Autor: Thila Barto

5 Filmes Clássicos Para Assistir e ser feliz!

Por Thila Barto
|
23 de Fevereiro

Sabe aquele ‘shade’ em relação aos filmes em preto e branco? Joga ele no lixo AGORA! Rsrs

Depois de receber algumas mensagens pedindo indicações de filmes clássicos – com ‘clássicos’ quero dizer filmes entre as décadas de 20 e 60, não aqueles de sessão da tarde ou os ‘atuais’ aclamados pela crítica que ganharam tal título aos longo dos anos -, decidi fazer essa listinha que apresentarei a seguir e, se vocês curtirem, posso continuar fazendo regularmente pois escolher somente 5 entre inúmeros é uma tarefa mega difícil pra mim. São vários sensacionais!

Vou tentar escolher filmes não tão clichês como O Mágico de Oz e E o Vento Levou (MELHOR FILME DE TODOS OS TEMPOS! KKKK), que são fáceis para achar, que serão divertidos e gostosos de assistir. Se vamos começar agora, vamos dar play no level easy, okay? Eles são:

• Adam’s Rib – A Costela de Adão (1949)

A Costela de Adão é um filme super a frente de seu tempo que aborda a igualdade de gênero em plena década de 40 através de um casal de advogados que acabam se envolvendo no mesmo caso, porém em lados opostos, no qual a ré disparou contra o marido ao encontrá-lo com a amante. Amanda Bonner (Katharine Hepburn) se posiciona para defender a mulher e Adam Bonner (Spencer Tracy) o homem.

As diversas discussões para defenderem seus clientes durante o julgamento acabam deixando de ser apenas profissionais e passam a ser, também, pessoais, causando assim uma certa confusão no relacionamento do casal para saber quem ‘está certo’! O casamento que antes era perfeito agora está em jogo.

É um filme de comédia mais do que incrível e que merece ser visto!

• The King and I – O Rei e Eu (1956)

Falei que não ia escolher um clichê, mas não resisti porque eu AMO DEMAIS esse filme e ELE É COLORIDO viu, antipáticos do preto e branco, rsrs.

Baseado em uma história verídica, O Rei e Eu se passa em 1862 tendo como protagonistas Anna Leonowens (Deborah MARAVILHOSA Kerr), uma americana que é contratada pelo Rei do Sião (Yul Brynner) para ser professora de seus filhos. O rei tem um gênio forte e não perde a chande de impor sua autoridade em todas as situações, gerando assim, inicialmente, uma certa desavença com Anna devido suas diferenças culturais e de hábito, mas, claro, eles acabam se entendendo com o tempo.

Se trata de um filme musical com coreografias, músicas lindas – é impossível não ficar com alguns trechinhos delas na cabeça depois – e com tudo que há de bom em uma história: personagens intrigantes e roteiro impecável! 

“Ai eu não gosto de musical!”. Caro, o filme não é inteiro cantando, é sensacional e é tão bem humorado que você vai até esquecer que não tem afinidade com o gênero. Dê uma chance!

O filme ocupa a 11ª colocação na lista dos 25 maiores musicais americanos de todos os tempos e ganhou adaptações sensacionais na Broadway ao longo dos anos e, inclusive, uma no Brasil em 2010.

• The Waterloo Bridge – A Ponte de Waterloo (1940)

Baseado numa peça homônima de Robert E. Sherwood, ganhadora do prêmio Pulitzer de literatura, A Ponte de Waterloo é um drama que se passa em Londres durante os bombardeios da Primeira Guerra. O oficial Roy (Robert Taylor) e a bailarina Myra (Vivien DONA DE HOLLYWOOD INTEIRA Leigh) se conhecem na ponte de Waterloo e logo se apaixonam. Porém, Roy precisa partir para o front de batalha, assim eles se casam às pressas e Myra promete esperá-lo.

Meses se passam até que ela recebe a infeliz notícia de que Roy morreu. Desiludida, sem recursos e desesperada, Myra toma uma decisão drástica. Qual terá sido ela?

Bom, o primeiro filme foi uma comédia, o segundo um musical, então o terceiro tinha que ser um drama, mas não um drama qualquer: um digno de todos os elogios possíveis protagonizando Vivien Leigh, considerada a maior atriz de todos os tempos! (Keep trying Meryl)

Ps: amo a Meryl, só pra deixar claro! ♥

• It Happened One Night – Aconteceu Naquela Noite (1934)

Peter Warren (Clark Gable) é um jornalista desempregado que ao se deparar com Ellie (Claudette Colbert) – a filha de um milionário que tinha acabado de fugir do iate de seu pai pois ele não tinha aprovado quem ela escolheu para casar -, enxerga uma oportunidade de escrever uma boa matéria, mas vários fatos criam uma forte aproximação entre eles, inclusive algumas desventuras, rsrs.

É uma comédia romântica ‘mamão com açúcar’? Sim, é uma comédia ‘mamão com açúcar’, mas não qualquer uma. Pra ter uma ideia, Aconteceu Naquela Noite foi o primeiro filme a conquistar as cinco categorias mais importantes do Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor (Frank Capra), Melhor Ator,  Melhor Atriz e Melhor Roteiro Original(Robert Riskin).

Preciso fazer aqui mais um parágrafo com vários elogios? Acho que deu pra entender, né?

• In the Good Old Summertime – A Noiva Desconhecida (1949)

Uma lista minha sem a participação da inigualável Judy Garland não teria tanto a minha cara, então o quinto e último filme da lista é A Noiva Desconhecida, um musical (não reclamem, rsrs) colorido (ponto positivo?)! Yay!!!

