Tag: Editora Arqueiro

Resenha – Mestre das Chamas

Por Thales Eduardo
|
17 de julho

Título: Mestre das Chamas
Título original:  The Fireman
Autor: Joe Hill
Tradução: Fernanda Abreu
Editora: Arqueiro
Páginas: 592
Página no Skoob: Clique Aqui!

“Num mundo cheio de coisas que pegam fogo, ninguém desconfia de um bombeiro.”

Em Mestre das Chamas, Joe Hill nos apresenta uma pandemia que coloca em risco toda a existência humana. Escama de dragão, como é conhecida, causa a combustão espontânea do infectado. Isso mesmo, a pessoa portadora da doença, ao atingir certo nível de infecção, pega fogo, queimando a si mesma e a tudo que está ao seu redor. Não há respostas, ajuda ou solução. Não há cura.

Quando Harper apresenta marcas pelo corpo, um dos sinais da doença, ela sabe que é o seu fim. Mas ela tem ainda uma outra grande descoberta, está esperando um bebê. Grávida e infectada, ela só quer salvar seu filho. Entretanto não poderá contar com a ajuda do marido, que a abandonou (por assim dizer, mais detalhes no livro).

Tudo que ela sabe sobre a doença é colocado em cheque quando ela encontra o bombeiro, um indivíduo que consegue controlar as chamas e usá-las para salvar aqueles que precisam. Mesmo sendo portador, ele de alguma forma encontrou uma maneira de comandar a doença transformando ela em uma arma.

É através dele que Harper encontra um grupo de pessoas, todas infectadas, que apesar de não terem as mesmas habilidades do bombeiro, conseguiram também sobreviver ao que era pra ser fatal.

Só que o caos já espalhou pelo mundo e ninguém sabe nada sobre a doença, então grupos de extermínio se formam e saem em busca dos infectados. Além do perigo externo, Harper nota que a própria comunidade não vive tão em harmonia como aparenta. É um efeito dominó, no qual tudo está ruindo. Só resta saber qual será a peça que definirá o fim de todos.

“É preciso cuidar uns dos outros, caso contrário viver é andar sobre cinzas, um fósforo pronto para ser aceso.”

Quando comecei a leitura de Mestre das Chamas não esperava que leitura fosse se tornar tão complicada, enfadonha. Apesar da ótima premissa, Joe Hill não conseguiu me conquistar com sua narrativa, muito menos com os personagens.

Esperava um suspense, um livro que empolgasse. Mas o suspense é contido, no qual leitura segue sem causar muita tensão no leitor. Na capa tem uma citação que diz o seguinte: “Original e envolvente. As páginas viram sozinhas.”. Gostaria de saber se o Martin realmente estava falando desse livro, pois sinceramente, para mim foi totalmente o contrário. A começar pela originalidade, que se conteve apenas na ideia central da trama. Impressão que fiquei foi que Hill utilizou de clichês para moldar sua trama.

Envolvente? Talvez só os primeiros capítulos, mas quando passam cem páginas, cento e cinquenta, e você percebe que nada está acontecendo de fato é difícil manter animação.

Alguns pontos funcionaram, muitos outros não. Terminei leitura frustrado, tentando entender em que ponto da trama minha empolgação se transformou em tédio.

images

Resenha – Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir

Por Alê Lendo
|
11 de julho
Título: Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir
Título Original: Eleven Scandals To Start to Win a Duke’s Heart
Autor(a): Sarah MacLean
Tradutor(a): Fabiana Colasanti
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 330
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.
“Então Simon disse a única coisa que pôde pensar em dizer, grato pela escuridão que a impedia de ver a verdade em seus olhos. Ver que com uma única palavra ela poderia colocá-lo de joelhos, suplicando por ela.
– A noite acabou.”
Simon Pearson.

E acabou a SÉRIE “OS NÚMEROS DO AMOR” da nossa escritora queridinha de Romances de Época SARAH MACLEAN.

“ONZE LEIS A CUMPRIR NA HORA DE SEDUZIR” fecha com chave de ouro a trilogia das moçoilas mais sem noção do perigo – aliás, sem noção de nada! – da minha estante!

E já vou logo falando, porque eu passei o maior perrengue com esses livros, os livros não SÃO exatamente UMA SEQUÊNCIA, mas não recomendo lê-los de maneira independente, porque eu fiz isso e parei cinquenta páginas depois para ler os dois primeiros, porque as referências dos acontecimentos dos irmãos da mocinha – que são os mocinhos dos outros livros – acontecem a cada minuto.

Pronto, falei.

Agora, vamos lá, sobre “ONZE LEIS A CUMPRIR NA HORA DE SEDUZIR”: ADO-REI, pessoas! (vou fazer a resenha dos outros dois também, mas infelizmente será fora de ordem, porque já estourei o prazo por conta das leituras que tive de passar na frente…)

JULIANA FIORI já chegou a Londres sabendo exatamente o que encontraria: descaso, preconceito e conhecida arrogância inglesa. Mas não outra opções, após a morte de seu Pai, Juliana está sozinha, e seus meios-irmãos são a única família que lhe resta. 

