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Filme – Eu, Tonya

Por Thila Barto
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28 de Janeiro

Uau! Estou com uma tremenda vontade de começar essa resenha com um enorme palavrão, mas se eu soltasse um, uma sequência insana de outros palavrões viria em seguida… Juro que estou tentando segurar, mas desculpa, pessoa que lerá a doideira que escreverei, está difícil segurar. Então lá vai: Que filmão da porra! (falando mentalmente outros diversos!)

“Eu, Tonya” é um filme biográfico que retrata a vida da patinadora americana, Tonya Harding (Margot Robbie), que cresceu num ambiente familiar não muito adorável, tendo que lidar com o distanciamento do pai ainda muito nova e a agressividade, humilhações e maus tratos da mãe (Allison Janney) aos longo dos anos. Como se não bastasse, durante sua adolescência, Tonya acaba entrando num relacionamento abusivo e violento com o jovem Jeff Gillooly (Sebastian Stan) , que não perde uma chance de insultá-la e agredi-la. Mesmo assim, Tonya não consegue sair deste relacionamento.

“Ele só me batia e eu achava que era minha culpa”
“Ele me batia mas me amava, afinal minha mãe também me batia, e eu não conhecia nada além disso”

Apesar de todo esse sofrimento, Tonya sempre contou com o esporte que a completava e que amava desde muito nova: a patinação artística no gelo. Assim, ela se dedica por anos a fio ao esporte e mesmo com as inúmeras dificuldades que teve para se encaixar no padrão do mundo da patinação, Tonya consegue uma vaga para os Jogos Olímpicos, entretanto, durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994, ela acaba se envolvendo num escândalo que muda sua vida para sempre.

Quem conhece a história de Tonya, sabe o que o escândalo causou pois ganhou uma repercussão enorme na mídia na época, mas, pra você que não sabe, não vou dar spoilers e contar o que aconteceu, rsrs.

Senti um turbilhão de coisas durante o filme: Raiva em relação ao abuso e violência, agonia em alguma cenas, um tanto de esperança – mesmo conhecendo o tal escândalo e o que ele resultaria antecipadamente -, alegria (sim, alegria), pois mesmo com o clima pesado do filme, ele tem um tom cômico e sarcástico – que rendeu algumas risadas -, e uma tristeza enorme com o rumo que a vida de Tonya levou. Me senti injustiçada com sua sentença, confesso!

Eu não tenho uma crítica negativa sobre o filme. Produção e direção maravilhosa, roteiro SENSACIONAL recheado de diálogos que merecem ser vistos mais de uma vez, atuações de tirar o fôlego (gente, os atores escalados são muito idênticos aos da vida real! Fiquei besta!), trilha sonora fantástica e uma montagem digna de TODOS os elogios e, claro, de um Oscar! É minha aposta na categoria. 

É um filme que choca, que retrata preconceitos, pressões, abusos, relacionamentos e o mundo atrás da patinação artística. Não é uma biografia comum. Prepare-se para ser surpreendido.

É imperdível. VEJA!

Trailer:

“Eu não sou ninguém se eu não puder patinar. Eu não sou nenhum monstro”

 

Filme – Maze Runner: A Cura Mortal

Por Santoni
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25 de Janeiro

Maze Runner: Cura Mortal!

2 anos após o lançamento do segundo filme da franquia, 2018 começa trazendo o último filme da saga Maze Runner. A Cura Mortal começa mostrando um pouco das consequências de A Prova de Fogo em um ritmo alucinado e todo recheado de ação. Essa estratégia adotada pelo diretor Wes Ball tem como objetivo empolgar o espectador com cenas de tiros, perseguições, manobras arriscadas e explosões. A essência e toque emocional é mantido, mostrando a união e companheirismo dos personagens logo no começo dessa nova empreitada, o que é uma marca de Maze Runner.