► Abrindo um comentário extra aqui pra explicar as interrupções fazendo piada ao gênero musical:

Ainda tem muita gente que tem um certo preconceito com o gênero, mas desculpa, caros, esses filmes, juntamente com as comédias, foram grandes investimentos dos estúdios estadunidenses na época para promover o otimismo para a população que ora estava em guerra e ora em crise. Era uma forma de levantar o astral para que a população não deixasse ser levada pela tristeza e desesperança. Lógico que logo surgem os filmes com gangsters, os de ação que focalizam em heróis e vilões, os de terror se espalham, os de faroeste continuam a ser aprimorados e os melodramas também, então não haviam somente os musicais e as comédias, eu sei, eu sei… Porém, com isso, quero dizer que os musicais fizeram parte da formação do cinema e estão presentes até hoje. Aceitem! Eles são importantes e muito bem feitos por sinal! Precisamos deixar certos preconceitos de lado e abrir a cabeça para apreciarmos verdadeiramente os filmes. 

Voltando… 

A Noiva Desconhecida, na verdade, é um remake musical da comédia “A Loja da Esquina” e conta a história de Veronica Fisher (Judy Garland) e Andrew Larkin (Van Johnson). Ambos trabalham na mesma loja de música mas não se suportam e vivem brigando um com o outro durante o expediente, porém, mal sabiam eles que as cartas apaixonadas que escreviam durante a noite e que trocavam anonimamente com seus admiradores secretos através do correio eram um com o outro.

Adoro demais esse filme e acho uma enorme fofura Liza Minnelli, filha da Judy, aparecendo em uma cena com apenas 3 anos de idade.

Veja!

Ou melhor: VEJA TODOS e comente comigo, please!

Cinema Clássico é tudo de bom!

Resenha – A Coroa da Vingança

Por Thila Barto
|
30 de Janeiro
Título: A Coroa da Vingança
Título Original: Reunited
Autora: Colleen Houck
Tradução: Alves Calado
Editora: Arqueiro
Páginas: 416
Skoob: Aqui
Ps: Terceiro e último volume da série Deuses do Egito. 
“Descobri que é melhor não olhar para trás com arrependimento. Só com lições aprendidas. O infortúnio pode acompanhar a gente por toda a vida. A gente acaba tendo apenas duas escolhas. Lamentar o destino, diminuir o passo até ele alcançar a gente e depois estender os braços para abraçar a tristeza ou continuar correndo para que ele nunca possa nos alcançar.”
 
Após a batalha contra a Devoradora no final do livro O Coração da Esfinge, Lily volta para o mundo mortal, especificamente para a fazenda de sua avó, para aguardar as próximas batalhas que viriam para destruir Seth e impedir seu plano maligno, mas, o que ninguém podia contar, era que ela voltaria sem memória alguma dos acontecimentos passados ao lado dos Filhos do Egito. Sua mente estava fragmentada. Nem mesmo de Amon, com quem compartilhava uma ligação fortíssima, ela se lembrava! (SOCORRO!)
 
Ao acordar, ela percebe que algo está errado, porém tudo piora em questão de segundos ao descobrir que havia não uma pessoa em sua mente, mas duas, que não paravam de falar coisas absurdas. Ela esteve no Egito? Lutando ao lado de múmias para salvar a humanidade? Ela era uma esfinge? Que diabos estava acontecendo? A última coisa que lembrava era de ter ido ao MET decidir que faculdade cursaria.
 
Lily percebe que a situação se agrava ainda mais quando o grão-vizir, Hassan, aparece com todas as suas ‘supostas’ armas, dizendo que precisava treinar suas capacidades juntamente com as meninas que habitavam seu corpo, Tia e Ashleigh, para se fortalecerem e partirem para acordarem os irmãos e invocá-los antes que Seth os encontrassem no além e os desfizessem inteiramente. 
 
Achava que tinha pirado de vez! Pelo menos tinha sua avó ao seu lado para duvidar de tudo aquilo que Hassan estava falando.
 
“Todo mundo aparentava estar muito seguro de que as coisas incríveis que ele descrevia tinham acontecido de verdade. Eu não conseguia acreditar. Aquilo tudo não podia se referir a mim. Por que eu sairia de Nova York para seguir uma múmia?”
 
Porém, com a chegada de Néftis na própria fazenda, Lily percebe que está em um beco sem saída. Ela precisava fazer todas aquelas loucuras que estavam exigindo dela, inclusive o que a deusa havia acabado de revelar: ela não estava destinada a ser uma esfinge. Era mais do que isso. Ela precisava assumir o poder de Wasret e abraçar o ser que iria se tornar, assim como todas as implicações que esse nome carregava.
 
O que seria necessário para se tornar uma Wasret? Mal sabia ela que teria que abrir mão de MUITA coisa, colocando até sua própria existência em jogo. 
 
Como se fosse possível, as coisas pioram ainda mais um pouco quando Lily falha, logo de cara, em sua primeira missão. Só conseguiu acordar Ahmose. Asten e Amon estavam escondidos no canto mais distante do Cosmo e agora precisava ir resgatá-los. Haveria tempo suficiente?
 
 “Num momento eu era Lily, uma garota apanhada numa situação impossível, mais perigosa e mortal do que qualquer coisa que eu já havia lido em histórias. E no momento seguinte era algo totalmente diferente.”
 
Eu amei DEMAIS o livro pois ele superou IMENSAMENTE todas as minhas expectativas. É o melhor livro da série sem dúvida alguma! Não dá nem pra respirar durante a leitura e a narrativa está mais incrível do que nunca porque o leitor fica um tanto confuso juntamente com Lily pois ora é ela narrando, ora é Tia e ora é Ashleigh, mas não é sempre que tem uma tipografia diferenciada para você saber quando a narradora trocou. Em vários momentos parei por um segundo dizendo: “Espera aí! Isso aqui é a Tia falando, não é mais a Lily” ou algo do gênero. Achei isso incrível pois vai ficando cada vez mais nítido – e um tanto assustador – que as personagens estão se fundindo em uma única pessoa.
 
A única ressalva que faço é que Colleen pesou um pouco a mão ao decidir o destino de vários personagens. Fiquei com o coração não partido, mas despedaçado em VÁRIOS momentos. Se preparem para sentirem todas as emoções possíveis. 
 
Leiam, leiam e leiam pois está SENSACIONAL!!
 
Obrigada, Colleen Houck, por fechar a série com uma MEGA chave de ouro <3 ! ESTOU MUITO FELIZ!!!!!
 
