Categoria: Netflix

Resenha – 13 Reasons Why

Por Santoni
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9 de abril

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Dia 31 de Março de 2017 foi o dia em que a Netflix finalmente disponibilizou os tão esperados 13 episódios da série 13 Reasons Why, a adaptação do livro de mesmo nome escrito por Jay Asher em 2007. Aqui no Brasil o livro “Os 13 Porquês” foi lançado pela Editora Ática.

A série conta a breve história de Hannah Baker. Uma garota que se mudou para a cidade não tem muito tempo, aos olhos de estranhos ela seria considerada uma “típica girl-next-door”, mas a vida não é só aquilo que as pessoas enxergam e é isso que Hannah deixa claro ao cometer suicídio e deixar 13 motivos para trás. (mais…)

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Resenha – Desventuras em Série

Por Equipe Nunca Desnorteados
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13 de janeiro

Nós estamos passando mal!!!!!!!

A sexta-feira 13 mais aguardada finalmente chegou e nós, aqui da equipe ND, ficamos contando os segundos para podermos FINALMENTE conferir a adaptação dos livros de Lemony Snicket (Daniel Handler) para a plataforma Netflix. E o que achamos dela??

SENSACIONAL!!!

A primeira temporada, dirigida por Barry Sonnenfeld, aborda os quatro primeiros livros e é composta por 8 episódios – o que achamos um tanto inusitado já que, quando o assunto é Desventuras, tudo se volta para o número 13… TUDO, até mesmo o pseudomo de Handler; já pararam para contar as letras? – de aproximadamente 45 minutos cada. Somente o primeiro é um tanto mais longo.

Como nos livros, tudo começa na Praia de Sal quando as três crianças Baudelaire – Violet, Klaus e Sunny – recebem a notícia que a casa da família tinha sido incendiada e seus pais estavam mortos, cabendo ao sr. Poe (K. Todd Freeman) – um banqueiro aficionado por sua profissão – achar um novo tutor para os recém órfãos. O grande problema é que um grande vilão, Conde Olaf (Neil Patrick Harris), está de olho no dinheiro que essas pobres crianças herdaram e ele está disposto a fazer, literalmente, de tudo para ter posse dessa grande fortuna. Assim, começam as desventuras dos irmãos Baudelaire.

A história é narrada pelo próprio Lemony Snicket, que diretamente também faz parte da história. Ele é apaixonado por Beatrice (mãe dos Baudelaire) e vira e mexe faz uma menção ao seu amor por ela ou sua morte.

Mas como se trata de uma adaptação, várias perguntas surgem em nossas mentes, principalmente na dos fãs incondicionais da saga, pois cada detalhe pode significar a solução de um grande mistério. Sim, caro leitor, cada detalhe conta e MUITO para o desenvolvimento dessa história e, para nossa felicidade, temos Daniel Handler ao lado de Mark Hudis como roteirista.

A série seguiu todos os nuances que contem nos livros, todo o ar de mistério, ironia e sarcasmo estão presentes e muito bem mesclados com os tons de comédia e infantilidade que é a marca registrada de Daniel Handler nessa saga. Como fãs apaixonados por essa saga, tivemos surtos de prazer e felicidade com cada segundo de cena gravada, finalmente assistir uma história que você acompanhou há anos pelos livros, de uma forma tão bem adaptada, é sentimentalmente indescritível. Do primeiro episódio ao ultimo é possível identificar no cenário, nos personagens e no roteiro, referencias ao livro que para quem não leu acaba passando despercebido. Algumas delas são besteiras, como por exemplo lanchonetes e restaurantes que os personagens frequentam ou aparecem no fundo da cena, o nome e características dos répteis e anfíbios que vivem na casa do Tio Monty ou mesmo palavras, conversas e trocadilhos que são idênticos ao que esta no livro, mas trazem para o leitor a nostalgia e o conforto de que a série esta seguindo para o caminho certo.

Demos nosso voto de confiança para essa adaptação e não nos decepcionamos, está incrivelmente muito bem feita e extremamente gostosa de assistir!!

