Resenha – Sociedade J. M. Barrie

Por Lucas Florentino
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8 de junho
Título: Sociedade J. M. Barrie
Título original: The J. M. Barrie ladie’s swimming society
Autora: Barbara J. Zitwer
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance, Drama, Ficção
Páginas: 288
Ano: 2017

Skoob: Aqui

“A liberdade pode ser solitária. A gente paga um preço alto para conservar a própria independência.”

Todo mundo tem seu filme “Sessão da tarde”. Aquela história que você já assistiu milhares de vezes, mas sempre que passa de novo na tv, você não mede esforços de preparar um chocolate quente, sentar no sofá e assistir tudo outra vez. Aquela história clichê mas que te deixa com os olhos brilhando e um sorriso bobo na cara. Bom, meus caros, se Sociedade J. M. Barrie fosse um filme, seria o meu filme “Sessão da tarde” favorito.

Atualmente estou numa vibe 0% de expectativas para todos os livros que pego para ler, porque já estou cansado de depositar todas as minhas esperanças nas páginas e acabar me decepcionando (e olha que, nos últimos meses, não tem sido pequeno o número de livros que fecho fazendo aquela cara de “por que mesmo que eu resolvi ler isso?”), então, quando comecei a leitura de Sociedade J. M. Barrie, eu realmente não esperava nada, mal sabia do que a história se tratava. E depois de algumas poucas horas de leitura, já estava adicionando esse para a minha não muito extensa lista de livros favoritos da vida.

Mas chega de enrolar e vamos logo ao que interessa. O livro Sociedade J. M. Barrie conta a história de Joey, uma bem sucedida arquiteta  de NY que se depara com uma grande oportunidade: reformar a Stanway House, uma famosa mansão que serviu de inspiração para a história de Peter Pan. Joey viaja para Cotswolds, na Inglaterra, para supervisionar a restauração da mansão, ela só não esperava que essa viagem fosse mudar para sempre sua forma de enxergar a vida.

Ao meu ver, existem três pontos importantes e distintos que serviram para tornar essa simples história em algo tão grandioso e significativo:

Na Inglaterra, Joey reencontra Sarah, sua grande amiga de infância, que não a vê por mais de dez anos. Só que as coisas não são mais as mesmas. Enquanto Joey dedicou toda sua vida para sua carreira, Sarah se casou, mudou para Londres e se tornou mãe de quatro crianças. Essas diferenças começam, aos poucos, abalar essa amizade de longa data.

Cinco mulheres, com seus oitenta e poucos anos, formam a Sociedade de Natação das Senhoras J. M. Barrie. Elas se encontram diariamente no lago para nadar e aproveitar o melhor de suas vidas, não perdendo um dia sequer, nem mesmo nos mais frios, quando a neve ainda está caindo. Suas histórias e experiências de vida farão com que Joey passe a dar mais valor a coisas simples que ela aos poucos estava deixando para trás.

E como não podia faltar, existe sim um romance nessa história. Ian é um cobiçado morador daquela pequena cidade, que se fechou para o amor desde que sua esposa faleceu em um grave acidente, deixando ele e a filha, Lily, sozinhos no mundo.

Durante toda a narrativa, esses três núcleos vão se trançando ao redor de Joey e criando essa marcante história.

“Não conseguimos controlar tudo, o tempo todo. Às vezes, o destino nos joga , de repente, alguma coisa ou alguém.” 

Apesar de um começo um pouco arrastado, com várias informações sobre arquitetura e coisas do tipo, que podem deixar uma pessoa leiga no assunto, como eu, sem entender absolutamente nada, o livro começa a se desenvolver de uma forma muita rápida e envolvente. Lá pelo terceiro capítulo eu já estava viciado e, literalmente, não conseguia largar essas páginas para nada.

Sociedade J. M. Berrie é aquele tipo de livro que consegue aquecer o nosso peito, provocar um misto de boas sensações e depois nos deixa órfãos, querendo sempre mais e mais dessa incrível história.