“O medo vem de nós como uma onda gigantesca, mas ela sempre vai se quebrar na rocha da sua determinação.”
 

Filme – Eu, Tonya

Por Thila Barto
|
28 de Janeiro

Uau! Estou com uma tremenda vontade de começar essa resenha com um enorme palavrão, mas se eu soltasse um, uma sequência insana de outros palavrões viria em seguida… Juro que estou tentando segurar, mas desculpa, pessoa que lerá a doideira que escreverei, está difícil segurar. Então lá vai: Que filmão da porra! (falando mentalmente outros diversos!)

“Eu, Tonya” é um filme biográfico que retrata a vida da patinadora americana, Tonya Harding (Margot Robbie), que cresceu num ambiente familiar não muito adorável, tendo que lidar com o distanciamento do pai ainda muito nova e a agressividade, humilhações e maus tratos da mãe (Allison Janney) aos longo dos anos. Como se não bastasse, durante sua adolescência, Tonya acaba entrando num relacionamento abusivo e violento com o jovem Jeff Gillooly (Sebastian Stan) , que não perde uma chance de insultá-la e agredi-la. Mesmo assim, Tonya não consegue sair deste relacionamento.

“Ele só me batia e eu achava que era minha culpa”
“Ele me batia mas me amava, afinal minha mãe também me batia, e eu não conhecia nada além disso”

Apesar de todo esse sofrimento, Tonya sempre contou com o esporte que a completava e que amava desde muito nova: a patinação artística no gelo. Assim, ela se dedica por anos a fio ao esporte e mesmo com as inúmeras dificuldades que teve para se encaixar no padrão do mundo da patinação, Tonya consegue uma vaga para os Jogos Olímpicos, entretanto, durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994, ela acaba se envolvendo num escândalo que muda sua vida para sempre.

Quem conhece a história de Tonya, sabe o que o escândalo causou pois ganhou uma repercussão enorme na mídia na época, mas, pra você que não sabe, não vou dar spoilers e contar o que aconteceu, rsrs.

Senti um turbilhão de coisas durante o filme: Raiva em relação ao abuso e violência, agonia em alguma cenas, um tanto de esperança – mesmo conhecendo o tal escândalo e o que ele resultaria antecipadamente -, alegria (sim, alegria), pois mesmo com o clima pesado do filme, ele tem um tom cômico e sarcástico – que rendeu algumas risadas -, e uma tristeza enorme com o rumo que a vida de Tonya levou. Me senti injustiçada com sua sentença, confesso!

Eu não tenho uma crítica negativa sobre o filme. Produção e direção maravilhosa, roteiro SENSACIONAL recheado de diálogos que merecem ser vistos mais de uma vez, atuações de tirar o fôlego (gente, os atores escalados são muito idênticos aos da vida real! Fiquei besta!), trilha sonora fantástica e uma montagem digna de TODOS os elogios e, claro, de um Oscar! É minha aposta na categoria. 

É um filme que choca, que retrata preconceitos, pressões, abusos, relacionamentos e o mundo atrás da patinação artística. Não é uma biografia comum. Prepare-se para ser surpreendido.

É imperdível. VEJA!

Trailer:

“Eu não sou ninguém se eu não puder patinar. Eu não sou nenhum monstro”

 

Elenco das próximas temporadas de The Crown é confirmado

Por Thila Barto
|
26 de Janeiro

Estou é passando MUITO MAL!

The Crown é uma de minhas séries favoritas e confesso que está sendo um tanto difícil pra mim aceitar a troca de elenco pois tenho uma péssima mania de me apegar aos atores e seus personagens. Ai meu coração!!

Como cada temporada retrata, em média, uma década do reinado de Rainha Elizabeth, todos os atores que fizeram parte da 1° e 2° temporada serão substituídos para dar continuidade na trama. A ideia é que a cada duas temporadas o elenco seja renovado, então não se apeguem, galera, rsrs.

Os atores confirmados para 3° e 4° temporada são: Olivia Colman no papel de Rainha Elizabeth, Paul Bettany como Príncipe Philip e Helena Bonham Carter como Princesa Margaret.

Outra novidade revelada é que Princesa Diana também fará aparição na série, mas só no fim da 3° temporada – retratará os anos de 1964 até 1976 de reinado – e será um dos focos da 4°. Já estou doida para saber quem será a atriz escalada para o papel!

Enfim, o que acharam do elenco? 

Não tenho uma opinião formada ainda pois até então não consigo imaginar os novos atores em seus papeis, mas sei que, pelo menos pra mim, será difícil superar Claire Foy!

😉

Resenha – A Pérola Que Rompeu a Concha

Por Thila Barto
|
19 de Janeiro
Título: A Pérola Que Rompeu a Concha
Título Original: The Pearl that Broke Its Shell
Autor(a): Nadia Hashimi
Tradutor(a): Simone Reisner
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 334
Perfil no Skoob: aqui
 
“Fechei os olhos, uma onda de dor. O pior golpe. Cai no chão com as mãos sobre a cabeça. Curvei-me para frente, quase como se rezasse. Ele estava murmurando algo. Eu não conseguia ouvi-lo em meio ao meu choro.”
 
O livro mais difícil que li na vida!
 
Desculpa começar a resenha assim, num clima pesado logo de cara e expondo minha dificuldade, mas trata-se de uma história sobre um assunto sério, que mexeu ao extremo comigo. Contudo, antes de sair falando sobre minhas impressões, vou introduzir a história para vocês…
 
Rahima é uma menina de 7 anos que nasceu e mora em um vilarejo no Afeganistão. Seu pai serve os senhores de guerra quando preciso e é um dependente de ópio, algo que vai se agravando ao passar do tempo, fazendo sua família sofrer cada vez mais não somente por conta de seu comportamento temperamental e agressivo, mas também porque sente-se cada vez mais insatisfeito, descontente e amaldiçoado já que sua esposa não foi capaz de lhe dar um filho homem, mas sim 5 filhas.
 
