Mês: Janeiro 2018

Resenha – A Coroa da Vingança

Por Thila Barto
|
30 de Janeiro
Título: A Coroa da Vingança
Título Original: Reunited
Autora: Colleen Houck
Tradução: Alves Calado
Editora: Arqueiro
Páginas: 416
Skoob: Aqui
Ps: Terceiro e último volume da série Deuses do Egito. 
“Descobri que é melhor não olhar para trás com arrependimento. Só com lições aprendidas. O infortúnio pode acompanhar a gente por toda a vida. A gente acaba tendo apenas duas escolhas. Lamentar o destino, diminuir o passo até ele alcançar a gente e depois estender os braços para abraçar a tristeza ou continuar correndo para que ele nunca possa nos alcançar.”
 
Após a batalha contra a Devoradora no final do livro O Coração da Esfinge, Lily volta para o mundo mortal, especificamente para a fazenda de sua avó, para aguardar as próximas batalhas que viriam para destruir Seth e impedir seu plano maligno, mas, o que ninguém podia contar, era que ela voltaria sem memória alguma dos acontecimentos passados ao lado dos Filhos do Egito. Sua mente estava fragmentada. Nem mesmo de Amon, com quem compartilhava uma ligação fortíssima, ela se lembrava! (SOCORRO!)
 
Ao acordar, ela percebe que algo está errado, porém tudo piora em questão de segundos ao descobrir que havia não uma pessoa em sua mente, mas duas, que não paravam de falar coisas absurdas. Ela esteve no Egito? Lutando ao lado de múmias para salvar a humanidade? Ela era uma esfinge? Que diabos estava acontecendo? A última coisa que lembrava era de ter ido ao MET decidir que faculdade cursaria.
 
Lily percebe que a situação se agrava ainda mais quando o grão-vizir, Hassan, aparece com todas as suas ‘supostas’ armas, dizendo que precisava treinar suas capacidades juntamente com as meninas que habitavam seu corpo, Tia e Ashleigh, para se fortalecerem e partirem para acordarem os irmãos e invocá-los antes que Seth os encontrassem no além e os desfizessem inteiramente. 
 
Achava que tinha pirado de vez! Pelo menos tinha sua avó ao seu lado para duvidar de tudo aquilo que Hassan estava falando.
 
“Todo mundo aparentava estar muito seguro de que as coisas incríveis que ele descrevia tinham acontecido de verdade. Eu não conseguia acreditar. Aquilo tudo não podia se referir a mim. Por que eu sairia de Nova York para seguir uma múmia?”
 
Porém, com a chegada de Néftis na própria fazenda, Lily percebe que está em um beco sem saída. Ela precisava fazer todas aquelas loucuras que estavam exigindo dela, inclusive o que a deusa havia acabado de revelar: ela não estava destinada a ser uma esfinge. Era mais do que isso. Ela precisava assumir o poder de Wasret e abraçar o ser que iria se tornar, assim como todas as implicações que esse nome carregava.
 
O que seria necessário para se tornar uma Wasret? Mal sabia ela que teria que abrir mão de MUITA coisa, colocando até sua própria existência em jogo. 
 
Como se fosse possível, as coisas pioram ainda mais um pouco quando Lily falha, logo de cara, em sua primeira missão. Só conseguiu acordar Ahmose. Asten e Amon estavam escondidos no canto mais distante do Cosmo e agora precisava ir resgatá-los. Haveria tempo suficiente?
 
 “Num momento eu era Lily, uma garota apanhada numa situação impossível, mais perigosa e mortal do que qualquer coisa que eu já havia lido em histórias. E no momento seguinte era algo totalmente diferente.”
 
Eu amei DEMAIS o livro pois ele superou IMENSAMENTE todas as minhas expectativas. É o melhor livro da série sem dúvida alguma! Não dá nem pra respirar durante a leitura e a narrativa está mais incrível do que nunca porque o leitor fica um tanto confuso juntamente com Lily pois ora é ela narrando, ora é Tia e ora é Ashleigh, mas não é sempre que tem uma tipografia diferenciada para você saber quando a narradora trocou. Em vários momentos parei por um segundo dizendo: “Espera aí! Isso aqui é a Tia falando, não é mais a Lily” ou algo do gênero. Achei isso incrível pois vai ficando cada vez mais nítido – e um tanto assustador – que as personagens estão se fundindo em uma única pessoa.
 
