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Resenha – Tudo O Que Nunca Contei

Por Thales Eduardo
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22 de agosto

Título: Tudo O Que Nunca Contei
Título original: Everything I Never Told You
Autor: Celeste NG
Tradução: Julia Sobral Campos
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Página no Skoob: Clique aqui

“Não sabia explicar o que havia ocorrido, como tudo mudara em apenas um dia, como alguém que ela tanto amava podia estar ali num minuto e no seguinte não estar.”

Lydia não contou muitas coisas. Nunca contou como se sentia pressionada a seguir um futuro imposto pelos pais, no qual ela nem sabia se era aquilo mesmo que queria. Nunca contou como constantemente colocava os desejos dos outros acima dos próprios. Muitas coisas não ditas que permanecerão para sempre assim, pois agora já é tarde demais. Lydia está morta.

Enquanto a polícia investiga o caso, os Lee descobrirão o pouco que conheciam sobre Lydia. Tudo que imaginavam saber era apenas uma fachada, uma personagem que Lydia manteve para agradar a família.

Os pais só queriam para a filha o que nunca tiveram. A mãe ansiando pela carreira brilhante, enquanto o pai esperava pela popularidade. Os irmãos que eram ignorados percebiam nitidamente quem era a filha preferida. O irmão não via a hora de fugir para sempre daquilo tudo, enquanto a outra irmã só queria passar despercebida e ver a família bem. O que nenhum deles se preocupou era com o que de fato Lydia queria, seus desejos, medos e ambições. 

Agora com a perda, será em meio a dor que repensarão cada caminho que os levaram até aquele momento fatídico. Todas as respostas estão lá, em um gesto, uma ação. A consequência de tudo isso já sabem, agora só precisam entender como chegaram naquela situação.

“As  pessoas formam uma opinião antes de conhecerem você. Elas acham que sabem tudo a seu respeito. Só que você nunca é quem elas pensam.”

Tudo O Que Nunca Contei superou todas as minhas expectativas. Com uma escrita envolvente, Celeste desenvolve uma história profunda e tocante.

De uma forma instantânea, assim que começa leitura o desejo em devorar a trama toma conta do leitor. A narração utilizada pela autora é de uma profundidade imensa, no qual nos presenteia com personagens e situações que fazem o leitor se sentir vivendo aquilo tudo com cada um deles.

A história é ótima, mas tenho certeza que o sucesso desse livro seja em sua maior parte devido a construção textual feito por Celeste. Eu realmente fui fisgado de uma forma muito intensa, no qual a cada capítulo era um misto de sensações e emoções.

Eu poderia continuar com os inúmeros elogios que esse livro merece, mas também sinto que nenhum deles conseguiria explicar o que de fato senti com a leitura. Então, peço simplesmente que você leia e entenderá do que estou falando. 

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Resenha – Bem-vindo À Vida Real

Por Thales Eduardo
|
11 de agosto
Título: Bem-vindo À Vida Real
Título original: Cure For The Common Universe
Autor: Christian McKay Heidicker
Tradução: Glenda D’Oliveira
Editora: Intrínseca

Páginas: 320
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“Queria sair do meu próprio corpo. Queria abandonar o personagem chamado Jaxon e recomeçar do zero com outro.”

Jaxon é completamente viciado em jogos eletrônicos, sendo que ele passa maior parte do seu tempo no quarto jogando. Apesar de a família não aceitar, Jaxon não vê o que há de errado nisso. Seria tão errado assim fugir para a realidade virtual, quando sua própria vida não fosse nada animadora?

No momento em  que ele é obrigado a levar o carro para lavar, Jaxon não imaginava que conheceria Serena, uma garota interessante e bonita, e que voltaria para casa com um encontro marcado. Mas todos os seus planos vão por água abaixo quando ele descobre que seu pai o internou em uma clínica para viciados em jogos.

A reabilitação na clínica é projetada como um jogo, no qual os jogadores (pacientes) precisam atingir determinada pontuação para ganharem liberdade. Jaxon não tem muito tempo, precisa conseguir pontos o quanto antes para que posso chegar a tempo do encontro.

Muita aventura o aguarda, sem falar que ele perceberá que a vida real pode não ser tão simples quanto um jogo qualquer, e que o seu maior desafio será encarar essa nova realidade.

“- Não sou um gamer; sou o protagonista do jogo da vida.
E, simples assim, passei a ser um deles.”

