Resenha – A Última Camélia

Por Thila Barto
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28 de abril

Título: A Última Camélia
Título original: The Last Camellia
Autora: Sarah Jio
Tradução: Ana Paula Mello
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Página no Skoob: Clique aqui

“De acordo com este livro, as camélias podem viver por centenas de anos, o que as faz as melhores guardiãs de segredos entre todas as plantas e árvores”

Nossa! Como não adorar Sarah Jio? Recuperei o fôlego só agora que terminei a frenética leitura do livro. Mas antes que eu me adiante com uma lista de elogios, surpresas, surtos e até algumas pequenas decepções, vou falar um pouco da história, sem spoilers, eu prometo.

Tudo começa no início dos anos 1800 no interior da Inglaterra, na visão de uma simples senhora que trabalha cuidando dos jardins da Mansão Livingston. Seu marido, havia comprado uma muda de uma camélia que, segundo o vendedor, era raríssima pois a única árvore conhecida estava plantada no jardim da própria Rainha e protegida pelos muros do palácio. A senhora repreende o marido por ele ter acreditado no vendedor e principalmente por ter gastado tanto dinheiro em uma muda fajuta. 

Anos se passam e, mesmo com uma intensa dedicação do marido, nada da camélia florir. Após a sua morte, eis que nasce a rara camélia branca de pontas rosadas, a  Middlebury Pink. Entretanto a tão preciosa planta resolveu florir em um péssimo momento: A camélia da rainha havia sido dizimada por um vendaval e ela descobriu que um dos antigos jardineiros havia extraído uma muda e vendido para um agricultor, assim ela ordena seus criados a procurarem sua amada camélia e prendessem a pessoa que está em sua posse. Mesmo com ordens expressas da rainha, a senhora resolve proteger a camélia em nome de seu marido.

Logo após isso somos levados aos anos 2000, onde conhecemos Addison, uma paisagista americana cheia de segredos e dona de um passado sombrio. Ela estava levando uma nova vida ao lado de seu marido, Rex, porém, um de seus maiores medos se torna real: o cara que ela mais teme está fora da cadeia e ele é a única pessoa que sabe sobre seu passado. Ele começa a ameaçá-la pedindo uma enorme quantia de dinheiro e, se ela não conseguisse rapidamente, ele contaria quem ela realmente é para Rex, colocando assim seu recomeço e sua nova vida a perder.

Em uma tentativa de fugir de seus problemas, Addison sugere para Rex uma viagem à Inglaterra, mais precisamente para a nova mansão comprada por seus sogros para passar uns dias de férias: a Mansão Livingston.

“Plantas invasivas eram uma praga; a única maneira de evitar que elas voltassem era encará-las, lutar contra elas e vencer a batalha. Qualquer outra medida era apenas temporária. Suspirei, pensando em minha própria vida. Eu estava deixando as pragas crescerem em volta de mim. Elas estavam ameaçando minha felicidade e, de certa forma, minha vida. Então por que eu não podia enfrentá-las?”

Logo após isso, mais uma vez, fazemos uma viagem no tempo, para 1940, onde conhecemos Flora, uma moça humilde, e também americana, que cresceu na padaria dos pais fazendo os mais variados tipos de pães para ajudá-los. Ela adorava o que fazia, mas no fundo sua grande paixão era a botânica. É por este motivo que ela trabalhava como voluntária no Jardim Botânico de Nova York.

Contudo, em um dia rotineiro na padaria, surge um senhor com uma oferta para ela: localizar a lendária Middlebury Pink em troca de uma quantia de dinheiro bastante significativa que seria capaz de pagar todas as dívidas da família. Flora fica aturdida com a oferta. Ela sabia que tipo de pessoa que ele era: um ladrão de flores em busca de fortunas.

Entretanto, a situação financeira da família piora e Flora decide aceitar a oferta, mesmo com todas as consequências que vinham com a missão. Ela não conta a verdade para os pais pois eles jamais permitiriam que ela aceitasse, então ela inventa que irá trabalhar no Jardim Botânico de Londres, sendo que, na verdade, ela trabalhará na Mansão Livingston disfarçada como babá das crianças.

Bom, agora sigam a lógica: a muda da Middlebury Pink foi plantada no começo dos anos 1800; Flora foi mandada em 1940 à Inglaterra para procurá-la, e Addison, nos anos 2000, está na mansão aonde tudo começou. Será que a camélia sobreviveu durante esse tempo todo? Como a história de todos se cruzam? Só lendo você irá descobrir, é claro.

