Autor: Lucas Florentino

Resenha – Batman – Criaturas da Noite

Por Lucas Florentino
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2 de Março
Título: Batman – Criaturas da Noite
Título original: Batman – Nightwalker
Autora: Marie Lu
Tradução: Mariana Serpa
Editora: Arqueiro
Gênero: Ficção, Fantasia, YA
Páginas: 256
Ano: 2018
Skoob: Aqui

Eu odeio o Batman! Okay, talvez eu não devesse começar esse post com essa frase, mas eu preciso ser sincero com vocês. Eu não sou muito de gostar de super-heróis, mas dos poucos que conheço e consumo as histórias, seja por filmes, séries animadas, HQs, etc, o Batman nunca esteve entre os meus favoritos. “Mas Lucas, eu já vi você usando camiseta do Batman em fotos do seus instagram e blá blá blá…” Sim, a camiseta é legal, o personagem não! Mas esse post é para falar sobre o livro, e não sobre as brusinhas do meu guarda-roupa, então vamos lá! 

No ano passado a Editora Arqueiro começou a publicar aqui no Brasil uma série de livros de autoras famosas contando suas versões de clássicos da DC. O primeiro volume, Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra, escrito pela querida Leigh Bardugo, chegou aproveitando todo o hype trazido pelo filme da nossa amazona favorita. Dessa vez, Marie Lu vem nos contar a história do Batman e as Criaturas da Noite.

A história do livro se passa pouco antes de Bruce se tornar o homem morcego que todos conhecemos. Depois de ter presenciado um terrível homicídio que matou seus pais quando era só uma criança, Bruce foi criado por Alfred, sua babá seu fiel guardião, e agora está no auge da adolescência. Prestes a terminar o colégio, ele é apenas um garoto “””normal””” (detalhe para as muitas aspas em “normal”). 

Durante um importante evento social da qual participava, Bruce teve um desentendimento com um de seus amigos e resolve voltar para casa, porém o que ele não esperava era que no caminho de volta ele se depararia com a cena de um crime e a oportunidade de ajudar a polícia de Gotham a capturar o bandido. Mas a justiça não entendeu da mesma forma, visto que Bruce colocou em risco a vida de muitas outras pessoas, inclusive a dele. Sendo assim, como pena, foi condenado a prestar serviços comunitários no Asilo Arkhan, um presídio onde estavam os maiores bandidos de Gotham.

É lavando o chão do presídio que Bruce conhece Madeleine e descobre sobre As Criaturas da Noite, um grupo de bandidos que roubam e matam os mais poderosos da cidade. Preciso dizer que nosso garotão vai querer se meter e tentar solucionar esse caso?

Bem, eu juro que tentei gostar desse livro. Para mim essa era uma ótima oportunidade para perder todo esse ranço que eu tenho com o Batman e talvez tentar aceitá-lo no meu coração, mas infelizmente isso não aconteceu. A impressão que eu tive era que de Batman essa história não tinha nada. Pareceu que Marie Lu já tinha uma história pronta e, ao ser convidada para participar desse projeto, só alterou os nomes e a ambientação e, voilà, o livro estava pronto.

Mas não me entendam mal, o livro não é de todo ruim. Se ignorarmos o fato de que o protagonista é o Batman, e ao invés disso enxergá-lo apenas como um adolescente mimado, ingênuo (para não dizer burro) e muito rico, pode ser que esse se torne um livro de mistério que irá agradar aqueles leitores que gostam de se aventurar em histórias rasas e previsíveis.

Se você é fã do homem morcego e quiser conferir essa história, vá por sua conta e risco!

Resenha – Estamos bem

Por Lucas Florentino
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12 de Fevereiro

“Se quem éramos no passado tivesse um vislumbre de nós agora, o que achariam?”

Existem livros que são simplesmente um soco no estomago e você tem que aprender a lidar com eles caso queira chegar até a última página. Ao contrário do que o título propõe, ‘Estamos bem’ foi como cair na toca do coelho, uma solitária queda livre onde os sentimentos mais profundos, aqueles que mais lutamos para esconder, surgem a flor da pele e nos fazem refletir sobre como devemos lidar com os problemas que encontramos durante essa longa caminhada chamada vida.

Nina LaCour nos apresenta Marin, uma misteriosa garota que está prestes a passar o natal sozinha em seu dormitório da universidade. Tudo o que sabemos até aqui é que ela deixou para trás o sol e o calor da Califórnia, assim como alguns fantasmas do passado, e está agora vivendo em meio a fria cidade de Nova York.

Em pouco mais de duzentas páginas e uma narrativa que alterna entre passado e presente, vamos conhecendo mais de Marin e todas as motivações que a levaram a fugir de tudo e todos que conhecia. Não é tanto um livro sobre fatos, mas sim sobre sentimentos.

