Autor: Alê Lendo

Resenha – Um Sedutor Sem Coração

Por Alê Lendo
|
19 de Março
Título: Um Sedutor Sem Coração 
Título Original: Cold-Hearted Rake
Autor(a): Lisa Kleypas
Tradutor(a): Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 319
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Ficção, Romance de Época

“Conheço muitos fatos científicos sobre o coração humano, e um deles é que é muito mais fácil fazer um coração parar de bater em definitivo do que evitar amar a pessoa errada.”

DEVON RAVENEL não consegue ver absolutamente nada de bom no recém título de Conde e nas terras que acabou de herdar. Desde que foi informado da morte precoce de seu primo, que quebrou o pescoço ao cair de um cavalo, ele só consegue pensar em como vai ser livrar de um condado cheio de dívidas que o levará a falência mesmo antes de colocar a mão em qualquer centavo.

Devon e seu irmão mais jovem, Weston (West) Ravenel, acabaram de chegar ao Priorado Eversby, a centenária propriedade da família Ravenel, para a reunião com os advogados que lhe darão a notícia que tanto anseiam. Como seu primo não deixou nenhum herdeiro vivo, ou a caminho, Devon não precisa esperar – nem mesmo um único dia – para vender todas as terras e livrar-se do indesejável espólio.

Devon não pensa em agir de maneira nobre ou muito menos torna-se um nobre, ele quer apenas voltar para Londres onde continuará jogando, bebendo e saindo com belas mulheres até que sua vida se esvaia e ele veja a linhagem Ravenel, outrora tão respeitada, chegar ao fim.

KATHLEEN RAVENEL acaba de ficar viúva, por um infortúnio do destino, ficou casada por apenas três dias. Seu marido, Theo Ravenel, com seu temperamento arrogante e intempestivo, perdeu o controle de um cavalo árabe selvagem enquanto tentava domá-lo a força.

Katheleen sabe melhor que ninguém que a mansão Ravenel está caindo aos pedaços, e que seus arrendatários estão falidos, mas ela não tem escolha, precisa cuidar das três cunhadas a quem tanto ama: Helen, Cassandra e Pandora. Ela tinha alguma esperança de mantê-las na casa onde cresceram e reconhecem como lar, mas o homem que estava a sua frente pretendia lotear suas terras e vendê-la com entulho. Era um patife, rude, egoísta e lindo. Ela jamais admitiria algo assim em voz alta, mas Devon era um homem altivo, envolvente e muito belo, tanto quanto desprezível.

Mas Kathellen já sabia o que fazer. Ela esperaria a decisão dos advogados, pegaria sua parte no espólio e usaria sua renda como viúva para viver com as garotas no campo. Não seria uma vida de luxo, mas as manteriam em segurança e, com um pouco de sorte, poderia até conseguir um casamento aceitável para as garotas.

Queridos leitores, QUE SAUDADES DE LISA KLEYPAS

Aquela sensação de saber que tem um livro espetacular em mãos, mesmo antes de abri-lo. Coisas que só Mrs. Kleypas pode dar a você. (mais…)

Resenha – Um Beijo À Meia-Noite

Por Alê Lendo
|
2 de Janeiro
Título: Um Beijo À Meia-Noite
Título Original: A Kiss At Midnight
Autor(a): Eloisa James
Tradutor(a): Livia Almeida
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 317
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.

” – Eu não sou sua Kate – declarou ela – Esta é a parte estranha – disse ele, voltando a deitar-se de costas, cobrindo olhos com o braço. Você é sim.” Gabriel Augustus-Frederick – O Príncipe.

Vamos pelo começo: Leram a resenha do 1º livro

Agora, recapitulando:

A EDITORA ARQUEIRO iniciou as publicações de ELOISA JAMES no Brasil com o romance de época “Quando a Bela Domou a Fera”, que na verdade é o 2º livro da série “Contos de Fada”:  

Os cinco livros:

Livro 1. Um Beijo À Meia Noite.

Livro 2. Quando A Bela Domou A Fera.

Livro 3. O Duque É Meu.

Livro 4. A Duquesa Feia.

Livro 5. Era Uma Vez Uma Torre. 

Mas, hoje, vamos falar do 1º livro desta série: UM BEIJO À MEIA-NOITE.

KATHERINE DALTRY está mais agitada e nervosa do que o normal, pois desta vez sua madrasta Mariana passou dos limites. O pai de Kate casou-se apenas duas semanas após a morte de sua mãe, e sua Madrasta mudou-se imediatamente com a filha Victoria para a residência da família. Pouquíssimo tempo depois, o pai de Kate também faleceu, e desde então, ela vive no sótão da casa onde um dia foi dona.

A Madrasta mantêm Kate como uma espécie de faz tudo, desde a administração e contabilidade dos negócios até o trabalho mais pesado com os animais. Kate acaba por se submeter aos maus tratos de Mariana para manter o emprego dos empregados mais antigos que ainda permaneceram na residência após a morte de seu pai. (mais…)

Resenha – SONHOS DE AVALON – A Última Profecia (Livro 1)

Por Alê Lendo
|
24 de novembro
Título: Sonhos de Avalon – A Última Profecia
Autora: Bianca Briones
Gênero: Fantasia
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 424
Ano: 2017
Skoob: Aqui

“Os corpos explodiram sem controle em meio a um beijo. Finalmente ele era seu, e ela era sua.”