Conforme os capítulo vão passando, mais mistérios vão sendo inseridos no livro, como uma série de garotas desaparecidas nos anos 1940 e o assassinato da esposa do Lorde Livingston. Os capítulos são mega curtos, permitindo assim uma leitura super rápida, porém não muito aprofundada. Isso é a única coisa que me incomodou no livro… mentira… tem só mais um detalhe no final que não tem como comentar sem falar spoilers. Ficou aquela coisa: “meu livro tá faltando página, só pode!”, mas fiquem tranquilos, os segredos são revelados, rsrs! De resto, só tenho o que elogiar.

O cenário é realmente fantástico e é impossível largar o livro. Mesmo com a inúmeras viagens no tempo o livro não é nada confuso! Muito pelo contrário, pois temos Addison no presente tentando entender toda a história da Mansão e quando ela acha algo, somos levados para narração de Flora; então você quer ler o capítulo de Flora logo pra saber o que Addison descobriu, mas no capítulo da Flora, ela passa por algo que seria uma excelente pista para Addison desvendar um segredo, porém o capítulo acaba e voltamos para Addison, ai lá vai você, querer ler logo o capítulo da Addison para ler o da Flora… isso vira um ciclo vicioso maravilhoso!
Ps: Não sei se ficou confuso, mas espero que entendam o que eu quis dizer, rsrs.

O tempo todo fiquei criando suposições/soluções na minha cabeça com o intuito de ligar todos os personagens juntamente com os mistérios e os inúmeros segredos que os personagens carregam. Confesso que fiquei besta quando tudo foi conectado, “como não vi isso”, “como não imaginei aquilo”…

Só me resta dizer: Leiaaam! Vale super a pena. Sarah Jio é maravilhosa!

<3

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Resenha – Quando A Bela Domou A Fera

por Alê Lendo
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23 de abril
Título: Quando A Bela Domou A Fera Título Original: When Beauty Tamed the Beast Autor(a): Eloisa James Tradutor(a): Thalita Uba Editora: Arqueiro Ano: 2017 Páginas: 311 Perfil no Skoob: aqui Gênero: Romance de Época, ficção. ” – Já fui beijada por um príncipe – lembrou

Resenha – Caraval

Por Thales Eduardo
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Título: Caraval Título original: Caraval Autora: Stephanie Garber Tradução: Camila Fernandes Editora: Novo Conceito Páginas: 400 Página no Skoob: Clique aqui “Bem-vindos, bem-vindos ao Caraval! O maior espetáculo na terra ou no mar. Aqui vocês conhecerão mais maravilhas do que a maioria

Trilogia “Olho por olho”

Por Lucas Florentino
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20 de abril

Vamos combinar, não existe sensação melhor do que chegar ao fim de uma trilogia ou série, não é mesmo? É aquele sentimento de dever cumprido, de finalmente descobrir o fim de uma história que você já vem acompanhando há algum tempo. Eu não sei vocês, mas eu sou daqueles que fica profundamente agoniado só de saber que uma série que eu gosto já lançou o último livro e eu ainda não li. Bom, é sobre isso que eu vim falar para vocês nesse post. 

Há alguns anos, eu dei início a leitura da série Olho por olho, das autoras JENNY HAN e SIOBHAN VIVIAN, mas algo vinha me impedindo de dar sequência com a leitura dos outros livros da série: a publicação do último livro. Na época, rodava um boato de que a NOVO CONCEITO, editora que publica a série aqui no Brasil, não iria lançar o último livro. Quem inventou essa história? Não me perguntem. Só sei que logo já bateu o desespero. Eu já havia lido o primeiro livro e me incomodava muito saber que a trilogia ficaria incompleta na minha estante. Pior ainda, caso eu não optasse por ler em inglês, eu ficaria também sem saber o final da história.

Maaaaaaaaas… felizmente, no ínício de 2017, quatro ano depois de lançar os dois primeiros volumes, a NC ouviu as minhas preces e publicou o tão aguardado último livro. Preciso dizer que surtei? Eu finalmente consegui ler Fogo contra fogo e agora vim fazer um apanhado geral e tentar te convencer a ler essa trilogia também. RELAXA PORQUE ESSE POST NÃO CONTÉM SPOILERS! 

OLHO POR OLHO

“Ninguém pode jamais saber o que vamos fazer. O que fizermos juntas viverá e morrerá conosco. E, se vamos mesmo fazer isso, ninguém pode desistir na metade do caminho. Se for para entrar, é para ir até o fim. Até nós três conseguirmos o que queremos. Senão, bem… você pode se considerar a caça. A estação de caça vai abrir, e nós teremos muita munição para usar contra você.”