A única ressalva que faço é que Colleen pesou um pouco a mão ao decidir o destino de vários personagens. Fiquei com o coração não partido, mas despedaçado em VÁRIOS momentos. Se preparem para sentirem todas as emoções possíveis. 
 
Leiam, leiam e leiam pois está SENSACIONAL!!
 
Obrigada, Colleen Houck, por fechar a série com uma MEGA chave de ouro <3 ! ESTOU MUITO FELIZ!!!!!
 
“O medo vem de nós como uma onda gigantesca, mas ela sempre vai se quebrar na rocha da sua determinação.”
 

Filme – Eu, Tonya

Por Thila Barto
|
28 de Janeiro

Uau! Estou com uma tremenda vontade de começar essa resenha com um enorme palavrão, mas se eu soltasse um, uma sequência insana de outros palavrões viria em seguida… Juro que estou tentando segurar, mas desculpa, pessoa que lerá a doideira que escreverei, está difícil segurar. Então lá vai: Que filmão da porra! (falando mentalmente outros diversos!)

“Eu, Tonya” é um filme biográfico que retrata a vida da patinadora americana, Tonya Harding (Margot Robbie), que cresceu num ambiente familiar não muito adorável, tendo que lidar com o distanciamento do pai ainda muito nova e a agressividade, humilhações e maus tratos da mãe (Allison Janney) aos longo dos anos. Como se não bastasse, durante sua adolescência, Tonya acaba entrando num relacionamento abusivo e violento com o jovem Jeff Gillooly (Sebastian Stan) , que não perde uma chance de insultá-la e agredi-la. Mesmo assim, Tonya não consegue sair deste relacionamento.

“Ele só me batia e eu achava que era minha culpa”
“Ele me batia mas me amava, afinal minha mãe também me batia, e eu não conhecia nada além disso”

Apesar de todo esse sofrimento, Tonya sempre contou com o esporte que a completava e que amava desde muito nova: a patinação artística no gelo. Assim, ela se dedica por anos a fio ao esporte e mesmo com as inúmeras dificuldades que teve para se encaixar no padrão do mundo da patinação, Tonya consegue uma vaga para os Jogos Olímpicos, entretanto, durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994, ela acaba se envolvendo num escândalo que muda sua vida para sempre.

Quem conhece a história de Tonya, sabe o que o escândalo causou pois ganhou uma repercussão enorme na mídia na época, mas, pra você que não sabe, não vou dar spoilers e contar o que aconteceu, rsrs.

Senti um turbilhão de coisas durante o filme: Raiva em relação ao abuso e violência, agonia em alguma cenas, um tanto de esperança – mesmo conhecendo o tal escândalo e o que ele resultaria antecipadamente -, alegria (sim, alegria), pois mesmo com o clima pesado do filme, ele tem um tom cômico e sarcástico – que rendeu algumas risadas -, e uma tristeza enorme com o rumo que a vida de Tonya levou. Me senti injustiçada com sua sentença, confesso!

Eu não tenho uma crítica negativa sobre o filme. Produção e direção maravilhosa, roteiro SENSACIONAL recheado de diálogos que merecem ser vistos mais de uma vez, atuações de tirar o fôlego (gente, os atores escalados são muito idênticos aos da vida real! Fiquei besta!), trilha sonora fantástica e uma montagem digna de TODOS os elogios e, claro, de um Oscar! É minha aposta na categoria. 

É um filme que choca, que retrata preconceitos, pressões, abusos, relacionamentos e o mundo atrás da patinação artística. Não é uma biografia comum. Prepare-se para ser surpreendido.

É imperdível. VEJA!

Trailer:

“Eu não sou ninguém se eu não puder patinar. Eu não sou nenhum monstro”

 

Elenco das próximas temporadas de The Crown é confirmado

Por Thila Barto
|
26 de Janeiro

Estou é passando MUITO MAL!

The Crown é uma de minhas séries favoritas e confesso que está sendo um tanto difícil pra mim aceitar a troca de elenco pois tenho uma péssima mania de me apegar aos atores e seus personagens. Ai meu coração!!

Como cada temporada retrata, em média, uma década do reinado de Rainha Elizabeth, todos os atores que fizeram parte da 1° e 2° temporada serão substituídos para dar continuidade na trama. A ideia é que a cada duas temporadas o elenco seja renovado, então não se apeguem, galera, rsrs.