Apesar dos olhares desconfiados, dos comentários maldosos e das fofocas que não param de aparecer, e aumentar a cada segundo, Juliana não dá atenção a opinião da sociedade Londrina. Ela sabe que sua beleza estonteante, expressiva e sensual, seus gestos exagerados e seu sotaque acentuado, mal fazem sombra ao que realmente lhe condenou a estar excluída permanentemente dos salões de bailes e eventos em toda Londres: o passado de sua Mãe, a antiga Marquesa de Ralston.
Onzeleis_CapaWEB

Resenha – Um Menino Em Um Milhão

Por Thales Eduardo
|
4 de julho

Título: Um Menino Em Um Milhão
Título original:  The One-in-a-Million Boy
Autora: Monica Wood
Tradução: Marcelo Mendes
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Página no Skoob: Clique Aqui!

“Eu tinha um vazio em mim, e quando você é do tipo que tem um vazio, faz o quê? Procura alguém que o preencha.”

Um Menino Em Um Milhão tinha tudo para ser uma das leituras mais emocionantes do ano. Só que, infelizmente, não foi bem assim que o livro acabou se revelando.

A obra desperta instantaneamente o interesse do leitor através da sua interessante sinopse. Um menino escoteiro que se torna amigo de uma centenária, despertando nela uma vontade pela vida que a muito tempo não sentia.

O tempo sempre pareceu mais urgente para ela, ninguém esperava que uma criança morreria tão cedo assim. Mas aconteceu e o impacto disso afetará cada um deles.

Quinn, o pai ausente que nunca conseguiu perceber no filho semelhanças que os aproximassem, agora resolve cumprir o trabalho que falta do filho. Ele ficará encarregado de semanalmente visitar Ona, a centenária, e ajudá-la nas atividades que precisar

Essa relação entre os dois somado a morte do menino farão ambos repensarem a própria vida e os caminhos que os levaram até o presente momento. Será uma grande aventura interior, uma forma de superar a perda e enfrentar o futuro.

É praticamente impossível não criar expectativas com uma premissa assim. Quando peguei o livro em mãos já estava me preparando psicologicamente para o que estava por vim. Só que os capítulos foram passando e quando percebi havia acabado o livro e praticamente não tive nenhuma ligação forte com história.

Talvez a escolha por uma narração em terceira pessoa não tenha colaborado, não consegui simpatizar com os personagens de uma forma que aquilo que estava sendo narrado me tocasse de fato. E isso simplesmente acabou comigo, pois eu queria muito aproveitar cada página da melhor forma possível.

Não podemos negar o imenso potencial de Um Menino Em Um Milhão e talvez saber disso foi o que me deixou tão chateado em não ter gostado tanto assim do livro. Há tantas promessas, caminhos que a autora poderia ter conduzido a história, tantos modos diferente de surpreender lindamente o leitor. A lição que fica é que nem sempre a escolha mais fácil é a melhor, simples assim.

Gostaria tanto de conhecer mais detalhes da relação entre o menino e a senhora, de ver algum sentimento do pai, que na minha opinião passou todo livro olhando apenas para si mesmo e na busca de ter a mulher de volta. Uma mulher que perdeu o filho, que está perdida e que definitivamente não é o que um dia já foi. O que Quinn vê como amor percebo como querer ter de volta algo que um dia já teve e foi bom.

Esse menino tão importante que foi destacado entre um milhão passa o livro nas sombras, sendo pouco lembrado e utilizado. Na minha opinião, os melhores capítulos do livro foram os que o menino estava interagindo, principalmente o último capítulo (não vou soltar spoilers, mas é o melhor capítulo do livro e emociona mais que a obra toda!).

Sinceramente, não gostaria de estar escrevendo uma resenha negativa assim. Mas o que sempre friso é que a leitura é diferente para cada um. Tanto que já li inúmeras resenhas contendo vários elogios desse livro. Então meu pedido é que não deixe de maneira nenhuma que essa resenha interfira na sua leitura. Leia sem julgamentos e compartilhe comigo sua experiência. Espero descobrir que encontraram no livro aquilo tudo que eu procurava!

“Ninguém vai amar você mais do que ama a si mesmo.”

images

Resenha – Confissões de um garoto tímido, nerd e (ligeiramente) apaixonado

Por Lucas Florentino
|
13 de junho
Título: Confissões de um garoto tímido, nerd e (ligeiramente) apaixonado
Autor: Thalita Rebouças
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance, Ficção
Páginas: 304
Ano: 2017
Skoob: Aqui

 

“Quem precisa definir a gente são os outros, para nos entender. Esse problema é deles! A gente só precisa sentir o que a gente sente! E ser o que a gente é! Não precisamos de definições sobre o que somos para viver coisas boas.”

