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site atualizado há 9 meses
Título: 13 Segundos Autora: Bel Rodrigues Editora: Galera Record Gênero: YA, Romance Páginas: 298 Ano: 2018 Skoob: Aqui   “Aprendi que amor-próprio não era o mar
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Título: A Duquesa Feia Título Original: The Ugly Duchess Autor(a): Eloisa James Tradutor(a): Lúcia Brito Editora: Arqueiro Ano: 2018 Páginas: 272 Perfil no Skoob: aqui Gênero: Romance de Época, ficção. ” – Theo
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Título: A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata Título Original: The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society Autora: Mary Ann Shaffer e Annie
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Título: Sorte Grande
Título original: Windfall
Autor: Jennifer E. Smith
Tradução: Alda Lima 
Gênero: Romance, YA
Editora: Galera 
Ano: 2018
Páginas: 383
Skoob: Aqui

“Quantas vezes uma vida pode ser dividida em um antes e um depois?”

Quem aqui nunca sonhou em ganhar na loteria? Mais que isso, quem nunca fez planos com o dinheiro que um dia, quem sabe, poderia vir a ganhar na loteria? Não sei vocês, mas eu sou daqueles que cria todo um mar de possibilidades, mil e uma formas de gastar essa tão sonhada bolada, crio roteiros de viagens incríveis para no final ficar frustrado por nunca ter ganhado nem cinquenta centavos numa raspadinha. Acho que foi isso que me chamou tanto a atenção no novo livro da Jennifer E. Smith, autora de A probabilidade estatística do amor à primeira vista e A geografia de nós dois.

Em Sorte Grande, Alice decide dar de presente de aniversário para Teddy um bilhete de loteria. Era para ser tudo uma grande brincadeira, um presente simbólico, já que o garoto estava completando dezoito anos, idade legal para se jogar nesse tipo de coisa. Ao escolher os números, ela decidiu colocar ali aqueles que, de certa forma, eram importantes e faziam parte da vida dos dois. Acontece que, na manhã de seu aniversário, Teddy se tornou o mais jovem ganhador da história, levando pra casa mais de cem milhões de dólares!!!

“Porque, quero dizer isso a ele, esse dinheiro vai transformar nossas vidas em um globo de neve, virando o mundo todo de cabeça para baixo. Vai mudar tudo. E para mim não existe nada mais assustador.”

Apesar desse prêmio ser o pontapé inicial para essa história, ela vai muito além disso, o que me pegou de surpresa. Quando eu comecei a ler Sorte Grande, eu esperava encontrar dois adolescentes vivendo a vida loucamente, torrando todo o dinheiro em coisas idiotas e se metendo em altas enrascadas. Sim, bem enredo de Sessão da Tarde mesmo. Mas o que as páginas escondiam era um grande drama sobre perda, mudanças e auto-conhecimento, daqueles que te fazem chorar antes mesmo que você perceba que seus olhos estão marejados.

Mas não, eu não vou entrar em detalhes porque eu prefiro as resenhas spoilers free ¯\_(ツ)_/¯

“A vida não se curva à vontade de ninguém. E também não funciona baseada em um sistema de créditos. Só porque o mundo roubou algo de mim, não significa que me deva outra coisa em troca. E só porque estoquei uma quantidade grande de má sorte, não significa que vá receber algo de bom em troca.”

Os personagens desse livro são um prêmio a parte. E eu nem estou me referindo aos protagonistas. A autora conseguiu criar personagens super cativantes, daqueles que te faz querer guardá-los num potinho e levar para casa pra cuidar (ou querer pedir um deles em casamento, algo talvez pode ter acontecido comigo). Minha única reclamação é que um dos coadjuvantes, um dos que mais gostei, não foi tão bem explorado. Ele meio que foi inserido na trama para fazer parte de um possível triângulo amoroso e, sem mais nem menos, foi deixado de lado.

No geral, Sorte Grande é um romance bem gostoso, daqueles que dá para ser lido todo de uma vez só e que fará o leitor se surpreender e se emocionar em questão de poucas páginas.