Os atores confirmados para 3° e 4° temporada são: Olivia Colman no papel de Rainha Elizabeth, Paul Bettany como Príncipe Philip e Helena Bonham Carter como Princesa Margaret.

Outra novidade revelada é que Princesa Diana também fará aparição na série, mas só no fim da 3° temporada – retratará os anos de 1964 até 1976 de reinado – e será um dos focos da 4°. Já estou doida para saber quem será a atriz escalada para o papel!

Enfim, o que acharam do elenco? 

Não tenho uma opinião formada ainda pois até então não consigo imaginar os novos atores em seus papeis, mas sei que, pelo menos pra mim, será difícil superar Claire Foy!

😉

Filme – Maze Runner: A Cura Mortal

Por Santoni
|
25 de Janeiro

Maze Runner: Cura Mortal!

2 anos após o lançamento do segundo filme da franquia, 2018 começa trazendo o último filme da saga Maze Runner. A Cura Mortal começa mostrando um pouco das consequências de A Prova de Fogo em um ritmo alucinado e todo recheado de ação. Essa estratégia adotada pelo diretor Wes Ball tem como objetivo empolgar o espectador com cenas de tiros, perseguições, manobras arriscadas e explosões. A essência e toque emocional é mantido, mostrando a união e companheirismo dos personagens logo no começo dessa nova empreitada, o que é uma marca de Maze Runner.

No capítulo final da saga Thomas, Newt, Brenda, Jorge, Caçarola e companhia partem em busca de resgatar um valioso recurso que o CRUEL agora mantém sob custódia, para isso terão que enfrentar um mundo de Cranks e a fúria do CRUEL enquanto marcham em direção a última cidade.

O prêmio de atuação dessa vez vai para Thomas Brodie-Sangster, que dá vida mais uma vez ao personagem Newt, porém a estrela da vez, o Dylan O’Brien não perde a vez e dá um show interpretando, o que tudo indica pela última vez, o personagem Thomas. Tommie para os mais íntimos.

É um final de saga. É onde as respostas de 3 filmes precisam ser respondidas. É quando se encerram vários ciclos, de personagens, de uma história e a sua, de acompanhar a aventura dos Clareanos. Esse desfecho foi direto e reto, foi um final que deveria acontecer, preencheu as mudanças com relação aos livros de forma condizente e empolgante para agradar um público que não necessariamente é o mesmo dos livros.

Comédia, Drama, Aventura, Ação, Drama, Lágrimas, Olhos Marejados, Lágrimas.. Já disse Lágrimas?
O filme empolga, e emociona muito.

A essência do livro está lá, só que o roteiro está longe de ser uma adaptação fiel, uma consequência da bola de neve de mudanças criada a partir do primeiro filme e foi escalada para os demais de forma crescente. Porém as mudanças não incomodam tanto quanto de outras sagas e até mesmo as de A Prova de Fogo.

Corram para o cinema e confiram esse maravilhoso final de saga, porque vale a pena!

Trailer:

Resenha – A Pérola Que Rompeu a Concha

Por Thila Barto
|
19 de Janeiro
Título: A Pérola Que Rompeu a Concha
Título Original: The Pearl that Broke Its Shell
Autor(a): Nadia Hashimi
Tradutor(a): Simone Reisner
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 334
Perfil no Skoob: aqui
 
“Fechei os olhos, uma onda de dor. O pior golpe. Cai no chão com as mãos sobre a cabeça. Curvei-me para frente, quase como se rezasse. Ele estava murmurando algo. Eu não conseguia ouvi-lo em meio ao meu choro.”
 
O livro mais difícil que li na vida!
 
Desculpa começar a resenha assim, num clima pesado logo de cara e expondo minha dificuldade, mas trata-se de uma história sobre um assunto sério, que mexeu ao extremo comigo. Contudo, antes de sair falando sobre minhas impressões, vou introduzir a história para vocês…
 
Rahima é uma menina de 7 anos que nasceu e mora em um vilarejo no Afeganistão. Seu pai serve os senhores de guerra quando preciso e é um dependente de ópio, algo que vai se agravando ao passar do tempo, fazendo sua família sofrer cada vez mais não somente por conta de seu comportamento temperamental e agressivo, mas também porque sente-se cada vez mais insatisfeito, descontente e amaldiçoado já que sua esposa não foi capaz de lhe dar um filho homem, mas sim 5 filhas.
 
