Categoria: Séries

Resenha – 13 Reasons Why

Por Santoni
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9 de abril

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Dia 31 de Março de 2017 foi o dia em que a Netflix finalmente disponibilizou os tão esperados 13 episódios da série 13 Reasons Why, a adaptação do livro de mesmo nome escrito por Jay Asher em 2007. Aqui no Brasil o livro “Os 13 Porquês” foi lançado pela Editora Ática.

A série conta a breve história de Hannah Baker. Uma garota que se mudou para a cidade não tem muito tempo, aos olhos de estranhos ela seria considerada uma “típica girl-next-door”, mas a vida não é só aquilo que as pessoas enxergam e é isso que Hannah deixa claro ao cometer suicídio e deixar 13 motivos para trás. (mais…)

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Resenha – Big Little Lies

Por Thales Eduardo
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12 de março

“Às vezes as pequenas mentiras acabam sendo as mais letais.”

Lançado pela HBO no dia 19/fevereiro, Big Little Lies chegou arrasando e já me conquistou logo de cara.

No primeiro episódio somos apresentados à três fortes protagonistas: Madalaine (Reese Witherspoon), Celeste (Nicole Kidman) e Jane Chapman (Shailene Woodley). A série nos mostra a vida de cada uma e como estão cercadas por intrigas. Mas o grande mistério da série é uma morte misteriosa, na qual não temos nenhuma informação.

A construção por cada protagonista e comentários dos interrogados nos levarão a noite fatídica e ao que de fato aconteceu.

A série é baseada no livro de Liane Moriarty, Pequenas Grandes Mentiras, lançada pela editora Intrínseca.

Quando falamos em adaptação, quase em todos os casos, os livros nunca são superados. Mas Big Little Lies mostrou que é possível sim fazer algo tão bom quanto o livro. Nunca pensei que diria isso, mas acredito que a série tenha até superado o livro, o qual não me agradou de uma maneira geral.

A série foi construída de uma maneira que prende o telespectador através da sua narração contagiante. Aos poucos vamos conhecendo cada personagem e a fachada de vida perfeita que todos carregam vai caindo lentamente. Cada uma tem seus próprios dramas e dilemas, mas fazem de tudo para que isso não seja percebido pelos demais.

Reese, Nicole e Shailene dispensam comentários, assim como todo o elenco de peso que a série traz. Até mesmo os atores mais novos estão bem nas atuações, fechando com harmonia a obra.

Big Little Lies terá 7 episódios e cada episódio é lançado no domingo na HBO, vale conferir!

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Resenha – E Viveram Felizes Para Sempre

Por Alê Lendo
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19 de janeiro

Título: 
E Viveram Felizes Para Sempre
Título Original: Happily Ever After
Autor(a): Julia Quinn
Tradutor(a): Viviane Diniz
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 256
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.

“Eu amo você, disse Edmund. Não tanto quanto eu amo você. Muito bem – concedeu ele. -Você pode me amar mais, mas vou amá-la melhor.”

Edmund para Violet.

Terminei de ler “E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE” há uma semana, mas precisei deste dias para me recuperar, organizar minhas ideias e resenhá-lo.

“E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE” é um presente de JULIA QUINN para os fãs. Leitores que seguiram rindo, chorando, torcendo e amando com ela e “OS BRIDGERTONS” por todos estes dezessete anos (a primeira edição de “O Duque e Eu” chegou as livrarias em janeiro de 2000, e permaneceu por três semanas entre os mais vendidos na lista do NY Times).

Este livro traz o que JULIA QUINN chamou de “O 2° Epílogo” de cada livros da série. São oito epílogos que esclarecem, surpreendem ou respondem alguns dos maiores anseios e/ou pedidos feitos pelos fãs.

Pelo tamanho do texto, e o conteúdo já mencionado na contra capa do livro, não sobra muito para falar sem fornecer “spoilers”. Então, direi apenas para se prepararem para um segundo sofrido, doloroso e difícil adeus à essa família que tanto amamos.

Veja Dafne tanto converser Simon a ler as cartas do Pai, Anthony e Kate monstrando que não mudaram nada (só “pioraram”), Benedict e Sophie arrumando dando de cúpido, Collin enlouquecendo Penelope por ter esquecido de contar uma “coisinha” a Eloise, Amanda (a filha de Eloise e Phillip) enchendo nossos corações de amor, Francesca e Michael vivendo aquilo que o destino lhes devia, Hyacinth enlouquecendo Gareth (e o resto da família) atrás dos tais Diamantes e Gregory e Lucy monstrando que nem tudo são flores na vida dos Bridgertons.

E para aqueles que têm dificuldade de lembrar tudo e todos é só conferir abaixo:  

Mais também tem um conto. E que CONTO. A vida de uma mulher sem igual que educou e criou primorosamente oito filhos: VIOLET ELIZABET LEDGER, como conhecemos, Mrs. Bridgerton.

Ok, pessoal, lenço na mão porque chegou a hora de soltar a emoção.