 

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Resenha – O Bom do Amor

por Thila Barto
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3 de junho
Título: O Bom do Amor Autora: Chris Melo e Laís Soares Editora: Rocco – Fábrica231 Páginas: 88 Ano: 2017 Skoob: Aqui “O Bom do Amor é encontrar aquela pessoa que topou construir contigo dias felizes e que sabe que o melhor do amor é a viagem, não o destino” Resenha: Gosto

Resenha – Ligeiramente Perigosos

Por Alê Lendo
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1 de junho
Título: Ligeiramente Perigosos Título Original: Slightly Dangerous  Autor(a): Mary Balogh Tradutor(a): Ana Rodrigues Editora: Arqueiro Ano: 2017 Páginas: 304 Perfil no Skoob: aqui Gênero: Romance de Época, ficção. “Por algum acaso, Sra. Derrick – disse ele, segurando

Viagem à Hogwarts, ops… Coimbra

Por Thila Barto
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25 de maio
Sou fã de livros, isso é fato. Gosto daqueles clichês, dos modinhas, de dramas, nacionais, romances e claro, as famosas séries. Dentre todas, existe uma série que não só me conquistou, mas também milhares de pessoas ao redor do mundo, que é o nosso querido e inesquecível Harry Potter. Vai me dizer que você nunca se imaginou com as vestimentas de sua casa preferida – Corvinal <3 -, ou em alguma aula de magia e até sonhar com alguma coruja deixando a tão desejada carta de Hogwarts?
 
Sei que já passei da idade de receber a minha carta, mas ainda acredito que ela irá chegar. A coruja responsável por ela só deve ser estabanada como eu e deve estar perdida no meio do caminho… 
 
Morei em Portugal o ano passado e jamais imaginei que esse país maravilhoso, que carrega tanta história entre suas paisagens mais diversas e está repleto de pessoas engraçadas, teria tantas referências de Harry Potter. Podem me considerar uma poser, eu não ligo nem um pouco, mas ao descobrir que J.K. Rowling, alguns anos antes de iniciar a escrever o nosso queridinho, vivia na cidade do Porto como professora de inglês e que foi inspirada em parte pelo seu avô que contava histórias sobre quando estudava na universidade de Coimbra – uma das primeiras universidades do mundo com aproximadamente 700 anos de história – eu pensei: “Eu necessito conhecer esse lugar!” 
 
Escolhi um final de semana, comprei as passagens e parti rumo à Coimbra com as mais altas expectativas. Se elas foram atendidas? Foi muito mais do que isso. 
Ps: A imagem acima não é minha, o resto é ;). Créditos: PASSOS COELHO EM CHAVES
Não sei se vocês sabem, mas os alunos das universidades em Portugal usam como uniforme aquela capa preta sob uma roupa social e determinados alunos em Coimbra, conforme o seu status, usam aqueles chapéus pontudos como os bruxos de Harry Potter. Então imaginem a minha reação quando cheguei na Universidade e vi os alunos andando nas ruas com essas vestimentas! Liguei pra minha mãe e a primeira coisa que disse não foi “Oi mãe”, “Estou com saudades”, “Está tudo bem?”, foi: “Mãe, eu estou em Hogwarts!” 
Vários portugueses pontuam diversas semelhanças entre o mundo mágico criado por JK Rowling e Portugal, mas não posso afirmar que tudo é verdade, pois afinal de contas, JK nunca confirmou nenhum dos boatos, mas estar nesse lugar e relembrar todas as histórias observando a paisagem… Fica impossível não associar uma coisa a outra.  
Catedral Sé Velha 
 