A situação não estava nada fácil, amigos. Já era quase Natal, quase 2018, Carnaval, Páscoa e nada do livro que ansiosamente esperou por meses para ser lançado.

Mas a espera acabou, e esta é a semana, a SEMANA DE LANÇAMENTO de:

SONHOS DE AVALON – A Última Profecia – Livro 1

O MELHOR LIVRO DE FANTASIA/ROMANCE QUE VOCÊ VAI LER ESSE ANO!!

E como é que eu sei disso? porque eu já li. (pausa dramática).

Para deixar a história curta, é o seguinte: eu acompanho a Bianca em suas redes sociais, e quando percebi que ela estava recebendo os primeiros feedbacks de suas Betas eu mandei uma mensagem no Facebook dela – vale mencionar que ela me viu uma única vez durante um evento onde me declarei fã incondicional – o que realmente sou. Na ocasião, perguntei se ela se importaria que eu também lesse o manuscrito – minha cara de pau não tem limites!. Ela, querida como sempre, me enviou-o na mesma hora, pedindo apenas sigilo absoluto. Isso foi em maio deste ano.

Amigos, se tem algo de que me orgulho nessa vida é da minha leitura. Já disse algumas vezes, em minhas redes sociais, e vou falar de novo – porque quando ela estiver por ai, vendendo milhões de livros pelo mundo vou encher a boca para dizer: Eu já sabia, e há tempos – BIANCA BRIONES É FANTÁSTICA!

Escrever um livro é difícil, mas escrever fantasia eleva essa dificuldade a um nível que merece um certo respeito. Enquanto eu lia “SONHOS DE AVALON – A Última Profecia” pensava: como isso foi planejado, como isso foi executado, como isso se tornou real de novo, de novo e de novo? porque, amiguinhos, conta uma história em tempo presente é bem complicado, mas contá-la em episódios que se conectam por diferentes séculos, e entre duas mulheres que dividem o mesmo corpo, a mesma história, o mesmo destino, querem a mesma coisa, mas não amam o mesmo homem, bem, ai já é um pouquinho mais complexo.

SIM, eu faço parte daquele grupo de pessoas que veio parar em “SONHOS DE AVALON – A Última Profecia”, porque já leram tudo que já foi escrito, filmado, falado ou cantado sobre o REI ARTHUR e seus Cavalheiros, então, eu também achava que tinha alguma ideia do que poderia encontrar no livro, mas não tinha, MESMO!

Bem, posto meu claro argumento de LIVRO SENSACIONAL, vamos a história.

Bianca adora essa imagem e foi sua inspiração para o Castelo onde vivem Arthur e Morgana.

Melissa é uma garota de vinte dois anos que tenta todos os dias encontrar um fio de esperança ao pouco que lhe restou. Há dois anos um acidente de carro matou o seu irmão e deixou seu pai em coma prostrado a uma cama de hospital. Ficou a ela a responsabilidade de cuidar da livraria, que tanto ama, e de onde tira o seu sustento. Conta com a ajuda dos amigos Marcos e Paula que são como sua família.

Mas Melissa anda assustada, voltou a ter sonhos estranhos. Agora eles estão mais vividos, quase parecem verdade, quase parecem lembranças. Em um primeiro momento, ela achou que fossem recordações das histórias que o irmão lhe contava, histórias de um outro tempo e de um outro lugar onde haviam cavalheiros e uma ilha mágica que se erguia majestosamente de um lago trazendo consigo o aroma do momento de maior felicidade em seu coração.

Mas e se ela estivesse louca, ou pior, e se estivesse a beira de um surto psicótico? Foi isso o que os médico disseram para explicar o por quê de seu pai estar dirigindo em altíssima velocidade, e assim perder o controle do carro que capotou dentro do lago, mas tudo o que realmente Melissa se lembra sobre aquela noite é de seu pai tentando proteger a ela e ao irmão.

Morgana precisa apreender a como lidar com os sonhos, pois eles andam cada vez mais vividos e reais. Ela está perdendo os sentidos com mais frequência e não sabe mais o que é Camelot ou o que é aquele lugar. Morgana teme estar ficando louca, mas isso ainda não é tão importante quanto manter Merlin longe de sua mente e com o mínimo de informação possíveis sobre os seus sonhos. Ela não confia nele e não vai deixa-lo manipulá-la como faz com Arthur.

Morgana sente em seu coração que Arthur e a Britânia estão em grande perigo, mas são tantas as lacunas e tantos os poderes que pedem sua total atenção que a última coisa que ela precisava era que seu coração dispara-se e suas pernas cedem-se sempre que um certo cavalheiro cruza seu caminho. Galahad, o lugar seguro que sua alma reconhece, mas seu corpo não consegue encontrar.

Ilustração do Livro Sonhos de Avalon.

E quando é chegada a hora, o corpo da feiticeira de Avalon recebe a filha de Avalon para juntas seguirem seu destino. Para guiá-las, o homem condenado a perder ou perder, a morrer ou morrer, Sir. Lancelot, mas o amor é nobre e ele tudo pode, e a ele tudo é possível, não mesmo? – e assim eu espero, Briones!!!!