Eu amo Romances de Época, mesmo, de verdade e de coração. Logo, sou absolutamente fã, daquelas chatas, fervorosa e apaixonada e que sabe tudo dos BRIDGERTONS.

Embora meu casal preferido – no universo e além – seja Colin e Penelope, VIOLET é o personagem que carregarei em meu coração para sempre.

Quando “O DUQUE E EU” chegou as minhas mãos, eu, coincidentemente, tinha a mesma idade de Violet nos livros. Foi uma identificação instantânea. Depois, ouvi – narrado pelos seus filhos – um verdadeiro conto de fadas, um amor épico e avassalador vivido por Violet e Edmund Bridgerton. Um amor que foi breve, muito breve.

Passei os oito livros da série assistindo essa mulher linda,  determinada, inteligente e extraordinária fazer tudo o que estava, ou não, ao seu alcance para que seus filhos fossem amados e felizes.

Confesso, tinha esperanças que Julia Quinn se compadecesse da situação. Então, quando “E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE” chegou, eu sabia que iria chorar. E chorei, amigos, chorei muito.

Depois que fechei o livro, me convenci e aceitei que nada além ou diferente daquilo escrito por Julia Quinn seria honesto perante o amor de Violet e Edmund.

Alguns amores são para sempre. E o dela era um deles.

Também, me emocionou muito ver que tudo termina assim como começou: Violet e Dafne, mãe e filha em uma última – das várias que vivemos – e adorável conversas sobre amor, felicidade e família.

O LEGADO BRIDGERTON

Em Agosto de 2015, o site de um dos veículos de imprensa mais respeitáveis e lidos do mundo, o Jornal Americano “The Washigton Post”, veiculou uma matéria em sua coluna de artes e entretenimento com o seguinte enunciado: “If you’ve never read Romance Novels, start here”, algo como, “Se você nunca leu um Romance Histórico, comece por aqui.”

O arquivo falava sobre Julia Quinn e uma história extraordinária sobre oito irmãos. Para vocês entenderem o tamanho da importância deste artigo, vou contar uma historinha para vocês.

Os Romances de Época (ou “Historical Romance” que é um subgênero dos “Romances Novels”) chegaram a América no início da década de setenta, mais precisamente em 1972, quando as Publicações Avon viram uma enorme oportunidade de alavancar suas vendas inserindo “displays” de livros junto as sessões de cosméticos dentro de drogarias e hipermercados nos Estados Unidos.

Nestes livros, o cenário, a estrutura de texto, o enredo e os personagem eram quase sempre os mesmos: século XIX, heroína em perigo encontra herói lindo e forte – geralmente, o mesmo que colocou sua vida em risco – que irá resgatá-la, se apaixonará loucamente, lhe dará muitos filhos e viverão felizes para sempre.

Seria a descrição de um bom e comum conto de fada, se não fosse pelo relevante fato do mocinho enlouquecer a mocinha e vira-la do avesso em cima da primeira cama que aparecesse em cena.

Títulos sensuais, capas onde os trajes dos protagonistas deixavam pouquíssimo para a imaginação e enredos em que homens brutos apaixonam-se e idolatram suas mulheres, caíram rapidamente no gosto das mulheres solteiras, casadas, separadas ou qualquer que fosse seu status civil.

Estes títulos venderam milhões de cópias entre as décadas de setenta e oitenta, ainda que fortemente descredibilizados e banalizados pelas editoras tradicionais, críticos literários e o dominante grupo de leitores elitistas da época.

As declarações eram diretas e cruéis: “Trata-se de literatura pobre, barata, melosa e previsível, cujo o único intuito era transformar sua legião de fãs em mulheres tolas e estúpidas”, declarava a impressa da época.

Foi em meados dos anos 80, início dos anos 90, que grande virada começou. Histórias com roteiros inteligentes, verossímeis e elaborados chamaram a atenção de leitores que apreciavam a rica descrição do comportamento e costumes das sociedades Inglesas e Americanas no século XVIII.

A trama central destes livros passaram a girar em torno de guerras, disputas familiares, conquistas políticas e conflitos religiosos. Tudo, é claro, com um lindo romance, muita paixão e todos os seus rompantes.

As capas também mudaram, agora elas ilustravam belas paisagens, Damas e seus Cavalheiros ou simplesmente o título – em belíssima tipografia cursiva – junto ao nome do autor.

É neste cenário que nossa diva JULIA QUINN – Já formada em Direito em Harvand, com licenciatura em História da Arte, e prestes a entrar na faculdade de medicina (e você acha que é inteligente?) – lançou seus primeiros livros.

Em 1995 chegam ao público THE SPLENDID TRILOGY (livros: Splendid, Dancing at Midnight e Minx), e no decorrer dos cinco anos sequentes, as séries: THE LYNDON SISTERS (Livros: Everything and the Moon e Brighter Than The Sun), AGENTS OF THE CROWN (Livros: To Catch an Heiress and How To Marry a Marquis) e a Antologia SCOTTISH BRIDES.