Ele recebe pressão da família, principalmente da mãe, para que tenha uma segunda esposa dado que sua primeira é considerável uma inútil, entretanto ele não podia bancar mais uma boca para alimentar. Tinha que aceitar a situação. 
 
Rahima e suas irmãs vão crescendo nesse ambiente complicado, tendo até que pararem de ir à escola pois já estavam começando a chamar a atenção dos meninos enquanto caminhavam. A situação, não só financeira, da família acaba se agravando mais e a única solução que a tia de Rahima, Khala Shaima, encontra é transformar a sobrinha em uma bacha posh, ou seja, uma menina disfarçada de menino, assim ela poderia voltar à escola, comprar alimentos no mercado para sua mãe cozinhar as refeições e trazer dinheiro para ajudar a casa. Tal tradição é comum até hoje entre as famílias que não tinham filhos homens.
 
“A sensação era de que minhas pernas estavam livres, em disparada pelas ruas sem que meu joelhos batessem contra a saia e sem me preocupar com olhares de repreensão. Eu era um rapaz e parte de minha natureza era correr pelas ruas.”
 
Entretanto, Rahima, que agora era Rahim, tem sua vida mudada drasticamente, pela segunda vez, quando seu pai decide casar as três irmãs mais velhas – algo que incluía ela – com senhores de guerra que ofereceram uma quantia enorme de dinheiro. Ela mal tinha entrado na adolescência. Tinha apenas 13 anos e estava fadada a ser a quarta esposa de um guerreiro de cabelos grisalhos e, o pior de tudo, seria obrigada a abrir mão da liberdade que tanto amava ao ser um menino.
 
“Assim é a vida para as meninas. Uma filha não pertence de fato a seus pais. Uma filha pertence aos outros.”
 
Ao mesmo tempo que temos a narrativa de Rahima, temos outra no passado narrada por Shekiba, trisavó de Rahima. Ela, ainda muito pequena, sofreu um acidente na cozinha de sua casa ao derrubar uma panela de óleo quente em sua direção ao perder o equilíbrio, desfigurando completamente o lado esquerdo de seu rosto. Sua sobrevivência foi considerada um grande milagre.
 
A vida para as mulheres já era um tanto complicada, mas para uma mulher com uma anomalia, era ainda mais. Por esse motivo, sua mãe estava constantemente lembrando que o nome Shekiba significa presente e que ela não deveria permitir que os outros ficassem olhando feito tolos para ela.
 
Porém, assim como Rahima, sua vida muda drasticamente pela segunda vez aos 13 anos, quando uma epidemia de cólera arrasou o Afeganistão. Sua família inteira morreu. Primeiro foram os irmãos, depois a mãe que não suportou as perdas e, por último, seu pai. Como ela era maltratada e mal vista, não só pela sociedade mas também por sua família, Shekiba decide cuidar e viver em sua casa sozinha, fazendo todas as tarefas necessárias, desde colheita até as tarefas domésticas. Assim, lentamente, Shekiba começa a agir, sentar-se e vestir-se como um rapaz.
 
A situação não dura por muito tempo pois logo Shekiba é descoberta e passa a morar com os tios que a maltratam e não dão nenhum valor a ela, inclusive, como meio de pagar uma dívida, eles a dão de presente como forma de pagamento. Shekiba vai passando de mão em mão até que acaba sendo levada para trabalhar no palácio real, em Cabul, como um guarda – assim como outras mulheres -, tendo que se vestir como homem para proteger o harém do rei. 
 
A partir dessas duas narrativas o livro se desenvolve.
 
Como disse no início da resenha, a leitura foi muito difícil pra mim. Não porque é mal escrito ou com uma linguagem bastante rebuscada (não é mal escrito, caros, muito pelo contrário; só senti a necessidade de abrir o parênteses para deixar bem claro), mas porque as personagens sofrem o TEMPO TODO. Dá pra contar em uma única mão a quantidade de momentos felizes durante toda narrativa.

Sofri junto com as personagens, me senti injustiçada, revoltada, triste, como se eu não tivesse voz, com ódio – sei que é uma palavra forte, mas é o que eu sentia – como se meu estômago fosse virar do avesso! Mas a questão é que eu não sofria somente pelas situações que as personagens fictícias passavam, mas também sofria porque as situações abordadas no livro acontecem. É real! Não é um faz de contas. 

A autora ainda comenta na entrevista que aparece no final do livro que ela foi para o Afeganistão  –  a família dela é afegã, porém ela nasceu nos EUA – entrevistar e escutar relatos de diversas mulheres: “Ouvi suas frustrações, suas dores e seus triunfos. Por fim, escrevi essa história para compartilhar a experiência das mulheres afegãs em um obra de ficção que é feita de mil verdades.”
 
Em vários dias, eu não conseguia ler mais que 3 páginas pois é péssimo ter que ler que uma menina de apenas 13 anos tem que ter relações sexuais com um senhor de mais de 50 anos. É péssimo ter que ler que a mulher não tem direito de escolha. É péssimo ter que ler que nenhuma mulher pode falar o que pensa, andar pelas ruas livremente, trabalhar ou opinar. É péssimo ter que ler sobre os abusos, preconceitos e os maus tratos. É péssimo ter que ler que a mulher não tem valor e só serve para fazer as tarefas domésticas e colocar filhos homens no mundo, sendo que, se ela não for capaz de cumprir essa última tarefa, é considerada uma inútil e pode ser substituída por outra. Mas, é mais péssimo ainda, saber que é um problema presente não só no Afeganistão, mas no mundo inteiro em diferentes escalas.
 
Não podemos fingir que certos problemas não existem. Isso precisa ser revertido! “Time is UP”, folks!
 
Ps: Eu sei que o movimento que acabei de citar é uma entidade liderada por mulheres de Hollywood que luta contra o assédio sexual na indústria, mas ela é muito mais que isso: é uma luta por igualdade de gênero. É uma luta por respeito!
 
Eu fiquei emocionada assistindo o Golden Globes, vendo todas as mulheres usando a mesma cor para protestar e chamar a atenção da mídia, comentando entre os anúncios dos premiados da noite sobre as diferenças salariais, injustiças e até a falta de mulheres indicadas no prêmio de direção.
 