Cheguei até esse livro através de Excesso de Luz, um conto incrível do autor disponibilizado em formato e-book gratuito pela Editora Intrínseca (aqui). Um conto curto, mas que me conquistou de uma maneira instantânea. Com o livro não foi diferente.

A começar pela leitura, que flui de uma maneira rápida e envolvente. A habilidade do autor em sua narração é nítida, prendendo a atenção do leitor. Ele utiliza muito bem do humor e de inúmeras referências ao universo dos jogos que completam a obra de uma forma perfeita.

Apesar de não conhecer muitos dos jogos citados, em nenhum momento me senti perdido ou deslocado. Foi ainda mais interessante mesclar leitura com pesquisa e ir descobrindo coisas novas a cada capítulo.

Sobre a trama, não há o que reclamar. A construção e desenvolvimento de cada personagem foi bem sincronizada, tanto que muito dos personagens secundários são importantes para o amadurecimento do próprio protagonista. E por falar nele, Jaxon me deixou com raiva em muitos momentos, mas também revelou o quanto podemos ser egoístas e egocêntricos.

O meu problema é maior que o do outro. Eu sofro mais que o outro. EU, EU, EU. Cada vez está mais difícil ouvir, já que as pessoas acreditam que há muito mais para falar. Precisamos falar sobre o que estamos vivendo, passando, lutando, mas em poucos momentos nos solidarizamos com o ouvinte, com os demais seres ao nosso redor. O livro retrata muito bem essa ideia, além de muitas outras mensagens presentes ao longo dos capítulos.

Pode não ser um livro revelador que te marcará por anos, mas, ainda assim, Bem-vindo À Vida Real proporcionará momentos agradáveis e descontraídos de leitura, além de provocar uma série de reflexões no próprio leitor.

“Esse conforto conforto gerado digitalmente pode nos fazer negligenciar nossos relacionamentos reais, nos deixando ainda mais isolados. Hoje, eu quero saber: o que faz vocês se sentirem sozinhos?”

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Resenha – Destinos e Fúrias

Por Thales Eduardo
|
7 de agosto

Título: Destinos e Fúrias
Título original: Fates And Furies
Autor: Lauren Groff
Tradução: Adalgisa Campos da Silva
Editora: Intrínseca
Páginas: 368
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“Narrar é construir uma paisagem, e tragédia é comédia é drama. Só depende de como a pessoa emoldura o que está vendo.”

Lotto e Mathilde. Dois jovens. Duas histórias. Um casamento.

Destinos. Lotto nasceu regado de regalias e muito dinheiro. Entretanto, as coisas perdem o sentido quando seu pai morre. Um grande choque para o garoto. Os anos passam e Lotto descobre a paixão pela arte e pelos palcos. Até que surge em sua vida Mathilde. É amor a primeira vista, logo estão juntos. Um casal explosivo, cheio de vida e com muitas oportunidades pela frente.

Fúrias. Mathilde é uma mulher de atitude, sabe e vai atrás do que quer. A vida não foi fácil para a jovem. Segredos cercam seu passado. Quando conhece Lotto, ela vê a possibilidade de um futuro melhor e de criar sua própria família.

Os anos passos, a realidade não é aquilo que ambos esperavam. Sonhos não se realizam fácil, muitas vezes nem se realizam. Lotto e Mathilde já não são mais os mesmo. A visão que cada um tem do outro é agora apenas uma sombra do que foi um dia. Como manter algo que vem desmoronando a cada dia?

Verdades, mentiras. Cada um lutando para manter as esperanças, e o casamento também.

“Casamento é feito de mentiras. Bondosas, em geral. Omissões. Se disséssemos em voz alta as coisas que pensamos todo dia sobre nosso cônjuge, acabaríamos esmagando a pessoa até virar pasta.”

Com uma profunda narrativa, Destinos e Fúrias nos leva através do anos mostrando como mudamos e somos mudados. Cada escolha molda o nosso destino.

Tudo começa repleto de amor e paixão. Um casal de dar inveja em qualquer um. Até que os problemas surgem e vão lentamente afetando o casamento. O que fazer quando você não reconhece mais a pessoa que está do seu lado?

Em sua obra, Lauren Groff divaga sobre os diversos dramas e dilemas que enfrentamos. Ela constrói muito bem cada personagem, desde a infância até a vida adulta. Essa progressão dos personagens é um grande ponto positivo do livro, pois assim podemos perceber nitidamente como mudamos ao longo dos anos, querendo ou não.

