Resenha: O Coração da Esfinge

coracaodaesfinge_capawebTítulo: O Coração da Esfinge
Título original: Recreated
Autor: Colleen Houck
Tradução: Alves Calado
Editora: Arqueiro
Gênero: Ficção. Fantasia
Páginas: 368
Ano: 2016
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“Energia e ansiedade pulsavam pelas minhas veias e logo minha mente só conseguiu se concentrar em uma coisa. Eu não estava pensando no perigo, na incerteza, no milhão de perguntas que tinha, em Seth, nos deuses ou mesmo na Devoradora. A única coisa em que conseguia pensar era a possibilidade de rever Amon”

Resenha:

Gente, que loucura! Terminei o livro agorinha e quase fiquei sem ar. Colleen Houck, sua maravilhosa, cadê o terceiro livro? Eu preciso dele pra ontem!!…

Antes de falar do segundo livro da série, O Coração da Esfinge, precisamos relembrar do epílogo do livro anterior – que pra mim foi um tremendo tapa na cara de tamanha surpresa – quando descobrimos que Amon está preso no mundo dos mortos já que não tinha o seu coração para pesar na balança da justiça por Maat. Ele não imaginava que a consequência de deixar seu escaravelho com Lily seria essa. Não tinha passado por um julgamento antes. Só queria se livrar, de alguma forma, de sua função na missão dos filhos do Egito.


Agora, para o seu azar, estava correndo o risco de ter sua segunda morte, dessa vez permanente. Mas a pior parte de vaguear no mundo dos mortos não era enfrentar o ataque interminável de monstros e suas barbaridades, 
a pior parte era que ele podia sentir Lily. Sua conexão com ela era tão forte, que nem após a sua ‘primeira morte’ ela foi rompida. Então, quando tinha certeza de que não havia algum ataque iminente, ele deixava o corpo exausto descansar, fechava os olhos e a via através do mundo dos sonhos.

É nessa hora que você deve estar se perguntando: mas como ver Lily seria a pior parte para ele no meio de tantas atrocidades que ele tinha que enfrentar? A resposta é que ele sabia que a conexão era de mão dupla. Assim como Amon ‘caminhava’ com Lily por onde ela estivesse em Nova York, ela também viajava com ele através da sua terra de pesadelos e sofria. Ou seja, enquanto dormiam, um podia ver o outro, entretanto não podiam interagir.

Até que, claro, em um certo dia quando Lily está viajando para a casa de sua avó para fugir da pressão dos pais e também para tentar lidar com sua insana mistura de sentimos após sua aventura no Egito, ela dorme e tem a sorte de estar sonhando ao mesmo tempo que Amon. Assim, pela primeira vez, eles conseguem interagir com o outro.

Para Lily, ter esse contato com Amon já a consolava de certa forma, entretanto, mal sabia ela que sua próxima noite de sono seria interrompida por nada mais e nada menos por Anúbis, que trazia uma notícia um tanto perturbadora: Ele sabia que ela estava em posse do coração de Amon e como os três Filhos do Egito estão ligados entre si, romper esse laço significa deixar os três sem poderes, ou seja, o Cosmo fica vulnerável, ou seja número dois, Seth pode se libertar novamente. 

Como se não bastasse, a má notícia não parava por ai: Amon corria um grande risco de ser encontrado pela Devoradora que busca almas perdidas que andam pelos Caminhos da Desolação e sacia seu apetite interminável consumindo-as. Um coração como o dele, ainda mais alimentado com a ligação de Lily, iria lhe dar energia suficiente para escapar dos confins do mundo dos mortos.

O que resta fazer? Salvar Amon e Lily era a única pessoa que podia fazer isso devido a ligação de ambos. 

Mas como ela, um pobre mortal conseguiria entrar no reino de Amon-Rá, conseguir permissão de viajar na barca celestial e entrar no além para achar seu amado e ainda por cima, enfrentar a Devoradora se precisasse? 

Anubis dá o primeiro passo para ela: Lily teria que se transformar em uma esfinge!

Como, quando e onde? São perguntas que vocês só descobrirão lendo, é claro. Contudo, já vou te alertar: se preparem pois é impossível parar e respirar durante a leitura. Se joguem de cabeça pois esse livro está incrível!

Leiam, leiam e leiam 

😉