Mas enfim, o que vocês pensam quando leem isso?:
“No entanto, não tenho razão para reclamar. Meu marido tem um cargo respeitável no Ministério da Agricultura. Ele nos mantém bem alimentadas e bem vestidos na área mais respeitada de Cabul. Sustentava os filhos e não me bate. O que mais eu poderia pedir a Alá?

O que mais ela poderia pedir independente de sua crença? Ser amada? Respeitada? Feliz? Livre para fazer suas escolhas? A lista é enorme!

Ler isso corta meu coração e acende uma revolta insana dentro de mim. 

Leiam, leiam e leiam

Mais uma vez reforçando: não podemos ficar caladas! Chega de discriminação, assédio e abuso!

Filme – Roda Gigante

Por Thila Barto
|
13 de Janeiro

Meu ‘Tico’ brigou muito com o ‘Teco’ durante o filme, mas já explico o motivo, rsrs…

Roda Gigante, o novo filme de Woody Allen em sua segunda parceria com Vittorio Storaro como responsável pela fotografia, conta a história de um triângulo amoroso um tanto complicado onde temos Ginny (Kate SPECTACULAR Winslet), uma ex-atriz que ao fugir de seu passado conturbado, acaba se casando com um operador de carrossel de um parque em Coney Island mesmo não tento muita afeição por ele, e, assim, começa a morar nos fundos deste parque juntamente com seu filho, um tanto peculiar, que é fascinado em colocar fogo nas coisas.

Ela trabalha como garçonete em um restaurante local para ajudar com as finanças da casa e antipatiza não só com seu novo ofício mas também com toda a atmosfera do parque de diversões, declarando ser impossível se acostumar com o barulho diário – algo que é reforçado pela trilha sonora que sempre se repete quando ela está passando pelo parque.

Sua rotina muda quando conhece Mickey (Justin Timberlake), um dramaturgo que trabalha como salva-vidas na praia e logo começam a ter um caso. Ginny vê uma chance de mudar sua vida e, finalmente, poder ‘trocar de papel’ pois já estava exausta de interpretar a garçonete. Assim, ela se joga cegamente nesse novo relacionamento.

Entretanto, o que ela não podia contar, era que a filha de seu marido, Carolina (Juno Temple), que havia se casado com um cara da máfia há cincos anos contra vontade do pai, iria voltar pedindo ajuda e abrigo depois de anos de silêncio. Ela estava sendo perseguida e correndo risco de morte.

Contudo, a questão é que, ao andarem pela cidade, Ginny e Carolina trombam com Mickey na calçada e adivinhem? Mickey e Carolina se sentem atraídos um pelo outro.

É aí que as coisas começam a se complicar ainda mais porque Carolina começa a pedir conselhos para Ginny sobre Mickey, colocando Ginny em uma situação bastante angustiante pois além de sentir um ciúmes enorme ela não poderia contar que estava traindo o pai de Carolina com o próprio Mickey. Como ela poderia aconselhar Carolina? Se esquivando? Inventando histórias? Acabando com a imagem de Mickey com a esperança dela desistir dele?… A resposta você só descobriria assistindo, é claro.

Como amante do teatro, eu amei CADA SEGUNDO do filme pois há um certo exagero na iluminação que surge e desaparece numa delicadeza enorme em diversas cenas! É evidente que certas luzes não são pertencentes do cenário – como na caixa cênica de um teatro -, mas é aí que está a magia! Elas, em cores contrastantes, aparecem para evidenciar um ambiente do restante  da paisagem e também para evidenciar as emoções de Ginny que ora surgem como um foco na cor vermelha em seu rosto para ilustrar suas declarações e confidências; ora é azul para ilustrar sua tristeza e desespero; ora branco mostrando até uma certa loucura. 

Certa linguagem me levou a pensar: Será que Ginny se imaginava o tempo todo interpretando um papel, como se nunca tivesse largado seu lado atriz? Decidi acreditar que sim durante o filme e acabei me aproximando cada vez mais da personagem.

Algo que considerei que reforça essa ideia, além do fato de ela ser atriz e de Mickey um dramaturgo, são as cenas onde ela mostra seu amor pelo ofício e obsessão por seus adereços e figurinos que usou em peças que fez no passado.

Porém – você já deve estar se perguntando -, o que levou meu ‘Tico’ brigar com o ‘Teco’? Pelo simples motivo: não gostei nem um pouco da atuação de Justin Timberlake. Desculpa fãs, admiradores de seu trabalho – não que eu não seja – e aos demais que gostaram de sua atuação, mas pra mim não rolou.

Não senti nenhuma química entre ambos os casais (Ginny e Mickey / Carolina e Mickey) e ficava bastante irritada pois sentia em diversas cenas que Kate estava atuando de uma maneira merecedora e dígina dos melhores elogios enquanto Justin não conseguia acompanhar. 

Então fiquei nessa relação de amor e ódio durante o filme todo.

Enfim… É uma história sobre amor,  família, vivência, instabilidade e uma confusão de sentimentos coordenados pelo toques, que tanto adoro, de Woody Allen.

Assistam <3

Trailer:

Resenha – Alias Grace

Por Thila Barto
|
2 de dezembro

Eita série que conseguiu desgraçar minha cabeça de uma maneira insana!

Alias Grace, a nova minissérie original da Netflix baseada no livro de Margaret Atwood, ‘Vulgo Grace’, conta a história de Grace Marks (Sarah Gadon), uma empregada que aos 16 anos de idade foi condenada à morte após ser acusada pelo assassinato do fazendeiro Thomas Kinnear (Paul Gross) e da governanta, Nancy Montgomery (Anna Paquin) – isso foi um caso real, e, assim como na minissérie/livro, aconteceu no Canadá no século XIX.

Como punição por tal crime, Grace deveria ser enforcada, entretanto, durante seu julgamento, conseguiu clemência do juri com seu depoimento e se livrou da forca, mas não da prisão perpétua. James McDermott (Kerr Logan), que também trabalhava na propriedade de Thomas Kinnear, foi considerado seu cúmplice e não teve a mesma sorte. A forca foi seu destino.

