Tag: Ficção

Resenha – Eu Sou A Lenda

Por Thales Eduardo
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25 de julho

Título: Eu Sou a Lenda
Título original: I Am Legend
Autor: Richard Matheson
Tradução: Delfin
Editora: Aleph
Páginas: 384
Página no Skoob: Clique aqui

“O mundo se tornou louco, pensou. Os mortos andam por aí e eu acho isso normal.”

Em 1975 uma praga devastadora transformou para sempre a vida na Terra. Ninguém encontrou a razão nem mesmo uma cura para o que estava acontecendo e, assim, toda população terrestre acabou morta. Todos menos um.

Robert Neville, que não sabe exatamente o porquê de ser imune à praga é o último ser humano. Pelo menos é isso que ele acredita.

Entretanto as pessoas não apenas morreram, elas voltaram na forma de vampiros.

Após quase um ano sem nenhum contato humano, Neville continua resistindo. Ele organizou sua casa criando um sistema que permite sua sobrevivência mas também que repele todas as noites os vampiros que, ansiosamente, o cercam aguardando ter o prazer de lhe pegarem.

Neville passa seus dias buscando encontrar uma explicação lógica para tudo que aconteceu alguns meses atrás e também sente o isolamento constante da sua vida atual.

Mas as coisas nem sempre são tão ruins que não possam piorar, e Neville está prestes a descobrir que aquilo que ele tanto esperava poderá colocar tudo que ele construiu em risco, até mesmo sua própria vida!

“Em um mundo de terror monótono, não podia haver salvação, nem nos sonhos mais loucos.”

Richard Matheson lançou esse livro em 1954, se tornando um clássico que influenciou alguns escritores importantes, como por exemplo, Stephen King.

Mesmo com mais de 50 anos, esta obra não perde seu poder. A história criada por Matheson é um tanto quanto curiosa. Nada de zumbis, o fim do mundo aqui foi causado pelos vampiros, daqueles bem mortíferos que estão em falta na literatura atualmente.

O protagonista foi muito bem criado e mesmo com toda a solidão temos muitos diálogos engraçados que o personagem tem com ele próprio. Esse livro trata também da questão do isolamento. Como isso afeta a vida das pessoas, influenciando drasticamente seus atos.

As partes de suspense são muito bem criadas e prendem o leitor. O único fato que talvez possa incomodar os que buscam isso no livro é exatamente a falta de mais cenas assim. Por exemplo, todas as noites os vampiros cercam a casa de Neville, mas ainda assim você não sente a tensão que deveria sentir. Isso porque conforme é narrado, a casa aparentemente não corre o risco de ser invadida.

“Um homem pode se acostumar com qualquer coisa, se for obrigado a isso.”

Ao decorrer da história vamos descobrindo alguns fatos do inicio dessa praga e em como isso afetou a vida do protagonista. Essa é uma forma de entender todo o sofrimento e crise existencial que o personagem sofre. A solidão absoluta não é algo fácil de ser lidada.

Outro fato que surpreende são as explicações para a praga que assolou o mundo. O protagonista ao fazer uma análise do que aconteceu, acaba desenvolvendo uma teoria que explica tudo. Então, diferente do que ocorre em muitas outras obras, nessa ao terminar você saberá o que de fato causou tudo. Claro que superficialmente, mas ainda assim já é satisfatório.

Está edição da editora Aleph está primorosa, com capa dura e uma diagramação incrível rendendo longos momentos de apreciação. Há também alguns materiais extras interessantes e que tornam a obra ainda mais valiosa.

Matheson conduz a história de uma forma impressionante com um final que supera todas as expectativas. Leia e surpreenda-se!

“Um novo terror nascido na morte, uma nova superstição entrando na fortaleza inexpugnável da eternidade. Eu sou a lenda.”

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Resenha – Sociedade J. M. Barrie

Por Lucas Florentino
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8 de junho
Título: Sociedade J. M. Barrie
Título original: The J. M. Barrie ladie’s swimming society
Autora: Barbara J. Zitwer
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance, Drama, Ficção
Páginas: 288
Ano: 2017

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“A liberdade pode ser solitária. A gente paga um preço alto para conservar a própria independência.”

