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Resenha – Quando Tudo Faz Sentido

Por Thales Eduardo
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6 de Fevereiro
Título: Quando Tudo Faz Sentido
Título original: Falling Into Place
Autora: Amy Zhang
Tradução: Joana Faro
Editora: Rocco
Páginas: 320
Skoob: Aqui

“A vida é mais que causa e efeito. As coisas não era tão simples assim.”

Quando tudo está um caos, quando vê as consequências de seus atos afetando as pessoas que a cercam, Liz chega a conclusão que já não há salvação para si. Chegou a hora de colocar um fim ao trem desgovernado chamado Liz Emerson.

Em um ponto da sua história, Liz deixou de se importar com muita coisa e começa a agir sem medir os efeitos de cada um dos seus atos. Apesar da popularidade na escola, ela não é um exemplo a ser seguido.

Além de ferir os sentimentos daqueles que cruzam seu caminho, Liz fere a si própria gradualmente. Ao mesmo tempo em que percebe que aquilo não é certo, ela também já não vê uma forma de ser diferente.

Quando se dá conta do rumo que sua vida tomou, não parece haver maneiras de mudar as coisas. Então Liz planeja, traça uma rota para acabar de ver com a causadora de tudo que julga errado: ela mesma. 

“Porque Liz Emerson guardava tanta escuridão dentro de si, que fechar os olhos não fazia muita diferença.”

Em um livro tocante e envolvente, Amy Zhang nos mostra que determinados assuntos merecem diálogo. Mais importante ainda, obras como essa nos alertam sobre os perigos que todos nós estamos vulneráveis, perigos esses que muitos preferem esconder ou julgar de um jeito errado.

De forma não linear, a autora transita entre passado e presente, em um jogo de ação e reação. Vamos descobrindo aos poucos essa protagonista bagunçada, que busca seu lugar no mundo mesmo sem saber ao certo qual é. Mesmo que de uma maneira não muito correta, Liz vai seguindo a vida do jeito que pode e consegue. Foco não é julgarmos atos da personagem, mas sim percebermos a força do efeito dominó na vida de uma pessoa. Como as peças são derrubadas ao longo do ano e a maneira como cada uma delas é afetada. Como parar algo que parece inevitável?

Contudo, com um resultado muito satisfatório, Amy entrega uma obra necessária e importante

“Ela não percebia que a reação igual e oposta era a seguinte: todas as coisas terríveis , cruéis e escrotas que Liz já fizera tinham voltado para ela.”

Resenha – Olá, caderno!

Por Lucas Florentino
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1 de Fevereiro
Título: Olá, caderno!
Autora: Manu Gavassi
Ilustração: Nath Araújo
Gênero: Jovem Adulto, Ficção
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 312
Ano: 2017
Skoob: Aqui

 

Antes de começar essa resenha, vocês precisam saber de uma coisa: eu amo a Manu Gavassi. Sério, eu sou aquele tipo de fã que compra todos os CDs (físicos e no iTunes, porque eu quero mesmo deixar essa mulher ainda mais rica e famosa), vou em todos os shows que consigo, tarde de autógrafo, passo horas ouvindo as músicas e nunca, NUNCA, me enjoo (inclusive, estou ouvindo agora mesmo enquanto escrevo). Okay, então sabendo disso, vocês devem estar pensando que eu resolvi escrever esse post para poder declarar o meu amor por todos os parágrafos, né? Não! Eu prometo que vou tentar me controlar e focar só no livro, nos pontos positivos e negativos, porque nosso objetivo aqui no Nunca Desnorteados é justamente esse, dizer o que realmente achamos de tal obra e deixar que vocês decidam se querem ou não ler tal livro. Então vamos lá!

Em “Olá, caderno!” nós conhecemos Nina, uma garota de 17 anos que resolve escrever um diário. Não, diário não, porque como ela mesma diz, diário é infantil e ela já é praticamente uma mulher, rs. Nina é sincera, divertida, dramática (talvez eu tenha me identificado bastante nesse ponto) e, acima de tudo, real. Um dos problemas que sempre me incomodam em alguns livros são personagens que são sempre “personagens” demais. Aquela coisa que você pensa que nunca existiria no mundo fora das páginas, mas Nina é absurdamente parecida com várias pessoas que eu conheço, inclusive a mim mesmo.