A partir deste crime, a minissérie se desenvolve.

Já no primeiro episódio percebemos que a história se passa a partir dos olhos de Dr. Jordan (Edward Holcroft), que é contratado para analisar Grace e, com o seu laudo, comprovar sua inocência já que ao mesmo tempo que é considerada uma assassina por muitos, alguns acreditam que é inocente e merece a liberdade após tantos anos na prisão. Assim, todos os dias, os dois sentam-se frente à frente e Grace começa a contar sua história.

Porém, após alguns relatos, Dr Jordan não só começa a vê-la de forma romântica, mas também a enfrentar dificuldades para encontrar as repostas – se ela realmente é culpada pelo crime, se possui alguma doença… -, pois os fatos eram muito controversos já que sua história foi testemunhada e contada por pessoas diferentes, que deram relatos diferentes e que ao serem comparados com as histórias que ela contava para ele, muitas coisas não se encaixavam.

Mesmo após inúmeros sofrimentos, Grace possui uma voz doce, é perspicaz, atenciosa, detalhista e bastante observadora. Seria ela culpada pelo crime que foi acusada? Será que a visão de Dr Jordan seria mais uma entre as tantas outras? Sua atração por ela estaria influenciando em sua análise? Será que foi manipulado? Será que alguém foi manipulado durante a história toda? Grace realmente matou seu patrão e a governanta? Ela conseguiu sua liberdade?

Essas são poucas das muitas questões que surgem durante os 6 episódios de Alias Grace e que, claro, só assistindo você irá descobrir as respostas, mas uma coisa eu já alerto: A grande questão que todo mundo quer descobrir, se ela é uma assassina ou não, não é o que a minissérie/livro quer discutir e foi exatamente por isso que fiquei com a cabeça tão desgraçada.

Ela é ambientada no passado, mas possui tantos questionamentos e críticas que ainda são muito atuais.

Eu realmente adorei, mesmo me deixando muito confusa tanto durante os episódios quanto depois e confesso que demorei alguns dias para chegar em uma conclusão final pois muitas possibilidades e questionamentos e, claro, dúvidas ficavam zanzando na minha cabeça.

Alguns acreditam que ela é realmente inocente, outros que ela é psicopata, que sofre de algum distúrbio mental ou que desenvolveu outras personalidades após a morte da melhor amiga e da governanta, mas eu acredito – de uma forma bem breve pois não quero influenciar na sua interpretação, *ALERTA SPOILER* – que ela é uma mulher sã que está tentando achar seu lugar e sobreviver num ambiente completamente machista aonde não tem voz e quase nenhum valor, que é culpada pelo crime que foi acusada, que ganhou de Dr Jordan na luta mental que travaram e que aceitou o casamento com Jamie no final pois o que ela poderia conseguir de melhor num mundo daqueles? 

Enfim…Super recomendo!

Resenha – Lady Whistledown Contra-Ataca

Por Thila Barto
|
19 de novembro
Título: Lady Whistledown Contra-Ataca
Título original: Lady Whistledown Strikes Back
Autora: Julia Quinn, Suzanne Enoch, Karen Hawkins, Mia Ryan
Tradução: Marcelo Schild, Rachel Agavino, Maria Carmelita Dias e Janaína Senna.
Gênero: Romance de Época
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Ano: 2017
Skoob: Aqui 
“- A senhorita não pode somar dois mais dois e esperar que o resultado seja três. “

Lady Whistledown é uma colunista ávida em seu ofício que não poupa ninguém para contar e descrever a nova fofoca da sociedade de Londres. É muito raro algum acontecimento fugir de seus olhos e, muito menos, de suas linhas diárias.

Quem leu a série ‘Os Bridgertons’, de Julia Quinn, já conhece a figura, do que é capaz e até sua verdadeira identidade – algo que não é revelado neste livro -, mas a questão é que um grande desastre aconteceu durante o jantar de Lady Neeley, destruindo o evento mais cobiçado do ano antes mesmo que os convidados pudessem terminar a sopa de entrada: a pulseira de rubis da anfitriã foi roubada. Mas quem seria capaz de realizar tal artimanha?

A partir deste acontecimento, o livro é divido em quatro partes, sendo que cada uma delas é escrita por uma autora e, claro, narrados na visão de personagens diferentes. Assim vamos coletando várias pistas para descobrir o paradeiro da pulseira de Lady Neeley.

O que não muda entre as partes é o começo dos capítulos que são iniciados com um trecho da nova coluna de Lady Whistledown. Achei sensacional ver as reações dos personagens quando seus nomes eram citados nas diversas colunas e como lidavam com isso, principalmente quando eram acusados de roubar a bendita pulseira sem provas e sem chances de se defenderem. 

Bom, em O Primeiro Beijo escrito por Julia Quinn, temos Mathilda Howard, uma das debutantes mais cobiçadas da temporada, e Peter Thompson, um ex-soldado que veio para Londres procurar uma esposa com um dote considerável para se restabelecer, porém precisava tomar cuidado durante sua busca para não ser intitulado como um caça-dotes e enfrentar complicações, mas logo se vê envolvido com Mathilda já que ela é irmã de seu melhor amigo que morreu durante a batalha de Waterloo, Harry. Ambos compartilhavam um amor por Harry.

Entretanto, um relacionamento entre os dois seria possível? Ela era filha de um conde, a família não permitiria o casamento de Mathilda com um caça-dotes…

Já a segunda parte, A Última Tentação de Mia Ryan, temos Isabella Martin, a acompanhante de Lady Neeley que possui um talento nato para organizar eventos. É super criativa, empenhada e todos seus eventos eram um verdadeiro sucesso até o fatídico jantar que terminou com o desaparecimento da bendita pulseira.

Sua rotina é mudada quando Lady Neeley pede para Bella ir até a casa de Lord Roxbury para ajudá-lo a organizar uma festa que serviria como um meio de mostrar à sociedade que ele não era desprovido de graças sociais e que possuía uma casa agradável, colocando-o, assim, como possibilidade de marido adequado.