Todo mundo tem seu filme “Sessão da tarde”. Aquela história que você já assistiu milhares de vezes, mas sempre que passa de novo na tv, você não mede esforços de preparar um chocolate quente, sentar no sofá e assistir tudo outra vez. Aquela história clichê mas que te deixa com os olhos brilhando e um sorriso bobo na cara. Bom, meus caros, se Sociedade J. M. Barrie fosse um filme, seria o meu filme “Sessão da tarde” favorito.

Atualmente estou numa vibe 0% de expectativas para todos os livros que pego para ler, porque já estou cansado de depositar todas as minhas esperanças nas páginas e acabar me decepcionando (e olha que, nos últimos meses, não tem sido pequeno o número de livros que fecho fazendo aquela cara de “por que mesmo que eu resolvi ler isso?”), então, quando comecei a leitura de Sociedade J. M. Barrie, eu realmente não esperava nada, mal sabia do que a história se tratava. E depois de algumas poucas horas de leitura, já estava adicionando esse para a minha não muito extensa lista de livros favoritos da vida.

Mas chega de enrolar e vamos logo ao que interessa. O livro Sociedade J. M. Barrie conta a história de Joey, uma bem sucedida arquiteta  de NY que se depara com uma grande oportunidade: reformar a Stanway House, uma famosa mansão que serviu de inspiração para a história de Peter Pan. Joey viaja para Cotswolds, na Inglaterra, para supervisionar a restauração da mansão, ela só não esperava que essa viagem fosse mudar para sempre sua forma de enxergar a vida.

Ao meu ver, existem três pontos importantes e distintos que serviram para tornar essa simples história em algo tão grandioso e significativo:

Na Inglaterra, Joey reencontra Sarah, sua grande amiga de infância, que não a vê por mais de dez anos. Só que as coisas não são mais as mesmas. Enquanto Joey dedicou toda sua vida para sua carreira, Sarah se casou, mudou para Londres e se tornou mãe de quatro crianças. Essas diferenças começam, aos poucos, abalar essa amizade de longa data.

Cinco mulheres, com seus oitenta e poucos anos, formam a Sociedade de Natação das Senhoras J. M. Barrie. Elas se encontram diariamente no lago para nadar e aproveitar o melhor de suas vidas, não perdendo um dia sequer, nem mesmo nos mais frios, quando a neve ainda está caindo. Suas histórias e experiências de vida farão com que Joey passe a dar mais valor a coisas simples que ela aos poucos estava deixando para trás.

E como não podia faltar, existe sim um romance nessa história. Ian é um cobiçado morador daquela pequena cidade, que se fechou para o amor desde que sua esposa faleceu em um grave acidente, deixando ele e a filha, Lily, sozinhos no mundo.

Durante toda a narrativa, esses três núcleos vão se trançando ao redor de Joey e criando essa marcante história.

“Não conseguimos controlar tudo, o tempo todo. Às vezes, o destino nos joga , de repente, alguma coisa ou alguém.” 

Apesar de um começo um pouco arrastado, com várias informações sobre arquitetura e coisas do tipo, que podem deixar uma pessoa leiga no assunto, como eu, sem entender absolutamente nada, o livro começa a se desenvolver de uma forma muita rápida e envolvente. Lá pelo terceiro capítulo eu já estava viciado e, literalmente, não conseguia largar essas páginas para nada.

Sociedade J. M. Berrie é aquele tipo de livro que consegue aquecer o nosso peito, provocar um misto de boas sensações e depois nos deixa órfãos, querendo sempre mais e mais dessa incrível história.

 

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Resenha – O Oráculo Oculto

Por Beatriz Guerra
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28 de fevereiro

Título:  O Oráculo Oculto – (As Provações de Apolo #1)
Título Original: The Hidden Oracle (The Trials of Apoll #1)
Autor: Rick Riordan
Tradução: Regiane WinarskI
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Páginas: 320
Skoob: aqui
Gênero: Ficção, Infanto Juvenil

Resenha #semspoilers:

   Se você é um fã ávido do Tio Rick, pode admitir, de vez em quando bate um enjoozinho vai, é tanto livro… Confesso que quando vi que As Provações de Apolo foi lançado, a primeira coisa que pensei foi “Mais um? Não acaba.” Tipo, eles vencem uma huge guerra e mesmo assim, o mundo está prestes a ser destruído de novo? Não para? É. Mas, como sempre, no fim eu tô só amores com a história. 

