Mês: Fevereiro 2018

5 Filmes Clássicos Para Assistir e ser feliz!

Por Thila Barto
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23 de Fevereiro

Sabe aquele ‘shade’ em relação aos filmes em preto e branco? Joga ele no lixo AGORA! Rsrs

Depois de receber algumas mensagens pedindo indicações de filmes clássicos – com ‘clássicos’ quero dizer filmes entre as décadas de 20 e 60, não aqueles de sessão da tarde ou os ‘atuais’ aclamados pela crítica que ganharam tal título aos longo dos anos -, decidi fazer essa listinha que apresentarei a seguir e, se vocês curtirem, posso continuar fazendo regularmente pois escolher somente 5 entre inúmeros é uma tarefa mega difícil pra mim. São vários sensacionais!

Vou tentar escolher filmes não tão clichês como O Mágico de Oz e E o Vento Levou (MELHOR FILME DE TODOS OS TEMPOS! KKKK), que são fáceis para achar, que serão divertidos e gostosos de assistir. Se vamos começar agora, vamos dar play no level easy, okay? Eles são:

• Adam’s Rib – A Costela de Adão (1949)

A Costela de Adão é um filme super a frente de seu tempo que aborda a igualdade de gênero em plena década de 40 através de um casal de advogados que acabam se envolvendo no mesmo caso, porém em lados opostos, no qual a ré disparou contra o marido ao encontrá-lo com a amante. Amanda Bonner (Katharine Hepburn) se posiciona para defender a mulher e Adam Bonner (Spencer Tracy) o homem.

As diversas discussões para defenderem seus clientes durante o julgamento acabam deixando de ser apenas profissionais e passam a ser, também, pessoais, causando assim uma certa confusão no relacionamento do casal para saber quem ‘está certo’! O casamento que antes era perfeito agora está em jogo.

É um filme de comédia mais do que incrível e que merece ser visto!

• The King and I – O Rei e Eu (1956)

Falei que não ia escolher um clichê, mas não resisti porque eu AMO DEMAIS esse filme e ELE É COLORIDO viu, antipáticos do preto e branco, rsrs.

Baseado em uma história verídica, O Rei e Eu se passa em 1862 tendo como protagonistas Anna Leonowens (Deborah MARAVILHOSA Kerr), uma americana que é contratada pelo Rei do Sião (Yul Brynner) para ser professora de seus filhos. O rei tem um gênio forte e não perde a chande de impor sua autoridade em todas as situações, gerando assim, inicialmente, uma certa desavença com Anna devido suas diferenças culturais e de hábito, mas, claro, eles acabam se entendendo com o tempo.

Se trata de um filme musical com coreografias, músicas lindas – é impossível não ficar com alguns trechinhos delas na cabeça depois – e com tudo que há de bom em uma história: personagens intrigantes e roteiro impecável! 

“Ai eu não gosto de musical!”. Caro, o filme não é inteiro cantando, é sensacional e é tão bem humorado que você vai até esquecer que não tem afinidade com o gênero. Dê uma chance!

O filme ocupa a 11ª colocação na lista dos 25 maiores musicais americanos de todos os tempos e ganhou adaptações sensacionais na Broadway ao longo dos anos e, inclusive, uma no Brasil em 2010.

• The Waterloo Bridge – A Ponte de Waterloo (1940)

Baseado numa peça homônima de Robert E. Sherwood, ganhadora do prêmio Pulitzer de literatura, A Ponte de Waterloo é um drama que se passa em Londres durante os bombardeios da Primeira Guerra. O oficial Roy (Robert Taylor) e a bailarina Myra (Vivien DONA DE HOLLYWOOD INTEIRA Leigh) se conhecem na ponte de Waterloo e logo se apaixonam. Porém, Roy precisa partir para o front de batalha, assim eles se casam às pressas e Myra promete esperá-lo.

Meses se passam até que ela recebe a infeliz notícia de que Roy morreu. Desiludida, sem recursos e desesperada, Myra toma uma decisão drástica. Qual terá sido ela?