Em janeiro de 2000, chegava as livrarias o 1° livro da série que ser tonaria referência para os leitores e fãs de Romance de Época e levaria Julia Quinn a lista das melhores escritoras de romance no mundo: “THE DUKE AND I, da série The BRIDGERTONS.”

O DUQUE E EU, esteve entre os finalistas de alguns dos prêmios literários mais respeitados da industrial editorial: Finalista do RITA Awards, esteve semanas nas listas dos mais lidos do NY Times, The Publishers Weekly e USA Today e foi listado pela Amazon como um dos 10 melhores romances do ano de 2000.

TODOS OS OUTROS LIVROS DA SÉRIE fizeram o mesmo caminho nas listas e premiações literárias no decorrer de seis anos. Sendo que o oitavo e último livro da série, “On The Way To The Wedding /A Caminho do Altar”, ganhou o RITA AWARDS de melhor Romance Histórico de 2007.

THE BRIDGERTONS:

Livro 1 – The Duke and I – O Duque e Eu
Livro 2 – The Viscount Who Loved Me – O Visconde Que Me Amava
Livro 3 – An Offer From A Gentleman – Um Perfeito Cavalheiro
Livro 4 – Romancing Mr. Bridgerton – Os Segredos De Collin Bridgerton
Livro 5 – To Sir Phillip, With Love – Para Sir Phllip, Com Amor
Livro 6 – When He Was Wicked – O Conde Enfeitiçado
Livro 7 – It’s In His Kiss – Um Beijo Inesquecível
Livro 8 – On The Way To The Wedding – A Caminho do Altar

Hoje, os Romance de Época estão sempre nas listas dos mais vendidos e são os queridinhos do grande público. Seus manuscritos são disputados a tapas pelas editoras, as capa estão lindíssimas e elaboradas (estes livros sempre foram impressos da maneira mais barata possível), pois todos sabem que eles desaparecem das prateleiras muito rapidamente. 

Todo ano, o RWA’s (Romance Writers Of America) escolhe um orador pela sua representatividade e conjunto da obra. Em 2015, Julia Quinn foi a escolhida. Em seu brilhante, realista e emocionante discurso, ela falou da importância de entender e aceitar que é impossível agradar todo mundo o tempo todo. Mesmo que estes sejam os seus fãs.

Falou das inúmeras críticas que recebeu – e recebe até hoje – e de como optou por aprender com o que lhe era útil e descartar o que lhe parecia não fazer nenhum sentido.

Em um dos momentos mais emocionantes de seu discurso, Julia contou a história de uma leitora que leu todos os seus livros junto com a mãe que passava muitas horas em tratamento quimioterápico em razão de um câncer no pulmão. Contou como ela não resistiu e faleceu antes de terminar seu último livro, e que sua leitora, mesmo muito abalada, decidiu terminá-lo lendo-o ao lado do túmulo de sua mãe.

E quando terminou a história, Julia disse: “Quando sento para escrever eu escuto no meus pensamentos e o meu coração, e o que sai através da ponta dos meus dedos é o melhor que posso fazer. E se isso me faz alcançar esse leitores, isso será realmente maravilhoso.”

JULIA QUINN já é uma lenda, é uma dos 15 escritores que fazem parte do “Romance Writes of America’s Hall of Fame”, tem em casa um RITA AWARDS, e seus livros – traduzidos para 26 idiomas – já vendeu, apenas nos Estados Unidos, mais de 10 milhões de cópias impressas.

Até onde eu sei, a EDITORA ARQUEIRO irá lançar todos os livros de Julia Quinn no Brasil – porque a Arqueiro veio ao mundo para isso: vender livros e te fazer feliz!

O próximo lançamento será sobre um concerto anual de violinistas, desafinadíssimas, que conhecemos bem: O QUARTETO SMYTHE-SMITH. Saberemos mais sobre: Honoria, Anne, Sarah e Iris.

Os livros da série são: “Simplesmente o Paraíso”, “Uma Noite Como Esta”, “A Soma de Todos Os Beijos” e “Os Mistérios de Sir. Richard”. A ARQUEIRO vai lançar os livros separadamente, mas também em um BOX que eu não sabia se ria ou se chorava a hora que eu vi!

JULIA QUINN, uma escritora extraordinária, dinâmica, versátil e inteligentíssima que não tem medo de ser criticada, ou rotulada, por ser o que é e de falar e escrever sobre histórias de amor com o coração, simplicidade, força, humor e paixão.

“Quando você aceita que não pode ser tudo para tudo mundo, você se torna livre para escrever a história que você precisa escrever.” Julia Quinn

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Resenha – Desventuras em Série

Por Equipe Nunca Desnorteados
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13 de janeiro

Nós estamos passando mal!!!!!!!

A sexta-feira 13 mais aguardada finalmente chegou e nós, aqui da equipe ND, ficamos contando os segundos para podermos FINALMENTE conferir a adaptação dos livros de Lemony Snicket (Daniel Handler) para a plataforma Netflix. E o que achamos dela??

SENSACIONAL!!!