O livro é escrito como se fosse realmente o caderno da Nina, os capítulos são os dias que ela resolve escrever, então tudo o que lemos são as coisas que ela quis colocar para fora, e o mais legal disso é que a personalidade e as emoções dela ficam bem nítidas, como, por exemplo, em um dos capítulos ela conta que está super ansiosa para tal coisa, o que nos faz esperar para o próximo capítulo, aí ela aparece e diz que não está bem para escrever sobre, e automaticamente nós entendemos que algo deu errado e ela preferiu guardar para si mesma, que não está preparada para compartilhar.

Esse ponto pode até chegar a irritar um pouco alguns leitores, mas comigo foi meio diferente, eu ficava sempre muito curioso e inventando coisas na minha cabeça, pensando na vida dos outros personagens e naquilo que a Nina não quis contar. Era como se o outro lado da história fosse se desenvolvendo na minha cabeça e depois casando com a história que eu lia. Acredito que, para cada leitor, essa história foi ganhando um repertório alternativo, o que transforma a experiência de leitura ainda mais interessante.

“As pessoas realmente estão esquecendo coisas básicas: escrever com a mão, sem digitar, ou comprar um CD e conseguir segurá-lo de fato, ou ler um livro e sentir o cheiro das páginas (que, aliás, eu amo), ou conhecer uma pessoa pessoalmente e conversar com ela pessoalmente.”

Além de Nina, nós conhecemos sua irmã mais velha, seu irmão gêmeo, seu melhor amigo e diversos outros personagens que acabam tendo seu momento durante a leitura. Eu senti que muitos deles acabaram não sendo muito bem desenvolvidos, mas entendo o motivo, já que a história era contada pelo ponto de vista da Nina, ela nos mostrava apenas o que queria de cada um deles.

A história da Nina é muito parecida como a de muitos adolescentes, então não dá para ficar esperando grandes acontecimentos durante as páginas, o mais legal não é a história em si, mas a forma como ela é contada.

Um dos meus maiores medos era que o livro fosse infantil demais, porque, por mais que eu goste da capa, é isso que ela me remete: um livro para garotinhas de doze anos (não que eu tenha algo contra livros para garotinhas de doze anos, inclusive, leio, hahaha). Mas não se deixe enganar, o livro chega a ser até bem maduro em diversos pontos, falando sobre drogas e relacionamentos, e alguns palavrões não são poupados.

“Na verdade, acho que as pessoas querem mostrar que são felizes ou tristes porque estão ocupadas demais tentando desesperadamente definir o que são.”

O final do livro, apesar de resolver todos as pontas que foram deixadas pelo caminho, ainda assim conseguiu ficar aberto o suficiente para esperarmos uma sequencia dessa história. Se ela realmente vai acontecer, eu não sei, mas a torcida do lado de cá não está fraca. 

Se “Olá, caderno!” foi um dos melhores livros que já li? Não, mas com certeza ele me rendeu bons momentos de leitura, ótimas risadas e, como fã, foi bem interessante poder conhecer esse  outra lado da Manu, mal posso esperar por mais histórias desses personagens que já amo!  

Resenha – Por um toque de ouro

Por Lucas Florentino
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27 de julho
Título: Por um toque de ouro
Autora: Carolina Munhoz
Editora: Rocco (selo Fantástica)
Gênero: Fantasia
Páginas: 272
Ano: 2015
Skoob: Aqui 

 

“Você está começando a descobrir o quanto é poderosa. E que sua sorte não vem do acaso…”

Precisamos conversar sobre Carolina Munhoz e Por um toque de ouro!

Já tem um tempo que eu sigo a Carolina nas redes sociais e, para mim, ela sempre foi aquele tipo de autora que me desperta certo interesse, eu tinha vontade de ler seus livros, mas sempre fiquei com um pé atrás porque toda vez que procurei por resenhas e comentários sobre suas obras, minhas pesquisas não trouxeram resultados muito felizes. Isso nunca chegou a ser um grande problema para mim, até porque eu só tinha acompanhado seu trabalho de longe, mas a partir de agora, isso mudou.

