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Resenha – A Coroa da Vingança

Por Thila Barto
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30 de Janeiro
Título: A Coroa da Vingança
Título Original: Reunited
Autora: Colleen Houck
Tradução: Alves Calado
Editora: Arqueiro
Páginas: 416
Skoob: Aqui
Ps: Terceiro e último volume da série Deuses do Egito. 
“Descobri que é melhor não olhar para trás com arrependimento. Só com lições aprendidas. O infortúnio pode acompanhar a gente por toda a vida. A gente acaba tendo apenas duas escolhas. Lamentar o destino, diminuir o passo até ele alcançar a gente e depois estender os braços para abraçar a tristeza ou continuar correndo para que ele nunca possa nos alcançar.”
 
Após a batalha contra a Devoradora no final do livro O Coração da Esfinge, Lily volta para o mundo mortal, especificamente para a fazenda de sua avó, para aguardar as próximas batalhas que viriam para destruir Seth e impedir seu plano maligno, mas, o que ninguém podia contar, era que ela voltaria sem memória alguma dos acontecimentos passados ao lado dos Filhos do Egito. Sua mente estava fragmentada. Nem mesmo de Amon, com quem compartilhava uma ligação fortíssima, ela se lembrava! (SOCORRO!)
 
Ao acordar, ela percebe que algo está errado, porém tudo piora em questão de segundos ao descobrir que havia não uma pessoa em sua mente, mas duas, que não paravam de falar coisas absurdas. Ela esteve no Egito? Lutando ao lado de múmias para salvar a humanidade? Ela era uma esfinge? Que diabos estava acontecendo? A última coisa que lembrava era de ter ido ao MET decidir que faculdade cursaria.
 
Lily percebe que a situação se agrava ainda mais quando o grão-vizir, Hassan, aparece com todas as suas ‘supostas’ armas, dizendo que precisava treinar suas capacidades juntamente com as meninas que habitavam seu corpo, Tia e Ashleigh, para se fortalecerem e partirem para acordarem os irmãos e invocá-los antes que Seth os encontrassem no além e os desfizessem inteiramente. 
 
Achava que tinha pirado de vez! Pelo menos tinha sua avó ao seu lado para duvidar de tudo aquilo que Hassan estava falando.
 
“Todo mundo aparentava estar muito seguro de que as coisas incríveis que ele descrevia tinham acontecido de verdade. Eu não conseguia acreditar. Aquilo tudo não podia se referir a mim. Por que eu sairia de Nova York para seguir uma múmia?”
 
Porém, com a chegada de Néftis na própria fazenda, Lily percebe que está em um beco sem saída. Ela precisava fazer todas aquelas loucuras que estavam exigindo dela, inclusive o que a deusa havia acabado de revelar: ela não estava destinada a ser uma esfinge. Era mais do que isso. Ela precisava assumir o poder de Wasret e abraçar o ser que iria se tornar, assim como todas as implicações que esse nome carregava.
 
O que seria necessário para se tornar uma Wasret? Mal sabia ela que teria que abrir mão de MUITA coisa, colocando até sua própria existência em jogo. 
 
Como se fosse possível, as coisas pioram ainda mais um pouco quando Lily falha, logo de cara, em sua primeira missão. Só conseguiu acordar Ahmose. Asten e Amon estavam escondidos no canto mais distante do Cosmo e agora precisava ir resgatá-los. Haveria tempo suficiente?
 
 “Num momento eu era Lily, uma garota apanhada numa situação impossível, mais perigosa e mortal do que qualquer coisa que eu já havia lido em histórias. E no momento seguinte era algo totalmente diferente.”
 