“Relembrar é a única forma de superar o passado.”

Solidão é um tema recorrente durante toda a história. O clima criado pela autora para mostrar o quanto Marin está sozinha acaba transbordando das páginas e fazendo com que o leitor se sinta da mesma forma. Além disso, perda, luto e dor também tem seus momentos ao decorrer do livro.

Durante toda a leitura conseguimos encontrar alguns diálogos muito poderosos, mas é no silencio das personagens que Nina LaCour consegue colocar para fora tudo aquilo que está impregnado no coração de Marin.

“Eu me pergunto se tem uma corrente secreta que une as pessoas que perderam alguma coisa. Não da forma que todo mundo perde alguma coisa, mas da forma que destrói sua vida, te destrói, e quando você olha para o próprio rosto, não parece mais seu.”

Existe um momento em particular (que é óbvio que não irei contar para não dar spoiler), em que um dos segredos é revelado, que simplesmente me destruiu. Fiquei com um nó na garganta durante dias, mesmo depois de já ter finalizado a leitura. É aquele tipo de situação na qual você tem até medo de se imaginar, mas que muitas vezes acaba não tendo controle, o que torna tudo ainda mais difícil.

Mas não pense que ‘Estamos bem’ é uma montanha-russa que só vai para baixo, existem sim alguns momentos felizes, ou pelo menos uma busca por felicidade e redenção, que faz com que torçamos para que Marin saia desse buraco escuro em que ela se encontra.

Fazia tempo que eu não lia um YA tão bom e que me fizesse trabalhar tanto a minha empatia. Não foi uma leitura fácil, não foi algo que consegui ler de forma rápida, mas com certeza me trouxe muitas reflexões que dificilmente irei esquecer um dia. Nina LaCour conseguiu cumprir o que se propôs a fazer e eu só tenho elogios à ‘Estamos bem’.

Resenha – Olá, caderno!

Por Lucas Florentino
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1 de Fevereiro
Título: Olá, caderno!
Autora: Manu Gavassi
Ilustração: Nath Araújo
Gênero: Jovem Adulto, Ficção
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 312
Ano: 2017
Skoob: Aqui

 

Antes de começar essa resenha, vocês precisam saber de uma coisa: eu amo a Manu Gavassi. Sério, eu sou aquele tipo de fã que compra todos os CDs (físicos e no iTunes, porque eu quero mesmo deixar essa mulher ainda mais rica e famosa), vou em todos os shows que consigo, tarde de autógrafo, passo horas ouvindo as músicas e nunca, NUNCA, me enjoo (inclusive, estou ouvindo agora mesmo enquanto escrevo). Okay, então sabendo disso, vocês devem estar pensando que eu resolvi escrever esse post para poder declarar o meu amor por todos os parágrafos, né? Não! Eu prometo que vou tentar me controlar e focar só no livro, nos pontos positivos e negativos, porque nosso objetivo aqui no Nunca Desnorteados é justamente esse, dizer o que realmente achamos de tal obra e deixar que vocês decidam se querem ou não ler tal livro. Então vamos lá!

Em “Olá, caderno!” nós conhecemos Nina, uma garota de 17 anos que resolve escrever um diário. Não, diário não, porque como ela mesma diz, diário é infantil e ela já é praticamente uma mulher, rs. Nina é sincera, divertida, dramática (talvez eu tenha me identificado bastante nesse ponto) e, acima de tudo, real. Um dos problemas que sempre me incomodam em alguns livros são personagens que são sempre “personagens” demais. Aquela coisa que você pensa que nunca existiria no mundo fora das páginas, mas Nina é absurdamente parecida com várias pessoas que eu conheço, inclusive a mim mesmo.

O livro é escrito como se fosse realmente o caderno da Nina, os capítulos são os dias que ela resolve escrever, então tudo o que lemos são as coisas que ela quis colocar para fora, e o mais legal disso é que a personalidade e as emoções dela ficam bem nítidas, como, por exemplo, em um dos capítulos ela conta que está super ansiosa para tal coisa, o que nos faz esperar para o próximo capítulo, aí ela aparece e diz que não está bem para escrever sobre, e automaticamente nós entendemos que algo deu errado e ela preferiu guardar para si mesma, que não está preparada para compartilhar.

Esse ponto pode até chegar a irritar um pouco alguns leitores, mas comigo foi meio diferente, eu ficava sempre muito curioso e inventando coisas na minha cabeça, pensando na vida dos outros personagens e naquilo que a Nina não quis contar. Era como se o outro lado da história fosse se desenvolvendo na minha cabeça e depois casando com a história que eu lia. Acredito que, para cada leitor, essa história foi ganhando um repertório alternativo, o que transforma a experiência de leitura ainda mais interessante.