O livro é dividido em duas partes: Destinos e Fúrias. Em Destinos, a narração é segundo a percepção de Lotto dos fatos. Já em Fúrias conhecemos de fato Mathilde e todos os mistérios que cercam a personagem. A primeira parte do livro flui de uma maneira incrível. A vontade de querer saber mais é gigante. Lotto é um protagonista com presença muito forte e nos conquista. Já na segunda parte, que apesar de ser muito aguardada também, senti uma narrativa mais cansativa. Mas ainda assim, Mathilde surpreende o leitor.

Acredito que não se pode comparar Destinos e Fúrias a nenhum outro livro. É uma leitura única, densa e bem explorada. Reflexões durante a leitura são inevitáveis.

Mas não pense que o livro é apenas sobre casamento. Há tanto mistérios e histórias paralelas que o leitor fica ansioso por cada novo capítulo.

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Resenha – Baseado Em Fatos Reais

Por Thales Eduardo
|
3 de agosto

Título: Baseado Em Fatos Reais
Título original: D’après une histoire vraie
Autora: Delphine De Vigan
Tradução: Carolina Selvatici
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
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“Hoje sei que L. foi o único motivo da minha impotência. E que os dois anos que nos ligaram quase me calaram para sempre.”

Só fui perceber como era difícil de falar sobre Baseado Em Fatos Reais quando parei para escrever essa resenha. Comecei, apaguei. Comecei, apaguei. E fiquei nesse ciclo por algum tempo. Cogitei até mesmo não fazer.

A razão de tudo isso? Esse não é um livro qualquer, com alguma história clichê que já estamos cheios. Muito pelo contrário. Delphine surpreende e conquista a cada página. Lentamente, ela nos cerca com sua narração, trazendo a sensação de que o leitor é um dos personagens e está acompanhando junto o desenrolar dos fatos.

Em Baseado Em Fatos Reais, Delphine faz uma análise de um fato passado. O seu encontro com a ghost writer L. e o seu quase fim de carreira.

Após o grande sucesso da sua auto biografia, a autora se vê presa no grande dilema de o que escrever em seguida. Como superar uma obra que agradou tanto assim os fãs. Delphine sente a pressão, de si própria, dos demais, todos esperando pelo próximo passo da autora.

E é durante esse período que ela conhece L.. Sempre disponível e prestativa, L. se mostra uma grande amiga para Delphine. A cada dia que passa, elas vão ganhando mais intimidade, a ponto da autora revelar todos seus medos e anseios para a amiga.

Mas não há reciprocidade. L. suga todas as informações de Delphine, mas quando é sobre si mesma, ela se cala, dá informações vagas.

Quando tudo isso estava acontecendo, Delphine não percebia os sinais suspeitos dessa relação. Mas agora que já passou por tudo e nos conta como foi, ela permite-se fazer comentários a cerca de determinados fatos.

Um relação de abuso, poder e influência. Relação essa que deixará marcas para sempre.

“Existe uma grande diferença entre o que você está sentindo, a maneira como se vê e a imagem que passa.”

Relativamente curto, Baseado Em Fatos Reais é composto por capítulos rápidos, que trazem dinâmica para o livro. Ainda assim, Delphine nos presenteia com uma narração profunda e rica.

A obra mescla o drama com suspense, deixando o leitor angustiado para saber até que ponto aquela “amizade” irá e quais serão as consequências disso.

Talvez muitos já suspeitavam do tal final, mas ainda assim Delphine surpreende na forma em que descreve e amarra tudo. As pistas estavam desde o primeiro capítulo e após o encerramento é que percebemos como tudo foi muito bem planejado pela autora.

Baseado Em Fatos Reais gera uma inquietação no leitor e não passará em branco. Você certamente irá repensar muitas coisas, chegando até questionar se não possui uma L. em sua vida.

“A escrita é muito mais poderosa do que você possa imaginar. A escrita é uma arma de defesa, de fogo, de sinalização, a escrita é uma granada, um míssil, um lança-chamas, uma arma de guerra. Ela pode devastar tudo, mas também pode reconstruir.”

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Resenha – Tigres Em Dia Vermelho

Por Thila Barto
|
20 de julho
Título: Tigres Em Dia Vermelho
Título Original: Tigers In Red Weather 
Autor(a): Liza Klaussmann
Tradutor(a): Adalgisa Campos da Silva
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Páginas: 320
Perfil no Skoob: aqui

 

“Às vezes, pessoas assim precisam ser obrigadas a ver como pode ser perigoso o próprio comportamento. Entende o que eu quero dizer?”