Dica para as pessoas que forem maratonar: O Netflix, geralmente, pula a abertura entre os episódios. Se isso acontecer VOLTEM. As aberturas tem detalhes diferentes, como os finais dos livros que dão dicas para o próximo. Não deixem de conferir 😉 

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Resenha – Miss Fisher’s Murder Mysteries

Por Thila Barto
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1 de dezembro
 
“So I did the only thing I could in the circumstance”

Ai meu coração! 
Eu não tenho costume nenhum de maratonar séries, triologias cinematográficas e derivados, porque para ser bem sincera, eu não tenho muita paciência pra isso e nunca consigo ficar muito tempo parada. Sério, ficar sentada no sofá ou até deitada na cama por horas é uma arte que eu nunca consegui dominar…até hoje!
Ps: Com livros eu consigo, televisão não.
 
O que o universo fez comigo eu não sei, mas depois de passar uma longa meia hora rodando o Netflix para finalmente escolher algo para assistir, acabei clicando nessa série chamada ‘Miss Fisher’s Murder Mysteries’ e, depois dos primeiros 20 minutos do primeiro episódio, não consegui parar até ver o fim do décimo terceiro episódio.
 
Foi como se eu tivesse entrado em um estado hipnótico profundo e só tivesse sido permitida a sair desse transe quando o Netflix perguntou se eu gostaria de assistir o primeiro episódio da segunda temporada.
 
O que passou pela minha cabeça?
Primeiro: Pelas estrelas! Já acabou a primeira temporada?;
Segundo: Thila, há quanto tempo você está deitada?;
Terceiro: O mundo precisa saber dessa série.
 
Então aqui estou eu para descrever essa série maravilhosa.
 
Se trata de uma adaptação de uma série de 18 livros ‘The Phryne Fisher Murder Mystery Series‘ da autora australiana, Kerry Greenwood, onde teve sua estreia na televisão no início de 2012 pelo canal – também australiano – ABC1. Possui 3 temporadas completas e a continuação será feita por uma triologia de filmes.
 
Deixando os termos técnicos de lado, Phryne Fisher, a nossa incrível protagonista, é uma detetive ricaça, durona, sagaz e sedutora que soluciona diversos casos de assassinatos em Melbourne nos anos 1920. Ela está sempre disposta a fazer de tudo para conseguir o que quer ou para achar uma pista para a solução de uma investigação. Ela conta com a mais inesperada e leal equipe para ajudá-la e possui as mais distintas habilidades – desde falar diversos idiomas a pilotar um avião.
 
Todo episódio é uma nova surpresa quando se trata das ‘habilidades de Miss Fisher’ e um novo esclarecimento sobre o seu passado que posso descrever como conturbado para não dar spoilers e também para atiçar um tanto a sua curiosidade para saber mais.
 

Como ela nunca aceita um não como resposta e não sossega até descobrir os responsáveis pelos assassinatos, Miss Fisher sempre deixa o detetive, Jack Robinson, irritadíssimo com a sua intromissão em todos os casos que, oficialmente, pertenciam à ele. A relação dos dois é realmente divertidíssima.

A série é extremamente charmosa, super intrigante, com um estilo ‘a la Agatha Christie’, trilha sonora maravilhosa, personagens sensacionais, atuações incríveis – destaque a Essie Davis como protagonista – roteiro admirável… resumindo, pois a minha lista de adjetivos já se esgotou: A série é extraordinária (opa, sobrou mais um). Assistam, assistam e assistam que não haverá arrependimentos!
 
Que o universo me dê forças para resistir a parar depois de mais um episódio pois estou indo agora dar o play na segunda temporada.
 
<3
Trailer:
 
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Resenha – The Crown

Por Thila Barto
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18 de novembro

Assim que vi o primeiro anúncio da Netflix sobre sua nova série original, The Crown, eu mal pude conter o entusiasmo pois simplesmente adoro séries, filmes e livros históricos e de época – ainda mais quando o assunto é a Inglaterra e sua enigmática família real. Então é claro que estava com expectativas altíssimas ao começar a ver os episódios, mas essas expectativas foram atendidas?…

A série criada por Peter Morgan e dirigida por Stephen Daldry, tem sua primeira temporada se iniciando no final do anos 40 a fim de contar a história de Rainha Elizabeth II (Claire Foy) desde seu casamento com Philip Mountbatter (Matt Smith), onde ainda era uma princesa até o final de sua primeira década de reinado, já que, aos 25 anos, teve que assumir a coroa devido a morte de seu pai, o rei George 6°. A ideia é que cada temporada retrate uma década de reinado até os dias atuais. Esse ano, a rainha completa 64 anos de reinado.