O que Bella não sabia era que a festa era um desejo do pai de Lord Roxbury, e não dele. Anthony queria continuar do jeito que estava: um solteiro libertino.

O terceiro, O Melhor Dos Dois Mundos de Suzanne Enoch, temos Charlotte Birling que sente-se o tempo todo diminuída e desprovida de beleza. Ela cresceu com uma super proteção dos pais já que eles desenvolveram um certo trauma após um enorme escândalo na família envolvendo sua prima Sophie, que foi abandonada pelo marido após poucos meses de casamento. Eles não queriam correr o risco de Charlotte se envolver em algum tipo de escândalo, ainda mais porque colocaria o nome da família em jogo novamente. Logo tentam controlar todas suas ações, inclusive a pessoa com quem se casaria: Lorde Herbert, que é totalmente sem graça e rude.

Tudo muda quando Lord Matson presencia Charlotte defendendo um dos acusados pelo roubo da pulseira na coluna Lady Whistledown em um dos bailes, fica admirado pela atitude e, claro, por ela. Ao contar para os pais de Charlotte que desejaria cortejá-la, Xavier recebe uma resposta que não esperava: um grande e definitivo não.

Na última parte, O Único Para Mim de Karen Hawkins, temos como protagonistas o casal envolvido pelo escândalo comentado na parte anterior: Sophie e Max Easterly. Depois de ser acusado de trapacear num jogo de cartas, Max se exila na Itália abandonando sua esposa sozinha em Londres para lidar com as fofocas e burburinhos da sociedade em relação ao escândalo, até que, após 12 anos, Sophie, aspirando por sua liberdade, manda uma carta para Max pedindo a anulação do casamento. Se ele não aceitasse, ela colocaria em leilão o diário do tio dele que comprometeria não só o nome dele, mas também a reputação de muitas famílias. 

Ao receber a carta, Max toma a decisão de voltar à Londres, surpreendendo todos com sua presença no famoso evento do ano: o jantar de Lady Neeley, é claro. O que ele não podia contar era que ele seria acusado como o principal suspeito pelo roubo da, já tão falada, pulseira de rubis.

Resumidamente, eu adorei o livro pois além de mega divertido achei incrível como as quatro histórias foram ligadas. Houve algumas cenas em que todos os protagonistas do livro apareciam e até interagiam entre si, mas só era possível descobrir o que estava acontecendo ‘ao fundo’ ou o outro lado da conversa quando chegava na narração da outra autora. 

A única coisa que me deixou encucada foi descobrir que ‘Lady Whistledown Contra-Ataca’ é, na verdade, o segundo livro do quarteto de autoras. O primeiro se chama ‘The Further Observations of Lady Whistledown’, o que me leva a perguntar: Será que a editora publicará o primeiro também? Mas qual o motivo de começar a publicação pelo segundo? Difícil saber…

Contudo, a pergunta que não quer calar: Qual personagem é culpado pelo roubo da pulseira de Lady Neeley?

Leia e descubra. Não haverá arrependimentos!

🙂

Senhor dos Anéis ganhará série de TV!

Por Thila Barto
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13 de novembro

Cadê o chão? Ele SUMIU com essa notícia!

É real e OFICIAL que haverá uma série baseada em O Senhor dos Anéis não com uma, mas com várias temporadas e com direito a spin-offs. Já posso começar a chorar?

Ainda não há muitos detalhes sobre e muito menos uma data de estreia, mas sabe-se que a trama vai explorar novas histórias que precedem os acontecimentos de A Sociedade do Anel e será desenvolvida pela Amazon Studios em parceria com a Tolkien Estate and Trust, editora HarperCollins e a New Line Cinema, divisão da Warner Bros.

 “Estamos honrados em trabalhar com a Tolkien Estate and Trust, a HarperCollins e a New Line nesta colaboração emocionante para a televisão e estamos entusiasmados em levar os fãs de O Senhor dos Anéis em uma nova jornada épica pela Terra Média”.

– Sharon Tal Yguado, diretora do roteiro de séries da Amazon Studios
O Streaming ganhou a disputa – HBO e Netflix também estavam nas negociações – pelos direitos e, segundo o Deadline, pagou entre 200 e 250 milhões de dólares. Não dá nem para imaginar o quanto custará com desenvolvimento, elenco e toda produção.

“Estamos muito satisfeitos que a Amazon, com seu compromisso de longa data com a literatura, ser sede da primeira série de televisão multi-temporada de O Senhor dos Anéis”

“Sharon e a equipe da Amazon Studios têm ideias excepcionais para trazer para a tela histórias previamente inexploradas com base nas obras originais de J.R.R. Tolkien.”

-Matt Galsor, representante da Tolkien Estate and Trust e HarperCollins. 

Como lidar com uma notícias dessas?

 

Fonte: Deadline

5 Séries de Época para assistir e ser feliz

Por Thila Barto
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Não lembro quando comecei a gostar de livros, filmes e séries de época, mas sei que agora me encontro em um estado de vício incessante por séries do gênero. Termino uma e começo a procurar desesperadamente por outra e me jogo de cabeça, sem pensar duas vezes, neste universo, ainda mais porque ultimamente as produções estão com direções de arte, fotografia, figurinos e todo o resto de cair o queixo! 

Mesmo compartilhando um amor imenso pelo gênero, confesso que sofro muito durante os episódios, principalmente nos que envolvem guerra, pois é difícil aceitar a morte de um personagem querido ou se controlar quando tudo dá errado – algumas vezes chego a jurar de pé junto que não vou mais assistir a série, mas minutos se passam e lá estou eu, assistindo o próximo episódio – GOT e Outlander me deixam sem chão! Hahahaha.