 

Gente! Deixa eu falar uma coisa pra vocês, ou melhor, algumas:

Primeiro: Muito drama de minha parte rolará nessa resenha que mal começou mas que já tenho certeza que será esquisita. Desculpa. Pode abandoná-la sem problema algum.

Segundo: São mais de 3 horas da manhã e já faz duas horas e meia que terminei esse livro e precisei ligar meu computador pra falar/digitar sobre a terceira coisa que estou prestes a dizer pois EU NÃO ESTOU SABENDO LIDAR!….

QUE FINAL É ESSE, SRA KLAUSSMANN?

Não estou aqui para dar spoilers. Eu O-D-E-I-O spoilers, mas estou aqui pra dizer que estou me sentido a pessoa mais estúpida deste Universo inteiro pois – eu confesso sem vergonha alguma…aaa, quem eu estou querendo enganar…- EU NÃO ENTENDI O FINAL! Ou entendi e não quero aceitar… To confusa! REAL! Alguém me socoooorrreee!

Cheguei a fazer o que uma pessoa normal tem o costume de fazer em um momento como esse: Gogglei! E, caros, não me ajudou! Só me deixou um tanto mais louca por ler várias opiniões diversas… Eu, sinceramente, não sei se gostei ou não, entretanto uma coisa é fato: o livro me deixou maluuuuca!

Ele começa com duas primas, Nick e Helena, que são totalmente opostas mas inseparáveis em pleno período de guerra. As duas sonham com uma vida melhor. Em serem muito felizes.

Com o fim da guerra, Nick parte para Flórida com o marido, Hughes, um oficial da marinha, e Helena para Califórnia com o novo marido. Tudo parecia bem, mas a vida que esperavam levar estava longe de ser como em seus sonhos. O brilho se perdeu e, mesmo com diversas decepções, ambas continuam tentando levar a vida da melhor maneira possível. Uma recorre à cozinha e ao discos de jazz e a outra ao uísque e remédios para dormir. 

Anos se passam e todos começam a se reunir durante o verão na tão amada casa de família localizada na ilha Martha’s Vineyard, a Tiger House, em busca de conforto e felicidade; como uma fuga da vida de aparências e monótona que levavam. A estrutura da família é abalada mais ainda quando os filhos de Nick e Helena, Daisy e Ed, se deparam com o corpo de uma mulher cruelmente assassinada em uma das idas à Tiger House. Quem é o assassino?…

A partir daí, o livro foca nos próximos verões que todos passam juntos na casa, como o assassinato e, claro, mais alguns outros acontecimentos, influenciaram na vida de cada um. Relacionamentos começam ruir, inclusive a forte amizade de Nick e Helena, indo do amor ao ódio.

Para entender o lado de todos os personagens, o livro é separado em cinco partes, começando com a visão de Nick , depois Daisy, Helena, Hughes e, por fim, Ed. Somente a parte de Ed é narrada em primeira pessoa. 

Além da alternação de personagens, os capítulos não são lineares. Em alguns momentos somos levados ao passado para que um segredo que alguém carrega seja revelado, ou porque um mesmo acontecimento precisa ser narrado na visão de outro personagem.

Comecei o livro empolgadíssima. Não conseguia largar de jeito nenhum. Porém, do meio para o final , eu já não me sentia muito interessada. É legal ver a mesma cena na visão de várias pessoas, mas chegou uma hora que eu ficava: ‘Nossa, isso de novo’. Além da repetição, as decisões dos personagens me irritavam tanto, principalmente as de Helena. Eram tantas contradições que eu tinha vontade de tacar o livro na parede.

O interesse voltou no início da quinta parte e, quando percebi que faltavam apenas 30 páginas pra acabar o livro, bateu o desespero, porque muita coisa ainda não tinha sido revelada… praticamente nada. É claro que no decorrer da leitura imaginamos, deduzimos coisas e ficamos no aguardo das grandes revelações para sabermos se estávamos certos ou para termos surpresas, mas a história não parou de se estender nessas últimas páginas até que, do nada, tudo é ‘cuspido’ de uma vez só e com um fechamento que ODIEI com todas as minhas forças!

Como eu já comentei no início da resenha, eu não sei se entendi o final… e do jeito que entendi, achei que não houve justiça alguma e que a situação da família foi piorada e não melhorada. Não que um livro tenha que ter um final feliz… Eu só queria bons motivos para terminar assim, e se teve, eu não soube enxergar! 