* Eu ia fazer um paragrafo só para falar de Lancelot – que homem personagem, senhor! – mas não vou, porque não tive maturidade, nem estrutura para tanto. Só queria que vocês soubesssem.

E se você está pensando: então, é isso! A notícia boa é: não, isso não são nem cinquenta páginas, e meu manuscrito tinha 575, então…

Gente, a riqueza de detalhes é impressionante! Personagens (são muitos, e muito bem trabalhados, principalmente os cavalheiros), a cenografia de época, as vestimentas, os crossover (Tristão e Isolda), Morgause (eu adorei vê-la aqui, é minha irmã prferida!), as intrigas, os romances, Merlin e Viviane, Avalon (pausa para respira…) Olha, tenho para mim que Bianca Briones tem um portal.

Mas brincadeiras à parte, contar uma histórias dessa magnitude sem deixar uma ponta solta, sem uma ou duas páginas sequer de morosidade, não é para qualquer um, eu realmente tenho que me segurar nos predicados, mas fica difícil de não exaltar na dimensão necessária, porque é tanta coisa na prateleira/vitrine/gôndola que me sinto na obrigação de pontuar vigorosamente a beleza dessa obra.

E fiquem atentos as nossas redes sociais, pois vamos sortear dois livros para vocês!♥♥ E para quem está em São Paulo, este fim de semana é o lançamento oficial do livro dia 25 de Novembro na Livraria Martins Fontes, Avenida Paulista, 509 às 16h, Imperdível!

Resenha – Como se Casar Com um Marquês

Por Alê Lendo
|
4 de novembro

Título: Como se Casar Com um Marquês
Título Original: How To Marry a Marquis
Autor(a): Julia Quinn
Tradutor(a): Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 319
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.

“Está sentindo? – sussurrou ele, pousando a mão dela sobre seu coração.  Está batendo por você. E isso? Perguntou levando a mão aos lábios dele, sou eu respirando por você. E meus olhos enxergam por você. ♥ ♥ ♥ James Siddons, o Marquês de Riverdale

“COMO SE CASAR COM UM MARQUÊS”, o segundo e último livro da série Agentes da Coroa, é superior ao primeiro em todos os meus pontos relevantes para uma boa leitura: enredo, fluidez na leitura e desenvolvimento de personagens. Não lembra nem de longe a repetição dos diálogos, a morosidade das cenas e a confusão no plot do 1° livro da série. O salto de JULIA QUINN entre um livro e outro foi simplesmente vertiginoso.

ELIZABETH HOTCHKISS acaba de abraçar seu doloroso e irremediável destino, ela terá que de se casar com alguém rico suficiente para cuidar dela e de seus três irmão menores. Órfãos de pai e mãe há cinco anos, Lizzie trabalha como dama de companhia para Lady Danbury para sustentar os irmãos, mas o dinheiro não é o bastante para debutar Susan e Jane, e principalmente, mandar seu irmão Lucas para estudar em Eaton.

Mas Elizabeth é uma garota do campo e nunca teve uma temporada em Londres, ela não tem a menor vaga ideia de como conquistar um pretendente. Em uma tarde na biblioteca de Lady Danbury, um livro chama à atenção de Elizabeth. Um pequeno quadrado de capa dura e encadernação vermelha parece atraí-la como um imã. Sem conseguir dominar sua curiosidade, Lizzie pega o pequeno caderno e lê em sua capa: “Como se Casar Com Um Marquês”.

Trata-se de um manual com uma série de regras de como laçar o homem dos sonhos. É claro que tudo aquilo lhe parece ridículo. A vida de Elizabeth não tem espaço para esse tipo de futilidades, mas para quem não sabe absolutamente nada, qualquer ajuda pode ser útil, então, contrariando todo o seu bom senso, ela pega o livro da biblioteca de Lady Danbury e decide leva-lo para casa, apenas para uma breve análise…

LADY DANBURY está sendo chantageada. Situação esta mais do que conveniente para solicitar a ajuda de seu querida sobrinho JAMES Sidwell, o MARQUÊS DE RIVERDALE.

James aceitou o convite da tia de muito bom grado, precisava sair de Londres para fugir da atenção das debutantes e suas mães desvairadas, e o mais importante, ajudar sua tia Agatha de quem tanto gosta.

James, que sempre que trabalhou para o Departamento de Guerra, já analisou os dois bilhetes enviados pelo chantagista, e a Mansão Danbury será seu primeiro local de exploração, mas não poderá trabalhar como o Marquês de Riverdale se quiser se infiltrar entre os empregados. Ele precisará de um disfarce. Para tanto, decidi assumir a identidade de JAMES SIDDONS, um administrador contratado por Lady Danbury para cuidar de sua propriedade e assuntos particulares.

Embora James declare, em um primeiro momento, que Elizabeth Hotchkiss é sua potencial suspeita essa hipótese não se sustenta nem por um único dia. Elizabeth, além da criatura mais doce e boa que James já conheceu, é profundamente preocupada com o bem estar, devotada e admiradora de sua empregadora, ou seja, a última da lista das prováveis suspeitas.

