Tag: Romance de Época

Resenha – Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir

Por Alê Lendo
|
11 de julho
Título: Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir
Título Original: Eleven Scandals To Start to Win a Duke’s Heart
Autor(a): Sarah MacLean
Tradutor(a): Fabiana Colasanti
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 330
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Gênero: Romance de Época, ficção.
“Então Simon disse a única coisa que pôde pensar em dizer, grato pela escuridão que a impedia de ver a verdade em seus olhos. Ver que com uma única palavra ela poderia colocá-lo de joelhos, suplicando por ela.
– A noite acabou.”
Simon Pearson.

E acabou a SÉRIE “OS NÚMEROS DO AMOR” da nossa escritora queridinha de Romances de Época SARAH MACLEAN.

“ONZE LEIS A CUMPRIR NA HORA DE SEDUZIR” fecha com chave de ouro a trilogia das moçoilas mais sem noção do perigo – aliás, sem noção de nada! – da minha estante!

E já vou logo falando, porque eu passei o maior perrengue com esses livros, os livros não SÃO exatamente UMA SEQUÊNCIA, mas não recomendo lê-los de maneira independente, porque eu fiz isso e parei cinquenta páginas depois para ler os dois primeiros, porque as referências dos acontecimentos dos irmãos da mocinha – que são os mocinhos dos outros livros – acontecem a cada minuto.

Pronto, falei.

Agora, vamos lá, sobre “ONZE LEIS A CUMPRIR NA HORA DE SEDUZIR”: ADO-REI, pessoas! (vou fazer a resenha dos outros dois também, mas infelizmente será fora de ordem, porque já estourei o prazo por conta das leituras que tive de passar na frente…)

JULIANA FIORI já chegou a Londres sabendo exatamente o que encontraria: descaso, preconceito e conhecida arrogância inglesa. Mas não outra opções, após a morte de seu Pai, Juliana está sozinha, e seus meios-irmãos são a única família que lhe resta. 

Apesar dos olhares desconfiados, dos comentários maldosos e das fofocas que não param de aparecer, e aumentar a cada segundo, Juliana não dá atenção a opinião da sociedade Londrina. Ela sabe que sua beleza estonteante, expressiva e sensual, seus gestos exagerados e seu sotaque acentuado, mal fazem sombra ao que realmente lhe condenou a estar excluída permanentemente dos salões de bailes e eventos em toda Londres: o passado de sua Mãe, a antiga Marquesa de Ralston.
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Resenha – Ligeiramente Perigosos

Por Alê Lendo
|
1 de junho

Título: Ligeiramente Perigosos
Título Original: Slightly Dangerous 
Autor(a): Mary Balogh
Tradutor(a): Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 304
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.
“Por algum acaso, Sra. Derrick – disse ele, segurando a haste do monóculo e levando-o até o olho para encará-la, só porque sabia que aquele gesto a irritaria -, está tentando se livrar de mim?
Só que, em vez de se irritar, ela riu.”
Wulfric Bedwyn.

Primeiramente, eu não sou obrigada. Bom, na verdade, eu sou sim, pois eu tenho prazo para resenhar um livro. Ainda assim, quando “LIGEIRAMENTE PERIGOSOS”  o texto prometido e maravilhosamente escrito por MARY BALOGH – sexto e último livro da série OS BEDWYNS chegou, eu li cem páginas, fechei e guardei. Eu não estava preparada para o fim.

Pausa para minha tristeza. 🙁

Os cômodos vazios da bela, suntuosa e elegante Lindsey Hall não deixavam dúvida: WULFRIC BEDWYN estava sozinho. Wulfric Bedwyn cumpriu com afinco e maestria o cargo e incumbência que nunca desejou e muito menos escolheu, criar, educar e casar os cinco irmãos: Aidan, Rannulf, Freya, Alleyne e Morgan, tornando-se o admirado, austero e temido Duque de Bewcastle.

Os compromissos de um Duque, os deveres com a família e uma grande desilusão amorosa, colocou o casamento em um plano distante e sem importância na vida de Wulfric, mas o recém falecimento de Rose, sua amante – e a quem ele descobriu decentemente ser também uma boa companheira – faz com que ele comece a repensar algumas de suas escolhas e planos que acreditava serem imutáveis.

É diante a este cenário solitário que, em um breve momento de melancolia e distração, Wulfric acaba aceitando um convite verbal do barão e de Lady Renable para uma temporada festiva de duas semanas em uma de suas propriedades de campo. É claro que o maior atrativo do convite foi a promessa do amigo, e irmão mais velho de Lady Renable, Hector, que prometerá ao Duque a presença de um público seleto, inteligente e articulado.

Coitado, se ele soubesse…

O dia mal havia amanhecido e Melaine Renable já estava em sua carruagem para sanar o seu grande problema: equiparar o número de damas e cavalheiro para suas festividades no campo, já que agora, ela teria a presença mais do que ilustre do Duque de Bewcastle.

E para tal missão Melaine contava com sua amiga CHRISTINE DERRICK.

Christine Derrick tem 29 anos é viúva e mora com mãe e as irmãs em um vilarejo próximo à Schofield Park, local escolhido por Lady Renable para sua festa de campo. Christine não costuma frequentar bailes ou festividades, e já recusou um primeiro convite para este evento. Aquele lugar, aquelas pessoas e tudo aquilo lhe trazem recordações dolorosas e enterradas em um lugar que ela prefere esquecer. E para piorar, seus cunhados, Basil – irmão do seu falecido marido, Oscar Derrick, o Visconde de Elrick – e sua esposa Hermione, também estarão presentes ao evento.

Apesar de todas as recusas e de todas as decepções e aborrecimentos que lhe esperam, Christine acaba, mais uma vez, cedendo aos caprichos da fútil e mimada Melaine Renable, afinal, ela e o irmão mais novo, Justin Magnus, são os únicos amigos que restaram a Christine.

Em três páginas deste livro você já sabe de uma coisa: Christine está diretamente envolvida no episódio da morte de seu marido, e esta foi a razão pela qual ela se afastou do convívio da família do falecido esposo.

E verdade seja dita, ninguém sabe lidar com a espontaneidade, a alegria contagiante, o humor requintado, a inteligência afiada e a beleza despretensiosa e estonteante de Christine, já que no passado estas foram qualidades que lhe vitimaram perante seus cunhados e arruinaram o seu casamento.