No capítulo final da saga Thomas, Newt, Brenda, Jorge, Caçarola e companhia partem em busca de resgatar um valioso recurso que o CRUEL agora mantém sob custódia, para isso terão que enfrentar um mundo de Cranks e a fúria do CRUEL enquanto marcham em direção a última cidade.

O prêmio de atuação dessa vez vai para Thomas Brodie-Sangster, que dá vida mais uma vez ao personagem Newt, porém a estrela da vez, o Dylan O’Brien não perde a vez e dá um show interpretando, o que tudo indica pela última vez, o personagem Thomas. Tommie para os mais íntimos.

É um final de saga. É onde as respostas de 3 filmes precisam ser respondidas. É quando se encerram vários ciclos, de personagens, de uma história e a sua, de acompanhar a aventura dos Clareanos. Esse desfecho foi direto e reto, foi um final que deveria acontecer, preencheu as mudanças com relação aos livros de forma condizente e empolgante para agradar um público que não necessariamente é o mesmo dos livros.

Comédia, Drama, Aventura, Ação, Drama, Lágrimas, Olhos Marejados, Lágrimas.. Já disse Lágrimas?
O filme empolga, e emociona muito.

A essência do livro está lá, só que o roteiro está longe de ser uma adaptação fiel, uma consequência da bola de neve de mudanças criada a partir do primeiro filme e foi escalada para os demais de forma crescente. Porém as mudanças não incomodam tanto quanto de outras sagas e até mesmo as de A Prova de Fogo.

Corram para o cinema e confiram esse maravilhoso final de saga, porque vale a pena!

Trailer:

Filme – Roda Gigante

Por Thila Barto
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13 de Janeiro

Meu ‘Tico’ brigou muito com o ‘Teco’ durante o filme, mas já explico o motivo, rsrs…

Roda Gigante, o novo filme de Woody Allen em sua segunda parceria com Vittorio Storaro como responsável pela fotografia, conta a história de um triângulo amoroso um tanto complicado onde temos Ginny (Kate SPECTACULAR Winslet), uma ex-atriz que ao fugir de seu passado conturbado, acaba se casando com um operador de carrossel de um parque em Coney Island mesmo não tento muita afeição por ele, e, assim, começa a morar nos fundos deste parque juntamente com seu filho, um tanto peculiar, que é fascinado em colocar fogo nas coisas.

Ela trabalha como garçonete em um restaurante local para ajudar com as finanças da casa e antipatiza não só com seu novo ofício mas também com toda a atmosfera do parque de diversões, declarando ser impossível se acostumar com o barulho diário – algo que é reforçado pela trilha sonora que sempre se repete quando ela está passando pelo parque.

Sua rotina muda quando conhece Mickey (Justin Timberlake), um dramaturgo que trabalha como salva-vidas na praia e logo começam a ter um caso. Ginny vê uma chance de mudar sua vida e, finalmente, poder ‘trocar de papel’ pois já estava exausta de interpretar a garçonete. Assim, ela se joga cegamente nesse novo relacionamento.

Entretanto, o que ela não podia contar, era que a filha de seu marido, Carolina (Juno Temple), que havia se casado com um cara da máfia há cincos anos contra vontade do pai, iria voltar pedindo ajuda e abrigo depois de anos de silêncio. Ela estava sendo perseguida e correndo risco de morte.

Contudo, a questão é que, ao andarem pela cidade, Ginny e Carolina trombam com Mickey na calçada e adivinhem? Mickey e Carolina se sentem atraídos um pelo outro.

É aí que as coisas começam a se complicar ainda mais porque Carolina começa a pedir conselhos para Ginny sobre Mickey, colocando Ginny em uma situação bastante angustiante pois além de sentir um ciúmes enorme ela não poderia contar que estava traindo o pai de Carolina com o próprio Mickey. Como ela poderia aconselhar Carolina? Se esquivando? Inventando histórias? Acabando com a imagem de Mickey com a esperança dela desistir dele?… A resposta você só descobriria assistindo, é claro.