Recentemente, por uma forte recomendação de um amigo, iniciei a leitura de Por um toque de ouro, um de seus livros mais recentes. Eu queria conhecer a história e assim poder tirar minhas próprias conclusões. Confesso que, no início, eu ainda tinha um pouco de receio, eu já estava trazendo aquele “preconceito literário” nas minhas costas há um bom tempo e tinha medo de que todos aqueles comentários ruins se confirmassem. Felizmente, não foi o que aconteceu.

Após ler um terço do livro, eu já estava todo empolgado com a história. Eu me interessei muito por toda a mitologia apresentada e fiquei realmente muito impressionado com a forma leve que a Carol conduziu sua escrita. Eu cheguei a última página ansiando desesperadamente pela continuação.

Tudo estaria muito bem (obrigado), se não fosse por um pequeno problema que começou a me incomodar… lembra daqueles comentários negativos que eu disse? Pois bem, assim que terminei a leitura, eu voltei para as resenhas que já tinha lido antes, para tentar entender o motivo daquelas pessoas não terem gostado. Agora, tendo conhecimento da história e da escrita, eu pude perceber que a maioria dos comentários encontrados eram extremamente injustos. E não, eu não sou aquele tipo de pessoa que não aceita a opinião alheia e que é dono de toda a razão que existe no mundo, muito pelo contrário, eu gosto de analisar todos os pontos de vista e tentar entender porque uma pessoa viu de um jeito e eu, de outro.

Acontece que, a maioria dos comentários negativos que eu encontrei, sempre abordam o mesmo ponto: “Carolina Munhoz não sabe escrever fantasia!”. Oi???? Eu sei que esse gênero é um daqueles que tem seus fãs mais fiéis (e críticos), e eu estou longe de ser um grande entendedor do assunto, mas parece que há um pequeno detalhe que parece não ter sido levado em conta pelas pessoas que fizeram aqueles comentários negativos: público alvo!

Grande parte dos fãs da Carol Munhoz é composto pelo público infanto juvenil, então é absolutamente normal que sua escrita acompanhe esse detalhe. O problema é que, quando um livro carrega  o “peso” do gênero fantasia, os leitores já se acham no direito de logo comparar com sucessos como “As crônicas de gelo e fogo”, “O nome do vento”, “O senhor dos anéis”, e por aí vai. A diferença é que esses livros foram escritos para um público diferente, para leitores que têm outros interesses, mesmo quando ainda estamos falando do mesmo gênero literário. Então quando um leitor que está habituado a ler Brandon Sanderson e Patrick Rothfuss, pega um livro da Carol para ler, é óbvio que o que ele vai encontrar ali é algo bem diferente do que ele está acostumado. São histórias diferentes, escritas de formas diferentes, que abordam temas diferentes e, adivinhem só, para públicos diferentes.

(OBS: não estou dizendo que o público infanto-juvenil não seja capaz de entender histórias mais elaboradas, com uma carga dramática mais pesada, nem nada do tipo. Nada impede que um adolescente de 13 anos pegue um livro do George R. R. Martin e tenha uma experiência de leitura inesquecível. O que quero dizer é que a Carol escreve para um público jovem, que deseja ler algo com a qual eles se identificam, e ela soube criar uma história incrível para esses fins)

Me desculpem pelo textão de desabafo, mas é que eu me senti no dever de defender essa autora que eu mal conheço mas já considero pacas ♥ hahaha.

Mas agora vamos finalmente falar sobre o livro (até porque isso aqui é uma resenha, não é mesmo?)

Por um toque de ouro é o primeiro livro da trilogia “Trindade Leprechaun” e conta a história de Emily O’Connell, uma jovem irlandesa, nascida numa das famílias mais ricas de seu país e que desde sempre teve tudo o que quis. Acostumada a estar cercada por fotógrafos e aparecer nos maiores sites de fofocas da Europa, Emily ainda é dona de uma sorte fora do comum. Mas muita coisa está prestes a mudar, e tudo isso começa quando um misterioso rapaz surge e lhe faz importantes revelações. 