Mas Wulfric Bedwin não é qualquer homem, e embora esteja convicto que o comportamento de Christine seja incoerente para sua idade e totalmente inapropriado para uma moça, ele não consegue deixar de perceber que algo de extraordinário se esconde atrás da aparente simplicidade daquela moça, e por mais que ele lute, não consegue se afastar, ele precisa tocá-la.

Mas Wulfric Bedwyn é um homem sensato, racional e direto, sentimentos não lhe dizem muita coisa, e nada do que começa a se passar em sua cabeça, e em seu coração, lhe faz muito sentido.

Christine, por sua vez, já viveu o seu conto de fada, e em um resumo simples este conto terminou cedo e pouco depois de se transformar em um pesadelo. Ela não tem ilusões sobre homens e romances, e tudo o que ela realmente quer é ficar no seu vilarejo lecionando para as crianças da igreja. Jamais arriscaria a liberdade e poucas alegrias que conquistou por um casamento frio e de conveniências.

Amigos, tudo isso aí é só o início do livro, porque o que realmente interessa é a caçada silenciosa que tem início logo que Wulfric coloca os olhos em Christine. Ele não sabe o que fazer com tantos sentimentos aflorando de maneira tão rápida e de uma única vez, ela por sua vez é uma mulher madura que conhece o amor e já sofreu demais,  não irá ceder a qualquer promessa de vida próspera ou galanteio. Ela é o tipo de mulher que diz: NÃO!

Ainda assim, nada disso os impedem de desfrutarem, E MUITOOOO, da companhia um do outro.

E quando você pensar que Wulfric já esgotou todas as suas artimanhas para conquistar Christine, ele convoca todos os outros Bedwyns, companheiros e filhos para passarem um feriado INTEIRO em Lindsey Hall. Meus caros, preparem-se, porque este encontro merecia um filme!

Foram cinco lindos livros espetaculares esperando pelo destino do Duque de Bewcastle, e tudo o que posso lhes dizer é que valeu – imensamente – cada página.

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Resenha – Quando A Bela Domou A Fera

Por Alê Lendo
|
23 de abril
Título: Quando A Bela Domou A Fera
Título Original: When Beauty Tamed the Beast
Autor(a): Eloisa James
Tradutor(a): Thalita Uba
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 311
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Romance de Época, ficção.

” – Já fui beijada por um príncipe – lembrou ela. Concorrência – disse ele, os olhos brilhando ainda mais. – Sou tremendamente competitivo, sabia disso?”

PIERS para LINNET

Pergunta simples: Porque não lemos ELOISA JAMES antes, POR-QUEEÊ???

Caro amigo, se você – que até pouco tempo, como eu – não conhecia o trabalho de Eloisa James, faça-se o imenso favor de ler este livro o mais rápido possível! Se não vai ficar passando vergonhas nas redes sociais, porque não conhece o que acredito ser umas das melhores escritoras do gênero e um dos melhores romances de época que você vai ler este ano.

A EDITORA ARQUEIRO inicia as publicações de ELOISA JAMES no Brasil com o romance de época “QUANDO A BELA DOMOU A FERA”, 2º livro da coleção da autora intitulada “CONTOS DE FADA”. Serão cinco livros:

 

Livro 1. Um Beijo À Meia Noite.

Livro 2. Quando A Bela Domou A Fera.

Livro 3. O Duque É Meu. (capa não divulgada)

Livro 4. A Duquesa Feia.

Livro 5. Era Uma Vez Uma Torre. (capa não divulgada)

 

Em “QUANDO A BELA DOMOU A FERA” vamos conhecer LINNET THRYNNE, a filha do pouco influente Visconde Cornelius Sundon e de sua esposa Rosalyn Sundon. A Viscondessa Rosalyn é conhecida por duas razões: sua estonteante beleza e sua inúmeras e escandalosas paixões vividas com os homens da sociedade.

Certa noite, durante um fatídico baile, LINNET foi vista sendo beijada pelo príncipe Augustus Frederick, o cobiçado Duque de Sussex.

Claro que este é motivo de sobra para arrastar qualquer mocinha ao altar, mas junte a isso um camarão estragado que lhe causou um mal estar súbito – depositado em um vazo em meio ao salão de festas, pois não foi possível alcançar o banheiro – e um infeliz vestido de um modelo mais drapeado do que o necessário abaixo ao farto busto de Linnet.

Pronto, rapidamente a sociedade já havia traçado seu destino: Ela era uma perdida, uma desavergonhada – como a mãe – e pior, estava grávida do Duque de Sussex.

Mas Linnet não está grávida. Ela nem sequer gosta do Príncipe Augustus. Achou uma boa ideia permitir que ele a cortejasse para que fosse desobrigada a ter que dar atenção aos outros cavalheiros, afinal, todos entenderiam que ela era a “possível eleita” do príncipe. LINNET achava os homens tolos, mal cheirosos e incoerentes. Os beijos tinham salivas demais e eles sempre a olhavam em adoração, como se ela fosse um pedaço de carne a ser agarrado e degustado rapidamente.

Dada as circunstâncias, sua Tia Zenobia e seu pai têm uma brilhante ideia. Oferecer Linnet, e o filho de sangue real que ela carrega, em casamente ao filho do Duque de Windebank, afinal, o Duque tem um problema bem maior nas mãos.

Robert Yelverton, o Duque de Windebank, tem uma tarefa quase impossível. Arranjar uma noiva para seu intragável, prepotente e inteligentíssimo filho e médico, o Conde de Marchant, PIERS YELVERTON.

PIERS YELVERTON é conhecido não só por ser um médico brilhante, mas principalmente por sua soberba e colocações quase sempre rudes, diretos e vis. Ainda quando criança, Piers sofreu um acidente que lhe atrofiou o quadríceps direito, deixando-o coxo. Ele vive isolado em seu castelo em Gales que também funciona como hospital, e acabou de ser avisado por seu mordomo que seu pai – a quem não vê há anos – está a caminho do Castelo trazendo uma bela esposa grávida para desposá-lo.

Piers não quer e não vai se casar. E este é apenas um dos vários castigos que impôs ao pai por tudo o que este fez a ele e a sua mãe, mas ele sabe o quanto é importante para o pai um herdeiro, e todos sabem que Piers nunca lhe dará um herdeiro.

A primeira  intenção de Piers é dar fim a toda aquela encenação patética, afinal, ele é médico, e não precisou nem de dez minutos para saber o que realmente estava acontecendo, mas ele se vê imensamente intrigado com aquela linda espécime do sexo feminino, dona de observações rápidas, inteligentes, inocentes e engraçadas.  