Eu sempre gostei muito de livros que me surpreendessem. Aquele tipo de história que me faz sentir cola nos dedos e me impossibilita de largar as páginas. Sempre gostei de me envolver com os personagens, sentir a narrativa, sonhar com os cenários, mas confesso que é muito difícil, pelo menos para mim, encontrar um livro que me faça sentir tudo isso. Geralmente falta algo. Mas não com Confissões de um garoto tímido, nerd e (ligeiramente) apaixonado.

Esse não foi o meu primeiro contato com a escrita da Thalita. Há um tempo atrás eu já havia lido um conto dela, mas é obvio que nem se compara com um livro completo, onde a autora tem a oportunidade de explorar muito mais tudo aquilo que ela está criando. E se você nunca ouviu falar de Thalita Rebouças, hello, em qual mundo você tem vivido?! A Thalita é uma escritora nacional que, desde o início dos anos 2000, tem lançado livros para o público adolescente e se tornou a escritora que mais vende livros nesse segmento no Brasil. Ou seja, ela não é pouca coisa não!  

Só não fique aí pensando que os livros dela são apenas para adolescentes, porque não são. A prova disso está aqui: eu, com meus vinte e tantos anos (para não falar quase trinta), acabei de ler um deles e se você for olhar lá no meu Skoob, vai encontrá-lo com o coraçãozinho, na lista de favoritos.

Mas chega de enrolar e vamos direto ao ponto. Confissões de um garoto tímido, nerd e (ligeiramente) apaixonado conta a história de Davi, um garoto que eu poderia muito bem tentar descrever, mas o próprio título do livro faz isso da melhor forma possível, rs. Davi é apaixonado por astrologia e, para entender melhor as pessoas a sua volta, ele faz o mapa astral e busca nas principais características dos signos, o motivo para seus amigos e familiares serem como são.

“Sempre pensei que era meio um disparate estudar signos sendo eu alguém tão interessado em física, matemática, teorias científicas, essas coisas. Só que a verdade é que eu gosto, e na prática ela funciona, mesmo não sendo considerada ciência. Entendem meu conflito?”

(Preciso abrir um parêntese aqui nessa resenha para dizer que eu amei encontrar um personagem “louco dos signos” que nem eu. Não que eu seja o tipo de pessoa que sai julgando os amigos por causa do signo, claro que não, longe de mim… emoji com os olhinhos para cima…)

Davi mora com o irmão e a avó, e por ser um garoto tímido, ele acaba não sendo aquele tipo de adolescente que tem milhares de amigos, com vários compromissos, e que frequenta as mais badaladas festas. Ele prefere programas mais tranquilos, como ir ao cinema ou sair para comer uma pizza, sempre na companhia de seus melhores amigos Zeca e Tetê (que talvez você conheça de um outro livro da Thalita, Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática).

A adolescência é sempre uma fase de descobertas, e para o Davi não foi diferente. Seu coração passou a bater em um ritmo diferente ao conhecer Milena, uma garota do curso de astrologia. Mas às vezes, há assuntos do coração que nem o mais inteligente dos cérebros consegue entender…

“Minha cabeça fervilhava com o que tinha acabado de acontecer, eu estava sem chão. Eu! Logo eu, um garoto que dificilmente fica sem palavras, que sempre sabe o que pensar, que tem resposta para tudo!”

Bom, eu gostaria de falar mais sobre esse livro. Na real, eu gostaria de falar MUITO mais coisas sobre a história do Davi, mas eu não posso quebrar uma promessa que eu fiz para a autora. Calma, você não entendeu errado, hahaha. No meio do livro, acontece um grande plot twist, e para não estragar a experiência de leitura de ninguém, a própria Thalita Rebouças deixou um recadinho no final do livro, pedindo para que, quem chegasse até ali, não contasse o que acontecia. E quem me conhece, sabe muito bem, eu odeio contar spoiler, então nesse momento, a minha boca (ou os meus dedos que estão digitando) é um túmulo.

“A saudade é um buraco esquisito no meio do peito, um sentimento com o qual não se aprende a lidar. Você simplesmente vai levando, leva do jeito que dá. Às vezes, a gente dribla a dor, às vezes mata no peito e cabeceia para longe e em outras se agarra com ela sem culpa e chora.”

Confissões de um garoto tímido, nerd e (ligeiramente) apaixonado foi um livro que fez com que me sentisse em uma montanha-russa de emoções. Com ele eu dei boas risadas, chorei e refleti sobre temas que são muito importantes e que (felizmente) estão cada vez mais atuais. Sério, eu queria muito poder comprar todos os exemplares que existem só para poder sair distribuindo e dar a todos a oportunidade de conhecer essa incrível história que já tem um papel muito importante nessa minha vida de leitor <3

Confissões

Resenha – Ligeiramente Perigosos

Por Alê Lendo
|
1 de junho

Título: Ligeiramente Perigosos
Título Original: Slightly Dangerous 
Autor(a): Mary Balogh
Tradutor(a): Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 304
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.
“Por algum acaso, Sra. Derrick – disse ele, segurando a haste do monóculo e levando-o até o olho para encará-la, só porque sabia que aquele gesto a irritaria -, está tentando se livrar de mim?
Só que, em vez de se irritar, ela riu.”
Wulfric Bedwyn.