“Existem pessoas especiais no mundo. Homens e mulheres que nasceram no exato segundo de um fenômeno mágico raro, quando sua primeira respiração coincide com o instante em que um arco-íris toca o solo. São seres abençoados com o chamado toque de ouro e que possuem um tendência de sorte maior do que a dos outros. A facilidade dessas pessoas de gerar fortunas é imensa e, usando técnicas compreendidas e estudadas, muitas conseguem desenvolver novos dons.”

Emily é mimada, fútil e, por muitas vezes, arrogante. Mas não pense nisso como um problema que irá te irritar durante a leitura. A personagem precisava ser assim. Sua construção, e principalmente, seu crescimento, foram pontos que eu amei nessa história, e não seria a mesma coisa se ela fosse diferente do que nos foi apresentado desde o início da leitura.

Bom, tudo o que eu posso dizer agora é que deixem o preconceito literário de lado e dê uma chance para Carolina Munhoz e seu toque de ouro. Boa leitura ♥

Resenha – O Bom do Amor

Por Thila Barto
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3 de junho
Título: O Bom do Amor
Autora: Chris Melo e Laís Soares
Editora: Rocco – Fábrica231
Páginas: 88
Ano: 2017
Skoob: Aqui

“O Bom do Amor é encontrar aquela pessoa que topou construir contigo dias felizes e que sabe que o melhor do amor é a viagem, não o destino”

Resenha:

Gosto das coisas simples, das coisas lindas, das coisas verdadeiras, e principalmente das coisas que me tocam e enchem meu espírito de outras coisas boas. O que estou querendo dizer com esse monte de ‘coisa’? Que O Bom do Amor são todas elas e muito mais. 

Estava no trem, num dia não tão qualquer e resolvi tirar da bolsa o livro que tinha acabado de ganhar de uma pessoa que admiro tanto. Admito que já estava um tanto cansada de olhar a paisagem que vejo todos os dias pela janela do trem, mas o que me fez tirar o livro da bolsa mesmo, foi a minha imensa ansiedade e curiosidade. Eu não aguentava MAIS esperar para ler, mas ao mesmo tempo, não queria tirar ali, com tantas testemunhas ao meu redor. Sou o tipo de leitora que gosta de abraçar, cheirar e admirar antes de realmente começar ler. O pessoal do trem ia achar que eu era completamente pirada se eu fizesse tudo isso.

Tentando ser o mais ‘normal’ possível, com aquela pose de phyna, abri a primeira página do livro e me deparei com a maior delicadeza deste universo:

Já tinha visto algumas tirinhas na página da Rocco, mas impresso… é realmente outros quinhentos.

A partir daí comecei a virar página após página e quando percebi que já estava na página 48, um sinal vermelho surgiu na minha cabeça: Thila, se continuar assim, você vai acabar o livro antes mesmo de chegar em casa. Vamos colocar uma meta: 4 tirinhas por dia, antes de dormir. Vamos fazer o livro ‘durar’. Fechei o livro e coloquei dentro da bolsa. Exigiu uma força tremenda e não estou sendo exagerada.

Desci do trem. No ponto de ônibus fiquei batendo o pé não porque estava impaciente com o atraso do ônibus, mas porque estava louca para ler mais. Finalmente sentei no banco do ônibus e não aguentei: VEM AQUI SEU MARAVILHOSO!! Terminei antes de chegar em casa.

Conclusão: sou péssima com metas. NÃO. Posso até ser, mas não é isso o que quis dizer… o livro carrega um sensibilidade tão grande em suas tirinhas que é impossível não se apaixonar. Os textos são da Chris Melo e as aquarelas da Laís Soares, mas a sintonia das duas é tão incrível, que parece que foi uma pessoa só que fez tudo! É espetacular.

Se trata da história de duas pessoas, independente de gêneros, que compartilham momentos uma ao lado da outra, ora para dividir o mesmo copo, ora para celebrar, para imaginar o futuro, para dividir as felicidades e infelicidades da vida. O Bom do Amor é sobre as pequenas ações que podem ser a mais simples, mas que significa o mundo para o outro. 

O livro pode ser lido em qualquer ordem. De trás pra frente. De ponta cabeça. 11 vezes. Do jeito que quiser. Ele não deixará de ser encantador. Faça que nem eu: leia sem moderação.