Ele recebe pressão da família, principalmente da mãe, para que tenha uma segunda esposa dado que sua primeira é considerável uma inútil, entretanto ele não podia bancar mais uma boca para alimentar. Tinha que aceitar a situação. 
 
Rahima e suas irmãs vão crescendo nesse ambiente complicado, tendo até que pararem de ir à escola pois já estavam começando a chamar a atenção dos meninos enquanto caminhavam. A situação, não só financeira, da família acaba se agravando mais e a única solução que a tia de Rahima, Khala Shaima, encontra é transformar a sobrinha em uma bacha posh, ou seja, uma menina disfarçada de menino, assim ela poderia voltar à escola, comprar alimentos no mercado para sua mãe cozinhar as refeições e trazer dinheiro para ajudar a casa. Tal tradição é comum até hoje entre as famílias que não tinham filhos homens.
 
“A sensação era de que minhas pernas estavam livres, em disparada pelas ruas sem que meu joelhos batessem contra a saia e sem me preocupar com olhares de repreensão. Eu era um rapaz e parte de minha natureza era correr pelas ruas.”
 
Entretanto, Rahima, que agora era Rahim, tem sua vida mudada drasticamente, pela segunda vez, quando seu pai decide casar as três irmãs mais velhas – algo que incluía ela – com senhores de guerra que ofereceram uma quantia enorme de dinheiro. Ela mal tinha entrado na adolescência. Tinha apenas 13 anos e estava fadada a ser a quarta esposa de um guerreiro de cabelos grisalhos e, o pior de tudo, seria obrigada a abrir mão da liberdade que tanto amava ao ser um menino.
 
“Assim é a vida para as meninas. Uma filha não pertence de fato a seus pais. Uma filha pertence aos outros.”
 
Ao mesmo tempo que temos a narrativa de Rahima, temos outra no passado narrada por Shekiba, trisavó de Rahima. Ela, ainda muito pequena, sofreu um acidente na cozinha de sua casa ao derrubar uma panela de óleo quente em sua direção ao perder o equilíbrio, desfigurando completamente o lado esquerdo de seu rosto. Sua sobrevivência foi considerada um grande milagre.
 
A vida para as mulheres já era um tanto complicada, mas para uma mulher com uma anomalia, era ainda mais. Por esse motivo, sua mãe estava constantemente lembrando que o nome Shekiba significa presente e que ela não deveria permitir que os outros ficassem olhando feito tolos para ela.
 
Porém, assim como Rahima, sua vida muda drasticamente pela segunda vez aos 13 anos, quando uma epidemia de cólera arrasou o Afeganistão. Sua família inteira morreu. Primeiro foram os irmãos, depois a mãe que não suportou as perdas e, por último, seu pai. Como ela era maltratada e mal vista, não só pela sociedade mas também por sua família, Shekiba decide cuidar e viver em sua casa sozinha, fazendo todas as tarefas necessárias, desde colheita até as tarefas domésticas. Assim, lentamente, Shekiba começa a agir, sentar-se e vestir-se como um rapaz.
 
A situação não dura por muito tempo pois logo Shekiba é descoberta e passa a morar com os tios que a maltratam e não dão nenhum valor a ela, inclusive, como meio de pagar uma dívida, eles a dão de presente como forma de pagamento. Shekiba vai passando de mão em mão até que acaba sendo levada para trabalhar no palácio real, em Cabul, como um guarda – assim como outras mulheres -, tendo que se vestir como homem para proteger o harém do rei. 
 
A partir dessas duas narrativas o livro se desenvolve.
 
Como disse no início da resenha, a leitura foi muito difícil pra mim. Não porque é mal escrito ou com uma linguagem bastante rebuscada (não é mal escrito, caros, muito pelo contrário; só senti a necessidade de abrir o parênteses para deixar bem claro), mas porque as personagens sofrem o TEMPO TODO. Dá pra contar em uma única mão a quantidade de momentos felizes durante toda narrativa.