   Não recomendo a leitura pra quem não leu as outras séries de mitologia grega do Rick. Dá pra ler começando por esse?  Dá, mas você vai se confundir bastante porque as explicações sobre os eventos anteriores são bem curtinhas (e você vai perder todos os feelings. Quem sabe, sabe). 
 
   Dessa vez, o nosso personagem central é o deus ApoloApós a última guerra contra Gaia, Píton (inimiga de Apolo) toma o controle de Delfos, o oráculo, o que torna todas as profecias inalcançáveis e a comunicação entre semideuses impossível.  Zeus culpa Apolo pelo ocorrido na guerra e pelo oráculo, portanto decide punir o deus transformando o mesmo em um mero mortal, que terá que passar por provações para conquistar seu lugar novamente no Olimpo. Apolo já passou por isso antes, porém nas duas vezes que foi punido há uns séculos, tinha parte de seus poderes. Dessa vez não, ele é transformado em um adolescente mortal de 16 anos com sangue humano, sem o físico do deus e com seus poderes completamente limitados quase inexistentes.
 
Pra começar a lição, Apolo cai em um beco cheio de lixo em Manhattan e apanha feio, até que surge sua salvadora/senhora: Meg McCaffrey, uma semideusa de 12 anos com roupas coloridas, óculos de gatinho, hiperativa e com uma força extraordinária. Meg se torna a nova senhora de Apolo e será ela quem ordenará as provações que o menino deus terá que enfrentar. É uma dupla bem engraçada e fofinha.
 
Tem Percy e umas surpresinhas. TAMBÉM TEM UMA NOVIDADE BOMBÁSTICA DO NICO QUE MEUS DEUSES <33333333333  Eu morri de amores! (quem leu e aprovou?)
 
Achei engraçadinho o livro, ri bastante com umas coisas que só os fortes que entendem de mitologia grega dão risada (exemplo: os eventos com as filhas de Nice). Além disso, eu senti que algo foi resgatado. Sei que muitos ficaram decepcionados com o Sangue do Olimpo (eu fiquei bem impaciente), porém lendo O Oráculo Oculto, recordei muito o que eu senti a primeira vez que eu li os livros do Percy. É uma mistura de riso e fascinação, umas aventuras com coisas tão bestas que você fica tipo “tenho 21 anos e por que estou lendo isso mesmo?”, uma leitura gostosa e tão simples que você espirra e já terminou. Deu pra curtir o momento e sentir saudades da primeira série.
Não desistam do tio Rick, mesmo, leiam! Ou esperem a coleção inteira, o que vai levar uns aninhos… De vez em quando eu me arrependo de ler livro picado. C’est la vie.
 
O segundo livro tem previsão de lançamento no dia 2 de maio de 2017. Vamos aguardar.
 
Quero um karpos pêssego também! 
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Resenha – Dark Eden

Por Thales Eduardo
|
18 de fevereiro

Título: Dark Eden – O Medo é a Cura [Livro 1]
Título original: Dark Eden
Autor: Patrick Carman
Tradução: Eric Novello
Editora: Gutenberg
Páginas: 240
Página no Skoob: Clique aqui

Sete jovens, todos com 15 anos, são enviados a uma instalação, afastada da cidade e no meio de uma floresta, chamada Forte Eden. Cada um deles possui uma fobia diferente.

Todos eles são tratados pela psicóloga Dra. Cynthia Stevens, que não vê avanços no tratamento de nenhum deles e resolve enviá-los então para um tratamento revolucionário de sete dias que promete curar todos os medos.

O lugar é estranho e logo um dos jovens, Will Besting, sente que algo ali não está certo. Diferente dos outros seis jovens, Will resolve não entrar no Forte.

Como o lugar é extremamente longe, Will não tem como escapar. Precisará ficar lá escondido numa outra instalação durante todo o período de tratamento até que alguém venha buscá-los. E será observando tudo que se passa com os demais jovens, que ele vai descobrir os segredos obscuros que cercam o Forte Eden!