A primeira temporada, dirigida por Barry Sonnenfeld, aborda os quatro primeiros livros e é composta por 8 episódios – o que achamos um tanto inusitado já que, quando o assunto é Desventuras, tudo se volta para o número 13… TUDO, até mesmo o pseudomo de Handler; já pararam para contar as letras? – de aproximadamente 45 minutos cada. Somente o primeiro é um tanto mais longo.

Como nos livros, tudo começa na Praia de Sal quando as três crianças Baudelaire – Violet, Klaus e Sunny – recebem a notícia que a casa da família tinha sido incendiada e seus pais estavam mortos, cabendo ao sr. Poe (K. Todd Freeman) – um banqueiro aficionado por sua profissão – achar um novo tutor para os recém órfãos. O grande problema é que um grande vilão, Conde Olaf (Neil Patrick Harris), está de olho no dinheiro que essas pobres crianças herdaram e ele está disposto a fazer, literalmente, de tudo para ter posse dessa grande fortuna. Assim, começam as desventuras dos irmãos Baudelaire.

A história é narrada pelo próprio Lemony Snicket, que diretamente também faz parte da história. Ele é apaixonado por Beatrice (mãe dos Baudelaire) e vira e mexe faz uma menção ao seu amor por ela ou sua morte.

Mas como se trata de uma adaptação, várias perguntas surgem em nossas mentes, principalmente na dos fãs incondicionais da saga, pois cada detalhe pode significar a solução de um grande mistério. Sim, caro leitor, cada detalhe conta e MUITO para o desenvolvimento dessa história e, para nossa felicidade, temos Daniel Handler ao lado de Mark Hudis como roteirista.

A série seguiu todos os nuances que contem nos livros, todo o ar de mistério, ironia e sarcasmo estão presentes e muito bem mesclados com os tons de comédia e infantilidade que é a marca registrada de Daniel Handler nessa saga. Como fãs apaixonados por essa saga, tivemos surtos de prazer e felicidade com cada segundo de cena gravada, finalmente assistir uma história que você acompanhou há anos pelos livros, de uma forma tão bem adaptada, é sentimentalmente indescritível. Do primeiro episódio ao ultimo é possível identificar no cenário, nos personagens e no roteiro, referencias ao livro que para quem não leu acaba passando despercebido. Algumas delas são besteiras, como por exemplo lanchonetes e restaurantes que os personagens frequentam ou aparecem no fundo da cena, o nome e características dos répteis e anfíbios que vivem na casa do Tio Monty ou mesmo palavras, conversas e trocadilhos que são idênticos ao que esta no livro, mas trazem para o leitor a nostalgia e o conforto de que a série esta seguindo para o caminho certo.

Demos nosso voto de confiança para essa adaptação e não nos decepcionamos, está incrivelmente muito bem feita e extremamente gostosa de assistir!!

Dica para as pessoas que forem maratonar: O Netflix, geralmente, pula a abertura entre os episódios. Se isso acontecer VOLTEM. As aberturas tem detalhes diferentes, como os finais dos livros que dão dicas para o próximo. Não deixem de conferir 😉 

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Resenha – Miss Fisher’s Murder Mysteries

Por Thila Barto
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1 de dezembro
 
“So I did the only thing I could in the circumstance”

Ai meu coração! 
Eu não tenho costume nenhum de maratonar séries, triologias cinematográficas e derivados, porque para ser bem sincera, eu não tenho muita paciência pra isso e nunca consigo ficar muito tempo parada. Sério, ficar sentada no sofá ou até deitada na cama por horas é uma arte que eu nunca consegui dominar…até hoje!
Ps: Com livros eu consigo, televisão não.
 
O que o universo fez comigo eu não sei, mas depois de passar uma longa meia hora rodando o Netflix para finalmente escolher algo para assistir, acabei clicando nessa série chamada ‘Miss Fisher’s Murder Mysteries’ e, depois dos primeiros 20 minutos do primeiro episódio, não consegui parar até ver o fim do décimo terceiro episódio.
 
Foi como se eu tivesse entrado em um estado hipnótico profundo e só tivesse sido permitida a sair desse transe quando o Netflix perguntou se eu gostaria de assistir o primeiro episódio da segunda temporada.
 
O que passou pela minha cabeça?
Primeiro: Pelas estrelas! Já acabou a primeira temporada?;
Segundo: Thila, há quanto tempo você está deitada?;
Terceiro: O mundo precisa saber dessa série.
 
Então aqui estou eu para descrever essa série maravilhosa.
 
Se trata de uma adaptação de uma série de 18 livros ‘The Phryne Fisher Murder Mystery Series‘ da autora australiana, Kerry Greenwood, onde teve sua estreia na televisão no início de 2012 pelo canal – também australiano – ABC1. Possui 3 temporadas completas e a continuação será feita por uma triologia de filmes.
 