Eu amei DEMAIS o livro pois ele superou IMENSAMENTE todas as minhas expectativas. É o melhor livro da série sem dúvida alguma! Não dá nem pra respirar durante a leitura e a narrativa está mais incrível do que nunca porque o leitor fica um tanto confuso juntamente com Lily pois ora é ela narrando, ora é Tia e ora é Ashleigh, mas não é sempre que tem uma tipografia diferenciada para você saber quando a narradora trocou. Em vários momentos parei por um segundo dizendo: “Espera aí! Isso aqui é a Tia falando, não é mais a Lily” ou algo do gênero. Achei isso incrível pois vai ficando cada vez mais nítido – e um tanto assustador – que as personagens estão se fundindo em uma única pessoa.
 
A única ressalva que faço é que Colleen pesou um pouco a mão ao decidir o destino de vários personagens. Fiquei com o coração não partido, mas despedaçado em VÁRIOS momentos. Se preparem para sentirem todas as emoções possíveis. 
 
Leiam, leiam e leiam pois está SENSACIONAL!!
 
Obrigada, Colleen Houck, por fechar a série com uma MEGA chave de ouro <3 ! ESTOU MUITO FELIZ!!!!!
 
“O medo vem de nós como uma onda gigantesca, mas ela sempre vai se quebrar na rocha da sua determinação.”
 

Elenco das próximas temporadas de The Crown é confirmado

Por Thila Barto
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26 de Janeiro

Estou é passando MUITO MAL!

The Crown é uma de minhas séries favoritas e confesso que está sendo um tanto difícil pra mim aceitar a troca de elenco pois tenho uma péssima mania de me apegar aos atores e seus personagens. Ai meu coração!!

Como cada temporada retrata, em média, uma década do reinado de Rainha Elizabeth, todos os atores que fizeram parte da 1° e 2° temporada serão substituídos para dar continuidade na trama. A ideia é que a cada duas temporadas o elenco seja renovado, então não se apeguem, galera, rsrs.

Os atores confirmados para 3° e 4° temporada são: Olivia Colman no papel de Rainha Elizabeth, Paul Bettany como Príncipe Philip e Helena Bonham Carter como Princesa Margaret.

Outra novidade revelada é que Princesa Diana também fará aparição na série, mas só no fim da 3° temporada – retratará os anos de 1964 até 1976 de reinado – e será um dos focos da 4°. Já estou doida para saber quem será a atriz escalada para o papel!

Enfim, o que acharam do elenco? 

Não tenho uma opinião formada ainda pois até então não consigo imaginar os novos atores em seus papeis, mas sei que, pelo menos pra mim, será difícil superar Claire Foy!

😉

Resenha – The Good Place

Por Beatriz Guerra
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7 de Janeiro

   Everything is fine!  A série The Good Place, criada por Michael Schur e com duas temporadas disponíveis no Netflix é o que você procura se quer algo simples e divertido! 

   Depois que Eleonor Shellstrop  (Kristen Bell) é morta de uma maneira bem bizarra, ela acorda no “Lugar Bom” e descobre que entrou na vida após a morte.  Michael (Ted Danson) é o arquiteto e conselheiro da vila em que ela se encontra e a informa que Eleonor conquistou aquele lugar  por causa de diversas boas ações que fez quando ainda era viva, incluindo greves de fomes em protestos e  ajudar pessoas inocentes a saírem do corredor da morte. O problema: ela nunca fez nada daquilo.

  Por conta desse erro, sua mera estadia no “Lugar Bom” causa alterações na vila inteira e impacta todos os outros moradores. Eleonor fica presa nesse mundo onde não é possível falar palavrões (what the fork), só há pessoas boas, cada um tem uma “alma gêmea” e você pode ter tudo o que sempre quis com a ajuda de Janet (D’Arcy Carden) , um ser que possui o conhecimento de todo o Universo.  Só resta duas alternativas a ela: tentar merecer ficar nesse lugar, ou admitir e ir para “o Lugar Ruim”. O que você faria?