Título: Sorte Grande Título original: Windfall Autor: Jennifer E. Smith Tradução: Alda Lima  Gênero: Romance, YA Editora: Galera 
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Título: Uma Noiva Para Winterborne 
Título Original: Marrying Winterborne
Autor(a): Lisa Kleypas
Tradutor(a): Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 327
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Ficção, Romance de Época

Tente me deixar e vai ver o que acontece. Vá para a França, ou para qualquer outro lugar, e vai ver quanto tempo levo para alcançá-la. Nem cinco minutos, maldição!.”

Quando o 1° livro – Um Sedutor se Coração (aqui) – terminou, eu imediatamente entrei em pânico para saber como ficaria a situação entre HELEN RAVENEL e RHYS WINTERBORNE, principalmente depois daquele papelão horrendo que Rhys fez no último capítulo, mas a observação de Helen sobre o vazo de orquídeas não deixava dúvidas, mais uma histórias arrebatadoras – daquelas que incineram cada página virada – estava a caminho.

E meus queridos, apreendam uma coisa sobre LISA KLEYPAS, quando essa mulher promete, ela entrega! E em UMA NOIVA PARA WINTERBORNE, ela entregou muito mais do que eu esperava.

RHYS WINTERBORNE é tão milionário que fica difícil de acompanhar tudo o que lhe pertence. Dono da maior loja de departamento de Londres, RHYS é conhecido por sua fortuna e por seu temperamento indócil e difícil. Filho de comerciantes, trabalhou duro e incansavelmente para construir seu império, sabe que seu valor monetariamente falando, é incalculável, mas quando o assunto é a sociedade Londrina, ele não passa de um Galês muito rico. Isso acabou por impregná-lo de uma inferioridade que dinheiro nenhum poderia abrandar, mas um casamento com uma aristocrata, certamente atenuaria o problema.

HELEN RAVENEL é a mais doce das criaturas sobre a terra. Dona de uma ternura e uma elegância irretocável, ela não se parece em nada com as irmãs gêmeas. Apesar de muito inocente, Helen é muito inteligente e perspicaz, e sabe como ninguém até onde pode ir quando o assunto é o difícil temperamento da família RAVENEL. Mas por trás de toda aquela calma e doçura, vive uma criatura acuada por um segredo perturbador, e ela está muito certa que manter seu noivado com RHYS WINTERBORNE é muito provavelmente sua única chance de ser feliz.

Então, mesmo certa de estar a beira de um escândalo, ela decide ir visitá-lo desacompanhada para lhe dizer que não está disposta e não foi consultada sobre um possível rompimento de seu noivado. (mais…)

Título: Uma Noiva Para Winterborne  Título Original: Marrying Winterborne Autor(a): Lisa Kleypas Tradutor(a): Ana Rodrigues Editora: Arqueiro Ano: 2018 Páginas: 327 Perfil
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Título: Minha Lady Jane
Título original: My Lady Jane
Autoras: Cynthia Hand, Jodi Meadows e Brodi Ashton
Tradução: Rodrigo Seabra
Editora: Gutenberg
Gênero: Romance; Fantasia
Páginas: 368
Ano: 2017
Skoob: Aqui

Ai, como é maravilhosa aquela sensação de se envolver com um livro leve, gostoso de ser lido, que te diverte e faz as horas passarem voando pelos seus dias. 

Desde antes de seu lançamento no Brasil, eu já estava muito curioso para ler Minha Lady Jane, primeiro livro da parceria de Cynthia Hand, Jodi Meadows e Brodi Ashton. As três autoras se uniram para escrever livros sobre importantes Janes da história, e nesse primeiro volume a protagonista foi Jane Grey, conhecida como a Rainha dos Nove Dias. Os comentários sobre a obra foram tão positivos que não tive como manter as expectativas baixas, como costumo fazer a fim de diminuir as possibilidades de me decepcionar, mas felizmente eu tive a agradável surpresa de finalizar a leitura incluindo-a na minha lista de favoritos no Skoob e Goodreads. 

Minha Lady Jane conta a história real de Jane Grey, uma nobre que se tornou rainha da Inglaterra, mas que não conseguiu manter a coroa em sua cabeça por mais de nove dias, até porque, bem… ela perdeu a cabeça. Literalmente. Mas não se prenda muito a isso. Sabe o termo “baseado em fatos reais”? Bom, digamos que nossas autoras não o levaram ao pé da letra e acabaram incluindo alguns detalhes que foram fruto de suas mentes peculiarmente criativas. 