Deixando os termos técnicos de lado, Phryne Fisher, a nossa incrível protagonista, é uma detetive ricaça, durona, sagaz e sedutora que soluciona diversos casos de assassinatos em Melbourne nos anos 1920. Ela está sempre disposta a fazer de tudo para conseguir o que quer ou para achar uma pista para a solução de uma investigação. Ela conta com a mais inesperada e leal equipe para ajudá-la e possui as mais distintas habilidades – desde falar diversos idiomas a pilotar um avião.
 
Todo episódio é uma nova surpresa quando se trata das ‘habilidades de Miss Fisher’ e um novo esclarecimento sobre o seu passado que posso descrever como conturbado para não dar spoilers e também para atiçar um tanto a sua curiosidade para saber mais.
 

Como ela nunca aceita um não como resposta e não sossega até descobrir os responsáveis pelos assassinatos, Miss Fisher sempre deixa o detetive, Jack Robinson, irritadíssimo com a sua intromissão em todos os casos que, oficialmente, pertenciam à ele. A relação dos dois é realmente divertidíssima.

A série é extremamente charmosa, super intrigante, com um estilo ‘a la Agatha Christie’, trilha sonora maravilhosa, personagens sensacionais, atuações incríveis – destaque a Essie Davis como protagonista – roteiro admirável… resumindo, pois a minha lista de adjetivos já se esgotou: A série é extraordinária (opa, sobrou mais um). Assistam, assistam e assistam que não haverá arrependimentos!
 
Que o universo me dê forças para resistir a parar depois de mais um episódio pois estou indo agora dar o play na segunda temporada.
 
<3
Trailer:
 
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Resenha – The Crown

Por Thila Barto
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18 de novembro

Assim que vi o primeiro anúncio da Netflix sobre sua nova série original, The Crown, eu mal pude conter o entusiasmo pois simplesmente adoro séries, filmes e livros históricos e de época – ainda mais quando o assunto é a Inglaterra e sua enigmática família real. Então é claro que estava com expectativas altíssimas ao começar a ver os episódios, mas essas expectativas foram atendidas?…

A série criada por Peter Morgan e dirigida por Stephen Daldry, tem sua primeira temporada se iniciando no final do anos 40 a fim de contar a história de Rainha Elizabeth II (Claire Foy) desde seu casamento com Philip Mountbatter (Matt Smith), onde ainda era uma princesa até o final de sua primeira década de reinado, já que, aos 25 anos, teve que assumir a coroa devido a morte de seu pai, o rei George 6°. A ideia é que cada temporada retrate uma década de reinado até os dias atuais. Esse ano, a rainha completa 64 anos de reinado.

A produção custou cerca de US$100 milhões – série mais cara e com a terceira pior estreia do serviço do streaming – e rendeu 10 episódios, que na minha opinião, são espetaculares. Além dos figurinos que são lindos, fotografia maravilhosa, cenários surpreendentes sempre atento às minúcias e as incríveis atuações de todo o elenco, a história traz uma série de reflexões, até mesmo sobre o papel da mulher e o preconceito de gênero.

Confesso que até o final do segundo capítulo não estava curtindo muito a série. Estava achando um tanto arrastada e monótona, mas já na metade do terceiro fui puxada para dentro desse universo e só consegui voltar a respirar no final do último episódio. É difícil não se sensibilizar com as confusões emocionais da rainha ao tentar conciliar sua vida pessoal com o seu governo e seus integrantes. Promessas são quebradas, amizades abaladas, opiniões reprimidas, distanciamento contínuo com os integrantes de sua família e até de seu próprio marido, tudo para honrar o pesado fardo que é a coroa.

O que torna a série ainda mais incrível, são as quebras de linearidade no roteiro com as voltas no tempo para nos ambientar sobre um determinado assunto, e o simples, ou não tão simples, fato de nos mostrar que muitas vezes apenas um gesto ou um olhar é capaz de expor tudo aquilo que sentimos. Assistam que não haverá arrependimentos.

Que venham as próximas temporadas ❤

Trailer:

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Resenha – 11.22.63

Por Thales Eduardo
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6 de abril

“Às vezes o destino age e traz coisas boas.”

Jake Epping (James Franco), um jovem professor de inglês, vê sua vida mudar completamente quando o amigo Al lhe revela um modo de viajar no tempo. 

A viagem no tempo ocorre através de um armário (Nárnia manda lembranças) no restaurante do qual Al é o proprietário.

Apesar de não ter muitas respostas sobre a origem e afins dessa passagem, Al explica algumas “regras básicas” que regem o portal.

Cada viagem no tempo leva para o mesmo local e hora do dia 21 de outubro de 1960. Outra regra se refere ao tempo; não importa quanto tempo o viajante fique no passado, no presente só terão passados 2 minutos. E por último, a cada vez que você realiza uma viagem no tempo tudo “reinicia”. Ou seja,toda vez que o personagem realizar uma viagem as coisas que ele já alterou em uma viagem anterior são apagadas e volta tudo ao normal.

Al explica então para Jake um plano muito bem estruturado para salvar o presidente John Kennedy, morto em 22 de novembro de 1963. Para isso, ele criou um diário com todas as informações necessárias nas quais Jake deverá se guiar para encontrar o assassino e impedir o atentado.