   No decorrer da série, Eleonor entra em diversas situações cômicas ao tentar ser boa através da ajuda de seus novos amigos no Lugar Bom. Cada episódio tem uma curta duração de apenas 22 minutos, o que torna bem gostoso de assistir e muito rápido! A série é muito bem elaborada e tem um dos melhores plot twits EVEEEEER! Se você assistir até o último episódio da primeira temporada, pode ter certeza que você não vai mais conseguir dar um “pause” e vai devorar toda a segunda temporada no mesmo dia. Te juro, você nunca vai imaginar o que acontece!!!!!

   Além disso, só de ter a Kristen Bell no elenco já é um belo motivo para assistir, ela torna Eleonor uma personagem inesquecível. É tudo muito bem elaborado na série, com piadas interessantes e nos momentos certos, flashbacks extremamente engraçados de quando Eleonor fazia coisas “ruins” na Terra e também muito aprendizado sobre moral e ética, com debates filosóficos que provoca quem está assistindo. A primeira temporada pode até parecer meio boring para você, mas fique tranquilo, você vai compreender o motivo assim que chegar no último episódio da primeira! Não desista! 

   E pra quem quer treinar o inglês, é bem tranquilo pra assistir sem legenda! #fikdica(: 

   The Good Place foi de uma daquelas procuras inesgotáveis por algo bom no Netflix, pra uma das minhas séries preferidas! Vale super a pena 😀

   E pra terminar: I’m going to the gym! (assistam a segunda temporada que vocês pegarão a referência). 

Resenha – Alias Grace

Por Thila Barto
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2 de dezembro

Eita série que conseguiu desgraçar minha cabeça de uma maneira insana!

Alias Grace, a nova minissérie original da Netflix baseada no livro de Margaret Atwood, ‘Vulgo Grace’, conta a história de Grace Marks (Sarah Gadon), uma empregada que aos 16 anos de idade foi condenada à morte após ser acusada pelo assassinato do fazendeiro Thomas Kinnear (Paul Gross) e da governanta, Nancy Montgomery (Anna Paquin) – isso foi um caso real, e, assim como na minissérie/livro, aconteceu no Canadá no século XIX.

Como punição por tal crime, Grace deveria ser enforcada, entretanto, durante seu julgamento, conseguiu clemência do juri com seu depoimento e se livrou da forca, mas não da prisão perpétua. James McDermott (Kerr Logan), que também trabalhava na propriedade de Thomas Kinnear, foi considerado seu cúmplice e não teve a mesma sorte. A forca foi seu destino.

A partir deste crime, a minissérie se desenvolve.

Já no primeiro episódio percebemos que a história se passa a partir dos olhos de Dr. Jordan (Edward Holcroft), que é contratado para analisar Grace e, com o seu laudo, comprovar sua inocência já que ao mesmo tempo que é considerada uma assassina por muitos, alguns acreditam que é inocente e merece a liberdade após tantos anos na prisão. Assim, todos os dias, os dois sentam-se frente à frente e Grace começa a contar sua história.

Porém, após alguns relatos, Dr Jordan não só começa a vê-la de forma romântica, mas também a enfrentar dificuldades para encontrar as repostas – se ela realmente é culpada pelo crime, se possui alguma doença… -, pois os fatos eram muito controversos já que sua história foi testemunhada e contada por pessoas diferentes, que deram relatos diferentes e que ao serem comparados com as histórias que ela contava para ele, muitas coisas não se encaixavam.

Mesmo após inúmeros sofrimentos, Grace possui uma voz doce, é perspicaz, atenciosa, detalhista e bastante observadora. Seria ela culpada pelo crime que foi acusada? Será que a visão de Dr Jordan seria mais uma entre as tantas outras? Sua atração por ela estaria influenciando em sua análise? Será que foi manipulado? Será que alguém foi manipulado durante a história toda? Grace realmente matou seu patrão e a governanta? Ela conseguiu sua liberdade?

Essas são poucas das muitas questões que surgem durante os 6 episódios de Alias Grace e que, claro, só assistindo você irá descobrir as respostas, mas uma coisa eu já alerto: A grande questão que todo mundo quer descobrir, se ela é uma assassina ou não, não é o que a minissérie/livro quer discutir e foi exatamente por isso que fiquei com a cabeça tão desgraçada.