A produção custou cerca de US$100 milhões – série mais cara e com a terceira pior estreia do serviço do streaming – e rendeu 10 episódios, que na minha opinião, são espetaculares. Além dos figurinos que são lindos, fotografia maravilhosa, cenários surpreendentes sempre atento às minúcias e as incríveis atuações de todo o elenco, a história traz uma série de reflexões, até mesmo sobre o papel da mulher e o preconceito de gênero.

Confesso que até o final do segundo capítulo não estava curtindo muito a série. Estava achando um tanto arrastada e monótona, mas já na metade do terceiro fui puxada para dentro desse universo e só consegui voltar a respirar no final do último episódio. É difícil não se sensibilizar com as confusões emocionais da rainha ao tentar conciliar sua vida pessoal com o seu governo e seus integrantes. Promessas são quebradas, amizades abaladas, opiniões reprimidas, distanciamento contínuo com os integrantes de sua família e até de seu próprio marido, tudo para honrar o pesado fardo que é a coroa.

O que torna a série ainda mais incrível, são as quebras de linearidade no roteiro com as voltas no tempo para nos ambientar sobre um determinado assunto, e o simples, ou não tão simples, fato de nos mostrar que muitas vezes apenas um gesto ou um olhar é capaz de expor tudo aquilo que sentimos. Assistam que não haverá arrependimentos.

Que venham as próximas temporadas ❤

Trailer:

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Resenha – Black Mirror

Por Beatriz Guerra
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2 de março
 
Sinopse: 
Uma espécie de híbrido entre “The Twilight Zone” e “Tales of the Unexpected”, Black Mirror explora sensações do mal-estar contemporâneo. Cada episódio conta uma história diferente, traçando uma antologia que mostra o lado negro da vida atrelada à tecnologia.
 
Até onde iremos com a tecnologia


   E lá estava eu no feed do facebook sem muita coisa pra fazer, até que me chama a atenção um post sobre séries incríveis do Netflix que ainda não possuem tanta fama. Leio o nome “Black Mirror”, depois a sinopse e lá vou eu para o próprio Netflix assistir o primeiro episódio. 

   E fui conquistada e levada a acabar as duas temporadas e o especial em dois dias. Pois é. Vamos aos motivos. 

   
O primeiro episódio já começa surpreendendo: uma duquesa da Inglaterra é sequestrada e o pagamento pela vida dela não envolve dinheiro ou qualquer item material, não não, os sequestradores exigem que o primeiro ministro realize um ato obsceno em rede nacional ao vivo…com uma porca. 

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    Sim, você leu isso. E esse é apenas o primeiro episódio. E então, você, chocado, já coloca para a assistir o segundo episódio logo em seguida e fica confuso, pois a história do segundo não tem nada a ver com o último que você assistiu. Os episódios possuem histórias completamente independentes
 
No segundo, homens e mulheres estão sujeitos a uma vida praticamente escrava em que precisam ficar pedalando em bicicletas para ganhar “méritos”, um tipo de moeda de troca para que possam comprar alimentos, itens de roupa para seus bonecos online e programas de tv. E enquanto isso, pessoas obesas são obrigados a recolher todo o lixo e limpar o ambiente, além de serem sujeitas a um programa humilhante na televisão. 
 
(ep. 2, temp. 1)
 
   No terceiro? Pessoas instalam um dispositivo chamado “o grão” na cabeça. Uma tecnologia em que basicamente, você pode armazenar as suas memórias. Os olhos funcionam como câmeras que registram e gravam momentos, e você pode consultá-los a qualquer hora com o “grão” e revivê-los quantas vezes quiser. Além de outras funcionalidades.
 