Ainda assim, ele sabe que ela tem algo a esconder. Elizabeth, por sua vez, vê em James o alvo perfeito para treinar o seu nenhum manejo com o sexo masculino. O livro “Como se Casar Com o Marquês” traz vários truques e ela precisa treinar com alguém, certo?

AMIGOS, QUE LIVRO, HEIN? Eu fico realmente satisfeita quando sou assertiva em minha previsões, mas, confesso, nem eu espera um livro tão bom, e é BOM MESMO!!!! Sério, nem parece que foram escritos um após o outro.

Tudo bem – e não sei se isso aconteceu com mais alguém – que na página vinte eu já sabia exatamente o que estava acontecendo, e exatamente como o livro acabaria (mas não sabia o desenrolar, só sabia o desfecho do plot), MAS ISSO TEM UMA ÓTIMA EXPLICAÇÃO!

Nós começamos a ler Julia Quinn um pouco tarde, ou seja, com os Bridgertons, conhecemos bem demais seus personagens, como eles funcionam e do que são capazes. Não vou falar mais nada para não dar spoilers, mas quem tiver de me entender, já entendeu E BEM o que quero dizer.

E Elizabeth é meu tipo de mocinha: destemida, inteligente, altiva, boa, sincera, livre e autentica – e James e meu tipo de mocinho: engraçado, sincero, inteligente, sedutor, despretensioso, humilde e BEMMMM moderno para a época. Não tinha o que dar errado, meu povo!

O livro têm a participação de Caroline e Blake, agora Sr. E Sra. Ravenscroft e até aqui, eles deixaram o livro confuso e moroso. Acho que o problema é o casal, sabe?

Achei uma pena a série acabar por aqui. Julia se saiu tão bem neste livro que eu já estava querendo um livro para casar cada um dos irmãos de Elizabeth.

Resenha – Como Agarrar Uma Herdeira

Por Alê Lendo
|
27 de outubro
Título: Como Agarrar Uma Herdeira
Título Original: To Catch an Heiress 
Autor(a): Julia Quinn
Tradutor(a): Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 292
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Gênero: Romance de Época, ficção.
“pa.li.a.ti.vo (adjetivo). Que dá alívio superficial ou temporário. 
Estou aprendendo que um beijo é um fraco paliativo quando o coração de alguém está partido. “

– Do dicionário pessoal de  Caroline Trent

Olha, eu estava muito curiosa para ler este livro. “COMO AGARRAR UMA HERDEIRA” é o 1° livro da série Agentes da Coroa, foi escrito em 1998 e foi o sexto livro de JULIA QUINN a ser publicado, ou seja, certamente  era um pouco diferente do que estamos acostumados a ler nos dias de hoje, mas falo sobre isso um pouco mais para frente.

CAROLINE TRENT precisa desaparecer, e rápido. Seu tutor, o desprezível Oliver Prewitt, deu ordens expressas a seu filho Percival para que a desonre. Uma maneira prática de forçá-la a se casar e levar toda a herança que Caroline irá receber em seis semanas, quando completará vinte e um anos.

Mas Caroline já passou por poucas e boas e não se deixa engana tão fácil. Na noite em que Percival planejava atacá-la, ela livra-se de suas garras e, sem muita dificuldade, foge de Prewitt Hall na intenção de voltar apenas após sua maioridade para reclamar o que é seu por direito.

BLAKE RAVENSCROFT está em sua última missão de espionagem para o Departamento de Guerra, e como sempre, convicto de suas suspeitas, Oliver Prewitt não apenas está contrabandeando seda e whisky, mas nos últimos meses vem permitindo que seus carregamentos leve mensagens diplomáticas aos espiões de Napoleão. Isso era alta traição a Coroa Inglesa.

Tudo com a ajuda de sua comparsa, a espiã Carlotta De Leon, que será capturada está noite, pois durante sua tocaia, acaba de surpreender uma mulher fugindo de Prewitt Hall na calada da noite. Só poderia ser a procurada espiã. 

Blake arrasta a perigosa mulher para sua casa para interrogatório, pois está mais do que certo que irá arrancar dela tudo o que precisa para levar Oliver Prewitt para a forca. Caroline, apesar de assustada, bastante satisfeita, pois acaba de resolver dois problemas de uma só vez: arrumou um lugar onde passar as próximas seis semanas e acaba de descobrir que seu tutor é um traidor prestes a ir – na melhor das hipóteses – para cadeia.

Apesar de até enganar Blake por algum tempo, a farsa é logo desmascarada pela chegada de seu amigo e parceiro de espionem, o Marquês de Riverdale, o único que já esteve com Carlotta De Leon, e portanto, sabe que o amigo capturou a mulher errada.

Aliás, o Marquês é peça fundamental neste livro, pois é ele que irá nos guia por entre os conflitos e as dolorosas lembranças de Blake.

*Fiquei fe-li-cís-si-ma quando soube que o livro II da série era sobre James, o Marquês de Riverdale, me apaixonei por ele assim que ele entrou em cena. Sabe aqueles personagens de Julia Quinn que na primeira página você já sabe que vão dar o que falar, pois é, assim é James Sidwell. 