“Somos 7 desconhecidos. Ninguém pode nos achar. Seis pensam que a cura irá funcionar. Mas somente eu sei a verdade. Este lugar irá nos destruir.”

Dark Eden é um daqueles livros que quanto menos você saber melhor. Toda descoberta deve ser feita somente durante a leitura, pois a torna ainda mais interessante.

Patrick Carman nos prende com sua escrita fácil e direta. Por ser um livro relativamente pequeno, não há tanto espaço para todos os personagens. Entretanto, isso não atrapalha o desenvolver da trama.

Tudo flui muito rápido e os mistérios vão sendo revelados no decorrer das páginas. Apesar de não ser um grande terror, há um tom de suspense em toda a narração.

O trabalho de diagramação feito pela editora também merece os parabéns. A capa passa um tom sombrio presente no livro. Há alguns mapas e também ótimas ilustrações sobre as fobias de cada um.

Este é o primeiro livro de uma série. Os demais já foram publicados no exterior, mas ainda não chegaram ao Brasil. Editora Gutenberg, vamos agilizar isso né!?

Dark Eden possui um site oficial em inglês. Quem se interessar, o link é: www.enterdarkeden.com

Para os que buscam suspense e mistério, Dark Eden é uma boa opção!

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Resenha – Perdidos Por Aí

Por Santoni
|
9 de fevereiro

Título: Perdidos Por Aí
Título Original: Let’s Get Lost
Autor(a): Adi Alsaid
Tradutor(a): Débora Isidoro
Editora: Editora Verus
Ano: 2015
Páginas: 294
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Gênero: Ficção; Drama; Young Adult

“Porque às vezes é preciso se perder para poder se encontrar.”

O que Hudson, Bree, Elliot e Sonia tem em comum? Os quatro jovens conhecem uma garota misteriosa chamada Leila que passou rapidamente pela vida de cada um, os ajudando como podia e deixando a sua marca na vida dessas pessoas enquanto seguia na viagem mais importante de sua vida.

“Peço-lhe por favor, note quando você está feliz”

Hudson
Típico boy-next-door do ensino médio naquele momento temido pela maioria dos adolescentes: escolha da faculdade. Ele trabalha na oficina do pai em Vicksburg, Mississippi e almeja ser médico. A vida seguia o curso programado, com ocasionais puladas de cerca, mas uma misteriosa menina aparece precisando de ajuda com seu carrinho vermelho, seu amado Plymouth Acclaim e Hudson não consegue negar..

“Às vezes não sei se devo me sentir grata ou apavorada por já ter vivido tantas vidas aos dezesseis anos.”

Bree ♥
Uma jovem louca por aventuras que não gosta de ficar no mesmo lugar por muito tempo, aparentemente vivendo os sonhos mais loucos de todos os jovens. Em um dia escrito nas estrelas, enquanto estava pedindo carona no meio da estrada, se depara com a jovem Leila e seu Plymouth Acclaim, mal sabia ela que seria só o começo de uma louca viagem, talvez a mais louca que já teve.

“Essa não vai ser a última vez que você vai se apaixonar, e provavelmente não vai ser a última vez que acaba com o coração partido.”

“Cada vez que fazia uma promessa de dedinho com Maribel, pensava no gesto como estar um quinto de mãos dadas.”

Elliot
Fissurado por comédias românticas, estava tendo um dia horrível, tinha acabado de ser dispensado pelo seu amor platônico, sua amiga Maribel. Com uma garrafa uísque estava belo e saltitante na maior bad que já havia enfrentado na vida, condições alcoólicas o levaram a ser quase atropelado por um Plymouth Acclaim, que por um triz acertou somente a garrafa que explodiu. Agora, com a mão toda ensanguentada, a motorista do carro o socorre de maneiras que nenhum scrit dos filmes que Elliot memorizou poderia prever.

Sonia
Um ataque de pânico envolvido em lágrimas e lembranças a levou até uma loja de conveniência, seus soluços precisaram de apoio, apoio esse na forma de um Plymouth Acclaim vermelho. Agora sim ela se entrega a uma aventura de descobertas, adrenalina e desencontros que a levam para um futuro além fronteiras para reencontrar seu coração e finalmente re-aprender a viver.