AAAAAAAH, que frustração.

Resumindo: Acho que não gostei. Achei esquisito. Mas eu gostei! Kkkkkk, desculpa ser tão confusa em dar minha opinião, mas é exatamente como estou me sentindo.

 

Leiam, POR FAVOR, e dividam comigo suas opiniões pois preciso de uma luz!

🙂

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Resenha – A Verdade Sobre Nós

Por Thales Eduardo
|
20 de junho

Título: A Verdade Sobre Nós
Título original:  The Truth About You And Me
Autora: Amanda Grace
Tradução: Regiane Winarski
Editora: Intrínseca
Páginas: 208
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“Então, para você, para mim, para eles, aqui está: A verdade sobre nós.”

O futuro de Madelyn Hawkins já foi traçado. Seus pais definiram todos os passos que a filha precisa dar para alcançar um futuro que para eles é o melhor possível. Como boa filha que é, Madelyn se tornou aquilo que seus pais esperavam. Boas notas, comportada, a filha perfeita.

Quando a garota consegue uma vaga num programa para jovens talentos, que lhe permite pular os anos que faltam do ensino médio e ir direto para a faculdade, ela vê nisso uma oportunidade para algo novo. Madelyn está cansada de correr atrás de um futuro do qual nem ter certeza se lhe agrada. Talvez a faculdade traga a mudança que ela tanto clama.

Quando ela encontra Bennet Cartwright sente algo diferente. A conexão entre os dois é praticamente instantânea. Há uma química, um entendimento. Mas há um grande porém que traz complicações para essa relação, além de ser seu professor, Bennet é quase 10 anos mais velho que Maddie, sendo que ela tem apenas 16.

Por estar na faculdade, Bennet calcula que Maddie seja mais velha do que realmente é. Ela, para não perder essa relação tão forte, decide omitir esse detalhe. A relação entre professor e aluna não é permitida, então tudo que eles precisam fazer é aguardar até o final do período letivo.

O envolvimento entre os dois a cada dia vai ficando mais forte, mais intenso. A contagem regressiva segue, ambos ansiosos. Mas não só a relação de professor x aluno está em jogo, ainda há a questão da idade. Madelyn sabe que revelar para Bennet a idade real que tem pode por fim de uma vez por todas no relacionamento. As mentiras se tornam uma bola de neve cada vez ganhando mais força e tamanho.

Só que a verdade uma hora aparece e as consequências podem ser devastadores. Madelyn está prestes a descobrir isso.

“Em algum momento da vida, percebi que havia subido em um avião e o observara decolar, e tudo que podia fazer era permanecer sentada com o cinto de segurança apertado, esperando pousar em um destino predeterminado. Um destino que eu não tinha mais certeza de desejar.”

A Verdade Sobre Nós é um livro que te surpreende. Não esperava uma grande história, mas Amanda Grace conseguiu prender o leitor em sua narração.

Narrado em primeira pessoa, Madelyn relata os fatos que viveu com Bennet. Conhecemos aos poucos como foi surgindo esse amor proibido, o passar do tempo e o amadurecimento do casal, até o trágico momento em que a verdade veio a tona e nada mais foi o mesmo.

A base central do livro, sem dúvidas, é a idade da personagem principal. Este detalhe estará sempre presente, consciente ou inconsciente, nas ações dos personagens. A reflexão entre o que é certo ou errado é inevitável. Até que ponto um jovem de 16 anos tem consciência das suas ações e das demais pessoas? Amar outra pessoa pode ser considerado algo tão bizarro assim?

É uma leitura dinâmica, que desperta o interesse no leitor. Você anseia para saber cada vez mais do que está por vir, mas sofre fortemente quando o livro chega ao fim.

Relativamente pequeno, A Verdade Sobre Nós pode ser lido em poucos dias, quem sabe algumas horas. Mas ainda assim há uma grande trama nessas duzentas páginas que conquistará o leitor facilmente!

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Resenha – Nimona

Por Thales Eduardo
|
18 de abril


Título
: Nimona

Título original:  Nimona
Autora: Noelle Stevenson
Tradução: Flora Pinheiro
Editora: Intrínseca
Páginas: 271
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Salvar o mundo? Ser uma heroína amada por todos? Nada disso, Nimona quer mesmo é ser uma grande vilã!

