Resenha: O Despertar do Príncipe

Título: O Despertar do Príncipe
Título Original: Reawakened
Autor(a): Colleen Houck
Tradutor(a): Fernanda Abreu.
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 384
Nota no Skoob: 4,5/5
Gênero: Ficção, Fantasia, Mitologia, Romance.

“Precisa acreditar que fazer você compartilhar o meu destino nunca foi minha intenção.”

Resenha:

    Estou no chão com esse livro produção!!! Colleen Houck mais uma vez, com o seu mais novo livro, mostra à todos o quanto é talentosa e brilhante quando o assunto é escrever sobre mitologia juntamente com o mundo real. Sou muito fã da saga, ‘ A Maldição do Tigre’ e confesso que estava um pouco apreensiva ao começar a ler ‘O Despertar do Príncipe’, imaginando se ela iria escrever uma versão egípcia de A Maldição e tudo fosse muito parecido com a saga anterior. 
 
      Mais uma vez a narradora do livro é uma menina, o que me levou a pensar: Meu Deus, será que a protagonista vai ser uma Kelsey da vida? A resposta é não, graças aos céus! Não que eu não goste da Kelsey mas Lily é tão determinada e única, que eu amei ela logo de cara e o mais importante: ela não se compara à um rabanete, isso já é de grande tamanho! Kkkk… Colleen divou muito com a sua originalidade!!
    Falando agora sobre o que realmente interessa… tudo começa quando Lilliana Young vai até o Metropolitan Museum of Art a fim de esvaziar a mente e tomar uma decisão difícil de sua vida: escolher uma faculdade. Ela não tinha certeza ainda do que queria para o seu futuro mas precisava decidir naquela semana. Ela tinha prometido pros seus pais e não tinha nenhum lugar melhor que o Met para fazer essa escolha, já que era o seu esconderijo e lugar preferido.
 
     Gostava mesmo era de estudar gente, pessoas do passado como aquelas sobre as quais aprendia ali mesmo no museu, ou simplesmente sobre as pessoas nas ruas de Nova York. Seu caderninho é cheio de anotações e desenhos de pessoas que a fascinavam. Ela só não fazia ideia de como tornar esse hobby em uma profissão.
       Ao falar como seu amigo Tony do museu, ele diz que ela podia usar a seção egípcia interditada para se esconder e conseguir tomar a sua difícil decisão.

“Era como se os artefatos estivessem apenas esperando alguém aparecer e, com um sopro, remover a poeira de arenito que cobria sua superfície”

    Observando os folhetos da universidade, ela começa a escutar barulhos estranhos, assim, ela decide averiguar a origem dos barulhos e começa a andar no setor. O que ela encontra? Primeiramente um Espelho de Cobre Antigo onde acaba tomando um susto com o próprio reflexo, depois um sarcófago cheio de palha sem nenhuma múmia em seu interior e, fazendo sua imaginação ficar ainda mais aflorada, ela percebe que várias pegadas foram deixadas sobre a palha espalhada no chão. Com uma intensa curiosidade ela segue as pegadas.
      Decida a sair dali por não ter achado a origem dos barulhos e muito menos o dono daquelas pegadas ela vira para ir embora mas logo é impedida por uma mão que surge da escuridão sufocando o seu grito de desespero.
       Tendo somente um com spray de pimenta para se defender, ela pergunta o nome daquele ser, e ele logo responde que precisa do seu auxílio.

” – Olhe, eu não sei quem é você nem o que está fazendo nessa sala, mas não deveria estar aqui, não mesmo”

      Ou ele era mesmo uma múmia ou era simplesmente um doido varrido! Ela, claro, preferia acreditar na segunda opção. Ao começar a fazer perguntas demais ela acaba deixando a criatura irritada. Ele falava de estar à procura dos seus jarros da morte, que o seu tempo estava contado e que sem a sua força vital, ele precisaria dela. Decida que ele se tratava mesmo de um louco, ela o ataca com o seu spray e sai correndo o mais rápido que pode. Ela havia chegado às portas da sala de exposição mas sem entender o que estava acontecendo ela foi empurrada pra trás e tudo o que ela sentia era dor enquanto ele entoava uma cantilena.

[…]Onde eu for desconhecido, ela comparecerá.
Onde eu estiver sozinho, ela estará.
Onde eu estiver fraco, ela me sustentará,
Até mesmo na morte.[…]

      Mal sabia ela o que aquele encantamento significava.
      Ela precisava sair dalí! Não só para deixar para trás essa loucura que estava acontecendo naquela sala, mas ela também tinha um compromisso com algumas amigas.
    Conseguindo fugir daquela sala, ela chega ao restaurante um pouco mais aliviada por ter se livrado daquela criatura estranha, mas logo o seu almoço é arruinado quando, ao olhar pela janela do restaurante, ela avista aquele homem careca, de saia branca pregada e descalço sendo atropelado. Em pânico ela pega a bolsa e saí correndo para a rua. Ela sentiu a necessidade de ajudá-lo, era como se alguém houvesse tomado conta do seu corpo. Ela também tinha a impressão de sentir como se tivesse acabado de passar pela mesma dolorosa experiência que ele e, o fato dele estar consciente, mesmo após ser atropelado a espantou. Ao tentar ajudá-lo ela tem uma grande surpresa:

“Um choque queimou os meus dedos e penetrou minhas veias, e a dor fez lágrimas brotarem nos meus olhos; perguntei-me se aquela seria a sensação de ser eletrocutado. Gritei entre os dentes que batiam enquanto um cheiro estranho invadia minhas narina; parecia perfume queimado ou incenso.”

     Ela estava de alguma forma ligada à ele.
   Após idas e vindas, algumas conversas e alguns ‘cachorros quentes’ ela descobre que ele precisava despertar os seus irmãos e completar a cerimônia de alinhamento do sol, da lua e das estrelas para que o Obscuro, Seth, deus do caos, pudesse ser mantido afastado por mais mil anos. O prazo que ele tinha para completar essa missão? Mais ou menos uma semana, é claro. Assim Lily parte para o Egito junto com Amon, onde coisas totalmente inesperadas acontecem.

“Não conseguia entender como pudera passar do ódio absoluto – bem, pelo menos o mais perto desse sentimento que eu conseguir chegar – à confiança em um sujeito que era uma múmia antiga, com poderes mágicos e tal, e depois a querer que essa múmia antiga me beijasse, tudo em questão de minutos. Cara, eu estava mesmo…fora de mim.”

    Eu li esse livro muiiiiiito rápido! Sentei duas vezes e foi o suficiente para devorá-lo. Já estou aqui imaginando sobre como será o próximo livro porque a Colleen poderia muito bem ter finalizado essa história nesse único volume. Tudo é tão bem fechado no final, que você acredita que nem haverá um próximo mas, apenas uma página e meia de epílogo muda tudo! Pera, deixar em enfatizar isso: TUUDO. Por isso disse logo no começo dessa resenha que eu estava no chão. Eu não esperava nem um pouco por isso.
SUPEEEER, recomendo esse livro!
Meu amor pela Colleen só cresce <3
😉