O pontapé inicial dessa história é a vingança. Lillia, Kat e Mary são três garotas que, aparentemente, não tem nada em comum umas com as outras, a não ser o fato que elas moram na mesma ilha, frequentam a mesma escola e, bem, querem se vingar de alguém. Cada uma delas tem um motivo, uma pessoa que as machucou no passado, então juntas elas fazem um pacto para dar o troco, afinal, aqui se faz, aqui se paga.

Se você chegou a ler o primeiro livro e achou que alguns dos motivos que as deixaram com essa sede de vingança foram motivos fúteis,  lembre-se que estamos falando de adolescentes com problemas adolescentes. Os pensamentos que temos nessa fase da vida acabam se multiplicando e recebendo uma carga dramática muito maior do que é realmente necessário. Então, para aproveitar melhor a leitura e não sair por aí com julgamentos, lembre-se da sua época de adolescente e curta essa história, que aliás, tem muito mais a nos contar. 

DENTE POR DENTE

O segundo livro é, para mim, de longe o melhor. Por um lado, se Olho por olho chegou a ser um pouco infantil e vazio, Dente por dente marca um crescimento muito grande na história e na escrita das autoras.

As coisas começaram a ficar sérias apara Lillia, Kat e Mary. Após colocar em prática os planos de vingança do livro anterior, agora elas têm que lidar com as consequências e aquele sentimento de “fui longe demais”. E é aí que conseguimos ver os lados mais humanos das personagens (okay, de algumas delas, e vocês só vão entender o porque disso se lerem os três livros, rs).

Achei incrível como a história começou a fluir tão rápido desde o primeiro capítulo. Talvez seja pelo final do livro anterior, mas a forma de enxergar a história é bem diferente a partir daqui. As autoras conseguiram me prender do início ao fim e o todo eu ficava agoniado querendo saber o que estava para acontecer, e quando chegou no final… nossa, que final! 

FOGO CONTRA FOGO

Algumas coisas precisam ser ditas sobre Fogo contra fogo… Bom, eu não direi nada sobre a história em si, porque a partir daqui tudo seria spoiler e, como eu disse lá no início, essa não é a minha intenção com esse post.

De certo modo, Fogo contra fogo foi um pouco decepcionante para mim. Se a história conseguiu crescer do primeiro para o segundo volume, infelizmente isso não aconteceu com o terceiro, pelo contrário, a queda foi tão brusca que eu fiquei sem entender o que levou Jenny Han e Siobhan Vivian a ir por esse caminho.

As autoras inseriram um novo elemento que eu, sinceramente, não acredito que contribuiu positivamente. A história toda parte para outro rumo, ou melhor, ela perde totalmente o rumo. Em determinado ponto eu cheguei até mesmo duvidar se essa era realmente a continuação dos dois livros anteriores. Infelizmente não foi o final que eu esperava 🙁

Mas não pense que o livro foi ruim. Não foi isso que eu quis dizer. Por mais que muitas coisas não tenham saído como eu queria, teve muitas coisas que eu gostei muito, principalmente o crescimento de alguns personagens coadjuvantes que acabaram, no final, se tornando meus favoritos. 

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Se eu recomendo a trilogia depois de tudo isso? Apesar do final, SIM, eu recomendo. Por mais que a história não tenha terminado como -eu- queria, isso não quer dizer que a história seja ruim e que não vai agradar à ninguém. Eu mesmo li vários comentários positivos lá no Goodreads, pessoas dizendo que gostaram muito e que se surpreenderam.

A série toda teve vários pontos que eu gostei muito, como a ambientação e os personagens, e eu jamais jogaria tudo isso fora por causa de um final que não me agradou, afinal, a gente tem que saber aproveitar os pontos positivos e ignorar os negativos se não quisermos ter uma leitura traumática, hahaha.