Deste ponto do livro em diante, a coisa é mais ou menos assim: Caroline precisa de uma lugar para ficar, porque tem que ficar escondida até que possa voltar e reclamar sua herança. Blake só tinha um problema, e com data marcada para acabar, agora tem uns trinta e só Deus sabe se algum deles vai realmente acabar. Por mais que Blake concorde que Caroline pode ajudar nas investigações, ele sabe que mantê-la por perto é uma tentação enorme, e depois, quem garante que ela não vai colocar a si e a todos eles em risco?

Isso se ela não destruir a casa dele primeiro, não é?

Eu não vou muito sobre a história, até porque, não tem muito o que ser dito. Esse livro é do início da carreira da Julia e para mim foi uma verdadeira aula.

Foi muito bacana ver uma das autoras que mais gosto em início de carreira. Não tenho o menor medo em afirmar que o livro tem algumas falhas, e que poderia ter, facilmente, cinquenta páginas a menos, mas que ainda assim, é maravilhoso, afinal, é Julia Quinn, amigos.

Tenho quase certeza que deste livro para o segundo da série – esta série só têm dois livros – estas mesmas cinquenta páginas não estarão sobrando, e sim faltando, mas voltarei muito em breve para confirmar.

Resenha – Uma Noite Inesquecível

Por Alê Lendo
|
29 de setembro
Título: Uma Noite Inesquecível
Título Original: A Wallflower Chritmas 
Autor(a): Lisa Kleypas
Tradutor(a): Viviane Diniz
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 143
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Gênero: Romance de Época, ficção.
“A senhorita está certa. – disse ele. – Mas, acredite,  sou ainda mais irritante quando tento ser educado.” RAFE BOWMAN.

Já estou avisando: esta é uma resenha tendenciosa. Então, se você está procurando uma opinião imparcial sobre “UMA NOITE INESQUECÍVEL”, eu sugiro mudar de canal.

E, qual é a razão para este comportamento tão efusivo? porque LISA KLEYPAS É RAINHA, não é leitores? (pergunta retórica)

Gente, se LISA KLEYPAS decidisse escrevesse livros de dicas sobre bordado e costura compraríamos toda a coleção para confeccionar marcadores de página em ponto cruz!

Bom, mas vamos lá, para os menos informados, “UMA NOITE INESQUECÍVEL” é um “spin-off” da série “AS QUATRO ESTAÇÕES DO AMOR”, então, para o nosso deleite, vamos passar mais algum tempo com as melhores companhias do mundo: Lilian, Daisy, Annabelle e Evie. E elas voltam a atacar no que fazem melhor: Unir os predestinados!

RAFE BOWMAN está em Londres. E ele já tem a sua prometida, a encantadora e bem nascida Natalie Blandford.

Os Bowman não veem a hora de finalmente casarem seu filho farrista e encrenqueiro e, de bônus, inserirem uma belíssima aristocrata à família. RAFE BOWMAN também quer se casar, assim toma posse da expansão europeia das empresas e se livrar das rédeas do pai.

Mas para tanto, ele precisa convencer a família da moça que é um bom partido. Bom, a família toda não, somente a prima, a sincera, bem educada e correta HANNAH APPLETON.

HANNAH é acompanhante de Nathalie na verdade ela é uma prima paterna de origem bem humilde. Hannah não gosta de Rafe, e não precisa que ninguém lhe esclareça o óbvio: Ele não será um bom marido, Rafe é um americano grosseiro que está interessado apenas em uma ligação de prestígio em Londres. (mais…)

Resenha – Volúpia de Veludo

Por Alê Lendo
|
22 de agosto
Título: Volúpia de Veludo
Título Original: Vixen in Velvet 
Autor(a): Loretta Chase
Tradutor(a): Simone Reisner
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 320
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Gênero: Romance de Época, ficção.
“Não veio pelo poesia , então? Ela deu de ombros.
– Sou proprietária de uma loja, Milorde.
Não tenho sensibilidade romântica.”
Leonie Noirot
PESSOAS, eu adoro LORETTA CHASE! Todos as minhas leituras anteriores de seus livros foram ótimas, e com VOLÚPIA DE VELUDO não foi diferente.

VOLÚPIA DE VELUDO é o terceiro livro da série AS MODISTAS e, apesar de não ser do meu feitio, eu não li os dois primeiros, mas isso não atrapalhou meu entendimento da história, porque quando atrapalha, eu digo!

Só para não fugir da regra, vamos apresentar os dois primeiros livros da série AS MODITAS: Sedução da Seda (Sophia Noirot) e Escândalos de Cetim (Marcelline Noirot) – AMO essas capas!!!

Neste livro teremos a encantadora, objetiva, lógica e sensata LEONIE NOIROT. Leonie é a mais jovem das irmãs Noirot. Perfeccionista e dedicada, ela está trabalhando como nunca, o foco é atingir o maior sucesso possível para os negócios da família, e acima de tudo, manter a Maison Noirot entre as mais bem cotados de toda sociedade Londrina. Ainda mais agora que está sozinha no comando dos negócios, pois suas irmãs acabaram de casar.