Ela é ambientada no passado, mas possui tantos questionamentos e críticas que ainda são muito atuais.

Eu realmente adorei, mesmo me deixando muito confusa tanto durante os episódios quanto depois e confesso que demorei alguns dias para chegar em uma conclusão final pois muitas possibilidades e questionamentos e, claro, dúvidas ficavam zanzando na minha cabeça.

Alguns acreditam que ela é realmente inocente, outros que ela é psicopata, que sofre de algum distúrbio mental ou que desenvolveu outras personalidades após a morte da melhor amiga e da governanta, mas eu acredito – de uma forma bem breve pois não quero influenciar na sua interpretação, *ALERTA SPOILER* – que ela é uma mulher sã que está tentando achar seu lugar e sobreviver num ambiente completamente machista aonde não tem voz e quase nenhum valor, que é culpada pelo crime que foi acusada, que ganhou de Dr Jordan na luta mental que travaram e que aceitou o casamento com Jamie no final pois o que ela poderia conseguir de melhor num mundo daqueles? 

Enfim…Super recomendo!

Senhor dos Anéis ganhará série de TV!

Por Thila Barto
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13 de novembro

Cadê o chão? Ele SUMIU com essa notícia!

É real e OFICIAL que haverá uma série baseada em O Senhor dos Anéis não com uma, mas com várias temporadas e com direito a spin-offs. Já posso começar a chorar?

Ainda não há muitos detalhes sobre e muito menos uma data de estreia, mas sabe-se que a trama vai explorar novas histórias que precedem os acontecimentos de A Sociedade do Anel e será desenvolvida pela Amazon Studios em parceria com a Tolkien Estate and Trust, editora HarperCollins e a New Line Cinema, divisão da Warner Bros.

 “Estamos honrados em trabalhar com a Tolkien Estate and Trust, a HarperCollins e a New Line nesta colaboração emocionante para a televisão e estamos entusiasmados em levar os fãs de O Senhor dos Anéis em uma nova jornada épica pela Terra Média”.

– Sharon Tal Yguado, diretora do roteiro de séries da Amazon Studios
O Streaming ganhou a disputa – HBO e Netflix também estavam nas negociações – pelos direitos e, segundo o Deadline, pagou entre 200 e 250 milhões de dólares. Não dá nem para imaginar o quanto custará com desenvolvimento, elenco e toda produção.

“Estamos muito satisfeitos que a Amazon, com seu compromisso de longa data com a literatura, ser sede da primeira série de televisão multi-temporada de O Senhor dos Anéis”

“Sharon e a equipe da Amazon Studios têm ideias excepcionais para trazer para a tela histórias previamente inexploradas com base nas obras originais de J.R.R. Tolkien.”

-Matt Galsor, representante da Tolkien Estate and Trust e HarperCollins. 

Como lidar com uma notícias dessas?

 

Fonte: Deadline

5 Séries de Época para assistir e ser feliz

Por Thila Barto
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Não lembro quando comecei a gostar de livros, filmes e séries de época, mas sei que agora me encontro em um estado de vício incessante por séries do gênero. Termino uma e começo a procurar desesperadamente por outra e me jogo de cabeça, sem pensar duas vezes, neste universo, ainda mais porque ultimamente as produções estão com direções de arte, fotografia, figurinos e todo o resto de cair o queixo! 

Mesmo compartilhando um amor imenso pelo gênero, confesso que sofro muito durante os episódios, principalmente nos que envolvem guerra, pois é difícil aceitar a morte de um personagem querido ou se controlar quando tudo dá errado – algumas vezes chego a jurar de pé junto que não vou mais assistir a série, mas minutos se passam e lá estou eu, assistindo o próximo episódio – GOT e Outlander me deixam sem chão! Hahahaha.