Como amante do teatro, eu amei CADA SEGUNDO do filme pois há um certo exagero na iluminação que surge e desaparece numa delicadeza enorme em diversas cenas! É evidente que certas luzes não são pertencentes do cenário – como na caixa cênica de um teatro -, mas é aí que está a magia! Elas, em cores contrastantes, aparecem para evidenciar um ambiente do restante  da paisagem e também para evidenciar as emoções de Ginny que ora surgem como um foco na cor vermelha em seu rosto para ilustrar suas declarações e confidências; ora é azul para ilustrar sua tristeza e desespero; ora branco mostrando até uma certa loucura. 

Certa linguagem me levou a pensar: Será que Ginny se imaginava o tempo todo interpretando um papel, como se nunca tivesse largado seu lado atriz? Decidi acreditar que sim durante o filme e acabei me aproximando cada vez mais da personagem.

Algo que considerei que reforça essa ideia, além do fato de ela ser atriz e de Mickey um dramaturgo, são as cenas onde ela mostra seu amor pelo ofício e obsessão por seus adereços e figurinos que usou em peças que fez no passado.

Porém – você já deve estar se perguntando -, o que levou meu ‘Tico’ brigar com o ‘Teco’? Pelo simples motivo: não gostei nem um pouco da atuação de Justin Timberlake. Desculpa fãs, admiradores de seu trabalho – não que eu não seja – e aos demais que gostaram de sua atuação, mas pra mim não rolou.

Não senti nenhuma química entre ambos os casais (Ginny e Mickey / Carolina e Mickey) e ficava bastante irritada pois sentia em diversas cenas que Kate estava atuando de uma maneira merecedora e dígina dos melhores elogios enquanto Justin não conseguia acompanhar. 

Então fiquei nessa relação de amor e ódio durante o filme todo.

Enfim… É uma história sobre amor,  família, vivência, instabilidade e uma confusão de sentimentos coordenados pelo toques, que tanto adoro, de Woody Allen.

Assistam <3

Trailer:

Resenha – Cartão de Natal

Por Lucas Florentino
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20 de dezembro

O mês de dezembro tem mexido um pouco comigo. Eu que nunca fiz o tipo “viciado em festas de fim de ano”, dessa vez me surpreendi com esse meu interesse e estou cada vez mais conectado com histórias que se passam nessa época.

Recentemente eu assisti ao novo filme original da Netflix, Cartão de Natal (Christmas Inheritance), lançado mundialmente no dia 15/12 e, já que não vi ninguém falando dele até agora, resolvi vir até aqui contar um pouco sobre, porque sim, eu quero contagiar todo mundo com esse meu recém descoberto espírito natalino.

O longa conta a história de Ellen Langford (Eliza Taylor), uma party girl que está quase destruindo a reputação da empresa de seu pai, por estar sempre envolvida em situações vergonhosas na mídia. A fim de fazer com que sua filha seja mais responsável para no futuro herdar a empresa, Jim Langford (Neil Crone) pede para que Ellen vá até a cidadezinha Snow Falls (bem clichê, né?!) cumprir uma de suas tradições natalinas, e entregar para seu tio uma caixa contendo diversas cartas que são escritas anualmente, desde antes de seu nascimento.

Em Snow Falls, Ellen encontrará uma realidade completamente diferente da sua e isso poderá mudar a forma como ela enxerga a vida, além de conhecer alguém que fará seu coração balançar. Aliás, eu falei que ela é noiva? Bom, é aí que as confusões começam, hahaha! 

O filme foi dirigido por Ernie Barbarash e o elenco conta, além de Eliza Taylor e Neil Crone, com Jake Lacy, Andie MacDowell, Michael Xavier, Anthony Sherwood, entre outros. 