“As pessoas realmente estão esquecendo coisas básicas: escrever com a mão, sem digitar, ou comprar um CD e conseguir segurá-lo de fato, ou ler um livro e sentir o cheiro das páginas (que, aliás, eu amo), ou conhecer uma pessoa pessoalmente e conversar com ela pessoalmente.”

Além de Nina, nós conhecemos sua irmã mais velha, seu irmão gêmeo, seu melhor amigo e diversos outros personagens que acabam tendo seu momento durante a leitura. Eu senti que muitos deles acabaram não sendo muito bem desenvolvidos, mas entendo o motivo, já que a história era contada pelo ponto de vista da Nina, ela nos mostrava apenas o que queria de cada um deles.

A história da Nina é muito parecida como a de muitos adolescentes, então não dá para ficar esperando grandes acontecimentos durante as páginas, o mais legal não é a história em si, mas a forma como ela é contada.

Um dos meus maiores medos era que o livro fosse infantil demais, porque, por mais que eu goste da capa, é isso que ela me remete: um livro para garotinhas de doze anos (não que eu tenha algo contra livros para garotinhas de doze anos, inclusive, leio, hahaha). Mas não se deixe enganar, o livro chega a ser até bem maduro em diversos pontos, falando sobre drogas e relacionamentos, e alguns palavrões não são poupados.

“Na verdade, acho que as pessoas querem mostrar que são felizes ou tristes porque estão ocupadas demais tentando desesperadamente definir o que são.”

O final do livro, apesar de resolver todos as pontas que foram deixadas pelo caminho, ainda assim conseguiu ficar aberto o suficiente para esperarmos uma sequencia dessa história. Se ela realmente vai acontecer, eu não sei, mas a torcida do lado de cá não está fraca. 

Se “Olá, caderno!” foi um dos melhores livros que já li? Não, mas com certeza ele me rendeu bons momentos de leitura, ótimas risadas e, como fã, foi bem interessante poder conhecer esse  outra lado da Manu, mal posso esperar por mais histórias desses personagens que já amo!  

Resenha – Tipos incomuns (Algumas histórias)

Por Lucas Florentino
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28 de dezembro
Título: Tipos incomuns (Algumas histórias)
Título original: Uncommon type: Some stories
Autor: Tom Hanks
Tradução: Rachel Agavino
Gênero: Contos
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Ano: 2017
Skoob: Aqui

 

“- Uma máquina de escrever é uma ferramenta. Nas mãos certas, pode mudar o mundo.”

Atores são ótimos contadores de histórias, conseguem dar vida à personagens de forma a sempre nos convencer de que são pessoas diferentes. Mas e quando eles resolvem criar próprias histórias? Tom Hanks é um ator super talentoso e premiado, mas agora, resolveu atacar também de escritor, e seu primeiro livro acabou de ser lançado aqui no Brasil pela Editora Arqueiro.

Em Tipos Incomuns (Algumas Histórias), Tom Hanks nos apresenta uma série de personagens distintos e, diferente do título, todos são extremamente comuns. Mas não, isso não é um ponto negativo ou crítica. São raros os casos em que um autor consegue contar a história de um protagonista comum e ainda assim prender a atenção do leitor. Geralmente nós queremos conhecer a história de personagens extraordinários, em que coisas absurdas acontecem, que nos chocam, mas com esse livro Tom quis fazer o exato oposto, e nos presenteou com o cotidiano de pessoas “normais”.

“- Quero que os filhos que eu vier a conceber um dia leiam as reflexões do meu coração. Eu as terei pessoalmente gravado nas fibras das páginas, uma a uma, verdadeiros fluxos de consciência que vou guardar em uma caixa de sapatos até que meus filhos tenham idade suficiente para ler e refletir sobre a condição humana! – Ela se ouviu gritando: – Eles vão passar as páginas de um para o outro e dizer: “Então era isso que mamãe estava fazendo com todo aquele barulho e toda aquela datilografia”. (…)”

Com 17 contos muito bem escritos, Tom Hanks nos prova que seu dom vai muito além da interpretação. Com diálogos fortes e cenas tocantes, ele nos faz sentir um misto de emoções, além da ligação estabelecida entre leitor e personagem, em vários momentos eu me senti como um item da cena, uma mobília ou figurante, que estava ali apenas observando tudo o que acontecia. E esse “observar” é até algo que eu gostaria de destacar.

Geralmente, enquanto estou lendo um livro, eu me pego pensando sobre tudo aquilo que está acontecendo, tento descobrir o que vai acontecer, bolando teorias e coisas assim. Dessa vez eu só fiquei ali presenciando tudo.  Não é necessário fazer esforço, não é necessário pensar, a cena só acontece… e pronto!