Outro detalhe importante sobre a Nimona: ela é metamorfa. Tem a habilidade de se tornar outro ser facilmente. Para ser a vilã que sempre sonhou, a jovem une-se ao Lorde Ballister Coração-Negro, um grande vilão do reino em busca de vingança.

E não há vilão sem herói e vice-versa. Assim, temos o Sir Ouropelvis que estará sempre pronto pra enfrentar o mal. Ele faz parte de uma instituição que praticamente controla todo o reino.

Com muitas aventuras, a dupla de vilões descobrirá muita coisa, até mesmo que nem sempre os mocinhos são de fato mocinhos.

Minha relação com esse livro pode ser resumida basicamente em “amor à primeira vista”. Nimona me chamou atenção de cara. Não leio muitos títulos nesse estilo literário, mas ainda assim fiquei muito interessado por esse em especial.

Acabei demorando um pouco para conseguir ter meu exemplar, mas toda espera valeu a pena. Com uma diagramação impecável, os primeiros minutos de contato com esse livro são basicamente de apreciação. Dá gosto ver o trabalho incrível feito pela Intrínseca.

Mas não é só a estética que está perfeita, o conteúdo também está a altura.

Noelle criou uma história, basicamente, simples, mas com muito a contar. Os personagens principais possuem personalidades distintas e marcantes e conquistam o leitor facilmente. Bacana que a autora conseguiu criar um passado para cada um deles que justificasse o que se tornaram e os sentimentos que refletem desse passado.

Nimona é totalmente focada na vilania, mas ainda assim é muito divertida e cria um laço forte com Ballister. Já Coração-Negro possui uma magoa muito forte por um episódio do passado e busca vingança por isso. Ouropelvis, apesar de todo o heroísmo que o cerca, sabe que precisa de Ballister e só gostaria de ter de volta algo que se perdeu a muito tempo.

Essa grande jornada dos nossos personagens gera inúmeras reflexões. É tudo escrito de forma natural, as coisas surgem sem que nada seja forçado e a autora consegue fazer o leitor pensar a respeito do que está sendo dito.

Nimona é um daqueles livros que você esquece de tudo ao seu redor quando inicia a leitura. Você provavelmente só vai parar quando acabar e vai perceber como tudo passou rápido demais e como queria de mais histórias da nossa protagonista.

Seja para quem for, Nimona dificilmente decepcionará. O tempo que estiver lendo a obra será repleto de muita diversão, afastando qualquer problema ou preocupação que o leitor tenha.

Leia o primeiro capítulo aqui!

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Resenha – Belgravia

Por Thila Barto
|
21 de março

Título: Belgravia
Autor: Julian Fellowes
Tradução: Rachel Agavino
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção, Romance de Época
Ano: 2016
Páginas: 430
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“Mas, a propósito, por quanto tempo ela conseguiria manter o próprio segredo? Por quanto tempo ele continuariam desfrutando a sorte antes que tudo desabasse sobre a cabeça de todos?”

Resenha:

James Trenchard, um comerciante ambicioso, sempre sonhou em ser um nobre, mas já que não teve a sorte de nascer em uma família de altos escalões da sociedade londrina, teria que ganhar destaque com seus próprios méritos para ser aceito neste grupo selecionado de pessoas e convidado para os grandiosos bailes e jantares realizados nas gloriosas casas da cidade. O problema era que ele tentava demais para atingir seu objetivo e acabou queimando consideravelmente sua reputação.

Mas a sua sorte parece mudar quando sua filha, Sophia, que também partilhava do mesmo desejo do pai, consegue um convite para a família Trenchard participar do lendário baile da duquesa de Richomond em Bruxelas. Mas como ela consegue tal façanha? Estava apaixonada por Edmund Bellasis, o herdeiro da imponente família londrina, Brockenhurst e ele também estava por ela. Deste modo, Edmund arranja o convite para o baile. James mal conseguia se conter com tamanha felicidade. Iria realizar um de seus maiores sonhos.

Tudo estava um mar de rosas até que o baile é bruscamente interrompido com a notícia que Napoleão havia invadido o país. O duque de Wellington parte imediatamente com suas tropas, incluindo Edmund, para o iniciar a Batalha de Waterloo.

Sophia fica desolada com a repentina separação, ainda mais porque guardava grandes segredos: estava grávida e a única coisa que a impedia de perder o controle era que havia se casado escondido com Edmund, já que a família dele não aprovaria que ele não se cassasse com uma nobre. Entretanto, ao tentar se despedir de seu amado no meio da confusão do baile, Sophia percebe que o vigário que havia realizado o casamento deles não se passava de um amigo de exército de Edmund. Havia sido enganada! O que seria dela? 