Primeiramente, eu não sou obrigada. Bom, na verdade, eu sou sim, pois eu tenho prazo para resenhar um livro. Ainda assim, quando “LIGEIRAMENTE PERIGOSOS”  o texto prometido e maravilhosamente escrito por MARY BALOGH – sexto e último livro da série OS BEDWYNS chegou, eu li cem páginas, fechei e guardei. Eu não estava preparada para o fim.

Pausa para minha tristeza. 🙁

Os cômodos vazios da bela, suntuosa e elegante Lindsey Hall não deixavam dúvida: WULFRIC BEDWYN estava sozinho. Wulfric Bedwyn cumpriu com afinco e maestria o cargo e incumbência que nunca desejou e muito menos escolheu, criar, educar e casar os cinco irmãos: Aidan, Rannulf, Freya, Alleyne e Morgan, tornando-se o admirado, austero e temido Duque de Bewcastle.

Os compromissos de um Duque, os deveres com a família e uma grande desilusão amorosa, colocou o casamento em um plano distante e sem importância na vida de Wulfric, mas o recém falecimento de Rose, sua amante – e a quem ele descobriu decentemente ser também uma boa companheira – faz com que ele comece a repensar algumas de suas escolhas e planos que acreditava serem imutáveis.

É diante a este cenário solitário que, em um breve momento de melancolia e distração, Wulfric acaba aceitando um convite verbal do barão e de Lady Renable para uma temporada festiva de duas semanas em uma de suas propriedades de campo. É claro que o maior atrativo do convite foi a promessa do amigo, e irmão mais velho de Lady Renable, Hector, que prometerá ao Duque a presença de um público seleto, inteligente e articulado.

Coitado, se ele soubesse…

O dia mal havia amanhecido e Melaine Renable já estava em sua carruagem para sanar o seu grande problema: equiparar o número de damas e cavalheiro para suas festividades no campo, já que agora, ela teria a presença mais do que ilustre do Duque de Bewcastle.

E para tal missão Melaine contava com sua amiga CHRISTINE DERRICK.

Christine Derrick tem 29 anos é viúva e mora com mãe e as irmãs em um vilarejo próximo à Schofield Park, local escolhido por Lady Renable para sua festa de campo. Christine não costuma frequentar bailes ou festividades, e já recusou um primeiro convite para este evento. Aquele lugar, aquelas pessoas e tudo aquilo lhe trazem recordações dolorosas e enterradas em um lugar que ela prefere esquecer. E para piorar, seus cunhados, Basil – irmão do seu falecido marido, Oscar Derrick, o Visconde de Elrick – e sua esposa Hermione, também estarão presentes ao evento.

Apesar de todas as recusas e de todas as decepções e aborrecimentos que lhe esperam, Christine acaba, mais uma vez, cedendo aos caprichos da fútil e mimada Melaine Renable, afinal, ela e o irmão mais novo, Justin Magnus, são os únicos amigos que restaram a Christine.

Em três páginas deste livro você já sabe de uma coisa: Christine está diretamente envolvida no episódio da morte de seu marido, e esta foi a razão pela qual ela se afastou do convívio da família do falecido esposo.

E verdade seja dita, ninguém sabe lidar com a espontaneidade, a alegria contagiante, o humor requintado, a inteligência afiada e a beleza despretensiosa e estonteante de Christine, já que no passado estas foram qualidades que lhe vitimaram perante seus cunhados e arruinaram o seu casamento.

Mas Wulfric Bedwin não é qualquer homem, e embora esteja convicto que o comportamento de Christine seja incoerente para sua idade e totalmente inapropriado para uma moça, ele não consegue deixar de perceber que algo de extraordinário se esconde atrás da aparente simplicidade daquela moça, e por mais que ele lute, não consegue se afastar, ele precisa tocá-la.

Mas Wulfric Bedwyn é um homem sensato, racional e direto, sentimentos não lhe dizem muita coisa, e nada do que começa a se passar em sua cabeça, e em seu coração, lhe faz muito sentido.

Christine, por sua vez, já viveu o seu conto de fada, e em um resumo simples este conto terminou cedo e pouco depois de se transformar em um pesadelo. Ela não tem ilusões sobre homens e romances, e tudo o que ela realmente quer é ficar no seu vilarejo lecionando para as crianças da igreja. Jamais arriscaria a liberdade e poucas alegrias que conquistou por um casamento frio e de conveniências.

Amigos, tudo isso aí é só o início do livro, porque o que realmente interessa é a caçada silenciosa que tem início logo que Wulfric coloca os olhos em Christine. Ele não sabe o que fazer com tantos sentimentos aflorando de maneira tão rápida e de uma única vez, ela por sua vez é uma mulher madura que conhece o amor e já sofreu demais,  não irá ceder a qualquer promessa de vida próspera ou galanteio. Ela é o tipo de mulher que diz: NÃO!