Cartão de Natal é uma comédia romântica digna de Sessão da Tarde, mas isso não quer dizer que seja ruim, pelo contrário, eu achei muito divertido e, mesmo sendo previsível em alguns pontos, o filme cumpriu seu papel ao me fazer mergulhar numa nostalgia que há muito tempo eu não sentia. Vale a pena conferir!

Sequência de Animais Fantásticos ganha título e imagens oficiais

Por Lucas Florentino
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16 de novembro

Que lindo dia para ser fã do mundo mágico criado por JK Rownling! Foi anunciado o título da tão aguardada sequência de Animais fantásticos e Onde Habitam: Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald (Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, em tradução livre).

O filme, tem previsão de lançamento no dia 16 de novembro de 2018, já possui também uma sinopse para que nós, fãs da séries, possamos surtar juntos: 

“No final do primeiro filme, o poderoso Bruxo das Trevas Gerardo Grindelwald (Johnny Depp) foi capturado pela MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) com a ajuda de Newt Scamander (Eddie Redmayne). Mas, cumprindo sua ameaça, Grindelwald escapou e começou a reunir seguidores, que em sua maioria desconhecem seu verdadeiro propósito: elevar os bruxos de sangue puro para dominar todos os seres não-mágicos. Em um esforço para frustrar os planos de Grindelwald, AlvoDumbledore (Jude Law) procura seu antigo aluno, Newt Scamander, que concorda em ajudar, sem saber dos perigos que o aguardam. Linhas são traçadas quando amor e lealdade são testados, mesmo entre os amigos e familiares mais verdadeiros, em um mundo bruxo cada vez mais dividido”.

Está achando pouco? Além de título, data de lançamento e sinopse, ainda fomos presenteados com a primeira imagem oficial, com todo o elenco: 

É pessoal, já está liberado começar a surtar. Agora nos resta esperar e torcer para que esse ano que ainda falta para o lançamento passe bem rápido, enquanto isso a gente alimenta nossa ansiedade e cria teorias para o que pode acontecer.

 E vocês, o que acharam dessas novidades? Conta aqui para a gente nos comentários! 

Resenha: Fallen – Filme e coletiva

Por Thila Barto
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7 de dezembro

Bom, fãs incondicionais da saga Fallen, desculpa decepcionar vocês, mas não trago boas impressões sobre a adaptação do livro para as telonas. Se você não está a fim de ler críticas negativas ou não quer spoilers, aconselho abandonar imediatamente essa resenha.

 MUITOS SPOILERS ALERTS 

Quando um livro que lemos ganha uma adaptação, logo de cara uma pergunta surge na cabeça: será que haverá muitas mudanças na história?… infelizmente, produção, foi impossível contar a quantidade de mudanças que a história sofreu. Seria mais fácil apontar aquilo que não mudou, como por exemplo os nomes, o triângulo amoroso – Daniel, Luce e Cam -, as sombras e…. e… e…. acho que é isso. 🙁

Tão achando que estou exagerando? Lanço aqui algumas simples observações: imaginem uma Sword & Cross sem os vermelhos e sem o cemitério. Difícil né? Pois afinal de contas, as maiores reviravoltas do livro acontecem no cemitério. Então se você espera ver uma intensa batalha final, a primeira cena em que Luce avista Daniel na entrada do reformatório onde ele acaba mostrando o dedo do meio à ela, as cenas no lago, bolo de carne,  a amizade singular entre Luce e Ariane ou até a cena do ‘primeiro beijo’ entre Luce e Daniel após aquela confusão com o Cam, esqueça tudo isso. O filme não tem nada disso. Nem mesmo a Callie, melhor amiga de Luce, existe. Mesmo sem considerar o livro, o filme está bem esquisito.

Após o término, eu me perguntei: por que tantas mudanças sendo que a própria autora estava envolvida na produção? É claro que isso foi questionado durante a coletiva e a justificativa da autora foi que ela não estava tão apegada aos detalhes da série já que faziam 2 anos que ela tinha terminado o último livro, então com a perspectiva da história completa na sua cabeça ela, juntamente com Scoot Hicks, destilaram a essência do livro para os filmes. Algumas cenas que não tem no livro foram inseridas na produção e o principal motivo dos cortes era que algumas cenas não ficavam boas nas telas quanto no livro. Resumindo, para ela o mais importante era retratar a química entre o triângulo amoroso e o resto do elenco. 