Bom, o primeiro filme foi uma comédia, o segundo um musical, então o terceiro tinha que ser um drama, mas não um drama qualquer: um digno de todos os elogios possíveis protagonizando Vivien Leigh, considerada a maior atriz de todos os tempos! (Keep trying Meryl)

Ps: amo a Meryl, só pra deixar claro! ♥

• It Happened One Night – Aconteceu Naquela Noite (1934)

Peter Warren (Clark Gable) é um jornalista desempregado que ao se deparar com Ellie (Claudette Colbert) – a filha de um milionário que tinha acabado de fugir do iate de seu pai pois ele não tinha aprovado quem ela escolheu para casar -, enxerga uma oportunidade de escrever uma boa matéria, mas vários fatos criam uma forte aproximação entre eles, inclusive algumas desventuras, rsrs.

É uma comédia romântica ‘mamão com açúcar’? Sim, é uma comédia ‘mamão com açúcar’, mas não qualquer uma. Pra ter uma ideia, Aconteceu Naquela Noite foi o primeiro filme a conquistar as cinco categorias mais importantes do Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor (Frank Capra), Melhor Ator,  Melhor Atriz e Melhor Roteiro Original(Robert Riskin).

Preciso fazer aqui mais um parágrafo com vários elogios? Acho que deu pra entender, né?

• In the Good Old Summertime – A Noiva Desconhecida (1949)

Uma lista minha sem a participação da inigualável Judy Garland não teria tanto a minha cara, então o quinto e último filme da lista é A Noiva Desconhecida, um musical (não reclamem, rsrs) colorido (ponto positivo?)! Yay!!!

► Abrindo um comentário extra aqui pra explicar as interrupções fazendo piada ao gênero musical:

Ainda tem muita gente que tem um certo preconceito com o gênero, mas desculpa, caros, esses filmes, juntamente com as comédias, foram grandes investimentos dos estúdios estadunidenses na época para promover o otimismo para a população que ora estava em guerra e ora em crise. Era uma forma de levantar o astral para que a população não deixasse ser levada pela tristeza e desesperança. Lógico que logo surgem os filmes com gangsters, os de ação que focalizam em heróis e vilões, os de terror se espalham, os de faroeste continuam a ser aprimorados e os melodramas também, então não haviam somente os musicais e as comédias, eu sei, eu sei… Porém, com isso, quero dizer que os musicais fizeram parte da formação do cinema e estão presentes até hoje. Aceitem! Eles são importantes e muito bem feitos por sinal! Precisamos deixar certos preconceitos de lado e abrir a cabeça para apreciarmos verdadeiramente os filmes. 

Voltando… 

A Noiva Desconhecida, na verdade, é um remake musical da comédia “A Loja da Esquina” e conta a história de Veronica Fisher (Judy Garland) e Andrew Larkin (Van Johnson). Ambos trabalham na mesma loja de música mas não se suportam e vivem brigando um com o outro durante o expediente, porém, mal sabiam eles que as cartas apaixonadas que escreviam durante a noite e que trocavam anonimamente com seus admiradores secretos através do correio eram um com o outro.

Adoro demais esse filme e acho uma enorme fofura Liza Minnelli, filha da Judy, aparecendo em uma cena com apenas 3 anos de idade.

Veja!

Ou melhor: VEJA TODOS e comente comigo, please!

Cinema Clássico é tudo de bom!

Resenha – As Crônicas de Marte

Por Thales Eduardo
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16 de Fevereiro
Título: As Crônicas de Marte
Título original: Old Mars
Autores: George R. R. Martin e Gardner Dozois
Tradução: Fábio Fernandes
Editora: Arqueiro
Páginas: 496
Skoob: Aqui

Vida extraterrestre é um assunto que instiga a todos. Acreditando ou não, nossa curiosidade fala mais alto e nos leva a imaginar tais possibilidades. Com um universo tão grande, será mesmo que estamos sozinhos nessa imensidão? Mas nem precisamos ir tão longe, vamos pensar no sistema solar. Ou melhor, vamos falar de um planeta específico que com certeza já gerou muitas especulações. Vamos falar de Marte!