Confiante e decidida, Leonie vê uma boa oportunidade a quilometros distância, e porisso acaba de aceitar um desafio que levará o nome da Maison Noirot as alturas: transformar o guarda roupa de umas das mulheres mais intoleráveis, impulsivas e deselegantes de toda Londres: Lady Gladys.
(mais…)

Resenha – Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir

Por Alê Lendo
|
11 de julho
Título: Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir
Título Original: Eleven Scandals To Start to Win a Duke’s Heart
Autor(a): Sarah MacLean
Tradutor(a): Fabiana Colasanti
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 330
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.
“Então Simon disse a única coisa que pôde pensar em dizer, grato pela escuridão que a impedia de ver a verdade em seus olhos. Ver que com uma única palavra ela poderia colocá-lo de joelhos, suplicando por ela.
– A noite acabou.”
Simon Pearson.

E acabou a SÉRIE “OS NÚMEROS DO AMOR” da nossa escritora queridinha de Romances de Época SARAH MACLEAN.

“ONZE LEIS A CUMPRIR NA HORA DE SEDUZIR” fecha com chave de ouro a trilogia das moçoilas mais sem noção do perigo – aliás, sem noção de nada! – da minha estante!

E já vou logo falando, porque eu passei o maior perrengue com esses livros, os livros não SÃO exatamente UMA SEQUÊNCIA, mas não recomendo lê-los de maneira independente, porque eu fiz isso e parei cinquenta páginas depois para ler os dois primeiros, porque as referências dos acontecimentos dos irmãos da mocinha – que são os mocinhos dos outros livros – acontecem a cada minuto.

Pronto, falei.

Agora, vamos lá, sobre “ONZE LEIS A CUMPRIR NA HORA DE SEDUZIR”: ADO-REI, pessoas! (vou fazer a resenha dos outros dois também, mas infelizmente será fora de ordem, porque já estourei o prazo por conta das leituras que tive de passar na frente…)

JULIANA FIORI já chegou a Londres sabendo exatamente o que encontraria: descaso, preconceito e conhecida arrogância inglesa. Mas não outra opções, após a morte de seu Pai, Juliana está sozinha, e seus meios-irmãos são a única família que lhe resta. 

Apesar dos olhares desconfiados, dos comentários maldosos e das fofocas que não param de aparecer, e aumentar a cada segundo, Juliana não dá atenção a opinião da sociedade Londrina. Ela sabe que sua beleza estonteante, expressiva e sensual, seus gestos exagerados e seu sotaque acentuado, mal fazem sombra ao que realmente lhe condenou a estar excluída permanentemente dos salões de bailes e eventos em toda Londres: o passado de sua Mãe, a antiga Marquesa de Ralston.

Resenha – Ligeiramente Perigosos

Por Alê Lendo
|
1 de junho

Título: Ligeiramente Perigosos
Título Original: Slightly Dangerous 
Autor(a): Mary Balogh
Tradutor(a): Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 304
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.
“Por algum acaso, Sra. Derrick – disse ele, segurando a haste do monóculo e levando-o até o olho para encará-la, só porque sabia que aquele gesto a irritaria -, está tentando se livrar de mim?
Só que, em vez de se irritar, ela riu.”
Wulfric Bedwyn.

Primeiramente, eu não sou obrigada. Bom, na verdade, eu sou sim, pois eu tenho prazo para resenhar um livro. Ainda assim, quando “LIGEIRAMENTE PERIGOSOS”  o texto prometido e maravilhosamente escrito por MARY BALOGH – sexto e último livro da série OS BEDWYNS chegou, eu li cem páginas, fechei e guardei. Eu não estava preparada para o fim.

Pausa para minha tristeza. 🙁

Os cômodos vazios da bela, suntuosa e elegante Lindsey Hall não deixavam dúvida: WULFRIC BEDWYN estava sozinho. Wulfric Bedwyn cumpriu com afinco e maestria o cargo e incumbência que nunca desejou e muito menos escolheu, criar, educar e casar os cinco irmãos: Aidan, Rannulf, Freya, Alleyne e Morgan, tornando-se o admirado, austero e temido Duque de Bewcastle.

Os compromissos de um Duque, os deveres com a família e uma grande desilusão amorosa, colocou o casamento em um plano distante e sem importância na vida de Wulfric, mas o recém falecimento de Rose, sua amante – e a quem ele descobriu decentemente ser também uma boa companheira – faz com que ele comece a repensar algumas de suas escolhas e planos que acreditava serem imutáveis.

É diante a este cenário solitário que, em um breve momento de melancolia e distração, Wulfric acaba aceitando um convite verbal do barão e de Lady Renable para uma temporada festiva de duas semanas em uma de suas propriedades de campo. É claro que o maior atrativo do convite foi a promessa do amigo, e irmão mais velho de Lady Renable, Hector, que prometerá ao Duque a presença de um público seleto, inteligente e articulado.

Coitado, se ele soubesse…

O dia mal havia amanhecido e Melaine Renable já estava em sua carruagem para sanar o seu grande problema: equiparar o número de damas e cavalheiro para suas festividades no campo, já que agora, ela teria a presença mais do que ilustre do Duque de Bewcastle.

E para tal missão Melaine contava com sua amiga CHRISTINE DERRICK.

