Categoria: Old School

Resenha – Confidências à Meia-Noite

Por Thila Barto
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21 de dezembro
Título: Confidências à Meia-Noite
Título Original: Pillow Talk
Lançamento: 1959
Direção: Michael Gordon
Nota no Filmow: 4,0/5,0
Nota no IMDB: 7,5/10,0

Elenco: Rock Hudson, Doris Day, Tony Randall, Thelma Ritter

Duração: 111 min
Gênero: Comédia, Romance


Resenha:
     Pillow talk é um filme clássico da década de 50 estrelando os aclamadíssimos atores Doris Day, Hock Hudson e Tony Randall. O trio possui mais dois filmes super divertidos juntos, o “Volta Meu Amor” (Lover Come Back) de 1961 e “Não Me Mandem Flores” (Send Me No Flowers) de 1964. Sou muito fã dos trabalhos da Doris Day e esse filme, sem sombras de dúvidas, é o meu favorito de todos.
     O filme conta a história de Jan Morrow (Doris Day), uma decoradora de interiores que é obrigada a dividir sua linha telefônica com o mulherengo Brad Allen (Rock Hudson). O que deixa Jan bastante irritada é o fato dela raramente conseguir fazer ou receber alguma ligação, já que Brad gasta sua maior parte do tempo conversando e seduzindo suas diversas namoradas com uma música que compôs. Ele toca a mesma música para todas, mas claro, ele se dá pelo menos ao trabalho de mudar o nome da pessoa na letra conforme a garota que ele liga.
     Decidida a conseguir uma linha privada, Jan vai até a agência telefônica e explica os problemas que está enfrentando com a sua linha compartilhada, porém, infelizmente a resolução da agência é mandar uma mulher para fazer a inspeção. Brad se faz de anjo e, o que você já pode imaginar que acontece, seduz a mulher. A inspetora declara que as acusações de Jan não são válidas, o que a deixa furiosa.
      Com o novo código de comunicação que a agência telefônica deixou para que os dois pudessem se comunicar, Jan bola uma plano para revezar o telefone com Brad em horários: da hora até a meia hora o telefone é de Brad, e da meia hora para a hora o telefone é de Jan, mas, obviamente, o combinado não é seguido.
 
 

Brad: Olha, eu não sei o que está incomodando você , mas não transfira seus problemas de quarto para mim.
Jan: Eu não tenho “problemas de quarto”. Não existe nada no meu quarto que me incomode.
Brad: Oh-h-h-h. Que chato.


     Além de lidar com sua linha compartilhada, Jan está constantemente sendo pedida em casamento por Jonathan (Tony Randall), um ricaço dono de uma empresa que coincidentemente é melhor amigo e empresário de Brad. Jan recusa todos os seus pedidos pois, segundo ela, ela quer “chegar na lua” com alguém, e apesar disso, Jonathan jamais desiste de conquistá-la.
 
     Jonathan, em uma visita ao seu amigo Brad conta que está apaixonado por alguém, entretanto acaba soltando que sua pretendente divide a sua linha telefônica com um certo “maníaco”. Logo, caindo a ficha de Brad de quem poderia ser, pede para Jonathan descrever a garota, o que acaba despertando um certo interesse de Brad por Jan.


     Ao encontrar sem querer Jan em um restaurante, Brad entra em ação e finge ser outra pessoa, inventando um nome e um sotaque texano para ter uma chance com ela, pois afinal de contas, se ela soubesse quem ele realmente era, Brad jamais teria uma chance. A partir disso, os dois começam a sair constantemente juntos sem que Jonathan se quer desconfie que seu melhor amigo está saindo com a mulher que ele quer se casar.
 
     O filme em si têm cenas muito engraçadas e é um dos melhores do gênero de comédia não só do cinema clássico mas atual, além da trilha sonora e a abertura do filme que são lindas. Sou suspeita em falar quando o assunto é Doris Day, mas super recomendo o filme.

 

Trailer:

Resenha – Agora Seremos Felizes

Por Thila Barto
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23 de novembro
Título: Agora Seremos Felizes
Título Original: Meet Me In St. Louis
Lançamento: 1944
Direção: Vicent Minnelli
Nota no Filmow: 4.1/5.0
Nota no IMDB: 7.7/10

Elenco: Judy Garland, Margaret O’Brien, Mary Astor

Duração: 113 min
Gênero: Comédia, Drama, Família

Resenha:
     Meet Me In St. Louis é um filme clássico da década de 40 dirigido por Vicent Minnelli, com quem Judy Garland (a protagonista desse filme e por quem sou apaixonada <3 ) se casou mais tarde. Esse musical está em 10° lugar na lista do 25 maiores musicais americanos de todos os tempos da American Film Institute (AFI) e está disponível até em Blu-Ray remasterizado, então não existem desculpas do tipo “a imagem é ruim” ou é em “preto e branco”. Sim, o filme é colorido.