Porém, o que me deixa realmente maluca, são as injustiças, preconceitos e alguns costumes impostos pela sociedade da época, especialmente em relação ao ‘papel e lugar’ da mulher no período. Tem coisas que nos deparamos e pensamos “que absurdo”, mas triste mesmo é perceber que anos se passaram e muita coisa ainda não mudou. Então fico extremamente feliz quando me deparo com séries que discutem sobre estes valores e até os revertem. Call The Midwife é uma série que eu IDOLATRO pois ela discute tantos tabus e é tão incrível que acho que todo mundo deveria assistir. A série só não vai aparecer na lista a seguir pois já falei dela aqui no blog, mas vejam que vale MEGA a pena. 

Bom, depois de ver muitas séries, mas claro, não todas (ainda bem, rsrs), aqui vão cinco que eu MEGA indico. Não vou me aprofundar muito na trama se não esse post ficará imenso:

Victória (2016)

A série britânica criada por Daisy Goodwin e que já está com duas temporadas, acompanha a trajetória da Rainha Victoria (Jenna MARAVILHOSA Coleman) a partir de sua coroação aos 18 anos de idade após a morte do tio, William IV, e os primeiros anos de reinado após seu casamento com Príncipe Albert (Tom Hughes).

Muitos não acreditam que ela possa ser uma boa rainha já que é muito jovem, inexperiente e está sempre contestando as opiniões não só de seus familiares mas também membros do governo. Sem falar do escândalo envolvendo uma suposta relação com seu primeiro ministro Lord Melbourne (Rufus Sewell), dificultando ainda mais a aceitação de seu reinado pelo povo e Parlamento.

Ela faz tudo que está ao seu alcance para defender aquilo que acredita e mostrar que é capaz de tomar suas próprias decisões. 

É uma série maravilhosa que envolve não só fatos verídicos do reinado de Victoria e Albert, mas também alguns – ou muitos, hahaha – dramas, lutas de poder, preconceitos e, claro, amor. 

Ps: Amo a abertura da série. Fico arrepiada toda vez!

The Musketteers (2014)

Série da BBC baseada nos personagens do livro de Alexandre Dumas, Os Três Mosqueteiros, retrata a lealdade de D’Artagnan (Luke Pasqualino), Athos (Tom Burke), Aramis (Santiago Cabrera) e Porthos (Howard Charles) não só para defender o Rei da França e seu povo, mas também aos seus amigos: “Um por todos e todos por um”.

É composta por 3 temporadas, que podem ser assistidas pela Netflix, e é um prato cheio pra quem gosta ação e aventura. 

Terminei essa série recentemente e até agora não consegui superar o seu término – Constance e D’Artagnan pra sempre no meu coração <3. Passei mal em vários episódios, com o coração MEGA acelerado pois os personagens se envolvem em missões praticamente impossíveis! Quase não dá pra respirar!

Aproveito pra deixar em destaque aqui o sexto episódio da segunda temporada, Eclipse Mortal. QUE EPISÓDIO, PRODUÇÃO!!!

O que eu achei mais incrível na série é que em todas as temporadas tem um episódio com foco no passado de cada mosqueteiro, mostrando suas origens, ideais e seus segredos mais sombrios. Sem falar dos vilões que aparecem na trama. Amei todos eles. Milady de Winter tem o meu MAIOR respeito, hahaha.

Versailles (2015)

Com a terceira temporada em produção, a série se passa durante a construção do Palácio de Versalhes no reino de Luís XIV (George Blagden), conhecido como o “Rei Sol”, que foi coroado ainda muito jovem. Após algumas guerras, rebeliões e traumas, Luís, com o objetivo de manter o poder absoluto em todos os sentidos, mantém os membros de sua corte no palácio, mas logo o lugar fica conhecido como ‘gaiola dourada’ por seus moradores e vários atos cruéis como envenenamento e assassinatos começam a acontecer.