Nesse universo “modificado” por Hand, Meadows e Ashton, existem os edianos, pessoas que são capazes de se transformar temporariamente em animais. Guardem esse detalhe, pois ele será importante. 

A história enfim começa quando Eduardo VI, atual Rei da Inglaterra, descobre que possui uma terrível doença e que não lhe resta muito tempo de vida. Com sua morte, a coroa passaria para a próxima na linha de sucessão, sua irmã mais velha, Maria. Mas os dois possuíam pensamentos muito distintos, e Eduardo acreditava que ela não poderia ser uma boa monarca. Sendo assim, ele decidiu arranjar um casamento para sua prima, Jane Grey, e mudar então a linha de sucessão, passando a coroa para ela. 

Jane é uma jovem garota que prefere a companhia dos livros a qualquer outra pessoa (alguém aqui se identifica? cof cof). Casamento nunca esteve em seus planos, mas ela não podia se negar, já que esse era o pedido do seu querido primo, o Rei. O escolhido para se tornar marido de Jane foi Gifford Dudley. filho de um nobre que sempre foi muito amigo da família real. Mas ele tem um pequeno problema: ele é um cavalo! 

Lembra que eu disse que nesse livro algumas pessoas podiam se transformar em animais? Pois é, o futuro marido de Jane é uma dessas pessoas. Mas diferente do que se esperava, ele não conseguia controlar essa transformação, e se via forçado a ser um cavalo do momento em que o sol nascia, até a hora que se punha. 

A partir daí, muita coisa ainda irá acontecer. Acreditem em mim, o que eu contei não é nem 5% de toda essa história…

O que mais me encantou nesse livro foi o tom das autoras. Elas conseguiram contar toda a história com um humor delicioso, algo que me fazia não querer soltar o livro. Eu sempre tenho um pouco de medo quando vou ler um livro escrito por mais de uma pessoa, mas nesse caso isso sequer chega a ser perceptível, a não ser pelos momentos em que as autoras resolvem “invadir” a história. Isso fará sentido quando vocês forem ler. 

Engraçado na dose certa, Minha Lady Jane é um livro com personagens marcantes, um ritmo alucinante e surpresas que farão o leitor perder a cabeça. 

Título: Minha Lady Jane Título original: My Lady Jane Autoras: Cynthia Hand, Jodi Meadows e Brodi Ashton Tradução: Rodrigo Seabra
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Título: Nada Escapa a Lady Whistledown
Título Original: The Further Observations of Lady Whistledown
Autora: Julia Quinn, Suzanne Enoch, Karen Hawkins, Mia Ryan
Tradução: Ana Beatriz Rodrigues
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Skoob: Aqui

“Talvez, quando o Tâmisa congelar… Ah, espere, o Tâmisa ESTÁ congelado.
Aparentemente, nada é impossível nos dias atuais.”

Reunindo, mais uma vez, o arrebatador quarteto de autoras de romances de época – Julia Quinn, Suzanne Enoch, Karen Hawkins e Mia Ryan -,  Nada Escapa a Lady Whistledown” apresenta ao leitor quatro histórias distintas, mas com um enredo e uma certa colunista, que não perde uma fofoca da sociedade londrina, em comum: Londres está sob o inverno mais intenso de sua história. Até o Tâmisa congelou! Porém, mesmo com a brutalidade do clima, a sociedade está animadíssima perante alguns eventos, como a peça “O mercador de Veneza” no Theatre Royal, a Feira de Inverno, o luxuoso baile do dia de São Valentim e até uma festa de patinação no gelo para aproveitar o fato inédito do congelamento do Tâmisa.

São nesses ambientes que os personagens criados por cada autora se trombam, conversam, atrapalham ou até dão uma certa ajudinha, sem saber, ao casal da vez.

E, claro, a colunista se trata de Lady Whistledown, personagem da série ‘Os Bridgertons’, de Júlia Quinn, que é resgatada para unir todas as histórias (quem leu a série citada sabe a verdadeira identidade da personagem). Todos os capítulos do livro, independente da autora, é iniciado com trechos de alguma coluna de Lady Whistledown, onde ela conta a mais nova fofoca da cidade.