Entretanto há um grande porém, o “tempo” não aceita tão facilmente assim ser alterado. Caso você tente realizar grandes mudanças na linha temporal, coisas poderão acontecer para tentar impedir isso. Desse modo, Al deixa bem claro para Jake focar apenas em salvar o presidente. 

Entretanto, ao voltar no tempo e seguir até 1963, Jake acabará criando relações com outras pessoas, o que poderá por em risco o sucesso da sua missão.

“Eu me sinto como um impostor na minha própria vida.”

Essa minissérie é uma adaptação do livro “Novembro de 63” (11/22/63, título original), do gênio Stephen King, lançado no Brasil pela Suma de Letras.

J.J. Abrams e, o próprio, Stephen King são uns dos produtores executivos da série, que ainda traz na produção James Franco. 

11.22.63 foi lançada através do serviço de streaming Hulu em 15 de fevereiro de 2016 e teve 8 episódios, com cerca de 50 minutos cada (com exceção do 1º que teve 80min). 

Mas vamos a parte que interessa então, a avaliação. Já informo que ainda não tive a oportunidade de ler a obra em questão do Stephen King, então não posso afirmar se a série é ou não fiel ao livro.

Apesar de algumas cenas de muita ação e suspense, há também um certo drama e romance em muitos episódios. Não se trata em apenas salvar o presidente, já que Jake interage com outras pessoas e, assim, acabam surgindo outros dramas que dão o tom à série.

O desenvolvimento dos episódios foi bem construido. 11.22.63 ainda busca recriar os anos em questão de maneira muito fiel, tratando de temas importantes e pertinentes a época, tais como, racismo e machismo.

A atuação do James Franco dispensa comentários, mas exalta-se também a atuação dos demais atores da série. Cada personagem, com seus dramas, contagia e envolve o espectador.

Como uma proposta muito interessante, essa é uma minissérie que merece ser vista!

TRAILER:

 

Resenha – Black Mirror

Por Beatriz Guerra
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2 de março
 
Sinopse: 
Uma espécie de híbrido entre “The Twilight Zone” e “Tales of the Unexpected”, Black Mirror explora sensações do mal-estar contemporâneo. Cada episódio conta uma história diferente, traçando uma antologia que mostra o lado negro da vida atrelada à tecnologia.
 
Até onde iremos com a tecnologia


   E lá estava eu no feed do facebook sem muita coisa pra fazer, até que me chama a atenção um post sobre séries incríveis do Netflix que ainda não possuem tanta fama. Leio o nome “Black Mirror”, depois a sinopse e lá vou eu para o próprio Netflix assistir o primeiro episódio. 

   E fui conquistada e levada a acabar as duas temporadas e o especial em dois dias. Pois é. Vamos aos motivos. 

   
O primeiro episódio já começa surpreendendo: uma duquesa da Inglaterra é sequestrada e o pagamento pela vida dela não envolve dinheiro ou qualquer item material, não não, os sequestradores exigem que o primeiro ministro realize um ato obsceno em rede nacional ao vivo…com uma porca. 

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    Sim, você leu isso. E esse é apenas o primeiro episódio. E então, você, chocado, já coloca para a assistir o segundo episódio logo em seguida e fica confuso, pois a história do segundo não tem nada a ver com o último que você assistiu. Os episódios possuem histórias completamente independentes
 
No segundo, homens e mulheres estão sujeitos a uma vida praticamente escrava em que precisam ficar pedalando em bicicletas para ganhar “méritos”, um tipo de moeda de troca para que possam comprar alimentos, itens de roupa para seus bonecos online e programas de tv. E enquanto isso, pessoas obesas são obrigados a recolher todo o lixo e limpar o ambiente, além de serem sujeitas a um programa humilhante na televisão. 
 
(ep. 2, temp. 1)
 
   No terceiro? Pessoas instalam um dispositivo chamado “o grão” na cabeça. Uma tecnologia em que basicamente, você pode armazenar as suas memórias. Os olhos funcionam como câmeras que registram e gravam momentos, e você pode consultá-los a qualquer hora com o “grão” e revivê-los quantas vezes quiser. Além de outras funcionalidades.
 
(ep. 3, temp. 1)
 
Bizarro? Espere até assistir a segunda temporada! Alguns episódios me deixaram num estado que minha cabeça ficava a mil na hora de tentar dormir. Ficou curioso pra saber o que acontece nesses três episódios que falei sobre?
 
Black Mirror pode até ser uma série de ficção, mas descreve uma realidade futurística que não está longe da nossa, e isso que é o mais assustador. A série pega o pior lado da humanidade, aliado a tecnologia e nos mostra o que podemos nos tornar no futuro. 
 
Senti-me incomodada muitas vezes, porque nesse cenário, a humanidade não é mais humana. Empatia, solidariedade, são cada vez mais escassos. As pessoas se tornam cada vez mais apegada a coisas materiais, tornam-se animais gradualmente, até um ponto que conseguem enganar a própria morte. Não há limites nesse novo mundo.
 