Christine Derrick tem 29 anos é viúva e mora com mãe e as irmãs em um vilarejo próximo à Schofield Park, local escolhido por Lady Renable para sua festa de campo. Christine não costuma frequentar bailes ou festividades, e já recusou um primeiro convite para este evento. Aquele lugar, aquelas pessoas e tudo aquilo lhe trazem recordações dolorosas e enterradas em um lugar que ela prefere esquecer. E para piorar, seus cunhados, Basil – irmão do seu falecido marido, Oscar Derrick, o Visconde de Elrick – e sua esposa Hermione, também estarão presentes ao evento.

Apesar de todas as recusas e de todas as decepções e aborrecimentos que lhe esperam, Christine acaba, mais uma vez, cedendo aos caprichos da fútil e mimada Melaine Renable, afinal, ela e o irmão mais novo, Justin Magnus, são os únicos amigos que restaram a Christine.

Em três páginas deste livro você já sabe de uma coisa: Christine está diretamente envolvida no episódio da morte de seu marido, e esta foi a razão pela qual ela se afastou do convívio da família do falecido esposo.

E verdade seja dita, ninguém sabe lidar com a espontaneidade, a alegria contagiante, o humor requintado, a inteligência afiada e a beleza despretensiosa e estonteante de Christine, já que no passado estas foram qualidades que lhe vitimaram perante seus cunhados e arruinaram o seu casamento.

Mas Wulfric Bedwin não é qualquer homem, e embora esteja convicto que o comportamento de Christine seja incoerente para sua idade e totalmente inapropriado para uma moça, ele não consegue deixar de perceber que algo de extraordinário se esconde atrás da aparente simplicidade daquela moça, e por mais que ele lute, não consegue se afastar, ele precisa tocá-la.

Mas Wulfric Bedwyn é um homem sensato, racional e direto, sentimentos não lhe dizem muita coisa, e nada do que começa a se passar em sua cabeça, e em seu coração, lhe faz muito sentido.

Christine, por sua vez, já viveu o seu conto de fada, e em um resumo simples este conto terminou cedo e pouco depois de se transformar em um pesadelo. Ela não tem ilusões sobre homens e romances, e tudo o que ela realmente quer é ficar no seu vilarejo lecionando para as crianças da igreja. Jamais arriscaria a liberdade e poucas alegrias que conquistou por um casamento frio e de conveniências.

Amigos, tudo isso aí é só o início do livro, porque o que realmente interessa é a caçada silenciosa que tem início logo que Wulfric coloca os olhos em Christine. Ele não sabe o que fazer com tantos sentimentos aflorando de maneira tão rápida e de uma única vez, ela por sua vez é uma mulher madura que conhece o amor e já sofreu demais,  não irá ceder a qualquer promessa de vida próspera ou galanteio. Ela é o tipo de mulher que diz: NÃO!

Ainda assim, nada disso os impedem de desfrutarem, E MUITOOOO, da companhia um do outro.

E quando você pensar que Wulfric já esgotou todas as suas artimanhas para conquistar Christine, ele convoca todos os outros Bedwyns, companheiros e filhos para passarem um feriado INTEIRO em Lindsey Hall. Meus caros, preparem-se, porque este encontro merecia um filme!

Foram cinco lindos livros espetaculares esperando pelo destino do Duque de Bewcastle, e tudo o que posso lhes dizer é que valeu – imensamente – cada página.

Resenha – Quando A Bela Domou A Fera

Por Alê Lendo
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23 de Abril
Título: Quando A Bela Domou A Fera
Título Original: When Beauty Tamed the Beast
Autor(a): Eloisa James
Tradutor(a): Thalita Uba
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 311
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.

” – Já fui beijada por um príncipe – lembrou ela. Concorrência – disse ele, os olhos brilhando ainda mais. – Sou tremendamente competitivo, sabia disso?”

PIERS para LINNET

Pergunta simples: Porque não lemos ELOISA JAMES antes, POR-QUEEÊ???

Caro amigo, se você que até pouco tempo, como eu, não conhecia o trabalho de Eloisa James, faça-se o imenso favor de ler este livro, e rápido! Se não vai ficar passando vergonhas nas redes sociais, porque não conhece o que acredito ser umas das melhores escritoras do gênero e um dos melhores romances de época que você vai ler este ano.

A EDITORA ARQUEIRO inicia as publicações de ELOISA JAMES no Brasil com o romance de época “QUANDO A BELA DOMOU A FERA”, 2º livro da série da autora intitulada “CONTOS DE FADA”. Serão cinco livros:

 

Livro 1. Um Beijo À Meia Noite.

Livro 2. Quando A Bela Domou A Fera.

Livro 3. O Duque É Meu. (capa não divulgada)

Livro 4. A Duquesa Feia.

Livro 5. Era Uma Vez Uma Torre. (capa não divulgada)

 

Em “QUANDO A BELA DOMOU A FERA” vamos conhecer LINNET THRYNNE, a filha do pouco influente Visconde Cornelius Sundon e de sua esposa Rosalyn Sundon. A Viscondessa Rosalyn é conhecida por duas razões: sua estonteante beleza e sua inúmeras e escandalosas paixões vividas com os homens da sociedade.

Certa noite, durante um fatídico baile, LINNET foi vista sendo beijada pelo príncipe Augustus Frederick, o cobiçado Duque de Sussex.