Ainda assim, nada disso os impedem de desfrutarem, E MUITOOOO, da companhia um do outro.

E quando você pensar que Wulfric já esgotou todas as suas artimanhas para conquistar Christine, ele convoca todos os outros Bedwyns, companheiros e filhos para passarem um feriado INTEIRO em Lindsey Hall. Meus caros, preparem-se, porque este encontro merecia um filme!

Foram cinco lindos livros espetaculares esperando pelo destino do Duque de Bewcastle, e tudo o que posso lhes dizer é que valeu – imensamente – cada página.

Ligeiramenteperigosos

Resenha – O Sol Também é Uma Estrela

Por Santoni
|
1 de maio

Título: O Sol Também é uma Estrela
Título Original: The Sun Is Also A Star
Autor(a): Nicola Yoon
Tradutor(a): Alves Calado
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 278
Página do Skoob: Clique Aqui
Gênero: Ficção; Romance; YA

“E se formos apenas um desvio na história de outra pessoa?”

Natasha Katherine Kingsley é uma adolescente Jamaicana-Americana de 17 anos que vive ilegalmente nos Estados Unidos da América com seus pais, Patricia e Samuel Kingsley, e seu irmão mais novo Peter. Após seu pai bater bêbado em uma viatura de polícia, sua família foi descoberta e será deportada, sendo hoje seu último dia em Nova York. (mais…)

9788580416589

Resenha – Quando A Bela Domou A Fera

Por Alê Lendo
|
23 de abril
Título: Quando A Bela Domou A Fera
Título Original: When Beauty Tamed the Beast
Autor(a): Eloisa James
Tradutor(a): Thalita Uba
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 311
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.

” – Já fui beijada por um príncipe – lembrou ela. Concorrência – disse ele, os olhos brilhando ainda mais. – Sou tremendamente competitivo, sabia disso?”

PIERS para LINNET

Pergunta simples: Porque não lemos ELOISA JAMES antes, POR-QUEEÊ???

Caro amigo, se você – que até pouco tempo, como eu – não conhecia o trabalho de Eloisa James, faça-se o imenso favor de ler este livro o mais rápido possível! Se não vai ficar passando vergonhas nas redes sociais, porque não conhece o que acredito ser umas das melhores escritoras do gênero e um dos melhores romances de época que você vai ler este ano.

A EDITORA ARQUEIRO inicia as publicações de ELOISA JAMES no Brasil com o romance de época “QUANDO A BELA DOMOU A FERA”, 2º livro da coleção da autora intitulada “CONTOS DE FADA”. Serão cinco livros:

 

Livro 1. Um Beijo À Meia Noite.

Livro 2. Quando A Bela Domou A Fera.

Livro 3. O Duque É Meu. (capa não divulgada)

Livro 4. A Duquesa Feia.

Livro 5. Era Uma Vez Uma Torre. (capa não divulgada)

 

Em “QUANDO A BELA DOMOU A FERA” vamos conhecer LINNET THRYNNE, a filha do pouco influente Visconde Cornelius Sundon e de sua esposa Rosalyn Sundon. A Viscondessa Rosalyn é conhecida por duas razões: sua estonteante beleza e sua inúmeras e escandalosas paixões vividas com os homens da sociedade.

Certa noite, durante um fatídico baile, LINNET foi vista sendo beijada pelo príncipe Augustus Frederick, o cobiçado Duque de Sussex.

Claro que este é motivo de sobra para arrastar qualquer mocinha ao altar, mas junte a isso um camarão estragado que lhe causou um mal estar súbito – depositado em um vazo em meio ao salão de festas, pois não foi possível alcançar o banheiro – e um infeliz vestido de um modelo mais drapeado do que o necessário abaixo ao farto busto de Linnet.

Pronto, rapidamente a sociedade já havia traçado seu destino: Ela era uma perdida, uma desavergonhada – como a mãe – e pior, estava grávida do Duque de Sussex.

Mas Linnet não está grávida. Ela nem sequer gosta do Príncipe Augustus. Achou uma boa ideia permitir que ele a cortejasse para que fosse desobrigada a ter que dar atenção aos outros cavalheiros, afinal, todos entenderiam que ela era a “possível eleita” do príncipe. LINNET achava os homens tolos, mal cheirosos e incoerentes. Os beijos tinham salivas demais e eles sempre a olhavam em adoração, como se ela fosse um pedaço de carne a ser agarrado e degustado rapidamente.

Dada as circunstâncias, sua Tia Zenobia e seu pai têm uma brilhante ideia. Oferecer Linnet, e o filho de sangue real que ela carrega, em casamente ao filho do Duque de Windebank, afinal, o Duque tem um problema bem maior nas mãos.

Robert Yelverton, o Duque de Windebank, tem uma tarefa quase impossível. Arranjar uma noiva para seu intragável, prepotente e inteligentíssimo filho e médico, o Conde de Marchant, PIERS YELVERTON.