É uma série repleta de traição, luxúria, manipulação, batalhas, segredos e que me tirou do sério pois não dá pra se apegar a ninguém, hahaha. Mesmo assim ela não deixa de ser incrível e maravilhosa!

A primeira temporada encontra-se disponível na Netflix. Não deixem de ver!

Harlots (2017)

Essa série PODEROSA se passa em Londres, em pleno século XVIII, abordando a profissão mais antigas de todas: a prostituição, indo muito mais além do que a dor e sofrimento das mulheres que ganham a vida vendendo o próprio corpo sem outra opção para sobrevivência e independência financeira.

Misturando personagens reais e fictícios, Harlots retrata uma disputa intensa entre dois bordeis totalmente opostos, um liderado por Lydia Quigley (Lesley Manville) – limites não está no dicionário dessa mulher – que possui um caráter mais luxuoso e o outro por Margaret Wells (Samantha Morton), localizado entre os becos da cidade.

Ambas possuem uma intriga há anos, mas Lydia decide destruir de vez o legado de Margaret quando sua concorrente consegue restabelecer seu bordel em uma área muito melhor que a anterior, diminuindo assim sua clientela.

É outra série de tirar o fôlego e que merece todos os elogios possíveis tanto em atuações quanto em produção! Foi impossível não assistir a temporada inteira de uma vez só.

A segunda temporada já foi confirmada e a série pode ser vista pela Fox Premium.

Little Dorrit (2008)

Depois de assistir The Crown – outra série sensacional – fui procurar mais trabalhos de Claire Foy e acabei encontrando essa série. Foi amor à primeira vista.

Baseado no livro com o mesmo título de Charles Dickens e produzido pela BBC, Little Dorrit conta a história de Amy Dorrit que nasceu e cresceu na prisão de devedores de Marshalsea já que seu pai foi preso anos antes de seu nascimento devido sua dívida. Abandoná-lo não era uma opção para ela, assim cuida diariamente dele deixando de lado o que acontece além dos portões da prisão. Mas, com o objetivo de melhorar, pelo menos um pouco, as condições de vida que levavam em Marshalsea, Dorrit decide começar a trabalhar, contrariada do pai, e consegue um emprego na casa da família Clennam.

O que ela não sabia é que o seu passado estava ligado ao daquela família.

A série é lindíssima e de uma delicadeza extrema. Amei tudo! E o romance entre Amy e Arthur é tão encantador que é impossível não se simpatizar pelo casal. Assistam <3 !

Ps: Super aceito indicações de séries, rsrs!

Resenha – Big Little Lies

Por Thales Eduardo
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12 de Março

“Às vezes as pequenas mentiras acabam sendo as mais letais.”

Lançado pela HBO no dia 19/fevereiro, Big Little Lies chegou arrasando e já me conquistou logo de cara.

No primeiro episódio somos apresentados à três fortes protagonistas: Madalaine (Reese Witherspoon), Celeste (Nicole Kidman) e Jane Chapman (Shailene Woodley). A série nos mostra a vida de cada uma e como estão cercadas por intrigas. Mas o grande mistério da série é uma morte misteriosa, na qual não temos nenhuma informação.

A construção por cada protagonista e comentários dos interrogados nos levarão a noite fatídica e ao que de fato aconteceu.

A série é baseada no livro de Liane Moriarty, Pequenas Grandes Mentiras, lançada pela editora Intrínseca.

Quando falamos em adaptação, quase em todos os casos, os livros nunca são superados. Mas Big Little Lies mostrou que é possível sim fazer algo tão bom quanto o livro. Nunca pensei que diria isso, mas acredito que a série tenha até superado o livro, o qual não me agradou de uma maneira geral.

A série foi construída de uma maneira que prende o telespectador através da sua narração contagiante. Aos poucos vamos conhecendo cada personagem e a fachada de vida perfeita que todos carregam vai caindo lentamente. Cada uma tem seus próprios dramas e dilemas, mas fazem de tudo para que isso não seja percebido pelos demais.