Lauren Kate também nos contou que a ideia de Fallen começou a surgir durante seus estudos bíblicos para sua tese, pois até aquela altura, ela nunca tinha imaginado que escreveria um livro; simplesmente aconteceu. Ela confessou que não possui uma metodologia de escrita fechada e até o final do quarto livro ela não sabia o que iria acontecer, ou seja, ela não programava aquele final. Entretanto, o que eu achei mais interessante em toda a coletiva, foi o momento em que ela explica o motivo da escolha do nome de sua protagonista: Luce significa luz e ela queria criar uma mulher forte e ao mesmo tempo vulnerável que vivia na escuridão, assim sua tarefa seria levá-la até a felicidade, no caso, em direção à luz.

Além da participação da coletiva juntamente com o blog parceiro, Ler e Imaginar, fizemos uma entrevista individual com a fofa e incrível Addison Timlin, que conversou com a gente dando respostas ótimas às nossas perguntas. Quer saber quais são elas? …

Fiquem de olho em nossas redes sociais, assim como a do Ler e Imaginar. Temos algumas surpresas aguardando vocês 🙂

Escutei livro autografado?

Divulgada a capa de Animais Fantásticos

Por Lucas Florentino
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1 de setembro
Caros amigos e leitores, se 2016 não é o ano da JK Rowling, então eu não sei de quem é! Para os apaixonados pelo mundo mágico criado pela autora, este está sendo um ano de muitas novidades (acho que meu pobre coração de fã não aguenta tudo isso). 
 
Até agora já tivemos a peça da oitava história de Harry Potter, exibida em Londres desde julho, assim como o roteiro da mesma, que foi lançado em forma de livro e que você pode conferir nossa resenha aqui. Também tivemos muitas informações inéditas sobre as outras escolas de magia e bruxaria que existem pelo mundo numa série de textos incríveis lançados pela autora em seu site, o Pottermore. 

(mais…)

Resenha – Irmãs

Por Thales Eduardo
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10 de Março
Título: Irmãs
Título Original: Sisters
Duração: 118 min
Diretor: Jason Moore
Ano: 2016
Página no Filmow: Clique Aqui
Página no IMDB: Clique Aqui

Gênero: Comédia

 “Às vezes, é preciso voltar antes de poder seguir em frente.”

 Maura Ellis (Amy Poehler) e Kate (Tina Fey) são duas irmãs totalmente diferentes.  Maura é a responsável, Kate a descompensada, simples assim. Na vida adulta, essa personalidade de cada uma ainda está muito presente e reflete nas suas situações atuais. Enquanto Maura tem uma vida estável, Kate enfrenta dificuldades para conseguir se estabilizar e agradar sua filha.

Mas o que nenhuma das duas esperava era que os seus pais fossem vender a casa em que elas passaram toda a infância e adolescência. Então, ao retornar a cidade para retirar as coisas da casa, as irmãs começam a relembrar grandes momentos do passado. E é durante esse momento que surge uma ideia inesperada: realizar uma grande festa!

Elas convidam os antigos amigos do tempo da escola que há muito não se falam mais. Só que dessa vez, Maura quer curtir a festa sem se preocupar com nada, por isso pede a irmã Kate para ficar supervisionando tudo (sem beber)!

Apesar de contrariada ela aceita, afinal, o que poderia dar errado numa festa cheia de adultos?

Irmãs usa de um clichê para inovar. Geralmente os filmes mostram jovens realizando festas sem limites, entretanto nesse filme, quem organiza toda a confusão são os próprios adultos.