(ep. 3, temp. 1)
 
Bizarro? Espere até assistir a segunda temporada! Alguns episódios me deixaram num estado que minha cabeça ficava a mil na hora de tentar dormir. Ficou curioso pra saber o que acontece nesses três episódios que falei sobre?
 
Black Mirror pode até ser uma série de ficção, mas descreve uma realidade futurística que não está longe da nossa, e isso que é o mais assustador. A série pega o pior lado da humanidade, aliado a tecnologia e nos mostra o que podemos nos tornar no futuro. 
 
Senti-me incomodada muitas vezes, porque nesse cenário, a humanidade não é mais humana. Empatia, solidariedade, são cada vez mais escassos. As pessoas se tornam cada vez mais apegada a coisas materiais, tornam-se animais gradualmente, até um ponto que conseguem enganar a própria morte. Não há limites nesse novo mundo.
 
(ep. 2, temp. 2)
Prepare-se, porque a série te dará vários tapas na cara e te levará a realizar inúmeros questionamentos. Inclusive, são tantas “críticas” em cada episódio, que muitas vezes você releva e depois esquece. Por isso, te aconselho a entrar em algum fórum sobre o episódio após assistir e ver o que as pessoas estão falando, pois muitas vezes alguém pode ter pegado ou entendido algo que você não prestou atenção no episódio. É bom compartilhar!
 
Por enquanto, a série possui 2 temporadas, cada uma com 3 episódios, e um especial de Natal. Pra felicidade dos fãs, ela foi renovada e terá um terceira temporada que tem previsão de 12 episódios!! E uma curiosidade é que o ator Robert Downey Jr. escolheu o episódio “The Entire History of You” (ep. 3 da 1° temporada) para ser transformado num filme pela sua própria produtora  e a Warner Bros!
 
Assista essa série, que é uma das mais incríveis que eu já vi, questione, incomode-se e mude o agora. Tá esperando o quê? Corre pro Netflix
Ps: Pros fãs do Domhnall Gleeson (o Tim de “Questão de Tempo”) tem um episódio na segunda temporada. E pros fãs de Harry Potter, a Tonks (Natalia Tena) aparece no especial “White Christmas” da série! 
Confira o trailer: 

 

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Resenha – Música, Amigos e Festa

Por Santoni
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27 de fevereiro

Título: Música, Amigos e Festa
Título Original: We Are Your Friends
Duração: 96 minutos
Diretor(a): Max Joseph
Ano: 2015
Nota no Filmow: 3,3/5
Nota no IMDB: 5,9/10
Gênero: Drama, Música, Romance

“Cole, será que algum dia seremos melhores que isso?..”


   Cole Carter (Zac Efron) é um ambicioso DJ amador que pertence a um unido e interessante grupo de amigos, composto por “Esquilo” (Alex Shaffer), Ollie (Shiloh Fernandez) e Mason (Jonny Weston). Juntos ganham dinheiro como conseguem, festejam e tentam viver a vida ao máximo buscando seus sonhos.

   Cole conhece James Reed (Wes Bentley), um consagrado e famoso DJ, e rapidamente se torna aprendiz do astro. Só que Carter se atrai por Sophie (Emily Ratajkowski), ‘namorada’ e assistente de Reed, o que pode complicar sua relação com a única pessoa que pode alavancar sua carreira.

   Enquanto isso o, antes unido, grupo de amigos começa a entrar em colapso a medida em que os integrantes começam a crescer e buscarem outros interesses, mostrando o esforço e as coisas que comprometem para lutarem pela a união do grupo.

   Música, Amigos e Festa é uma tradução horrível do título original, então vamos partir daí…

   O filme em si é um ótimo passatempo. A forma que abordam a vida noturna e as dificuldades de pessoas que buscam o sucesso é muito interessante. A posição de professor do DJ Reed com o Cole também é muito bem explorada e o que vemos muito no mundo da música, um músico consagrado colocando um amador de baixo de suas ‘asas’. 