O Bom do Amor esbanja talento e, claro, amor.

Chris e Laís, vocês arrasaram. 
Em nome da minha sanidade: QUERO MAIS!

<3

Tivemos o privilégio de mediar o evento de lançamento do Livro “O Bom do Amor” em São Paulo!

Confira os vídeos especiais que gravamos com as autoras:




Para a galeria de fotos do evento clique aqui

Resenha – Sob Um Milhão de Estrelas

Por Thila Barto
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11 de Janeiro

Título: Sob Um Milhão de Estrelas.
Autor: Chris Melo.
Editora: Fábrica 231 – Rocco.
Páginas: 320.
Gênero: Romance, Literatura Nacional.
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“Aceitar é abrir os braços e permitir que coisas inexplicáveis existam e aconteçam porque não estão no nosso controle. Não há controle, a vida é imprevisto, improviso e um bocado de esperança.”

Resenha:

Ai ai… Impressionante como essa escrevedora consegue me fazer odiá-la e amá-la ao mesmo tempo! Minha querida e admirável, Chris Melo: você conseguiu, mais uma vez!… acabar comigo ao ponto de ficar deitada no chão olhando para o teto enquanto soluçava por longos minutos.

Mal pude me conter quando soube da notícia de lançamento desse livro, pois afinal de contas, sou fã de carteirinha da autora e principalmente de um certo livro aí chamado ‘Sob a Luz dos Seus Olhos’, que me deixou em pedaços, sem fôlego e pensativa por vários dias.

Sabe o personagem Cadu, que teve parte de sua vida divida com Elisa? Então, ‘Sob um Milhão de Estrelas’ é a história de Cadu, ou melhor: dele, de uma cidade cheia de tradições e de uma moça carregada de particularidades, humor único e problemas.
Ps: Não leu Sob a Luz dos Seus Olhos? Miga, sua louca!!! Corre!!! Mas pode ler Sob Um Milhão de Estrelas sem ter lido o Sob a Luz sem problema algum 🙂

Deixando o surto um pouco de lado e entrando na descrição da história, o livro começa com essa tal moça citada anteriormente, Alma, chegando em uma cidade pequena chamada Serra de Santa Cecília. Ela acabou herdando uma casa de sua avó paterna que ela nem sabia da existência e decide averiguá-la não só para saber mais sobre suas origens que sempre foram omitidas por sua mãe, mas também para fugir de um certo acontecimento nebuloso que a tirou, literalmente, dos eixos. Se ela não estivesse prestes a se afogar em seu presente, ela jamais deixaria de lado sua especialização para se tornar uma cirurgiã e sua rotina corrida repleta de plantões para viajar em direção à um passado complicado e cheio de segredos no qual um pai e uma avó certamente existiu.

Mas por que Samanta deixaria uma casa para a neta que nunca conheceu? E por que seu pai sumiu antes mesmo dela nascer? … Eis aí, grandes questões…

A casa era simples. O andar térreo era um antiquário repleto de objetos e móveis e o andar de cima um aconchegante apartamento com uma combinação de cores bastante inusitada, entretanto, ao começar a explorar o antiquário – já que estava com a curiosidade aguçada e só teria três dias para ficar ali -, Alma descobre que Samanta havia deixado uma caixa e uma carta para ela. Antes mesmo dela entender o motivo de sua avó presenteá-la com um vestido de noiva cheio de assinaturas em sua barra e descobrir quem era o tal de Carlos Eduardo mencionado na carta que estava cuidando da casa enquanto ela não aparecia, uma batida na porta a interrompe, trazendo uma das personagens mais divertidas do livro: Claudinha, uma tagarela cheia de energia que a convida para a despedida de solteira de uma tal de Lúcia e, já que Alma, por destino, fazia parte da irmandade, ela estava convidada.

“Nossas bisavós eram amigas e juraram que seriam assim por todas as gerações ou pelo menos enquanto elas tivessem filhas garotas. Então nós nascíamos com nossas melhores amigas determinadas.”