Em As Crônicas de Marte, somos contemplados com 15 contos de diferentes escritores. Tendo em comum apenas o famoso planeta vermelho, cada autor desenha seu próprio cenário.

O tamanho de cada conto varia, mas a grande maioria flui rapidamente. Como cada autor tem suas próprias características linguísticas, temos uma variedade de narrações, sendo que todas surpreendem e prendem a atenção do leitor.

“As Mariner não puderam encontrar o velho Marte. Mas você pode. É só virar a página.”

Entre ficção científica, aventura e fantasia, a viagem por Marte se torna animada diante da perspectiva de cada autor. 

Como são contos, há também um certo limite de espaço para cada uma das histórias. Talvez um ou outro apresente uma narração mais rápida, mas nada que possa atrapalhar a leitura. Muitas vezes terminamos um conto querendo mais daquele universo, mais daquela história.

Além dos diversos autores consagrados, As Crônicas de Marte foi organizado por George R. R. Martin e Gardner Dozois. Composta por uma equipe muito bem qualificada, o resultado não poderia ser diferente. Embarque junto nessa viagem pelo desconhecido e se prepare para muitas surpresas ao longo do caminho!

“A guerra chegaria ao mundo batizado com o nome de um deus da guerra. Sangue vermelho cairia sobre areia vermelha, tanto de humanos quando te marcianos.”

Resenha – Estamos bem

Por Lucas Florentino
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12 de Fevereiro

“Se quem éramos no passado tivesse um vislumbre de nós agora, o que achariam?”

Existem livros que são simplesmente um soco no estomago e você tem que aprender a lidar com eles caso queira chegar até a última página. Ao contrário do que o título propõe, ‘Estamos bem’ foi como cair na toca do coelho, uma solitária queda livre onde os sentimentos mais profundos, aqueles que mais lutamos para esconder, surgem a flor da pele e nos fazem refletir sobre como devemos lidar com os problemas que encontramos durante essa longa caminhada chamada vida.

Nina LaCour nos apresenta Marin, uma misteriosa garota que está prestes a passar o natal sozinha em seu dormitório da universidade. Tudo o que sabemos até aqui é que ela deixou para trás o sol e o calor da Califórnia, assim como alguns fantasmas do passado, e está agora vivendo em meio a fria cidade de Nova York.

Em pouco mais de duzentas páginas e uma narrativa que alterna entre passado e presente, vamos conhecendo mais de Marin e todas as motivações que a levaram a fugir de tudo e todos que conhecia. Não é tanto um livro sobre fatos, mas sim sobre sentimentos.

“Relembrar é a única forma de superar o passado.”

Solidão é um tema recorrente durante toda a história. O clima criado pela autora para mostrar o quanto Marin está sozinha acaba transbordando das páginas e fazendo com que o leitor se sinta da mesma forma. Além disso, perda, luto e dor também tem seus momentos ao decorrer do livro.

Durante toda a leitura conseguimos encontrar alguns diálogos muito poderosos, mas é no silencio das personagens que Nina LaCour consegue colocar para fora tudo aquilo que está impregnado no coração de Marin.

“Eu me pergunto se tem uma corrente secreta que une as pessoas que perderam alguma coisa. Não da forma que todo mundo perde alguma coisa, mas da forma que destrói sua vida, te destrói, e quando você olha para o próprio rosto, não parece mais seu.”

Existe um momento em particular (que é óbvio que não irei contar para não dar spoiler), em que um dos segredos é revelado, que simplesmente me destruiu. Fiquei com um nó na garganta durante dias, mesmo depois de já ter finalizado a leitura. É aquele tipo de situação na qual você tem até medo de se imaginar, mas que muitas vezes acaba não tendo controle, o que torna tudo ainda mais difícil.