Ps: “Nada Escapa a Lady Whistledown”, na verdade é o primeiro livro da duologia, mas foi publicado aqui no Brasil pela editora Arqueiro só depois do segundo volume,  o “Lady Whistledown Contra-Ataca” (saiba mais sobre o livro aqui)

O livro é divido em quatro partes e vou tentar ser breve nas descrições pois são contos curtos e não quero estragar a experiência de vocês com spoilers:

Um amor verdadeiro – Suzanne Enock 

Lady Anne Bishop foi prometida em casamento logo em seu nascimento e mesmo agora, com dezenove anos, nunca conheceu seu pretendente. Nem ao menos recebeu UMA carta! Sabia poucas coisas sobre ele: que seu nome é Maximilian Trent e que cuida de ovelhas na sua fazenda de Yorkshire. Nada muito animador ou atraente para a garota que recebe convites para todos os eventos de Londres e até cortejos de alguns cavalheiros.

Já que seu pretendente nunca se deu ao trabalho de conhecê-la, Anne resolve fingir que Maximilian não existe, muito menos o acordo de casamento, mas algo inesperado acontece: ela vira assunto na nova coluna de Lady Whistledown e seu pequeno passeio com um cavalheiro, onde ambos fazem anjinhos na neve, é exposto para todos.

Sua atitude nada apropriada chama a atenção de Maximilian. Assim ele decide ir até Londres buscá-la.

Dois corações – de Karen Hawkins

Elizabeth Pritchard é uma moça nada comum e com gosto para moda menos comum ainda! Ela é capaz de usar peças com cores completamente destoantes acompanhados com adereços, vamos dizer… exóticos, rsrs. Mesmo com tal singularidade, sempre foi respeitada pela alta sociedade e, devido a posse de uma certa fortuna, deixada por seus pais que morreram quando ainda era bem nova, é alvo de alguns caça-dotes. Seus melhores amigos, os irmãos Meg e Royce, eram os responsáveis em afastar todos os pretendentes que só estavam de olho em sua fortuna e também aqueles que julgavam que não a mereciam.

Assim, Liza chega aos 30 anos solteira e contente com sua vida independente e longe de todos aqueles homens que jamais a fariam feliz. Entretanto, após ser o assunto da nova coluna de Lady Whistledown, Liza permite a corte de lorde Durham, deixando Royce – que não abre mão de sua liberdade e de seus casos -, pela primeira vez, confuso e um tanto angustiado. Ele estava com medo de perder a melhor amiga, mas será que era só isso?

Uma dúzia de beijos – de Mia Ryan

Lady Caroline Starling não estava feliz. Além de sofrer com a morte do pai, ela, logo em seguida, levou mais um enorme choque: foi expulsa de sua própria casa pelo novo herdeiro, Terrance, seu primo de quarto grau que agora era dono do título de marquês de Darington e de todas as posses que vinham junto com o nome. A casa fazia parte da herança e dois dias foi prazo para ela e a mãe desocuparem Ivy Park. Como ele conseguia ser tão frio a ponto de tomar uma atitude tão desumana?…

Tempos se passam, porém a infelicidade não. Mesmo prestes a assistir a peça mais comentada da temporada, ela não conseguia soltar um sorriso. De um lado ela tinha sua mãe e o namorado soltando comentários de revirar os olhos e, do outro, tinha seu pretendente, lorde Pellegring, que também era de revirar os olhos. Ao fugir do camarote para tentar ter alguns minutos de privacidade, ela é flagrada em prantos por um homem que oferece educadamente seu lenço para ela. Era o homem mais lindo que havia visto.

Mal sabia ela que se tratava de Terrance Greyson, o monstruoso Marquês de Darington.

Trinta e seis cartões de amor – de Julia Quinn 

Susannah Ballister era uma das moças mais promissoras da temporada – mesmo não possuindo um nome de peso – e tudo indicava que o jovem, Clive Mann-Formsby, pediria sua mão em casamento já que os dois não se desgrudavam. Susannah exalava felicidade e sentia-se nas nuvens até que Clive, surpreendendo TODO mundo, pediu a mão de OUTRA moça em casamento, a Srta. Harriet Snowe, publicamente. Humilhada e não suportando as fofocas da sociedade, Susannah se exila no campo para fugir dos olhos e línguas de todos.