(ep. 2, temp. 2)
Prepare-se, porque a série te dará vários tapas na cara e te levará a realizar inúmeros questionamentos. Inclusive, são tantas “críticas” em cada episódio, que muitas vezes você releva e depois esquece. Por isso, te aconselho a entrar em algum fórum sobre o episódio após assistir e ver o que as pessoas estão falando, pois muitas vezes alguém pode ter pegado ou entendido algo que você não prestou atenção no episódio. É bom compartilhar!
 
Por enquanto, a série possui 2 temporadas, cada uma com 3 episódios, e um especial de Natal. Pra felicidade dos fãs, ela foi renovada e terá um terceira temporada que tem previsão de 12 episódios!! E uma curiosidade é que o ator Robert Downey Jr. escolheu o episódio “The Entire History of You” (ep. 3 da 1° temporada) para ser transformado num filme pela sua própria produtora  e a Warner Bros!
 
Assista essa série, que é uma das mais incríveis que eu já vi, questione, incomode-se e mude o agora. Tá esperando o quê? Corre pro Netflix
Ps: Pros fãs do Domhnall Gleeson (o Tim de “Questão de Tempo”) tem um episódio na segunda temporada. E pros fãs de Harry Potter, a Tonks (Natalia Tena) aparece no especial “White Christmas” da série! 
Confira o trailer: 

 

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Resenha – Blindspot

Por Santoni
|
1 de fevereiro
Uma misteriosa mala é deixada no meio da Times Square em Nova York contendo uma mulher toda tatuada e sem nenhuma memória de como foi parar lá ou de quem é. Depois de análises descobrem que as tatuagens são recentes e que a perda de memória foi induzida por uma droga chamada PKM-Zeta, usada para inibir memórias traumáticas, mas se usada em excesso, como nesse caso, pode induzir amnésia química permanente e inibir todas as memórias ‘narrativas’, deixando-a apenas com sua memória processual.
Uma de suas tatuagens lê-se “Kurt Weller FBI”, que passa então a ser o ponto de partida para a trama, descobrir e explorar o envolvimento desse agente com o caso, agente esse que passa a ser o líder do caso.
 
Descobre-se que as tatuagens são enigmas a serem resolvidos, pistas para a solução de mistérios/casos. Só que o corpo dessa mulher está inundado de pequenas e grandes tatuagens, algumas fáceis de serem decifradas e outras até, de certa forma, invisíveis.. E muitas dessas pistas levam a casos de corrupção e envolvimento de partes governamentais em esquemas ilegais, portanto um terreno perigoso de ser explorado quando se trata de pessoas com influência e recursos para fazer provas e pessoas desaparecerem.
 
A misteriosa mulher passa a ser chamada de Jane Doe, nome popular nos Estados Unidos para se referir a pessoas não identificadas, já que não é encontrado nenhum tipo de registo facial ou digital nos sistemas do FBI. Então ela começa a trabalhar no próprio caso para estimular flashbacks e tentar recuperar parte de sua memória.
 
Blindspot segue, mais ou menos, uma linha estilo CSI, no sentido de que em cada episódio há um caso/tatuagem a ser desenvolvido/decifrado. Mas o grande arco continua sendo conseguir respostas para quem é ‘Jane’ e o porque de muitas coisas relacionadas a ela, mas a medida que os episódios avançam outros personagens começam a ganhar arcos e histórias igualmente intrigantes e interessantes que captam ainda mais a atenção do espectador e proporcionando o desenvolvimento de todos os personagens e não só de ‘Jane’.
 
Não tem como negar que a série segue uma crescente tendência de ‘CSI modificado’. Porque assim como em iZombie, uma zumbi ajuda a polícia a solucionar mistérios, em Limitless que um cara consegue acessar grande capacidade do cérebro com uma droga para ajudar a polícia, e em Stitchers, que navegam pelas memórias de pessoas mortas pra solucionar mistérios.. Blindspot consiste em uma mulher altamente treinada, sem memórias, e tatuada como um ‘mapa do tesouro’ que ajuda o FBI a solucionar mistérios que nem sempre eles tinham conhecimento que existiam. Mas a maneira que Blindspot é escrita e a atmosfera criada é cativante, porque chega a ser mais do que casos policiais, envolve política e desvendar e revelar coisas bombásticas dentro de grandes organizações.
 
Blindspot vai ao ar no canal norte-americano NBC e já foi confirmada uma segunda temporada, além de ter tido sua primeira temporada estendida!!!
Trailer:
blindspot

Resenha – Shadowhunters

Por Santoni
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16 de janeiro

 

  Clary Fray (Katherine McNamara), no dia do seu aniversário de 18 anos descobre que ela não é quem pensava ser. Sua mãe havia guardado vários segredos por todo esse tempo e um deles é que ela vem de uma antiga linha de Caçadores de Sombras – seres híbridos de humanos e anjos que caçam demônios. Junto com isso descobre a existência de um mundo invisível para os mundanos e que ‘todas as lendas são verdadeiras’ e que fadas, feiticeiros, vampiros e lobisomens existem de verdade.