Então leiam a trilogia Olho por olho e criem suas próprias opiniões sobre ela, e depois venha me dizer o que achou ^^ 

trilogia capa

Resenha – Nimona

por Thales Eduardo
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18 de abril
Título: Nimona Título original:  Nimona Autora: Noelle Stevenson Tradução: Flora Pinheiro Editora: Intrínseca Páginas: 271 Página no Skoob: Clique Aqui! Salvar o mundo? Ser uma heroína amada por todos? Nada disso, Nimona quer mesmo é ser uma grande vilã! Outro detalhe importante sobre

Resenha – 13 Reasons Why

Por Santoni
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9 de abril
TH1RTEEN R3ASONS WHY Dia 31 de Março de 2017 foi o dia em que a Netflix finalmente disponibilizou os tão esperados 13 episódios da série 13 Reasons Why, a adaptação do livro de mesmo nome escrito por Jay Asher em 2007. Aqui no Brasil o livro “Os 13 Porquês” foi lançado pela

Resenha – A Menina Que Não Acredita Em Milagres

Por Thales Eduardo
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4 de abril

Título: A Menina Que Não Acredita Em Milagres
Título original:  The Probability Of Miracles
Autora: Wendy Wunder
Tradução: Ana Paula Rezende Dias da Silva de Mello
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Página no Skoob: Clique Aqui!

“A ciência não é suficiente agora. O que você precisa é de um milagre.”

Campbell está sem saída. Sua doença evoluiu de uma maneira que praticamente não há mais volta, a morte chegará mais cedo ou mais tarde. Só que a mãe de Cam não desistirá fácil assim da filha.

Após uma pesquisa, descobrem que há um cidade que é conhecida por alguns milagres que acontecem nela. Cam não acredita em nada disso, mas resolve partir nessa loucura em consideração da mãe e da irmã.

Quando chegam na cidade, Cam conhece Asher. E esse encontro mudará tudo, para ambos.

Para Asher, milagres são reais e cercam de uma maneira muito forte sua vida, de modo que ele baseia todo seu futuro nisso. Cam e Asher, opostos claros. Mas numa cidade milagrosa, uma química entre esses dois seria praticamente inevitável.

A fé de um e a descrença de outro transformará os dois jovens. A vida é muito mais do que imaginamos, não importa quanto tempo tempos. Às vezes, só precisamos aproveitar!

E se um milagre acontecer? Que sorte a nossa!

“Você  pode fazer qualquer coisa. Ir a qualquer lugar. Ser qualquer pessoa. O que você quer fazer com  todas essas possibilidades?”

Sendo bem direto, esse livro não foi tudo aquilo que esperava. Mas agora, aqui escrevendo essa resenha, me sinto culpado por fazer qualquer crítica. Bipolar? Um pouco.

Mas assim, eu explico. A Menina Que Não Acredita Em Milagres tem uma história simples, se comparadas as tantas obras que foram lançadas recentemente que envolvem um protagonista doente. Só que ainda assim, ela consegue prender o leitor e envolver na sua narração.

Cam e Asher são bons protagonistas e sei que se fossem melhores aproveitados poderiam conquistar ainda mais. Os demais personagens também tem potencial e até cativam em certos momentos. A história flui sem problemas, com capítulos rápidos e uma narração direta.

Até aqui tudo bem, mas vamos aos pontos que me incomodaram.

Os pontos positivos citados anteriormente também tiveram seu lado negativo. Queria mais dos personagens, mais emoções, personalidades distintas, algo que fosse próximo a realidade. Em muitos momentos senti falta de emoções durante alguns eventos e diálogos.

Apesar de gostar das narrações diretas, ainda assim precisamos definir alguns limites. Em alguns capítulos havia atropelos de informações. Teve capítulos que me sentia perdido, como se eu houvesse pulado alguma parte. A autora escreveu muitas coisas sem dar embasamento ao leitor sobre o que estava falando.

Nos capítulos finais que consegui ter uma aproximação e empatia com os personagens e me fez até reavaliar minha avaliação dos trechos anteriores. Mas ainda não foi forte o bastante para que eu terminasse 100% satisfeito.

Mas se pesquisar, a maioria das resenhas e comentários sobre esse livro são positivas e repletas de elogios. Até cogitei se meu exemplar não veio com uma versão diferente, nunca se sabe. Mas brincadeiras a parte, A Menina Que Não Acredita Em Milagres não é um livro ruim, longe disso. Relatei alguns pontos, só que de toda forma, de modo geral foi uma leitura agradável.

Para os que gostam do gênero, acredito que maior parte terminará satisfeito. Após ler, que tal deixar sua avaliação aqui? Vamos compartilhar nossas experiências de leitura. A minha você acabou de ler, agora eu quero ler a sua!

“Ela inspirou um pouco, o que a animou por um instante. Mas, depois, soltou o ar e sentiu que tudo dentro dela, o estômago, o plexo solar,a garganta, estava sendo remexido por um par de punhos cruéis que a estrangulavam.”