   Por se tratar de um filme de DJs existem vários pontos de vista. Por exemplo o de como os amigos e as pessoas vêem o que Cole, por exemplo, faz e o que ele realmente procura e se empenha em fazer. A parte técnica, mesmo que sendo construída para criar aquela sensação de ‘uau’ em quem assiste e entreter, realmente cumpre o que queria. Pense em um episódio de “The Big Bang Theory”, em que há vários fatos científicos e suposições que você engole só por estarem bem posicionados e bem escritos na série, mas nem tudo aquilo é real. A mesma coisa com We Are Your Friends (me recusando a falar o nome traduzido), é interessante o jeito que a música é trabalhada, a maneira que captam os sons e pensam em contagiar o público e o modo ‘científico’ que alcançam seu objetivo. Mas eu, como entendo 0 de ‘deejaying’ não posso refutar nada que foi dito, mesmo muitas coisas terem um ‘quê’ de ficção.

   WAYF (íntimo do filme já) é normalmente ‘vendido’ com a trama do Cole se apaixonando pela namorada do mentor, mas esse não chega nem perto do foco da história. É um fato que acontece, mas a relação do Cole com os amigos, a busca desse grupo de jovens pelo seu lugar no mundo e a busca deles pelo futuro chega a ser, por muitas vezes, muito mais impactante do que a Sophia na história. Acontecem coisas muito mais chocantes que esse ‘casinho’ no filme, por isso que pra mim ‘vender’ o filme assim não faz jus as outras partes melhores do filme.


   O filme se assemelha, em clima, a outros filmes do Zac Efron, como 17 Outra Vez, Namoro ou Liberdade e Vizinhos.. o filme É, propriamente, o Zac Efron. Então pra quem pega um filme dele esperando músculos e cenas de banho não vai se decepcionar.. Mas o filme é mais que isso e um ótimo passatempo. Não é um daqueles filmes épicos, inesquecíveis, porque ele não foi feito pra isso, é um filme que entretém, com um começo, um meio e um fim (ponto).

“Não sente como se houvesse muito mais a ser feito?”


   O grande destaque do filme, assim como a maioria dos filmes do Zac Efron (pra mim), é a trilha sonora. Os remixes, as músicas, as cenas das festas, as composições, tudo parece feito em cima das músicas. Então pra quem gosta de uma boa batida e músicas eletrônicas não pode deixar de ouvir a trilha sonora. Pontos a mais pro filme por ter uma música do Years & Years. Eu ouvi a trilha sonora antes de ver o filme então por isso que pra mim ela se destacou mais, mas eu recomendo, em algum ponto (antes ou depois ou durante o filme) procurar e ouvir a trilha sonora! <3

O filme também está disponível no Netflix!
Trailer:
Bônus:
direto da trilha sonora
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Resenha – Blindspot

Por Santoni
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1 de fevereiro
Uma misteriosa mala é deixada no meio da Times Square em Nova York contendo uma mulher toda tatuada e sem nenhuma memória de como foi parar lá ou de quem é. Depois de análises descobrem que as tatuagens são recentes e que a perda de memória foi induzida por uma droga chamada PKM-Zeta, usada para inibir memórias traumáticas, mas se usada em excesso, como nesse caso, pode induzir amnésia química permanente e inibir todas as memórias ‘narrativas’, deixando-a apenas com sua memória processual.
Uma de suas tatuagens lê-se “Kurt Weller FBI”, que passa então a ser o ponto de partida para a trama, descobrir e explorar o envolvimento desse agente com o caso, agente esse que passa a ser o líder do caso.
 
Descobre-se que as tatuagens são enigmas a serem resolvidos, pistas para a solução de mistérios/casos. Só que o corpo dessa mulher está inundado de pequenas e grandes tatuagens, algumas fáceis de serem decifradas e outras até, de certa forma, invisíveis.. E muitas dessas pistas levam a casos de corrupção e envolvimento de partes governamentais em esquemas ilegais, portanto um terreno perigoso de ser explorado quando se trata de pessoas com influência e recursos para fazer provas e pessoas desaparecerem.
 
A misteriosa mulher passa a ser chamada de Jane Doe, nome popular nos Estados Unidos para se referir a pessoas não identificadas, já que não é encontrado nenhum tipo de registo facial ou digital nos sistemas do FBI. Então ela começa a trabalhar no próprio caso para estimular flashbacks e tentar recuperar parte de sua memória.
 