Tudo o que está descrito acima, você irá encontra nas primeiras cinquenta páginas de “QUANDO A BELA DOMOU A FERA”, porque, acreditem, esta história é MUITO MAIS do que está breve síntese. Eloisa James foi versátil e ágil para apresentar todo o cenário, peças e personagens que trama exigia para ser contada. Tudo contado de maneira fluída, envolvente e dinâmica. 

Depois que as cartas vão à mesa, fica tudo por conta da colcha de retalhos que montamos com as descobertas feitas no dia a dia do Castelo/Mansão/Hospital. Como está sempre chegando e saindo pacientes, os assuntos não param, e os diálogos de Linnet e Piers são no mínimo inebriantes. Eloisa James é sempre muito sensível e sarcástica na medida certa, você passa o livro todo suspirando e rindo.

Por mais que Eloisa tenha desenhado Pier como um homem sombrio, amargo e pedante, uma verdadeira Fera sem misericórdia e limites, e ainda por cima coxo, é impossível não se apaixonar. Todo aquele charme displicente, aquele ar misterioso e amor próprio inexistente, me hipnotizou desde o primeiro momento. Talvez eu tenha que dar um certo crédito a piscina natural do Castelo de Marchant, onde Pier exercita suas pernas e promove algumas aulas de anatomia humana  ir-re-to-cá-ve-is.

Não passa desapercebido a sútil crítica a uma sociedade extremamente hipócrita, intolerante e moralista. Infeliz, é o destino reservado as pobres mulheres bonitas desta época. Linnet já estava marcada, destinada a ser julgada e condenada. Tudo porque é muito bela e possui um corpo exuberante. 

Adoro romances de época e às vezes me pego surpresa ao notar que pouco mudou na maneira como a sociedade trata e julga as mulheres. Ainda somos vítimas de pré-conceitos e julgamentos baseados em opiniões equivocadas, como roupas curtas, roupas longas, cor do batom ou qualquer outro argumento raso e sem nenhuma credibilidade.

Uma curiosidade muito comentada – e bem explicada no final do livro – é que PIERS YELVERTON foi inspirado no personagem interpretado eximiamente por Hugh Laurie, o amado, odiado, admirado, detestável – já falei amado? – Dr. Gregory House. Piers tem aquele humor negro, aquela grosseria gratuita e um conhecimento médico incontestável, mas também tem uma sensibilidade aguçada e uma alma que clama por perdão e amor.

Eu estou totalmente apaixonada por esse livro! A reviravolta e a inversão de papéis no final da história (gente, eu fiquei muito tensa com as últimas páginas deste livro) foi o toque de maestria que me arrebatou e me deixou absolutamente inquieta e ansiosa pelos próximos livros.

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Resenha – Belgravia

Por Thila Barto
|
21 de março

Título: Belgravia
Autor: Julian Fellowes
Tradução: Rachel Agavino
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção, Romance de Época
Ano: 2016
Páginas: 430
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“Mas, a propósito, por quanto tempo ela conseguiria manter o próprio segredo? Por quanto tempo ele continuariam desfrutando a sorte antes que tudo desabasse sobre a cabeça de todos?”

Resenha:

James Trenchard, um comerciante ambicioso, sempre sonhou em ser um nobre, mas já que não teve a sorte de nascer em uma família de altos escalões da sociedade londrina, teria que ganhar destaque com seus próprios méritos para ser aceito neste grupo selecionado de pessoas e convidado para os grandiosos bailes e jantares realizados nas gloriosas casas da cidade. O problema era que ele tentava demais para atingir seu objetivo e acabou queimando consideravelmente sua reputação.

Mas a sua sorte parece mudar quando sua filha, Sophia, que também partilhava do mesmo desejo do pai, consegue um convite para a família Trenchard participar do lendário baile da duquesa de Richomond em Bruxelas. Mas como ela consegue tal façanha? Estava apaixonada por Edmund Bellasis, o herdeiro da imponente família londrina, Brockenhurst e ele também estava por ela. Deste modo, Edmund arranja o convite para o baile. James mal conseguia se conter com tamanha felicidade. Iria realizar um de seus maiores sonhos.

Tudo estava um mar de rosas até que o baile é bruscamente interrompido com a notícia que Napoleão havia invadido o país. O duque de Wellington parte imediatamente com suas tropas, incluindo Edmund, para o iniciar a Batalha de Waterloo.

Sophia fica desolada com a repentina separação, ainda mais porque guardava grandes segredos: estava grávida e a única coisa que a impedia de perder o controle era que havia se casado escondido com Edmund, já que a família dele não aprovaria que ele não se cassasse com uma nobre. Entretanto, ao tentar se despedir de seu amado no meio da confusão do baile, Sophia percebe que o vigário que havia realizado o casamento deles não se passava de um amigo de exército de Edmund. Havia sido enganada! O que seria dela? 

Infelizmente, Edmund morre na batalha e Sophia, meses depois, dando luz ao seu filho bastardo, deixando assim a família Brockenhurst sem o único herdeiro e a família Trenchard sem sua amada filha e, consequentemente, sem o neto, que é deixado secretamente com a simples família Pope para não manchar a imagem de Sophia.

Anos se passam até que ambas as famílias amarguradas se instalam no mesmo bairro: Belgravia. Suas histórias se cruzam mais uma vez, mas será que eles conseguirão superar o passado para conseguirem levar suas vidas no presente e além, traçar planos para o futuro? Só lendo você irá descobrir.

Assim que vi o livro, mal pude conter minha curiosidade para lê-lo, não só porque amo histórias de época – ainda mais passadas em Londres – mas também porque o livro foi escrito pelo mesmo criador de uma série que eu amo de paixão: Downton Abbey. Então é claro que comecei a leitura com altas expectativas e confesso que, infelizmente, me decepcionei um pouco.

A história tem um ritmo ótimo e é repleta de reviravoltas, segredos e personagens cativantes, mas o que não me agradou é que os lacaios, empregados, damas de companhia e todo o staff por trás das famílias receberam quase nenhuma atenção do autor. Não tiveram aprofundamento em suas vidas, personalidades e características, aparecendo somente em momentos muito pontuais, mas muiiiito pontuais. E eles são tãao fofoqueiros e desonestos que chega a dar raiva. Só apareciam – vou resumir com – pra colocar lenha na fogueira. Tirando isso e o excesso de descrição antes de um acontecimento bombástico, o livro é ótimo. Aconselho super a leitura, ainda mais pra quem é fã de Downton e histórias de época <3.

😉

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Resenha – Escândalos na Primavera.