Sofri junto com as personagens, me senti injustiçada, revoltada, triste, como se eu não tivesse voz, com ódio – sei que é uma palavra forte, mas é o que eu sentia – como se meu estômago fosse virar do avesso! Mas a questão é que eu não sofria somente pelas situações que as personagens fictícias passavam, mas também sofria porque as situações abordadas no livro acontecem. É real! Não é um faz de contas. 

A autora ainda comenta na entrevista que aparece no final do livro que ela foi para o Afeganistão  –  a família dela é afegã, porém ela nasceu nos EUA – entrevistar e escutar relatos de diversas mulheres: “Ouvi suas frustrações, suas dores e seus triunfos. Por fim, escrevi essa história para compartilhar a experiência das mulheres afegãs em um obra de ficção que é feita de mil verdades.”
 
Em vários dias, eu não conseguia ler mais que 3 páginas pois é péssimo ter que ler que uma menina de apenas 13 anos tem que ter relações sexuais com um senhor de mais de 50 anos. É péssimo ter que ler que a mulher não tem direito de escolha. É péssimo ter que ler que nenhuma mulher pode falar o que pensa, andar pelas ruas livremente, trabalhar ou opinar. É péssimo ter que ler sobre os abusos, preconceitos e os maus tratos. É péssimo ter que ler que a mulher não tem valor e só serve para fazer as tarefas domésticas e colocar filhos homens no mundo, sendo que, se ela não for capaz de cumprir essa última tarefa, é considerada uma inútil e pode ser substituída por outra. Mas, é mais péssimo ainda, saber que é um problema presente não só no Afeganistão, mas no mundo inteiro em diferentes escalas.
 
Não podemos fingir que certos problemas não existem. Isso precisa ser revertido! “Time is UP”, folks!
 
Ps: Eu sei que o movimento que acabei de citar é uma entidade liderada por mulheres de Hollywood que luta contra o assédio sexual na indústria, mas ela é muito mais que isso: é uma luta por igualdade de gênero. É uma luta por respeito!
 
Eu fiquei emocionada assistindo o Golden Globes, vendo todas as mulheres usando a mesma cor para protestar e chamar a atenção da mídia, comentando entre os anúncios dos premiados da noite sobre as diferenças salariais, injustiças e até a falta de mulheres indicadas no prêmio de direção.
 
Mas enfim, o que vocês pensam quando leem isso?:
“No entanto, não tenho razão para reclamar. Meu marido tem um cargo respeitável no Ministério da Agricultura. Ele nos mantém bem alimentadas e bem vestidos na área mais respeitada de Cabul. Sustentava os filhos e não me bate. O que mais eu poderia pedir a Alá?

O que mais ela poderia pedir independente de sua crença? Ser amada? Respeitada? Feliz? Livre para fazer suas escolhas? A lista é enorme!

Ler isso corta meu coração e acende uma revolta insana dentro de mim. 

Leiam, leiam e leiam

Mais uma vez reforçando: não podemos ficar caladas! Chega de discriminação, assédio e abuso!

Resenha – Assassinato no Expresso Oriente

Por Thales Eduardo
|
17 de Janeiro
Título: Assassinato No Expresso Oriente
Título original: Murder On The Orient Express
Autora: Agatha Christie
Tradução: Petrucia Finkler
Editora: L&PM
Páginas: 248
Skoob: Aqui

A bordo do Expresso Oriente, Hercule Poirot acaba se vendo envolvido em um assassinato. Caberá agora ao famoso investigar descobrir quem é o assassino. Mas como solucionar tal crime em um vagão em que todos são suspeitos?

Colhendo o depoimento de cada um dos tripulantes do vagão é que Poirot vai reconstruindo a noite do crime. Em meio a tantas suspeitos, o investigador precisará descobrir o que de fato aconteceu. Entre verdades e mentiras, cada pequeno detalhe pode se tornar algo incriminador.

“Diga-me alguma coisa, imploro-lhe, meu amigo. Mostre-me como o impossível pode ser possível!”

Com o grande volume de obras, muitos livros acabam passando despercebidos. Seja por um motivo ou outro ficamos alheios a diferentes títulos. Agatha Christie é, com certeza, um nome que impõe respeito. Até mesmo para aqueles que nunca leram um livro dela, sabem de todo o sucesso e posição que autora conquistou.

Todo esse volume de elogios gerou uma forte expectativa em torno do Assassinato no Expresso do Oriente. Expectativa essa que, infelizmente, não foi alcançada.