PIERS YELVERTON é conhecido não só por ser um médico brilhante, mas principalmente por sua soberba e colocações quase sempre rudes, diretos e vis. Ainda quando criança, Piers sofreu um acidente que lhe atrofiou o quadríceps direito, deixando-o coxo. Ele vive isolado em seu castelo em Gales que também funciona como hospital, e acabou de ser avisado por seu mordomo que seu pai – a quem não vê há anos – está a caminho do Castelo trazendo uma bela esposa grávida para desposá-lo.

Piers não quer e não vai se casar. E este é apenas um dos vários castigos que impôs ao pai por tudo o que este fez a ele e a sua mãe, mas ele sabe o quanto é importante para o pai um herdeiro, e todos sabem que Piers nunca lhe dará um herdeiro.

A primeira  intenção de Piers é dar fim a toda aquela encenação patética, afinal, ele é médico, e não precisou nem de dez minutos para saber o que realmente estava acontecendo, mas ele se vê imensamente intrigado com aquela linda espécime do sexo feminino, dona de observações rápidas, inteligentes, inocentes e engraçadas.  

Tudo o que está descrito acima, você irá encontra nas primeiras cinquenta páginas de “QUANDO A BELA DOMOU A FERA”, porque, acreditem, esta história é MUITO MAIS do que está breve síntese. Eloisa James foi versátil e ágil para apresentar todo o cenário, peças e personagens que trama exigia para ser contada. Tudo contado de maneira fluída, envolvente e dinâmica. 

Depois que as cartas vão à mesa, fica tudo por conta da colcha de retalhos que montamos com as descobertas feitas no dia a dia do Castelo/Mansão/Hospital. Como está sempre chegando e saindo pacientes, os assuntos não param, e os diálogos de Linnet e Piers são no mínimo inebriantes. Eloisa James é sempre muito sensível e sarcástica na medida certa, você passa o livro todo suspirando e rindo.

Por mais que Eloisa tenha desenhado Pier como um homem sombrio, amargo e pedante, uma verdadeira Fera sem misericórdia e limites, e ainda por cima coxo, é impossível não se apaixonar. Todo aquele charme displicente, aquele ar misterioso e amor próprio inexistente, me hipnotizou desde o primeiro momento. Talvez eu tenha que dar um certo crédito a piscina natural do Castelo de Marchant, onde Pier exercita suas pernas e promove algumas aulas de anatomia humana  ir-re-to-cá-ve-is.

Não passa desapercebido a sútil crítica a uma sociedade extremamente hipócrita, intolerante e moralista. Infeliz, é o destino reservado as pobres mulheres bonitas desta época. Linnet já estava marcada, destinada a ser julgada e condenada. Tudo porque é muito bela e possui um corpo exuberante. 

Adoro romances de época e às vezes me pego surpresa ao notar que pouco mudou na maneira como a sociedade trata e julga as mulheres. Ainda somos vítimas de pré-conceitos e julgamentos baseados em opiniões equivocadas, como roupas curtas, roupas longas, cor do batom ou qualquer outro argumento raso e sem nenhuma credibilidade.

Uma curiosidade muito comentada – e bem explicada no final do livro – é que PIERS YELVERTON foi inspirado no personagem interpretado eximiamente por Hugh Laurie, o amado, odiado, admirado, detestável – já falei amado? – Dr. Gregory House. Piers tem aquele humor negro, aquela grosseria gratuita e um conhecimento médico incontestável, mas também tem uma sensibilidade aguçada e uma alma que clama por perdão e amor.

Eu estou totalmente apaixonada por esse livro! A reviravolta e a inversão de papéis no final da história (gente, eu fiquei muito tensa com as últimas páginas deste livro) foi o toque de maestria que me arrebatou e me deixou absolutamente inquieta e ansiosa pelos próximos livros.

Quandobeladomoufera_CapaWEB

Resenha – Depois Daquela Montanha

Por Thales Eduardo
|
16 de março

Título: Depois Daquela Montanha
Título original: The Mountain Between Us
Autor: Charles Martin
Tradução: Vera Ribeiro
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Página no Skoob: Clique aqui

“Você estava certa. Certa o tempo todo. Sempre há esperança. Sempre.”

Ben  só queria voltar para casa e resolver as coisas com sua mulher. Ashley estava as vésperas do seu casamento. Entretanto uma grande nevasca se aproximava e cancelou todos os voos. O próximo sairia somente no dia seguinte.

Mas Ben não queria esperar e conseguiu um voo particular, no qual levou Ashley junto. O que ambos não esperavam é que o avião fosse cair em uma floresta totalmente isolada e coberta de neve.

Com uma perna quebrada, Ashley depende de ajuda. Ben precisará encontrar uma solução em meio a todo o caos que estão vivendo. Mas o tempo é curto. Começou uma corrida contra o tempo, no qual o que está em jogo é a própria vida de cada um.

“Quanto mais o tempo passava e mais eu compreendia a nossa situação, mais preocupado ficava. As coisas estavam ruins por todo lado.”

Depois Daquela Montanha me surpreendeu de várias formas. A começar pela própria história.