     Quando me procuram para indicar um filme da Judy Garland, esse é o primeiro que vem a minha cabeça. A história é tão simples! Retrata uma família tradicional lidando com as ações cotidianas e as naturezas da vida como amor, medo, companheirismo, insegurança  e acima de tudo, união. Porém, mesmo parecendo tão simples, ele é muito cativante. As músicas são lindas e viciantes, a forma como o diretor lida com o cenário mostrando as diferentes estações do ano conforme o filme passa é super interessante, os personagens possuem personalidades tão diferentes que num todo tudo se torna muito agradável e o roteiro flui de uma maneira tão convincente que eu fico maravilhada toda vez que assisto. 

     O filme em si, assim como o título já revela, se passa na cidade de St Louis tendo como personagens principais a família Smith e Exposição Universal de Saint Louis de 1904, que é uma festa aguardada ansiosamente durante meses pela cidade inteira, em que os cidadãos ficam cantarolando a música tema da festa, “Meet me in St. Louis, Louis. Meet me at the fair  ♪♫ ” onde quer que estejam. Isso irrita principalmente o pai da família Smith no começo do filme, pois mesmo faltando muito tempo ainda para a exposição, não se fala de outra coisa na cidade.


Esther e sua irmãzinha Tootie
     Entrando nos personagens, a família Smith é composta pelo avô, o pai Alonzo, a mãe Anna, a empregada sarcástica Katie que já é considerada parte da família devido aos longos anos que trabalha junto aos Smiths, o irmão Alonzo Jr ou Lon, a irmãzinha  mais nova Tootie que sempre inventa alguma doença fatal para suas bonecas enterrando-as quando suas mortes chegavam e estava sempre aprontando uma aqui e alí (a atriz Margaret O’Brien ganhou Oscar como melhor atriz infantil em 1945, ela tinha apenas 8 anos e sua atuação é um dos maiores destaques desse filme.), a segunda irmã mais nova Agnes, a irmã mais velha Rose e finalmente a irmã Esther , interpretada por Garland, que está sempre ao lado da sua irmãzinha Tootie e se apaixona pelo “garoto da porta ao lado” –  “The Boy Next Door  ♪♫.”
     No começo do filme, Rose está esperando uma ligação do seu amado que no momento estava em Nova York, e tinha esperanças que nessa ligação ele a pedisse em casamento. Contudo, o horário dessa ligação estava marcado no mesmo horário que a família sempre costuma jantar. O problema era que o Mr Smith sempre chegava cansado do trabalho,por isso o seu banho e sua hora de descanso eram hábitos que ele não estava disposto a mudar. Para driblar o Mr Smith, a família tenta inventar várias desculpas para fazê-lo jantar uma hora mais cedo, só que ele não dá o braço a torcer. Com a ajuda de todos os familiares, inclusive da empregada, eles comem o mais rápido que podem na hora tão esperada do jantar, deixando Mr Smith muito confuso sobre tudo o que estava acontecendo. Quando o telefone finalmente toca, todos ficam alarmados com a situação e sem saber o que fazer, porém Mr Smith o desliga sem pensar duas vezes, o que deixa Rose à beira de lágrimas, deixando-o ainda mais confuso em relação à tudo. Exigindo explicações, ele descobre o que estava acontecendo e se sente um pouco excluído em relação aos demais familiares e pede para que isso não se repita, pois afinal de contas ele faz parte da família. Felizmente, o telefone toca novamente e Rose atende a ligação e para a sua surpresa, o pedido de casamento não é feito. Os familiares entram em seu apoio e tentam começar vários assuntos aleatórios fingindo que nada tinha acontecido. 




     Com a frustração em relação ao pedido de casamento, Rose começa a procurar novos pretendentes e Esther, por outro lado, está sempre observando o seu vizinho John Truett .  Com a comemoração de despedida de seu irmão que tinha ingressado na universidade Princeton, ela enxerga a possibilidade de finalmente conhecer e atrair o seu amado convidando-o para a festa.
 

“E:- Rose, tomei uma decisão.Vou deixar John me beijar hoje.
 R: – Esther Smith!!!!!
 E: – Se vamos nos casar, é bom começar.
 R: – Boas moças não se deixam beijar antes do noivado. Os homens não querem moças sem frescor.
 E: – Pessoalmente, acho que eu tenho fresco demais!”