Com uma trama lenta, o leitor atravessa diversos capítulos repletos de diálogos e sem ação. O leitor acompanha a narração sem criar um vínculo com cada um dos personagens, ficando tudo muito superficial. Apesar da grande importância da história de cada personagem para construção da trama, há a impressão de que autora não quis desenvolver mais e apenas trata de maneira rápida tais eventos.

E o personagem central da história, o grande detetive Hercule Poirot não passa batido. Com uma personalidade forte, Poirot revela sua habilidade grandiosa em desvendar crimes de difíceis soluções. Durante cada depoimento, o detetive vai fazendo pequenas observações que no final são de extrema importância para fechamento do mistério.

Em 2017, tivemos mais uma adaptação cinematográfica da obra com um elenco de grande renome. O filme (trailer aqui) tem um bela fotografia e busca dentro das possibilidades variar nos cenários, já que no livro acontece praticamente tudo em um único ambiente. 

Entretanto, como em toda adaptação, temos as mudanças em relação a obra original. Querendo ou não essas mudanças causam no expectador uma reação positiva ou negativa. O filme traz algumas mudanças no seu decorrer, mas a que mais me incomodou foi na revelação do crime. A adaptação ousa numa dramatização que me pareceu forçada e desnecessária.

Seja em qual meio for, Assassinato no Expresso do Oriente é, apesar de tudo, um bom e indicado programa! Desvende o indesvendável!

Filme – Roda Gigante

Por Thila Barto
|
13 de Janeiro

Meu ‘Tico’ brigou muito com o ‘Teco’ durante o filme, mas já explico o motivo, rsrs…

Roda Gigante, o novo filme de Woody Allen em sua segunda parceria com Vittorio Storaro como responsável pela fotografia, conta a história de um triângulo amoroso um tanto complicado onde temos Ginny (Kate SPECTACULAR Winslet), uma ex-atriz que ao fugir de seu passado conturbado, acaba se casando com um operador de carrossel de um parque em Coney Island mesmo não tento muita afeição por ele, e, assim, começa a morar nos fundos deste parque juntamente com seu filho, um tanto peculiar, que é fascinado em colocar fogo nas coisas.

Ela trabalha como garçonete em um restaurante local para ajudar com as finanças da casa e antipatiza não só com seu novo ofício mas também com toda a atmosfera do parque de diversões, declarando ser impossível se acostumar com o barulho diário – algo que é reforçado pela trilha sonora que sempre se repete quando ela está passando pelo parque.

Sua rotina muda quando conhece Mickey (Justin Timberlake), um dramaturgo que trabalha como salva-vidas na praia e logo começam a ter um caso. Ginny vê uma chance de mudar sua vida e, finalmente, poder ‘trocar de papel’ pois já estava exausta de interpretar a garçonete. Assim, ela se joga cegamente nesse novo relacionamento.

Entretanto, o que ela não podia contar, era que a filha de seu marido, Carolina (Juno Temple), que havia se casado com um cara da máfia há cincos anos contra vontade do pai, iria voltar pedindo ajuda e abrigo depois de anos de silêncio. Ela estava sendo perseguida e correndo risco de morte.

Contudo, a questão é que, ao andarem pela cidade, Ginny e Carolina trombam com Mickey na calçada e adivinhem? Mickey e Carolina se sentem atraídos um pelo outro.

É aí que as coisas começam a se complicar ainda mais porque Carolina começa a pedir conselhos para Ginny sobre Mickey, colocando Ginny em uma situação bastante angustiante pois além de sentir um ciúmes enorme ela não poderia contar que estava traindo o pai de Carolina com o próprio Mickey. Como ela poderia aconselhar Carolina? Se esquivando? Inventando histórias? Acabando com a imagem de Mickey com a esperança dela desistir dele?… A resposta você só descobriria assistindo, é claro.

Como amante do teatro, eu amei CADA SEGUNDO do filme pois há um certo exagero na iluminação que surge e desaparece numa delicadeza enorme em diversas cenas! É evidente que certas luzes não são pertencentes do cenário – como na caixa cênica de um teatro -, mas é aí que está a magia! Elas, em cores contrastantes, aparecem para evidenciar um ambiente do restante  da paisagem e também para evidenciar as emoções de Ginny que ora surgem como um foco na cor vermelha em seu rosto para ilustrar suas declarações e confidências; ora é azul para ilustrar sua tristeza e desespero; ora branco mostrando até uma certa loucura. 