Mas o filme vai muito além disso também, retrata a relação entre a família, o amadurecimento e desapego. Apesar desses temas serem sérios, eles são tratados no filme de uma forma bem descontraída.

É interessante a questão do desapegar e saber lidar com a vida adulta. Muitas coisas mudam e algumas pessoas não sabem lidar com esse processo.

A escolha das atrizes principais foi outro grande acerto no filme. Amy Poehler e Tina Fey dispensam comentários, ambas possuem um grande dom quando o assunto é comédia. É incrível a interpretação das duas e são elas que deixam tudo ainda mais engraçado.

Há também diversas referências da cultura pop atual e da época em que as personagens eram jovens.

 Enfim, todo e qualquer clichê que o filme utiliza não interfere em nada na qualidade da obra. Para quem está afim de muita comédia e diversão, Irmãs é a escolha certa! 

 TRAILER:

 

Resenha – A Garota Dinamarquesa.

Por Thila Barto
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11 de Fevereiro
Título: A Garota Dinamarquesa
Título Original: The Danish Girl
Lançamento: 25 de Janeiro de 2016
Direção: Tom Hooper
Nota no Filmow: 4,0/5,0
Nota no IMDB:  6,7/10,0

Elenco: Eddie Redmayne, Alicia Vikander
Duração: 119 minutos
Gênero: Biografia, Drama.

“Houve um momento em que eu não era…eu”

Resenha:

Sabe quando você assiste um trailer incrível, espera ansiosamente o filme, mas após vê-lo, você tem a impressão que toda a intensidade ficou somente no trailer? Foi exatamente essa a sensação que eu tive. O filme chega a ser um pouco monótono porém, ao mesmo tempo, não deixa de ser espetacular. Confuso, né?

Eu geralmente largo com muita facilidade quando um filme está com aquele ritmo lento, mas mesmo com a monotonia presente em ‘A Garota Dinamarquesa’, eu não consegui desgrudar o olho da tela por um segundo. Como isso é possível? Eu realmente não sei, mas sei que ao chegar no fim deu vontade de soltar um enorme palavrão e sair indicando para todo mundo assistir. Ele é de uma sensibilidade fenomenal.
 

O filme conta a história de Einar Mogens Wegener (Eddie Redmayne), um pintor dinamarquês de certo renome que vive uma confusão interna para se encontrar. Mesmo casado com Gerda (Alicia Vikander) que também é pintora, e amá-la verdadeiramente, Einar não se vê num corpo de um homem e sua dúvida fica ainda mais atiçada quando começa a posar para sua esposa algumas vezes para ajudá-la a finalizar uma pintura. Ele fica encantado apenas com o toque das roupas, desde uma meia fina até uma camisola.

Einar começa a ficar cada vez mais atraído pelas vestimentas femininas e, quando Gerda tem a ideia de vestí-lo da cabeça aos pés de mulher para pregar uma peça nos amigos em um evento, Einar acaba se apegando ao seu novo personagem Lili até que ele chega ao ponto de não conseguir mais largá-la.

 

 

Assim Einar, ou Lili, com a ajuda de Gerda, começa a sua difícil luta para se tornar uma mulher. É importante pontuar que, não só Einar está tendo que batalhar contra todos os preconceitos e procurar o seu lugar no mundo a fim de eliminar as suas angústias, mas também Gerda está em uma intensa luta tanto para ajudar o seu marido – mesmo sabendo que irá ‘perdê-lo’ – quanto em sua carreira.

O filme deixa muito claro os dois lados e ele, no geral, é incrível! Desde a fotografia, trilha sonora até atuações. E não posso deixar de confessar que, pra mim, mesmo com a excelente atuação do oscarizado Eddie Redmayne, Alicia Vikander rouba diversas cenas.