Depois de certa insistência da família, Susannah volta para Londres na temporada seguinte, mas nada era mais a mesma coisa. Ninguém a chamava para dançar ou para uma simples conversa pois, afinal, ela fez parte do maior escândalo da temporada anterior. 

O irmão de Clive, David Mann-Formsby e conde de Renminster, sentindo-se culpado pela consequência causada pelas ações impensadas, estúpidas e nada cautelosas de seu irmão, resolve tentar amenizar a situação de Susannah chamando-a para dançar e ele se surpreende com ela.

 

Os capítulos são curtos e as colunas de Lady Whistledown são super divertidas, então a leitura flui de uma maneira muito rápida e agradável…algumas vezes até rápida demais, mas é compreensível por serem contos. 

Adoro o fato de as quatro histórias – que apresentam qualidades, singularidades e escritas diferentes – estarem interligadas entre si, pois podemos ver todos os personagens na história um do outro. Porém confesso que alguns comentários, que vou descrever como ‘esquisitos’, me incomodaram. Principalmente na primeira história quando a Anne supõe que Max aprendeu certas habilidades com suas ovelhas. MEGA esquisito. Mas enfim, eu adoro Romances de Época e posso disser que fui bem feliz lendo este livro.

Super recomendo 😉

“Quem diria que alguém poderia se sentir tão aquecida quando o mundo ao redor congelava?”

Título: Nada Escapa a Lady Whistledown Título Original: The Further Observations of Lady Whistledown Autora: Julia Quinn, Suzanne
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Título: A mágica da arrumação
Título original: Jinsei Ga
Autora: Marie Kondo
Tradução: Marcia Oliveira
Editora: Sextante
Gênero: Autoajuda
Ano: 2015
Páginas: 160
Skoob: Aqui

Sinopse:A Mágica da Arrumação se tornou um fenômeno mundial por apresentar uma abordagem inovadora para acabar de vez com a bagunça. Aos 30 anos, a japonesa Marie Kondo virou uma celebridade internacional, uma espécie de guru quando o assunto é organização. Seu método é simples, porém transformador. Em vez de basear-se em critérios vagos, como jogue fora tudo o que você não usa há um ano, ele é fundamentado no sentimento da pessoa por cada objeto que possui. O ponto principal da técnica é o descarte. Para decidir o que manter e o que jogar fora, você deve segurar os itens um a um e perguntar a si mesmo: “Isso me traz alegria? Você só deve continuar com algo se a resposta for sim”. Pode soar estranho no começo, mas, acredite, é libertador. Você vai descobrir que grande parte da bagunça em sua casa é composta por coisas dispensáveis. Prático e eficiente, este método não vai transformar apenas sua casa, ele vai mudar você. Rodeado apenas do que ama, você se tornará mais feliz e motivado a criar o estilo de vida com que sempre sonhou.”

Eu relutei por muito tempo começar a ler A Mágica da Arrumação, talvez por causa daquele preconceito literário que eu, mesmo sem querer, continuava nutrindo, ou então por não acreditar que ele me ensinaria muita coisa, já que sou um típico virginiano com fixação por coisas organizadas. Mas para minha própria surpresa, eu gostei desse livro bem mais do que esperava.

As ideias da Marie Kondo não batem muito com as minhas, suas ações e motivações partem muito para o lado das emoções das coisas e da própria pessoa, eu costumo ser um pouco mais racional. E sobre o aprendizado em si, o livro realmente não apresenta tantas novidades ou métodos, é mais sobre você aprender a descartar coisas que não te fazem feliz.

Mas apesar dos métodos serem básicos, esse livro me deu uma grande injeção de ânimo para colocar as coisas em prática. Das vezes que estava lendo na rua, eu ficava louco para chegar em casa e jogar todas as minhas roupas no chão e começar a decidir o que eu queria manter e o que não, o que de fato aconteceu.