Os contos são independentes, acontecem em épocas e locais diferentes, e a única ligação é que, em todos eles, existe a presença de uma máquina de escrever. Máquina essa que está na capa do livro e no início de cada conto.

“- Você teria um aparelho de som e nunca ouviria música? Máquinas de escrever devem ser usadas. Como um barco deve navegar, um avião deve voar. Qual a utilidade de um piano que você nunca toca? Junta poeira e não há música na sua vida. (…) – Deixe a máquina de escrever do lado de fora, em uma mesa onde você a veja. Mantenha uma pilha de papel pronta. Compre envelopes e seus próprios artigos de papelaria. Eu lhe darei uma capa para protegê-la da poeira, de graça, mas tire-a quando estiver em casa para que a máquina esteja pronta para ser usada.”

Tipos Incomuns (Algumas Histórias) foi uma experiência nova e uma oportunidade de conhecer outro lado desse ator/autor que tanto admiramos.

Resenha – Cartão de Natal

Por Lucas Florentino
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20 de dezembro

O mês de dezembro tem mexido um pouco comigo. Eu que nunca fiz o tipo “viciado em festas de fim de ano”, dessa vez me surpreendi com esse meu interesse e estou cada vez mais conectado com histórias que se passam nessa época.

Recentemente eu assisti ao novo filme original da Netflix, Cartão de Natal (Christmas Inheritance), lançado mundialmente no dia 15/12 e, já que não vi ninguém falando dele até agora, resolvi vir até aqui contar um pouco sobre, porque sim, eu quero contagiar todo mundo com esse meu recém descoberto espírito natalino.

O longa conta a história de Ellen Langford (Eliza Taylor), uma party girl que está quase destruindo a reputação da empresa de seu pai, por estar sempre envolvida em situações vergonhosas na mídia. A fim de fazer com que sua filha seja mais responsável para no futuro herdar a empresa, Jim Langford (Neil Crone) pede para que Ellen vá até a cidadezinha Snow Falls (bem clichê, né?!) cumprir uma de suas tradições natalinas, e entregar para seu tio uma caixa contendo diversas cartas que são escritas anualmente, desde antes de seu nascimento.

Em Snow Falls, Ellen encontrará uma realidade completamente diferente da sua e isso poderá mudar a forma como ela enxerga a vida, além de conhecer alguém que fará seu coração balançar. Aliás, eu falei que ela é noiva? Bom, é aí que as confusões começam, hahaha! 

O filme foi dirigido por Ernie Barbarash e o elenco conta, além de Eliza Taylor e Neil Crone, com Jake Lacy, Andie MacDowell, Michael Xavier, Anthony Sherwood, entre outros. 

Cartão de Natal é uma comédia romântica digna de Sessão da Tarde, mas isso não quer dizer que seja ruim, pelo contrário, eu achei muito divertido e, mesmo sendo previsível em alguns pontos, o filme cumpriu seu papel ao me fazer mergulhar numa nostalgia que há muito tempo eu não sentia. Vale a pena conferir!

Dois lançamentos nacionais que irão marcar o seu natal

Por Lucas Florentino
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15 de dezembro

Se você for como eu, que gosta de leituras temáticas em determinadas épocas do ano, você já deve estar procurando o livro ideal para ler nesse Natal que, aliás, já está bem próximo. Pensando nisso, hoje eu trouxe duas indicações de lançamentos nacionais que se passam nessa época mágica e nostálgica:

Todas as cores do Natal – Vitor Martins, Bárbara Morais, Alliah e Mareska Cruz Skoob / Goodreads

A Agência Página 7 reuniu cinco autores para contar histórias divertidas e emocionantes sobre personagens LGBTQ+ durante as festas de fim de ano. “Todas as Cores do Natal” propõe trazer a voz dos escritores enquanto pessoas LGBTQ+ para ilustrar as experiências de seus personagens a partir de uma perspectiva mais próxima. Escrever com essa propriedade de fala é conhecida como “own voices” no mercado internacional e é muito importante para a diversidade na literatura.

Nessa coletânea, Vitor Martins narra uma divertida história de amigo secreto no curso de inglês que vai fazer o leitor morrer de amores e vergonha alheia por Renato. Já Bárbara Morais traz o universo das Garotas Mágicas para salvar o Natal na capital do país e falar sobre a importância da amizade verdadeira. Lucas Rocha conta como Danilo só queria um fim de ano comum, mas, de repente, tudo dá errado na noite de Natal e ele se vê preso em uma tempestade envolvendo um peru assado, um cachorro e o garoto por quem ele tem uma quedinha. Alliah mostra que uma simples viagem em grupo de fim de ano para uma ilha no litoral do Rio de Janeiro pode revelar seres sobrenaturais sofrendo com as alterações mágicas causadas pela poluição dos mares. Para fechar com chave de ouro, Mareska Cruz fala sobre a relação de Benedita com o Natal desde o seu nascimento: são quinze anos de pura diversão, coração partido, amor e amizade.