Blindspot segue, mais ou menos, uma linha estilo CSI, no sentido de que em cada episódio há um caso/tatuagem a ser desenvolvido/decifrado. Mas o grande arco continua sendo conseguir respostas para quem é ‘Jane’ e o porque de muitas coisas relacionadas a ela, mas a medida que os episódios avançam outros personagens começam a ganhar arcos e histórias igualmente intrigantes e interessantes que captam ainda mais a atenção do espectador e proporcionando o desenvolvimento de todos os personagens e não só de ‘Jane’.
 
Não tem como negar que a série segue uma crescente tendência de ‘CSI modificado’. Porque assim como em iZombie, uma zumbi ajuda a polícia a solucionar mistérios, em Limitless que um cara consegue acessar grande capacidade do cérebro com uma droga para ajudar a polícia, e em Stitchers, que navegam pelas memórias de pessoas mortas pra solucionar mistérios.. Blindspot consiste em uma mulher altamente treinada, sem memórias, e tatuada como um ‘mapa do tesouro’ que ajuda o FBI a solucionar mistérios que nem sempre eles tinham conhecimento que existiam. Mas a maneira que Blindspot é escrita e a atmosfera criada é cativante, porque chega a ser mais do que casos policiais, envolve política e desvendar e revelar coisas bombásticas dentro de grandes organizações.
 
Blindspot vai ao ar no canal norte-americano NBC e já foi confirmada uma segunda temporada, além de ter tido sua primeira temporada estendida!!!
Trailer:
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Resenha – Shadowhunters

Por Santoni
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16 de janeiro

 

  Clary Fray (Katherine McNamara), no dia do seu aniversário de 18 anos descobre que ela não é quem pensava ser. Sua mãe havia guardado vários segredos por todo esse tempo e um deles é que ela vem de uma antiga linha de Caçadores de Sombras – seres híbridos de humanos e anjos que caçam demônios. Junto com isso descobre a existência de um mundo invisível para os mundanos e que ‘todas as lendas são verdadeiras’ e que fadas, feiticeiros, vampiros e lobisomens existem de verdade.

   Clary conhece Jace (Dominic Sherwood), Isabelle (Emeraude Toubia) e Alec (Matthew Daddario), Caçadores de Sombras, que a ajudam a descobrir e entender esse mundo, enquanto luta para conseguir de volta algo que ama muito. Em meio disso seu melhor amigo, Simon (Alberto Rosende), um ‘simples’ mundano se vê imerso em um mundo que não tem qualquer relação com ele, apenas para tentar ajudar Clary e ficar do lado dela. O Alto Feiticeiro do Brooklin, Maguns (Harry Shum Jr.) e o policial Luke (Isaiah Mustafa) prestam suporte ao grupo enquanto tentam proteger tudo e todos de Valentim (Alan Van Sprang). Enquanto isso sua mãe, Jocelyn (Maxim Roy) trava sua própria batalha.

 
    O elenco da série, assim como a maioria dos elencos de séries teen, são um agrado para os olhos. Temos Dom Sherwood, que os fãs de Taylor Swift® já conhecem do clipe de Style; Kat McNamara, que aparece em Happyland e Maze Runner: Prova de FogoMatthew Daddario, de Naomi & Ely e A Lista do Não-BeijoHarry Shum Jr., de Glee; Alan Van Sprang, de Reign, entre outros.
 
   O destaque fica para os novatos: Emeraude Toubia (Izzy) e Alberto Rosende (Simon). Eles pegaram grandes personagens, amados por muitos, e conseguiram dar conta do trabalho. Cheios de atitude, eles chegam praticamente roubando as cenas que fizeram parte.  
 

   Em alguns momentos a atuação de alguns atores pode passar como fraca, mas é compensada em outras cenas. O roteiro tem partes que influenciam essa aparente ‘má atuação’. O que é muito visto em Percy Jackson: O Mar de Monstros, que mesmo ótimos atores parecem ruins quando seguem um roteiro mediano. Mas mesmo no primeiro episódio vemos uma grande melhora na qualidade e o segundo episódio mostra já uma grande evolução da série. Esperemos que continue sempre crescendo.