“Se alguns litros de gasolina e tempo podem me ajudar a fazer alguém sentir que não está só, fico mais do que feliz em poder colaborar.”

Esse livro faz parte de um conjunto de livros que eu li no primeiro semestre de 2016, mas não consegui escrever sobre. O motivo é simples.. quanto mais você se conecta com algo, mais difícil é você se satisfazer com o que você tenta passar dele para as pessoas. Mais você acredita não ser capaz de transmitir algo que você viveu imerso naquelas páginas. Mas tentarei ao máximo desenvolver o que Perdidos Por Aí significou para mim.

Acredito que alguns livros aparecem na vida da gente por uma razão (bem wicked mesmo), e esse chegou pelo correio e ficou esperando a sua hora para finalmente ser lido. Foram tantas as expectativas. A capa na livraria. A frase. O mapa. A sinopse. Tudo me preparou erroneamente pro que eu achava que seria o livro. Mas a coisa é .. você não pode ser preparado para uma coisa que depende de tantos fatores psicológicos…

Adi Alsaid dividiu a obra em narrativas focando em um personagem por vez. A narrativa é em terceira pessoa, mas é focada no protagonista da vez. O que eu achei bem interessante, eu achei que eu iria preferir uma narrativa em primeira pessoa, como normalmente prefiro nesse tipo de livro, mas é escrito de uma forma tão bonita que passou voando (é um livro bem rápido). A arrematada das histórias usando a passagem da Leila me deixou bem satisfeito. Fiquei rindo sozinho também nos seus agradecimentos por motivos de ser algo que todos, no fundo, querem ter a oportunidade de dizer.

“Minha gratidão à RuffaloCODY, à NBA e a todas as outras empresas em que procurei emprego depois que saí da faculdade e que não me contrataram, me direcionando, de certa forma, para a vida que tenho hoje.”

Perdidos Por Aí é um Drama, uma Comédia, um Romance, uma Ficção e muito mais.. tudo embrulhado em um papel azul muito.. mas muito mesmo.. agradável para os olhos. É um livro que capta a importância dos momentos e das pessoas que você conhece e quando as conhece. É um alerta de que tudo acontece por um motivo e você pode até acreditar que não é bem assim, mas basta pensar que as coisas acontecem no instante certo para nos ensinar a não menosprezar as coisas que nos acontecem.

É uma leitura super fluída e agradável e cheio de altos e baixos emocionais! Mas é a vida não é mesmo? Dia estamos assim 😉 e dia estamos assim 🙁 .. #vidaquesegue

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Resenha – Colin Fischer

Por Santoni
|
29 de janeiro

Título: Colin Fischer
Título Original: Colin Fischer
Autor(a): Ashley Edward Miller; Zack Stentz
Tradutor(a): Henrique Amat Rêgo Monteiro
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014
Páginas: 176
Página do Skoob: Clique Aqui
Gênero: Ficção; Mistério; Infanto-Juvenil

“A vida é um mistério. E o que poderia ser melhor do que isso?”
 
   Colin Fischer é um jovem de 14 anos com Síndrome de Asperger e está começando o Ensino Médio, que já não é fácil por si só. Mas um tiro é disparado na cafeteria do colégio e Colin acredita veemente que o principal suspeito, o bully Wayne Connelly, é inocente.

   Alguns dos sintomas que Colin demonstra, referentes à Síndrome de Asperger, são: Dificuldade em ler expressões faciais, demonstrar emoções, não gostar da cor Azul (por nenhum motivo aparente), se sentir mal ao ser tocado sem aviso prévio, entre outros…

   Colin é muito esperto, metódico e extremamente organizado. E além de tudo, um grande fã do grande detetive fictício Sherlock Holmes; então quando ele presencia algo tão apavorador e tão intrigante quanto um ‘tiroteio’ no meio da cantina sua cabeça começa a funcionar e então monta em sua cabeça todas as probabilidades e tudo o que pode ter acontecido no meio de toda aquela confusão. Então Colin parte para a grande investigação, para, mais uma vez, tentar provar seu ponto de vista e seus palpites.