Certa linguagem me levou a pensar: Será que Ginny se imaginava o tempo todo interpretando um papel, como se nunca tivesse largado seu lado atriz? Decidi acreditar que sim durante o filme e acabei me aproximando cada vez mais da personagem.

Algo que considerei que reforça essa ideia, além do fato de ela ser atriz e de Mickey um dramaturgo, são as cenas onde ela mostra seu amor pelo ofício e obsessão por seus adereços e figurinos que usou em peças que fez no passado.

Porém – você já deve estar se perguntando -, o que levou meu ‘Tico’ brigar com o ‘Teco’? Pelo simples motivo: não gostei nem um pouco da atuação de Justin Timberlake. Desculpa fãs, admiradores de seu trabalho – não que eu não seja – e aos demais que gostaram de sua atuação, mas pra mim não rolou.

Não senti nenhuma química entre ambos os casais (Ginny e Mickey / Carolina e Mickey) e ficava bastante irritada pois sentia em diversas cenas que Kate estava atuando de uma maneira merecedora e dígina dos melhores elogios enquanto Justin não conseguia acompanhar. 

Então fiquei nessa relação de amor e ódio durante o filme todo.

Enfim… É uma história sobre amor,  família, vivência, instabilidade e uma confusão de sentimentos coordenados pelo toques, que tanto adoro, de Woody Allen.

Assistam <3

Trailer:

Resenha – Fraude Legítima

Por Thales Eduardo
|
10 de Janeiro
Título: Fraude Legítima
Título original: Genuine Fraud
Autora: E. Lockhart
Tradução: Flávia Souto Maior
Editora: Seguinte
Páginas: 280
Skoob: Aqui

Em um livro em que a personagem principal te engana e confunde, o leitor precisará ficar atento para decifrar as peças desse enigma. Afinal, quantas vidas uma pessoa pode assumir?

Fraude Legítima começa do final. Calma, é isso mesmo que você leu. Partimos do capítulo 18, em um momento crucial da história e fazemos o caminho inverso do geralmente utilizado. A cada capítulo vamos regredindo cada vez mais ao passado para entender o que está acontecendo.

Para Jule West Williams, a vida trouxe grandes desafios que a impulsionaram a buscar aquilo que acredita ser o melhor pra si, seja qual for o custo. Jule será a heroína da sua própria história.

Muitos aceitariam de bom grado a vida da milionária Imogen Sokoloff, só que ela está farta de tudo isso, das cobranças e imposições. Imogen está perdida, tentando de alguma forma encontrar seu verdadeiro eu.

Em meio a essa vida de luxo de Imogen, Jule entra em sua vida. Ambas se tornam inseparáveis e confidentes. Rapidamente e intensamente, elas se tornam melhores amigas.

O que ninguém imaginava era que Imogen fosse tirar a própria vida. 

“Você acha que uma pessoa é tão ruim quanto suas piores ações?”

E. Lockhart desenvolve com exímio seu livro. A proposta de partir do fim e voltar lentamente ao inicio de tudo causa no leitor um envolvimento muito forte, já que o mesmo se sente fisgado e alucinado para descobrir as ações que culminaram em tal conclusão.

Talvez uma parte desse mistério proposto pela autora não seja tão difícil de decifrar, mas acredito que nessa obra a construção de todos os fatos é ainda mais importante. Podemos descobrir o que aconteceu, mas Lockhart nos provoca com seus personagens e seus atos. O fim é importante, mas o meio é tão importante quanto.

Fraude Legítima é um grande quebra-cabeça, nos quais as peças estão espalhadas ao longo de cada capítulo. Embarque nessa aventura e se prepare para a imagem que ela formará no final!

Resenha – The Good Place

Por Beatriz Guerra
|
7 de Janeiro

   Everything is fine!  A série The Good Place, criada por Michael Schur e com duas temporadas disponíveis no Netflix é o que você procura se quer algo simples e divertido! 