Todos nós vemos estrelas – Leo Oliveira e Larissa Siriani Skoob / Goodreads

Quando o Natal se aproxima, as pessoas ficam mais nostálgicas, amáveis e caridosas. Bem, isso é o que se espera.

Porque para Lisa as coisas não são bem assim. Ela só gostaria de passar as férias trancada em seu quarto com seu livro favorito, lendo novamente as aventuras do príncipe Lucien em Trinitam.

Mas… E quando seus planos falham miseravelmente e você precisa lidar com acontecimentos inesperados e visitas que parecem – ou talvez sejam mesmo – de outro mundo?

Uma história de fantasia recheada de magia, amizade, família, amor e estrelas. Porque é disso que o Natal é feito.

Caso você queira mais indicações de leituras natalinas, no Goodreads existe uma lista em que são indicados diversos livros com essa temática, todos eles de autores nacionais. Confira aqui.

Resenha – Minha metade silenciosa

Por Lucas Florentino
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12 de dezembro
Título: Minha metade silenciosa
Título original: Stick
Autor: Andrew Smith
Tradução: Rodrigo Seabra
Gênero: Drama, YA
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Ano: 2014
Skoob: Aqui

“Acredito que, de diversas formas, as memórias são como os sons que ficam preses dentro da minha cabeça. Eles ficam só rodopiando lá dentro em seu próprio ritmo, criando sua própria ordem, fazendo suas próprias contas.”

Vocês costumam dar uma segunda chance para um autor depois de ter uma experiência de leitura muito ruim? Minha história com Andrew Smith começou com o pé esquerdo quando, em 2016, eu resolvi ler Selva de Gafanhotos, que com certeza foi o pior livro que li naquele ano. Mas como sei que suas histórias são sempre “ou você ama, ou você odeia”, resolvi insistir, e dessa vez com Minha metade silenciosa.

O livro conta a história de Stark McClellan, um adolescente de 14 anos que desde sempre enfrentou o bullying por parte dos amigos, e o motivo disso é uma doença congênita, que o fez nascer sem uma das orelhas.

Além das práticas de bullying enfrentadas na escola, Stark também é obrigado a lidar com uma dura realidade em casa: ele e o irmão, Bosten, convivem com pais abusivos, num lar cheio de regras absurdas, onde acontecem a maioria das cenas de partir o coração.

Após a diversos maus tratos, Bosten foge de casa e deixa o irmão para trás, fazendo com que ele lide sozinho com toda a pressão e os problemas que aquela família lhe proporciona. Mas Stark resolve ir atrás do irmão, iniciando assim, uma jornada que é, acima de tudo, uma busca por amadurecimento e auto aceitação.

“E nada do que aconteceu conosco faria sentido se eu não deixasse os verdadeiros monstros que nadavam em minha cabeça aflorarem e mostrarem seus dentes. E não há amor na minha casa, somente regras.”

Quando eu iniciei a leitura de Minha metade silenciosa, eu já esperava por momentos difíceis, mas eu não tinha noção que estava embarcando em uma montanha russa que tiraria todo o ar dos meus pulmões e me deixaria paralisado. Contada através de uma narrativa simples, essa história carrega uma carga emocional muito grande e é impossível não sentir a dor que os personagens estão sentindo. Em determinado momento, eu precisei, literalmente, parar para respirar e processar tudo o que aquelas cenas me causaram.

Como a história é vivida por adolescentes, o autor aborda temas que são muito comuns nessa fase da vida, como amor, drogas, sexo e sexualidade, além dramas muito mais pesados que são, muitas vezes, só encontrados nas entrelinhas. Andrew Smith não precisou dizer na nossa cara que algumas coisas haviam acontecido, ele soube ser sutil o suficiente para nos fazer sentir aqueles atos sem citá-los uma única vez em toda a história (e eu estou aqui aplaudindo de pé toda essa maestria).

Mas não é apenas de coisas tristes que esse livro é feito. Minha metade silenciosa possui vários momentos leves, divertidos, que nos fazem sentir um quentinho no coração. E que bom que esses momentos existem, porque os personagens precisavam deles. Nós, como leitores, precisávamos deles também. Seria impossível, pelo menos para mim, chegar ao fim do livro sem encontrar algo positivo para que eu pudesse me agarrar.

E eu não posso encerrar esse post sem citar a genialidade da editora Gutenberg, que produziu a edição nacional sem uma das orelhas, exatamente como nosso querido Stark. Esse pode ter sido apenas um pequeno detalhe, mas saibam que o impacto causado foi indescritível.