Porém, o que me deixa realmente maluca, são as injustiças, preconceitos e alguns costumes impostos pela sociedade da época, especialmente em relação ao ‘papel e lugar’ da mulher no período. Tem coisas que nos deparamos e pensamos “que absurdo”, mas triste mesmo é perceber que anos se passaram e muita coisa ainda não mudou. Então fico extremamente feliz quando me deparo com séries que discutem sobre estes valores e até os revertem. Call The Midwife é uma série que eu IDOLATRO pois ela discute tantos tabus e é tão incrível que acho que todo mundo deveria assistir. A série só não vai aparecer na lista a seguir pois já falei dela aqui no blog, mas vejam que vale MEGA a pena. 

Bom, depois de ver muitas séries, mas claro, não todas (ainda bem, rsrs), aqui vão cinco que eu MEGA indico. Não vou me aprofundar muito na trama se não esse post ficará imenso:

Victória (2016)

A série britânica criada por Daisy Goodwin e que já está com duas temporadas, acompanha a trajetória da Rainha Victoria (Jenna MARAVILHOSA Coleman) a partir de sua coroação aos 18 anos de idade após a morte do tio, William IV, e os primeiros anos de reinado após seu casamento com Príncipe Albert (Tom Hughes).

Muitos não acreditam que ela possa ser uma boa rainha já que é muito jovem, inexperiente e está sempre contestando as opiniões não só de seus familiares mas também membros do governo. Sem falar do escândalo envolvendo uma suposta relação com seu primeiro ministro Lord Melbourne (Rufus Sewell), dificultando ainda mais a aceitação de seu reinado pelo povo e Parlamento.

Ela faz tudo que está ao seu alcance para defender aquilo que acredita e mostrar que é capaz de tomar suas próprias decisões. 

É uma série maravilhosa que envolve não só fatos verídicos do reinado de Victoria e Albert, mas também alguns – ou muitos, hahaha – dramas, lutas de poder, preconceitos e, claro, amor. 

Ps: Amo a abertura da série. Fico arrepiada toda vez!

The Musketteers (2014)

Série da BBC baseada nos personagens do livro de Alexandre Dumas, Os Três Mosqueteiros, retrata a lealdade de D’Artagnan (Luke Pasqualino), Athos (Tom Burke), Aramis (Santiago Cabrera) e Porthos (Howard Charles) não só para defender o Rei da França e seu povo, mas também aos seus amigos: “Um por todos e todos por um”.

É composta por 3 temporadas, que podem ser assistidas pela Netflix, e é um prato cheio pra quem gosta ação e aventura. 

Terminei essa série recentemente e até agora não consegui superar o seu término – Constance e D’Artagnan pra sempre no meu coração <3. Passei mal em vários episódios, com o coração MEGA acelerado pois os personagens se envolvem em missões praticamente impossíveis! Quase não dá pra respirar!

Aproveito pra deixar em destaque aqui o sexto episódio da segunda temporada, Eclipse Mortal. QUE EPISÓDIO, PRODUÇÃO!!!

O que eu achei mais incrível na série é que em todas as temporadas tem um episódio com foco no passado de cada mosqueteiro, mostrando suas origens, ideais e seus segredos mais sombrios. Sem falar dos vilões que aparecem na trama. Amei todos eles. Milady de Winter tem o meu MAIOR respeito, hahaha.

Versailles (2015)

Com a terceira temporada em produção, a série se passa durante a construção do Palácio de Versalhes no reino de Luís XIV (George Blagden), conhecido como o “Rei Sol”, que foi coroado ainda muito jovem. Após algumas guerras, rebeliões e traumas, Luís, com o objetivo de manter o poder absoluto em todos os sentidos, mantém os membros de sua corte no palácio, mas logo o lugar fica conhecido como ‘gaiola dourada’ por seus moradores e vários atos cruéis como envenenamento e assassinatos começam a acontecer.

É uma série repleta de traição, luxúria, manipulação, batalhas, segredos e que me tirou do sério pois não dá pra se apegar a ninguém, hahaha. Mesmo assim ela não deixa de ser incrível e maravilhosa!

A primeira temporada encontra-se disponível na Netflix. Não deixem de ver!

Harlots (2017)

Essa série PODEROSA se passa em Londres, em pleno século XVIII, abordando a profissão mais antigas de todas: a prostituição, indo muito mais além do que a dor e sofrimento das mulheres que ganham a vida vendendo o próprio corpo sem outra opção para sobrevivência e independência financeira.

Misturando personagens reais e fictícios, Harlots retrata uma disputa intensa entre dois bordeis totalmente opostos, um liderado por Lydia Quigley (Lesley Manville) – limites não está no dicionário dessa mulher – que possui um caráter mais luxuoso e o outro por Margaret Wells (Samantha Morton), localizado entre os becos da cidade.

Ambas possuem uma intriga há anos, mas Lydia decide destruir de vez o legado de Margaret quando sua concorrente consegue restabelecer seu bordel em uma área muito melhor que a anterior, diminuindo assim sua clientela.

É outra série de tirar o fôlego e que merece todos os elogios possíveis tanto em atuações quanto em produção! Foi impossível não assistir a temporada inteira de uma vez só.

A segunda temporada já foi confirmada e a série pode ser vista pela Fox Premium.

Little Dorrit (2008)

Depois de assistir The Crown – outra série sensacional – fui procurar mais trabalhos de Claire Foy e acabei encontrando essa série. Foi amor à primeira vista.

Baseado no livro com o mesmo título de Charles Dickens e produzido pela BBC, Little Dorrit conta a história de Amy Dorrit que nasceu e cresceu na prisão de devedores de Marshalsea já que seu pai foi preso anos antes de seu nascimento devido sua dívida. Abandoná-lo não era uma opção para ela, assim cuida diariamente dele deixando de lado o que acontece além dos portões da prisão. Mas, com o objetivo de melhorar, pelo menos um pouco, as condições de vida que levavam em Marshalsea, Dorrit decide começar a trabalhar, contrariada do pai, e consegue um emprego na casa da família Clennam.

O que ela não sabia é que o seu passado estava ligado ao daquela família.

A série é lindíssima e de uma delicadeza extrema. Amei tudo! E o romance entre Amy e Arthur é tão encantador que é impossível não se simpatizar pelo casal. Assistam <3 !

Ps: Super aceito indicações de séries, rsrs!