Reese, Nicole e Shailene dispensam comentários, assim como todo o elenco de peso que a série traz. Até mesmo os atores mais novos estão bem nas atuações, fechando com harmonia a obra.

Big Little Lies terá 7 episódios e cada episódio é lançado no domingo na HBO, vale conferir!

Resenha – Miss Fisher’s Murder Mysteries

Por Thila Barto
|
1 de dezembro
 
“So I did the only thing I could in the circumstance”

Ai meu coração! 
Eu não tenho costume nenhum de maratonar séries, triologias cinematográficas e derivados, porque para ser bem sincera, eu não tenho muita paciência pra isso e nunca consigo ficar muito tempo parada. Sério, ficar sentada no sofá ou até deitada na cama por horas é uma arte que eu nunca consegui dominar…até hoje!
Ps: Com livros eu consigo, televisão não.
 
O que o universo fez comigo eu não sei, mas depois de passar uma longa meia hora rodando o Netflix para finalmente escolher algo para assistir, acabei clicando nessa série chamada ‘Miss Fisher’s Murder Mysteries’ e, depois dos primeiros 20 minutos do primeiro episódio, não consegui parar até ver o fim do décimo terceiro episódio.
 
Foi como se eu tivesse entrado em um estado hipnótico profundo e só tivesse sido permitida a sair desse transe quando o Netflix perguntou se eu gostaria de assistir o primeiro episódio da segunda temporada.
 
O que passou pela minha cabeça?
Primeiro: Pelas estrelas! Já acabou a primeira temporada?;
Segundo: Thila, há quanto tempo você está deitada?;
Terceiro: O mundo precisa saber dessa série.
 
Então aqui estou eu para descrever essa série maravilhosa.
 
Se trata de uma adaptação de uma série de 18 livros ‘The Phryne Fisher Murder Mystery Series‘ da autora australiana, Kerry Greenwood, onde teve sua estreia na televisão no início de 2012 pelo canal – também australiano – ABC1. Possui 3 temporadas completas e a continuação será feita por uma triologia de filmes.
 
Deixando os termos técnicos de lado, Phryne Fisher, a nossa incrível protagonista, é uma detetive ricaça, durona, sagaz e sedutora que soluciona diversos casos de assassinatos em Melbourne nos anos 1920. Ela está sempre disposta a fazer de tudo para conseguir o que quer ou para achar uma pista para a solução de uma investigação. Ela conta com a mais inesperada e leal equipe para ajudá-la e possui as mais distintas habilidades – desde falar diversos idiomas a pilotar um avião.
 
Todo episódio é uma nova surpresa quando se trata das ‘habilidades de Miss Fisher’ e um novo esclarecimento sobre o seu passado que posso descrever como conturbado para não dar spoilers e também para atiçar um tanto a sua curiosidade para saber mais.
 

Como ela nunca aceita um não como resposta e não sossega até descobrir os responsáveis pelos assassinatos, Miss Fisher sempre deixa o detetive, Jack Robinson, irritadíssimo com a sua intromissão em todos os casos que, oficialmente, pertenciam à ele. A relação dos dois é realmente divertidíssima.

A série é extremamente charmosa, super intrigante, com um estilo ‘a la Agatha Christie’, trilha sonora maravilhosa, personagens sensacionais, atuações incríveis – destaque a Essie Davis como protagonista – roteiro admirável… resumindo, pois a minha lista de adjetivos já se esgotou: A série é extraordinária (opa, sobrou mais um). Assistam, assistam e assistam que não haverá arrependimentos!
 
Que o universo me dê forças para resistir a parar depois de mais um episódio pois estou indo agora dar o play na segunda temporada.
 