   O livro é.. diferente. A narrativa não flui tão bem. E por mais que pareça um livro fininho e inofensivo ele é ‘trabalhoso’ de ler. Cada capítulo começa com a explicação de uma grande teoria que acabará por sendo parcialmente utilizada no capítulo. A mente do Colin é muito complexa e realmente MUITO interessante de observar como ele age, como ele pensa…

   O livro é resultado da parceria de Ashley Edward Miller e Zack Stentz, roteiristas de “O Agente Teen”/”Thor”/”X-Men: Primeira Classe” e estão envolvidos no roteiro do novo filme dos !Power Rangers!, que tem previsão de lançamento para 2017.
 
   A obra acaba caminhando bem depois de alguns acontecimentos, e o final é uma mistura de emoções.. Sério.. (quero falar mais e abrir o coração aqui, mas não posso por motivos simples de: spoiler)..
 
   É um livro rápido e realmente é um informativo de Asperger e quase um livro escolar com a vasta quantidade de teorias e explicações de experimentos famosos, o que acrescenta MUITOS pontos para o livro, pois consegue entreter ao mesmo tempo que ensina.
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Resenha – Outro Dia

Por Marcos Stankevicius
|
9 de janeiro
  Título: Outro Dia
Título Original: Another Day
Autor(a): David Levithan
Tradutor(a): Ana Resende
Editora: Galera Record
Ano: 2016
Páginas: 322
Skoob: aqui
Gênero: Ficção, Romance
 

 “Quase sempre, amar parece ser uma tentativa de descobrir o que a outra pessoa deseja e dar isso a ela. Algumas vezes, é impossível. Mas outras vezes é muito simples.

Resenha:

Rhiannon é uma menina comum de 16 anos que namora um menino chamado Justin, que a trata de forma péssima, sendo extremamente temperamental e ausente. Rhiannon aceita o conforto do relacionamento e acredita ter o amor que merece ate o dia em que Justin estranhamente a trata da forma que sempre quis e sonhou. Juntos matam aula pra passar uma tarde incrível na praia, juntos tornam o dia perfeito. Porem no dia seguinte Rhiannon se depara com o Justinmelancólico de sempre.

Confusa e desesperada por um dia tão bom quanto aquele, Rhiannon fica se questionando como o que aconteceu é possível até que um estranho aparece e lhe diz que o Justin que havia passado tal dia com ela, não era na verdade o Justin, era outra pessoa. Cega por um relacionamento abusivo, Rhiannon entra em conflito sobre o que é real ou não e busca por explicações para que enfim encontre o amor verdadeiro.

“Me dói o fato de eu poder estar tão cheia dele enquanto ele está tão vazio de mim.”
 
Para os leitores de “Todo Dia”, a história desse livro em si não vai ser nenhuma novidade. O diferencial é de fato ser contada pela Rhiannon, dessa vez podemos ler tudo o que ela pensou em toda a trama, assim como as coisas que ela fez quando não estava presente em “Todo Dia”. Acredito que só irá gostar de ler os dois livros quem de fato gostou da história e dos personagens criados por David.
 
Uma das coisas que mais gostei foi que por serem a mesma história, não é necessário ler um primeiro que o outro ou mesmo ler os dois livros. É possível ler “Outro Dia” e entender perfeitamente o que acontece sem ficar confuso, mas para quem for ler os dois recomendo começar com o outro. Eu particularmente gostei mais de “Todo Dia” =p
 
É muito empolgante poder ler como foi a experiência pra Rhiannon. Estar em conflito com quem ela gosta e quem ela ama, assim como o que é possível e o que não é possível, ou ao menos o que não deveria ser. Ver ela seguir os sentimentos e tentar encontrar o amor no desconhecido, incerto e improvável.
 
“As palavras são uma parte do problema. O fato de existir palavras pra “ele” e “ela”, “dele” e “dela”. Eu nunca tinha pensando nisso antes, em como isso é segregatório. Talvez se houvesse um único pronome para todos nós, não ficaríamos presos a essa diferença.”
 