    Mas quando tudo estava indo tão bem e a Exposição de St Louis estava finalmente chegando, Mr Smith chega com a notícia de que iam se mudar para Nova York devido a sua promoção no trabalho. Com os pensamentos de tudo o que iriam perder, as amizades, a feira, o novo amor e a cidade, a notícia deixa todos desolados. O que acontece depois!? Só assistindo ao filme para saber ;).
Ps: Judy Garland inicialmente não queria fazer esse filme, pois estava “cansada” de interpretar jovens ou adolescentes. Ela aspirava por um papel mais maduro, porém, no fim das contas, ela revelou que foi um de seus trabalhos favoritos e que se divertiu muito.
Um pequeno detalhe que eu particularmente adoro sobre a direção de Minnelli é que em muitas cenas, ele colocou Garland em torno de “molduras”, como se fosse uma obra de arte a ser contemplada, dando mais um toque especial no filme e em sua protagonista:


Cena em que Garland canta “The Boy Next Door”
Trailer do filme:

Uma das cenas mais fofas com a irmã Esther e a sapeca Tootie: 

Resenha – Quanto Mais Quente Melhor

Por Thila Barto
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7 de outubro
Título: Quanto Mais Quente Melhor
Título Original: Some Like it Hot
Lançamento: 1959
Direção: Billy Wilder
Nota no Filmow: 4,1/5
Nota no IMDB: 8,3/10
Elenco: Marilyn MonroeTony CurtisJack Lemmon
Duração: 120 minutos
Gênero: Comédia; Romance


Resenha:

O filme “Quanto Mais Quente Melhor”, ou, “Some Like it Hot” é uma comédia dirigida por Billy Wilder, lançado em 1959 e arrisco falar que  é um dos filmes mais engraçados da história do cinema. 

Sabe aquele filme “As Branquelas” que todo mundo fala que é super engraçado e até virou um clichê quando o assunto é comédia?

Pois é produção, acreditem ou não, mas esse filme foi baseado no “Some Like It Hot” da Marilyn, e sim, a versão de 1959 é muito melhor que a dos anos 2000! Então abandonem qualquer  preconceito contra os filmes em preto e branco e corram para assistir esse filme sensacional, que até remasterizado e em Blu-Ray ele pode ser encontrado.

A história começa em Chicago, 1929 com Joe (Tony Curtis) saxofonista, e Jerry (Jack Lemmon) violoncelista, que acabam  desempregados no início do filme e partem em busca de um novo trabalho. Porém, durante essa busca, eles acidentalmente testemunham um massacre realizado pelo criminoso Spats Colombo (George Raft) e seus cúmplices contra a gangue de Toothpick Charlie (George E. Stone). Após conseguirem fugir da cena do crime, Joe e Jerry acabam aceitando o único emprego disponível no momento: uma banda de mulheres loiras conhecida como Sincopadoras. A única alternativa que lhes resta é após adotarem os pseudônimos Josephine (Joe) e Daphne (Jerry), se vestirem de mulher e fugirem apressadamente da cidade junto com a nova banda.

 

Partindo em um trem com destino Miami, deparam-se com Sugar Kane (Marilyn Monroe),  a vocalista da banda. Imediatamente, os dois ficam impressionados com a beleza e o charme de Sugar e apesar dos alertas de Joe a Jerry de que ambos não poderiam fazer nada em relação a Sugar,  já que eram garotas agora e deveriam agir como tal, Sugar acaba confessando a Josephine (Joe) sobre o seu amor por saxofonistas durante a viagem, o que desperta ainda mais o interesse de Joe por ela. Porém, como ele poderia agir agora se era uma mulher? São inúmeras as cenas hilárias dos dois tentando se adaptar em suas novas rotinas como mulheres e tentando conquistar a amizade de suas mais novas companheiras de banda a partir desse momento.

Chegando em Miami, um milionário interpretado pelo ator Joe E. Brown (não estamos falando do nosso Joe do filme!!!) se apaixona por nossa querida Daphne (Jerry) e faz de tudo para tentar conquistá-la (-lo). Ao mesmo tempo, Joe rouba a mala de Beinstock, um dos responsáveis da banda, e se passa por um milionário para tentar conquistar Sugar.

O inesperado acontece quando Spats Colombo e sua gangue aparecem no hotel em que a banda feminina está hospedada, para uma convenção de criminosos chamada “Amigos da Ópera Italiana”. Joe  e Jerry reconhecendo os criminosos entram em desespero e tentam de tudo para manter a discrição, o que torna ainda mais hilário o filme.

O que acontece depois?! Você precisa assistir para saber!