Um exemplo? O nome do fundador da casa Sonserina, chama-se Salazar, o último nome do ditador português que se manteve no poder por mais de 40 anos. 
A pergunta agora é: Será mesmo que J.K. Rowling se inspirou nos trajes, cidades e história de Portugal para escrever Harry Potter? Eis a questão. 
Além da Universidade, visitei lugares incríveis! Andei em ruínas do império romano – foi UAU – visitei mosteiros – chorei em um deles -, igrejas, praças e parques. Foi bem fácil achar todos os pontos turísticos já que existe um aplicativo de celular que indica todos eles e há mapas por toda a cidade, entretanto foi uma verdadeira ginástica subir e descer as ruas dessa cidade tão montanhosa. Sério, minhas pernas ficaram doloridas o dia seguinte inteiro. 
O que me resta agora é uma enorme saudade e um desejo imenso de voltar para essa cidade que tanto me tocou. 
Espero que gostem das fotos e qualquer semelhança, talvez não seja mera coincidência. 

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Resenha – Mentiras Como O Amor

por Thales Eduardo
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21 de maio
Título: Mentiras Como O Amor Título original:  Lies Like Love Autora: Louisa Reid Tradução: Ivar Panazzolo Junior Editora: Novo Conceito Página no Skoob: Clique Aqui! “Alguma coisa me dizia que eu precisava confiar em alguém, em  algum momento. Mas como eu poderia ter certeza? Como saber

Resenha – Sobre a escrita: A arte em memórias

Por Lucas Florentino
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18 de maio
Título: Sobre a escrita: A arte em memórias Título original: On writing: A memoir of the craft Autor: Stephen King Editora: Suma de Letras Gênero: Biografia, Memórias Páginas: 256 Ano: 2015 Skoob: Aqui   “Se você quer ser escritor, existem duas coisas a fazer, acima de todas

Resenha – O Dia Do Curinga

Por Thales Eduardo
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11 de maio

Título: O Dia Do Curinga
Título original:  Kobalmysteriet
Autor: Jostein Gaarder
Tradução: João Azenha Jr.
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 344
Página no Skoob: Clique Aqui!

“Um curinga é um pequeno bobo da corte; uma figura diferente de todas as outras. Não é nem de paus, nem de ouros, nem de copas e nem de espadas. É um caso à parte; uma carta sem relação comas outras.”

Após 8 anos de abandono, Hans-Thomas e seu pai cruzam a Europa em busca da mulher que um dia os deixou tentando encontrar a si mesma.

  No meio dessa grande viagem, surge um ser um tanto quanto peculiar. É apenas o começo de uma grande aventura. Hans-Thomas é presenteado com um livro misterioso, que contem grandes segredos e profecias.

O jovem garoto descobre no livro muito mais de si e da sua vida do que jamais imaginou. Agora vive aventuras paralelas, uma com seu pai e outra nas páginas do pequeno livro ganhado. Ou talvez seja uma única aventura, na qual tudo está conectado? Hans-Thomas está prestes a descobrir.

Um encontro, um reencontro. Um segredo passado de geração em geração. Uma história que a humanidade ainda não está preparada para descobrir. Um curinga e sua busca em revelar a verdade para todos. Será um dia possível?

“As pessoas ficariam malucas se os astronautas descobrissem um outro planeta vivo. Pena que o seu próprio planeta não consiga tirá-las dos eixos.”

Incrível. Surpreendente. Esses são alguns dos adjetivos que surgem na minha cabeça quando penso em O Dia Do Curinga.

Após muito anos desde o seu lançamento, fui, recentemente, presenteado com esse livro. Você se interessa pela sinopse, lê algumas resenhas positivas, mas ainda assim, nada vai te preparar para a história contado por Gaarder.

A obra parte da viagem que pai e filho farão em busca da mulher que os deixou. Ao longo dos capítulos,  vamos conhecendo os personagens e a história de cada um. Em uma determinada parada na viagem, Hans-Thomas ganha um livrinho muito especial, que contém um grande e peculiar segredo. É nesse ponto então que temos a grande reviravolta. Real e ficção (será?) se cruzam. Destino ou acaso, seja o que for, o garoto sabe que está diante de algo grandioso.