Homem e mulher sofrem acidente, ficam isolados e precisam lutar para sobreviver. Um tanto quanto clichê, não é mesmo?! Entretanto, Charles usou do clichê para criar algo novo, empolgante e envolvente. A partir dessa premissa o autor conseguiu conduzir a história de uma forma admirável.

Quando se trata de personagens principais, Ben e Ashley conseguem muito bem carregar esse titulo. A maneira como cada um conduz os fatos é admirável. Logo na primeiras páginas já fui fisgado pelos dois, me sentindo parte do drama relatado.

Outro detalhe importante é o estilo narrativo de Martin. A narração flui totalmente sem nenhum problema e a maneiro como ele descreve cada detalhe aproxima ainda mais o leitor do que está sendo dito. A cada capítulo admirava a forma descrita dos fatos,  do que os personagens enfrentavam e sentiam.

“Perdoar é uma coisa difícil. Tanto para oferecer, quanto para aceitar.”

O livro intercala o presente e passado. Ben narra o que estão passando e também nos relata o passado ao longo dos anos com sua esposa.

Além de entreter, a obra age ainda de modo motivador, incentivador. Aprendemos com os personagens a ate coragem, vontade de viver, de enfrentar as dificuldades acima de tudo. Nem sempre as coisas saem como planejado, mas cabe a cada um dar  seu melhor e seguir em frente.

O livro ganhará uma adaptação para os cinemas ainda esse ano (2017), tendo nos papéis principais Kate Winslet (de Titanic) e Idris Elba (de Mandela). Torço para que façam jus a qualidade do livro.

Depois Daquela Montanha merece um destaque especial no universo literário e certamente conquistará fortemente cada um que se permitir viver essa história incrível!

“Às vezes me pergunto como foi que você se apaixonou por mim. Você acredita em coisas que não pode ver e fala uma língua que só os corações conhecem.”

9788580416190_2

Resenha – Escândalos na Primavera.

Por Thila Barto
|
14 de fevereiro

Título: Escândalos na Primavera

Título Original: Scandal in Spring

Autoras: Lisa Kleypas

Editora: Arqueiro

Tradução: Maria Clara de Biase

Gênero: Romance de Época

Páginas: 224

Ano: 2017

Página no Skoob: Clique Aqui

“Seu fracasso se tornou inconveniente, filha. Preocupa-me o gasto desnecessário com vestidos e bugigangas… O tédio de levá-la de uma baile improdutivo a outro. […] Por isso, decidi escolher um marido para você.”

Resenha:

Finalmente e, ao mesmo tempo infelizmente, saiu o último livro da série de Lisa Kleypas, As Quatro Estações do Amor e o que já posso adiantar sobre ele: está adorável!! Confesso que Evie é minha personagem preferida, mas minha nossa… esse livro, Escândalos na Primavera, pra mim foi o melhor! E que final perfeito <3!!! (Não se preocupe, não darei spoilers e muito menos revelarei o final; eu só precisava desabafar isso mesmo porque já fazia um tempo que eu não gostava tanto de um fechamento de uma série, rsrs).

A protagonista da vez é a amável, divertida, sonhadora, romântica e devoradora de livros, Daisy Bowman, a única do grupo das flores secas que ainda está solteira. Várias temporadas e bailes já haviam passado e Daisy não recebia nenhuma proposta de casamento. Será que seria uma solteirona e jamais acharia um marido assim como dos livros que tanto lia?

Seu pai, Thomas Bowman, já impaciente com a situação pois não aguentava mais o fracasso de sua filha e precisava voltar para Nova York, acha a solução perfeita para o problema: se ela não conseguisse um pretendente até o final da temporada, ela se casaria com o seu protegido e empregado em sua empresa, Matthew Swift.

Horrorizada com o ultimato de seu pai, já que nunca gostou do ‘saco de ossos’, frio e controlador, Matthew, Daisy recorre à sua última esperança: ir ao poço de desejos de Stony Cross e fazer um pedido, pois afinal de contas, tinha funcionado para suas outras amigas, não é mesmo? O que ela não esperava era que, após fazer o desejo, daria de cara com o dito cujo e, ainda por cima, que o antigo ‘saco de ossos’ agora era um homem totalmente mudado e atraente. Como isso seria possível?

Afirmando para si mesma que a mudança de Matthew não mudaria em nada o desprezo que sentia por ele, Daisy, sem pensar duas vezes, já inicia uma conversa com ele dizendo que nada faria ela se casar com ele. Mal sabia ela que Matthew não fazia a menor ideia do que ela estava falando. O que diabos estava acontecendo?

Só lendo você irá descobrir.

O livro no geral é super divertido pois Daisy não pensa duas vezes antes de soltar um comentário ou fazer algo para solucionar um problema e conseguir o que quer. Sem falar que ela é MEGA competitiva, rendendo assim, MUITAS risadas.