Depois de toda essa loucura, somos apresentados à Carlos Eduardo, o morador da casa da frente mais conhecido como Cadu. Após o furação Elisa, ele foge de São Paulo para tentar esquecê-la – o que estava sendo bem difícil já que ela o trocou por um ator famoso e os jornais e notícias estavam ali frequentemente para lembrar do seu fracassado relacionamento. Ele aceita o convite de ser professor na Universidade Federal da Serra de Santa Cecília e, com o dinheiro que ganhou vendendo o antigo apartamento, resolve abrir um bar.

“Ideia brilhante! Um ato libertador e rebelde. Agora passo as manhãs trabalhando com pesquisas literárias e as noites escutando estudantes bêbados cantando canções de amor. Grande vida a minha. Grande recomeço esse que eu fui encontrar.”

Em uma certa noite, eis que ele percebe que a janela azul anil da casa da frente estava acessa. A neta Abreu finalmente tinha aparecido. Assim a história de ambos se cruzam. Enquanto um estava tentando superar seu passado e ter um novo recomeço, o outro estava tentando superar o seu presente enquanto descobria seu passado para ter um novo recomeço. O que será que o futuro trará para ambos? Só lendo você irá descobrir descobrir, é claro.

Agora, o que eu achei do livro? Sensacional!!!! (Pontos de exclamação bem verdadeiros).

Chris Melo domina a arte de criar personagens únicos, cheios de falhas e defeitos, sonhadores – assim como nós – e admiráveis ao mesmo tempo. Sem falar de seus passados um tanto atordoados. Quem já leu os outros livros da autora sabe muito bem do que estou falando: Elisa, Marina, Erik, Marcela… <3

Os capítulos são alternados entre narrações de Alma e de Cadu, sendo que cada um deles tem seu início marcado por citações de Mário Quintana escolhidas a dedo para fazerem sentido com o que será contado. É incrível! Sério! Imaginem o trabalhão.

Agora se você está esperando uma história super piegas e comum…. aaaah, caro leitor, quando o assunto é a escrevedora Melo você pode esperar muita intensidade, surpresas, reflexões maravilhosas (marquei 53, olha que loucura!), reviravoltas de te tirar do sério e nada previsíveis, pois afinal de contas, a vida é assim, imperfeita, sem manual e as vezes injusta, não é mesmo?

São por esses motivos que eu discordo totalmente daquele apelido que Chris acabou ganhando: “Nicholas Sparks de saia”. Sinceramente? Acho que Sparks tem muito o que aprender para ser uma “Chris Melo de bigode” (calça não, pois nós, mulheres, somos poderosíssimas de calça!). Não há forçação de barra, há simplicidade, personagens palpáveis e realidades sobre a vida. Chris, você arrasa!

“Hoje, se alguém me perguntar qual é o maior desafio da vida, eu não diria que é vencer, como responderia no passado. Eu diria que é não amargar. Não é difícil seguir em frente, praticamente não temos escolha, o desafio é seguir confiante, leve e amável. O complicado é manter o sorriso fácil, acalentar o outro e manter acesa a pequena luz da esperança”

Para saber mais sobre o livro é só clicar aqui para ler a coluna publicada pela autora no site da Rocco. Tá linda!

Leiam, leiam e leiam que não haverá arrependimentos!

Resenha: O Livro Delas

Por Thila Barto
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12 de setembro
Título: O Livro Delas
Autoras: Bianca Carvalho, Carolina Estrella, Chris Melo, Fernanda Belém, Fernanda França, Graciela Mayrink, Leila Rego, Lu Piras, Tammy Luciano
Editora: Fábrica231 – Rocco
Gênero: Ficção Brasileira, Contos, Romance.
Páginas: 336
Ano: 2016
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“[…] não gosto muito da ideia do destino, de que tudo já está escrito em algum lugar. Acho que precisamos sempre escolher que direção queremos seguir nos caminhos que a vida dá para a gente. Todos os dias encontramos novas ruas e desvios e tudo o que acontece depois depende de nossas escolhas.”

Resenha:


SOS! Fazia muito tempo que eu não lia um livro de contos. Precisou de uma reunião de autoras maravilhosas que admiro tanto para fazer eu ir até a livraria e, sem pensar duas vezes, sair com um livro de contos nos braços. 