Outra coisa que eu achei interessante foram as histórias que a Marie conta, suas experiências da infância e com seus clientes, da qual ela prestava consultoria. Foi engraçado e assustador ver o quanto eu me enxergava em alguns deles.

Infelizmente, após os capítulos iniciais, o livro se tornou uma grande encheção de linguiça. A autora passou páginas e páginas repetindo coisas que ela já havia falado no começo (descartar roupas primeiro, depois livros, depois papeladas, itens variados e itens de apego sentimental…). Todo o clima leve e descontraído que ela havia construído, se tornou algo maçante. Mas como o livro é relativamente curto, esse problema não durou muito, pois logo eu havia chegado ao final.

Finalizei a leitura bem satisfeito, mesmo com aqueles pontos que não eram tão bons. Acredito que para quem precisa de um empurrãozinho para começar a colocar as coisas em ordem, esse é o livro perfeito.

Título: A mágica da arrumação Título original: Jinsei Ga Autora: Marie Kondo Tradução: Marcia Oliveira Editora: Sextante Gênero:
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Título: Uma estranha em casa
Título original: A stranger in the house 
Autora: Shari Lapena
Tradução: Márcio El-Jaick
Editora: Record
Gênero: Suspense; Mistério
Páginas: 266
Ano: 2018
Skoob: Aqui

Você sabe com quem está casado?

Karen Krupp é a típica cidadã exemplar: tem um bom emprego, um casamento estável, nunca se envolveu em brigas, tem um ótimo relacionamento com os vizinhos, etc. Tudo isso começa a mudar quando ela se envolve em um estranho acidente de trânsito. Dirigindo em alta velocidade e após ultrapassar diversos sinais vermelhos, Karen bate o carro e sofre traumatismo craniano, fazendo com que ela perca suas memórias recentes, esquecendo o motivo de estar em um bairro suspeito e dirigindo como se estivesse fugindo de algo.

Paralelo a isso, o corpo de um homem é encontrado em um restaurante abandonado, com três tiros, sendo dois deles no rosto. Tudo parecia ser mais um caso de assalto, comum em bairros perigosos como esse, mas algumas pistas começam a surgir e fazer com que o rumo dessa investigação fosse alterado, transformando Karen na principal suspeita.

Tom Krupp, marido de Karen, não acredita que a esposa esteja envolvida em algo assim, mas conforme as pistas vão surgindo, sua confiança fica abalada. Será mesmo que a esposa seria capaz de matar alguém? Será que ela realmente perdeu a memória? Ou isso é só mais um plano dessa pessoa que agora ele não tem certeza se realmente conhece?

A partir daí toda a trama é construída nesse thriller a fim de confundir a todos, inclusive o próprio leitor.

Com um enredo desses, Uma estranha em casa tem tudo para ser uma história instigante, daquelas que vai prender o leitor e deixá-lo curioso até a última página, mas infelizmente não é isso que acontece.

A escrita é rasa demais, o que não permitiu que eu me apegasse à nenhum dos personagens. Tem hora que o texto é tão corrido que no começo da página era apresentado um mistério que já seria solucionado no fim da mesma, e da forma mais clichê possível. Acredito que a ideia da autora tenha sido criar uma história com um ritmo acelerado, mas ao invés disso, passou uma imagem de não saber desenvolver bem sua história, não dando nem tempo de o leitor digerir o que tinha acabado de ler.

Mas nenhum problema foi tão grande para mim quando o fato de tudo nesse livro ser extremamente previsível. Sabe quando o livro fica te alertando o tempo todo, como se dissesse “cuidado que pode ser que tal coisa aconteça ali na frente” e, de repente, realmente acontece? Isso acontece o tempo todo, o que foi muito frustrante, porque eu sinto que poderia ter tido muitas surpresas se não fossem esses “avisos” durante a leitura.

Infelizmente ter um plot misterioso não fez com que Uma estranha em casa se tornasse um livro incrível, no máximo chegou a ser uma história bem okay, daquelas que você vai ler num dia e esquecer no outro, já que nada é marcante demais.

Para quem ainda assim quiser se arriscar com essa leitura, boa sorte.

Título: Uma estranha em casa Título original: A stranger in the house  Autora: Shari Lapena Tradução: Márcio El-Jaick Editora: Record
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