Bom, depois disso tudo só me resta dizer que Minha metade silenciosa foi uma marcante experiência, e mesmo com todo o sofrimento, foi um mal necessário, daqueles que nos levam a crescer, bem como o personagem. Espero que todos possam encontrar a mesma emoção guardada nessas trezentas e quatro páginas. 

Vencedores do Goodreads Choice Awards 2017

Por Lucas Florentino
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5 de dezembro

Se tem uma coisa que eu amo nessa vida, são premiações. Sempre fico muito animado em época de Oscar, Grammys, Tonys, VMAs, e por aí vai. Mas o que muita gente não sabe, é que também existe uma premiação para para a literatura, o Goodreads Choice Awards

Todo ano o Goodreads pede para que seus usuários votem nas categorias estabelecidas a fim de escolher os melhores livros lançados naquele ano, e o resultado de 2017 já saiu e hoje trago para vocês os grandes vencedores:

Ficção: Little Fires Everywhere – Celeste Ng
Mistério e Thriller: Into the Water – Paula Hawkins
Ficção Histórica: Before We Were Yours – Lisa Wingate 
Fantasia: Fantastic Beasts and Where to Find Them: The Original Screenplay – J.K. Rowling
Romance: Without Merit – Colleen Hoover 
Ficção científica: Artemis – Andy Weir
Terror: Sleeping Beauties – Stephen King e Owen King 
Humor: Talking as Fast as I Can: From Gilmore Girls to Gilmore Girls, and Everything in Between – Lauren Graham
Não ficção: How to Be a Bawse: A Guide to Conquering Life – Lilly Singh
Memórias e autobiografia: What Happened – Hillary Rodham Clinton
História e biografia: The Radium Girls: The Dark Story of America’s Shining Women – Kate Moore 
Ciência e tecnologia: Astrophysics for People in a Hurry – Neil deGrasse Tyson
Comidas e livros de receita: The Pioneer Woman Cooks: Come and Get It! Simple, Scrumptious Recipes for Crazy Busy Lives – Ree Drummond
Graphic novels e comics: Big Mushy Happy Lump – Sarah Andersen
Poesia: The Sun and Her Flowers – Rupi Kaur 
Autor revelação: The Hate U Give – Angie Thomas
Ficção YA: The Hate U Give – Angie Thomas
Fantasia YA: A Court of Wings and Ruin – Sarah J. Maas 
Infanto juvenil e infantil: The Ship of the Dead – Rick Riordan
Livro ilustrado: We’re All Wonders – R.J. Palacio

Lembrando que, muitos desses livros, ainda não foram lançados no Brasil e ainda não há previsão para isso acontecer, mas acredito que, após esse prêmio, muitos ganharão uma maior visibilidade e, consequentemente, maior possibilidade de chegar por aqui.

E o que você achou sobre os livros vencedores? Para conferir todos os indicados ao prêmio, clique aqui

5 motivos para ler Minha vida (não tão) perfeita

Por Lucas Florentino
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29 de novembro
Título: Minha vida (não tão) perfeita
Título original: My not so perfect life
Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Gênero: Chick-lit, Romance
Páginas: 406
Ano: 2017
Skoob: Aqui 

Não é novidade para ninguém que Sophie Kinsella é uma das minhas autoras favoritas da vida e que adorei todos os livros dela que já li até hoje, alguns deles inclusive já tem até resenha aqui no blog (Fiquei com o seu número, A lua de mel e O segredo de Emma Corrigan), e dessa vez eu vim para falar um pouco sobre a sua obra mais recente, Minha vida (não tão) perfeita.

Sinopse: “Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella. Uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar. Cat Brenner tem uma vida perfeita mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok… não é bem assim… Seu flat tem um quarto minúsculo sem espaço nem para guarda-roupa, seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida não tão perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar. E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar. Mas será que ela deve mesmo se vingar da pessoa que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter – a executiva que tem tudo a seus pés – possui mesmo uma vida tão perfeita, ou quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Por que, pensando bem, o que há de errado em não ter uma vida (não tão) perfeita assim?”

Para quem ainda não se convenceu a ler Minha vida (não tão) perfeita, confira 5 motivos que farão com que você queira colocar esse livro na sua lista de leituras futuras…

➸  A exposição virtual é um dos principais temas abordados em Minha vida (não tão) perfeita. Hoje em dia é perfeitamente comum você querer compartilhar com seus amigos o que anda acontecendo em sua vida, mas e quando a vida que você compartilha não é exatamente aquela que você vive? Esse é o caso de Cat, que possui um famoso perfil no Instagram, onde exibe seu dia-a-dia da forma que ela gostaria que realmente fosse, o problema é que, mais cedo ou mais tarde, a verdade pode vir à tona. Sophie Kinsella conseguiu discutir sobre o assunto de forma perspicaz, e claro, sempre com muito bom humor.