“Existe cerca de cinco bilhões de pessoas neste planeta. Mas a gente acaba se apaixonando por uma pessoa determinada e não quer trocá-la por nenhuma outra.”

Com uma narração extremamente envolvente, somos facilmente inseridos na história dos protagonistas. O leitor é inserido na cena e vive junto com os personagens cada acontecimento dessa viagem. Não há como não se apegar a cada um deles, protagonistas ou não.

Quando falamos em conteúdo, é possível afirmar que a história desenvolvida pelo autor ultrapassa as páginas do livro. Jostein parte do presente e nos leva no passado através de muitas gerações, sendo que em cada uma ele retrata personagens muito bem estruturados. Ao concluir leitura você percebe a perplexidade do que foi narrado e sua magnitude.

Aventuras, baralho, mitologia, filosofia e muito mais. Cada capítulo está recheado de informações interessantes e que são importantes para o desenvolvimento da narração.

“Vivemos nossas vidas num incrível mundo de aventuras, pensei. Apesar disso, a grande maioria das pessoas considera tudo isso “normal”.”

O Dia Do Curinga é um livro que move o leitor, que provoca. São tantas reflexões interessantes, diálogos bem construídos, dilemas instigantes. Sem falar nos lugares citados. Durante leitura fui pesquisando os locais que pai e filho passavam e sobre a mitologia que tem espaço também. Isso tudo tornou a leitura ainda mais rica do que já é.

A obra entrou facilmente para a lista dos favoritos e já está entre as melhores desse ano. É um livro que gostaria que todos lessem e que sempre indicarei. A sensação de ter algo muito especial e precioso em mãos durante a leitura se confirmou quando concluí. Fica a sensação de que tudo foi narrado exclusivamente a você e que agora o segredo revelado é de sua responsabilidade.

O Dia Do Curinga merece ser lido e relido. Um livro assim não deve, nunca, ser esquecido!

“Não sou de copas, nem de ouros, nem de paus e nem de espadas. Também não sou rei ou valete, nem oito, nem às. Aqui estou eu, um simples curinga.”

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Resenha – Eu Estou Pensando Em Acabar Com Tudo

por Thales Eduardo
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9 de maio
Título: Eu Estou Pensando Em Acabar Com Tudo Título original:  I’m Thinking Of Ending Things Autor: Iain Reid Tradução: Santiago Nazarian Editora: Fábrica231 Páginas: 224 Página no Skoob: Clique Aqui! “Eu estou pensando em acabar com tudo. Quando esse pensamento chega, ele fica.

Resenha: A Árvore dos Anjos

Por Thila Barto
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7 de maio
Título: A Árvore dos Anjos Título Original: The Angel Tree Autor(a): Lucinda Riley Editora: Pan Ano: 2015 Páginas: 496 Skoob: clique aqui Gênero: Romance, Drama, Ficção.   “After all, if she couldn’t remember the start of it all, how could she possibly deal with the end?”* Resenha:   MELHOR

Resenha – O Sol Também é Uma Estrela

Por Santoni
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1 de maio

Título: O Sol Também é uma Estrela
Título Original: The Sun Is Also A Star
Autor(a): Nicola Yoon
Tradutor(a): Alves Calado
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 278
Página do Skoob: Clique Aqui
Gênero: Ficção; Romance; YA

“E se formos apenas um desvio na história de outra pessoa?”

Natasha Katherine Kingsley é uma adolescente Jamaicana-Americana de 17 anos que vive ilegalmente nos Estados Unidos da América com seus pais, Patricia e Samuel Kingsley, e seu irmão mais novo Peter. Após seu pai bater bêbado em uma viatura de polícia, sua família foi descoberta e será deportada, sendo hoje seu último dia em Nova York. (mais…)

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