Por Thila Barto
|
14 de fevereiro

Título: Escândalos na Primavera

Título Original: Scandal in Spring

Autoras: Lisa Kleypas

Editora: Arqueiro

Tradução: Maria Clara de Biase

Gênero: Romance de Época

Páginas: 224

Ano: 2017

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“Seu fracasso se tornou inconveniente, filha. Preocupa-me o gasto desnecessário com vestidos e bugigangas… O tédio de levá-la de uma baile improdutivo a outro. […] Por isso, decidi escolher um marido para você.”

Resenha:

Finalmente e, ao mesmo tempo infelizmente, saiu o último livro da série de Lisa Kleypas, As Quatro Estações do Amor e o que já posso adiantar sobre ele: está adorável!! Confesso que Evie é minha personagem preferida, mas minha nossa… esse livro, Escândalos na Primavera, pra mim foi o melhor! E que final perfeito <3!!! (Não se preocupe, não darei spoilers e muito menos revelarei o final; eu só precisava desabafar isso mesmo porque já fazia um tempo que eu não gostava tanto de um fechamento de uma série, rsrs).

A protagonista da vez é a amável, divertida, sonhadora, romântica e devoradora de livros, Daisy Bowman, a única do grupo das flores secas que ainda está solteira. Várias temporadas e bailes já haviam passado e Daisy não recebia nenhuma proposta de casamento. Será que seria uma solteirona e jamais acharia um marido assim como dos livros que tanto lia?

Seu pai, Thomas Bowman, já impaciente com a situação pois não aguentava mais o fracasso de sua filha e precisava voltar para Nova York, acha a solução perfeita para o problema: se ela não conseguisse um pretendente até o final da temporada, ela se casaria com o seu protegido e empregado em sua empresa, Matthew Swift.

Horrorizada com o ultimato de seu pai, já que nunca gostou do ‘saco de ossos’, frio e controlador, Matthew, Daisy recorre à sua última esperança: ir ao poço de desejos de Stony Cross e fazer um pedido, pois afinal de contas, tinha funcionado para suas outras amigas, não é mesmo? O que ela não esperava era que, após fazer o desejo, daria de cara com o dito cujo e, ainda por cima, que o antigo ‘saco de ossos’ agora era um homem totalmente mudado e atraente. Como isso seria possível?

Afirmando para si mesma que a mudança de Matthew não mudaria em nada o desprezo que sentia por ele, Daisy, sem pensar duas vezes, já inicia uma conversa com ele dizendo que nada faria ela se casar com ele. Mal sabia ela que Matthew não fazia a menor ideia do que ela estava falando. O que diabos estava acontecendo?

Só lendo você irá descobrir.

O livro no geral é super divertido pois Daisy não pensa duas vezes antes de soltar um comentário ou fazer algo para solucionar um problema e conseguir o que quer. Sem falar que ela é MEGA competitiva, rendendo assim, MUITAS risadas.

Como nos livros anteriores, temos aparições breves de todas as antigas protagonistas – Annabelle, Evie e Lillian – o que torna a leitura ainda mais agradável pois podemos saber mais sobre suas vidas, além de matarmos a saudade das particularidades de cada uma. Porém, senti que Kleypas deu muito foco em Lillian neste livro, ofuscando um pouco Daisy, entretanto, mesmo assim, Escândalos na Primavera é meu livro favorito da série sem sombras de dúvidas! <3

Leiam, leiam e leiam que não haverá arrependimentos 

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Resenha – Ligeiramente Pecaminosos

Por Alê Lendo
|
20 de dezembro

Título: Ligeiramente Pecaminosos
Título Original: Slightly Sinful
Autor(a): Mary Balogh
Tradutor(a): Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 271
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Gênero: Ficção, Romance de Época

“Casar tarde sempre foi uma tradição em nossa família, mas quando nos casamos é por amor e para sempre.”

E pode me chamar de lesada que eu deixo. Demorei quatro livros para me dar conta que todos eles se passam em ambientes que não são exatamente o que se espera de um romance de época. E olha que eu já li muitos!

Mas, em minha defesa, tenho a dizer que OS BEDWYNS são muito dinâmicos e envolventes, já nas primeiras linhas você se perde em narrativas primorosas, e que MARY BALOGH é magnífica em seus romances. Logo, acabei não me atentando a esse detalhe.

Ou – muito provavelmente – seja pelo fato que o cenário deste livro é um tanto quanto inusitado. Desta vez, passaremos alguns meses na adorável companhia de algumas amigas em um simpático prostíbulo (isso, aquele com prostitutas!) em meio aos acontecimentos durante a batalha de Waterloo.

Se você leu minha resenha do livro anterior (se não leu, leia aqui e pare imediatamente de ler esta!) sabe que em seu último parágrafo deixamos Lady Morgan Bedwin – recém casada com o conde de Rosthorn – observando da janela de sua carruagem um homem parado à sua porta em Lindsey Hall.

Agora me dá a mão, pois vamos para a rua d’Aremberg, em Bruxelas, onde cinco moças transformaram uma casa de aparência respeitável num bordel!

RACHEL YORK viu sua vida e seus sonhos destroçados do dia para à noite. E tudo porque se deixou envolver e ludibriar por um vigarista que a pediu em casamento com o único intuito de roubar suas economias e de suas colegas, Bridget, Flossie, Geraldine e Phyllis, as donas do bordel onde vivia e que – a muito custo – tinham juntado uma boa quantia para mudarem de endereço e de vida.

Ao contrário de suas amigas, Rachel não é prostituta. Está no Bordel há apenas um dia, pois foi dispensada de seu trabalho como acompanhante de uma senhorita que se enciumou com a “sorte” de Rachel por encontrar um noivo tão charmoso.

Rachel já conhecia Bridget Clover. Ela havia sido sua babá quando a mãe falecerá. Isso quando ainda morava com o pai e antes que este perdesse todo o dinheiro da família nas mesas de jogo. O Bordel das amigas era o único lugar que ela conhecia para ficar até se restabelecer.

Rachel estava certa que seria posta para fora aos gritos e ponta pés, já que ela havia apresentado e convencido as amigas que seria uma boa ideia dar todas as suas economias ao aparentemente bem intencionado Sr. Nigel Crawley. O homem que as roubaram. Mas isso nunca passou pela cabeça das queridas, companheiras e valentes Bridget, Flossie, Geraldine e Phyllis. Elas conheciam a bondade de Rachel.

Naquela noite, depois de aceitarem a fatídica realidade e decidirem que era preciso seguir em frente, pois caçariam o vigarista e reaveriam seu dinheiro, as damas tiveram uma inusitada ideia: ir ao campo de batalha em busca dos pertences dos mortos na batalha em Waterloo.