➸  Muitos dizem que a vingança é um prato que se come frio, mas você estaria disposto a participar deste banquete se soubesse da indigestão que teria a seguir? Após ter sua vida arruinada por sua ex chefe, Cat tem a possibilidade de se vingar, fazer com que Demeter pague por tudo aquilo que a fez perder, mas será que esse é realmente o caminho certo a seguir? Para descobrir o que aconteceu, só lendo mesmo :p

➸  Uma das coisas que eu mais gosto quando estou lendo um livro é ser surpreendido, e em Minha vida (não tão) perfeita nós temos muitas reviravoltas. A princípio, quando comecei a leitura, eu estava muito focado no plot principal, mas quando percebi, a história de Cat tomou um rumo totalmente inesperado e confesso que ficou muito melhor do que imaginei.

➸  Quem já leu algum livro da Sophie Kinsella, sabe o quanto de diversão ela imprime em suas páginas, e dessa vez não foi diferente. Eu sou aquele tipo de pessoa que tem crises de riso quando se depara com situações constrangedoras dos personagens, e nesse livro, isso é o que não falta. Se você está afim de dar boas risadas e ainda não sabe o que ler, essa é a escolha certa para você.

➸  E por fim, um dos motivos que costumo chamar de Fator Sophie Kinsella, que consiste em personagens carismáticos, uma história muito bem escrita e uma leveza que faz com a leitura flua de forma rápida e prazerosa, coisas que a autora consegue sempre tirar de letra.

Como o Skoob e o Goodreads me ajudaram com a minha mania de organização

Por Lucas Florentino
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21 de novembro

Quem me conhece sabe que sou um virginiano com uma mania obsessiva por organização. Gosto de pesquisar técnicas, novos métodos e colocar tudo em prática acaba se tornando uma diversão. Isso vai desde meu guarda-roupa até meus arquivos no computador, então com meus livros e minhas leituras não poderia ser diferente.  

Desde que me tornei um leitor apaixonado, sempre gostei de manter registros de todos os livros que eu lia, e para isso, sempre usei e abusei do Excel. Tenho até hoje planilhas de anos atrás, em que eu registrava informações como título, autor e data de leitura. Com o passar do tempo, fui ficando cada vez mais obcecado e novas informações eram adicionadas, como número da edição, formato do livro, título original, ano de lançamento e por aí vai…

Para alguns isso pode até soar como loucura ou perda de tempo, mas esse tipo de coisa realmente me faz feliz, não há nada mais agradável do que saber que meus registros de leitura estão todos atualizados.

Com o passar do tempo e com a evolução da era digital, onde tudo passou a ficar conectado, surgiram as redes sociais voltadas para os leitores, e é sobre isso que eu quero conversar com vocês hoje, sobre como o Skoob e o Goodreads me ajudaram com essa minha mania por organização.

Antes de mais nada eu gostaria de dizer que sou usuário das duas redes e que meu objetivo com esse post não é especular qual das duas é melhor, mas sim ajudar vocês a descobrirem qual delas irá satisfazer melhor suas necessidades. Então vamos lá…

IDIOMA

O Goodreads pode ser utilizado em inglês, espanhol, francês, alemão e italiano, e confesso que eu nem sabia que ele oferecia suporte em todos esses idiomas até começar a escrever esse post. Infelizmente o nosso português não está disponível, o que pode ser um empecilho para quem não é familiarizado com os outros idiomas. Já com o Skoob não temos esse problema, por ser um site brasileiro, o conteúdo é 100% em português. Ou seja, ninguém tem desculpas para não usar pelo menos um dos dois sites.

ACERVO

Eu nunca tive grandes problemas para encontrar algum livro em nenhuma das redes, o máximo que já aconteceu foi eu precisar cadastrar uma edição no Skoob, pois era um livro independente e não tão conhecido, mas até o cadastro foi bem tranquilo, o site solicitou as informações e voilà, o livro já estava fazendo parte do acervo.  Na minha opinião, o Goodreads possui uma quantidade maior de livros porque eles trabalham com edições de vários países e idiomas, mas isso só vai ser útil se você for ler alguma edição diferentona de algum país x.

Eu tenho muito toc quando um mesmo livros possui várias capas diferentes, e nas minhas estantes virtuais tem que constar exatamente a mesma que eu li, mas felizmente ambos os sites têm as copias com todas as capas disponíveis, então se você tem essa mesma peculiaridade, pode ficar tranquilo e amar as duas redes sociais.