Acompanhem uma das cenas do filme abaixo:

Resenha – A Feiticeira

Por Thila Barto
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20 de setembro
Título: A Feiticeira
Título Original: Bewitched
Duração: Aprox 30 min
N° total de episódios: 254
Temporadas: 8
Criador: Sol Saks
Ano: 1964-1972
Nota IMBD: 7,6/10
Nota Banco de Séries: 8,82/10
Elenco: Elizabeth Montgomery, Dick York, Dick Sargent, Agnes Moorehead, David White, Erin Murphy, Marion Lorne

Resenha:

    Samantha é uma bruxa de nascença que, frustrada com o seu mundo tradicional resolve partir para os Estados Unidos com o objetivo de levar uma vida “normal”. Em um dia qualquer ela acaba trombando, literalmente, com James Stevens, um publicitário atrapalhado. Como se fosse destino, acabam se encontrando mais algumas vezes até que James finalmente a convida para sair. Apaixonado, James pede Samantha em casamento e quando finalmente chega a sua noite de núpcias, descobre uma grande surpresa: Samantha era uma feiticeira.

      Após o choque inicial de James, ele resolve relevar os poderes de sua esposa e seguir a vida fazendo um acordo com Samatha, o de jamais contar a alguém sobre seus poderes e muito menos usá-los para solucionar problemas cotidianos. Sam, por amor ao seu marido, aceita o acordo, mas, devido às suas origens, acaba usando magia aqui e ali de vez em sempre, o que deixa James  furioso por muitas vezes.

      O que James não contava era com a curiosa família de sua esposa. Sua sogra Endora, com quem briga constantemente; as aparições inusitadas e divertidas da Tia Clara, que é uma senhora simpática com os poderes já enferrujados que sempre geram uma tremenda confusão; o palhaço piadista Tio Arthur e até uma prima biruta chamada Serena, familiares que sempre aparecem nas horas mais oportunas para armar aquela confusão básica. Como se não bastasse, o casal ainda tem que lidar com a vizinha bisbilhoteira,Gladys Kravitz, que sempre flagra Samantha fazendo magia e corre alarmada para contar ao seu marido,Abner,que felizmente, nunca acredita em suas histórias.

     Quanto mais James deseja evitar a magia, mais ela aparece. É a partir das confusões geradas pela feitiçaria, parentes de Samantha, conflitos e ações cotidianas, que a série desenrola-se de uma forma simples e super divertida.

 

Curiosidades:

01. O seriado sobre o dia-a-dia de uma bruxa que se casou com um sujeito comum estreou na televisão em 17 de setembro de 1964. Permaneceu no ar por 8 anos e teve 254 episódios (74 em preto-e-branco e 180 coloridos).

02. No Brasil, o nome do marido de Samantha foi traduzido como James. Já Tabitha ficou conhecida como Tabatha.

03. A feiticeira Samantha, (Elizabeth Montgomery), e seu marido Darrin Stephens moravam na rua Morning Glory Circle (Círculo Glória da Manhã), 1164. O casal teve dois filhos, Tabitha e Adam.

04. Dois atores interpretaram Darrin ao longo da série. Dick York fez parte do elenco de 1964 a 1979. Acabou deixando o programa por causa de fortes dores nas costas. Quem o substituiu foi Dick Sargent, que permaneceu no programa até o final.

05. Dick Sargent pouco tempo depois do cancelamento da série, assumiu sua homossexualidade e passou a fazer campanhas a favor dos gays nos Estados Unidos.

06. Duas atrizes interpretaram a vizinha intrometida Gladys Kravitz: Alice Pearce e Sandra Gould. A troca foi necessária em decorrência do falecimento de Pearce em decorrência de câncer ovariano.

07. Tabitha e Adam tiveram seu próprio seriado na década de 1970.

08. A famosa torcida no nariz foi invenção da própria Elizabeth Montgomery e para sacudi-lo quando a personagem ia fazer uma mágica, Elizabeth mexia o lábio superior de um lado para outro. O nariz balançava como conseqüência do movimento.

09. A atriz ficou grávida duas vezes enquanto o programa estava no ar. Ambas foram incluídas no roteiro.

10. O crédito animado da abertura foi criado pela companhia de desenhos animados Hanna-Barbera, conhecida pelas produções “Tom e Jerry”, “Os Flintstones” e “Os Jetsons”.

11. A atriz Nicole Kidman interpretou Samantha na versão do seriado para o cinema. O filme pertence à produtora Columbia.
12. Os atores principais de “A Feiticeira” já são todos falecidos.
13. Em 2004, a rede de televisão TBS fez uma versão japonesa de Bewitched chamada Okusama wa Majo.
14. No piloto exibido no Brasil, a abertura do programa chamava a série de “As Feiticeiras”, um erro comum do tradutor, que não pôde ver o episódio antes de começar a dublagem.
15. Bewitched foi nomeada 22 vezes ao Emmy Awards, sendo a ganhadora de apenas 3.