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A Bússola de Ouro

por Lucas Florentino
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30 de março
Título: A bússola de ouro Título original: Northern Lights Autor: Philip Pullman Tradução: Eliana Sabino Editora: Objetiva Gênero: Fantasia, YA, Ficção Ano: 2007 Páginas:  Skoob: Clique aqui   “Aquele era o mundo e o prazer de Lyra. Na maior parte do tempo, ela era uma selvagenzinha

Resenha – A Garota Perfeita

Por Thales Eduardo
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25 de março
Título: A Garota Perfeita Título original: The Good Girl Autora: Mary Kubica Tradução: Fal Azevedo Editora: Planeta Páginas: 336 Página no Skoob: Clique aqui “Ela não diz uma palavra. Nenhuma emoção transparece em seu rosto, embora, por dentro, deva estar enfrentando um turbilhão de

Resenha – Belgravia

Por Thila Barto
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21 de março

Título: Belgravia
Autor: Julian Fellowes
Tradução: Rachel Agavino
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção, Romance de Época
Ano: 2016
Páginas: 430
Skoob: Clique aqui

“Mas, a propósito, por quanto tempo ela conseguiria manter o próprio segredo? Por quanto tempo ele continuariam desfrutando a sorte antes que tudo desabasse sobre a cabeça de todos?”

Resenha:

James Trenchard, um comerciante ambicioso, sempre sonhou em ser um nobre, mas já que não teve a sorte de nascer em uma família de altos escalões da sociedade londrina, teria que ganhar destaque com seus próprios méritos para ser aceito neste grupo selecionado de pessoas e convidado para os grandiosos bailes e jantares realizados nas gloriosas casas da cidade. O problema era que ele tentava demais para atingir seu objetivo e acabou queimando consideravelmente sua reputação.

Mas a sua sorte parece mudar quando sua filha, Sophia, que também partilhava do mesmo desejo do pai, consegue um convite para a família Trenchard participar do lendário baile da duquesa de Richomond em Bruxelas. Mas como ela consegue tal façanha? Estava apaixonada por Edmund Bellasis, o herdeiro da imponente família londrina, Brockenhurst e ele também estava por ela. Deste modo, Edmund arranja o convite para o baile. James mal conseguia se conter com tamanha felicidade. Iria realizar um de seus maiores sonhos.

Tudo estava um mar de rosas até que o baile é bruscamente interrompido com a notícia que Napoleão havia invadido o país. O duque de Wellington parte imediatamente com suas tropas, incluindo Edmund, para o iniciar a Batalha de Waterloo.

Sophia fica desolada com a repentina separação, ainda mais porque guardava grandes segredos: estava grávida e a única coisa que a impedia de perder o controle era que havia se casado escondido com Edmund, já que a família dele não aprovaria que ele não se cassasse com uma nobre. Entretanto, ao tentar se despedir de seu amado no meio da confusão do baile, Sophia percebe que o vigário que havia realizado o casamento deles não se passava de um amigo de exército de Edmund. Havia sido enganada! O que seria dela? 

Infelizmente, Edmund morre na batalha e Sophia, meses depois, dando luz ao seu filho bastardo, deixando assim a família Brockenhurst sem o único herdeiro e a família Trenchard sem sua amada filha e, consequentemente, sem o neto, que é deixado secretamente com a simples família Pope para não manchar a imagem de Sophia.

Anos se passam até que ambas as famílias amarguradas se instalam no mesmo bairro: Belgravia. Suas histórias se cruzam mais uma vez, mas será que eles conseguirão superar o passado para conseguirem levar suas vidas no presente e além, traçar planos para o futuro? Só lendo você irá descobrir.

Assim que vi o livro, mal pude conter minha curiosidade para lê-lo, não só porque amo histórias de época – ainda mais passadas em Londres – mas também porque o livro foi escrito pelo mesmo criador de uma série que eu amo de paixão: Downton Abbey. Então é claro que comecei a leitura com altas expectativas e confesso que, infelizmente, me decepcionei um pouco.

A história tem um ritmo ótimo e é repleta de reviravoltas, segredos e personagens cativantes, mas o que não me agradou é que os lacaios, empregados, damas de companhia e todo o staff por trás das famílias receberam quase nenhuma atenção do autor. Não tiveram aprofundamento em suas vidas, personalidades e características, aparecendo somente em momentos muito pontuais, mas muiiiito pontuais. E eles são tãao fofoqueiros e desonestos que chega a dar raiva. Só apareciam – vou resumir com – pra colocar lenha na fogueira. Tirando isso e o excesso de descrição antes de um acontecimento bombástico, o livro é ótimo. Aconselho super a leitura, ainda mais pra quem é fã de Downton e histórias de época <3.

😉

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