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Filme – Eu, Tonya

Por Thila Barto
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28 de Janeiro

Uau! Estou com uma tremenda vontade de começar essa resenha com um enorme palavrão, mas se eu soltasse um, uma sequência insana de outros palavrões viria em seguida… Juro que estou tentando segurar, mas desculpa, pessoa que lerá a doideira que escreverei, está difícil segurar. Então lá vai: Que filmão da porra! (falando mentalmente outros diversos!)

“Eu, Tonya” é um filme biográfico que retrata a vida da patinadora americana, Tonya Harding (Margot Robbie), que cresceu num ambiente familiar não muito adorável, tendo que lidar com o distanciamento do pai ainda muito nova e a agressividade, humilhações e maus tratos da mãe (Allison Janney) aos longo dos anos. Como se não bastasse, durante sua adolescência, Tonya acaba entrando num relacionamento abusivo e violento com o jovem Jeff Gillooly (Sebastian Stan) , que não perde uma chance de insultá-la e agredi-la. Mesmo assim, Tonya não consegue sair deste relacionamento.

“Ele só me batia e eu achava que era minha culpa”
“Ele me batia mas me amava, afinal minha mãe também me batia, e eu não conhecia nada além disso”

Apesar de todo esse sofrimento, Tonya sempre contou com o esporte que a completava e que amava desde muito nova: a patinação artística no gelo. Assim, ela se dedica por anos a fio ao esporte e mesmo com as inúmeras dificuldades que teve para se encaixar no padrão do mundo da patinação, Tonya consegue uma vaga para os Jogos Olímpicos, entretanto, durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994, ela acaba se envolvendo num escândalo que muda sua vida para sempre.

Quem conhece a história de Tonya, sabe o que o escândalo causou pois ganhou uma repercussão enorme na mídia na época, mas, pra você que não sabe, não vou dar spoilers e contar o que aconteceu, rsrs.

Senti um turbilhão de coisas durante o filme: Raiva em relação ao abuso e violência, agonia em alguma cenas, um tanto de esperança – mesmo conhecendo o tal escândalo e o que ele resultaria antecipadamente -, alegria (sim, alegria), pois mesmo com o clima pesado do filme, ele tem um tom cômico e sarcástico – que rendeu algumas risadas -, e uma tristeza enorme com o rumo que a vida de Tonya levou. Me senti injustiçada com sua sentença, confesso!

Eu não tenho uma crítica negativa sobre o filme. Produção e direção maravilhosa, roteiro SENSACIONAL recheado de diálogos que merecem ser vistos mais de uma vez, atuações de tirar o fôlego (gente, os atores escalados são muito idênticos aos da vida real! Fiquei besta!), trilha sonora fantástica e uma montagem digna de TODOS os elogios e, claro, de um Oscar! É minha aposta na categoria. 

É um filme que choca, que retrata preconceitos, pressões, abusos, relacionamentos e o mundo atrás da patinação artística. Não é uma biografia comum. Prepare-se para ser surpreendido.

É imperdível. VEJA!

Trailer:

“Eu não sou ninguém se eu não puder patinar. Eu não sou nenhum monstro”