 
   Por se tratar de uma série de temática sobrenatural, efeitos especiais são indispensáveis, e todos sabem que TV tem um orçamento bem limitado, principalmente na primeira temporada. Mas Shadowhunters não fez feio, os efeitos não são Hollywoodianos e aquelas coisas dignas de Oscar, mas são ok. Lembram muito Charmed, Buffy, Supernatural, Merlin… E claro, Teen Wolf.
 
   Shadowhunters surge como uma série teen, mas não tão teen. Os personagens já são maiores de 18 anos, portanto já começam mais maduros do que o ponto inicial de Teen Wolf por exemplo. O elenco é visualmente apelativo e a série tem um conceito legal e que chama a atenção de pessoas que gostam de comédia, ação, ficção e fantasia. Receita com grandes chances de acerto. The Vampire Diaries, Teen Wolf, Supernatural e The Originals estão ai como prova.
 

    A série é uma adaptação do universo criado pela autora Cassandra Clare na saga “Os Instrumentos Mortais”. A autora ainda expandiu esse mundo em contos e outras séries de livros.

 
    Como toda adaptação, a série possui grandes mudanças com relação aos livros, mas a essência da saga ainda está lá, os personagens estão lá. A história dá mais algumas voltas, possui algumas mudanças com finalidade de trama e apelo visual, o que é compreensível. Os fãs dos livros vão sentir as mudanças, mas esperançosamente entenderão que foi feito o que teve que ser feito e aproveitarão a oportunidade de acompanhar um mundo que gostam semanalmente de uma maneira diferente dos livros. 
 
   O primeiro livro da série, “A Cidade dos Ossos”, já havia sido adaptado para os cinemas em 2013, estrelando Lily Collins e Jamie Campbell Bower. Infelizmente o filme não excedeu as expectativas, foi massacrado pela crítica e acabou tendo suas sequências canceladas. Então a série chegou para os fãs como uma nova chance de fazer as palavras e o mundo de Cassandra Clare alcançar novos e maiores horizontes. 

    No geral, a série tem uma ótima premissa e potencial de alcançar grande sucesso, mas o começo ‘normal’ da série pode decepcionar muitas pessoas com grandes expectativas. Na realidade ‘Os Instrumentos Mortais’ não criou fãs nos primeiros capítulos e sim com o desenvolver da história, é isso que se deve ter em mente ao assistir Shadowhunters. 
 
   A série estreou dia 12 de janeiro no canal a cabo norte-americano Freeform (antiga ABC Family) e possuí um acordo global com o Netflix, tornando a série disponível no serviço de streaming apenas um dia após a exibição nos Estados Unidos. Além disso foram encomendados e gravados 13 episódios que fecham uma temporada de Shadowhunters, portanto o desenvolvimento da história e um possível pseudo-desfecho já é garantido, independente do destino da série.
 
   Trailer:
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Resenha – Demolidor

Por capella
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3 de junho
Os super-heróis foram para o Netflix, a nova série lançada conta a historia de Matt Murdock, para quem não sabe, ele é o demolidor, aquele herói cego que Ben Affleck interpretou, mas calma pois diferente daquele filme a série é incrível.
Vemos vários vilões e personagens do quadrinho, com algumas modificações mas nada que fará os fanáticos odiarem, na verdade essa é o tipo de série que os fãs e aqueles que também nunca leram vão amar, uma prova disso é que a nota do IMDb é 9,1, que é uma nota rara entre as séries.
 
O primeiro episodio começa com o pequeno Matt sofrendo um acidente enquanto tentava salvar um senhor, nesse é onde ele perde a visão, descobrimos também que o pai dele era lutador, conhecemos seu melhor amigo e sócio, Foggy (Elden Henson).
 
Os dois são advogados e querem trabalhar para os menos avantajados, o seu primeiro caso é o da Karen (Deborah Ann Woll) que está sendo acusada de matar uma amigo de trabalho, ninguém acredita em sua inocência até Matt (Charlie Cox) aparecer.Ele não só a salva da prisão mas como demolidor a salva de uma tentativa de assassinato.
 