Como nos livros anteriores, temos aparições breves de todas as antigas protagonistas – Annabelle, Evie e Lillian – o que torna a leitura ainda mais agradável pois podemos saber mais sobre suas vidas, além de matarmos a saudade das particularidades de cada uma. Porém, senti que Kleypas deu muito foco em Lillian neste livro, ofuscando um pouco Daisy, entretanto, mesmo assim, Escândalos na Primavera é meu livro favorito da série sem sombras de dúvidas! <3

Leiam, leiam e leiam que não haverá arrependimentos 

Escandalosprimavera_CapaWEB

Resenha – Ninfeias Negras

Por Lucas Florentino
|
7 de fevereiro

Título: Ninfeias Negras
Título original: Nymphéas Noirs
Autora: Michel Bussi
Tradução: Fernanda Abreu
Editora: Arqueiro
Gênero: Policial, Thriller 
Ano: 2017
Páginas: 352
Skoob: Clique aqui

“- Olhe para esse jardim, inspetor, as rosas, as estufas o laguinho. Vou lhe revelar um outro segredo. Giverny é uma armadilha! Um cenário maravilhoso, sem dúvida alguma. Quem poderia sonhar em viver em outro lugar? Um vilarejo tão bonito. Mas vou lhe confessar: o cenário está paralisado. Petrificado. É proibido mudar a decoração de qualquer casa, pintar uma parede, colher uma mísera flor. Dez leis proíbem tudo isso. Nós aqui vivemos dentro de um quadro. Estamos emparedados!”

Eu com certeza não sou o maior leitor de suspense policial que existe nesse mundo, posso contar nos dedos de uma mão a quantidade de livros desse gênero que já li, mas caso eu me torne um amante desse tipo de literatura no futuro, a culpa é de Ninfeias Negras.

O livro nos apresenta, logo no início, o misterioso assassinato de um renomado oftalmologista, na famosa Giverny, uma cidadezinha da França, onde localizam-se a casa e os jardins de Claude Monet, pintor mundialmente conhecido e um dos maiores nomes do Impressionismo. Encarregado de solucionar esse enigma, um policial forasteiro chega à cidade e começa a juntar as peças desse caso em que nem tudo é o que parece.

Dentre os personagens principais, destacam-se três mulheres: Fanette, uma garotinha prestes a completar onze anos; Stéphanie, a professora da única escola infantil da cidade; e uma velha senhora que parece esconder muitos segredos. 

“Num vilarejo, viviam três mulheres. A primeira era má; a segunda, mentirosa; a terceira, egoísta. (…) As três eram bem diferentes. Tinham, porém, um ponto em comum, um segredo, de certa forma: todas elas sonhavam em ir embora. (…) Uma vez, no entanto, por treze dias apenas, as grades do jardim se abriram. (…) As grades de Giverny se abriram para elas! Para elas apenas, como acreditavam. Mas a regra era cruel: somente uma poderia escapar. As outras duas precisavam morrer. Era assim que tinha de ser. Esses treze dias transcorreram em suas vidas qual um parêntese. Muito breve. E também impiedoso. Esse parêntese começou com um assassinato, no primeiro dia, e terminou com outro, no último. (…) Na sua opinião, qual delas conseguiu escapar?”

A narrativa é alternada, ora em primeira pessoa, ora em terceira, dependendo sempre de qual personagem é o foco daquele capítulo. E por falar em capítulos, eles são curtos, o que agiliza a leitura, e são divididos por dias, treze para ser mais exato, que é o período de tempo que a história se passa.

Confesso que o início da leitura foi um pouco lenta para mim, demorou quase umas cem páginas para que a história realmente me envolvesse. Porém, quando isso finalmente aconteceu, as páginas simplesmente começaram a voar e largar o livro não era uma opção.

Meu maior receio durante todo o livro era que o final fosse óbvio demais. Eu, que já não sou tão acostumado com livros de mistério, ficaria muito frustrado se o final fosse tão previsível quanto estava parecendo desde o início. Por diversas vezes me peguei pensando em todas as pistas, juntando todas as peças desse quebra-cabeça e tendo a certeza que eu sabia exatamente o que tinha acontecido… só que não!

O desfecho dessa história é tão surpreendente que quando terminei a leitura, não conseguia parar de pensar em alguns personagens, pelo o que eles passaram e onde chegaram. Por mais que o livro gire em torno de um assassinato, a história é muito mais do que apenas isso.

Bônus: uma das melhores coisas que encontrei em Ninfeias Negras foi toda a informação artística. Em todo o livro encontramos citações sobre obras de pintores famosos, principalmente de Monet e suas Ninfeias. Durante a leitura, era comum eu abrir o Google e pesquisar sobre o quadro citado, ou até mesmo abrir o Street View e passear pelas ruas de Giverny, que é tão linda quanto Michel Bussi a descreveu.

Não é a toa que Ninfeias Negras foi o romance policial mais premiado da França desde o seu lançamento. A obra de Bussi é leitura obrigatória para todos os amantes desse gênero e com certeza merece os cinco prêmios literários recebidos! 

Ninfeiasnegras_CapaWEB