Se me arrependi? Para minha enorme felicidade, não, porém confesso que tive uma experiência um tanto confusa/singular com esse livro e posso resumi-lá em duas palavras: tortura deliciosa!
 
Se eu fiquei maluca? Sempre fui um pouco mas, produção, que mistura de sentimentos esse livro me fez passar. As nove autoras, sem exceção, escreveram contos maravilhosos que são impossíveis, literalmente, de largar! Algumas me surpreenderam, outras me deixaram sem chão, uma certa escrevedora me fez perder estações de trem, porém todas me deixaram feliz! E sabe o que foi mais incrível nessa experiência toda? A oportunidade que tive de conhecer o trabalho de autoras que nunca tinha lido! 
Partiu falir no site da livraria pois a minha lista de desejados passou de grande para gigantesca!
 
Mas aonde entra a parte ‘tortura’ nessa coisa toda? 

Gente, é muito curto pra mim! Eu tinha vontade de chorar quando uma história acabava.


Eu sei, é um livro de contos, mas desculpa, meu amado universo literário, a vontade que eu tinha era de ligar para todas as autoras e dizer: 30 e poucas páginas não é o suficiente para uma história tão boa; preciso disso vezes 10, por favor! 


Não soube lidar muito bem, mas prometo que vou aprender a ler contos e me contentar com poucas páginas… Escutei alguém falando sobre o livro 2, produção? Rsrs…


Enfim, falei, falei e falei, mas do conteúdo do livro que é bom, nada até agora. Desculpa te decepcionar, querido leitor dessa resenha maluca, entretanto sinto que qualquer comentário  que eu fizesse sobre as narrativas eu estaria te dando um spoiler e, como odeio spoiler, farei diferente dessa vez: darei 5 palavras para cada conto, assim você terá pelo menos algumas dicas do que poderá esperar.


•Bianca Carvalho – Ao anoitecer: Acidente; chance; fantasma; memória; suspense.

•Carolina Estrella – Os 6 piores dias da minha vida: Violência; renascimento; família; fazenda; narrador intrometido (sei que foi mais de uma palavra, perdão!)
•Chris Melo – Era amor: Surto; crise; psicólogo; diários; risadas.
Fernanda Belém – Por acaso: Cartas; destino; vinho; projeto; escolha.
•Fernanda França – Eu vou te esperar: Singularidade; anel; mistério; gerações; sentimento.
•Graciela Mayrink – Baile de formatura: Amigos; diferenças; esperança; objetivos; futuro.
•Leila Rego – Dez anos: Faculdade; amizade; Capitu; pacto; reencontros.
•Lu Piras – A voz do coração: Restaurante; café; música; talento; silêncio.
•Tammy Luciano – Paraíso morto: Cartomante; ilha; alvoroço; surpresa; vida.

Sei que disse pouco e que você pode fazer infinitas suposições a partir dessas palavras, contudo tem uma palavra que representa todos os contos: Amor!


Leiam e descubram o significado dessas palavras. Prometo que valerá super a pena pois esse livro está INCRÍVEL!


😉


Resenha – Meu Coração e Outros Buracos Negros

Por Thales Eduardo
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19 de Abril

Título: Meu Coração e Outros Buracos Negros

Título original: My Heart and Other Black Holes

Autor: Jasmine Warga

Tradução: Petê Rissatti

Editora: Rocco

Gênero: Ficção

Páginas: 312

Ano: 2016

Página no Skoob: Clique Aqui

“Sou como uma granada feita de cerâmica: sólida, densa e fria, mas ainda assim frágil.”

Alguns eventos podem desestabilizar completamente uma pessoa. Foi isso que aconteceu com a jovem Aysel.

 Aysel tinha uma vida um tanto quanto tranquila, até que seu pai comete um crime brutal. Depois disso, ela nunca mais foi a mesma. Mas as pessoas ao seu redor mudaram também. Todos agora olham para Aysel com desconfiança, como se ela estivesse prestes a seguir os passos do pai.

Ela está cansada disso tudo, e, principalmente, tem medo de que de fato tenha herdado algum gene ruim do pai. Então, Aysel decide que chegou a hora de tirar a própria vida.