<3
Trailer:
 

Resenha – The Crown

Por Thila Barto
|
18 de novembro

Assim que vi o primeiro anúncio da Netflix sobre sua nova série original, The Crown, eu mal pude conter o entusiasmo pois simplesmente adoro séries, filmes e livros históricos e de época – ainda mais quando o assunto é a Inglaterra e sua enigmática família real. Então é claro que estava com expectativas altíssimas ao começar a ver os episódios, mas essas expectativas foram atendidas?…

A série criada por Peter Morgan e dirigida por Stephen Daldry, tem sua primeira temporada se iniciando no final do anos 40 a fim de contar a história de Rainha Elizabeth II (Claire Foy) desde seu casamento com Philip Mountbatter (Matt Smith), onde ainda era uma princesa até o final de sua primeira década de reinado, já que, aos 25 anos, teve que assumir a coroa devido a morte de seu pai, o rei George 6°. A ideia é que cada temporada retrate uma década de reinado até os dias atuais. Esse ano, a rainha completa 64 anos de reinado.

A produção custou cerca de US$100 milhões – série mais cara e com a terceira pior estreia do serviço do streaming – e rendeu 10 episódios, que na minha opinião, são espetaculares. Além dos figurinos que são lindos, fotografia maravilhosa, cenários surpreendentes sempre atento às minúcias e as incríveis atuações de todo o elenco, a história traz uma série de reflexões, até mesmo sobre o papel da mulher e o preconceito de gênero.

Confesso que até o final do segundo capítulo não estava curtindo muito a série. Estava achando um tanto arrastada e monótona, mas já na metade do terceiro fui puxada para dentro desse universo e só consegui voltar a respirar no final do último episódio. É difícil não se sensibilizar com as confusões emocionais da rainha ao tentar conciliar sua vida pessoal com o seu governo e seus integrantes. Promessas são quebradas, amizades abaladas, opiniões reprimidas, distanciamento contínuo com os integrantes de sua família e até de seu próprio marido, tudo para honrar o pesado fardo que é a coroa.

O que torna a série ainda mais incrível, são as quebras de linearidade no roteiro com as voltas no tempo para nos ambientar sobre um determinado assunto, e o simples, ou não tão simples, fato de nos mostrar que muitas vezes apenas um gesto ou um olhar é capaz de expor tudo aquilo que sentimos. Assistam que não haverá arrependimentos.

Que venham as próximas temporadas ❤

Trailer:

Trono de Vidro será adaptado para série de TV

Por Lucas Florentino
|
7 de setembro
 

 

Podem comemorar, fãs da saga Trono de Vidro, vocês não leram errado. A série de livros da autora norte americana Sarah J. Maas, vai se tornar sim uma série de TV. 
 
Anunciada recentemente com o nome de Queen of Shadows (nome do terceiro livro da saga), a série de fantasia épica será produzida pelo Hulu, mas infelizmente ainda não temos previsão para o lançamento.  

Sinopse: Queen of Shadows conta a história de Celaena Sardothien, uma assassina complicada, com um passado misterioso que só quer sua liberdade. Agora, em dívida com um rei cada vez mais tirânico, Celaena irá se tornar uma heroína que lutará contra forças que ameaçam destruir o seu mundo. Ao longo do caminho ela irá fazer amigos, inimigos e amantes, e descontroladamente ser subestimada à todos eles.

 

A princípio, apenas o primeiro livro será adaptado, porém como acontece com todas as séries de tv, as temporadas seguintes dependem sempre da aceitação do público com a temporada anterior, sendo assim, se Queen of Shadows agradar os telespectadores e tiver bons resultados, há uma grande possibilidade dos outros livros da saga também serem adaptados. 
 
Trono de Vidro conta hoje com 4 livros lançados no Brasil: Trono de Vidro, Coroa da Meia-Noite, Herdeira do Fogo e Rainha das Sombras, todos lançados pela Galera Record. Empire of Storms, quinto livro da série, foi lançado recentemente nos Estados Unidos. 
 
 
Agora só nos resta aguardar e torcer para que a série seja tão incrível quantos os livros. Comente aqui em baixo para a gente saber o que você espera de Queen of Shadows 🙂