Mas não pense que ‘Estamos bem’ é uma montanha-russa que só vai para baixo, existem sim alguns momentos felizes, ou pelo menos uma busca por felicidade e redenção, que faz com que torçamos para que Marin saia desse buraco escuro em que ela se encontra.

Fazia tempo que eu não lia um YA tão bom e que me fizesse trabalhar tanto a minha empatia. Não foi uma leitura fácil, não foi algo que consegui ler de forma rápida, mas com certeza me trouxe muitas reflexões que dificilmente irei esquecer um dia. Nina LaCour conseguiu cumprir o que se propôs a fazer e eu só tenho elogios à ‘Estamos bem’.

Resenha – Quando Tudo Faz Sentido

Por Thales Eduardo
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6 de Fevereiro
Título: Quando Tudo Faz Sentido
Título original: Falling Into Place
Autora: Amy Zhang
Tradução: Joana Faro
Editora: Rocco
Páginas: 320
Skoob: Aqui

“A vida é mais que causa e efeito. As coisas não era tão simples assim.”

Quando tudo está um caos, quando vê as consequências de seus atos afetando as pessoas que a cercam, Liz chega a conclusão que já não há salvação para si. Chegou a hora de colocar um fim ao trem desgovernado chamado Liz Emerson.

Em um ponto da sua história, Liz deixou de se importar com muita coisa e começa a agir sem medir os efeitos de cada um dos seus atos. Apesar da popularidade na escola, ela não é um exemplo a ser seguido.

Além de ferir os sentimentos daqueles que cruzam seu caminho, Liz fere a si própria gradualmente. Ao mesmo tempo em que percebe que aquilo não é certo, ela também já não vê uma forma de ser diferente.

Quando se dá conta do rumo que sua vida tomou, não parece haver maneiras de mudar as coisas. Então Liz planeja, traça uma rota para acabar de ver com a causadora de tudo que julga errado: ela mesma. 

“Porque Liz Emerson guardava tanta escuridão dentro de si, que fechar os olhos não fazia muita diferença.”

Em um livro tocante e envolvente, Amy Zhang nos mostra que determinados assuntos merecem diálogo. Mais importante ainda, obras como essa nos alertam sobre os perigos que todos nós estamos vulneráveis, perigos esses que muitos preferem esconder ou julgar de um jeito errado.

De forma não linear, a autora transita entre passado e presente, em um jogo de ação e reação. Vamos descobrindo aos poucos essa protagonista bagunçada, que busca seu lugar no mundo mesmo sem saber ao certo qual é. Mesmo que de uma maneira não muito correta, Liz vai seguindo a vida do jeito que pode e consegue. Foco não é julgarmos atos da personagem, mas sim percebermos a força do efeito dominó na vida de uma pessoa. Como as peças são derrubadas ao longo do ano e a maneira como cada uma delas é afetada. Como parar algo que parece inevitável?

Contudo, com um resultado muito satisfatório, Amy entrega uma obra necessária e importante

“Ela não percebia que a reação igual e oposta era a seguinte: todas as coisas terríveis , cruéis e escrotas que Liz já fizera tinham voltado para ela.”

Resenha – Olá, caderno!

Por Lucas Florentino
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1 de Fevereiro
Título: Olá, caderno!
Autora: Manu Gavassi
Ilustração: Nath Araújo
Gênero: Jovem Adulto, Ficção
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 312
Ano: 2017
Skoob: Aqui

 

Antes de começar essa resenha, vocês precisam saber de uma coisa: eu amo a Manu Gavassi. Sério, eu sou aquele tipo de fã que compra todos os CDs (físicos e no iTunes, porque eu quero mesmo deixar essa mulher ainda mais rica e famosa), vou em todos os shows que consigo, tarde de autógrafo, passo horas ouvindo as músicas e nunca, NUNCA, me enjoo (inclusive, estou ouvindo agora mesmo enquanto escrevo). Okay, então sabendo disso, vocês devem estar pensando que eu resolvi escrever esse post para poder declarar o meu amor por todos os parágrafos, né? Não! Eu prometo que vou tentar me controlar e focar só no livro, nos pontos positivos e negativos, porque nosso objetivo aqui no Nunca Desnorteados é justamente esse, dizer o que realmente achamos de tal obra e deixar que vocês decidam se querem ou não ler tal livro. Então vamos lá!