Para isso ela navega constantemente em um site sobre o assunto, Passagens Tranquilas. É nesse mesmo site, que Aysel encontra seu parceiro de suicídio, Roman. Juntos eles acertam os detalhes de como tudo deverá ser feito, inclusive definindo a data.

“É como se a tristeza fosse tão profunda e destruidora que você tem medo de que ela vá afogar todas as pessoas de sua vida se deixá-las ficar muito perto.”

Mas até lá, os dois se aproximam e vão se conhecendo cada dia mais. Aysel começa notar que apesar de tudo, existe sim uma certa felicidade dentro dela quando está com Roman.

Ela então começa a considerar melhor se deve realmente tirar a própria vida. Talvez as coisas ainda tenham alguma solução e ela não precise recorrer a algo tão grave assim.

Mas a contagem regressiva não para. Para o desespero de Aysel, Roman não mudou de ideia. Ele está firme no seu “propósito”. Dessa forma, a jovem precisará lutar pela vida dos dois e mostrar ao companheiro que nem tudo está perdido.

“Tudo sempre pareceu tão definitivo, inevitável, predestinado. Mas começo acreditar que minha vida pode ter mais surpresas do que jamais percebi.”

Meu Coração e Outros Buracos Negros é o livro de estreia da autora Jasmine Warga, e ela já nos conquista logo no seu primeiro lançamento.

Este é um daqueles livros extremamente envolventes, na qual a leitura flui de uma maneira boa e que quando você menos espera já acabou. Mas apesar da linguagem simples, há muitas reflexões que podem e precisam serem feitas ao longo da obra.

De uma forma bem realista, a autora apresenta o quão séria e terrível a depressão pode ser. É uma doença que afeta completamente um ser humano, mudando toda a sua percepção das coisas que acontecem ao seu redor. Esse é um assunto extremamente necessário, já que a depressão afeta uma grande parcela da população.

É interessante também notar o poder e a importância que, muitas vezes, agregamos aos comentários alheios sobre nós. As pessoas, ultimamente, se acham no direito de julgar tudo e todos, mas não param para pensar no que tais julgamentos podem causar na vida dos outros.

Entretanto, me incomodou um pouco a narração um tanto quanto rápida presente no livro, gerando assim uma certa superficialidade no que está sendo tratado. Senti isso em relação aos personagens, queria saber mais sobre cada um. 

Como é uma obra que trata sobre um assunto delicado, uma narrativa mais calma e detalhada serviria como uma forma de gerar uma empatia maior nos leitores para/com os personagens.

Enfim, apesar da rapidez, Meu Coração e Outros Buracos Negros consegue emocionar e cativar. Vale a leitura! 

Caso ainda não esteja convencido(a) de que deva ler, confira um trecho aqui!  “Talvez o que todo mundo precise é de alguém para percebê-lo, observá-lo.” NOTA: O Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias.

Continuação de Harry Potter é confirmada!

Por Thila Barto
|
23 de outubro
Me digam: Como lidar com uma notícia dessas!? Só eu estou aqui aqui pulando de alegria?
 
De acordo com o jornal “Daily Mail”, que teve acesso ao roteiro da obra, a história se passará 19 anos depois dos eventos dos livros e se chamará “Harry Potter and The Cursed Child”, mas não será um filme, se é o que você está imaginando. Será uma peça de teatro e ela será reproduzida nos teatros de Londres em julho de 2016.

A história será dividida em duas parte e se concentrará em Harry e seu filho Albus, que deverá lutar contra o peso do legado da família que ele nunca quis. Pai e filho devem aprender a verdade desconfortável que “às vezes, a escuridão vem de lugares inesperados”.
 
As duas partes poderão ser vistas no mesmo dia ou em duas noites consecutivas. Um período inicial de 16 semanas de exibição estará à venda na primeira fase de reservas, que começa em 30 de outubro.

“Podemos dizer com segurança que ‘The Cursed Child’ retoma a história a partir de ‘As Relíquias da Morte'” – disse ao jornal a produtora Sonia Friedman. 

E ai, o que vocês acham? 

Fonte: https://www.pottermore.com/news/cursed-child-eighth-harry-potter-story