A ideia não era só louca, era mórbida e pecaminosa. Rachel se sentia enjoar só de pensar em remexer os mortos. Mas ela com sua inocência causara todo aquele problema e não ajudar as amigas a se reerguerem era uma hipótese impensável.

ALLEYNE BEDWIN não era militar. Decidiu seguir a carreira diplomática porque precisava dar rumo a sua vida. Havia saído de Bruxellas, onde deixou a irmã caçula Morgan aos cuidados de uma família amiga, para se juntar as tropas inglesas. Lá, se ofereceu para levar a correspondência das estratégias de guerras entre os comandantes, assim, voltaria o mais rápido possível para Amsterdã e levaria a irmã em segurança para casa.

Durante o trajeto, quando teve de atravessar o campo de batalha em Waterloo, Alleyne foi atingido na perna por um tiro.

Apesar de ter perdido muito sangue, Alleyne ainda conseguiu se aproximar das tropas aliadas em Amsterdã, mas seu cavalo, ao pisar em falso em um tronco de árvore, empinou arremessando seu cavalheiro no chão.  

Na queda, Alleyne aterrissou com força de costas no chão e bateu com a cabeça na mesma raiz em que o cavalo tropeçara. Desmaiou imediatamente.

RACHEL YORK ficou paralisada diante a tantos mortos em campo de batalha. Soube no mesmo instante que nem ela e nem as amigas teriam coragem de profanar aqueles corpos.

Então Rachel fixou os olhos no primeiro cadáver que encontrou. Ele estava jogado sob uma árvore, inerte e completamente nu. Ela imediatamente se apiedou dele. Um homem jovem, ainda bonito, apesar da situação, largado como um indigente sem que ao menos os pais o pudessem enterrar.

Ela, sem nem mesmo entender o porquê, se ajoelhou próximo ao corpo e tocou o seu belo rosto. Ele estava frio. Mas não gelado. Ela levou os dedos ao pescoço do rapaz e notou uma leve pulsação. E então, começou a gritar por socorro.

Ao acordar, Alleyne se vê cercado de belas moças. Seu pensamento o leva para três certezas: se está morto, certamente está no céu, não tem a menor ideia de onde está e, o pior de tudo, não faz a menor ideia de quem ele é.

Os traços e o porte de Alleyne não deixam dúvida. Trata-se de um cavalheiro. Mas ninguém nem desconfia que o recém nomeado Jonathan Smith, é na verdade um dos homens mais ricos da Inglaterra e irmão do poderoso Duque Wulfric Bedwin.

Em agradecimento a tudo que as damas fizeram por ele, Alleyne decide que irá ajuda-las a encontrar o vigarista que as roubou. Para isso, vai se passar pelo respeitável marido de Rachel que decidiu enfrentar o Tio – que a abandonou ainda criança – e está em posse das joias deixadas por sua mãe.

Ao contrário do livro anterior, este livro não tem a intenção de falar da guerra e de todas as mazelas que a envolve. O texto é bem mais leve e o foco é o longo caminho de Alleyne para descobrir quem ele é e o reais valores que estão muito além das aparências e das posses de uma pessoa.

Prepare-se para rir e encantar com as muitas confusões, descobertas e romances absolutamente improváveis entre nobres, plebeias, prostitutas e combatentes de guerra.

E agora falta pouco. O próximo livro, LIGEIRAMENTE PERIGOSOS, sai ainda no primeiro semestre de 2017 e traz a história de Wulfric Bedwin. Pense numa pessoa em cólica. Essa sou eu!

9788580416176

Resenha – Desejo à Meia-Noite

Por Alê Lendo
|
2 de outubro

Título: Desejo à Meia Noite
Título Original: Mine Till Midnight
Autor(a): Lisa Kleypas
Tradutor(a): Livia de Almeida
Editora: Arqueiro
Ano: 2013
Páginas: 272
Perfil no Skoob: aqui

Gênero: Ficção, Romance de Época 

” – Não te parece com nenhum homem que tenha conhecido alguma vez. Tampouco é alguém com quem tivesse podido sonhar. ë como um personagem de um conto de fadas escrita em um idioma que nem sequer conheço.
– O Príncipe, espero.
                         – Não, é o Dragão, um formoso e malvado Dragão.”
 
Se você nos acompanha aqui no Blog sabe que já resenhamos dois livros da série “As Quatro Estações do Amor” da escritora LISA KLEYPAS, são eles: “Segredos De Uma Noite de Verão” (aqui) e “Era Uma Vez No Outono”. Estes dois livros (a série completa é formada por quatro livros – ou cinco, caso a Arqueiro também publique “A Wallflower Christmas”) fazem parte da aclamada série “WALLFLOWERS”. 

Caros, esta série deu tão certo que devido ao sucesso AR-RE-BA-TA-DOR de um de seus personagens secundários, CAM ROHAN (que aparecerá no próximo livro “Pecados no Inverno”), Lisa Kleypas decidiu dar à ele não só uma história, mas uma nova série: OS HATHAWAYS.  
Gente, tentarei ser o mais tranquila possível em minhas colocações, mas gostaria de registrar que AMO MUITO Romances Históricos, sei que temos inúmeras e excelentes escritoras, livros fascinantes e histórias arrebatadoras, mas LISA KLEYPAS é minha insana e imensurável paixão.
OS HATHAWAYS é o que chamamos de “spin-off” (um produto novo , seja livro, série, filme ou qualquer outra coisa, derivado de um outro já existente) de “As Quatro Estações do Amor”, mas não se preocupem, uma série pode ser lida INDEPENDENTEMENTE do prévio conhecimento da outra. 
Mas voltando ao que interessa… vamos falar de OS HATHAWAYS. Como já estou pegando o jeito com romances históricos que tratam de pessoas de uma mesma família, vou começar com o nome dos livros e a que irmão se refere:
Livro 1 – Desejo à Meia-Noite – Amelia Hathaway
Livro 2 – Sedução ao Amanhecer – Winnifred Hathaway
Livro 3 – Tentação ao Pôr do Sol – Poppy Hathaway
Livro 4 – Manhã de Núpcias – Leo Hathaway 