Em “Olá, caderno!” nós conhecemos Nina, uma garota de 17 anos que resolve escrever um diário. Não, diário não, porque como ela mesma diz, diário é infantil e ela já é praticamente uma mulher, rs. Nina é sincera, divertida, dramática (talvez eu tenha me identificado bastante nesse ponto) e, acima de tudo, real. Um dos problemas que sempre me incomodam em alguns livros são personagens que são sempre “personagens” demais. Aquela coisa que você pensa que nunca existiria no mundo fora das páginas, mas Nina é absurdamente parecida com várias pessoas que eu conheço, inclusive a mim mesmo.

O livro é escrito como se fosse realmente o caderno da Nina, os capítulos são os dias que ela resolve escrever, então tudo o que lemos são as coisas que ela quis colocar para fora, e o mais legal disso é que a personalidade e as emoções dela ficam bem nítidas, como, por exemplo, em um dos capítulos ela conta que está super ansiosa para tal coisa, o que nos faz esperar para o próximo capítulo, aí ela aparece e diz que não está bem para escrever sobre, e automaticamente nós entendemos que algo deu errado e ela preferiu guardar para si mesma, que não está preparada para compartilhar.

Esse ponto pode até chegar a irritar um pouco alguns leitores, mas comigo foi meio diferente, eu ficava sempre muito curioso e inventando coisas na minha cabeça, pensando na vida dos outros personagens e naquilo que a Nina não quis contar. Era como se o outro lado da história fosse se desenvolvendo na minha cabeça e depois casando com a história que eu lia. Acredito que, para cada leitor, essa história foi ganhando um repertório alternativo, o que transforma a experiência de leitura ainda mais interessante.

“As pessoas realmente estão esquecendo coisas básicas: escrever com a mão, sem digitar, ou comprar um CD e conseguir segurá-lo de fato, ou ler um livro e sentir o cheiro das páginas (que, aliás, eu amo), ou conhecer uma pessoa pessoalmente e conversar com ela pessoalmente.”

Além de Nina, nós conhecemos sua irmã mais velha, seu irmão gêmeo, seu melhor amigo e diversos outros personagens que acabam tendo seu momento durante a leitura. Eu senti que muitos deles acabaram não sendo muito bem desenvolvidos, mas entendo o motivo, já que a história era contada pelo ponto de vista da Nina, ela nos mostrava apenas o que queria de cada um deles.

A história da Nina é muito parecida como a de muitos adolescentes, então não dá para ficar esperando grandes acontecimentos durante as páginas, o mais legal não é a história em si, mas a forma como ela é contada.

Um dos meus maiores medos era que o livro fosse infantil demais, porque, por mais que eu goste da capa, é isso que ela me remete: um livro para garotinhas de doze anos (não que eu tenha algo contra livros para garotinhas de doze anos, inclusive, leio, hahaha). Mas não se deixe enganar, o livro chega a ser até bem maduro em diversos pontos, falando sobre drogas e relacionamentos, e alguns palavrões não são poupados.

“Na verdade, acho que as pessoas querem mostrar que são felizes ou tristes porque estão ocupadas demais tentando desesperadamente definir o que são.”

O final do livro, apesar de resolver todos as pontas que foram deixadas pelo caminho, ainda assim conseguiu ficar aberto o suficiente para esperarmos uma sequencia dessa história. Se ela realmente vai acontecer, eu não sei, mas a torcida do lado de cá não está fraca. 

Se “Olá, caderno!” foi um dos melhores livros que já li? Não, mas com certeza ele me rendeu bons momentos de leitura, ótimas risadas e, como fã, foi bem interessante poder conhecer esse  outra lado da Manu, mal posso esperar por mais histórias desses personagens que já amo!