (Howard Charles) não só para defender o Rei da França e seu povo, mas também aos seus amigos: “Um por todos e todos por um”.

É composta por 3 temporadas, que podem ser assistidas pela Netflix, e é um prato cheio pra quem gosta ação e aventura. 

Terminei essa série recentemente e até agora não consegui superar o seu término – Constance e D’Artagnan pra sempre no meu coração <3. Passei mal em vários episódios, com o coração MEGA acelerado pois os personagens se envolvem em missões praticamente impossíveis! Quase não dá pra respirar!

Aproveito pra deixar em destaque aqui o sexto episódio da segunda temporada, Eclipse Mortal. QUE EPISÓDIO, PRODUÇÃO!!!

O que eu achei mais incrível na série é que em todas as temporadas tem um episódio com foco no passado de cada mosqueteiro, mostrando suas origens, ideais e seus segredos mais sombrios. Sem falar dos vilões que aparecem na trama. Amei todos eles. Milady de Winter tem o meu MAIOR respeito, hahaha.

Versailles (2015)

Com a terceira temporada em produção, a série se passa durante a construção do Palácio de Versalhes no reino de Luís XIV (George Blagden), conhecido como o “Rei Sol”, que foi coroado ainda muito jovem. Após algumas guerras, rebeliões e traumas, Luís, com o objetivo de manter o poder absoluto em todos os sentidos, mantém os membros de sua corte no palácio, mas logo o lugar fica conhecido como ‘gaiola dourada’ por seus moradores e vários atos cruéis como envenenamento e assassinatos começam a acontecer.

É uma série repleta de traição, luxúria, manipulação, batalhas, segredos e que me tirou do sério pois não dá pra se apegar a ninguém, hahaha. Mesmo assim ela não deixa de ser incrível e maravilhosa!

A primeira temporada encontra-se disponível na Netflix. Não deixem de ver!

Harlots (2017)

Essa série PODEROSA se passa em Londres, em pleno século XVIII, abordando a profissão mais antigas de todas: a prostituição, indo muito mais além do que a dor e sofrimento das mulheres que ganham a vida vendendo o próprio corpo sem outra opção para sobrevivência e independência financeira.

Misturando personagens reais e fictícios, Harlots retrata uma disputa intensa entre dois bordeis totalmente opostos, um liderado por Lydia Quigley (Lesley Manville) – limites não está no dicionário dessa mulher – que possui um caráter mais luxuoso e o outro por Margaret Wells (Samantha Morton), localizado entre os becos da cidade.

Ambas possuem uma intriga há anos, mas Lydia decide destruir de vez o legado de Margaret quando sua concorrente consegue restabelecer seu bordel em uma área muito melhor que a anterior, diminuindo assim sua clientela.

É outra série de tirar o fôlego e que merece todos os elogios possíveis tanto em atuações quanto em produção! Foi impossível não assistir a temporada inteira de uma vez só.

A segunda temporada já foi confirmada e a série pode ser vista pela Fox Premium.

Little Dorrit (2008)

Depois de assistir The Crown – outra série sensacional – fui procurar mais trabalhos de Claire Foy e acabei encontrando essa série. Foi amor à primeira vista.

Baseado no livro com o mesmo título de Charles Dickens e produzido pela BBC, Little Dorrit conta a história de Amy Dorrit que nasceu e cresceu na prisão de devedores de Marshalsea já que seu pai foi preso anos antes de seu nascimento devido sua dívida. Abandoná-lo não era uma opção para ela, assim cuida diariamente dele deixando de lado o que acontece além dos portões da prisão. Mas, com o objetivo de melhorar, pelo menos um pouco, as condições de vida que levavam em Marshalsea, Dorrit decide começar a trabalhar, contrariada do pai, e consegue um emprego na casa da família Clennam.

O que ela não sabia é que o seu passado estava ligado ao daquela família.

A série é lindíssima e de uma delicadeza extrema. Amei tudo! E o romance entre Amy e Arthur é tão encantador que é impossível não se simpatizar pelo casal. Assistam <3 !

Ps: Super aceito indicações de séries, rsrs!

Resenha – Love, Lucy

Por Thila Barto
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11 de novembro
  Título: Love, Lucy
Autor: April Lindner
Editora: Pop Little Brow
Páginas: 304
Ano: 2015
Gênero: Ficção, Jovem Adulto, Romance
Skoob: Aqui
“When a person really loves something…or someone…You just have to stand back and let them”

Resenha:

Lucy, desde sempre, amou atuar. Passou anos fazendo peças sendo a protagonista em sua maioria e recebendo uma infinidade de elogios em cada papel que fazia. Seu sonho era seguir carreira no teatro e ser bem sucedida, até que um dia, esse mundo teatral que considerava fantástico se tornou um completo pesadelo após esquecer completamente seu monólogo em uma audição.

Dar o seu melhor é o minimo para ela e desapontar as pessoas não está em seu dicionário. Assim, envergonhada e traumatizada, Lucy decide se afastar dos palcos por um tempo devido ao medo gigantesco de ter outro apagão como aquele novamente não só em uma futura audição mas também durante uma apresentação, o que seria muito pior.

Com o fim do colégio, Lucy se depara com a difícil decisão de escolher a faculdade e o curso que faria, mas seu pai já tinha todo seu futuro planejado: ela cursaria na área de finanças/negócios na melhor faculdade da região, e ele só pagaria se ela desistisse de vez de atuar.

Depois de analisar todas as possibilidades, Lucy decide aceitar a proposta do pai, mesmo com esse alto ‘preço’, já que ainda não tinha superado o seu trauma, mas com a condição de que ele pagaria um mochilão pela Europa para ela durante suas férias, incluindo a cidade que ela ansiava em conhecer após assistir inúmeras vezes seu filme favorito com Audrey Hepburn: Roma.

Roman Holiday, 1953.

Assim, ela parte com sua amiga Charlene para maior aventura de suas vidas e Lucy promete aproveitar ao máximo cada segundo, pois ela sabia que assim que voltasse ao seu país seu sonho como atriz seria enterrado. Quando finalmente chegam na Itália, o último país do roteiro, o inesperado acontece: Lucy se apaixona por um cantor de rua, Jesse Palladino, dificultando ainda mais sua volta.

Como tudo se desenrola? Só lendo você irá descobrir.


Assim que vi o livro e li a sinopse 
me identifiquei logo de cara! Não que eu seja atriz, hahaha, mas pelo amor que tenho pelo teatro e filmes clássicos – entre meus favoritos está Roman Holiday -, e também porque fiz um mochilão com cidades muito semelhantes citadas no livro, incluindo Roma.

Então é claro que iniciei a leitura com uma curiosidade insana e com expectativas altíssimas, mas elas foram atendidas? De certa forma sim. A narrativa é leve, divertida, sem enrolação alguma e April Lindser descreve os cenários lindamente e com maestria, mas não fui surpreendida em nenhum momento, então, se eu fosse classificar em estrelas, daria 4 de 5.

Super recomendo a leitura! Dá vontade de entrar em sites de viagem e comprar passagens só para ter as mesmas experiências que Lucy.

Leiam, leiam e leiam.

🙂