Cada episódio que passava eu ficava curiosa para o próximo, queria descobrir quem era o Rei do Crime (Kingpin), quando as pessoas iam descobrir sobre a identidade secreta do nosso herói e quando ele iria ganhar a roupa de Demolidor.
 
O roteiro dessa série é muito bom, eles conseguiram equilibrar muito bem o que iriam manter dos quadrinhos e o que iria mudar, dessa forma muitas coisas eram novas para todos que assistiam. Como montaram e executaram as habilidades “sobrenturais” do Murdock faz com que você acredite que se passasse horas meditando um dia conseguiria entrar numa sala de olhos fechados e saber tudo o que está a sua volta, as cenas de lutas foram as mais reais que já vi, os personagens ficavam cansados, machucados, abalados, cada soco tinha consequência, e isso é algo que se sempre me incomodou nos filmes de ação, que não importa se ficassem lutando durante horas, eles não se casavam, tem uma cena em que Matt está lutando e encosta na parede para recuperar o folego. A direção de atores dessa série é perfeita, pois cada ator faz tão bem seu personagem que em momento algum você duvida da veracidade do que acontece na série, e falando em ator preciso citar o Vincent D’Onofrio que faz o Kingpin, ele consegue nos mostrar fraqueza, loucura, amor e raiva em uma frase, com certeza ele virou aquele tipo vilão que todos amam odiar.
 
Estou ansiosa para ver o que será feito na segunda temporada, tenho certeza que vocês que já viram pensam o mesmo e se não viu, vai ver. Sério vai agora, são só 13 episódios!
 
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Resenha – The Royals

Por Santoni
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30 de março
The Royals conta a história de uma família real britânica fictícia vivendo na atual Londres. A série mostra os bastidores da família real, todos os dramas, problemas, chantagens, relacionamentos.. basicamente problemas normais de qualquer família, a única diferença é que se trata da Família Real da Inglaterra que é microscopicamente vigiada e julgada pelo mundo inteiro.

 

A família é composta pela Rainha Elena (Elizabeth Hurley, Gossip Girl), o Rei Simon (Vincent Regan, 300), seus filhos Liam (William Moseley, As Crônicas de Nárnia) e Eleanor (Alexandra Park) (mais um filho que não aparece). A rainha Elena é a ‘carrasca’ da família, estilo Cersei Lannister, enquanto o rei Simon é o simpático e amoroso. O príncipe Liam é o playboy metido e a Eleanor, a princesa problemática.. mas juntos eles têm que superar a grande perda do príncipe Robert, suas diferenças e servir de exemplo para o Reino Unido.

A série foi criada por Mark Schwahn, responsável pelo ‘drama adolescente’ “One Tree Hill“, que teve, enfim, um projeto que sobreviveu ao ‘pilot season’ (quando as emissoras adquirem séries e gravam o piloto pra saber se ficam bom ou não.. e se vão comprar mais episódios).

A série é uma mistura de Game Of Thrones (atual, claro) com One Tree Hill, os personagens foram muito bem escritos e as atuações foram razoáveis, julgando pelo primeiro episódio. O destaque de atuação ficou para Alexandra Park, interpretando a princesa Eleanor, que dá vida a ‘party girl’ típica dos tabloides americanos.

 

A série tem um ‘feeling’ meio amador, mas serve ao propósito de entreter e promete ser o ‘Guilty Pleasure’ de muita gente… inclusive o meu… Eu acredito que The Royals tem a chance de crescer muito, tem um tema apelativo com inúmeras possibilidades de desenvolvimento e arrisco comparar o estilo da série a Teen Wolf que teve um começo fraco.. meio zuadinho, mas não parou de surpreender e melhorar.

The Royals é a primeira série de ficção do canal de entretenimento E!, e não deixa de seguir a tendência do canal de “bastidores da fama e glamour” e fez tanto sucesso entre os executivos do canal que eles já encomendaram uma segunda temporada antes mesmo da estreia da primeira..


The Royals vai ao ar aos domingos no canal americano E!

 

Trailer (em inglês):
Promo legendado:
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