Infelizmente, Edmund morre na batalha e Sophia, meses depois, dando luz ao seu filho bastardo, deixando assim a família Brockenhurst sem o único herdeiro e a família Trenchard sem sua amada filha e, consequentemente, sem o neto, que é deixado secretamente com a simples família Pope para não manchar a imagem de Sophia.

Anos se passam até que ambas as famílias amarguradas se instalam no mesmo bairro: Belgravia. Suas histórias se cruzam mais uma vez, mas será que eles conseguirão superar o passado para conseguirem levar suas vidas no presente e além, traçar planos para o futuro? Só lendo você irá descobrir.

Assim que vi o livro, mal pude conter minha curiosidade para lê-lo, não só porque amo histórias de época – ainda mais passadas em Londres – mas também porque o livro foi escrito pelo mesmo criador de uma série que eu amo de paixão: Downton Abbey. Então é claro que comecei a leitura com altas expectativas e confesso que, infelizmente, me decepcionei um pouco.

A história tem um ritmo ótimo e é repleta de reviravoltas, segredos e personagens cativantes, mas o que não me agradou é que os lacaios, empregados, damas de companhia e todo o staff por trás das famílias receberam quase nenhuma atenção do autor. Não tiveram aprofundamento em suas vidas, personalidades e características, aparecendo somente em momentos muito pontuais, mas muiiiito pontuais. E eles são tãao fofoqueiros e desonestos que chega a dar raiva. Só apareciam – vou resumir com – pra colocar lenha na fogueira. Tirando isso e o excesso de descrição antes de um acontecimento bombástico, o livro é ótimo. Aconselho super a leitura, ainda mais pra quem é fã de Downton e histórias de época <3.

😉

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Resenha – Pax

Por Thales Eduardo
|
7 de março

Título: PAX
Título original:  PAX
Autora: Sara Pennypacker
Tradução: Regiane Winarski
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
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“Você não está onde deveria estar. Alguma coisa ruim vai acontecer, porque você não está onde deveria.”

Peter e Pax. Garoto e raposa. Amigos inseparáveis que tiveram que se separar.

Deixar Pax para trás foi uma tarefa quase impossível para Peter. Partiu seu coração. Mas era necessário, como seu pai lhe explicou. A guerra estava chegando e o garoto precisava agora ficar com o avô, já que seu pai iria para o campo de batalha.

Só que no mesmo momento em que chegou a casa do avô, Peter percebeu o tremendo erro que cometeu. Ele havia traído seu amigo mais fiel. Então era preciso consertar isso. Ele precisava fugir e buscar seu amigo.

Enquanto isso, Pax aguardava seu garoto. Ele sabia que Peter iria voltar, que seu amigo não poderia ter lhe abandonado. Só que Pax, desde muito novo, foi criado em casa. Não conhece a floresta e seus perigos.

Ambos amigos viverão diversas aventuras e precisarão suportar as adversidades pelo caminho. Tudo para ter um ao outro de volta.

“A verdade mais simples pode ser a coisa mais difícil de enxergar quando envolve a nós mesmos. Se você não quiser ver a verdade, vai fazer o que for preciso para disfarçá-la.”

Pax é um livro que retrata a inocência em meio as dificuldades da vida. Mostra ainda o poder de uma amizade e o que podemos fazer por ela.

Sara nos leva através da sua narração de uma maneira muito fácil. Conseguimos imaginar as cenas, sentimos o que os personagens estão sentindo e torcemos para que no fim fique tudo bem.

Os capítulos curtos e intercalados entre raposa e garoto nos aproximam de ambos e nos revela o que cada está vivendo naqueles momentos.

As expectativas, desde o lançamento, sempre foram altíssimas. Acompanhei críticas entusiásticas sobre Pax que só me deixaram ainda mais ansioso. Entretanto, a parte inicial do livro foi um tanto frustrante.

Não estava conseguindo me conectar com história e personagens. Tinha impressão que leitura fluía, mas eu sempre estava a um passo atrás. Só que isso mudou completamente em uma determinada parte do livro.

Em uma cena em especial, finalmente, Pax me conquistou, me encantou. Os capítulos, a partir disso, se tornaram ainda mais empolgantes. Havia encontrado aquele livro que tantos elogiavam.