O final do livro é com certeza o mais esperado. Finalmente sabemos o que passa na cabeça de Rhiannon depois de tudo que aconteceu. Seus últimos pensamentos e suas possíveis atitudes dão a esperança de existir um segundo volume !!
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Resenha – A Escolhida

Por Lucas Florentino
|
2 de novembro
Título: A Escolhida 
Título original: Gathering Blue
Autora: Lois Lowry
Tradução: Fabiano Morais
Editora: Arqueiro
Gênero: Ficção
Ano: 2014
Páginas: 190
Página no Skoob: aqui 

 

Precisamos conversar sobre Lois Lowry…

Sempre que decido ler um livro dessa autora, já sei que a experiência durante a leitura será uma monta-russa de emoções, cheia de altos, baixos, mergulhos emocionantes ao desconhecido e curvas repentinas que me levam a horas de reflexões sobre a vida e o ser humano.

A Escolhida foi lançado pela Editora Arqueiro e faz parte da série O Doador de Memórias, que conta com quatro volumes, sendo três deles já lançados no Brasil. Cada um dos livros possui um protagonista e uma história diferente, mas que acabam se cruzando em determinados pontos da narrativa.

Apesar de ser o segundo livro da série, A Escolhida foi o terceiro livro da Lois que já li, e devo confessar que a experiência com a autora fica cada vez melhor. Com uma narrativa bem simples, mas carregada de significados subentendidos, a série tem me conquistado a cada novo volume que leio.

Mas Lucas, sobre o que fala A Escolhida?

Nessa história somos guiados por Kira, uma garota que acabou de perder a mãe para uma doença grave e se vê sozinha em meio a uma sociedade hostil que não a aceita devido a sua deficiência. Após alguns conflitos, Kira é obrigada a deixar seu lar e sua vida sofre uma grande reviravolta devido a um dom misterioso que possui.

“Orgulhe-se de sua dor. Você é mais forte do que aqueles que não sentem dor alguma”

Com pouco menos de duzentas páginas, A Escolhida é um daqueles livros que te prende de uma forma surpreendente e que pode ser facilmente lido todo de uma vez. Com personagens cativantes, um cenário curioso e um realismo mágico bem sutil, você chega ao final da leitura desejando encontrar mais páginas, simplesmente para não ter que dizer adeus a uma história tão significativa.

“É quando você dá algo especial para alguém porque se importa com a pessoa. Algo que ela vai guardar com carinho. Isso é um presente”

Uma das coisas que mais me chamou atenção em todo o livro foi a importância dos nomes dentro daquela sociedade. O nome do indivíduo indica sua experiência e seu conhecimento de vida. Uma criança, quando nasce, recebe um nome com apenas uma sílaba. Quando adolescente, passa a ter duas. Na fase adulta, três sílabas. E por último, já na velhice, o nome passa a ter quatro sílabas.

Tem muita coisa sobre A Escolhida que eu queria poder falar aqui, porém como se trata de um livro tão curto, tudo o que eu revelar além do que já foi falado, pode ser considerado spoiler, e o que eu menos quero é estragar a experiência de vocês.

Se eu recomendo o livro? Com certeza! Garanto que cada pessoa que ler essa história vai ser capaz de criar suas próprias reflexões e isso é sempre válido. Espero que vocês possam gostar dessa experiência tanto quanto eu gostei.

Leia as resenhas dos outros livros da série: O Doador de Memórias (livro 1); O Mensageiro (livro 3).

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Resenha – Uma História Incomum Sobre Livros e Magia

Por Marcos Stankevicius
|
7 de maio

Título Original: A Tale of Highly Unusual Magic
Autor(a): Lisa Papademetriou
Tradutor(a): Carolina Alfaro
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 192
Página do Skoob: Clique Aqui
Gênero: Ficção, Aventura

 “Sabia agora que toda história, ate mesmo a dela, tinha sua própria magia, e tudo que devia fazer era continuar virando as páginas até o verdadeiro final feliz.”

Kai e Leila não se conhecem, mas as duas estão conectadas. Ambas estão passando um tempo com parentes distantes. Kai vai para o Texas visitar sua tia-avo Lavinia e Leila vai para o Paquistão viver com os parentes de seu pai. Elas tentam se adaptar às suas novas realidades enquanto buscam por aventuras e novas experiências, assim como procuram superar decepções e acontecimentos do passado.