   Depois que Eleonor Shellstrop  (Kristen Bell) é morta de uma maneira bem bizarra, ela acorda no “Lugar Bom” e descobre que entrou na vida após a morte.  Michael (Ted Danson) é o arquiteto e conselheiro da vila em que ela se encontra e a informa que Eleonor conquistou aquele lugar  por causa de diversas boas ações que fez quando ainda era viva, incluindo greves de fomes em protestos e  ajudar pessoas inocentes a saírem do corredor da morte. O problema: ela nunca fez nada daquilo.

  Por conta desse erro, sua mera estadia no “Lugar Bom” causa alterações na vila inteira e impacta todos os outros moradores. Eleonor fica presa nesse mundo onde não é possível falar palavrões (what the fork), só há pessoas boas, cada um tem uma “alma gêmea” e você pode ter tudo o que sempre quis com a ajuda de Janet (D’Arcy Carden) , um ser que possui o conhecimento de todo o Universo.  Só resta duas alternativas a ela: tentar merecer ficar nesse lugar, ou admitir e ir para “o Lugar Ruim”. O que você faria?

   No decorrer da série, Eleonor entra em diversas situações cômicas ao tentar ser boa através da ajuda de seus novos amigos no Lugar Bom. Cada episódio tem uma curta duração de apenas 22 minutos, o que torna bem gostoso de assistir e muito rápido! A série é muito bem elaborada e tem um dos melhores plot twits EVEEEEER! Se você assistir até o último episódio da primeira temporada, pode ter certeza que você não vai mais conseguir dar um “pause” e vai devorar toda a segunda temporada no mesmo dia. Te juro, você nunca vai imaginar o que acontece!!!!!

   Além disso, só de ter a Kristen Bell no elenco já é um belo motivo para assistir, ela torna Eleonor uma personagem inesquecível. É tudo muito bem elaborado na série, com piadas interessantes e nos momentos certos, flashbacks extremamente engraçados de quando Eleonor fazia coisas “ruins” na Terra e também muito aprendizado sobre moral e ética, com debates filosóficos que provoca quem está assistindo. A primeira temporada pode até parecer meio boring para você, mas fique tranquilo, você vai compreender o motivo assim que chegar no último episódio da primeira! Não desista! 

   E pra quem quer treinar o inglês, é bem tranquilo pra assistir sem legenda! #fikdica(: 

   The Good Place foi de uma daquelas procuras inesgotáveis por algo bom no Netflix, pra uma das minhas séries preferidas! Vale super a pena 😀

   E pra terminar: I’m going to the gym! (assistam a segunda temporada que vocês pegarão a referência). 

Resenha – Um Beijo À Meia-Noite

Por Alê Lendo
|
2 de Janeiro
Título: Um Beijo À Meia-Noite
Título Original: A Kiss At Midnight
Autor(a): Eloisa James
Tradutor(a): Livia Almeida
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 317
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.

” – Eu não sou sua Kate – declarou ela – Esta é a parte estranha – disse ele, voltando a deitar-se de costas, cobrindo olhos com o braço. Você é sim.” Gabriel Augustus-Frederick – O Príncipe.

Vamos pelo começo: Leram a resenha do 1º livro

Agora, recapitulando:

A EDITORA ARQUEIRO iniciou as publicações de ELOISA JAMES no Brasil com o romance de época “Quando a Bela Domou a Fera”, que na verdade é o 2º livro da série “Contos de Fada”:  

Os cinco livros:

Livro 1. Um Beijo À Meia Noite.

Livro 2. Quando A Bela Domou A Fera.

Livro 3. O Duque É Meu.

Livro 4. A Duquesa Feia.

Livro 5. Era Uma Vez Uma Torre. 

Mas, hoje, vamos falar do 1º livro desta série: UM BEIJO À MEIA-NOITE.

KATHERINE DALTRY está mais agitada e nervosa do que o normal, pois desta vez sua madrasta Mariana passou dos limites. O pai de Kate casou-se apenas duas semanas após a morte de sua mãe, e sua Madrasta mudou-se imediatamente com a filha Victoria para a residência da família. Pouquíssimo tempo depois, o pai de Kate também faleceu, e desde então, ela vive no sótão da casa onde um dia foi dona.

A Madrasta mantêm Kate como uma espécie de faz tudo, desde a administração e contabilidade dos negócios até o trabalho mais pesado com os animais. Kate acaba por se submeter aos maus tratos de Mariana para manter o emprego dos empregados mais antigos que ainda permaneceram na residência após a morte de seu pai. (mais…)