Pax é um livro repleto de aventuras no qual o leitor se sente parte da história.

Vale ressaltar também o trabalho gráfico desse livro. Além da capa dura, a obra possui ainda diversas ilustrações sobre determinados momentos da história, dando forma ao que está sendo narrado.

Outro ponto importante que o livro aborda, apesar de não aprofundar, é a guerra. Como um plano de fundo, podemos observar a maneira como algo tão terrível marca aqueles que já participaram dela e aqueles que estão enfrentando-a pela primeira vez.

Enfim, você certamente irá se envolver com Peter e Pax. Vai torcer por eles. Vai sofrer com eles. Vai amá-los!

Recomendadíssimo, Pax é uma ótima opção de leitura!

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Resenha – O Oráculo Oculto

Por Beatriz Guerra
|
28 de fevereiro

Título:  O Oráculo Oculto – (As Provações de Apolo #1)
Título Original: The Hidden Oracle (The Trials of Apoll #1)
Autor: Rick Riordan
Tradução: Regiane WinarskI
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Páginas: 320
Skoob: aqui
Gênero: Ficção, Infanto Juvenil

Resenha #semspoilers:

   Se você é um fã ávido do Tio Rick, pode admitir, de vez em quando bate um enjoozinho vai, é tanto livro… Confesso que quando vi que As Provações de Apolo foi lançado, a primeira coisa que pensei foi “Mais um? Não acaba.” Tipo, eles vencem uma huge guerra e mesmo assim, o mundo está prestes a ser destruído de novo? Não para? É. Mas, como sempre, no fim eu tô só amores com a história. 

   Não recomendo a leitura pra quem não leu as outras séries de mitologia grega do Rick. Dá pra ler começando por esse?  Dá, mas você vai se confundir bastante porque as explicações sobre os eventos anteriores são bem curtinhas (e você vai perder todos os feelings. Quem sabe, sabe). 
 
   Dessa vez, o nosso personagem central é o deus ApoloApós a última guerra contra Gaia, Píton (inimiga de Apolo) toma o controle de Delfos, o oráculo, o que torna todas as profecias inalcançáveis e a comunicação entre semideuses impossível.  Zeus culpa Apolo pelo ocorrido na guerra e pelo oráculo, portanto decide punir o deus transformando o mesmo em um mero mortal, que terá que passar por provações para conquistar seu lugar novamente no Olimpo. Apolo já passou por isso antes, porém nas duas vezes que foi punido há uns séculos, tinha parte de seus poderes. Dessa vez não, ele é transformado em um adolescente mortal de 16 anos com sangue humano, sem o físico do deus e com seus poderes completamente limitados quase inexistentes.
 
Pra começar a lição, Apolo cai em um beco cheio de lixo em Manhattan e apanha feio, até que surge sua salvadora/senhora: Meg McCaffrey, uma semideusa de 12 anos com roupas coloridas, óculos de gatinho, hiperativa e com uma força extraordinária. Meg se torna a nova senhora de Apolo e será ela quem ordenará as provações que o menino deus terá que enfrentar. É uma dupla bem engraçada e fofinha.
 
Tem Percy e umas surpresinhas. TAMBÉM TEM UMA NOVIDADE BOMBÁSTICA DO NICO QUE MEUS DEUSES <33333333333  Eu morri de amores! (quem leu e aprovou?)
 
Achei engraçadinho o livro, ri bastante com umas coisas que só os fortes que entendem de mitologia grega dão risada (exemplo: os eventos com as filhas de Nice). Além disso, eu senti que algo foi resgatado. Sei que muitos ficaram decepcionados com o Sangue do Olimpo (eu fiquei bem impaciente), porém lendo O Oráculo Oculto, recordei muito o que eu senti a primeira vez que eu li os livros do Percy. É uma mistura de riso e fascinação, umas aventuras com coisas tão bestas que você fica tipo “tenho 21 anos e por que estou lendo isso mesmo?”, uma leitura gostosa e tão simples que você espirra e já terminou. Deu pra curtir o momento e sentir saudades da primeira série.
Não desistam do tio Rick, mesmo, leiam! Ou esperem a coleção inteira, o que vai levar uns aninhos… De vez em quando eu me arrependo de ler livro picado. C’est la vie.
 
O segundo livro tem previsão de lançamento no dia 2 de maio de 2017. Vamos aguardar.
 
Quero um karpos pêssego também! 
certa