Livro 5 – Paixão Ao Entardecer – Beatrix Hathaway
OS HATHAWAYS foram muito bem criados. Seus pais ensinaram e incentivaram os seus filhos a lerem, estudarem e obedecerem seus instintos, mas por um grande infortúnio do destino, ambos morreram muito cedo, deixando os irmãos aos cuidados uns dos outros.
AMELIA HATHAWAY é uma mulher inteligente, forte, destemida e admirável, a segunda mais velha do clã está passando por momentos bem difíceis, acabou de sofrer uma grande decepção amorosa, tem de lidar com as constantes encrencas e sumiços do irmão mais velho – que apesar de ter acabado de herdar um título de nobreza passa a maior parte do tempo bebendo e jogando cartas – tem uma irmã doente, outra com tendências cleptomaníacas, e também precisa lidar com a recém mudança de moradia e o escasso dinheiro para os gastos e sustento da família. 
Ainda assim, Amelia não desiste de cuidar de seus irmãos, e não dá a menor atenção aos comentários da sociedade sobre as excentricidades dos Hathaways. Amelia sabe que precisa estar presente, sabe que já passou da idade de sonhar e acabou por desistir de arranjar um marido e fazer um bom casamento. 
Em uma das noites de sumiço do irmão, e temendo pela sua segurança, Amelia decidi sair a procura de Leo nas piores tavernas e clubes de Londres, é em um desses clubes que em meio a uma briga que ela é completamente tragada pela figura do cigano CAM ROHAN
PARA TUDO! Ciganos são um dos grandes fracos desta que vos fala, portanto sempre que CAM e MERRIPEN (o mocinho – e põe mocinho nisso! – do próximo livro), forem citados possíveis suspiros irão poderão ocorrer.
Cam Rohan gerencia um grande clube de jogos em Londres, é conhecido por sua postura impecável, seu imenso carisma e sua habilidade nata com os números. Apesar de ter escolhido viver entre os “Gadjes” (termo usado pelos ciganos para referir-se a um não cigano), Cam mantém em sua essência os costumes e a magia de seu povo. Sua beleza extraordinária, sua pele cor de mel e seus cabelos negros, enfeitiçam e desafiam Amelia irremediavelmente.
Mas se você está achando que Amelia vai sair correndo para se jogar nos braços do mocinho, não poderia estar mais enganado. Amelia conhece seus problemas e suas responsabilidades, sabe que precisa ajudar Leo a assumir seus deveres de Nobre e também casar sua três irmãs. Então, mesmo sentido-se atordoada e angustiada pela atração quase  que insuportável, ela sabe que aproximar-se de Cam Rohan seria um escândalo sem precedentes. 
Bem, estamos falando de ciganos, não sei o quanto vocês conhecem sobre ciganos, mas posso garantir que teremos MUITO da pura essência cigana por aqui, me refiro a romance, brigas, sedução, ciúmes, intrigas, bate-boca, pegação… ou seja, amores que infelizmente – na opinião desta que vos escreve – não existem muitos por aí! 
“Desejo à Meia Noite” é o começo de uma paixão indomável e indescritível: OS HATHAWAYS. Você vai se afeiçoar enlouquecidamente por Wyn, Poppy, Beatrix e Leo, que apesar da “missão suicida” (e acredite, ele tem os seus motivos), é um homem preocupado  com a felicidade e segurança de sua família. Eu poderia dizer simplesmente que gosto muito desta serie, mas essas palavras não fariam jus ao quão apaixonada sou por essa série!

LISA KLEYPAS é a rainha dos diálogos fluidos, inteligentes, sarcásticos e envolventes, são tramas que se desenvolvem e alinham-se com extrema perfeição entre cada livros, não há buracos, falhas ou rodeios. 
E se você acha que eu fui super passional nesta resenha, preparem-se para me ver en-san-de-ci-daaaa em “Sedução ao Amanhecer” – o 2° livro da serie – porque meus queridos, acreditem, MERRIPEN destruiu meu todo o meu filtro “Fangirling”. 
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Resenha – Sedução ao Amanhecer

Por Alê Lendo
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26 de julho
Título: Sedução ao Amanhecer
Título Original: Seduce me at Sunrise
Autor(a): Lisa Kleypas
Tradutor(a): Débora Isidoro
Editora: Arqueiro
Ano: 2013
Páginas: 242
Perfil no Skoob: aqui
Gênero: Ficção, Romance de Época
  
“Céus! – disse Leo com a voz rouca. – Se tinha coragem para morrer com ela, não acha que poderia encontrar coragem para viver com ela?”
 