ESTANTES

Agora é a hora que vocês vão perceber o quão maníaco por organização eu sou, rs. Existem mil formas de você organizar sua estante de livros, certo? Você pode organizá-la por autor, editora, gênero, cor, etc., mas sempre você tem que escolher apenas uma dessas formas. Já nas duas redes, você não precisa escolher, é possível criar inúmeras “estantes” virtuais com os mesmos livros que você tem. Através de tags (#) é possível fazer todas essas separações em todos os seus livros.

Se não ficou tão claro, aqui vai um exemplo. Imagina todos os livros que você leu esse ano. Você pode separá-los por editora, formato, nacionalidade do autor, gênero, favorito, TUDO ISSO AO MESMO TEMPO. E o melhor de tudo, é muito simples fazer essa classificação, basta inserir a “estante” com um # na hora que você for marcar o livro como concluído. Aí, futuramente, se você quiser saber, por exemplo, quantos livros da editora y você leu em toda sua vida, basta clicar na estante que você criou para a editora y e pronto, isso não é lindo? ~emoji com os olhinhos de coração~

USUÁRIOS

Mas nem só de organização vive Skoob e Goodreads, esses sites são chamados de redes sociais por um motivo, né? Então é claro que você pode adicionar seus amigos. Óbvio que isso vai depender muito do seu ciclo de amizade, mas no meu caso, a maioria das pessoas que eu conheço utilizam apenas o Skoob, então a quantidade de amigos e seguidores que eu tenho por lá é bem maior. Em compensação, no Goodreads eu tenho um número maior de amigos gringos, o que é bom porque posso sempre ficar de olho nos livros que estão fazendo sucesso lá na gringa.

E por falar em amigos, as duas redes oferecem uma função que eu gosto bastante: a comparação das suas leituras com as dos seus amigos. É possível analisar quais livros em comum vocês leram e quais as notas cada um deu. Para mim, essa função no Goodreads é mais detalhada e simples de entender, então eu raramente uso a função do Skoob, só mesmo quando o amigo em questão só está na rede brasileira.

É possível também curtir e comentar as atualizações dos seus amigos, o que, para mim, é bem legal, pois dessa socialização eu acabo recebendo indicações e com isso minha lista de livros para ler só vai crescendo.  

RECOMENDAÇÕES

As recomendações de leitura não ficam apenas por parte dos seus amigos, os dois sites possuem algoritmos que analisam os livros que você já leu ou marcou como desejado e te indicam outros que talvez você venha a gostar. Claro que as vezes surgem algumas indicações muito sem noção que me deixam pensando “mas quem diabos achou que eu iria gostar desse livro”, mas na maioria das vezes, as indicações são bem legais e úteis, eu mesmo já descobri ótimos livros dessa forma.

SORTEIOS E TROCAS

Essa é apenas para usuários do Skoob. O site está sempre fazendo sorteios de livros, sejam eles lançamentos ou não. Até hoje não teve uma única vez que eu tenha entrado na rede social e não tenha visto sorteios rolando, ou seja, são muitas as oportunidades, e por mais que eu ainda não tenha ganhado nada, conheço várias pessoas que foram mais sortudas do que eu, algumas até mais de uma vez.

Através do Skoob também possível realizar trocas com outros usuários, desde que sejam usuários com perfil PLUS. Calma, não, não é preciso pagar nada para ser um usuário PLUS, as regras estão todas aqui

LAYOUT

No quesito layout, cada um dos sites tem seus pontos positivos. Com uma cara mais clean, o Goodreads é, visualmente falando, mais simples. Existe o feed principal onde você pode localizar as atualizações dos amigos, uma coluna na lateral esquerda indicando suas leituras e o que você deseja ler, e uma coluna na lateral direita constando indicações do Goodreads e algumas (poucas) propagandas.

O Skoob tem mais cara de rede social, chegando a lembrar um pouco nosso falecido Orkut. Particularmente, as vezes eu acho que o Skoob polui um pouco a tela, porque por mais que a base do site seja clean, ele pode ficar bem colorido dependendo dos livros que você tem na sua estante, e existem muitos elementos que acabam carregando demais a tela principal, mas nada que vai prejudicar a utilização.

Os dois sites são bem simples de usar, bem funcionais e intuitivos, mesmo que no início possa causar algum estranhamento, principalmente para quem está acostumado a utilizar apenas um deles e resolve se aventurar pelo outro.  

Resumidamente falando, os dois sites acabam prestando os mesmos serviços, com poucas diferenças muito significativas. Dá para utilizar apenas um deles e deixar todas as suas leituras catalogadas e organizadas, basta escolher qual lhe agrada mais e ser feliz.

Bom, ainda tem várias coisas que eu gostaria de falar sobre as duas redes, mas esse post já está gigante, então vai ficar para uma próxima vez. Espero que tenham gostado e que eu tenha conseguido ajudar alguém com essas informações, até a próxima ^^