Claro que este é motivo de sobra para arrastar qualquer mocinha ao altar, mas junte a isso um camarão estragado que lhe causou um mal estar súbito – depositado em um vazo em meio ao salão de festas, pois não foi possível alcançar o banheiro – e um infeliz vestido de um modelo mais drapeado do que o necessário abaixo ao farto busto de Linnet.

Pronto, rapidamente a sociedade já havia traçado seu destino: Ela era uma perdida, uma desavergonhada – como a mãe – e pior, estava grávida do Duque de Sussex.

Mas Linnet não está grávida. Ela nem sequer gosta do Príncipe Augustus. Achou uma boa ideia permitir que ele a cortejasse para que fosse desobrigada a ter que dar atenção aos outros cavalheiros, afinal, todos entenderiam que ela era a “possível eleita” do príncipe. LINNET achava os homens tolos, mal cheirosos e incoerentes. Os beijos tinham salivas demais e eles sempre a olhavam em adoração, como se ela fosse um pedaço de carne a ser agarrado e degustado rapidamente.

Dada as circunstâncias, sua Tia Zenobia e seu pai têm uma brilhante ideia. Oferecer Linnet, e o filho de sangue real que ela carrega, em casamente ao filho do Duque de Windebank, afinal, o Duque tem um problema bem maior nas mãos.

Robert Yelverton, o Duque de Windebank, tem uma tarefa quase impossível. Arranjar uma noiva para seu intragável, prepotente e inteligentíssimo filho e médico, o Conde de Marchant, PIERS YELVERTON.

PIERS YELVERTON é conhecido não só por ser um médico brilhante, mas principalmente por sua soberba e colocações quase sempre rudes, diretos e vis. Ainda quando criança, Piers sofreu um acidente que lhe atrofiou o quadríceps direito, deixando-o coxo. Ele vive isolado em seu castelo em Gales que também funciona como hospital, e acabou de ser avisado por seu mordomo que seu pai – a quem não vê há anos – está a caminho do Castelo trazendo uma bela esposa grávida para desposá-lo.

Piers não quer e não vai se casar. E este é apenas um dos vários castigos que impôs ao pai por tudo o que este fez a ele e a sua mãe, mas ele sabe o quanto é importante para o pai um herdeiro, e todos sabem que Piers nunca lhe dará um herdeiro.

A primeira  intenção de Piers é dar fim a toda aquela encenação patética, afinal, ele é médico, e não precisou nem de dez minutos para saber o que realmente estava acontecendo, mas ele se vê imensamente intrigado com aquela linda espécime do sexo feminino, dona de observações rápidas, inteligentes, inocentes e engraçadas.  

Tudo o que está descrito acima, você irá encontra nas primeiras cinquenta páginas de “QUANDO A BELA DOMOU A FERA”, porque, acreditem, esta história é MUITO MAIS do que está breve síntese. Eloisa James foi versátil e ágil para apresentar todo o cenário, peças e personagens que trama exigia para ser contada. Tudo contado de maneira fluída, envolvente e dinâmica. 

Depois que as cartas vão à mesa, fica tudo por conta da colcha de retalhos que montamos com as descobertas feitas no dia a dia do Castelo/Mansão/Hospital. Como está sempre chegando e saindo pacientes, os assuntos não param, e os diálogos de Linnet e Piers são no mínimo inebriantes. Eloisa James é sempre muito sensível e sarcástica na medida certa, você passa o livro todo suspirando e rindo.

Por mais que Eloisa tenha desenhado Pier como um homem sombrio, amargo e pedante, uma verdadeira Fera sem misericórdia e limites, e ainda por cima coxo, é impossível não se apaixonar. Todo aquele charme displicente, aquele ar misterioso e amor próprio inexistente, me hipnotizou desde o primeiro momento. Talvez eu tenha que dar um certo crédito a piscina natural do Castelo de Marchant, onde Pier exercita suas pernas e promove algumas aulas de anatomia humana  ir-re-to-cá-ve-is.

Não passa desapercebido a sútil crítica a uma sociedade extremamente hipócrita, intolerante e moralista. Infeliz, é o destino reservado as pobres mulheres bonitas desta época. Linnet já estava marcada, destinada a ser julgada e condenada. Tudo porque é muito bela e possui um corpo exuberante. 

Adoro romances de época e às vezes me pego surpresa ao notar que pouco mudou na maneira como a sociedade trata e julga as mulheres. Ainda somos vítimas de pré-conceitos e julgamentos baseados em opiniões equivocadas, como roupas curtas, roupas longas, cor do batom ou qualquer outro argumento raso e sem nenhuma credibilidade.

Uma curiosidade muito comentada – e bem explicada no final do livro – é que PIERS YELVERTON foi inspirado no personagem interpretado eximiamente por Hugh Laurie, o amado, odiado, admirado, detestável – já falei amado? – Dr. Gregory House. Piers tem aquele humor negro, aquela grosseria gratuita e um conhecimento médico incontestável, mas também tem uma sensibilidade aguçada e uma alma que clama por perdão e amor.

Eu estou totalmente apaixonada por esse livro! A reviravolta e a inversão de papéis no final da história (gente, eu fiquei muito tensa com as últimas páginas deste livro) foi o toque de maestria que me arrebatou e me deixou absolutamente inquieta e ansiosa pelos próximos livros.