Já disse para vocês que quanto mais gosto de um livro, mas dificuldade tenho para falar dele? Acho que por isso demorei tanto para escrever sobre o 2° livro da série os “Os Hathaways”, SEDUÇÃO AO AMANHECER.
Como já tinha explicado no 1° livro – resenha aqui – cada livro da série vai falar das desventuras sociais, familiares e amorosas de um dos irmãos mais excêntricos, barulhentos e adoráveis que conheço OS HATHAWAYS.
E agora é a vez da nossa querida WINNIFRED HATHAWAY, ou simplesmente, WIN.
Há dois anos WIN contraiu uma severa escarlatina que quase a matou. Apesar de ter se recuperado, as sequelas e agressividade da doença deixaram a extremamente frágil e com os pulmões muito fracos. Esta são as razões que fazem de WIN a belíssima e doente irmã HATHAWAY
KEV MERRIPEN é um rom, um cigano. Quando adolescente, durante um confronto de sua tribo e Ingleses armados, ele foi atingindo e abandonado inconsciente para morrer às margens de um rio. Quase que por milagre, foi encontrado pelo Sr. Hathaway, que o levou para casa e tratou de seus ferimentos. Dias depois, embora sem forças, MERRIPEN decidi deixar a casa, pois não suportava a ideia de dever favores a nenhum “gadje” (palavra usada para designar pessoas não ciganas). Mas é naquele dia que uma doce menina de cabelos loiros platinados e pele branca como o luar, bate a sua porta e o pergunta: – Posso entrar?
Era WIN.
E naquele exato momento, Merripen sabe, não iria embora aquele dia, nem em nenhum outro de sua vida.
Win e Merripen cresceram juntos. Merripen, embora sempre tenha sido tratado pelos Hathaways como membro da família, sempre se manteve distante, agindo como um leal serviçal e nada mais. Esteve ao lado da irmã mais velha, Amélia, quando o Sr. E Sra. Hathaway morreram, trabalhou duro, protegeu a família de qualquer ameaça, passou dias e noites ao lado de Win, quando ela contraiu escarlatina, e continuou assim, cuidando de tudo que era necessário para conforto, segurança e felicidade de Win.
Merripen nunca reclamou, nunca se declarou, nunca tentou tocá-la e nunca pediu nada em troca.
Agora câmera, fecha em mim: QUE HOMEM É ESSEEEEEE????? #TimeMerripen
Voltando…
Win sabe de três coisas:
Ela ama Merripen.
Merripen a ama.
E ele NUNCA admitiria seus sentimentos.
Merripen considera-se inferior e indigno do amor de Win. Por isso, prefere fingir ser apenas um irmão mais velho e zeloso que só quer vê-la bem casada com alguém que seja de seu nível e parte da sociedade.
E não pense que essa convivência em família acontece com calma e tranquilidade. Ao contrário de Cam Rohan, casado com a irmã mais velha de Win, também cigano, mas totalmente adaptado aos costumes “gadjes”, Merripen que alias foi absolutamente contra o casamento de Cam e Amélia), é um cigano em estado bruto, um bicho do mato mesmo.
Resumindo: estamos falando de um homem de quase dois metros de altura, forte, de pele dourada, cabelos e olhos negros que não gosta muito de seres humanos em geral, a menos que este seja um Hathaway, entendeu?
Win cansou de ser tratada como invalida, e decidiu correr atrás do que quer. Para isso foi passar seis meses na França onde há tratamento com novas técnicas para doentes em sua situação. Leo, o irmão mais velho dos Hathaways, decidi acompanhá-la durante o tratamento.
#Dica: a partir deste livro a história do Leo – que será contada no 4° livro – começa a tomar forma, então, bora prestar bastante atenção no moço!
Pois bem, seis meses depois Win volta da França feliz e praticamente curada, ou seja, AGORA PODE POR A MÃO NA MOÇA QUE ELA NÃO VAI QUEBRAR! E ai você pensa: Agora Win e Merripen vão correr um para os braços do outro? Mas só que não!
Se antes Merripen já se achava inadequado para Win, agora ele não se sente nem no direito de olha-la nos olhos. E para deixar o que já estava ruim bem pior, Win trouxe um pretendente em sua bagagem da França.
A partir daí, caro amigo, é briga, segredos familiares, intrigas, sequestro, ciúmes, paixão, amor e raptos e toda aquela maravilha do universo cigano.
O final de SEDUÇÃO AO AMANHECER é surpreendente e lindo. São anos lendo romance de época, e nada bate esse livro.
Resenha grande, né? – mas eu avisei, é o meu livro preferido!

seducao-ao-amanhecer

Resenha – A Caminho do Altar

Por Alê Lendo
|
22 de julho
Título: A Caminho do Altar
Título Original: On The Way To The Wedding 
Autor(a): Julia Quinn
Tradutor(a): Viviane Diniz
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 317
Perfil no Skoob: aqui

 Gênero: Ficção, Romance de Época

“Ele era diferente dos outros cavalheiros que conhecera. Ela não sabia bem como, a não ser que tinha algo a mais. Algo diferente, que a fazia sentir uma pontada bem no fundo do peito.
E por um instante ela pensou que iria chorar.
Primeiramente, pausa dramática para anunciar: “A CAMINHO DO ALTAR” é o último livro da série os BRIDGERTONS.

Amigos, que SO-FRI-MEN-TOOOOO!!!
 
Eu preciso dividir com vocês a odisseia que foi a leitura desse livro. Assim que ele chegou o coloquei junto aos seus outros sete “livros irmãos”, só para apreciar a paisagem mesmo, ficar maravilhada em olhar a minha estante e vê-los todos ali, finalmente todos juntos. Quando tomei coragem para começar a leitura, já dei de cara com Kate Bridgerton, pronto! Parei e fui buscar “O Visconde Que Me Amava” e acabei lendo umas cem páginas! 
 
Daí fui passando de irmão para irmão: Daphne, Anthony, Benedict, Colin, Eloise, Francesca e Hyacinth. Quando vi que não tinha mais para onde correr, me resignei e abracei GREGORY, o caçula da maravilhosa família BRIDGERTON.
Se há uma coisa que GREGORY BRIDGERTON sabe é que o amor existe, é maravilhoso e está esperando por ele em alguma esquina de sua vida. Seus sete irmãos estão casados, felizes e perdidamente apaixonado por seus escolhidos. O amor é uma benção em na família, e sua eleita o aguarda em algum lugar.
 
E é durante uma festa oferecida por seu irmão mais velho Anthony e sua cunhada a Viscondessa Kate Bridgerton que a sua prometida surge diante dos seus olhos. A linda, estonteante, simpática e bem nascida Hermione Watson (olha, difícil demais não achar que Júlia Quinn fez uma belíssima homenagem a Harry Potter!).
É ela! Gregory está absolutamente certo de que é ela! Decido a ir em busca de seu destino tão aguardado, Gregory aborda Hermione com todo o charme e encanto tão característicos dos homens da família, mas para sua imensa e desagradável surpresa, Hermione Watson não só se mostra completamente desinteressada, como também está perdidamente apaixonada por outro homem, o Sr. Edmonds, um rapaz de origem humilde e secretario de seu Pai.

Informações precisas e inquestionáveis vindas do único elo que une GREGORY à mulher de seus sonhos, a melhor amiga de Hermione, LADY LUCINDA ABERNATHY.

Caros, amo Julia Quinn mais que churros dos carrinhos do shopping! A construção das heroínas criadas por Mrs. Quinn é irretocável, e nossa LUCY ABERNATHY não é diferente, forte, integra, amiga, inteligente, bem humorada e, embora nem ela saiba, linda!
LADY LUCINDA ABERNATHY é a melhor amiga de Hermione Watson e está acostumada a parecer invisível os homens. Lucy até acredita que tenha seus predicados, mas todos eles não chegam a fazer sombra à perfeição da amiga.
 