Em seu primeiro dia na nova casa, cada uma acaba por encontrar um exemplar de “O cadáver excêntrico”, um livro de capa de couro, letras douradas e paginas em branco, apenas com uma introdução feita por Ralph T. Flabbergast. Quando uma escreve no livro, automaticamente as palavras passam a aparecer no livro da outra. A cada frase adicionada, o livro, por conta própria, começa a contar a historia de Ralph e seu contato com a magia.

As duas meninas não sabem como reagir no começo, o livro as segue por todos os lugares e não pode ser destruído. Apesar de terem todo o cuidado e receio, acabam se entregando para a curiosidade e acompanham periodicamente o livro contar a historia aos poucos, ansiando pelo fim.

Lisa Papademetriou foi muito genial com sua forma de escrita, a história é narrada por Kai e Leila de forma intercalada e apesar de estarem ligadas pelo “O cadáver excêntrico”, cada uma tem a sua historia e jornada que é muito bem contada. O começo é extremamente introdutório, colocando em duvida onde a historia pode chegar, depois da metade a leitura fica muito rápida, você se apega aos personagens e espera que eles tenham o final que merecem.

Gostei principalmente da forma em que ela liga os pontos, mostrando que mesmo com muita distancia, coisas e pessoas estão conectadas e tudo que é feito influencia diretamente na vida da outra. A ligação das meninas com o livro e do lugar em que elas foram parar não foi aleatório, até os personagens terciários da historia tem a sua participação para o resultado final.

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Resenha – A Penúltima Edição

Por Marcos Stankevicius
|
21 de março

Título: A Penúltima Edição

Autor(a): Rodrigues, Fernando A., Sérgio Ferrari, Rogerio Brugnera, Lucas Formaglio e Pedro Luna

Diagramação: Kellen Carvalho

Editora: A Penúltima Edição

Ano: 2015

Páginas: 164

Skoob

Gênero: Conto Nacional, Ficção

 “Sérgio avistou o demônio ao descer por uma viela. ‘Não acredito no diabo’, ele pensou. Infelizmente, o demônio acreditava em Sérgios”
                                 Resenha:
 A penúltima edição é um livro nacional composto por 14 contos, escrito por 6 autores. Cada conto possui um assunto distinto do outro, abordando temas de traição, amizade, loucura, solidão e até mesmo magia e ilusão.

“É  prato feito a muitas mãos e com temperos distintos que não desanda, que não esgota suas possibilidades de surpreender a cada página virada, seja pela forma, seja pelo conteúdo, seja por tudo e mais um tanto.”

 Não tenho muito o costume de ler livros nacionais ou de contos, livros como esse me fazem perceber o que estou perdendo. A leitura é extremamente empolgante, tudo é escrito e descrito de forma perfeita e sincronizada com a situação que está sendo apresentada e também, encontra-se algumas palavras que não são comuns de serem utilizadas, mas que valorizam a língua portuguesa. Por não serem historias completas, fica a super curiosidade de conhecer mais sobre os personagens apresentados e seus respectivos universos.

 Entre cada conto existem poemas e imagens muito legais que combinam com o texto. As ilustrações feitas por Vinícius Silva e Kellen Carvalho são em preto e branco e bastante sombreadas, a maioria são retratadas de forma abstrata, não realista, deixando tudo mais divertido.

 Minha primeira impressão com o livro é que seria de terror, provavelmente por causa da capa, mas ao passar de um conto para o outro fui identificando os outros gêneros presentes. Meu conto favorito é “Fome Inerente” do Pedro Luna, que conta a simples história de um paciente recebendo a consulta de um doutor de forma divertida e genial. Amo histórias que misturam o absurdo com o improvável e que no final deixam claro o ponto de vista ou a lição de moral.

“Da afasia sem culpa, suga de nossas idas e vindas o vazio daquilo que se desguarnecia: a magia.”

 O livro todo é diagramado para se adaptar a cada conto, portanto, ao ler fique atento nas imagens, no rodapé e nas bordas do livro que com certeza você vai encontrar uma complementação do conto.

 O texto que se encontra no final foi uma das coisas que eu mais gostei. Durante a leitura do livro surge algumas dúvidas por cada conto já começar de uma forma.. digamos assim.. começada, mas o texto final surpreende com a explicação e conclusão disso, achei reconfortante <3

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