Assistam que vale muito a pena!
Trailer:

Resenha – Cidades de Papel

Por Thila Barto
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2 de julho

Título: Cidades de Papel
Título Original: Papers Towns
Duração: 105min
Diretor(a): Jake Schreier
Ano: 2015 
Nota no IMDB: 7,7/10
Gênero: Drama, Romance

“É uma cidade de papel. Quer dizer, olhe só para ela, Q: olhe para todas aquelas ruas sem saída, aquelas ruas que dão a volta em si mesmas, todas aquelas casas construídas para virem abaixo. Todas aquelas pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel, queimando o futuro para se manterem aquecidas. Todas as crianças de papel bebendo a cerveja que algum vagabundo comprou para elas na loja de papel da esquina. Todos idiotizados com a obsessão de possuir coisas. Todas as coisas finas e frágeis como papel. E todas as pessoas também.”

 

 
Resenha:
 
     Okay, como não ficar animado quando o assunto é John Green? A equipe do blog foi convidada para participar de uma pré estreia com alguns convidados para conferir essa nova adaptação, porém, o que achamos do filme? Já chegaremos nesse assunto. Tentarei dar o mínimo de spoilers possíveis para quem não leu, ou quem leu e não quer spoilers da adaptação do filme.






















    A história tem como protagonistas Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e sua misteriosa e enigmática vizinha, Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Margo surgiu como um milagre na vida comum de Quentin, eles costumavam brincar juntos quando eram crianças e desde então Q. desenvolveu uma paixão por ela. Tudo mudou quando eles cresceram e se afastaram , já que Margo se tornou uma das garotas mais populares da escola que namorava um dos caras mais cobiçados pelas meninas e Quentin era só aquele cara normal. A monotonia da vida de Quentin muda quando no meio da noite, Margo aparece em sua janela fazendo uma proposta para ele de participar de um plano de vingança. Após essa grande noite, Margo some, deixando para trás algumas pistas sobre o seu paradeiro.



















    Agora, se houve mudanças entre o livro e o filme? A resposta é sim, mas não muitas. A adaptação é sempre uma grande preocupação para os fãs e é claro que é impossível colocar 100% dos acontecimentos e seus mínimos detalhes no filme, nós sabemos disso, mas o nosso consciente e coração são mais fortes e queremos uma adaptação totalmente fiel, mesmo sendo uma missão basicamente impossível. Sempre entramos na sala do cinema com “tomara que tenha minha cena favorita”, ou “tomara que não mudem os momentos finais” na cabeça. São pensamentos e desejos involuntários presentes em qualquer leitor.
 
    O começo do filme é muito fiel ao livro. Os atores que fazem a Margo e Quentin crianças são super fofos e bem parecidos com os atores principais. Eu vi vários comentários negativos rolando nas redes sociais sobre a escolha da modelo para interpretar a Margo mas, na minha opinião, Cara Delevingne não deixa a desejar e gostei bastante da atuação de Nat Wolf, e dos atores que fazem os seus amigos. 
 

 

   Já pro meio do filme, alguns detalhes em relação ao livro foram mudados, entretanto se tornaram alterações positivas para o filme, pois algumas cenas ficaram mais engraçadas e bacanas do que o original. Agora o que falar do final? Tem uma pequena surpresinha na cena que eles param em um posto de gasolina para fazer aquele ‘pit stop’ maluco de 6 minutos para comprar o que precisavam para continuar a viagem, escutei vários ‘owwns’ e ‘OMGs’ na sala do cinema. As cenas seguintes e o final tiveram mudanças bem consideráveis. Confesso que fiquei incomodada na hora mas, assim que acabou o filme fiquei satisfeita com o resultado e com o gostinho de ‘preciso ver de novo’. Já me perguntaram se eu gostei mais desse filme ou do ‘A Culpa é das Estrelas’ e a minha resposta é ‘Cidades de Papel’. Ao contrário da grande maioria dos fãs de John Green, ‘A Culpa é das Estrelas’ não é meu livro favorito do autor.
 
    O filme chega no cinemas no dia 9 de Julho, então segura a emoção e confira mais uma vez o trailer do filme.