   Clary conhece Jace (Dominic Sherwood), Isabelle (Emeraude Toubia) e Alec (Matthew Daddario), Caçadores de Sombras, que a ajudam a descobrir e entender esse mundo, enquanto luta para conseguir de volta algo que ama muito. Em meio disso seu melhor amigo, Simon (Alberto Rosende), um ‘simples’ mundano se vê imerso em um mundo que não tem qualquer relação com ele, apenas para tentar ajudar Clary e ficar do lado dela. O Alto Feiticeiro do Brooklin, Maguns (Harry Shum Jr.) e o policial Luke (Isaiah Mustafa) prestam suporte ao grupo enquanto tentam proteger tudo e todos de Valentim (Alan Van Sprang). Enquanto isso sua mãe, Jocelyn (Maxim Roy) trava sua própria batalha.

 
    O elenco da série, assim como a maioria dos elencos de séries teen, são um agrado para os olhos. Temos Dom Sherwood, que os fãs de Taylor Swift® já conhecem do clipe de Style; Kat McNamara, que aparece em Happyland e Maze Runner: Prova de FogoMatthew Daddario, de Naomi & Ely e A Lista do Não-BeijoHarry Shum Jr., de Glee; Alan Van Sprang, de Reign, entre outros.
 
   O destaque fica para os novatos: Emeraude Toubia (Izzy) e Alberto Rosende (Simon). Eles pegaram grandes personagens, amados por muitos, e conseguiram dar conta do trabalho. Cheios de atitude, eles chegam praticamente roubando as cenas que fizeram parte.  
 

   Em alguns momentos a atuação de alguns atores pode passar como fraca, mas é compensada em outras cenas. O roteiro tem partes que influenciam essa aparente ‘má atuação’. O que é muito visto em Percy Jackson: O Mar de Monstros, que mesmo ótimos atores parecem ruins quando seguem um roteiro mediano. Mas mesmo no primeiro episódio vemos uma grande melhora na qualidade e o segundo episódio mostra já uma grande evolução da série. Esperemos que continue sempre crescendo.

 
   Por se tratar de uma série de temática sobrenatural, efeitos especiais são indispensáveis, e todos sabem que TV tem um orçamento bem limitado, principalmente na primeira temporada. Mas Shadowhunters não fez feio, os efeitos não são Hollywoodianos e aquelas coisas dignas de Oscar, mas são ok. Lembram muito Charmed, Buffy, Supernatural, Merlin… E claro, Teen Wolf.
 
   Shadowhunters surge como uma série teen, mas não tão teen. Os personagens já são maiores de 18 anos, portanto já começam mais maduros do que o ponto inicial de Teen Wolf por exemplo. O elenco é visualmente apelativo e a série tem um conceito legal e que chama a atenção de pessoas que gostam de comédia, ação, ficção e fantasia. Receita com grandes chances de acerto. The Vampire Diaries, Teen Wolf, Supernatural e The Originals estão ai como prova.
 

    A série é uma adaptação do universo criado pela autora Cassandra Clare na saga “Os Instrumentos Mortais”. A autora ainda expandiu esse mundo em contos e outras séries de livros.

 
    Como toda adaptação, a série possui grandes mudanças com relação aos livros, mas a essência da saga ainda está lá, os personagens estão lá. A história dá mais algumas voltas, possui algumas mudanças com finalidade de trama e apelo visual, o que é compreensível. Os fãs dos livros vão sentir as mudanças, mas esperançosamente entenderão que foi feito o que teve que ser feito e aproveitarão a oportunidade de acompanhar um mundo que gostam semanalmente de uma maneira diferente dos livros. 
 
   O primeiro livro da série, “A Cidade dos Ossos”, já havia sido adaptado para os cinemas em 2013, estrelando Lily Collins e Jamie Campbell Bower. Infelizmente o filme não excedeu as expectativas, foi massacrado pela crítica e acabou tendo suas sequências canceladas. Então a série chegou para os fãs como uma nova chance de fazer as palavras e o mundo de Cassandra Clare alcançar novos e maiores horizontes. 

    No geral, a série tem uma ótima premissa e potencial de alcançar grande sucesso, mas o começo ‘normal’ da série pode decepcionar muitas pessoas com grandes expectativas. Na realidade ‘Os Instrumentos Mortais’ não criou fãs nos primeiros capítulos e sim com o desenvolver da história, é isso que se deve ter em mente ao assistir Shadowhunters. 
 
   A série estreou dia 12 de janeiro no canal a cabo norte-americano Freeform (antiga ABC Family) e possuí um acordo global com o Netflix, tornando a série disponível no serviço de streaming apenas um dia após a exibição nos Estados Unidos. Além disso foram encomendados e gravados 13 episódios que fecham uma temporada de Shadowhunters, portanto o desenvolvimento da história e um possível pseudo-desfecho já é garantido, independente do destino da série.
 
   Trailer:
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