Mesmo assim, elas são muito unidas e extremamente leais uma a outra. Hermione, na verdade, foi a família que Lucy não teve. Órfã de pai e mãe, ela e o irmão Richard foram criados pelo seu Tio materno que – para garantir seu futuro – a prometeu ainda muito jovem ao Conde de Devenport, Lorde Haselby, dez anos mais velho que Lucy.
Lucinda Abernathy está certa de duas coisas, sua amiga não pode se casar com o secretário de seu pai e – sem dúvida alguma – Gregory Bridgerton é o homem ideal para ela. Gregory não tem opção, já usou de todos os seus encantos eartifícios, mas Hermione não parece corresponder as suas investidas. Lady Lucinda será a aliada perfeita para vira o jogo e conquistar a mulher da sua vida.
A mensagem desse livro é bem simples, clara, e é dita em uma conversa entre as amigas Hermione e Lucinda ainda em suas primeiras páginas: “Não se pode escolher por quem você vai se apaixonar!” E prepare-se para morrer de amores constatando, linha a linha, cena a cena, página a página, cada uma destas palavras.
Esse livro esbanja diálogos engraçadíssimos e situações inusitadas. Lucy é rápida, irônica e afiada, Gregory é gentil, encantador e mesmo sendo muito articulado, não pode acreditar no que – sem a menor cerimônia – vê Lucy planejando para que as coisas aconteçam como desejam. A princípio eles acreditam ter muito em comum, o que é ótimo, já que serão grandes amigos, mas com o passar dos tempo toda aquela liberdade tão natural de ser e agir um com o outro vai tomando outras formas e outros sentidos.
Amigos, preparem-se para o melhor que essa família tem a oferecer: amor, risadas, surpresas, paixão e lágrimas. Esse é talvez o livro mais elaborado em termos de reviravoltas, e mesmo apresentando um enredo aparentemente óbvio, não deixa de surpreender e de deixar o seu coração na mão.
 
Agora, preciso abrir meu coração para vocês, depois de oito livros, oito histórias de amor tão lindas e oito filhos tão bem casados, acho que Júlia Quinn deveria dar a nossa Viscondessa Violet Bridgerton um novo amor! Eu sei, eu sei, que isso nunca seria possível na sociedade da época, mas Violet merece toda felicidade do mundo! Mas quem sabe, não é?
 
É mais uma família que se despede, e esta vai deixar muitas saudades! Bom, para mim nem tanto, pois pretendo reler os BRIDGERTONS muitas e muitas vezes.
9788580415735

Resenha – Ligeiramente Seduzidos

Por Alê Lendo
|
8 de junho

Título: Ligeiramente Seduzidos
Título Original: Slightly Tempted
Autor(a): Mary Balogh
Tradutor(a): Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 287
Perfil no Skoob: aqui

Gênero: Ficção, Romance de Época

Minha relação com OS BEDWINS é de amor a primeira linha. O primeiro livro da série – veja baixo os livros e irmãos – me fisgou irremediavelmente, e me tornei muito fã de MARY BALOGH.
OS BEDWINS é mais uma série de romance histórico que conta a vida amorosa de seus integrantes. No caso desta, a ordem é a seguinte:
Livro 1 – Ligeiramente Casados – Aidan Bedwin
Livro 2 – Ligeiramente Maliciosos – Rannulf Bedwin
Livro 3 – Ligeiramente Escandalosos – Freyja Bedwin
Livro 4Ligeiramente SeduzidosMorgan Bedwin
Livro 5 – Ligeiramente Pecaminosos – Alleyne Bedwin
Livro 6 – Slightly Dangerous – Wulfric Bedwin
Aqui vamos falar de LIGEIRAMENTE SEDUZIDOS. Dos três livros anteriores este é sem dúvida o mais rico nos detalhes e descrições históricas sobre o cenário político e social da época. A trama acontece em meio as Guerras Napoleônicas e um dos principais eventos da história ocorre em meio a famosa Batalha de Waterloo.
MORGAN BEDWIN está em Bruxelas. A mais bela dentre os irmãos Bedwins – já com 18 anos – decidiu sair de Londres e de perto de sua tia Rochester que não a deixa respirar sem um milhão de recomendações.
Por convite da Condessa de Caddick, e acompanhada de seu irmão Alleyne Bedwin, Morgan segue para Bruxelas para fazer companhia a sua amiga Rosamund e a seu irmão Capitão Gordon – o futuro Conde de Caddick – que mostra claramente seus forte interesse em cortejar a caçula dos Bedwins. Morgan acha divertido e clamoroso estar ao lado do Capitão durante a temporada, mas não tem intenção alguma de aceita-lo como marido. 
Morgan sempre foi uma alma livre e desafiadora, com uma veia artista latente, ela não aguenta mais a inexpressiva temporada de eventos e os tediosos bailes de debutantes. Morgan Bedwin se nega a aceitar que terá de encontrar tão cedo um bom e vantajoso casamento.
GERVASE ASHFORD, o conde de Rosthorn está em Bruxelas. Sem colocar os pés em Londres há nove anos, ele ainda se recente profundamente pelas maneira e pelas circunstâncias que permearam a sua partida.

GERVASE foi injustamente julgado e condenado pelo seu pai a sair escorraçado da Inglaterra. Daquela noite horrível ele tem poucas recordações, a mais vivida delas é de Wulfric Bedwin, o temido, frio e poderoso Duque de Bewcastle – o maior responsável por jogar seu nome e seu caráter na lama – e seu conhecido  olhar de desprezo e ódio.  

E claro que quando GERVASE vê MORGAN durante um baile oferecido pelos militares que estão a caminho da Bélgica, ele acredita estar diante de uma maneira fantástica e irreversível de se vingar de Wulfric Bedwin.
Mas Morgan Bedwin não é absolutamente nada do que ele esperava. Atrás de seu porte altivo e pedante, Gervase vê uma mulher linda, de opinião e inteligente. Ao perceber que tem uma jogadora a sua altura, Morgan e Gervase dão início a uma sedutora guerra velada onde ninguém está disposto a ceder.
Meus caros, eu adoraria dizer que o livro transcorre nesse romance anunciado, mas não, a guerra explode e o Franceses invadem a Bélgica. Essa foi sem dúvida a minha parte favorita do livro, considerando os acontecimentos, o comportamento e o histórico de Morgan, descrito nas primeira páginas, fica difícil de acreditar que ela se torne uma criatura tão incrível, determinada e de posição tão firme diante a uma guerra.
Achei SEN-SA-CI-O-NAL não só a revelação dos fatos ocorridos na tal noite fatídica para Gervase, mas principalmente os envolvidos e suas motivações. Acho que é a primeira vez que eu vejo em um romance histórico uma situação tão delicada e adversa sendo tratada de maneira tão verdadeira e lúdica.
Poderia falar muito mais, mas este é daqueles livro que qualquer detalhe pode estragar as surpresas e revelações da trama, mas se você for atento pode ir pegando uma coisinha aqui e ali, e enxergar através dos personagens e suas ações. Eu conclui o que havia acontecido um pouco antes de ser revelado.
 
SIM, eu amei LIGEIRAMENTE SEDUZIDOS, mas não vou mentir que estou em cólicas pelo livro do Wulfric Bedwin. Depois de tudo que eu já vi esse homem fazer nestes livros, tenho comigo que esse livro vai ser bomba! E daquelas bemmmmm gostosas! 
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